Editado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça
Ano 2 Número 6                                                                                                     Dezembro/ 2012


  DF formaliza adesão ao Programa Crack




Foto: Isaac Amorim

O Governo Federal vai investir, nos        No que diz respeito à saúde, deverão       O DF também já recebe verba do
próximos dois anos, R$ 42,2 milhões        ser investidos R$ 26,6 milhões. A previ-   Governo Federal para apoio aos servi-
para o desenvolvimento das ações do        são é de que o Distrito Federal receba     ços de acolhimento, com 700 vagas
Programa ‘Crack, é possível vencer’ no     79 novos leitos em enfermarias de saú-     em abrigos, quatro Centros de Refe-
Distrito Federal. O anúncio foi feito no   de mental em hospitais gerais para         rência Especializados para População
dia 7 de dezembro, em Brasília/DF,         atendimentos e internações de curta        em Situação de Rua (Centro POP) e
durante a cerimônia de adesão do Go-       duração; quatro novos Centros de A-        31 Centros de Referência de Assistên-
verno Distrital ao programa, que já foi    tenção Psicossocial para Álcool e Dro-     cia Social (CRAS).
lançado em 13 estados. O objetivo é        gas (CAPS-AD) em funcionamento por
fortalecer os serviços de segurança        24 horas e adaptação de outra unidade      Para o eixo de prevenção, serão in-
pública, saúde e assistência social,       para oferta de tratamento continuado;      vestidos R$ 8 milhões até 2014, para
reduzindo, por um lado, a oferta de        três Unidades de Acolhimento Adulto e      capacitação de 24 mil pessoas, dentre
crack e outras drogas, com ações de        duas Unidades de Acolhimento Infanto-      lideranças comunitárias, conselheiros
prevenção e repressão policial de en-      juvenil, para controle da abstinência,     municipais, profissionais de saúde e
frentamento ao tráfico, e, por outro       além de três Consultórios na Rua, para     assistência social, lideranças religio-
lado, aumentando a oferta de trata-        intervenção nas cenas de uso. Um des-      sas, educadores da rede pública, ope-
mento, acolhimento e atenção aos           ses consultórios já está em funciona-      radores do Direito, gestores, profis-
usuários e dependentes.                    mento.                                     sionais e voluntários de Comunidades
                                                                                      Terapêuticas. Outros R$ 2 milhões
Até março de 2013, o DF receberá R$        Na área de desenvolvimento social, o       deverão ser investidos para capacita-
5,8 milhões para execução de ações         DF possui 11 Centros de Referência         ção de profissionais por meio dos três
pactuadas na área da segurança públi-      Especializada em Assistência Social        Centros Regionais de Referência
ca. Serão entregues três bases móveis      (CREAS) com prestação de serviços co-      (CRR) em instituições públicas de
de monitoramento, 60 câmeras de            financiados pelo MDS. Com o Programa       ensino superior localizadas no DF.
videomonitoramento, seis carros, seis      Crack, essas unidades passam a rece-
motocicletas e 600 equipamentos de         ber mais recursos do MDS para subsidi-     Formalizada no dia em que o Progra-
menor potencial ofensivo. Também           ar as equipes do Serviço de Abordagem      ma completou um ano de lançamen-
serão qualificados 160 profissionais da    Social nas ruas, que atuam em parceria     to, a adesão do DF contou com a pre-
área, que receberão instruções sobre       com as equipes de saúde, identificando     sença da ministra do Desenvolvimen-
funcionamento das bases comunitárias       e encaminhando os usuários de drogas       to Social e Combate à Fome (MDS),
de segurança, redes de atenção e cui-      aos cuidados do Sistema Único de As-       Tereza Campello, da secretária Nacio-
dado ao usuário de crack e outras dro-     sistência Social (SUAS) e do Sistema       nal de Segurança Pública do Ministé-
gas e diretrizes de uso da força para      Único de Saúde (SUS). Até 2014, os         rio da Justiça (Senasp/MJ), Regina
proteção dos direitos humanos de pes-      investimentos do MDS para a ação de        Miki, e do governador Agnelo Queiroz.
soas em situação de vulnerabilidade        abordagem social chegarão a R$ 1,8         A iniciativa já está sendo desenvolvi-
social.                                    milhão.                                    da nos Estados de AL, PE, RJ, RS,
                                                                                      MG, AC, SC, ES, MS, PI, PR, CE e SP.
PÁGINA 2                                           INFORMATIVO SENASP                                 ANO 2    NÚMERO 6


MJ reúne governadores e secretários para
avaliação anual da segurança nas fronteiras




Foto: Isaac Amorim

O Ministério da Justiça reuniu, no        vas e de investigação na fronteira,      em dez estados. Com a implanta-
dia 7 de dezembro, em Brasília/DF,        com o aumento do número de apre-         ção de mais oito unidades na fron-
governadores e secretários de Segu-       ensões de drogas, prisões de trafi-      teiras e outras duas – na Receita
rança Pública dos Estados do AC,          cantes e quadrilhas desarticuladas.      Federal e na Paraíba – esse número
AP, AM, MT, MS, RO, RR, PA, PR, RS        Ele anunciou ainda os preparativos       chegará a 26.
e SC para uma avaliação preliminar        da 22ª Operação Simultânea de
dos avanços e investimentos realiza-      Fronteira, realizada em 13 e 14 de       Medalha de reconhecimento
dos em 2012 no âmbito da Estraté-         dezembro, por todos os estados de
gia Nacional de Segurança Pública         fronteira, e propôs a criação de um      Em meio à visita dos representan-
nas Fronteiras (Enafron). Dentre as       Conselho Nacional de Secretários de      tes dos estados de fronteira ao Pa-
principais temáticas abordadas esti-      Segurança Pública dos Estados de         lácio da Justiça, a secretária Regina
veram particularidades sobre execu-       Fronteira para discutir a Enafron e os   Miki recebeu, do Governo de Ron-
ção de convênios, a importância do        problemas gerais e específicos de        dônia, a Medalha Jorge Teixeira de
envolvimento dos gestores no Plano        cada ente federado, já prevendo a        Oliveira, por cooperar com a efeti-
Nacional, os problemas enfrentados        possibilidade de se realizar, no 1º      vação de projetos de segurança
na radiocomunicação, indicadores de       quadrimestre de 2013, uma reunião        pública conveniados. O reconheci-
violência e demandas de efetivo pa-       de acompanhamento dos planos de          mento dá-se porque, de 2011 a
ra atuar na faixa de fronteira do         ação e dos indicadores, além de visi-    2012, a Senasp investiu R$ 8,5
país.                                     tas aos estados.                         milhões no estado, em ações de
                                                                                   reaparelhamento da Polícia Civil, do
Segundo o ministro José Eduardo           Lavagem de Dinheiro                      Instituto Laboratorial Criminal e do
Cardozo, a efetivação da política de                                               Setor de Documentoscopia do Insti-
segurança pública nas fronteiras é        Durante o evento, o MJ assinou acor-     tuto de Criminalística.
uma das prioridades do Governo            dos de cooperação federativa com
Federal, levando-se em considera-         oito estados de fronteira (MS, MT,       A verba também foi destinada à
ção três perspectivas: gestão, inves-     AC, AM, AP, RR, RO, PA) para a im-       implantação de bases móveis de
timentos e parceria, tanto por meio       plementação de Laboratórios de Tec-      videomonitoramento; ações de po-
da integração entre as forças fede-       nologia contra Lavagem de Dinheiro       liciamento comunitário; capacitação
rais quanto pela articulação com a        (LAB/LD), baseados no modelo de-         de instrutores do Proerd; mapea-
polícia de outros países. Dados a-        senvolvido pelo Departamento de          mento de competências dos servi-
presentados pela secretária Nacional      Recuperação de Ativos e Cooperação       dores de segurança pública; forta-
de Segurança Pública, Regina Miki,        Jurídica Internacional (DRCI) da Se-     lecimento do Departamento de Nar-
mostram que, nos últimos dois a-          cretaria Nacional de Justiça (SNJ).      cóticos da Polícia Civil e da Unidade
nos, foram investidos R$ 260 mi-          Além da transferência de tecnologia      de Policiamento Especializado de
lhões para o fortalecimento da capa-      e metodologia, conforme as diretri-      Fronteira e implantação da Enafron.
cidade dos estados em prevenir e          zes do Plano Estratégico de Frontei-     Na área operacional, o estado agra-
reprimir crimes praticados na fron-       ras, o convênio prevê o treinamento      dece o emprego e manutenção da
teira, o que representa um aumento        de servidores dos estados para que       Força Nacional de Segurança Públi-
de 1.300% em relação ao total de          se adaptem ao uso da tecnologia de       ca em operações emergenciais e de
recursos executados de 2009 a             análise de dados dos laboratórios.       prevenção nos últimos dois anos,
2010, período em que foram repas-                                                  visando a redução da violência,
sados R$ 20 milhões por meio de           O MJ irá investir, em cada laborató-     principalmente dos crimes contra a
doações e convênios.                      rio, cerca de R$ 1,8 milhão em equi-     vida. Segundo informações da Se-
                                          pamentos (hardwares e softwares),        cretaria de Segurança, Defesa e
O ministro Cardozo ressaltou que o        para produzir informações que pode-      Cidadania de Rondônia, a previsão
acréscimo de investimentos, princi-       rão subsidiar as investigações de        é de que, em 2013, o investimento
palmente em reaparelhamento e             casos de lavagem de dinheiro e cri-      em segurança pública no estado
capacitação, resultou em uma maior        mes a eles relacionados. Existem no      chegue a R$ 27,2 milhões.
eficiência das ações policiais ostensi-   Brasil 16 LABs/LD em funcionamento
ANO 2     NÚMERO 6                                 INFORMATIVO SENASP                                               PÁGINA 3


MJ vai destinar R$ 134 milhões para
radiocomunicação digital na fronteira
O Ministério da Justiça (MJ) vai in-       melhoria da capacidade operacional        grada nas Fronteiras, criado pela Se-
vestir, até 2014, R$ 134 milhões na        dos estados de fronteira, que apre-       nasp, em fevereiro deste ano. O GT
implementação de sistema de radio-         sentam sistemas precários de radio-       apontou a necessidade de implantar
comunicação digital nos órgãos de          comunicação, com cobertura limitada       um sistema integrado e padronizado
segurança pública dos estados locali-      e número reduzido de terminais. A         de radiocomunicação na divisa do Bra-
zados na faixa de fronteira. Os recur-     iniciativa, realizada no âmbito da Es-    sil com outros países da América Lati-
sos serão destinados à aquisição de        tratégia Nacional de Segurança Públi-     na.
infraestrutura e equipamentos, per-        ca nas Fronteiras (Enafron), dará iní-
mitindo troca de informações e ações       cio à migração do sistema analógico       A modernização dos sistemas de ra-
integradas para prevenção, fiscaliza-      existente para a tecnologia digital       diocomunicação para transmissão de
ção e repressão de crimes transfron-       criptografada, evitando que ocorram       voz e dados nos órgãos estaduais de
teiriços no AC, AP, AM, MT, MS, RO,        escutas não autorizadas em opera-         segurança pública visa também à ra-
RR, PA, PR, RS e SC.                       ções policiais.                           cionalização dos recursos a serem
                                                                                     empregados, tanto na implantação
O investimento é uma resposta da           O repasse de recursos leva em consi-      como na manutenção dos sistemas.
Secretaria Nacional de Segurança           deração as definições do Grupo de
Pública (Senasp) às demandas por           Trabalho de Radiocomunicação Inte-


Senasp conclui 2ª edição dos Cursos de
Análise Criminal e Unidade de Fronteira




Foto: Divulgação


Foram encerrados, no dia 7 de de-          senvolverem e usarem instrumentos e       dores. Participaram 26 profissionais
zembro, a 2ª edição dos Cursos de          produtos da análise criminal, alinha-     apenas dos estados de fronteira – AC,
Análise Criminal, em Santana do            dos com as melhores práticas interna-     AP, AM, MT, MS, RO, RR, PA, PR, RS e
Livramento/RS, e de Unidade Especi-        cionais, o curso focou a padronização     SC. Em 134 horas de aulas práticas e
alizada de Fronteira, em Dourados/-        de procedimentos a serem adotados         teóricas, foram discutidos, dentre ou-
MS. Promovidos simultaneamente,            nos Arcos Norte, Central e Sul da fai-    tros temas, Identificação de Explosi-
pela Secretaria Nacional de Seguran-       xa de fronteira.                          vos; Investigação Criminal; Gestão da
ça Pública (Senasp), por meio do                                                     Informação; Metodologia de Ensino;
Departamento de Pesquisa, Análise          Por conta da temática voltada tam-        Equipamentos de Proteção Individual
da Informação e Desenvolvimento de         bém ao Sinesp, puderam participar         e Táticos; Procedimentos em Ocorrên-
Pessoal    em    Segurança    Pública      das instruções profissionais de todos     cias Fronteiriças; Reconhecimento de
(Depaid), os cursos iniciaram suas         os estados do país. Além de Teorias e     Drogas Ilícitas; Georreferenciamento;
aulas no dia 19 de novembro e fa-          Introdução à Análise Criminal, os poli-   Atendimento Pré-Hospitalar; Táticas
zem parte das ações de capacitação         ciais aprimoraram o raciocínio sobre      de Confrontos Armados; Patrulhamen-
e treinamento dos agentes de segu-         Criminologia Ambiental; Produção do       to Policial; Tiro e Técnicas de Imobili-
rança que atuam nos 11 estados de          Conhecimento: Metodologia; Funda-         zação.
fronteira, previstas na Estratégia         mentos de Estatística; Análise Crimi-
Nacional de Segurança Pública nas          nal como Estratégia de Contrainteli-      A intenção da Senasp é de que os
Fronteiras (Enafron).                      gência nas Ações de Segurança Públi-      multiplicadores repliquem, de forma
                                           ca; Sistema de Informações Geográfi-      padronizada, as técnicas e táticas pas-
O Curso de Análise Criminal contou         cas; Análise de Problemas e Indicado-     sadas no curso em seus estados de
com a participação de 69 policiais         res e Operacionalização da Análise.       origem, habilitando profissionais de
civis, militares, federais e rodoviários                                             segurança pública que efetivamente
federais, que atuam na área de inte-       Diferentemente do Curso de Análise        atuam nas Unidades Especializadas de
ligência ou na alimentação do Siste-       Criminal, que qualificou profissionais    Fronteira. Em 2012, a Enafron execu-
ma Nacional de Informações de Se-          para as atividades-fins, o Curso de       tou R$ 1,52 milhão para apoiar a rea-
gurança Pública, Prisionais e sobre        Unidade Especializada de Fronteira        lização de 16 cursos, capacitando 560
Drogas (Sinesp). Com o objetivo de         capacitou os policiais estaduais e fe-    profissionais para atuarem em tais
treinar esses profissionais para de-       derais para atuarem como multiplica-      regiões.
PÁGINA 4                                            INFORMATIVO SENASP                                      ANO 2   NÚMERO 6


Senasp apoia Bombeiros na definição de
critérios para legalização de empresas
                                                                                       simplificar e uniformizar procedimen-
                                                                                       tos e requisitos de prevenção contra
                                                                                       incêndios, além de promover a en-
                                                                                       trada única de dados cadastrais e
                                                                                       documentos.

                                                                                       Responsáveis por expedir as licenças
                                                                                       de funcionamento das empresas, os
                                                                                       Corpos de Bombeiros devem ter
                                                                                       classificadas as atividades econômi-
                                                                                       cas de baixo e alto risco, para definir
                                                                                       quais os requisitos a serem cumpri-
                                                                                       dos por cada um dos estabelecimen-
                                                                                       tos. O licenciamento de empresas
                                                                                       consideradas de baixo risco, por e-
                                                                                       xemplo, poderá ser realizado com o
 Foto: Divulgação
                                                                                       fornecimento de informações e de-
O Comitê para Gestão da Rede Nacio-        a Nacional de Segurança Pública             clarações do empreendedor e pode
nal para a Simplificação do Registro e     (Senasp) há pouco mais de um ano,           dispensar a vistoria prévia para início
da Legalização de Empresas e Negó-         para sugerir normas padronizadas nas        das atividades.
cios (Redesim) publicou no Diário          unidades federativas e agilizar os trâ-
Oficial da União, no dia 4 de dezem-       mites entre o pedido e o alvará de cer-     Após ajudar na definição de critérios
bro, uma Resolução (nº 29) que dis-        tificação de cumprimento das medidas        de segurança para autorização de
põe sobre recomendação da adoção           de segurança.                               alvarás de funcionamento das em-
de diretrizes para integração do pro-                                                  presas, a Senasp deve agora atuar
cesso de licenciamento pelos Corpos        O GT, instituído pela Portaria nº 39, de    no sentido de induzir, junto aos co-
de Bombeiros Militares no que diz          18 de outubro de 2011, levou em con-        mandantes gerais, a inclusão das
respeito à prevenção contra incêndios      sideração a competência da Senasp em        diretrizes sugeridas nas legislações
e pânico.                                  elaborar propostas de regulamentação        estaduais de segurança contra incên-
                                           em assuntos de segurança pública re-        dios e pânico. Os Corpos de Bombei-
A iniciativa partiu dos resultados do      ferentes aos setores público e privado.     ros também deverão disponibilizar
Grupo de Trabalho de Segurança con-        Com contribuições do Grupo de Traba-        materiais didáticos para que empre-
tra Incêndios para Micro e Pequenas        lho, o texto do marco regulatório lan-      sários, pessoas jurídicas e agentes
Empresas (MPE) e Empreendedores            çado pela Rede Nacional recomenda           públicos possam compreender e apli-
Individuais (EI), criado pela Secretari-   que os Corpos de Bombeiros devem            car as normas estabelecidas.



Força Nacional treina policiais e cães
farejadores no combate ao tráfico de drogas
A Força Nacional de Segurança Pública
promoveu, entre os dias 10 e 15 de
dezembro, em Ponta Porã/MS, um es-
tágio de readaptação com 25 policiais
militares de diversos estados do país
que treinam cães farejadores para lo-
calizarem drogas escondidas em locais
de grande fluxo de pessoas e mercado-
rias.

Com o objetivo de fortalecer o combate
ao narcotráfico na faixa de fronteira,
em apoio às ações da Polícia Federal e
órgãos estaduais de segurança, o curso
                                           Foto: Arquivo / DFNSP
aprimorou o conhecimento dos profis-
sionais no que diz respeito aos novos
procedimentos técnicos e táticos ope-
racionais vigentes nas missões da For-
                                           do cheiro de droga em ambientes e          As ações fazem parte da Operação
ça.
                                           veículos, além de ajudar no enfren-        Enafron e já resultaram este ano na
                                           tamento ao tráfico de armas e pes-         prisão em flagrante de 277 suspeitos,
Cada policial levou para a capacitação
                                           soas, crimes ambientais e contra-          na abordagem a 470.514 pessoas e
o cachorro com o qual já trabalha em
                                           bando. Depois do estágio, os binô-         na apreensão de 4.422 quilos de ma-
seu estado de origem. O treinamento
                                           mios (policial + cão) serão distribuí-     conha, 175 quilos de cocaína e 12
permite desenvolver doutrinas padroni-
                                           dos nos oito estados de fronteira nos      quilos de crack. Desse total de drogas
zadas de emprego desses animais nas
                                           quais a Força Nacional atua (AC, AM,       apreendidas entre janeiro e 6 de de-
ações de varredura e reconhecimento
                                           AP, MS, PA, PR, RO e RR).                  zembro, 40% foram encontradas com
                                                                                      ajuda de cães farejadores.
ANO 2    NÚMERO 6                                INFORMATIVO SENASP                                              PÁGINA 5


MJ participa do Congresso Nacional das
Guardas Municipais e reunião do Consems




Foto: Guty / SMSU

  Regina Miki e representantes da Senasp na Reunião do Conselho Nacional de Secretários e Gestores Municipais de Segurança


O Governo Federal, por meio do Mi-        de espaços urbanos seguros e            que ocorreu no dia 14, na capital
nistério da Justiça (MJ), colaborou       têm concorrido a editais de fi-         paulista, paralelamente ao Congres-
com a qualificação dos debates reali-     nanciamento da Secretaria Na-           so. Além da tramitação do Projeto
zados no 22º Congresso Nacional           cional de Segurança Pública             de Lei do Marco Regulatório das
das Guardas Municipais, promovido         (Senasp/MJ) voltados à execu-           Guardas, do processo de eleição da
em São Paulo/SP, entre os dias 12 e       ção de projetos para reaparelha-        nova diretoria do Conselho e do
14 de dezembro. Ao todo, 1.500            mento,       videomonitoramento,        Encontro Nacional que deve aconte-
gestores, pesquisadores e profissio-      capacitação, campanhas educati-         cer no início de 2013, foi discutido
nais de 207 cidades do país avaliaram     vas, oficinas de prevenção à vio-       o andamento dos convênios de ade-
questões como o papel do município        lência nas escolas e outras ativi-      são dos municípios à Rede de Inte-
no fortalecimento do Sistema Único        dades.                                  gração Nacional de Informações de
de Segurança Pública (SUSP) e políti-                                             Segurança Pública, Justiça e Fiscali-
cas municipais de segurança. Os par-      As ações da Senasp, tanto de            zação (Infoseg).
ticipantes discutiram possibilidades de   estímulo aos municípios na ela-
se impulsionar a aprovação do Projeto     boração de programas e planos           Em todo o país, 60 municípios já têm
de Lei do Marco Regulatório das Guar-     integrados de segurança quanto          acesso ao banco de dados da Infoseg
das Municipais (PL 1332/03), que tra-     no fortalecimento do Sistema            e, até o final de 2012, este número
mita na Câmara dos Deputados.             Nacional de Informações de Se-          deverá subir para aproximadamente
                                          gurança Pública, Prisionais e so-       120, com a celebração de novos con-
O ministro da Justiça, José Eduardo       bre Drogas (Sinesp) foram as-           vênios que estão em andamento na
Cardozo, que esteve no encerra-           suntos abordados no evento.             Senasp. O acesso das Guardas Muni-
mento do Congresso, ao lado da            Também estiveram na pauta de            cipais a dados de indivíduos, carteira
secretária Nacional de Segurança          debates a questão da aposenta-          nacional de habilitação e veículos foi
Pública, Regina Miki, destacou a          doria especial, policiamento co-        regulamentado pela Portaria nº 48,
importância dos assuntos que ti-          munitário e mediação de confli-         publicada em agosto deste ano. Pode
nham sido abordados pelas Guardas         tos.                                    firmar convênio com a Senasp o mu-
Municipais,   por   desempenharem                                                 nicípio cuja Guarda Municipal tenha,
ações de prevenção à violência e          Reunião do Consems                      na estrutura organizacional, correge-
criminalidade, devendo integrar-se                                                doria vinculada a uma ouvidoria ex-
aos demais organismos de seguran-         Regina Miki e outros represen-          terna ou outros órgãos de fiscalização
ça pública do país e buscar uma           tantes da Senasp participaram           e controle. O prazo de vigência do
normatização que lhes dê identida-        ainda da Reunião de Diretoria           acordo é de cinco anos, podendo ser
de. Os municípios são considerados        Ampliada do Conselho Nacional           prorrogado por igual período.
importantes atores na viabilização        de Secretários e Gestores Muni-
de políticas públicas de promoção         cipais de Segurança (Consems),




GERÊNCIA DE CONTEÚDO
REGINA MIKI
CRISTINA VILLANOVA

TEXTOS E DIAGRAMAÇÃO
DANIELLE AZEVEDO SOUZA

Informativo SENASP - Dezembro de 2012

  • 1.
    Editado pela SecretariaNacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça Ano 2 Número 6 Dezembro/ 2012 DF formaliza adesão ao Programa Crack Foto: Isaac Amorim O Governo Federal vai investir, nos No que diz respeito à saúde, deverão O DF também já recebe verba do próximos dois anos, R$ 42,2 milhões ser investidos R$ 26,6 milhões. A previ- Governo Federal para apoio aos servi- para o desenvolvimento das ações do são é de que o Distrito Federal receba ços de acolhimento, com 700 vagas Programa ‘Crack, é possível vencer’ no 79 novos leitos em enfermarias de saú- em abrigos, quatro Centros de Refe- Distrito Federal. O anúncio foi feito no de mental em hospitais gerais para rência Especializados para População dia 7 de dezembro, em Brasília/DF, atendimentos e internações de curta em Situação de Rua (Centro POP) e durante a cerimônia de adesão do Go- duração; quatro novos Centros de A- 31 Centros de Referência de Assistên- verno Distrital ao programa, que já foi tenção Psicossocial para Álcool e Dro- cia Social (CRAS). lançado em 13 estados. O objetivo é gas (CAPS-AD) em funcionamento por fortalecer os serviços de segurança 24 horas e adaptação de outra unidade Para o eixo de prevenção, serão in- pública, saúde e assistência social, para oferta de tratamento continuado; vestidos R$ 8 milhões até 2014, para reduzindo, por um lado, a oferta de três Unidades de Acolhimento Adulto e capacitação de 24 mil pessoas, dentre crack e outras drogas, com ações de duas Unidades de Acolhimento Infanto- lideranças comunitárias, conselheiros prevenção e repressão policial de en- juvenil, para controle da abstinência, municipais, profissionais de saúde e frentamento ao tráfico, e, por outro além de três Consultórios na Rua, para assistência social, lideranças religio- lado, aumentando a oferta de trata- intervenção nas cenas de uso. Um des- sas, educadores da rede pública, ope- mento, acolhimento e atenção aos ses consultórios já está em funciona- radores do Direito, gestores, profis- usuários e dependentes. mento. sionais e voluntários de Comunidades Terapêuticas. Outros R$ 2 milhões Até março de 2013, o DF receberá R$ Na área de desenvolvimento social, o deverão ser investidos para capacita- 5,8 milhões para execução de ações DF possui 11 Centros de Referência ção de profissionais por meio dos três pactuadas na área da segurança públi- Especializada em Assistência Social Centros Regionais de Referência ca. Serão entregues três bases móveis (CREAS) com prestação de serviços co- (CRR) em instituições públicas de de monitoramento, 60 câmeras de financiados pelo MDS. Com o Programa ensino superior localizadas no DF. videomonitoramento, seis carros, seis Crack, essas unidades passam a rece- motocicletas e 600 equipamentos de ber mais recursos do MDS para subsidi- Formalizada no dia em que o Progra- menor potencial ofensivo. Também ar as equipes do Serviço de Abordagem ma completou um ano de lançamen- serão qualificados 160 profissionais da Social nas ruas, que atuam em parceria to, a adesão do DF contou com a pre- área, que receberão instruções sobre com as equipes de saúde, identificando sença da ministra do Desenvolvimen- funcionamento das bases comunitárias e encaminhando os usuários de drogas to Social e Combate à Fome (MDS), de segurança, redes de atenção e cui- aos cuidados do Sistema Único de As- Tereza Campello, da secretária Nacio- dado ao usuário de crack e outras dro- sistência Social (SUAS) e do Sistema nal de Segurança Pública do Ministé- gas e diretrizes de uso da força para Único de Saúde (SUS). Até 2014, os rio da Justiça (Senasp/MJ), Regina proteção dos direitos humanos de pes- investimentos do MDS para a ação de Miki, e do governador Agnelo Queiroz. soas em situação de vulnerabilidade abordagem social chegarão a R$ 1,8 A iniciativa já está sendo desenvolvi- social. milhão. da nos Estados de AL, PE, RJ, RS, MG, AC, SC, ES, MS, PI, PR, CE e SP.
  • 2.
    PÁGINA 2 INFORMATIVO SENASP ANO 2 NÚMERO 6 MJ reúne governadores e secretários para avaliação anual da segurança nas fronteiras Foto: Isaac Amorim O Ministério da Justiça reuniu, no vas e de investigação na fronteira, em dez estados. Com a implanta- dia 7 de dezembro, em Brasília/DF, com o aumento do número de apre- ção de mais oito unidades na fron- governadores e secretários de Segu- ensões de drogas, prisões de trafi- teiras e outras duas – na Receita rança Pública dos Estados do AC, cantes e quadrilhas desarticuladas. Federal e na Paraíba – esse número AP, AM, MT, MS, RO, RR, PA, PR, RS Ele anunciou ainda os preparativos chegará a 26. e SC para uma avaliação preliminar da 22ª Operação Simultânea de dos avanços e investimentos realiza- Fronteira, realizada em 13 e 14 de Medalha de reconhecimento dos em 2012 no âmbito da Estraté- dezembro, por todos os estados de gia Nacional de Segurança Pública fronteira, e propôs a criação de um Em meio à visita dos representan- nas Fronteiras (Enafron). Dentre as Conselho Nacional de Secretários de tes dos estados de fronteira ao Pa- principais temáticas abordadas esti- Segurança Pública dos Estados de lácio da Justiça, a secretária Regina veram particularidades sobre execu- Fronteira para discutir a Enafron e os Miki recebeu, do Governo de Ron- ção de convênios, a importância do problemas gerais e específicos de dônia, a Medalha Jorge Teixeira de envolvimento dos gestores no Plano cada ente federado, já prevendo a Oliveira, por cooperar com a efeti- Nacional, os problemas enfrentados possibilidade de se realizar, no 1º vação de projetos de segurança na radiocomunicação, indicadores de quadrimestre de 2013, uma reunião pública conveniados. O reconheci- violência e demandas de efetivo pa- de acompanhamento dos planos de mento dá-se porque, de 2011 a ra atuar na faixa de fronteira do ação e dos indicadores, além de visi- 2012, a Senasp investiu R$ 8,5 país. tas aos estados. milhões no estado, em ações de reaparelhamento da Polícia Civil, do Segundo o ministro José Eduardo Lavagem de Dinheiro Instituto Laboratorial Criminal e do Cardozo, a efetivação da política de Setor de Documentoscopia do Insti- segurança pública nas fronteiras é Durante o evento, o MJ assinou acor- tuto de Criminalística. uma das prioridades do Governo dos de cooperação federativa com Federal, levando-se em considera- oito estados de fronteira (MS, MT, A verba também foi destinada à ção três perspectivas: gestão, inves- AC, AM, AP, RR, RO, PA) para a im- implantação de bases móveis de timentos e parceria, tanto por meio plementação de Laboratórios de Tec- videomonitoramento; ações de po- da integração entre as forças fede- nologia contra Lavagem de Dinheiro liciamento comunitário; capacitação rais quanto pela articulação com a (LAB/LD), baseados no modelo de- de instrutores do Proerd; mapea- polícia de outros países. Dados a- senvolvido pelo Departamento de mento de competências dos servi- presentados pela secretária Nacional Recuperação de Ativos e Cooperação dores de segurança pública; forta- de Segurança Pública, Regina Miki, Jurídica Internacional (DRCI) da Se- lecimento do Departamento de Nar- mostram que, nos últimos dois a- cretaria Nacional de Justiça (SNJ). cóticos da Polícia Civil e da Unidade nos, foram investidos R$ 260 mi- Além da transferência de tecnologia de Policiamento Especializado de lhões para o fortalecimento da capa- e metodologia, conforme as diretri- Fronteira e implantação da Enafron. cidade dos estados em prevenir e zes do Plano Estratégico de Frontei- Na área operacional, o estado agra- reprimir crimes praticados na fron- ras, o convênio prevê o treinamento dece o emprego e manutenção da teira, o que representa um aumento de servidores dos estados para que Força Nacional de Segurança Públi- de 1.300% em relação ao total de se adaptem ao uso da tecnologia de ca em operações emergenciais e de recursos executados de 2009 a análise de dados dos laboratórios. prevenção nos últimos dois anos, 2010, período em que foram repas- visando a redução da violência, sados R$ 20 milhões por meio de O MJ irá investir, em cada laborató- principalmente dos crimes contra a doações e convênios. rio, cerca de R$ 1,8 milhão em equi- vida. Segundo informações da Se- pamentos (hardwares e softwares), cretaria de Segurança, Defesa e O ministro Cardozo ressaltou que o para produzir informações que pode- Cidadania de Rondônia, a previsão acréscimo de investimentos, princi- rão subsidiar as investigações de é de que, em 2013, o investimento palmente em reaparelhamento e casos de lavagem de dinheiro e cri- em segurança pública no estado capacitação, resultou em uma maior mes a eles relacionados. Existem no chegue a R$ 27,2 milhões. eficiência das ações policiais ostensi- Brasil 16 LABs/LD em funcionamento
  • 3.
    ANO 2 NÚMERO 6 INFORMATIVO SENASP PÁGINA 3 MJ vai destinar R$ 134 milhões para radiocomunicação digital na fronteira O Ministério da Justiça (MJ) vai in- melhoria da capacidade operacional grada nas Fronteiras, criado pela Se- vestir, até 2014, R$ 134 milhões na dos estados de fronteira, que apre- nasp, em fevereiro deste ano. O GT implementação de sistema de radio- sentam sistemas precários de radio- apontou a necessidade de implantar comunicação digital nos órgãos de comunicação, com cobertura limitada um sistema integrado e padronizado segurança pública dos estados locali- e número reduzido de terminais. A de radiocomunicação na divisa do Bra- zados na faixa de fronteira. Os recur- iniciativa, realizada no âmbito da Es- sil com outros países da América Lati- sos serão destinados à aquisição de tratégia Nacional de Segurança Públi- na. infraestrutura e equipamentos, per- ca nas Fronteiras (Enafron), dará iní- mitindo troca de informações e ações cio à migração do sistema analógico A modernização dos sistemas de ra- integradas para prevenção, fiscaliza- existente para a tecnologia digital diocomunicação para transmissão de ção e repressão de crimes transfron- criptografada, evitando que ocorram voz e dados nos órgãos estaduais de teiriços no AC, AP, AM, MT, MS, RO, escutas não autorizadas em opera- segurança pública visa também à ra- RR, PA, PR, RS e SC. ções policiais. cionalização dos recursos a serem empregados, tanto na implantação O investimento é uma resposta da O repasse de recursos leva em consi- como na manutenção dos sistemas. Secretaria Nacional de Segurança deração as definições do Grupo de Pública (Senasp) às demandas por Trabalho de Radiocomunicação Inte- Senasp conclui 2ª edição dos Cursos de Análise Criminal e Unidade de Fronteira Foto: Divulgação Foram encerrados, no dia 7 de de- senvolverem e usarem instrumentos e dores. Participaram 26 profissionais zembro, a 2ª edição dos Cursos de produtos da análise criminal, alinha- apenas dos estados de fronteira – AC, Análise Criminal, em Santana do dos com as melhores práticas interna- AP, AM, MT, MS, RO, RR, PA, PR, RS e Livramento/RS, e de Unidade Especi- cionais, o curso focou a padronização SC. Em 134 horas de aulas práticas e alizada de Fronteira, em Dourados/- de procedimentos a serem adotados teóricas, foram discutidos, dentre ou- MS. Promovidos simultaneamente, nos Arcos Norte, Central e Sul da fai- tros temas, Identificação de Explosi- pela Secretaria Nacional de Seguran- xa de fronteira. vos; Investigação Criminal; Gestão da ça Pública (Senasp), por meio do Informação; Metodologia de Ensino; Departamento de Pesquisa, Análise Por conta da temática voltada tam- Equipamentos de Proteção Individual da Informação e Desenvolvimento de bém ao Sinesp, puderam participar e Táticos; Procedimentos em Ocorrên- Pessoal em Segurança Pública das instruções profissionais de todos cias Fronteiriças; Reconhecimento de (Depaid), os cursos iniciaram suas os estados do país. Além de Teorias e Drogas Ilícitas; Georreferenciamento; aulas no dia 19 de novembro e fa- Introdução à Análise Criminal, os poli- Atendimento Pré-Hospitalar; Táticas zem parte das ações de capacitação ciais aprimoraram o raciocínio sobre de Confrontos Armados; Patrulhamen- e treinamento dos agentes de segu- Criminologia Ambiental; Produção do to Policial; Tiro e Técnicas de Imobili- rança que atuam nos 11 estados de Conhecimento: Metodologia; Funda- zação. fronteira, previstas na Estratégia mentos de Estatística; Análise Crimi- Nacional de Segurança Pública nas nal como Estratégia de Contrainteli- A intenção da Senasp é de que os Fronteiras (Enafron). gência nas Ações de Segurança Públi- multiplicadores repliquem, de forma ca; Sistema de Informações Geográfi- padronizada, as técnicas e táticas pas- O Curso de Análise Criminal contou cas; Análise de Problemas e Indicado- sadas no curso em seus estados de com a participação de 69 policiais res e Operacionalização da Análise. origem, habilitando profissionais de civis, militares, federais e rodoviários segurança pública que efetivamente federais, que atuam na área de inte- Diferentemente do Curso de Análise atuam nas Unidades Especializadas de ligência ou na alimentação do Siste- Criminal, que qualificou profissionais Fronteira. Em 2012, a Enafron execu- ma Nacional de Informações de Se- para as atividades-fins, o Curso de tou R$ 1,52 milhão para apoiar a rea- gurança Pública, Prisionais e sobre Unidade Especializada de Fronteira lização de 16 cursos, capacitando 560 Drogas (Sinesp). Com o objetivo de capacitou os policiais estaduais e fe- profissionais para atuarem em tais treinar esses profissionais para de- derais para atuarem como multiplica- regiões.
  • 4.
    PÁGINA 4 INFORMATIVO SENASP ANO 2 NÚMERO 6 Senasp apoia Bombeiros na definição de critérios para legalização de empresas simplificar e uniformizar procedimen- tos e requisitos de prevenção contra incêndios, além de promover a en- trada única de dados cadastrais e documentos. Responsáveis por expedir as licenças de funcionamento das empresas, os Corpos de Bombeiros devem ter classificadas as atividades econômi- cas de baixo e alto risco, para definir quais os requisitos a serem cumpri- dos por cada um dos estabelecimen- tos. O licenciamento de empresas consideradas de baixo risco, por e- xemplo, poderá ser realizado com o Foto: Divulgação fornecimento de informações e de- O Comitê para Gestão da Rede Nacio- a Nacional de Segurança Pública clarações do empreendedor e pode nal para a Simplificação do Registro e (Senasp) há pouco mais de um ano, dispensar a vistoria prévia para início da Legalização de Empresas e Negó- para sugerir normas padronizadas nas das atividades. cios (Redesim) publicou no Diário unidades federativas e agilizar os trâ- Oficial da União, no dia 4 de dezem- mites entre o pedido e o alvará de cer- Após ajudar na definição de critérios bro, uma Resolução (nº 29) que dis- tificação de cumprimento das medidas de segurança para autorização de põe sobre recomendação da adoção de segurança. alvarás de funcionamento das em- de diretrizes para integração do pro- presas, a Senasp deve agora atuar cesso de licenciamento pelos Corpos O GT, instituído pela Portaria nº 39, de no sentido de induzir, junto aos co- de Bombeiros Militares no que diz 18 de outubro de 2011, levou em con- mandantes gerais, a inclusão das respeito à prevenção contra incêndios sideração a competência da Senasp em diretrizes sugeridas nas legislações e pânico. elaborar propostas de regulamentação estaduais de segurança contra incên- em assuntos de segurança pública re- dios e pânico. Os Corpos de Bombei- A iniciativa partiu dos resultados do ferentes aos setores público e privado. ros também deverão disponibilizar Grupo de Trabalho de Segurança con- Com contribuições do Grupo de Traba- materiais didáticos para que empre- tra Incêndios para Micro e Pequenas lho, o texto do marco regulatório lan- sários, pessoas jurídicas e agentes Empresas (MPE) e Empreendedores çado pela Rede Nacional recomenda públicos possam compreender e apli- Individuais (EI), criado pela Secretari- que os Corpos de Bombeiros devem car as normas estabelecidas. Força Nacional treina policiais e cães farejadores no combate ao tráfico de drogas A Força Nacional de Segurança Pública promoveu, entre os dias 10 e 15 de dezembro, em Ponta Porã/MS, um es- tágio de readaptação com 25 policiais militares de diversos estados do país que treinam cães farejadores para lo- calizarem drogas escondidas em locais de grande fluxo de pessoas e mercado- rias. Com o objetivo de fortalecer o combate ao narcotráfico na faixa de fronteira, em apoio às ações da Polícia Federal e órgãos estaduais de segurança, o curso Foto: Arquivo / DFNSP aprimorou o conhecimento dos profis- sionais no que diz respeito aos novos procedimentos técnicos e táticos ope- racionais vigentes nas missões da For- do cheiro de droga em ambientes e As ações fazem parte da Operação ça. veículos, além de ajudar no enfren- Enafron e já resultaram este ano na tamento ao tráfico de armas e pes- prisão em flagrante de 277 suspeitos, Cada policial levou para a capacitação soas, crimes ambientais e contra- na abordagem a 470.514 pessoas e o cachorro com o qual já trabalha em bando. Depois do estágio, os binô- na apreensão de 4.422 quilos de ma- seu estado de origem. O treinamento mios (policial + cão) serão distribuí- conha, 175 quilos de cocaína e 12 permite desenvolver doutrinas padroni- dos nos oito estados de fronteira nos quilos de crack. Desse total de drogas zadas de emprego desses animais nas quais a Força Nacional atua (AC, AM, apreendidas entre janeiro e 6 de de- ações de varredura e reconhecimento AP, MS, PA, PR, RO e RR). zembro, 40% foram encontradas com ajuda de cães farejadores.
  • 5.
    ANO 2 NÚMERO 6 INFORMATIVO SENASP PÁGINA 5 MJ participa do Congresso Nacional das Guardas Municipais e reunião do Consems Foto: Guty / SMSU Regina Miki e representantes da Senasp na Reunião do Conselho Nacional de Secretários e Gestores Municipais de Segurança O Governo Federal, por meio do Mi- de espaços urbanos seguros e que ocorreu no dia 14, na capital nistério da Justiça (MJ), colaborou têm concorrido a editais de fi- paulista, paralelamente ao Congres- com a qualificação dos debates reali- nanciamento da Secretaria Na- so. Além da tramitação do Projeto zados no 22º Congresso Nacional cional de Segurança Pública de Lei do Marco Regulatório das das Guardas Municipais, promovido (Senasp/MJ) voltados à execu- Guardas, do processo de eleição da em São Paulo/SP, entre os dias 12 e ção de projetos para reaparelha- nova diretoria do Conselho e do 14 de dezembro. Ao todo, 1.500 mento, videomonitoramento, Encontro Nacional que deve aconte- gestores, pesquisadores e profissio- capacitação, campanhas educati- cer no início de 2013, foi discutido nais de 207 cidades do país avaliaram vas, oficinas de prevenção à vio- o andamento dos convênios de ade- questões como o papel do município lência nas escolas e outras ativi- são dos municípios à Rede de Inte- no fortalecimento do Sistema Único dades. gração Nacional de Informações de de Segurança Pública (SUSP) e políti- Segurança Pública, Justiça e Fiscali- cas municipais de segurança. Os par- As ações da Senasp, tanto de zação (Infoseg). ticipantes discutiram possibilidades de estímulo aos municípios na ela- se impulsionar a aprovação do Projeto boração de programas e planos Em todo o país, 60 municípios já têm de Lei do Marco Regulatório das Guar- integrados de segurança quanto acesso ao banco de dados da Infoseg das Municipais (PL 1332/03), que tra- no fortalecimento do Sistema e, até o final de 2012, este número mita na Câmara dos Deputados. Nacional de Informações de Se- deverá subir para aproximadamente gurança Pública, Prisionais e so- 120, com a celebração de novos con- O ministro da Justiça, José Eduardo bre Drogas (Sinesp) foram as- vênios que estão em andamento na Cardozo, que esteve no encerra- suntos abordados no evento. Senasp. O acesso das Guardas Muni- mento do Congresso, ao lado da Também estiveram na pauta de cipais a dados de indivíduos, carteira secretária Nacional de Segurança debates a questão da aposenta- nacional de habilitação e veículos foi Pública, Regina Miki, destacou a doria especial, policiamento co- regulamentado pela Portaria nº 48, importância dos assuntos que ti- munitário e mediação de confli- publicada em agosto deste ano. Pode nham sido abordados pelas Guardas tos. firmar convênio com a Senasp o mu- Municipais, por desempenharem nicípio cuja Guarda Municipal tenha, ações de prevenção à violência e Reunião do Consems na estrutura organizacional, correge- criminalidade, devendo integrar-se doria vinculada a uma ouvidoria ex- aos demais organismos de seguran- Regina Miki e outros represen- terna ou outros órgãos de fiscalização ça pública do país e buscar uma tantes da Senasp participaram e controle. O prazo de vigência do normatização que lhes dê identida- ainda da Reunião de Diretoria acordo é de cinco anos, podendo ser de. Os municípios são considerados Ampliada do Conselho Nacional prorrogado por igual período. importantes atores na viabilização de Secretários e Gestores Muni- de políticas públicas de promoção cipais de Segurança (Consems), GERÊNCIA DE CONTEÚDO REGINA MIKI CRISTINA VILLANOVA TEXTOS E DIAGRAMAÇÃO DANIELLE AZEVEDO SOUZA