MÓDULO I
MODELOS PSICOLÓGICOSE FASES DO
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
Av. Dos Templários, 294, 4590-509 Paços de Ferreira Contacto: 255893095 / 936652653
Duração: 15 horas
Formadora: Dra. Joana Dias
2.
Após este
módulo, o
formandodeve
ser capaz de:
Reconhecer os
fatores que
influenciam o
desenvolvimento
da criança;
Enunciar os
modelos
psicológicos do
desenvolvimento
da criança;
Identificar as
várias etapas do
desenvolvimento
infantil.
Competências a adquirir:
3.
Conteúdos:
Psicologia do Desenvolvimento
•Conceito;
• Objetivo;
Modelos Psicológicos do
Desenvolvimento
• Teoria Psicanalítica (Freud);
• Teoria da Maturação (Gesell);
• Teoria do Ciclo Vital (Erik
Erikson);
• Teoria Cognitiva (Piaget,
Burner);
• Teoria Cognitivo-Social
(Vygotsky);
Etapas do Desenvolvimento
Humano
• Gravidez / nascimento / suas
condicionantes,
• Desenvolvimento intra-
uterino,
• Desenvolvimento pós-natal,
• Desenvolvimento,
crescimento e maturação,
• Fases do desenvolvimento da
criança.
• Fases, idades e perfis do
desenvolvimento dos 0 aos 6
anos.
4.
Introdução
• Nas últimasdécadas têm sido realizadas investigações acerca de quase todos os aspetos do
desenvolvimento infantil, estudando-se detalhadamente as as fases e as competências das crianças.
• Assim, o conceito de desenvolvimento foi sendo construído na perspetiva de que este termina com o
final do crescimento biológico ou “maturidade” e com base em pesquisas mais recentes debruçadas
sobre a idade adulta, o envelhecimento e sobre todo o ciclo vital.
• O desenvolvimento surge segundo diferentes autores, associado à predominância de aspetos inatos
maturativos construtivistas e ambientais, sendo o resultado da interação de vários fatores (biológicos,
educacionais, familiares, socio-culturais, etc).
• As diferenças nos pressupostos dos vários teóricos que estudaram e desenvolveram este tema
derivam do facto de cada um deles se interessar por um aspeto da criança, propondo-se em
consequência a explicar separadamente os diferentes ângulos do seu desenvolvimento.
• O desenvolvimento infantil é apresentado como sendo estruturado em fases, ou estádios, que
constituem modelos de funcionamento dominantes nos diferentes períodos etários.
5.
Psicologia e Psicologiado Desenvolvimento
Psicologia
A palavra Psicologia vem do
grego psico (alma ou
atividade mental) e logía
(estudo). Esta é, por isso, a
disciplina que analisa as três
dimensões desses processos:
cognitiva, afetiva e
comportamental.
A psicologia estuda a mente
do ser humano e como a
atuação desta pode
influenciar no
comportamento e abrange
os aspetos que vão desde o
desenvolvimento infantil até
a terceira idade
A metodologia de estudo da
psicologia divide-se em duas
grandes áreas:
1.A que entende esta
disciplina como uma ciência
básica ou experimental
2. A que procura
compreender o fenómeno
psicológico mediante
metodologias que ajudem a
interpretar os processos
A Psicologia é então um
campo do conhecimento que
se definine como o estudo
científico do comportamento
e dos processos mentais, ou
seja, visa compreender as
motivações dos nossos atos,
das nossas emoções e dos
nossos pensamentos.
6.
Qualquer tentativa deexplicar porque razão os seres humanos pensam e se comportam de uma determinada maneira está ligada
a um ramo da psicologia. Estas são algumas das áreas de atuação:
Ramos
da
Psicologia Psicologia Clínica: Promove a adaptação, ajuste e
desenvolvimento pessoal. A psicologia clínica pode
ajudar a compreender, prevenir e aliviar o
sofrimento e promover o bem-estar e o
desenvolvimento pessoal de um indivíduo.
Neuropsicologia: A neuropsicologia cria uma ligação
entre a estrutura e a função do cérebro em relação aos
comportamentos e processos psicológicos. Pode ajudar a
determinar se uma pessoa tem probabilidade de
apresentar problemas comportamentais após uma lesão
cerebral suspeita ou diagnosticada.
Psicologia Infantil: Ramo da psicologia que trata das
questões psíquicas de crianças. Investiga e analisa o
comportamento dessa faixa etária. O estudo inclui
questões de cognição, de perceção, questões
emocionais, das condições sociais e até mesmo físicas.
7.
Ramos
da
Psicologia
Psicologia Forense: Envolvea aplicação da psicologia à
investigação criminal e à lei. Um psicólogo forense utiliza a
psicologia como uma ciência dentro do sistema de justiça
criminal e dos tribunais civis. Envolve avaliar os fatores
psicológicos que podem influenciar um caso ou
comportamento e apresentar os factos em tribunal.
Psicologia Social: Procura explicar como sentimentos,
comportamentos e pensamentos são influenciados pela
presença real, imaginada ou implícita de outras pessoas. A
perceção social e a interação social são vistas como
fundamentais para entender o comportamento social.
Psicologia do Desenvolvimento: Estuda as mudanças
psicológicas sistemáticas que uma pessoa experimenta ao
longo da vida, muitas vezes referida como desenvolvimento
humano, passando pela infância até à idade adulta.
8.
Todos estes ramosda
psicologia têm uma coisa em
comum: explicar o
comportamento dos indivíduos
com base no funcionamento da
mente. A Psicologia e as suas
vertentes não podem ser
dissociadas do binómio mente-
comportamento e da
interdependência entre ambos.
9.
Psicologia do Desenvolvimento
•A Psicologia do desenvolvimento é um campo que se concentra na investigação de todos os aspectos do desenvolvimento humano,
abrangendo o desenvolvimento físico-motor, intelectual, afetivo-emocional e social. Este estudo engloba todas as fases da vida, desde o
nascimento até a idade adulta, quando a pessoa alcança a maturidade completa.
• O desenvolvimento humano está ligado à estrutura da personalidade, que progride de forma gradual ao longo do tempo. Os estágios ou
estádios do desenvolvimento envolvem a ideia de sequencialidade, crescimento, organização e integração progressiva e podem ocorrer de
forma contínua, com equilíbrio, ou através de crises evolutivas que envolvem desequilíbrio e mudança.
• Ao longo do desenvolvimento, existem períodos de tempo em que as pessoas são mais suscetíveis à assimilação e aprendizagem de
comportamentos específicos, conhecidos como "períodos críticos" ou "períodos sensíveis". Os períodos críticos estão relacionados a
mudanças biológicas, como o desenvolvimento de órgãos sexuais no feto, enquanto os períodos sensíveis referem-se ao momento ideal
para a aprendizagem de competências como a estimulação da linguagem na infância.
• Perder a oportunidade de adquirir certos processos ou competências durante estes períodos pode resultar numa aprendizagem menos
eficaz e défices em comparação com aqueles que o adquiriram no momento apropriado. Além disso, para que a aprendizagem ocorra de
maneira eficaz, o organismo humano deve ter um desenvolvimento e maturação adequados, incluindo o sistema nervoso, músculos,
coração e outros órgãos.
• Em suma, a Psicologia do desenvolvimento enfatiza a importância dos períodos críticos e sensíveis para a influência do ambiente no
desenvolvimento humano. A estimulação e aprendizagem apropriadas durante estes momentos são essenciais para o desenvolvimento
saudável, e a falta de estímulos adequados pode levar a perturbações biológicas, psicológicas, sociais e até mesmo atrasos no
desenvolvimento físico.
10.
Qual é oObjeto de Estudo da Psicologia do
Desenvolvimento?
É o estudo das várias
estapas da vida ou fases –
infância, adolescência,
adultez e velhice – do
desenvolvimento dos
processos psicológicos e
biológicos nas relações
interativas da pessoa e do
meio.
11.
A Psicologia doDesenvolvimento tem várias vertentes
mas as que se seguem são as mais estudadas:
Desenvolvimento Cognitivo:
mudança nos processos de
pensamento, memória e
capacidades de raciocínio.
Desenvolvimento motor ou
físico: mudanças na altura e
peso, aquisição e perda de
habilidades motoras grossas,
finas…
Desenvolvimento perceptivo:
mudanças da visão e audição
Desenvolvimento da linguagem, da
moral e desenvolvimento
psicossexual
Desenvolvimento do
comportamento social e da
personalidade: alterações no
autoconceito, identidade de
género, relacionamentos
interpessoais…
Desenvolvimento emocional
12.
Modelos Psicológicos doDesenvolvimento
Vamos abordar as
principais teorias
do
desenvolvimento
humano:
Teoria
psicanalítica
(Freud)
Teoria da
maturação
(Gesell)
Teoria do
ciclo vital
(Erik
Erikson)
Teoria
cognitiva
(Piaget,
Brunner)
13.
Teoria Psicanalítica -Sigmund Freud
A psicanálise é um método de investigação da mente humana
e dos seus processos, que eleva a mente para além das suas
relações biológicas e fisiológicas.
Para isso tem como objeto os processos mentais (emoções,
sentimentos, impulsos e pensamentos) que determinam os
indivíduos.
O fundador da Psicanálise foi Sigmund Freud, nascido a 1856
na Morávia (atualmente República Checa).
14.
Teoria Psicanalítica -Sigmund Freud
• Sigmund Freud era médico e observava os diversos comportamentos e tentava
explica-los através do estudo das situações traumáticas vividas pelos doentes.
• O auge da sua carreira verificou- se em 1987 quando estudou o seu próprio
inconsciente e os seus sonhos. Esta autoanálise levou-o a compreender melhor as
situações em que os doentes se encontravam, colocando-se no lugar de observador e
observado.
• A psicanálise é uma disciplina da psicologia centrada em indagar para lá dos
comportamentos visíveis.
• Esta teoria sustém que a personalidade é o resultado da interação entre os conflitos
internos e as demandas externas. Além disso, a psicanálise afirma que há impulsos e
pensamentos fora da nossa consciência (inconscientes) que guiam e marcam o nosso
temperamento
15.
Teoria Psicanalítica -Sigmund Freud
• De acordo com a teoria de Sigmund Freud, a mente é composta por
diferentes níveis ou camadas. Estes níveis tem o nome de consciente, pré-
consciente e inconsciente.
• Cada camada tem uma informação concreta sobre a nossa personalidade
e sobre a forma como nos comportamos com os outros e, quanto mais
profunda for essa camada, mais informação oculta ela contém.
16.
Teoria Psicanalítica -Sigmund Freud
Os principais contributos da perspetiva
freudiana são os seguintes:
1ª Tópica - Inconsciente
Deu origem à teoria do inconsciente
(metapsicologia). É descrito o aparelho
psíquico onde Freud distingue 3 regiões: o
consciente, o pré-consciente e o inconsciente
2ª Tópica- ID, EGO, SUPER-EGO
Apresenta uma visão mais completa,
integrando os níveis psíquicos (inconsciente,
pré-consciente e consciente) e descreve de
forma mais adequada a interação dinâmica
entre as instâncias psíquicas ou estruturas de
personalidade que nos acompanham ao longo
de toda a vida.
17.
Explicação das duasTópicas:
1ª Tópica: Freud com a Teoria do Inconsciente propõe o modelo do
aparelho psíquico, onde explica que a vida psíquica não se resume apenas
aos fenómenos observáveis. Para explicar isto utilizou a metodologia do
iceberg.
18.
Explicação das duasTópicas:
1ª Tópica
O Consciente: corresponde à parte emersa (superior) e é o contacto
com a realidade através dos órgãos dos sentidos. Este contacto com a
realidade implica uma cognição, ou seja, sentirmos a realidade e
percebermos a realidade. Nele estão os raciocínios, os pensamentos e
as perceções que a pessoa é capaz de voluntariamente evocar e
controlar segundo as suas necessidades ou desejos e convivências do
meio social.
O Pré-consciente: situa-se entre o consciente e o inconsciente e
funciona como que uma espécie de “peneira” que seleciona aquilo que
pode ou não passar para o consciente. Aqui temos as nossas memórias
organizadas, ou seja, temos acesso a elas.
19.
Explicação das duasTópicas:
1ª Tópica
O Inconsciente: corresponde à parte submersa do iceberg e contém os
desejos sexuais e agressivos, sentimentos, impulsos, ideias que estão
“situadas” nas profundezas da nossa mente, aquém da consciência,
isto é, são inatas e não podem ser trazidas voluntariamente à
consciência. Aqui as nossas memórias não são acessíveis. A nossa
mente consciente não controla todos os nossos comportamentos, pois
mesmo os nossos atos voluntários estão dependentes de uma fonte
motivacional inconsciente.
Segundo esta tópica, é possível afirmar que nós só temos conciência
de uma pequena parte dos conteúdos da nossa mente.
20.
Explicação das duasTópicas:
2ªTópica: explica a interação existente entre o ID, O EGO e o SUPER-EGO.
21.
Explicação das duasTópicas:
2ª Tópica
• EGO: Tem como função adaptar o sujeito à realidade. Ou seja,
é onde existe o contacto com a realidade. Desempenha um papel de
mediador em relação ao ID: decide que instintos e pulsões podem na
realidade ser satisfeitos e de que modo, isto é, analisa a situação e
toma decisões com base nos custos e benefícios de cada ação. O Ego
regula os instintos e desejos do ID.
• ID: Formado por instintos, impulsos orgânicos e
desejos inconscientes e exige satisfação imediata. É a energia dos
instintos e dos desejos em busca da realização do prazer. É a parte
mais primária e instintiva do ser humano, o objetivo principal do ID é
satisfazer os impulsos (também chamados de pulsões). A
agressividade, o desejo sexual, a procura de prazer. Este elemento da
psique humana acompanha-nos desde que nascemos e tem como
objetivo satisfazer as nossas necessidades mais básicas.
22.
Explicação das duasTópicas:
2ª Tópica
SUPER-EGO: Indica-nos o que podemos e não podemos fazer.
É a força moral da personalidade, uma instância que pressiona o ego
para controlar as pressões do ID, estabelecendo as normas e as regras
sociais, ou seja, o Superego controla os impulsos do ID, no entanto,
esse controlo é feito através do Ego e da consciência moral.
Segundo Sigmund Freud, este elemento não nos acompanha desde
que nascemos, sendo algo que aprendemos através dos pais e outras
figuras de autoridade.
É um juiz interno, que aplica padrões éticos e morais às ações e
pensamentos dos indivíduos.
Pode gerar sentimentos de culpa quando alguém age em desacordo
com seus princípios morais.
23.
Explicação das duasTópicas:
2ª Tópica
Estas três componentes da mente, o id, ego e superego, trabalham
em conjunto para influenciar o comportamento humano e a
personalidade.
A teoria de Freud sugere que conflitos e negociações entre estas
partes da mente podem afetar o comportamento e o
desenvolvimento psicológico de uma pessoa.
24.
Outro dos principaiscontributos de Sigmund
Freud: Sexualidade Infantil.
• Sigmund Freud verificou que a causa dos distúrbios psicológicos de muitos dos seus doentes,
estavam diretamente relacionados com a opressão e repressão de desejos sexuais que estes
haviam tido na sua infância. No início do século XX, Freud afirmou a existência de uma sexualidade
infantil, o que originou um enorme escândalo, uma vez que as crianças eram vistas como seres
indefesos e inocentes e a sexualidade era um assunto delicado.
• Freud salientou que existe uma sexualidade infantil: o psiquismo humano forma-se a partir dos
conflitos que desde o nascimento confrontam os instintos sexuais (a libido) e a realidade. Nesta
perspetiva teórica, nós somos o resultado da história da nossa infância. O impulso sexual e a
procura de prazer erótico determinam de forma poderosa o desenvolvimento do ser humano.
• A nossa infância “persegue-nos” ao longo da nossa vida, uma vez que é nesse período que a nossa
personalidade se desenvolve. Por esta razão, estamos sujeitos a traumas e a conflitos
intrapsíquicos que ficam guardados no inconsciente e marcam a forma como nos relacionamos
com o mundo.
25.
Outro dos principaiscontributos de Sigmund
Freud: Sexualidade Infantil.
• Os diversos estádios do desenvolvimento são englobados na designação de
estádios psicossexuais. Em cada estádio a fonte de satisfação sexual é uma
zona diferente do corpo (zona erógena).
• Para Freud as pulsões sexuais centram-se desde o nascimento, em diversos
órgãos do corpo e satisfazem-se de modos distintos.
• Somente no final do desenvolvimento psicossexual impõe-se a sexualidade
genital com a maturação dos órgãos genitais na sequência de transformações
fisiológicas da puberdade.
26.
Fases do DesenvolvimentoPsicossexual
Segundo Freud o
desenvolvimento da
personalidade forma-se
através de uma
sequência de estádios
psicossexuais que
ocorrem desde o
nascimento até a
adolescência:
Estádio Oral-
decorre entre
o nascimento
aos 12/18
meses;
Estádio Anal-
decorre entre
os 12/18
meses até
aos 3 anos;
Estádio
Fálico-
decorre entre
os 3 e os 6
anos;
Estádio de
Latência-
decorre entre
os 6 anos e a
puberdade
Estádio
Genital-
ocorre após
a puberdade
Nota: Uma frustração em qualquer
uma destas fases, pode ter
consequências no desenvolvimento
da personalidade.
27.
Fases do DesenvolvimentoPsicossexual
• Estádio Oral (até aos 12/18 meses)
• A região buco-labial é a zona erógena deste estádio, que é constituído por duas atividades, a
sucção e o morder.
• A primeira relação que o bebé tem com a mãe e a exploração de objetos é feita através da
boca. Na fase tardia do estádio oral, com o aparecimento dos dentes, a sucção transforma-se
em morder.
• Segundo Freud, é ao longo deste estádio que o Ego diferencia-se do Id, visto que o início da
sua atividade tem a ver com o princípio do prazer (Ex: o mamar que gera prazer – assim, o
seio materno é o primeiro objeto sexual do indivíduo). Neste estádio o Super-Ego ainda não
existe, visto que o bebé ainda não tem a noção do mundo.
• Nesta etapa inicial, a zona erógena implicada é a boca. É estabelecida desde o nascimento
até ao primeiro ano. Uma frustração nessa etapa pode gerar uma personalidade agressiva e
reativa.
28.
Fases do DesenvolvimentoPsicossexual
• Estádio Anal (12/18 meses até aos 3 anos)
• Agora a zona erógena dominante é a região anal, à qual estão ligadas duas atividades: a
retenção e a expulsão das fezes.
• O adulto educa a criança para que esta tenha controlo esfincteriano. Inicialmente parece não
haver controlo por parte da criança; só quando ela atinge uma certa maturação biológica do
esfíncter, é que pode controlar a situação.
• Seguindo este comportamento da criança, vê-se que o ego já está formado.
• Devido a imposições e com o medo da punição, a criança começa a interiorizar certas
punições parentais. Assim começa-se a formar o Super- Ego.
• Esta fase prolonga-se desde o primeiro ano até aos quatro anos. Um problema nesta etapa
pode formar um indivíduo muito retraído ou, pelo contrário, demasiado relaxado.
29.
Fases do DesenvolvimentoPsicossexual
• Estádio Fálico (3 aos 5 anos)
• É durante este período que rapazes e raparigas descobrem que o corpo da mulher e
do homem apresentam diferenças um do outro. Começam a explorar o seu próprio
corpo, apercebendo-se que a relação entre as pessoas envolve elementos de
natureza sexual. É também nesta fase que as crianças vivem a sua primeira
experiência de amor heterossexual.
• O rapaz alimenta uma especial atração pela mãe, ao mesmo tempo que desenvolve
uma agressão competitiva em relação ao pai. Pelo contrário, a rapariga desenvolve a
especial atração pelo pai, vendo a mãe como um obstáculo à realização dos seus
desejos.
• Verifica-se o Complexo de Édipo quando a criança atinge o estádio fálico: amor à mãe
e competição com o pai. O mundo infantil resume-se a estas figuras parentais ou as
representantes delas. Esta relação é, segundo a psicanálise, a essência do conflito do
ser humano.
30.
Fases do DesenvolvimentoPsicossexual
• Estádio Fálico (3 aos 5 anos)
• Para resolver o Complexo de Édipo deverá existir uma identificação, isto é, o
menino identifica-se com o pai e a menina com a mãe. No caso do rapaz, este
tem o desejo de ser forte como o pai e ao mesmo tempo tem “ódio” por
ciúme, embora inconsciente. O rapaz irá imitar e interiorizar as atitudes e
comportamentos do pai. Identificando-se com o pai, o rapaz transforma os
seus perigosos impulsos eróticos em afeto inofensivo pela mãe e ganhará a
confiança do pai.
• O complexo de Electra é, no fundo, a versão feminina do Complexo de édipo,
ou seja, amor ao pai e hostilidade à mãe.
• A forma como o complexo de édipo é resolvida poderá condicionar todas as
futuras relações.
31.
Fases do DesenvolvimentoPsicossexual
• Estádio de Latência (6 aos 13 anos)
• Não há nova organização de zona erógena.
• Durante este estádio, o desenvolvimento sexual sofre uma paragem. A
criança investe os seus interesses na escola e amigos, nos aspetos sociais
que mais lhe interessam.
• Aqui, o Ego tornou-se forte com a ajuda do Super-Ego, dominando as
suas pulsões. As energias do Id são investidas na socialização. Ao mesmo
tempo, o Super-Ego desenvolve-se devido a recalcamentos de tendências
repreensíveis (vergonha, nojo, moral).
32.
Fases do DesenvolvimentoPsicossexual
• Estádio Genital (13 anos ao final da adolescência)
• A zona erógena é a mesma do estado fálico, atingindo o indivíduo neste
estádio a maturação sexual. Estabelece-se um equilíbrio entre o amor e o
Trabalho/Generatividade, ou seja, a libido é canalizada para ambos os
aspetos que caraterizam a vida humana.
• O indivíduo obtém prazer das suas realizações profissionais e da sua
sexualidade. O mundo relacional do adolescente é alargado a pessoas
exteriores à família.
33.
Fases do DesenvolvimentoPsicossexual
• Estádio Genital (13 anos ao final da adolescência)
• Durante esta etapa a criança cresceu o suficiente e deixa que a pulsão sexual
se apodere dele mesmo. Segundo a psicologia freudiana, é na etapa genital
que as pessoas fazem experiências com a sexualidade e se reafirmam como
homem ou mulher.
• Os perigos que vêm do Id aumentam, visto haver uma separação do Ego e do
Super-Ego, consequência de uma revolta do Ego contra o Super- Ego. Essas
revoltas tomam-se evidentes nos comportamentos nem sempre muito
“normais” do adolescente.
• Para a Psicanálise, é o modo como o indivíduo consegue resolver os
problemas, nestas fases, que vai determinar as características fundamentais
da personalidade que persistirão até ao fim da sua vida.
35.
Questão:
Freud, na suateoria do desenvolvimento da personalidade refere que
esta se desenvolve através de uma sequência de estádios/estágios
psicossexuais que decorrrem desde o nascimento até à adolescência.
Quais são?
•Estádio Oral- decorre entre o nascimento aos 12/18 meses;
•Estádio Anal- decorre entre os 12/18 meses até aos 3 anos;
• Etádio Fálico- decorre entre os 3 e os 6anos;
•Estádio de Latência- decorre entre os 6 anos e a puberdade;
•Estádio Genital- ocorre após a puberdade.;
36.
Questão:
1ª Tópica: Freudcom a Teoria do Inconsciente propõe o modelo do aparelho
psíquico, onde explica que a vida psíquica não se resume apenas aos fenómenos
observáveis. Para explicar isto utilizou a metodologia do iceberg. Preencha o
iceberg
38.
Na segunda Tópica,Freud fala-nos do ID, do EGO e do SUPEEREGO. Faça
corresponder os balões a cada um deles.
ID E
G
O
S
U
P
E
R
E
G
O
39.
Teoria da Maturação- Gesell
• A teoria da Maturação foi fundada por Arnold Gesell e tornou-
se popular durante a década de 1930. Centra-se no estudo de
processos maturacionais hierárquicos no desenvolvimento do
Sistema Nervoso Central (SNC- formado pelo cérebro, cerebelo
e tronco cerebral.
O sistema nervoso central atua como um centro integrador, processando
todas as informações dos impulsos recebidos. É nesta região, portanto, que as
decisões são tomadas e ordens são geradas e enviadas para o órgão efetor.)
desde o nascimento e ao longo da infância, sendo a genética e a
hereditariedade os principais responsáveis pelo desenvolvimento motor.
40.
Teoria da Maturação- Gesell
• Gessel defendia que a base do desenvolvimento é biológica ou
maturacional, ou seja, dependia da maturação neurológica, muscular
e hormonal do organismo.
• Gesell propõe 5 áreas de comportamento
41.
Teoria da Maturação– Gesell as 5 áreas de
comportamento
1. Comportamento adaptativo: é o mais importante e complexo por causa das
suas interações com os outros campos. É a capacidade para apreender
elementos significativos de uma dada situação e de utilizar as experiências
passadas e presentes na adaptação a novas situações.
2. Comportamento motor grosseiro: inclui as reações posturais, o controlo
postural da cabeça e as restantes partes do corpo, particularmente do seu
eixo, envolvendo grandes grupos musculares para estabilizar a ação de
sentar, ficar de pé, gatinhar e andar.
42.
Teoria da Maturação– Gesell as 5 áreas de
comportamento
3. Comportamento motor fino/delicado: consiste no uso das mãos e dedos na
aproximação, preensão e manipulação dos objetos. Os comportamentos motor e
adaptativo estão intimamente relacionados por causa do uso da visão.
4. Comportamento da linguagem: envolve o uso intencional de formas socialmente
ou culturalmente convencionadas de transmissão e aquisição de informação. As
formas podem ser visíveis e audíveis, e incluem: expressões faciais, gestos,
movimentos posturais, vocalizações, palavras, expressões ou frases. Inclui a
imitação e a compreensão da comunicação de outras pessoas. A fala articulada é
uma função que depende do meio social, mas requer também a prontidão das
estruturas sensório-motoras e corticais. Ao apontar para uma direção, a criança
está a utilizar os recursos gestuais de comunicação.
43.
Teoria da Maturação– Gesell as 5 áreas de
comportamento
5. Comportamento Pessoal-Social: evolui sob influência da cultura social em
que a criança vive. O controlo dos intestinos e da bexiga, por exemplo, são
requisitos culturais, muito embora a sua aquisição depende da maturidade
neuromotora. Alimentar-se, independência nas brincadeiras, cooperação e
recetividade às convenções sociais, todos são comportamentos pessoais-sociais.
Reações individuais aos outros indivíduos e ao meio envolvente
44.
Teoria da Maturação– Gesell
IDADES DE DESENVOLVIMENTO
• As idades do desenvolvimento também são um aspeto que tem de ser tido em
conta, segundo Gesell.
• A qualidade e a estabilidade dos padrões de comportamento são afetadas por
fatores ambientais.
• Um ambiente rico e estimulante, oferece à criança as melhores oportunidades
possíveis. Isto significa que lhe permite desenvolver as suas capacidades, até
ao limite máximo.
• Não alterando no entanto, o tipo de capacidades que a criança estava
programada a desenvolver.
45.
Teoria da Maturação– Gesell
IDADES DE DESENVOLVIMENTO
• Podemos assim concluir que o ambiente influencia o comportamento, mas
não o determina.
• As idades mais importantes do desenvolvimento são: 1, 4, 6, 9, 12 meses e 1/
5, 2, 3, 4 e 5 anos.
46.
Em suma, as
aproximações
cronológicasincluem:
Faixas Etárias Características
1º Trimestre
(nascimento até 3
meses)
Os bebês adquirem o controlo dos seus 12 músculos oculares.
2º Trimestre do
primeiro ano
Os bebês adquirem controlo da cabeça e do tronco, bem
como das mãos e dos braços. Nesta fase, os bebês estendem
as suas mãos, agarram, deslocam e manipulam os objetos.
3º Trimestre do
primeiro ano
Os bebês adquirem controlo total do tronco e dos dedos. Eles
tocam e pegam objetos com os seus dedos, sentam e
gatinham.
1 Ano Os bebês ganham o controlo das pernas e pés e assumem a
locomoção independente.
2 Anos Os bebês andam e correm, articulam as palavras e curtas
frases. Adquirem o controlo dos esfíncteres (ambos, intestino
e urinário) e o seu senso de identidade ainda é rudimentar.
3 Anos As crianças não são mais bebês, especialmente por causa da
sua crescente independência e do uso da fala como meio de
expressão própria. Nesta fase já mostram interesse pelo meio
ambiente e cultura.
4 Anos As crianças fazem perguntas, fazem analogias e têm uma
tendência de generalizar ideias.
5 Anos O desenvolvimento motor fundamental está completo e
permite uma mobilidade eficiente para a exploração. As
crianças perderam a articulação infantilizada e narram longas
histórias. Preferem brincar em grupos e valorizam quando
são incluídas entre os adultos. Imitam os valores e padrões de
comportamento e sentem-se orgulhosas, por exemplo da sua
escola, da sua roupa e até dos seus brinquedos.
Áreas do
comportamento
acrescentadas por
Gessel a partir dos 5
anos:
• Atividade motora completa (atividade corporal no seu
todo);
• Higiene pessoal (alimentação sono, banho, vestir, saúde,
eliminação);
• Expressão emocional (atitudes efetivas);
• Receios e sonhos;
47.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
• O percursor da perspetiva do ciclo vital é Erik Erikson, sendo a
sua formação na área psicanalítica.
• Orientado pela filha de Freud, este descobriu os segredos da
terapia psicanalítica. Ao longo da sua formação, apercebeu-se
de que Freud insistiu demasiado no poder da sexualidade e
das relações familiares, não valorizando os fatores sociais.
• As suas concepções revolucionaram a psicologia do desenvolvimento,
continuando ainda hoje a motivar diversas investigações e várias reflexões.
48.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
• Erik Erikson pertence a uma tradição psicanalítica.
• Construiu a sua teoria a partir de algumas ideias básicas de Freud, como a
importância da infância no desenvolvimento pessoal, a existência de três
estruturas psíquicas fundamentais (Id, Ego, Super-Ego) e de impulsos e
motivações inconscientes. Contudo, concentra a sua atenção no Ego.
• É mais interessado nas exigências culturais e sociais sobre a criança do que
sobre o instinto sexual e na forma de como a criança desenvolve o seu senso de
identidade.
49.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
• Erikson valoriza a interação entre o indivíduo e o meio sociocultural ao longo
de todo o ciclo vital e afirma que a tarefa fundamental é a construção da
identidade pessoal.
• A formação da identidade, segundo Erikson, é um processo que percorre vários
estádios durante toda a vida. Cada estádio reconfigura e reelabora o estádio
anterior a partir do qual emerge.
• Cada estádio distingue-se por uma tarefa específica que o indivíduo deve
cumprir de forma a transitar para o estádio seguinte: estas tarefas são
chamadas de “crises” (porque são fontes de conflito no interior do indivíduo
que as vive).
50.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
• A tarefa central de cada período é o desenvolvimento de uma qualidade do Ego
específica, como a confiança, autonomia ou intimidade.
• A identidade pessoal de cada indivíduo forma-se segundo o modo como resolve
tais crises (períodos de grande vulnerabilidade, mas também de potencial
crescimento).
• Os períodos desenvolvimentais são parcialmente definidos pela sociedade na
qual a pessoa cresce. Um estágio pode começar aos 6 anos na nossa cultura
porque é com essa idade que a criança vai para a escola. Numa cultura na qual
a escolarização começa mais tarde, o momento da mudança desenvolvimental
muda também.
51.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
• É importante referir que qualquer tarefa desenvolvimental que não seja
completada com sucesso interfere com a tarefa posterior.
• Por exemplo: um adolescente que não completa a tarefa de desenvolver a sua
identidade sexual e ocupacional, terá dificuldade em estabelecer uma relação
de intimidade aos 20 ou 25 anos.
• Nesta posição, Erikson é muito semelhante a Freud, que também considerava
que o funcionamento adulto verdadeiramente maduro requeria a resolução
bem sucedida de todos os estágios anteriores.
52.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
• Desta forma, tal como Freud, defende uma teoria composta por
estágios/estádios psicossociais. Cada estádio é um momento de crise
psicossocial ou conflito.
• Cada conflito confronta duas possibilidades: Adaptativo- resolução positiva; ou
Desadaptativo- resolução negativa (contudo, numa fase posterior, a pessoa
pode passar por vivências que lhe permitam alcançar o equilíbrio).
53.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
Segundo Erikson, são considerados 8 estádios
psicossociais do ser humano:
• 1ª Idade - Confiança vs Desconfiança (0-18 meses);
• 2ª Idade - Autonomia vs Dúvida e Vergonha (entre os 2 e os 3 anos);
• 3ª Idade - Iniciativa vs Culpa (entre os 4 e os 5 anos);
• 4ª Idade – Produtividade vs Inferioridade (entre os 6 e os 12 anos);
• 5ª Idade - Identidade vs Confusão de papeis (entre os 13 e os 19 anos);
• 6ª Idade - Intimidade vs Isolamento (entre os 20 e os 29 e tal anos);
• 7ª Idade - Generatividade vs Estagnação (entre os 30 e os 60 anos);
• 8ª Idade - Integridade vs Desespero (a paritir dos 65 anos).
54.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
1º- Confiança Básica versus Desconfiança Básica
• A primeira tarefa (ou crise) ocorre durante o primeiro ano de vida, correspondendo ao estádio oral de Freud.
• O que está em jogo para a criança é o desenvolvimento de um sentido de confiança básica na previsibilidade do mundo e
na sua competência para modificar os acontecimentos ao seu redor. Nesta idade a criança vai aprender o que é ter ou não
confiança, aspeto muito relacionado com a relação entre o bebé e a mãe.
• Erikson acredita que o comportamento da pessoa que cuida primordialmente da criança (geralmente a mãe) é crítico para
a resolução bem sucedida desta crise pela criança.
• As crianças que emergem do primeiro ano com um firme sentido de confiança são aquelas cujos pais são amorosos e
respondem prontamente à criança. A criança desenvolve um sentido de confiança e irá para os outros relacionamentos
levando consigo esse sentido.
• Por outro lado, aqueles bebés que viveram um relacionamento com alguém oscilante, podem desenvolver a desconfiança;
eles também levarão consigo este sentimento nas suas relações posteriores. Por exemplo, o desenvolvimento de um
sentimento de insegurança demasiado acentuado tornará a criança tímida, retraída e insegura quanto às suas capacidades.
• O modo como a criança responde à questão básica “Será o meu mundo social previsível e protetor?” terá reflexos no seu
comportamento futuro.
55.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
2º- Autonomia versus Vergonha e Dúvida
• Ocorre entre os 2 e 3 anos, correspondendo ao estádio anal de Freud.
• Erikson considera que a mobilidade da criança é a principal mudança dessa época. Postula que esta nova competência
forma a base do sentido de independência ou autonomia.
• Nesta fase, geralmente é onde se inicia a educação para a higiene.
• É importante referir que se os esforços de independência da criança não forem guiados cuidadosamente pelos pais e ela
experimentar repetidos fracassos, o resultado de todas essas novas oportunidades de mobilidade e exploração pode ser a
vergonha e a dúvida, ao invés de um sentido básico de autocontrolo e valor próprio.
• O modo como a criança responde à questão básica “Será que consigo fazer as coisas por mim próprio ou tenho que
depender quase sempre dos outros?” terá reflexos no seu comportamento futuro.
56.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
3º- Iniciativa versus Culpa
• Ocorre entre os 4 e os 5 anos, correspondendo ao estágio fálico de Freud.
• Erikson é menos preocupado com o tipo de desenvolvimento sexual que preocupava Freud, e mais interessado no impacto
de novas competências da criança.
• Enquanto que no estádio anterior a grande preocupação se centrava naquilo que a criança era capaz de fazer, agora a
criança está mais preocupada com a moralidade ou aceitabilidade dos seus comportamentos.
• Nesta fase, assiste-se a um significativo desenvolvimento das competências motoras, da linguagem e do pensamento.
• A resolução bem sucedida reforça a capacidade de iniciativa, a vivacidade e o gosto pela descoberta. Por outro lado, as
reações extremamente negativas podem provocar inibição excessiva, sentimentos de culpa e ansiedade.
• O modo como a criança responde à questão básica “Serei bom ou mau?” terá reflexos no seu comportamento futuro.
57.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
4º- Produtividade versus Inferioridade
• Ocorre entre os 6 e os 12 anos, correspondendo ao estádio de latência de Freud. Aqui importa entender a competência e
produtividade no cumprimento de determinadas tarefas.
• Com a escolaridade alarga-se o campo da interação social, novos desafios surgem e intensifica-se a aprendizagem social. A
criança será apreciada não tanto pelo que é, mas pelo que faz, pelo grau de competência no desempenho de tarefas. A
escolarização é a maior força neste estágio.
• A criança enfrenta agora a necessidade de conseguir aprovação através da produtividade, através da aprendizagem da
leitura, escrita, cálculos aritméticos e outras capacidades específicas. A tarefa deste período é desenvolver o reportório de
competências sociais.
• Aqui o perigo óbvio é que por alguma razão a criança possa ser incapaz de desenvolver as competências esperadas e
desenvolver um sentimento de inferioridade. A tendência será a de dedicar pouco esforço e entusiasmo a determinados
trabalhos porque acredita no fracasso.
• Se a criança desenvolver em estádios anteriores qualidades como a confiança, a autonomia e a iniciativa, estará em boas
condições para enfrentar o trabalho produtivo da escola.
• O modo como a criança responde à questão básica “Serei competente ou incompetente?” terá reflexos no seu
comportamento futuro.
58.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
5º- Identidade versus Confusão de Papéis
• Ocorre entre os 13 e os 19 anos, corresponde à puberdade - o estágio genital de Freud. Aqui é a tarefa que faz com que o
adolescente reavalie a sua identidade e os papéis que deverá ocupar.
• Erikson sugere que estão envolvidas duas identidades – a identidade sexual e a identidade ocupacional. O que deve
emergir deste período é um senso de integridade do eu, do que se deseja ser ou fazer, e papel sexual adequado. O risco é
o da confusão, proveniente da profusão (excesso/abundância) de papéis à disponíveis ao adolescente.
• A crise de identidade exprime a dificuldade em encontrar uma identidade ocupacional e um lugar conveniente no seio da
sociedade, traduzindo o caráter problemático da transição da infância para a idade adulta.
• A resolução desta crise ocorre quando o adolescente é apoiado e encorajado para procurar respostas aos seus problemas
por si mesmo. Experimentando vários estilos de vida, eventualmente encontrará o que é mais apropriado.
• O modo como o adolescente responde à questão básica “Quem sou eu? O que irei ser?” terá reflexos no seu
comportamento futuro.
59.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
6º- Intimidade versus Isolamento
• Ocorre entre os 20 e os 29 anos. Este é o primeiro dos três estádios adultos, sendo o seu foco a necessidade de intimidade,
de unir a própria identidade com a de outro.
• Isto só é possível se existir um firme sentido de identidade Se a sua identidade básica não for suficientemente forte para
suportar a intimidade real, então pode surgir um sentimento de isolamento.
• O modo como o individuo responde à questão básica “Deverei partilhar a minha vida com outra pessoa ou deverei viver
sozinho?” terá reflexos no seu comportamento futuro.
60.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
7º- Generatividade versus Estagnação
• Ocorre entre os 30 e 60 anos.
• Cada adulto sente uma necessidade de gerar algum sentido, ter filhos, criar algo útil num trabalho, produzir trabalhos
artísticos, ou qualquer outra coisa.
• O adulto que não seja bem sucedido em algum dos aspetos da Generatividade pode viver um sentimento de estagnação. A
Generatividade designa a possibilidade de ser criativo e produtivo em várias áreas da vida.
• Bem mais do que criar e educar os filhos, traduz uma preocupação com o bem-estar das gerações vindouras, uma
descentração e expansão do Ego empenhado em tornar o mundo num lugar melhor para viver.
O modo como o indivíduo responde às seguintes questões básicas terá reflexos no seu comportamento futuro:
• Serei bem sucedido na minha vida afetiva e profissional?”
• “Produzirei algo com verdadeiro valor?”
• “Conseguirei contribuir para melhorar a vida dos outros?”
61.
Teoria do CicloVital – Erik Erikson
8º- Integridade do Ego versus Desespero
• Ocorre a partir dos 60 anos. O último passo é reunir tudo, é aceitar o que é, o que tem feito e o que pode fazer.
• Erikson considera que para alcançar uma identidade real do Ego, o indivíduo deve ter sido razoavelmente bem sucedido
nas sete crises anteriores.
• A integridade significa que o indivíduo avalia positivamente o seu percurso vital mesmo que nem todos os seus desejos e
sonhos se tenham realizado. A satisfação prepara-o para aceitar a deterioração física e a inevitável morte.
• As pessoas que consideram a sua vida mal sucedida, pouco produtiva, e que sentem ser já demasiado tarde para se
reconciliarem consigo próprias podem ceder à angústia e ao desespero.
• O modo como o indivíduo responde à questão básica “Teve a minha vida sentido ou falhei?” terá reflexos no seu
comportamento.
63.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
• O percursor da teoria do desenvolvimento tem como nome Jean
Piaget, nascido em Neuchâtel – Suiça. Foi biólogo, filósofo,
epistemólogo e psicólogo.
• O ano de 1919 ficou marcado na sua vida, pois iniciou os seus estudos
experimentais sobre a mente humana e sobre o desenvolvimento das
habilidades cognitivas.
• Iniciou o maior trabalho da sua vida, observando crianças a brincar e registando
meticulosamente as palavras, ações e processos de raciocínio destas. Incidiu a
sua atenção nos seus próprios filhos.
• Ao longo da sua vida escreveu mais de 100 livros e 600 artigos.
64.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Piaget afirma que o desenvolvimento cognitivo:
• Assenta no desenvolvimento biológico, a inteligência é construída sobre um
equipamento biológico inato e desenvolve-se numa sequência pré-
determinada;
• É um processo ativo e interativo, construído pelo sujeito em interação contínua
com o meio.
65.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Descreveu estádios de desenvolvimento cognitivo:
• A inteligência vai mudando profundamente ao longo do desenvolvimento;
• O sujeito passa por períodos de reorganização profunda seguidos de períodos
de integração, durante os quais um novo estádio é alcançado e as mudanças são
assimiladas;
• A cada estádio de desenvolvimento corresponde um sistema cognitivo
específico, que determina todo o funcionamento do sujeito;
• Cada estádio resulta do anterior e prepara o seguinte.
66.
Piaget baseou-se em2 pressupostos:
Posição epistemológica:
• Procura compreender a génese das
estruturas cognitivas que nos permitem
compreender o mundo e realizar a
adaptação à realidade.
• Afirma que o conhecimento não necessita
apenas da experiência (empirismo) nem do
pensamento (racionalismo), mas sim da
sua interação, ou seja, o conhecimento é
construído através da interação entre o
sujeito e os objetos / situações.
• Desta forma, o sujeito tem um papel ativo
na construção do seu conhecimento e no
seu desenvolvimento. Não basta
experienciar, é necessário racionalizar os
dados dessa ação.
Perspetiva biológica:
• É necessária adaptação
(assimilação/acomodação).
• Piaget afirma que a inteligência é uma
forma de adaptação do indivíduo ao meio
e o desenvolvimento intelectual resulta de
sucessivos equilíbrios entre:
• Assimilação: incorporação de elementos
do meio de forma a integrarem as
estruturas do sujeito;
• Acomodação: transformação do sujeito
sob ação dos elementos do meio.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Os estágios do desenvolvimento Cognitivo:
Estágio I: Sensório-motor (0 aos 2 anos):
• É o estádio que se desenvolve desde o nascimento ate à aquisição da
linguagem. Inicia-se com os reflexos.
• Existe a formação de esquemas mais complexos, onde a criança aprende a
coordenar as ações e os movimentos, bem como o desenvolvimento das
capacidades percetivas e sensoriais.
• Aqui o primeiro modelo de “conhecer” é levar os objetos à boca.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio II: Pré-Operatório (2 aos 6 anos):
• Surge antes das operações, e um exemplo do início do desenvolvimento da
representação neste estádio é o reconhecimento no espelho.
• A criança começa a desenvolver a capacidade de representar mentalmente os
objetos ausentes.
• Não se limita a agir sobre os objetos, mas representa-os, ou seja, substitui- os
por símbolos.
• O pensamento simbólico passa por: imitação diferida, brincar ao faz de conta e
desenhar.
71.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio II: Pré-Operatório (2 aos 6 anos):
• Aqui existem 2 períodos distintos:
1. A fase do pensamento pré-conceptual: centrado na imaginação e por ela
dominado (2 – 4 anos);
2. A fase do pensamento intuitivo: centrado na perceção dos dados sensoriais e
a ela submetido (4 – 7 anos).
A característica central e a razão das suas limitações é a centração ou
egocentrismo, pois o sujeito é incapaz de compreender que existem várias
perspetivas acerca da realidade e dos objetos, considerando somente o seu
ponto de vista e concentra-se num aspeto de um problema ou de uma situação
ignorando outros aspetos igualmente relevantes.
72.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio II: Pré-Operatório (2 aos 6 anos):
1. A fase do pensamento pré-conceptual: Durante esta fase, que Piaget chamou
de "período pré-operacional", as crianças começam a desenvolver a a
pacidade de representação mental, mas ainda não possuem a capacidade de
realizar operações lógicas.
Alguns traços característicos desta fase incluem:
• Centração na Imaginação:
As crianças nesta fase muitas vezes têm uma forte centração na imaginação e no
pensamento simbólico. Começam a representar objetos e eventos na sua mente
através de símbolos, como brincar de faz de conta.
73.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio II: Pré-Operatório (2 aos 6 anos):
• Egocentrismo:
Existe um egocentrismo cognitivo, o que significa que as crianças têm dificuldade
em ver o mundo a partir de perspectivas diferentes das suas próprias. Elas
tendem a acreditar que todos veem o mundo da mesma maneira que elas.
• Pensamento Mágico:
As crianças nesta fase podem envolver-se num pensamento mágico, acreditando
que os seus desejos ou pensamentos têm o poder de influenciar eventos
externos.
74.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio II: Pré-Operatório (2 aos 6 anos):
2. Fase do Pensamento Intuitivo (4-7 anos): A fase intuitiva representa uma
transição entre o pensamento pré-operacional e o pensamento operacional
concreto. Algumas características desta fase incluem:
• Centração nos Dados Sensoriais:
As crianças começam a basear-se mais em informações sensoriais do que na
imaginação. Começam a usar os seus sentidos para perceber o mundo ao seu
redor.
75.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio II: Pré-Operatório (2 aos 6 anos):
• Raciocínio Intuitivo:
O pensamento torna-se mais intuitivo, mas ainda não é completamente lógico.
As crianças podem chegar a conclusões baseadas nas suas intuições e
experiências sensoriais, mas nem sempre seguem uma lógica estrita.
• Dificuldade com Conservação:
Ainda há dificuldades em compreender a conservação de quantidades, como
entender que uma quantidade de líquido permanece a mesma, mesmo quando
colocada em diferentes recipientes.
76.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio II: Pré-Operatório (2 aos 6 anos):
• Curiosidade e Perguntas:
As crianças nesta fase estão frequentemente curiosas e fazem muitas perguntas e
começam a explorar ativamente o mundo ao seu redor.
77.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio II: Pré-Operatório (2 aos 6 anos):
Neste estágio salienta-se:
78.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio III: Operações Concretas (7 aos 11 anos)
• Aqui as crianças têm consigo competências para realizar operações concretas.
• É um estádio cognitivo em que devido à progressiva descentração se
desenvolve a capacidade de pensar logicamente, mas não de forma abstrata.
• As operações de inteligência infantil são unicamente “concretas”, ou seja,
incidem apenas na própria realidade e, em particular, em objetos tangíveis,
suscetíveis de serem manipulados e submetidos a experiências efetivas.
79.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio III: Operações Concretas (7 aos 11 anos)
• As crianças adquirem o conceito de conservação: a capacidade de
mentalmente representar a estabilidade no seio da mudança, e derivam de
uma transformação estrutural: descentração (capacidade de pensar em mais
do que um atributo de um dado objeto ao mesmo tempo).
• Esta é uma fase do desenvolvimento cognitivo em que o pensamento se torna
flexível e lógico, mas não se consegue libertar da realidade concreta.
80.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio IV: Operações Formais ( + 12 anos)
É a fase da evolução intelectual em que se desenvolve:
• A capacidade de utilizar conceitos abstratos;
• Pensar a partir de situações hipotético-dedutivas: conclusões a partir de
hipóteses e não apenas da realidade concreta;
• Resolução lógica e sistemática de problemas.
Só nesta fase é que conseguem resolver problemas do género: “Se o João tem
mais maçãs do que o José e menos maçãs que o Joaquim, qual deles tem mais
maçãs?”
81.
Teoria do DesenvolvimentoCognitivo – Piaget
Estágio IV: Operações Formais ( + 12 anos)
• Esta revolução intelectual é possibilitada pela integração de competências que
começaram a desenvolver-se em fases.
• Quando muda a relação cognitiva com a realidade, muda também a relação
sócio-afetiva com os outros, os juízos de valor sobre a sociedade e o modo
como nos vemos a nós próprios.
Teoria do desenvolvimentoCognitivo de Brunner
• Brunner tal como Piaget, defendia que o desenvolvimento
cognitivo se processava através do amadurecimento do organismo
(maturacionista), e da interacção do sujeito com o meio ambiente
(construtivista).
• No entanto, este autor apelidou a sua teoria de instrumentalismo
evolucionista, o que significa que o homem necessita de técnicas
que lhe permitam evoluir ou desenvolver-se.
85.
Teoria do desenvolvimentoCognitivo de Brunner
• Estas técnicas de elaboração da informação, permitem ao indivíduo traduzir as
experiências proporcionadas pelo meio, em sistemas de representação que
estejam ao seu dispor, tendo em conta a fase de desenvolvimento e o
contexto cultural em que se encontra.
• Para Brunner, o desenvolvimento cognitivo ou a passagem por estas etapas,
pode ser acelerado se a criança se desenvolver num meio cultural e linguístico,
rico e estimulante.
86.
Teoria do desenvolvimentoCognitivo de Brunner
• Estádios Desenvolvimento de Brunner
1.Primeiro estágio – Representação ativa ou Resppostas Motoras :
• Ligada aos movimentos e respostas motoras, neste estágio a criança representa
os acontecimentos passados através de respostas motoras apropriadas e
privilegia a ação como forma de representação do real, sendo por isso que a
criança desta faixa etária aprende, sobretudo, através da manipulação de
objetos.
• Nesta fase, a criança age com base em mecanismos reflexos, simples e
condicionados até conseguir desenvolver automatismos.
87.
Teoria do desenvolvimentoCognitivo de Brunner
• Estádios Desenvolvimento de Brunner
2. O segundo estágio - a representação icônica:
• Percepção do ambiente e formação de modelos, baseia-se na organização
visual, na organização e percepção de imagens.
• A criança é capaz de reproduzir objetos, mas está fortemente dependente de
uma memória visual, concreta e específica.
88.
Teoria do desenvolvimentoCognitivo de Brunner
• Estádios Desenvolvimento de Brunner
3. O terceiro estágio- a representação simbólica:
• Constitui a forma mais elaborada de representação da realidade porque a
criança começa a ser capaz de representar a realidade através de uma
linguagem simbólica, de caráter abstrato e sem uma dependência direta da
realidade.
• Ao entrar nesta etapa, além de fazer a sua leitura da realidade, consegue
transformá-la, conseguindo também ordenar e organizar as imagens com
historicidade.
• A passagem por cada uma destas três etapas pode ser acelerada através da
imersão da criança num meio cultural e lingüístico rico e estimulante.
Teoria do desenvolvimentoCognitivo de Brunner
• Bruner x Piaget
• Jean Piaget e Bruner tinham crenças comuns sobre a aprendizagem, mas
discordavam em vários pontos.
• Bruner e Piaget concordam que as crianças nascem prontas para aprender.
Ambos achavam que as crianças têm uma curiosidade natural.
• Ambos também concordaram que as crianças são alunos ativos e que o
desenvolvimento cognitivo envolve o uso de símbolos.
91.
Teoria do desenvolvimentoCognitivo de Brunner
• Bruner e Piaget discordaram no seguinte:
• Bruner acreditava que o desenvolvimento é um processo contínuo, não uma
série de estágios.
• Bruner também acreditava que o desenvolvimento da linguagem é uma causa e
não uma consequência do desenvolvimento cognitivo.
• Bruner também acreditava que não é preciso esperar que uma criança
estivesse pronta, sendo possivel acelerar o desenvolvimento cognitivo.
• Bruner achava que os adultos e os seus pares experientes desempenhavam um
papel importante no desenvolvimento cognitivo de um aluno.
• Bruner não acreditava que o pensamento simbólico substituiu os modos
anteriores de representação.
92.
Teoria do desenvolvimentoCognitivo de Brunner
Em suma:
• Bruner acredita que o professor deve encorajar a aprendizagem por
descoberta, permitindo que o aluno construa o conhecimento por si mesmo.
• O papel da instrução era orientar e fornecer informações suficientes para a
compreensão, mas não muitas que sufocassem a própria construção do
conhecimento da criança.
• Bruner e Jean Piaget concordaram em vários componentes da aprendizagem,
incluindo o fato de que as crianças nascem como alunos prontos e ativos.
93.
Teoria do desenvolvimentoCognitivo de Brunner
Em suma:
• Eles discordaram, no entanto, em várias componentes críticas da
aprendizagem.
• Bruner acreditava que o desenvolvimento não consiste em estágios discretos,
mas é um processo contínuo. Ele também acreditava que a linguagem é uma
causa e não uma consequência do aprendizagem.
• E acreditava ainda que pessoas com mais conhecimento desempenham um
papel importante no desenvolvimento cognitivo de um aluno e que é possivel
acelerar o processo de aprendizagem.
95.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
• O percursor da teoria Cognitivo-Social foi Leon S.Vygotsky,
nascido em 1896, foi professor e investigador contemporâneo
de Piaget.
• Leon S.Vygotsky nas suas investigações afirmava que, as funções
psicológicas têm um suporte biológico e são moldadas ao longo
da história da espécie e do indivíduo.
.
• Parte da premissa de que esse desenvolvimento deve ser entendido
com referência ao contexto social e cultural no qual ocorre.
96.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
• Desta forma, somente inseridos na cultura, na sociedade humana, através de um
processo de internalização o sujeito pode tornar-se humano. Ou seja, privado
de um “ambiente humano”, social, o ser humano não desenvolve características
“humanas”.
• A sua preocupação central consiste nas funções psicológicas superiores:
mecanismos intencionais, ações conscientemente controladas, processos
voluntários.
• Ao nascer, o ser humano possui apenas as funções psicológicas
elementares/básicas. Na convivência com o meio social e cultural a criança vai
aprendendo e desenvolvendo as funções psicológicas superiores.
.
97.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
.
Segundo Vygostky,
existem 4 conceitos
importantes
Interação Mediação Internalização
Zona de
Desenvolvimento
Proximal (ZDP)
98.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
1. Interação:
• constitui o elemento essencial para o desenvolvimento humano.
• Diz respeito às trocas sociais entre humanos que possibilitam aprendizagem e
desenvolvimento.
• Para o autor, através das interações sociais, o indivíduo transforma o mundo
(social e físico). Desta forma, o Homem não é apenas “produto do meio”, sendo o
meio também produzido pelo Homem.
.
99.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
2. Mediação:
• O homem não se relaciona diretamente com o mundo, a sua relação é mediada
pelo conhecimento construído pelas gerações anteriores, pelos instrumentos
físicos ou simbólicos.
• O cérebro não é um sistema de funções fixas, mas um sistema aberto, de grande
plasticidade, cuja estrutura e modos de funcionamento são moldados ao longo
do histórico da espécie e do desenvolvimento individual, ou seja, pode ser
moldado pela ação de elementos externos.
• O ser humano relaciona-se com o mundo por meio de uma relação mediada e
não direta.
.
100.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
2. Mediação:
• O homem não se relaciona diretamente com o mundo, a sua relação é mediada
pelo conhecimento construído pelas gerações anteriores, pelos instrumentos
físicos ou simbólicos.
• Quando criamos uma lista para ir ao supermercado, estmos a criar símbolos, ou
seja, instrumentos psicológicos que vão auxiliar, mais tarde, na realização da
ação:Fazer compras
• O cérebro não é um sistema de funções fixas, mas um sistema aberto, de grande
plasticidade, cuja estrutura e modos de funcionamento são moldados ao longo
do histórico da espécie e do desenvolvimento individual, ou seja, pode ser
moldado pela ação de elementos externos
.
101.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
2. Mediação:
• As representações da realidade e a linguagem são sistemas simbólicos que fazem
a mediação do homem com o mundo.
• É a própria cultura quem fornece as representações e o sistema simbólico, pois,
ao interagir com o outro, o indivíduo vai interiorizando as formas culturalmente
construídas, as mesmas que possibilitam as relações sociais
.
102.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
3. Internalização:
• Consiste numa série de transformações: uma operação que inicialmente
representa uma atividade externa reconstrói-se e começa suceder internamente;
um processo interpessoal (entre sujeitos, social) transforma-se noutro
intrapessoal (individual).
Explicando…
Atividade Externa (Interpessoal):
• Inicialmente, uma atividade é realizada em conjunto com outros indivíduos. Isto
pode envolver a orientação de um adulto, a colaboração com colegas ou
qualquer interação social em que o conhecimento e as habilidades são
partilhados.
.
103.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
Reconstrução Interna:
• Ao longo do tempo, a criança começa a reconstruir mentalmente a atividade que
originalmente ocorria externamente. Durante este estágio, o processo de
aprendizagem ainda é dependente da interação social e da orientação de outros.
Transformação em Atividade Interna (Intrapessoal):
• Gradualmente, através do processo de internalização, a atividade transforma-se
numa operação que pode ser realizada individualmente, sem a necessidade de
interação social imediata. Aqui desenvolve-de a capacidade de executar
mentalmente o que costumava ser uma atividade externa.
.
104.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
Desenvolvimento Cognitivo:
• A internalização desempenha um papel crucial no desenvolvimento cognitivo. O
indivíduo internaliza não apenas habilidades práticas, mas também conceitos,
valores e formas de pensamento que são parte da cultura em que está inserido.
A internalização é o processo pelo qual a aprendizagem inicialmente dependente
de interações sociais se torna uma habilidade ou conhecimento interiorizado,
fazendo parte integrante do reportório mental do indivíduo.
A capacidade de pensar, resolver problemas e agir de maneira independente é a
manifestação do sucesso deste processo de internalização. Este conceito destaca a
importância das interações sociais e da instrução no desenvolvimento cognitivo
humano.
.
105.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
4. Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP):
• É a distância entre o nível real de desenvolvimento, determinado pela
capacidade de resolver de forma independente um problema e o nível de
desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema
sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro mais
capaz.
• O desenvolvimento desta capacidade passa por 3 fases:
.
106.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
1ª Fase
• Linguagem social- tem uma
função meramente comunicativa
2ª Fase
• Linguagem egocêntrica (por volta
dos 2 anos)- Representa a fase de
transição entre a função
comunicativa e intelectual.
• Nesta fase os pensamentos são
oralizados no decorrer de uma
actividade, não com o intuito de
interagir, mas com a finalidade
de organizar os pensamentos e
solucionar determinados
problemas. A curiosidade infantil
é um dos aspectos mais
marcantes, tal como o
enriquecimento do vocabulário.
• 3ª Fase
• Discurso interior- Fase em que as
crianças adquirem a capacidade
de “pensar nas palavras”, sem
necessariamente as verbalizar.
• O pensamento nesta fase tem
como função criar ligações e
resolver problemas, de uma
forma abstracta. Verifica-se por
vezes um desfasamento entre
aquilo que se pensa e o
significado das palavras.
• Esta situação leva a que o
indivíduo tenha que realizar um
maior esforço no sentido de
transmitir o conteúdo do seu
pensamento.
.
107.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
Analisando as fases do desenvolvimento da linguagem, conseguimos ainda
compreender outro pressuposto básico da sua teoria. Este autor considera que o
desenvolvimento ocorre sempre a dois niveis:
1. Nível interpessoal: a criança em contacto com o meio (linguagem
socializada)
2. Nível intrapessoal: a criança entra em contacto com e la própria (discurso
interior)
Vygostky analisou a esfera motivacional do pensamento, concluindo que as
nossas motivações, interesses, necessidades, sentimentos e emoções, vão
influenciar o que pensamos, fizemos e como dizemos.
.
108.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
Em suma:
• Vygotsky defende que a aprendizagem do indivíduo não pode ser dissociado do
contexto histórico, social e cultural em que está inserido.
• Para aprender, elaborar conhecimentos e para se autoconstruir, o ser humano
precisa interagir com outros membros da sua espécie, com o meio e também
com a cultura.
• Vygotsky refere que a criança nasce com funções psicológicas elementares e que
com a aprendizdagem da cultura e as experiências adquiridas, estas funções
tornam-se funções psicológicas superiores, que são o comportamento
consciente, a ação proposital, capacidade de planeamento e o pensamento
abstrato.
.
109.
Teoria Cognitivo-Social -Vygostky
Em suma:
• Pensamento abstrato: consiste na capacidade para pensar de forma
independente à realidade que se apresenta a nós de forma concreta.
• Permite ao ser humano pensar em diferentes cenários e possibilidades entre os
quais, logicamente, se encontra a realidade concreta.
Exemplo: O comando da tv não liga, uma criança não consegue ir além daquilo
que lhe é apresentado e pede ajuda a um adulto, por sua vez o adulto tem a
capacidade refletir além da realidade concreta apresentada: talvez o comando não
ligue porque precisa de pilhas.
.
112.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez/Nascimento/Suas Condicionantes
O porquê de ter filhos?
• Atualmente, existe uma ambivalência quanto a ter filhos. Apesar de ser uma
fonte de amor e afeto, é visto por algumas pessoas como uma desvantagem, pois
exige mudanças de estilo de vida, custos financeiros, entre outros…
• Hoje em dia, não só as pessoas têm menos filhos, como também começam a tê-
los mais tarde, depois de se estabelecerem numa carreira. As mulheres com
maior nível de escolaridade tendem a ter filhos mais tarde. Desta forma, o risco
de maternidade é cada vez com idade mais avançada (após os 35 anos).
.
113.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez/Nascimento/Suas Condicionantes
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
A gravidez
• Um bebé modifica mais do que o corpo e o estilo de vida da mãe, ou seja,
modifica toda a família.
• Ao longo da gravidez, as mulheres podem sentir-se ambivalentes, podendo
despoletar sentimentos de quererem ser melhores mães/pais do que os seus
próprios pais, ou por outro lado, sentirem receio de que não serão capazes de
encarar o desafio.
.
114.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez/Nascimento/Suas Condicionantes
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
A gravidez
• Os pais têm de lidar com o modo de como o nascimento de um novo bebé irá
influenciar os membros da família, e em certos casos, os outros filhos.
• O desenvolvimento da vida intra-uterina é um período fantástico e único. Inicia-
se numa única célula que posteriormente se divide em várias células que acabam
por formar os vários tecidos e órgãos.
.
115.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez/Nascimento/Suas Condicionantes
A vida in útero divide-se em dois grandes períodos:
.
Período embrionário
• O período embrionário que vai
até à 12ª semana de gestação. É
um período extremamente
importante, pois é durante este
tempo que se formam todos os
órgãos. É o período de maior
sensibilidade às agressões e o
de maior vulnerabilidade para o
aparecimento das malformações
fetais.
Período fetal
• Ás 12 semanas de gravidez
temos um feto já
completamente formado e aqui
começa a fase fetal que vai até
ao nascimento. Este é um
“período de amadurecimento”
ao longo do qual os órgãos já
formados acabam por adquirir a
sua estrutura definitiva,
essencial para a vida autónoma
fora do organismo materno.
116.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
1 a 4 semanas
• Após a fecundação do óvulo com o espermatozóide surge uma célula (zigoto) que
se vai dividindo em várias células que formam a mórula (8 a 16 células).
• Nesta fase é normal começar a sentir enjoos, particularmente de manhã, fruto da
intensa atividade hormonal que ajuda a criar as condições necessárias para a
fixação do embrião na parede uterina, etapa fundamental para a continuação da
gravidez.
• Na 4ª semana de gravidez (2ª semana de vida do embrião), inicia-se a formação e
desenvolvimento da placenta. Nesta altura pode acontecer uma pequena perda
sanguínea vaginal, muitas vezes, confundida com a menstruação.
.
117.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
5 (cinco) semanas de gravidez
• É na 5ª (quinta) semana de gravidez que se inicia o desenvolvimento crânio-
caudal. O embrião alonga-se (5mm) e nele se distingue a região cefálica e a
caudal.
• Forma-se o eixo longitudinal precursor da formação do esqueleto. O sistema
nervoso está em desenvolvimento.
• As paredes do coração estão a formar-se e as células cardíacas começam a bater
no final desta semana. Os rins, músculos, ossos e fígado começam a desenvolver-
se.
.
118.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
5 (cinco) semanas de gravidez
• É nesta altura que começam os primeiros sintomas de gravidez!
• Após este período o médico obstetra pode realizar uma ecografia (ou
ultrassonografia) obstétrica precoce (transvaginal). Na Ecografia transvaginal
visualiza-se o saco gestacional, a e o embrião (3-5 mm) que no final desta semana
já possui atividade cardíaca.
• A ecografia permite também verificar se a gestação se está a desenvolver dentro
do útero. Por vezes, pode ocorrer uma gravidez ectópica, ou seja, quando a
gravidez se instala fora do útero (ovário e trompas). A gravidez ectópica é grave e
pode colocar em risco a vida da mulher. A ecografia obstétrica também é
bastante útil para datar a gravidez e determinar a data provável do parto e
verificar a viabilidade da gravidez.
.
119.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
6 semanas de gravidez
• Na 6ª semana de gravidez o crescimento do embrião acelera. A região cefálica
desenvolve-se consideravelmente e o embrião assemelha-se a um girino.
• A cabeça é proeminente e os membros, face, ouvidos, nariz e olhos estão em
desenvolvimento. O coração bate por si próprio fazendo circular o sangue por
todo o corpo.
• Os sintomas da gravidez tendem a tornar-se mais intensos, aumenta a tensão
mamária, as idas à casa de banho, nomeadamente, durante a noite. Os enjoos
intensificam-se e o cansaço também.
.
120.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
7 semanas de gravidez
• Na 7ª semana de gravidez o comprimento do embrião é de cerca de 13mm.
Começa a distinguir-se as narinas e o sulco das gengivas. Os olhos em cada lado
da cabeça são pontos escuros. O corpo embrionário é uma estrutura em forma
de “C”.
• Todos os órgãos estão em desenvolvimento, todavia ainda não funcionam.
• Surgem os sulcos interdigitais que conduzirão à separação final dos dedos das
mãos e dos pés.
.
121.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
7 semanas de gravidez
• O cérebro atravessa uma fase de grande desenvolvimento. Estabelecem-se as
primeiras ligações nervosas entre a retina e o cérebro.
• Os testículos e os ovários são, ainda, um aglomerado de células. O sexo é
determinado no momento da fecundação (cromossoma XY para embrião
masculino e cromossoma XX para embrião feminino, onde a presença do
cromossoma Y origina a formação dos testículos e a sua ausência origina a
formação dos ovários).
.
122.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
7 semanas de gravidez
• As mudanças fisiológicas da gravidez continuam e a grande produção de
hormonas leva a que os sintomas continuem, nomeadamente alterações
emocionais.
• Na ecografia transvaginal visualiza-se um embrião com 10-12 mm. Aparece o
esboço dos membros superiores. O embrião começa a curvar-se sobre si mesmo
e já se pode identificar o cordão umbilical.
.
123.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
8 e 9 semanas de gravidez
• No final do 2º mês de gravidez, o embrião tem cerca de 30 mm de comprimento.
Os órgãos assumem progressivamente a sua forma definitiva e começam a
funcionar.
10 e 11 semanas de gravidez
• A partir das 10 (dez) semanas de gravidez deixamos de ver um embrião e
passamos a ter um FETO.
• Durante o 3º mês de gravidez, o feto desenvolve-se rapidamente, adquirindo
quase o dobro do seu tamanho.
.
124.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
10 e 11 semanas de gravidez
• A cabeça é ainda relativamente grande e representa 1/3 do seu comprimento
total.
• A testa é alta e proeminente. Os olhos passam de uma posição lateral para a
região anterior da face.
• No final deste período - 1º (primeiro) trimestre de gravidez - normalmente
acalmam alguns dos sintomas até aqui sentidos. Por norma, as náuseas aligeiram
ou mesmo desaparecem.
.
125.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
12 semanas de gravidez
• Na 12ª semana de gravidez atinge-se o final do período embrionário e começa o
período fetal.
• O feto tem um aspecto completamente humano, mede cerca de 5-6 cm de
comprimento e está completamente formado da cabeça aos pés. É a altura ideal
para fazer a ecografia do 1º trimestre!
• A ecografia obstétrica do 1º trimestre deve ser realizada entre as onze e as treze
semanas e 6 dias. É através desta ecografia que se pode avaliar toda a anatomia
fetal, podendo-se detetar prematuramente algumas malformações.
.
126.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
12 semanas de gravidez
• Na ecografia do primeiro trimestre é possível visualizar: todos os órgãos fetais; o
estômago, o fígado, os rins e a bexiga; a ossificação do crânio fetal é
completamente visível; na cabeça identificam-se os 2 plexos coroideus separados
pela linha interhemisférica (sinal borboleta);
• Às doze semanas o sexo pode ser corretamente determinado por um observador
experiente através da observação dos genitais externos (embora só a partir das
16 semanas é que se consegue ter certeza; visualiza-se a maioria das estruturas
ósseas e os membros.
.
127.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
12 semanas de gravidez
• Através da realização desta ecografia são também avaliados marcadores
ecográficos que simultaneamente com a idade da mãe e o rastreio bioquímico
(doseamento B-HCG e PAPP-A) nos permitirão desconfiar de anomalias no feto
(p.ex: Trissomia 21)
.
128.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
Terminou o 1º trimestre de gravidez!
• Normalmente, nesta altura as náuseas, os enjoos, o cansaço e o sono abrandam
ou mesmo desaparecem. O risco de aborto ou gravidez não evolutiva diminuiu
drasticamente a partir de agora. Está na hora de aproveitar melhor a gravidez!
.
129.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
13 a 18 semanas
• No final do 4º mês o peso fetal é de 110 gramas. A cabeça e os membros
superiores do feto são desproporcionalmente grandes. A face é relativamente
larga e os olhos estão bastante afastados. O sistema circulatório e urinário estão
em plenas condições de funcionamento e o feto começa a excretar urina que
contribui para a produção do líquido amniótico.
• Normalmente, é uma boa fase da gravidez! A partir das 16 semanas a mãe
começa a sentir os movimentos fetais (o bebé a mexer-se). Isso tranquiliza-a!
Inicialmente, os movimentos são muito subtis e, muitas vezes, confundidos com
os movimentos intestinais. Mas muitas grávidas só sentem o seu bebé mais tarde
e isso é normal.
.
130.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
19 a 24 semanas
• No final do quinto mês, o feto mede cerca de 22 cm, ou seja, cerca de metade do
comprimento do feto de termo e pesa um pouco mais de 300 gramas.
• A velocidade de crescimento do tronco e membros inferiores aumenta durante o
resto da vida uterina.
• Os movimentos fetais tornam-se mais intensos, ou seja, o bebé mexe-se de uma
forma mais enérgica.
• É a altura para fazer a ecografia do 2º trimestre ou ecografia morfológica. Esta é a
ecografia mais importante da gravidez.
• Todo o feto está formado e é a altura ideal para detetar malformações fetais.
.
131.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
24 a 28 semanas
• No final da semana 24ª semana de gravidez, o feto pesa cerca de 630 gramas. Um
feto que nasça neste período pode tentar respirar, mas na maior parte dos casos
não sobrevive uma vez que as estruturas necessárias para as trocas gasosas ainda
não se encontram completamente formadas.
• No final da semana 28 de gestação, o comprimento fetal aproxima-se dos 25 Cm
e o peso fetal é de cerca de 1,1 Kg (1100 gramas).
• A face parece-se mais com a de uma criança, e definem-se as sobrancelhas e as
pestanas.
.
132.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
24 a 28 semanas
• Devido ao crescimento do feto, nesta altura a grávida queixa-se de algum peso ao
fundo da barriga, que é perfeitamente normal.
• As idas à casa de banho aumentam, nomeadamente durante a noite.
• Os movimentos fetais tornam-se mais fortes e mais sentidos durante a noite.
.
133.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
28 a 32 semanas
• Perto do final deste período existe viabilidade de sobrevivência, ou seja, se
ocorrer um parto prematuro o feto consegue sobreviver, mesmo sem o apoio
tecnológico de unidades de cuidados intensivos neonatais.
• No final da 32ª semana de gestação o feto atinge um comprimento aproximado
de 28 cm e um peso próximo de 1,8 Kg (1800 gramas).
• No final do sétimo mês, o feto cresce devido à acumulação de tecido celular
subcutâneo. O cabelo da cabeça cresce mais e as pálpebras abrem.
.
134.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
28 a 32 semanas
• O feto está agora bem maior, empurra as estruturas maternas e, por isso, nesta
altura a grávida costuma referir falta de ar com os esforços e começa a ter azia.
• Esta é a altura de fazer a ecografia do 3º trimestre (30-32 semanas). A ecografia
do terceiro trimestre permite-nos:
Avaliar o crescimento e bem-estar do feto;
Detetar malformações do feto de surgimento tardio;
Localização da placenta;
Avaliação do líquido amniótico;
.
135.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
32 a 36 semanas
• No final da semana 36 de gestação, o comprimento fetal é aproximadamente 32
cm e o peso situa-se por volta dos 2,5 Kg (2500 gramas). Durante o 8º mês, tanto
a pele como o tecido celular subcutâneo tornam-se mais espessos.
• O corpo aumenta de tamanho e a aparência enrugada da pele desaparece. O
cabelo é mais espesso e longo. Os membros inferiores (pernas) crescem
rapidamente, mas são ainda mais curtos que os membros superiores (braços). As
unhas crescem nas extremidades dos dedos.
• O corpo adota a forma de uma criança.
.
136.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
32 a 36 semanas
• O bebé e a barriga da mãe estão muito grandes! A falta de ar ocorre agora
mesmo em repouso. Também é frequente existir falta de ar ao dormir.
• A grávida queixa-se frequentemente de insónias, pois tem falta de ar ao dormir e
vai constantemente à casa de banho.
• A azia é também bastante frequente.
• O bebé começa a ter menos espaço e os movimentos começam a diminuir de
frequência, mas continuam fortes e, por vezes, dolorosos, cuja intensidade da dor
pode variar de leve a moderada.
.
137.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Gravidez e Desenvolvimento Intrauterino
36 a 41 semanas
• O feto torna-se mais redondo durante o último mês de gravidez.
• Por norma, no momento do parto o peso varia entre 2,2 Kg (2200 gramas) e 4,5
kg (4500 gramas).
• Nas gravidezes múltiplas (Gêmeos) o tamanho de cada recém-nascido é
geralmente menor. O comprimento corporal é cerca de 50 cm. A circunferência
da cabeça (perímetro cefálico) é de cerca 33 cm.
• Nos recém-nascidos normais a circunferência torácica é geralmente menor do
que a da cabeça.
.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal
Sintomas
• O parto é o momento mais esperado durante toda a gravidez. Nas últimas
semanas poderá começar a sentir a “descida” da barriga.
• Os primeiros sinais de início de trabalho de parto são:
1. Rolhão Mucoso: Expulsão do Rolhão Mucoso, que consiste na eliminação, pela
vagina, de muco gelatinoso, rosado ou acastanhado. A sua expulsão pode
ocorrer dias ou horas antes do parto e significa que o nascimento estará para
breve;
.
141.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal
Sintomas
2. Rotura da bolsa de águas: Rotura da Bolsa de Águas, que é a saída de líquido
amniótico pela vagina, devido à rotura das membranas que envolvem o bebé.
Pode sair lentamente ou de repente, em grande quantidade. Normalmente é claro
e transparente. A grávida deve dirigir-se para o Hospital o mais rapidamente
possível;
.
142.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal
Sintomas
3. Contrações Uterinas: Contrações Uterinas Regulares – No início do trabalho de
parto, as contracções são irregulares (os intervalos não são certos) e são pouco
frequentes. Começa por sentir que a barriga fica rija, podendo não haver dor.
Progressivamente, vão-se tornando mais regulares, mais intensas e mais
próximas. Quando as contracções forem regulares, com intervalos de 10 minutos,
a grávida deve dirigir-se para o Hospital.
.
143.
Etapas do desenvolvimentoHumano
O que acontece no parto?
.
Dilatação
•O colo do útero, por onde o bebé
passa para sair, começa a encurtar e a
dilatar até cerca de 10cm. As
contracções tornam-se cada vez mais
regulares e próximas. É o período mais
demorado do trabalho de parto,
podendo demorar de 12 a 16 horas,
por vezes, até mais.
•Se a grávida quiser levantar e andar,
deve perguntar se o pode fazer.
Quando estiver deitada, deve virar-se
para o lado esquerdo para facilitar a
oxigenação do feto; No início e durante
a contracção, deve inspirar
profundamente pelo nariz, como se
estivesse a “cheirar uma flor”, e
expelir o ar pela boca, como para
“apagar uma vela”. Quando a
contracção terminar, inspirar e expirar
profundamente.
•No intervalo das contracções deve
respirar normalmente, relaxando o
mais possível.
Expulsão
•Inicia quando a dilatação estiver
completa e pode demorar de 20 a 40
minutos. O feto desce ao longo da
bacia e sai para o exterior através da
vagina e da vulva. Pode ser necessário
efetuar um pequeno corte no perínro
(espaço entre a vagina e o ânus) para
facilitar a saída do feto e evitar rasgões
perineias ou do ânus. A ajuda da
mulher na fase de dilatação é preciosa.
•A grávida deve seguir as instruções
que lhe são dadas;
•Em cada contracção deve inspirar
profundamente e, depois, não deixar
sair o ar enquanto faz força. A seguir
deve expirar e aproveitar o intervalo
das contracções para recuperar as
forças.
Dequitadura
•Depois do nascimento do bebé, a
placenta e as membranas que
envolveram o feto saem por si (se não
saírem o médico tira-as). A grávida
deve permitir que lhe massagem a
barriga para ajudar a placenta a
desprender-se do útero;
•A seguir, se tiver sido necessário cortar
o períneo durante parto, há que fazer
a sutura (coser) do corte. Não vai doer
porque a zona estará anestesiada;
Após o parto, a mulher deve ficar
deitada de barriga para cima. Se sentir
que está a perder muito sangue,
deverá chamar a enfermeira.
144.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal
Condicionantes do parto
Ocasionalmente surgem complicações durante o trabalho de parto; normalmente,
requerem trabalho por parte do obstreta, exemplo disso são:
• Longo tempo de contracções, sem dilatação do colo uterino. Geralmente é
tratada com gel de prostaglandina ou preparação intravenosa de ocitocina. Caso
não funcione, pode ser necessária uma cesariana.
.
145.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal: Condicionantes do parto
Cesariana:
• Cesariana é uma técnica cirúrgica para partos que constitui num corte feito na
pele, abrindo-se a parede abdominal e, depois, a parede uterina. Pode ser
transversal ou longitudinal.
• A incisão da pele, como também a uterina, mais utilizada actualmente é a
transversal. A maioria das cesarianas são realizadas porque o trabalho de parto
está a progredir muito lentamente.
• Entre outras indicações temos também o sofrimento fetal agudo, as
desproporções entre o tamanho do feto e da bacia óssea materna e a gravidez
de alto risco.
.
146.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal: Condicionantes do parto
Sofrimento fetal:
• É definido por sinais de stress do bebé. Estes sinais podem incluir uma
diminuição dos sinais vitais, entre outros sinais.
Não Progressão da Expulsão:
• A cabeça, não é expulsa apesar das contracções. Isto pode determinar
intervenções como extracção a vácuo (ventosas), extracção a fórceps, e também
a cesariana.
.
147.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal:Condicionantes do parto
Hemorragias:
• Durante ou após o nascimento é potencialmente fatal perdas severas de sangue,
pois podem causar choque hipovolêmico.
• A perda de grande quantidade de líquidos e sangue que pode levar à morte, se
não for imediatamente tratada por estancamento da hemorragia.
.
148.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal: Condicionantes do parto
Desenvolvimento Crescimento e Maturação
• Desenvolvimento", "crescimento" e "maturação" são termos relacionados que
descrevem diferentes aspectos do processo de mudança e progresso nos seres
humanos Eles sobrepõem-se frequentemente, mas têm significados distintos:
.
Crescimento Maturação
149.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal: Condicionantes do parto
Crescimento:
• O crescimento refere-se especificamente ao aumento quantitativo das dimensões
físicas de um organismo. Isto inclui o aumento da altura, peso e tamanho de
partes do corpo, como órgãos e tecidos.
• O crescimento é frequentemente mais evidente durante a infância e a
adolescência, quando os indivíduos crescem significativamente em tamanho.
• O crescimento físico é controlado por fatores genéticos, hormonais e nutricionais.
.
150.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal: Condicionantes do parto
Maturação:
• A maturação refere-se ao processo de amadurecimento biológico e funcional de
um organismo. Isto inclui o desenvolvimento e a otimização de sistemas e órgãos
para executar funções específicas de maneira eficiente.
• A maturação está ligada ao crescimento, mas concentra-se mais na capacidade
do organismo de desempenhar as suas funções de maneira apropriada à sua
idade e estágio de desenvolvimento.
• Um exemplo de maturação é o desenvolvimento do sistema nervoso, que
permite que as crianças adquiram competências motoras e cognitivas à medida
que envelhecem.
.
151.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Nascimento e desenvolvimento pós-natal: Condicionantes do parto
Em suma:
O desenvolvimento é um termo amplo que abrange todas as mudanças que
ocorrem no ser humano.
O crescimento refere-se ao aumento quantitativo das dimensões físicas,
enquanto a maturação envolve o amadurecimento biológico e funcional.
Estes conceitos estão interligados e ocorrem simultaneamente durante o ciclo de
vida, contribuindo para o seu desenvolvimento global..
.
152.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Desenvolvimento Pós-Natal
De seguida encontram-se alguns conceitos-chave relativamente ao
desenvolvimento pós-natal:
Desenvolvimento Físico:
• Durante a infância e adolescência, o corpo humano passa por um rápido
crescimento físico.
• Isto inclui o crescimento em altura e peso, o desenvolvimento de órgãos e
sistemas, como o sistema nervoso central, e a aquisição de competências
motoras, como gatinhar, andar, correr …
.
153.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Desenvolvimento Pós-Natal
Desenvolvimento Cognitivo:
• O desenvolvimento cognitivo refere-se ao crescimento das competências
mentais, como a aprendizagem, memória, raciocínio e resolução de problemas.
• As crianças passam por estágios de desenvolvimento cognitivo, como os
propostos, por exemplo, por Jean Piaget, que descrevem como as suas
capacidades cognitivas evoluem com a idade.
.
154.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Desenvolvimento Pós-Natal
Desenvolvimento Emocional e Social:
• O desenvolvimento emocional envolve a aquisição de competências para
entender e lidar com as emoções. O desenvolvimento social refere-se à forma
como as crianças interagem com os outros e desenvolvem relacionamentos. Isto
inclui o desenvolvimento da empatia, autoconsciência e competências sociais.
Desenvolvimento da Linguagem e Comunicação:
• As crianças adquirem habilidades de linguagem, incluindo a capacidade de falar,
ouvir, compreender e usar a linguagem para se comunicar. Esse desenvolvimento
é fundamental para a comunicação e a expressão de pensamentos e
sentimentos.
• e.
.
155.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Desenvolvimento Pós-Natal
Desenvolvimento Moral:
• Ao longo do desenvolvimento pós-natal, as crianças também desenvolvem um
senso de moralidade e compreensão do certo do errado, sob influência de
fatores sociais, culturais e familiares.
Desenvolvimento da Identidade:
• Na adolescência, os indivíduos exploram a sua identidade e desenvolvem um
senso de quem são. Isso envolve a exploração de papéis de gênero, valores,
crenças e aspirações pessoais.
.
156.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Desenvolvimento Pós-Natal
Desenvolvimento Psicossocial:
O desenvolvimento pós-natal também é afetado por fatores psicossociais, como
eventos de vida, traumas, influências culturais, contexto socioeconômico e outras
experiências pessoais.
.
157.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Desenvolvimento Pós-Natal
O tamanho ao nascimento está relacionado com a raça, o sexo, tamanho dos pais e
a nutrição e saúde da mãe, ou seja, tende a predizer o tamanho relativo ao longo
da infância.
Apesar do desenvolvimento ser um processo contínuo, foi didaticamente
dividido em 5 fases:
1. Recém-nascido: 0 aos 28 dias;
2. Infância: 1 mês aos 11 anos e divide-se em 1ª , 2ª e 3ª infância
3. Adolescência: 12 aos 18 ou 21 anos;
4. Vida adulta: 21 aos 65 anos;
5. Velhice: a partir dos 65 anos.
.
158.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Primeira Infância
• A primeira infância começa com o nascimento e vai até os 3 anos de idade. Nos
primeiros meses, os cinco sentidos começam a desenvolver-se.
• Na parte cognitiva, as capacidades de aprender e lembrar estão presentes
mesmo nas primeiras semanas.
• O uso de símbolos e a capacidade de resolver problemas desenvolvem-se por
volta do final do segundo ano de vida.
• Neste período, a criança começa a formar vínculos fortes com os pais ou cuidado
res. Há o início da perceção de si mesmo (autoconsciência) e o interesse por
outras crianças.
.
159.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Primeira Infância
• A ligação mãe-filho é um sentimento que a mãe tem em termos de uma relação
próxima e protetora com o seu bebé recém-nascido.
• Também os pais como as mães formam ligações íntimas com os seus bebés
pouco depois do nascimento.
• O recém-nascido mostra desde cedo preferência pelas características daqueles
que cuidam dele.
• Desenvolve-se desde cedo a vinculação com as figuras protetoras.
• Entende-se por vinculação: ligação emocional recíproca e duradoura entre o
bebé e a figura parental (ou cuidador), em que cada um contribui para a
qualidade da relação. Desempenha a função de adaptação para o bebé,
assegurando-lhe que as necessidades psicossociais e físicas sejam satisfeitas
.
160.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Primeira Infância
• Do ponto de vista da criança, a figura de vinculação é a pessoa responsável pelo
seu sentimento de segurança, dando respostas às suas necessidades de proteção.
Podendo funcionar como:
• Base segura: quando o sistema de vinculação está ativo a um nível baixo, a
criança explora o meio.
• Refúgio de segurança: quando o sistema de vinculação é ativado a um nível de
intensidade superior, a criança refugia-se na sua figura de vinculação.
• Existem comportamentos de procura de vinculação: chorar, chupar, sorrir,
abraçar e olhar para a figura parental. Estas aproximações são bem sucedida
quando a mãe responde calorosamente.
.
161.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Padrões de vinculação:
• Vinculação segura: Os bebés choram ou protestam quando a mãe sai e saúdam-
na com alegria quando ela regressa; usam a mãe como base segura, deixando-a
para irem explo- rar; geralmente são cooperantes e sem manifestações de raiva.
• Vinculação evitante/insegura: Os bebés choram quando a mãe sai e evitam-na
ao seu regresso; tendem a ficar zangados e não se aproximam em momentos de
necessidade; não gostam de ser pegados ao colo.
• Vinculação ambivalente/resistente: Os bebés ficam ansiosos mesmo quando
antes de a mãe sair, ficando ainda mais perturbados quando ela sai; quando ela
regressa mostram a sua ambivalência; estes bebés exploram pouco e são difíceis
de acalmar.
.
162.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Padrões de vinculação:
• Vinculação desorganizada/desorientada: os bebés revelam muitas vezes
comportamentos inconscientes e contraditórios; saúdam efusivamente a mãe
quando esta chega mas depois afasta-se ou aproxima-se sem olharem para ela;
parecem confusos e com medo; é o padrão menos seguro.
Os bebés com uma vinculação segura aprendem a confiar não apenas nas figuras
parentais, mas também na sua capacidade de obter aquilo que precisam. Os
fatores contextuais combinados com a atuação da mãe, poderão influenciar a
vinculação.
.
163.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Segunda Infância
• Segundo os desenvolvimentistas, os cientistas do desenvolvimento, a segunda in-
fância vai dos 3 aos 6 anos de idade.
• O corpo tende a tornar-se mais esguio e as partes do corpo começam a
assemelhar-se, em termos de proporções, com as de um adulto. O ape tite tende
a diminuir e podem aparecer distúrbios do sono, como insônia.
• Desenvolve-se a identidade de gênero.
• Com o tempo há uma perda na densidade da massa cinzenta, o que gera um
maior amadurecimento e um funcionamento mais eficiente.
.
164.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Terceira Infância
• Nesta fase, há uma diminuição do crescimento físico. Existe a tendência de
aparecerem problemas respiratórios, entretanto, é uma das fases que, em média,
nota-se a presença de maior saúde.
• Entre os 6 e 11 anos, há uma diminuição do egocentrismo, ou seja, a criança não
é mais tão centrada em si mesma.
• A escolarização ajuda neste processo e igualmente na estimulação da memória e
da linguagem (que melhoram independentemente da escola).
• Certas crianças podem apresentar necessidades especiais de educação ou, no
extremo oposto, talentos que exigem cuidado também.
.
165.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Terceira Infância
• O conceito de si (autoconceito) fica mais complexo, o que pode igualmente gerar
modificações na autoestima. A convivência com colegas com idade próxima é um
fator a ser levado em conta neste período.
• A autoestima é uma componente importante, pois crianças com elevada autoes-
tima tendem a ser mais alegres, e por outro lado, crianças com baixa autoestima
tendem a ser mais tristes.
• Crianças com baixa autoestima, tendem a manter frequentemente uma
autoimagem negativa durante um intervalo de tempo logo após o período
escolar.
.
166.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Terceira Infância
.
Conjunto de
fatores de
proteção a
ter em conta
nesta fase
Bom suporte
familiar
A personalidade
da criança
Experiências de
aprendizagem
Risco reduzido
Experiências
compensatórias
167.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Bom Suporte Familiar:
Um ambiente familiar que oferece suporte emocional, apoio financeiro,
estabilidade e relacionamentos positivos contribui significativamente para o
desenvolvimento saudável da criança. O suporte familiar é fundamental para
estabelecer uma base emocional sólida.
Personalidade da Criança:
A personalidade da criança pode desempenhar um papel importante como fator
de proteção. Algumas crianças têm uma disposição natural mais resiliente, o que
pode ajudá-las a enfrentar desafios de maneira mais eficaz.
.
168.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Experiências de Aprendizagem:
Oferecer oportunidades de aprendizagem estimulantes e enriquecedoras contribui
para o desenvolvimento cognitivo e emocional. Ambientes educacionais positivos,
tanto em casa como na escola, promovem o crescimento da criança.
Risco Reduzido:
Minimizar a exposição da criança a fatores de risco, como ambientes violentos,
negligência ou abuso, é crucial. Reduzir o risco contribui para um ambiente mais
seguro e saudável para o desenvolvimento da criança.
Experiências compensatórias:
Referem-se a oportunidades que compensam dificuldades ou desafios que a
criança possa enfrentar. Isso pode incluir intervenções educacionais, programas de
apoio social ou atividades que ajudem a compensar circunstâncias desfavoráveis.
.
169.
Etapas do desenvolvimentoHumano
É importante observar que estes fatores não existem isoladamente; eles
interagem de maneiras complexas. Além disso, cada criança é única, e a eficácia
desses fatores pode variar dependendo de vários contextos, como o cultural,
social e individual.
Promover estes fatores de proteção e reconhecer a importância de uma
abordagem holística (considerar a criança como um ser completo e integrado,
tendo em conta todos os aspectos da sua vida e ambiente), para o
desenvolvimento infantil são aspectos cruciais para garantir que as crianças
cresçam em ambientes saudáveis e propícios ao desenvolvimento das suas
capacidades e bem-estar.
.
170.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Adolescência
• Como sabemos, nesta fase ocorre a maturidade reprodutiva, quando se torna
possível para os indivíduos serem pais ou mães.
• A saúde é afetada, geralmente, pelo comportamento, como perturbações
alimentares ou o consumo de drogas.
• Na cognição, desenvolve-se a capacidade de pensar em termos abstratos e de
usar o raciocínio científico.
• O pensamento imaturo persiste em algumas atitudes e comportamentos.
• A procura pela identidade, incluindo a identidade sexual, torna-se central.
.
171.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Início da Vida Adulta
• Os cientistas do desenvolvimento demarcam o início da vida adulta a partir dos
21 anos e indo até os 40.
• A condição física atinge o auge, depois declina ligeiramente.
• O pensamento e os julgamentos morais tornam-se mais complexos. São feitas
escolhas eduacionais e vocacionais, após um período exploratório.
• Traços e estilos de personalidade tornam-se relativamente estáveis, mas as
mudanças na personalidade podem ser influenciadas pelas fases e
acontecimentos da vida.
• São tomadas decisões sobre relacionamentos íntimos e estilos de vida pessoais,
mas podem não ser duradouros.
.
172.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Início da Vida Adulta
• A maioria das pessoas casa-se e tem filhos.
• Aqui vemos que a fase anterior, a adolescência pode prolongar-se, e haver uma
certa intersecção de fases. Afinal, não é possível demarcar com precisão quando
começa a idade adulta.
• Alguns argumentam que esta se inicia com o primeiro trabalho e o autosustento,
outros com o início da faculdade ou com a constituição de uma nova família.
.
173.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Vida Adulta Intermediária
• Esta fase vai dos 40 aos 65 anos de idade.
• Há mudanças significativas nas condições físicas (saúde, vigor), porém, com
grandes diferenças de uma pessoa para outra.
• As mulheres entram na menopausa.
• As capacidades mentais atingem o auge, a especialização e as competências
relativas à solução de problemas práticos são acentuadas.
• Para alguns, o sucesso na carreira e o sucesso financeiro atingem o seu máximo,
para outros, poderá ocorrer esgotamento ou mudança de carreira
• . A dupla responsabilidade pelo cuidado dos filhos e dos pais idosos pode causar
stress.
.
174.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Vida Adulta Tardia
• Este período começa a partir dos 65 anos.
• A maioria das pessoas é saudável e ativa, embora geralmente haja um declínio da
saúde e das capacidades físicas.
• O tempo de reação mais lento afeta alguns aspetos funcionais. A maioria das
pessoas está mentalmente alerta.
• Embora a inteligência e a memória possam deteriorar-se em algumas áreas, a
maioria das pessoas encontra meios de compensação.
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175.
Etapas do desenvolvimentoHumano
Vida Adulta Tardia
• A reforma pode oferecer novas opções para aproveitar o tempo.
• As pessoas desenvolvem estratégias mais flexíveis para enfrentar perdas de
pessoas e a morte eminente.
• O relacionamento com a família e com amigos íntimos pode proporcionar um
importante apoio.
Segue um quadro resumo das fases, idades e perfis do desenvolvimento dos 0
aos 6 anos:
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Referências bibliográficas
• Feldman,M. (2014). O mundo da criança. Da infância à Adolescência. 13ª ed.
Editora Artmed.
• Gallo, E. & Alencar. J.(2012). Psicologia do Desenvolvimento da Criança. Centro
Universitário de Mariguá.
• Hansenner, M. (2003). Psicologia da Personalidade. Editora Climepsi, Lisboa.
• Papalia, D., Olds, S.&Feldman, R. (2001). O mundo da Criança. Editora Mc Graw-
Hill de Portugal.
• Papalia, D. (2022). Desenvolvimento Humano. Editora Artmed, Porto Alegre.
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