Ir para o conteúdo principal
População portuguesa
Geografia 10º ano
Evolução
Censos/ recenseamentos
Contagem de todos os habitantes de um país, por
sexo, idade, distribuição geográfica e caraterísticas
socioeconómicas.
População absoluta
Número total de habitantes de um território.
Para a contabilização da população
fazem-se censos.
Modelos e transição demográfica
 Caraterística dos países em início do processo
de desenvolvimento.
 Manutenção dos valores elevados de
natalidade.
 Declínio acentuado da mortalidade, devido à
melhoria das condições de higiene e de saúde.
 Crescimento da população a um ritmo
acelerado.
 Própria das sociedades mais primitivas.
 A população estabiliza, com valores muito
elevados de natalidade e de mortalidade.
 Valores de natalidade rondam os 40% com
valores muito constantes.
 Valores de mortalidade muito elevados, mas
por vezes muito irregulares.
1ª Fase
2ª Fase
 Própria de países que iniciaram muito cedo este processo de transição demográfica.
 Valores excessivamente baixas de natalidade, podendo ser inferiores aos da mortalidade.
 Valores de mortalidade muito baixos, com tendência para uma ligeira subida, devido ao
envelhecimento.
 Estagnação ou redução da população.
 Própria de países em pleno processo de desenvolvimento.
 Declínio acentuado da natalidade, a qual desce para valores próximos de 10%.
 Manutenção de valores baixos de mortalidade, devido às melhorias da assistência
médica.
 Estabilização do crescimento natural, com valores muito baixos na natalidade e na
mortalidade.
3ª Fase
4ª Fase
Evolução da população portuguesa no século
XX
A população portuguesa registou um grande crescimento (elevada taxa de
crescimento natural), à exceção do período entre 1911 e 1920 devido à I
Guerra Mundial, à gripe pneumónica e às alterações políticas na sequência da
implementação da república.
Antes de 1950
Entre 1950 e 1960
Revolução demográfica portuguesa começa a processar-se, ainda que Portugal
tenha sido até à década de 60, um dos poucos países da Europa que não sofreu
o processo de envelhecimento da população, apresentando uma população
jovem.
Fatores:
o Caraterísticas rurais.
o Influência da Igreja Católica.
o Baixo número de mulheres a trabalhar fora de casa.
o Reduzido uso de métodos contracetivos, bem como, de consultas de planeamento familiar.
Entre 1960 e 1970 Regista-se pela primeira vez num século uma diminuição da população.
Fatores:
o Emigração
o Guerra colonial
o Alterações socioculturais – utilização de métodos contracetivos, maior número
de mulheres no mercado de trabalho
Entre 1970 e 1981 Grande crescimento demográfico.
Fatores:
o Fim da guerra colonial
o Fim do surto migratório
o Regresso de alguns emigrantes
o Regresso da população “retornada” de África
Entre 1981 e 1991 Fase de estagnação, um reflexo da diminuição da natalidade.
Entre 1991 e 2001
Aumentou ligeiramente ultrapassando os 10 milhões, as baixas taxas de
crescimento natural foram compensadas pelo surto migratório proveniente de
África e dos países da Europa do Leste.
Atualmente
• Baixa taxa de mortalidade;
• Baixa taxa de natalidade;
• Aumento da esperança média
de vida.
Natalidade em Portugal
A taxa de natalidade tem
vindo a descer desde 1960.
taxa de natalidade=
𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙𝑑𝑒𝑛𝑎𝑠𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠
𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎çã 𝑜𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑥 1000
Natalidade
Número de nascimentos que ocorre numa
determinada região e período de tempo.
Causas
 Emancipação da mulher;
 Entrada da mulher para o mercado familiar;
 Acesso ao planeamento familiar;
 Generalização do controlo de natalidade;
 Mudança de mentalidades;
 Aumento do nível de instrução;
 Aumento da idade de casamento;
 Alargamento do período de escolaridade obrigatória.
Distribuição
A taxa de natalidade é mais elevada no Norte
e no litoral, e é mais baixa no interior.
No interior a população é mais idosa, logo a taxa de
natalidade é mais baixa. No litoral a população é mais
jovem e é onde se concentram as principais atividades
económicas.
Mortalidade em Portugal
Mortalidade
Número de óbitos que ocorre numa determinada
região e num período de tempo.
taxa de mortalidade=
𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 ó𝑏𝑖𝑡𝑜𝑠
𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎çã𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑥1000
A taxa de mortalidade entre 1960 e
2004 não evidenciou alterações
significativas tendo atingido os
10,5‰ em 1991
Causas
 Melhores hábitos alimentares,
 Melhoria dos cuidados de saúde e cuidados de
higiene;
 Melhoria nas condições de trabalho (segurança
no trabalho)
Principais causas de morte
 Cancro;
 Doenças cardiovasculares;
 Sinistralidade rodoviária.
Distribuição
A taxa de mortalidade é mais baixa no
litoral, principalmente na zona norte e mais
alta no interior.
Isto deve-se ao facto de a população ser mais jovem no
litoral e envelhecida no interior.
Mortalidade infantil em Portugal
Mortalidade infantil
Número de óbitos em crianças com menos de 1 ano
num determinado período, num determinado local.
T MI =
𝑛º 𝑑𝑒 ó𝑏𝑖𝑡𝑜𝑠<1𝑎𝑛𝑜
𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙𝑑𝑒 𝑛𝑎𝑠𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠
𝑥1000
A taxa de mortalidade infantil diminui
drasticamente entre 1950 e 2004
Causas
 Generalização de uma rede de assistência
materno-infantil;
 Realização dos partos em hospitais;
 Generalização da vacinação infantil;
 Melhoramento nas condições de vida.
Distribuição
A taxa de mortalidade
infantil é mais elevada
no Norte e menor no
litoral e sul.
• Falta de assistência
médica;
• Falta de informação;
• Mentalidade fechada;
• Falta de vacinação.
Crescimento natural em Portugal
1950 até 1960
A taxa de crescimento natural é
elevada e sobe ligeiramente. O país é
predominantemente rural e a taxa de
natalidade é elevada.
C N =natalidade −mortalidade
T C N=TN −TM
Evolução
Crescimento natural
Diferença entre a natalidade e a mortalidade.
1960 até 1991
A taxa de crescimento natural diminui drasticamente,
pois existe um decréscimo da taxa da natalidade
devido ao desenvolvimento do país, ao planeamento
familiar, aos métodos contracetivos e à emancipação
da mulher.
A partir de 1991
A taxa de crescimento natural estabiliza, devido à
emigração. Tanto a taxa de natalidade como a taxa
de mortalidade baixam.
A partir de 2000
O fluxo migratório aumentou, sendo
responsável pelo saldo natural positivo.
Distribuição
A taxa de crescimento natural é positiva
no litoral, pois a taxa de natalidade é
maior o que se deve ao facto da população
ser mais jovem e ao maior
desenvolvimento dessa área.
A taxa de crescimento natural é negativa
no interior, pois a taxa de mortalidade é
superior à taxa de natalidade o que se
deve ao facto de a população ser mais
envelhecida e ao menor desenvolvimento
dessa área.
Deslocações de pessoas ou
grupos, que se instala
numa outra região ou país.
Mobilidade da população
Portugal é considerado um país de emigrantes e desde as últimas décadas do século XX,
começou a ser um país de imigrantes.
Migrações
Emigração
Saída de população de um país.
Imigração
Entrada de população num país.
Causas
 Procura de emprego e melhores salários;
 Procura de melhores condições de vida.
Os movimentos migratórios quer sejam
internos ou externos, influenciam as
caraterísticas demográficas e sociais
de um país.
Fases migratórias portuguesas
Entre 1960 - 73
├ “boom” da emigração nacional.
├ Maioria intracontinental.
├ Principais destinos: França, Alemanha, Luxemburgo e Suíça.
├ Deve-se a um conjunto de fatores desfavoráveis:
├ Os países da Europa ocidental encontravam-se numa fase de prosperidade económica e
sofriam uma elevada carência de população ativa.
• População jovem com falta de estruturas de apoio à família e às atividades socioculturais;
• Economia assente numa agricultura tradicional;
• Baixos salários, elevado desemprego e baixo nível de vida;
• Guerra colonial;
• Regime político ditatorial.
A necessidade de expansão económica e de reconstrução provocou nestes países a necessidade de mão-de-obra
barata para a indústria, construção civil e serviços pouco qualificados.
Década de 70
├ Diminuição da emigração portuguesa, por
causa da crise económica que se iniciou na
Europa e que aliada à modernização de
algumas atividades económicas levou ao
aumento do desemprego. O 25 de abril de
1974 também fez diminuir a emigração, pois
o país passou a ser democrático e a guerra
colonial terminou.
├ Retorno de portugueses, tanto das colónias,
por causa da descolonização, como de
emigrantes que estavam impedidos de voltar
a Portugal.
O saldo migratório passou a ser positivo.
Década de 80
├ Aumento da emigração, principalmente
temporária:
├ Aumento da imigração, vinda dos PALOP.
├ Aumento do regresso de população emigrante
a Portugal.
• Fim de condicionalismos administrativos;
• Assinatura dos acordos de Schengen;
• Desenvolvimento das infraestruturas e dos
meios de transporte.
Anos 90 até à atualidade
├ Aumento de imigrantes, vindos dos PALOP
, países de leste e asiáticos;
├ Aumento de emigrantes, com perfis e destinos diferentes dos já existentes:
• Predomínio da emigração temporária;
• Aumento da emigração de jovens
qualificados;
• Emigração de caráter individual;
• Aumento da emigração feminina.
Estrutura etária portuguesa
A estrutura etária é a composição da população por idades e por sexo, e é muito importante
para se estudar e compreender a evolução populacional de um país ou de uma região.
Fazendo esta análise é possível fazer prospeções futuras para se poder fazer as medidas
essenciais para a região ou país.
As classes ocas numa pirâmide representam
acontecimentos passados, como:
• Diminuição da natalidade;
• Aumento da mortalidade;
• Emigração;
• Guerras;
• Fomes;
• epidemias
Está representada através de um gráfico de barras, dividido por idades e por género, chamado
pirâmide etária.
Evolução
Constata-se um duplo envelhecimento da estrutura etária da população, pela redução da
proporção de jovens e pelo aumento da de idosos.
A redução de jovens deve-se à diminuição da
natalidade e do índice sintético de fecundidade que é
inferior ao índice de renovação de gerações.
Fatores que explicam o declínio da fecundidade:
o Generalização do planeamento familiar;
o Aumento da taxa de atividade feminina;
o Adiamento do casamento e do nascimento do primeiro filho.
O aumento da proporção de idosos deve-se em grande parte ao prolongamento da esperança
média de vida.
O progressivo envelhecimento da população constata-se pelo acentuado aumento do índice de
envelhecimento, que relaciona a população idosa com a população jovem.
Existem contrastes regionais no índice de envelhecimento, associados às diferenças na
estrutura etária. As regiões com maior índice de envelhecimento são as do interior e as que
apresentam menores valores são as do litoral e as regiões autónomas.
Estrutura ativa da população
População ativa
Conjunto de indivíduos com idade
mínima para trabalhar de um país,
que constituem a mão de obra
disponível.
Nos últimos anos a população ativa em Portugal
apresenta uma diminuição.
Fatores:
• Aumento da população adulta;
• Saldo migratório;
• Conjuntura económica nacional e
A população ativa reflete-se na taxa de
atividade.
T A=
𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎çã𝑜 𝑎𝑡𝑖𝑣𝑎
𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎çã 𝑜𝑎𝑏𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑎
𝑥100
Desde 2007, que se tem vindo a atravessar um conjunto de choques externos, que têm vindo a
afetar a evolução do mercado de trabalho.
Tem existido uma transformação na estrutura do emprego da população ativa.
O setor primário apresentava cerca de metade da
população ativa em meados do século XX. Hoje em
dia é o setor que apresenta um menor peso em
termos de população ativa.
O setor secundário começou a crescer a partir de meados
da década de 60, mas atualmente tem sofrido um
decréscimo provocado pela modernização tecnológica e a
descolonização das indústrias para outros países com mão
de obra mais barata.
O setor terciário foi o que mais cresceu nas últimas décadas, pois:
o Crescente feminização dos serviços;
o Aparecimento de novas atividades;
o Desenvolvimento dos serviços sociais e da administração pública;
o Desenvolvimento da saúde e da educação;
o Crescimento do comércio;
o Aumento e diversificação do turismo;
o Desenvolvimento técnico e tecnológico da agricultura e indústria.
Também existe uma desigual distribuição dos setores de
atividade no país:
• O setor primário predomina nas regiões do interior;
• O setor secundário é mais relevante no norte e no centro,
onde existem mais industriais;
• O setor terciário predomina no litoral e no Algarve.
Nível de instrução e de qualificação
Em Portugal, a taxa de analfabetismo diminuiu bastante, mas persistem ainda algumas
desigualdades regionais.
Têm-se verificado:
• Redução do número de alunos no ensino básico;
• Aumento dos alunos do 3º ciclo;
• Aumento dos alunos no ensino superior;
• As mulheres apresentam um maior nível de escolaridade.
Nas últimas décadas deu-se um aumento da taxa de alfabetização, reduzindo-se a desigualdade
de género.
O número médio de anos de escolaridade da população portuguesa aumentou. Apesar disso, grande
parte da população ativa apenas completou o ensino básico obrigatório.
A formação escolar deve ser complementada por outros tipos de formação, preferencialmente
profissional e de forma contínua.
Os níveis de escolaridade mais altos favorecem a aprendizagem ao longo da vida, a
modernização e a inovação.
Problemas e possíveis soluções da
estrutura etária
├ O envelhecimento demográfico, decorrente da diminuição da taxa de fecundidade e do aumento da
esperança média vida, conduz a problemas socioeconómicos resultantes, principalmente, do acréscimo das
despesas com a população idosa e da diminuição das receitas dos contribuintes, devido à redução da
população ativa.
├ A importância relativa dos grupos etários de jovens e idosos face à população em idade ativa permite avaliar
o grau de dependência total e de dependência de jovens e idosos.
├ A repartição regional dos índices de dependência confirma as assimetrias demográficas. As regiões com
maior índice de dependência total poderão ter mais dificuldade em produzir e obter riqueza suficiente para
todos, o que se reflete negativamente no índice de sustentabilidade potencial, que relaciona a população
ativa e idosa.
├ A taxa de desemprego em Portugal tem aumentado, situando-se, em 2012, acima da média da União
Europeia. Apesar disso, nos últimos têm-se verificado uma diminuição.
├ Os grupos com maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho são os mais jovens e os menos
qualificados.
├ O desemprego de longa duração, o emprego temporário e o subemprego, também representam outros
problemas da população ativa.
├ O rejuvenescimento da população passa pelo incentivo à natalidade. Esse passa pela adoção de medidas,
como:
├ A valorização da população ativa passa pela elevação dos níveis de escolaridade e qualificação e pela
melhor articulação entre o ensino e as empresas.
• Aumento dos abonos de família;
• Redução dos impostos;
• Alargamento do período de licença de parto;
• Desenvolvimento dos serviços de apoio à conciliação entre a vida familiar e profissional.