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Introdução:
  A ciência que estuda aspetos estatísticos de uma população é a
demografia. A maioria dos países, sobretudo os países desenvolvidos,
realizam de 10 em 10 anos os Censos ou Recenseamentos.

Evolução da população
  Na Terra, vivem agora cerca de 6500 milhões de pessoas. Resultado
de um crescimento que se tem acentuado al longo do tempo.

  Este crescimento da população iniciou-se após a Revolução Industrial
e agora constitui um grande problema, pois a este contínuo aumento
da população opõem-se um conjunto limitado de recursos disponíveis.




Fases do crescimento demográfico
 A população mundial tem vindo a aumentar ao longo do tempo.
Consegue-se distinguir três fases, ou períodos, com ritmos demográficos
diferentes.

 O primeiro período, até meados do século XVIII, é marcado por um
crescimento muito lento da população mundial: a natalidade e a
mortalidade eram muito elevadas, pelo que o crescimento natural (N -
M) era muito reduzido. Este comportamento demográfico é designado
por regime primitivo ou tradicional.

 No segundo período, desde meados do século XVIII até 1950, houve
um aumento muito significativo dos efetivos populacionais: a natalidade
elevada e uma diminuição da mortalidade. Quem contribuiu para isto
foram os países desenvolvidos. Este comportamento demográfico
designa-se por revolução demográfica ou regime de transição. Que se
deu após a Revolução Industrial.
No terceiro período, desde meados do século XX, caracterizado por:
natalidade elevada e uma diminuição brusca da mortalidade. Quem
contribuiu para isto foram os países em desenvolvimento. Este
comportamento demográfico designa-se explosão demográfica.




Evolução da população em Portugal

 A evolução da população de um país, ao contrário da evolução da
população mundial não depende só da natalidade e da mortalidade,
 depende também da diferença entre emigração e imigração: saldo
   migratório. A partir destes quatro fatores depende o crescimento
                          efetivo: CE = CN + SM.

Em Portugal, em 1900 habitavam cerca de 5,4 milhões de pessoas e nos
 10 anos que se seguiram houve um aumento da população de 450 mil
 habitantes. Na segunda década devido à emigração principalmente
para o Brasil o país perdeu cerca de 80 mil habitantes. A primeira Guerra
    Mundial e a febre pneumónica fizeram com que, entre 1914 e 1918,
Portugal perde-se 4% da população (cerca de 238 mil habitantes). Entre
     1920 e 1950, retomou um crescimento de cerca de 800 ou 900 mil
 habitantes por década. Na década de 60, com as emigrações para a
Europa, a população ficou com menos 250 mil habitantes. Após o 25 de
     Abril entraram, na década de 70, cerca de 680 mil habitantes. Na
década seguinte o crescimento foi pouco, cerca de 10 mil habitantes e
    na década de 90 o crescimento deveu-se a estrangeiros e aos seus
 filhos. Atualmente a população do país é de cerca de 10,5 milhões de
                               habitantes.
Indicadores demográficos:

  O comportamento dos vários indicadores demográficos faz com que
haja características próprias de região para região e em países
diferentes características diferentes.

 Natalidade

Taxa de natalidade




A taxa de natalidade está relacionada com o nível de desenvolvimento
das populações:

   o Nos países desenvolvidos, atualmente, a taxa de natalidade é
     muito baixa.
     Devido a: desenvolvimento do planeamento familiar, utilização
     de métodos contracetivos e anticoncecionais, a entrada da
     mulher no trabalho, maior responsabilização por cada filho, falta
     de habitação, diminuição da taxa de nupcialidade e aumento
     da idade média de casamento.
   o Nos países em desenvolvimento, atualmente, a taxa de
     natalidade é muito elevada.
     Devido a: desconhecimento do planeamento familiar, não
     utilização de métodos contracetivos e anticoncecionais, crenças
     religiosas, baixo nível de cultura e elevadas taxas de
     analfabetismo, os filhos serem uma fonte de prestígio e
     rendimento, mentalidade natalista e casamento precoce.

Natalidade em Portugal:

Em Portugal, a taxa de natalidade tem vindo a diminuir bastante. Os
valores mais elevados ocorrem nas Regiões Autónomas e no litoral.

Fecundidade:

É a capacidade que cada mulher (entre os 15 e 49 anos) tem de
procriar.

Taxa de fecundidade:
A taxa de fecundidade é muito mais elevada nos países em
desenvolvimento do que nos países desenvolvidos (muito reduzido).

O índice de renovação das gerações é de 2,1 filhos por mulher. Nos
países desenvolvidos muitas vezes os valores são inferiores a
2,1enquanto nos países em desenvolvimento chega muitas vezes a
atingir 5,3 filhos por mulher.

Fecundidade em Portugal:

Em Portugal, a taxa de fecundidade é inferior à média da EU: 1,52.

Mortalidade:

Taxa de mortalidade:




A taxa de mortalidade é muito baixa nos países desenvolvidos.

Devido a: melhoria na alimentação, progressos da medicina, melhores
condições de higiene e subida do nível de vida.

A taxa de mortalidade, nos países em desenvolvimento é elevada,
apesar de ter vindo a diminuir (com a ajuda internacional), devido a:
melhores condições de higiene, chegada da medicina, melhoria na
alimentação.

Mortalidade em Portugal:

A taxa de mortalidade em Portugal tem vindo a diminuir, oscilando
entre os 9,7 %o e os 10,5 %o.

Mortalidade infantil:

Taxa de Mortalidade infantil:




A taxa de mortalidade infantil é muito elevada nos países em
desenvolvimento, apesar de: melhoria dos alimentos, desenvolvimento
da medicina, melhores condições de higiene, campanhas de
vacinação e melhor assistência durante a gravidez e parto.

A taxa de mortalidade infantil é muito baixa nos países desenvolvidos.
Mortalidade Infantil em Portugal:

A taxa de mortalidade infantil diminui desde 1940 de 138 %o para 5 %o.

Os valores mais elevados ocorrem no norte e os mais baixos no sul.

Esperança média de vida:

A esperança média de vida, tem vindo sempre a aumentar, no entanto
ainda há um grande contraste: nos países desenvolvidos a esperança
média de vida é superior a 75 anos, enquanto nos países em
desenvolvimento a esperança média de vida é inferior a 55 anos.

A esperança média de vida nas mulheres é superior à dos homens.

Esperança média de vida em Portugal:

Em Portugal, desde os últimos 80 anos, os portugueses passaram a viver
(em média) o dobro daquilo que viviam, levando a um significativo
envelhecimento da população. Esperança média de vida:

   o Nas mulheres: cerca de 82 anos;
   o Nos homens: cerca de 75 anos.



Crescimento natural:

Taxa de crescimento natural:




A taxa de crescimento natural apresenta também grandes diferenças:

   o Nos países desenvolvidos (devido à baixa natalidade e
     mortalidade) o crescimento natural é quase nulo (estabilização
     da população) ou negativo (decréscimo da população).
   o Nos países em desenvolvimento (devido à elevada natalidade e
     com a grande diminuição da mortalidade) o crescimento natural
     é muito elevado (explosão demográfica).

Crescimento natural em Portugal:

O crescimento natural do país tem vindo a diminuir. Portugal destaca-se
de outros países da UE, devido ao crescimento natural positivo (0,7 %o,
em 2004).
Estrutura etária das populações:

Os comportamentos demográficos têm reflexo na estrutura etária das
populações (repartição das populações por sexo e grupos de idades).

Existem 3 grupos de idades ou grupos etários:

Jovem                    Adulto                    Idoso
Menos de 15 anos         Entre os 15 e 64 anos     Mais de 64 anos


No entanto, para analisar a composição de idades é comum a divisão
por classes etárias, com intervalos de 5 anos. Para facilitar a análise de
uma estrutura etária constroem-se pirâmides etárias.

As pirâmides etárias têm características próprias de país para país. De
um modo geral, os países em desenvolvimento apresentam:

   o Base alargada (elevada natalidade) e topo estreito (baixa
     esperança média de vida);
   o Predomina o grupo etário dos jovens;
   o Elevado crescimento demográfico.

São consideradas pirâmides crescentes, havendo predomínio de uma
população demasiado jovem com as seguintes consequências:

   o Subemprego e desemprego;
   o Subnutrição e fome;
   o Falta de escolas, hospitais, infraestruturas de transportes e outras
     necessidades básicas.
Nos países desenvolvidos, a pirâmide apresenta:

   o Base estreita (baixa taxa de natalidade) e topo largo (esperança
     de vida elevada);
   o Predominando a população idosa;
   o Reduzido crescimento demográfico.

São consideradas pirâmides decrescentes, havendo predomínio de
uma população demasiado idosa com as seguintes consequências:

   o Diminuição da população ativa;
   o Diminuição da riqueza;
   o Dificuldades em sustentar os sistemas da segurança social.

Neste tipo de estrutura demográfica é frequente a existência de classes
ocas (classe etária que possui menor nº de indivíduos do que a classe
seguinte).




Estrutura etária em Portugal:

A população portuguesa tem vindo a envelhecer ao longo do tempo,
principalmente a partir da década de 60. O grupo de idosos rondava
entre os 8,1 % da população e atualmente representa 17 % da
população. Inversamente, o grupo de idosos tem vindo a diminuir de
28,8 % para 15,6 %.

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Evolução das populações: indicadores demográficos; estrutura etária das populações

  • 1. Introdução: A ciência que estuda aspetos estatísticos de uma população é a demografia. A maioria dos países, sobretudo os países desenvolvidos, realizam de 10 em 10 anos os Censos ou Recenseamentos. Evolução da população Na Terra, vivem agora cerca de 6500 milhões de pessoas. Resultado de um crescimento que se tem acentuado al longo do tempo. Este crescimento da população iniciou-se após a Revolução Industrial e agora constitui um grande problema, pois a este contínuo aumento da população opõem-se um conjunto limitado de recursos disponíveis. Fases do crescimento demográfico A população mundial tem vindo a aumentar ao longo do tempo. Consegue-se distinguir três fases, ou períodos, com ritmos demográficos diferentes. O primeiro período, até meados do século XVIII, é marcado por um crescimento muito lento da população mundial: a natalidade e a mortalidade eram muito elevadas, pelo que o crescimento natural (N - M) era muito reduzido. Este comportamento demográfico é designado por regime primitivo ou tradicional. No segundo período, desde meados do século XVIII até 1950, houve um aumento muito significativo dos efetivos populacionais: a natalidade elevada e uma diminuição da mortalidade. Quem contribuiu para isto foram os países desenvolvidos. Este comportamento demográfico designa-se por revolução demográfica ou regime de transição. Que se deu após a Revolução Industrial.
  • 2. No terceiro período, desde meados do século XX, caracterizado por: natalidade elevada e uma diminuição brusca da mortalidade. Quem contribuiu para isto foram os países em desenvolvimento. Este comportamento demográfico designa-se explosão demográfica. Evolução da população em Portugal A evolução da população de um país, ao contrário da evolução da população mundial não depende só da natalidade e da mortalidade, depende também da diferença entre emigração e imigração: saldo migratório. A partir destes quatro fatores depende o crescimento efetivo: CE = CN + SM. Em Portugal, em 1900 habitavam cerca de 5,4 milhões de pessoas e nos 10 anos que se seguiram houve um aumento da população de 450 mil habitantes. Na segunda década devido à emigração principalmente para o Brasil o país perdeu cerca de 80 mil habitantes. A primeira Guerra Mundial e a febre pneumónica fizeram com que, entre 1914 e 1918, Portugal perde-se 4% da população (cerca de 238 mil habitantes). Entre 1920 e 1950, retomou um crescimento de cerca de 800 ou 900 mil habitantes por década. Na década de 60, com as emigrações para a Europa, a população ficou com menos 250 mil habitantes. Após o 25 de Abril entraram, na década de 70, cerca de 680 mil habitantes. Na década seguinte o crescimento foi pouco, cerca de 10 mil habitantes e na década de 90 o crescimento deveu-se a estrangeiros e aos seus filhos. Atualmente a população do país é de cerca de 10,5 milhões de habitantes.
  • 3. Indicadores demográficos: O comportamento dos vários indicadores demográficos faz com que haja características próprias de região para região e em países diferentes características diferentes. Natalidade Taxa de natalidade A taxa de natalidade está relacionada com o nível de desenvolvimento das populações: o Nos países desenvolvidos, atualmente, a taxa de natalidade é muito baixa. Devido a: desenvolvimento do planeamento familiar, utilização de métodos contracetivos e anticoncecionais, a entrada da mulher no trabalho, maior responsabilização por cada filho, falta de habitação, diminuição da taxa de nupcialidade e aumento da idade média de casamento. o Nos países em desenvolvimento, atualmente, a taxa de natalidade é muito elevada. Devido a: desconhecimento do planeamento familiar, não utilização de métodos contracetivos e anticoncecionais, crenças religiosas, baixo nível de cultura e elevadas taxas de analfabetismo, os filhos serem uma fonte de prestígio e rendimento, mentalidade natalista e casamento precoce. Natalidade em Portugal: Em Portugal, a taxa de natalidade tem vindo a diminuir bastante. Os valores mais elevados ocorrem nas Regiões Autónomas e no litoral. Fecundidade: É a capacidade que cada mulher (entre os 15 e 49 anos) tem de procriar. Taxa de fecundidade:
  • 4. A taxa de fecundidade é muito mais elevada nos países em desenvolvimento do que nos países desenvolvidos (muito reduzido). O índice de renovação das gerações é de 2,1 filhos por mulher. Nos países desenvolvidos muitas vezes os valores são inferiores a 2,1enquanto nos países em desenvolvimento chega muitas vezes a atingir 5,3 filhos por mulher. Fecundidade em Portugal: Em Portugal, a taxa de fecundidade é inferior à média da EU: 1,52. Mortalidade: Taxa de mortalidade: A taxa de mortalidade é muito baixa nos países desenvolvidos. Devido a: melhoria na alimentação, progressos da medicina, melhores condições de higiene e subida do nível de vida. A taxa de mortalidade, nos países em desenvolvimento é elevada, apesar de ter vindo a diminuir (com a ajuda internacional), devido a: melhores condições de higiene, chegada da medicina, melhoria na alimentação. Mortalidade em Portugal: A taxa de mortalidade em Portugal tem vindo a diminuir, oscilando entre os 9,7 %o e os 10,5 %o. Mortalidade infantil: Taxa de Mortalidade infantil: A taxa de mortalidade infantil é muito elevada nos países em desenvolvimento, apesar de: melhoria dos alimentos, desenvolvimento da medicina, melhores condições de higiene, campanhas de vacinação e melhor assistência durante a gravidez e parto. A taxa de mortalidade infantil é muito baixa nos países desenvolvidos.
  • 5. Mortalidade Infantil em Portugal: A taxa de mortalidade infantil diminui desde 1940 de 138 %o para 5 %o. Os valores mais elevados ocorrem no norte e os mais baixos no sul. Esperança média de vida: A esperança média de vida, tem vindo sempre a aumentar, no entanto ainda há um grande contraste: nos países desenvolvidos a esperança média de vida é superior a 75 anos, enquanto nos países em desenvolvimento a esperança média de vida é inferior a 55 anos. A esperança média de vida nas mulheres é superior à dos homens. Esperança média de vida em Portugal: Em Portugal, desde os últimos 80 anos, os portugueses passaram a viver (em média) o dobro daquilo que viviam, levando a um significativo envelhecimento da população. Esperança média de vida: o Nas mulheres: cerca de 82 anos; o Nos homens: cerca de 75 anos. Crescimento natural: Taxa de crescimento natural: A taxa de crescimento natural apresenta também grandes diferenças: o Nos países desenvolvidos (devido à baixa natalidade e mortalidade) o crescimento natural é quase nulo (estabilização da população) ou negativo (decréscimo da população). o Nos países em desenvolvimento (devido à elevada natalidade e com a grande diminuição da mortalidade) o crescimento natural é muito elevado (explosão demográfica). Crescimento natural em Portugal: O crescimento natural do país tem vindo a diminuir. Portugal destaca-se de outros países da UE, devido ao crescimento natural positivo (0,7 %o, em 2004).
  • 6. Estrutura etária das populações: Os comportamentos demográficos têm reflexo na estrutura etária das populações (repartição das populações por sexo e grupos de idades). Existem 3 grupos de idades ou grupos etários: Jovem Adulto Idoso Menos de 15 anos Entre os 15 e 64 anos Mais de 64 anos No entanto, para analisar a composição de idades é comum a divisão por classes etárias, com intervalos de 5 anos. Para facilitar a análise de uma estrutura etária constroem-se pirâmides etárias. As pirâmides etárias têm características próprias de país para país. De um modo geral, os países em desenvolvimento apresentam: o Base alargada (elevada natalidade) e topo estreito (baixa esperança média de vida); o Predomina o grupo etário dos jovens; o Elevado crescimento demográfico. São consideradas pirâmides crescentes, havendo predomínio de uma população demasiado jovem com as seguintes consequências: o Subemprego e desemprego; o Subnutrição e fome; o Falta de escolas, hospitais, infraestruturas de transportes e outras necessidades básicas.
  • 7. Nos países desenvolvidos, a pirâmide apresenta: o Base estreita (baixa taxa de natalidade) e topo largo (esperança de vida elevada); o Predominando a população idosa; o Reduzido crescimento demográfico. São consideradas pirâmides decrescentes, havendo predomínio de uma população demasiado idosa com as seguintes consequências: o Diminuição da população ativa; o Diminuição da riqueza; o Dificuldades em sustentar os sistemas da segurança social. Neste tipo de estrutura demográfica é frequente a existência de classes ocas (classe etária que possui menor nº de indivíduos do que a classe seguinte). Estrutura etária em Portugal: A população portuguesa tem vindo a envelhecer ao longo do tempo, principalmente a partir da década de 60. O grupo de idosos rondava entre os 8,1 % da população e atualmente representa 17 % da população. Inversamente, o grupo de idosos tem vindo a diminuir de 28,8 % para 15,6 %.