O Meu Amor

Era uma vez um menino chamado Tharandill. Era magro, tinha pelo
grosso e rastas compridas. Graças ao seu pobre aspeto físico, o Tharandill
era marginalizado pela sociedade. Era um ser esquisito.
No dia do seu aniversário, o menino não teve direito a uma festa,
ninguém lhe deu os parabéns e não recebeu prendas. Ninguém quis saber
dele! Abatido com a situação, dirigiu-se a uma fábrica abandonada e muito
degradada onde cresciam muitos cogumelos. Eram também uns cogumelos
especiais… Tinham poderes mágicos. Ele queria comê-los para ver o que
acontecia. E assim fez. Baixou-se, provou um… depois outro e… comeu
todos os cogumelos mágicos que viu!
Momentos depois, acordou numa sala branca com luzes a piscar.
Uma delas apontava para si e outra apontava para um espaço vazio.
Nesse espaço, apareceu a sua avó Alzira que era rude, agressiva e
maléfica para o neto, pois não gostava dele.
A avó perguntou-lhe se sabia porque é que a casa onde vivia era feita
de círculos ao que ele respondeu negativamente. A avó lançou-lhe um olhar
superior e malvado e disse:
- É para não entrarem monstros quadrados como tu! - e desapareceu
fazendo aparecer, subitamente, os Maias, que eram os primos do
Tharandill.
- Olhem meninos, chegámos ao campo! - disse o pai Maia.
- Porque dizes isso pai?! - perguntaram ansiosamente os filhos.
- Está ali um cepo - esclareceu.
Momentos depois, o pai observou melhor o cepo e afirmou com
desprezo: - Afinal é apenas o vosso primo! - e sumiram-se todos os
membros da família Maia com uma grande gargalhada.
O visitante seguinte foi o seu irmão mais velho Xico que lhe disse: Os pais gostam mais de mim do que de ti! - e evaporou-se.
De repente, a sua ex namorada Rola apareceu e afirmou que nunca
tivera sido feliz com ele. Mal acabou de o dizer, foi embora a voar.
Seguidamente, surgiu uma sombra irreconhecível. O menino
questionou--se sobre quem seria. Reconheceu o dono da sombra devido à
sua voz. Era o seu tio Cícero. Num tom grosseiro, o tio dirigiu-se a
Tharandill e exclamou: - Vai para casa que o teu lugar é lá, e bem
escondido! - e desapareceu sem deixar rasto.
Após várias visitas, surgiram duas pulgas: os irmãos gémeos mais
novos do jovem rapaz. Estes comentavam um com o outro num tom de voz
irritante e trocista:
- Tenho vergonha de andar com ele na rua! - exclamou um.
- E eu tenho vergonha de lhe chamar irmão! - respondeu
convictamente o outro. Abandonaram a fábrica.
Depois de algum tempo a sonhar, o jovem Tharandill acordou
baralhado e sem saber onde estava, sem se lembrar dos cogumelos e sem
saber o que se tinha passado. Sentia-se triste por causa do sonho
desanimador que acabara de ter. Queria desaparecer…
Até que, momentos depois, apareceu a Corsola e ajudou o Tharandill
a recuperar e a lembrar-se de tudo. Aquele apressou-se a perguntar-lhe se
gostava dele com a esperança de que fosse a primeira pessoa a dizer sim…
Mas ela respondeu que não podia saber isso sem o conhecer. Precisavam de
conviver.
E assim foi. Conheceram-se e tornaram-se grandes amigos.
Passaram-se vários meses e com a ajuda da nova amiga, o jovem percebeu
que os cogumelos mágicos não faziam com que as pessoas gostassem dele
nem diminuíam os problemas.
Numa tarde de sol, Corsola achou que era o momento certo para
surpreender Tharandill, dizendo-lhe o que sentia. Juntaram-se os dois e ela
disse-lhe: - Tu és o meu amor! O menino ficou muito surpreendido e
apressou-se a responder que também ela era o amor dele.
Depois essa tarde, Corsola e Tharandill ficaram juntos para sempre e
ele nunca mais se sentiu triste e sozinho.
10º ano – turma A

O meu amor[2]

  • 1.
    O Meu Amor Erauma vez um menino chamado Tharandill. Era magro, tinha pelo grosso e rastas compridas. Graças ao seu pobre aspeto físico, o Tharandill era marginalizado pela sociedade. Era um ser esquisito. No dia do seu aniversário, o menino não teve direito a uma festa, ninguém lhe deu os parabéns e não recebeu prendas. Ninguém quis saber dele! Abatido com a situação, dirigiu-se a uma fábrica abandonada e muito degradada onde cresciam muitos cogumelos. Eram também uns cogumelos especiais… Tinham poderes mágicos. Ele queria comê-los para ver o que acontecia. E assim fez. Baixou-se, provou um… depois outro e… comeu todos os cogumelos mágicos que viu! Momentos depois, acordou numa sala branca com luzes a piscar. Uma delas apontava para si e outra apontava para um espaço vazio. Nesse espaço, apareceu a sua avó Alzira que era rude, agressiva e maléfica para o neto, pois não gostava dele. A avó perguntou-lhe se sabia porque é que a casa onde vivia era feita de círculos ao que ele respondeu negativamente. A avó lançou-lhe um olhar superior e malvado e disse: - É para não entrarem monstros quadrados como tu! - e desapareceu fazendo aparecer, subitamente, os Maias, que eram os primos do Tharandill. - Olhem meninos, chegámos ao campo! - disse o pai Maia. - Porque dizes isso pai?! - perguntaram ansiosamente os filhos. - Está ali um cepo - esclareceu. Momentos depois, o pai observou melhor o cepo e afirmou com desprezo: - Afinal é apenas o vosso primo! - e sumiram-se todos os membros da família Maia com uma grande gargalhada. O visitante seguinte foi o seu irmão mais velho Xico que lhe disse: Os pais gostam mais de mim do que de ti! - e evaporou-se. De repente, a sua ex namorada Rola apareceu e afirmou que nunca tivera sido feliz com ele. Mal acabou de o dizer, foi embora a voar. Seguidamente, surgiu uma sombra irreconhecível. O menino questionou--se sobre quem seria. Reconheceu o dono da sombra devido à sua voz. Era o seu tio Cícero. Num tom grosseiro, o tio dirigiu-se a Tharandill e exclamou: - Vai para casa que o teu lugar é lá, e bem escondido! - e desapareceu sem deixar rasto. Após várias visitas, surgiram duas pulgas: os irmãos gémeos mais novos do jovem rapaz. Estes comentavam um com o outro num tom de voz irritante e trocista: - Tenho vergonha de andar com ele na rua! - exclamou um.
  • 2.
    - E eutenho vergonha de lhe chamar irmão! - respondeu convictamente o outro. Abandonaram a fábrica. Depois de algum tempo a sonhar, o jovem Tharandill acordou baralhado e sem saber onde estava, sem se lembrar dos cogumelos e sem saber o que se tinha passado. Sentia-se triste por causa do sonho desanimador que acabara de ter. Queria desaparecer… Até que, momentos depois, apareceu a Corsola e ajudou o Tharandill a recuperar e a lembrar-se de tudo. Aquele apressou-se a perguntar-lhe se gostava dele com a esperança de que fosse a primeira pessoa a dizer sim… Mas ela respondeu que não podia saber isso sem o conhecer. Precisavam de conviver. E assim foi. Conheceram-se e tornaram-se grandes amigos. Passaram-se vários meses e com a ajuda da nova amiga, o jovem percebeu que os cogumelos mágicos não faziam com que as pessoas gostassem dele nem diminuíam os problemas. Numa tarde de sol, Corsola achou que era o momento certo para surpreender Tharandill, dizendo-lhe o que sentia. Juntaram-se os dois e ela disse-lhe: - Tu és o meu amor! O menino ficou muito surpreendido e apressou-se a responder que também ela era o amor dele. Depois essa tarde, Corsola e Tharandill ficaram juntos para sempre e ele nunca mais se sentiu triste e sozinho. 10º ano – turma A