Expedição Monte Crista
Nos dias 01, 02,03 de fevereiro de 2016 o Grupo Manoa
através de seu representante Indioê Alan Autovicz vindo de
Florianópolis juntamente com dois parceiros de montanha de
Blumenau realizou uma expedição na região norte do estado
de santa Catarina, onde está localizada a montanha chamada
de "Monte Crista". Com o intuito de fortalecer os laços entre a
montanha e seus admiradores, e obter um melhor
conhecimento acerca da epistemologia da região fauna, flora,
coleta de dados na região e captação de imagens para o
projeto intitulado caminhos antigos de santa Catarina, Como
pesquisador também estava fazendo medições e diversas
fotos e vídeos para analise detalhada da estrutura na qual
estávamos em foco, Deu se inicio a caminhada as 18h00min
do dia 1 de fevereiro.
O Monte Crista é uma montanha detentora de um rico patrimônio natural e
histórico, possui belezas ímpares do bioma mata atlântica. Local onde o
instituto MANOA tem mais de 35 expedições registradas para pesquisas e
aprofundamento de estudos.
Com objetivos de chegar a um ataque direto até a gruta do
Henrique nas proximidades dos campos de altitude, refletimos
acerca do tempo instável que pareava na região e redefinimos os
nossos objetivos. Desenvolvemos o estímulo das intuições para
perceber o quão forte é a natureza, as quais entenderam como
Divina. Alinhado a enorme expectativa de todos, pelo fato de fazer
algum tempo que não caminhávamos por essa região e dado uma
semana com tempo instável e previsões ruins para a semana que
estava por vir.
A Expedição teria também um atrativo especial, pois Pela primeira
vez em mais de 10 anos, seria possível ver todos os cinco planetas
que são visíveis a olho nu brilhando no céu. Cerca de uma hora
antes do nascer do Sol, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno,
os cinco planetas que têm sido observados desde os tempos
antigos.
Ainda há mais por vir. Em agosto deste ano os cinco planetas
estarão juntos novamente, visíveis no céu noturno, portanto, fique
atento para um espetáculo planetário em 2016.
Caminhando pela primeira vez a noite na região sem o restante dos
integrantes equipe de campo Manoa fizemos uma subida bastante
calma e cautelosa ganhando altitude aos poucos, a visibilidade na
montanha não passava de 10 metros em local aberto, o frio era
ameno e a chuva constante, a escolha da investida a noite foi
pensando em evitar assim um pouco do calor e também das
picadas de insetos que são implacáveis na região.
A expedição estava indo conforme o planejado até que ao passar
pelo primeiro mirante após a clareira e antes da bica d água a
chuva vem torrencial e nos pega de surpresa, pela experiência em
outras expedições e cientes dos riscos reais de problemas com
hipotermia da combinação chuva+frio, resolvemos regredir alguns
minutos e voltar ao ultimo acampamento e montar uma base sólida
para nos aquecer, tomar e comer algo quente e redefinir o nosso
cronograma, por ali foi possível fazer uma fogueira perto de uma
pedra aonde para nossa sorte já tinha lenha seca e com um pouco
de atenção e alguns minutos de energia concentrada estávamos
quentes ao redor da fogueira rediscutindo nossos planos, entramos
em consenso e decidimos passar a noite por ali na esperança de
uma trégua da chuva torrencial para prosseguir até a gruta na
manhã seguinte.
Na manhã do dia 2 a chuva era constante então recolhemos
acampamento bem cedo e partimos rumo a gruta, o caminho
estava bem escorregadio e com bastante água descendo pela
escadaria, aproximando-se do platô 900 sem nenhuma visibilidade
do vigia do crista (guardião), não perdemos tempo e continuamos a
caminhada, como havíamos descansado e nos alimentado bem na
noite anterior a caminhada estava muito progressiva e evoluindo
rapidamente, antes mesmo do meio dia já tínhamos passado a
região conhecida como cabeluda devido a sua vegetação de longe
lembrar cabelos embaraçados e iniciaríamos uma ascensão até a
pedra do picolé no meio de forte neblina e com o frio e o vento
mais intensos devido a altitude da montanha.
No momento em que passávamos pela cabeluda observamos em
comparação com as outras vezes que estivemos na montanha o
baixo numero de lixo na região. Grelhas, lonas e garrafas tinham
uma quantidade mais elevada, estes que na volta levamos para a
base da montanha, importante valorizar o trabalho de associações
e organizações que fazem mutirões para a coleta do lixo na região
do monte crista. Como referência o trabalho de
Ações voluntárias como da Associação Joinvilense de Montanhismo – AJM,
que vem realizando durante muitos anos trabalhos de sensibilização e cadastro
dos visitantes nos feriados e organizando vários mutirões para a coleta de lixo
e conservação das trilhas do monte crista.
Chegamos à gruta por volta de 13h00min montamos acampamento
e por ali ficaríamos com base montada até o dia da descida,
fazendo investidas para estudos nas proximidades, com o
acampamento montado fomos a busca de água, na gruta existe um
sistema de coleta de água mais estava muito turva e inconfiável
para beber, saindo do picolé sentido a serra do quiriri existe um
local para coleta de água potável, mais a visibilidade na montanha
não estava colaborando devido a forte neblina não era uma opção.
Achamos seguro ferver a água e beber a da gruta, em seguida a
chuva aumentou e o problema da água se resolveu com a coleta da
mais pura água da chuva filtrada por musgos e rocha limpa.
Achei importante ressaltar também que a gruta estava muito limpa
e organizada, assim como a deixamos na nossa saída, um fato triste
foi o “cano” da parede onde contém um caderno e uma caneta
para o relato das pessoas que por ali passaram e que estava La por
anos e com uma importância histórica respeitável estava jogado em
qualquer lugar sem nenhum cuidado, na nossa saída da gruta
colocamos o cano no lugar deixamos o nosso relato e restauramos
o trabalho. Afinal, muitas páginas daquele caderno têm historias
minhas e de meus companheiros e amigos de montanha. Está
pronto para uso.
O tempo na altitude aproximada de 1.200 permaneceu instável o
tempo todo com exceção o final da tarde do segundo dia de
montanha, onde teve uma pequena trégua nas nuvens e uma breve
abertura do topo das montanhas, o suficiente para dar noção de
quanto tínhamos caminhado e que todo o esforço e perrengue faz
parte e o final sempre será contemplativo e agradável.
À noite tivemos fogueira e muitas conversas e histórias de
montanha ao redor dela comendo batatas assadas e tomando um
chá quente para repor energias para a descida que seria trabalhosa
devido a problemas na mochila de um dos integrantes, estaque
posteriormente foi ajustada e estava pronta para a descida no
terceiro dia bem cedo.
Acordamos no dia da descida, levantamos acampamento, comemos
uma refeição principal e estávamos prontos para as outras muitas
horas de descida da montanha, na região da cabeluda os rios para
atravessar estavam com o nível um pouco acima do normal devido
às fortes chuvas da noite anterior, nada que atrapalhasse o nosso
cronograma, por volta de meio dia estávamos no mirante antes da
clareira, por ali comemos alguns cereais e nos recompomos. Dali
em diante fez um ataque direto até a clareira, com a quantidade de
mosquitos sempre muito elevada ali naquela região foi uma parada
apenas para água e seguimos adiante, a descida é sempre um
momento muito importante, pois o cansaço acumulado e talvez
alguma desidratação possamos fazer perder pequenas faculdades
mentais e dificultar o final do trajeto, não foi nosso caso, chegamos
à travessia do rio três barras às 16 horas, o nível do rio estava baixo
e por ali se dava concluída e encerrada mais uma grande aventura e
que apesar de todas as dificuldades deu tudo certo e o sentimento
era de satisfação com mais uma subida com sucesso no monte
crista. E mais uma superação individual de cada integrante da
expedição.
‘’Eu Indioê A. Autovicz agradeço imensamente aos meus irmãos e
parceiros desta expedição Andrey M.Rawietsch e Leonardo l.
Becker.’’
"Experiencia sem igual vivida nesta expedição. Cada gota de suor, o
cansaço e o desconforto causado pela umidade excessiva que
'brotava' da montanha, foram compensados ao se atingir a
altitude. Sentimento inexplicável de ser humano que nestes raros
momentos, se coloca no seu lugar perante a natureza." Andrey
Rawietsch.
Indioê Alan Autovicz.
– Monte Crista- Garuva -Santa Catarina fevereiro de 2016.
ADICIONAR FOTOS,
MAPA DO MONTE CRISTA

Monte crista- 2016

  • 1.
    Expedição Monte Crista Nosdias 01, 02,03 de fevereiro de 2016 o Grupo Manoa através de seu representante Indioê Alan Autovicz vindo de Florianópolis juntamente com dois parceiros de montanha de Blumenau realizou uma expedição na região norte do estado de santa Catarina, onde está localizada a montanha chamada de "Monte Crista". Com o intuito de fortalecer os laços entre a montanha e seus admiradores, e obter um melhor conhecimento acerca da epistemologia da região fauna, flora, coleta de dados na região e captação de imagens para o projeto intitulado caminhos antigos de santa Catarina, Como pesquisador também estava fazendo medições e diversas fotos e vídeos para analise detalhada da estrutura na qual estávamos em foco, Deu se inicio a caminhada as 18h00min do dia 1 de fevereiro.
  • 2.
    O Monte Cristaé uma montanha detentora de um rico patrimônio natural e histórico, possui belezas ímpares do bioma mata atlântica. Local onde o instituto MANOA tem mais de 35 expedições registradas para pesquisas e aprofundamento de estudos. Com objetivos de chegar a um ataque direto até a gruta do Henrique nas proximidades dos campos de altitude, refletimos acerca do tempo instável que pareava na região e redefinimos os nossos objetivos. Desenvolvemos o estímulo das intuições para perceber o quão forte é a natureza, as quais entenderam como Divina. Alinhado a enorme expectativa de todos, pelo fato de fazer algum tempo que não caminhávamos por essa região e dado uma semana com tempo instável e previsões ruins para a semana que estava por vir. A Expedição teria também um atrativo especial, pois Pela primeira vez em mais de 10 anos, seria possível ver todos os cinco planetas
  • 3.
    que são visíveisa olho nu brilhando no céu. Cerca de uma hora antes do nascer do Sol, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, os cinco planetas que têm sido observados desde os tempos antigos. Ainda há mais por vir. Em agosto deste ano os cinco planetas estarão juntos novamente, visíveis no céu noturno, portanto, fique atento para um espetáculo planetário em 2016. Caminhando pela primeira vez a noite na região sem o restante dos integrantes equipe de campo Manoa fizemos uma subida bastante calma e cautelosa ganhando altitude aos poucos, a visibilidade na montanha não passava de 10 metros em local aberto, o frio era ameno e a chuva constante, a escolha da investida a noite foi pensando em evitar assim um pouco do calor e também das picadas de insetos que são implacáveis na região. A expedição estava indo conforme o planejado até que ao passar pelo primeiro mirante após a clareira e antes da bica d água a chuva vem torrencial e nos pega de surpresa, pela experiência em
  • 4.
    outras expedições ecientes dos riscos reais de problemas com hipotermia da combinação chuva+frio, resolvemos regredir alguns minutos e voltar ao ultimo acampamento e montar uma base sólida para nos aquecer, tomar e comer algo quente e redefinir o nosso cronograma, por ali foi possível fazer uma fogueira perto de uma pedra aonde para nossa sorte já tinha lenha seca e com um pouco de atenção e alguns minutos de energia concentrada estávamos quentes ao redor da fogueira rediscutindo nossos planos, entramos em consenso e decidimos passar a noite por ali na esperança de uma trégua da chuva torrencial para prosseguir até a gruta na manhã seguinte.
  • 6.
    Na manhã dodia 2 a chuva era constante então recolhemos acampamento bem cedo e partimos rumo a gruta, o caminho estava bem escorregadio e com bastante água descendo pela escadaria, aproximando-se do platô 900 sem nenhuma visibilidade do vigia do crista (guardião), não perdemos tempo e continuamos a caminhada, como havíamos descansado e nos alimentado bem na noite anterior a caminhada estava muito progressiva e evoluindo rapidamente, antes mesmo do meio dia já tínhamos passado a região conhecida como cabeluda devido a sua vegetação de longe lembrar cabelos embaraçados e iniciaríamos uma ascensão até a pedra do picolé no meio de forte neblina e com o frio e o vento mais intensos devido a altitude da montanha. No momento em que passávamos pela cabeluda observamos em comparação com as outras vezes que estivemos na montanha o baixo numero de lixo na região. Grelhas, lonas e garrafas tinham uma quantidade mais elevada, estes que na volta levamos para a base da montanha, importante valorizar o trabalho de associações e organizações que fazem mutirões para a coleta do lixo na região do monte crista. Como referência o trabalho de Ações voluntárias como da Associação Joinvilense de Montanhismo – AJM, que vem realizando durante muitos anos trabalhos de sensibilização e cadastro dos visitantes nos feriados e organizando vários mutirões para a coleta de lixo e conservação das trilhas do monte crista.
  • 7.
    Chegamos à grutapor volta de 13h00min montamos acampamento e por ali ficaríamos com base montada até o dia da descida, fazendo investidas para estudos nas proximidades, com o acampamento montado fomos a busca de água, na gruta existe um sistema de coleta de água mais estava muito turva e inconfiável para beber, saindo do picolé sentido a serra do quiriri existe um local para coleta de água potável, mais a visibilidade na montanha não estava colaborando devido a forte neblina não era uma opção. Achamos seguro ferver a água e beber a da gruta, em seguida a chuva aumentou e o problema da água se resolveu com a coleta da mais pura água da chuva filtrada por musgos e rocha limpa. Achei importante ressaltar também que a gruta estava muito limpa e organizada, assim como a deixamos na nossa saída, um fato triste foi o “cano” da parede onde contém um caderno e uma caneta
  • 8.
    para o relatodas pessoas que por ali passaram e que estava La por anos e com uma importância histórica respeitável estava jogado em qualquer lugar sem nenhum cuidado, na nossa saída da gruta colocamos o cano no lugar deixamos o nosso relato e restauramos o trabalho. Afinal, muitas páginas daquele caderno têm historias minhas e de meus companheiros e amigos de montanha. Está pronto para uso. O tempo na altitude aproximada de 1.200 permaneceu instável o tempo todo com exceção o final da tarde do segundo dia de montanha, onde teve uma pequena trégua nas nuvens e uma breve abertura do topo das montanhas, o suficiente para dar noção de quanto tínhamos caminhado e que todo o esforço e perrengue faz parte e o final sempre será contemplativo e agradável. À noite tivemos fogueira e muitas conversas e histórias de montanha ao redor dela comendo batatas assadas e tomando um
  • 9.
    chá quente pararepor energias para a descida que seria trabalhosa devido a problemas na mochila de um dos integrantes, estaque posteriormente foi ajustada e estava pronta para a descida no terceiro dia bem cedo. Acordamos no dia da descida, levantamos acampamento, comemos uma refeição principal e estávamos prontos para as outras muitas horas de descida da montanha, na região da cabeluda os rios para atravessar estavam com o nível um pouco acima do normal devido às fortes chuvas da noite anterior, nada que atrapalhasse o nosso cronograma, por volta de meio dia estávamos no mirante antes da clareira, por ali comemos alguns cereais e nos recompomos. Dali em diante fez um ataque direto até a clareira, com a quantidade de mosquitos sempre muito elevada ali naquela região foi uma parada apenas para água e seguimos adiante, a descida é sempre um momento muito importante, pois o cansaço acumulado e talvez alguma desidratação possamos fazer perder pequenas faculdades mentais e dificultar o final do trajeto, não foi nosso caso, chegamos à travessia do rio três barras às 16 horas, o nível do rio estava baixo e por ali se dava concluída e encerrada mais uma grande aventura e que apesar de todas as dificuldades deu tudo certo e o sentimento era de satisfação com mais uma subida com sucesso no monte crista. E mais uma superação individual de cada integrante da expedição. ‘’Eu Indioê A. Autovicz agradeço imensamente aos meus irmãos e parceiros desta expedição Andrey M.Rawietsch e Leonardo l. Becker.’’
  • 10.
    "Experiencia sem igualvivida nesta expedição. Cada gota de suor, o cansaço e o desconforto causado pela umidade excessiva que 'brotava' da montanha, foram compensados ao se atingir a altitude. Sentimento inexplicável de ser humano que nestes raros momentos, se coloca no seu lugar perante a natureza." Andrey Rawietsch. Indioê Alan Autovicz. – Monte Crista- Garuva -Santa Catarina fevereiro de 2016. ADICIONAR FOTOS, MAPA DO MONTE CRISTA