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Limiar, caos, cosmos:

a jornada da existência
Limiar, caos, cosmos:

a jornada da existência
@dr_arquetipo
“

Na

origem

de tudo,

ROLAND
o Medo


BARTHES
”
Dedico essa obra a você, leitor, na esperança de que ela possa
ser uma janela para um mundo de descobertas e emoções
que compartilhamos juntos.
reginaldoosnildo.com.br
CAPÍTULOS:


o poder das boas-vindas

[sobre as fronteiras invisíveis]


o guardião do limiar e a

jornada do herói


o papel do guardião do limiar


 

o guardião do limiar como aliado


navegando o novo tempo

da Inteligência Artificial


a fronteira entre o profano e o sagrado


a jornada da existência


prefácio


As palavras que abrem portas:

Desbravando os limites:

Desafios e oportunidades na era digital:

Superando obstáculos na jornada:
O limiar nos separa do inimaginável


O limiar da existência:

7 razões para encontrar o limiar:

Limiar, caos, cosmos:

sobre o autor
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reginaldoosnildo.com.br
Saudações,


Trago nesta obra a importância de atravessar limiares em
busca de suas aspirações. Provoco para que inicie ou continue
a própria jornada, explorando os limiares que separam o
profano do sagrado, o humano do terreno, o caos do cosmos.
Provoco reflexões e questionamentos, inspirando você a
trilhar seu próprio caminho em direção ao desconhecido.


Nesta caminhada, não desejo ser o detentor da verdade
absoluta, mas sim um guia que apresenta diferentes
perspectivas a cada texto, convido à reflexão e estimulo a
busca pelo conhecimento. Em cada palavra, cada linha, cada
reflexão, estaremos juntos, desbravando o território misterioso
dos limiares. Espero que você se sinta instigado, inspirado e
pronto para embarcar nesta jornada. Boa leitura e que as
palavras que trago abram portas para novas descobertas!


Atenciosamente,


Prof. Dr. Reginaldo Osnildo
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PREFÁCIO
Quando somos convidados para a casa de uma pessoa,
isso nos deixa muito felizes porque o interior de uma
residência é algo sagrado, e as pessoas limitam quem tem
acesso a esse interior. É a intimidade da pessoa que está
refletida na própria casa. Frases como “não repara a bagunça”
e “essa semana foi uma loucura” têm o poder de proteger o
dono da casa e proteger suas fragilidades. Assim como frases
como “seja bem-vindo” e “sinta-se em casa” têm o poder de
proteger o estrangeiro (o que é de fora) que passa pelo limiar
e ingressa na residência.


Essas frases, soltas no relacionamento cotidiano, têm o
propósito de mudar o estado de espírito de quem adentra o
ambiente, mas também de limitar dentro daquele ambiente
quem é que dita as regras. 


As palavras que abrem portas:

o poder das boas-vindas

[sobre as fronteiras invisíveis]
06
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reginaldoosnildo.com.br
Claro que não com a agressividade de algo como “Se a
minha casa está bagunçada é problema meu, se você quiser
reparar é problema seu” ou nas entrelinhas como “Se eu digo
para que você fique à vontade é porque eu estou tentando
de alguma forma te abraçar, se eu digo e você ainda não
acredita não há nada que eu possa fazer”. É um rito de boas-
vindas sutil, e as pessoas não levam tão ao pé da letra, mas
inconscientemente há esse limite imposto ou quebrado.


 


E eu digo que é seu direito discordar (e cá estou
limitando ou abrindo o espaço para que interfiras).


E se esse texto viralizar e as pessoas invadirem minha vida
pessoal me agredindo por minhas opiniões? Não estariam
rompendo o limiar? As palavras são sagradas e deveriam ser
escolhidas antes de serem proferidas. Claro que a gente sabe
que não é o que acontece.


Em um lar colocamos nossas regras, o tapete em nossa
porta com a frase que quisermos, o quadro na cozinha com a
frase que quisermos, e está tudo bem, é o nosso lar, nosso
refúgio, nosso ambiente sagrado que nos permite repelir os
maus olhados, seja qual for a simpatia que tivermos escolhido.
É onde nos sentimos bem. Mas esse comportamento também
é replicado na sociedade. 


Ah, Reginaldo, está exagerando, não é bem assim,
você pode estar pensando.
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Portais de cidades trazem na sua entrada um “seja bem-
vindo” e na sua saída um “volte sempre”, é uma maneira de
estabelecer uma passagem pelo limiar em um mundo de
fronteiras invisíveis e criar essa mudança de estado de espírito.


Arnold Van Gennep, em sua obra
, faz a seguinte
colocação ao discorrer sobre sociedades antigas: 

 

“Frequentemente o limite é marcado por um objeto, poste, pórtico, uma pedra em pé ( marco,
termo, etc.), que foi colocado nesse lugar com acompanhamento de ritos de consagração. A
proteção da proibição pode ser imediata ou mediata ( divindades das fronteiras,
representadas, por exemplo, nos kudurrus babilónicos; Hermes, Príapo, etc., divindades dos
marcos, etc.). Pela colocação ou fixação cerimoniais dos marcos ou dos limites ( charrua, pele
de animal cortada em correias, fosso, etc.), um espaço determinado do solo é apropriado por
determinado grupo, de tal maneira que, sendo estrangeiro, penetrar neste espaço reservado é
cometer um sacrilégio, do mesmo modo que, sendo profano, penetrar em um bosque
sagrado, em um templo, etc. […] O mesmo ainda acontecia no que diz respeito ao território
das cidades gregas, de Roma, etc. A proibição de penetrar num território desta espécie tem,
portanto, o caráter de interdição propriamente mágico-religiosa, interdição expressa por meio
de marcos, muros, estátuas no mundo clássico, e por meios mais simples entre os
semicivilizados. Não é preciso dizer que estes sinais não são mais colocados em toda a linha
fronteiriça, assim como também entre nós não são os postes, mas somente nos lugares de
passagem, nos caminhos ou nas encruzilhadas. […] Qualquer pessoa que passe de um para
outro acha-se assim, material e mágico-religiosamente, durante um tempo mais ou menos
longo em uma situação especial, uma vez que flutua entre dois mundos.”


Esses portais, portas, pórticos, seja qual nome queira dar,
hoje têm, além de separar o mundo de fora do nosso mundo
particular, o objetivo de ser turístico.
Os ritos de passagem:
Estudo sistemático dos ritos da porta e da soleira, da
hospitalidade, da adoção, gravidez e parto, nascimento,
infância, puberdade, iniciação, ordenação, coroação,
noivado, casamento, funerais, estações, etc.
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Quantas fotos você já viu de seus amigos no portal de
entrada de Gramado? Já tinha parado para pensar sobre isso?


É a conquista do herói que quer compartilhar que
venceu, que chegou lá. Mostrar para os outros, nas redes
sociais, o interior de um hotel, restaurante, o prato que é
servido, as acomodações, hoje tem o poder de despertar o
interesse das pessoas de visitar tal ambiente. 


É uma estratégia de divulgação que surte efeito, é
convidativa. E assim, como o herói do cotidiano mostra a
jornada que percorreu para divulgar sua conquista, também o
faz para inspirar/instigar o outro.
reginaldoosnildo.com.br
Em nossas jornadas pessoais,
como heróis de nossas próprias
vidas, nos passeios ou nas
conquistas, registramos

selfies dos locais que visitamos,
nossa maneira de mostrar ao
mundo nosso triunfo.
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Dentro dos estudos de Joseph Campbell, há um
momento chave em que ele menciona o guardião do limiar.
Nesse momento, o herói já está em sua aventura, e as forças
do destino o ajudam a guiá-lo até lá. 


Quando queremos uma carreira ou decidimos estudar
algum tipo de curso específico, seja uma graduação ou um
curso livre, ou aprender algo novo, estamos embarcando em
uma jornada. Esse processo de novos conhecimentos,
desafios e dificuldades que encontramos faz parte desse
universo trilhado por nós, heróis de nossa própria história.
Quando saímos da casa de nossos pais ou mudamos de
cidade para conhecer pessoas, para encontrar novas
oportunidades de trabalho, ou seja lá qual for o motivo,
também estamos ingressando em uma jornada.
Desbravando os limites:

o guardião do limiar

e a jornada do herói
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Haverá dificuldades e, mais do que isso, encontraremos
em muitos momentos os guardiões do limiar. O guardião do
limiar pode ser aquele funcionário ou funcionária do RH que te
entrevista em uma oportunidade de emprego. Pode ser aquela
pessoa pela qual você está interessado em um
relacionamento, e ela ainda não abriu a possibilidade de você
entrar em sua vida. Pode ser o banco que ainda não liberou o
financiamento de sua casa, de seu carro, de sua viagem ou de
seu intercâmbio.


Nas palavras de Joseph Campbell, no livro
São os Guardiões de qualquer direção, ou seja, tudo pode
acontecer, e isso assusta a maioria das pessoas. Primeiro,
porque as pessoas têm medo de que o guardião não vai deixá-
las passar; depois, o medo é transferido para o que pode vir a
acontecer. E as pessoas que têm medo dificilmente alcançam
o sucesso em sua jornada. 


Quando o mitólogo analisou as inúmeras narrativas
míticas que fazem parte da cultura da humanidade e

escreveu o livro O herói de mil faces, ele estava (de certa
forma) conversando com o leitor. Tá certo que é uma leitura
densa, mas também é acessível. Se você abrir os olhos, pode
enxergar a mensagem que é direcionada para você. Eu
separei uma parte da obra aqui:
O herói de mil
faces, “esses defensores guardam o mundo nas quatro
direções – assim como em cima e embaixo -, marcando os
limites da esfera ou horizonte de vida presente do herói.”
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“Frequentemente o limite é marcado por um objeto, poste, pórtico, uma pedra em pé ( marco,
termo, etc.), que foi colocado nesse lugar com acompanhamento de ritos de consagração. A
proteção da proibição pode ser imediata ou mediata ( divindades das fronteiras,
representadas, por exemplo, nos kudurrus babilónicos; Hermes, Príapo, etc., divindade


Tudo diz que lá fora está um mistério, um caos, a morte.
E o conforto do lar ou o conforto da situação em que nos
encontramos é cômodo. Para que vou sair em busca de novos
desafios se estou bem assim?


Perceba que você é o guardião do limiar. Você é a força
que guarda as quatro direções, ou acima ou abaixo. E se você
realmente quiser, mas eu digo de verdade, se você realmente
tiver interesse genuíno em seguir adiante, em buscar aquilo
que te pertence, que te foi prometido, que está escrito nas
estrelas para ser seu, você conseguirá. Nada vai te parar, a não
ser você mesmo.


Ah, professor, mas estou tanto tempo nessa situação
que está bom para mim.
É você que define onde termina

o seu mundo comum, o seu
território conhecido e o que

há de ser explorado, não eu.

O meu guardião do limiar é um, o
seu é outro, o da pessoa que você
vai compartilhar esse MATERIAL é
outro. Só nós sabemos a jornada
que queremos (quando sabemos) e
como faremos para chegar lá.
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Desafios e oportunidades

na era digital:

o papel do guardião do limiar
Por muito tempo era necessário que o herói percorresse
a jornada e voltasse para o mundo comum para só então a
gente entender o que era possível viver em termos de
aventura. Claro que eu estou falando num cenário onde a
comunicação se limitava à oralidade e os heróis da tribo saíam
pra caçar. Os mercadores foram também propagadores da
aventura, eram eles que navegavam pelos

mares e traziam relatos de outros continentes.


Os caixeiros-viajantes por dentro do Brasil, por exemplo,
saíam dos grandes centros urbanos e adentravam o interior
do país vendendo e levando histórias que eles viviam e
contavam. A jornada de sucesso custava a chegar, o mundo
comum das pessoas as mantinham ali. A comunidade bastava,
poucos eram os que tinham interesse em conhecer além das
fronteiras.
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Os que saíam eram para estudar fora, para trabalhar.
Não havia muita expectativa em termos de mudança. 


Hoje é diferente, o limiar não existe mais; o limiar é
digital, está na palma da mão. Hoje conseguimos acessar a
vida e a jornada de muitas pessoas, e elas nem precisam ter
terminado a sua jornada para nos inspirar a seguir o mesmo
caminho que elas. O guardião do limiar no virtual é o próprio
usuário, um call to action move-o pelo limiar. O poder de
decidir sobre a própria trajetória está na palma da mão, por
incrível que pareça, e o marketing sabe disso. 


Quantas pessoas já apareceram na sua rede social
oferecendo diversos tipos de cursos, não é? Joseph Campbell
aponta que o desconhecido, seja ele uma selva, um deserto, o
fundo do mar ou uma Terra que não conhecemos, são
campos livres onde projetamos conteúdos inconscientes. Ou
seja, quando eu não conheço um lugar, eu imagino, e o
guardião do limiar que nos habita é que vai nos dizer, sugerir
ameaças ou fantasias sedutoras, misteriosas, nostálgicas, etc. 


“Eis um sonho que revela o sentido do primeiro aspecto do guardião do limiar, o aspecto de
proteção. É melhor não desafiar o vigia dos limites estabelecidos. E, no entanto, somente
ultrapassando esses limites, provocando o outro aspecto, destrutivo, dessa mesma força, o
indivíduo passa, em vida ou na morte, para uma nova região da experiência.”


Quando o indivíduo aceita esse chamado e atravessa o
limiar, deixa o que é conhecido para trás, ele entra num
processo em que Campbell chama de “o ventre da baleia”.
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De certa forma, a jornada é isso: aceitar o chamado e
seguir a aventura, passar pelo limiar, abandonar o que é
conhecido e enfrentar o que é desconhecido, lidar com os
riscos, aprender no processo e ter coragem para tudo o que
vier pela frente. 


Hoje, o ventre da baleia é o Hotmart, uma plataforma de
curso e mentoria, é a graduação ou tudo aquilo que vá
preparar o herói para a sua jornada. Brinquei com a questão
de que hoje o ventre da baleia é o Hotmart porque há muitos
cursos lá, mas a ideia de preparação é literalmente fazer com
que o herói entenda como vencer os seus obstáculos ou ainda
esteja preparado psicologicamente ou esteja forte fisicamente
caso a jornada seja uma competição esportiva ou algo assim.

E aqui entra novamente o guardião do limiar, no digital
não temos mais gárgulas, dragões, leões, temos outros
impeditivos: a falta de recurso financeiro, a falta de tempo, a
falta de vontade, a falta de uma escolha que nos tire da
comodidade de não precisar escolher, apenas deslizar a tela
para cima e ver o próximo vídeo.
No passado, poucas narrativas
míticas eram a inspiração. Hoje
são tantas narrativas de vida para
inspirar que há muitos jovens que
preferem não aceitar chamado
algum. O limiar está ali, e eles
impedem a si mesmos de seguir
adiante.
Apresentei nos textos anteriores sobre o limiar alguns
olhares de Joseph Campbell sobre esse momento que o herói
enfrenta. Mas tem um pesquisador que acaba tendo um olhar
mais direcionado ao cinema que também fala sobre esse
guardião, Christopher Vogler escreveu A jornada do escritor.
Ele olhou para os estágios que Joseph Campbell percebeu nas
narrativas míticas e desenvolveu um modelo de 12 passos que
qualquer um pode aplicar. É dele que surge o termo
, Joseph Campbell chamava esse processo de
, um único mito que muda de faces,

por isso
Vogler diz que todo herói encontra obstáculos na
jornada. Ele defende que em cada portão de entrada para um
Novo Mundo haverá guardiões tentando impedir a passagem.
“jornada
do herói”
“monomito”
O herói de mil faces.


Superando obstáculos na jornada:

o guardião do limiar

como aliado

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Esses guardiões são ameaçadores, mas podem ser
superados ou virar aliados. Claro que o contexto que Vogler
traz é no sentido de construção narrativa, mas também é
possível pensar essa relação que há entre o vilão e o guardião
do limiar como aquilo que de alguma forma imaginamos
como sendo o vilão de nossa própria história. Pessoas que
muitas vezes não são vilões, são pessoas que nos querem
bem, mas que nos impedem de seguir em frente.


 

Como vencer alguém que queremos bem, mas está
sendo um impeditivo? Torne essa pessoa sua aliada. 


Na jornada do herói não há só inimigos, o herói também
encontra aliados pelo caminho, e são os aliados muitas vezes
que fazem com que a jornada seja cumprida, com que o herói
consiga chegar até o final e conquistar o seu objetivo. Se
alguém está te impedindo de seguir adiante, sendo um
guardião do limiar impedindo que você desbrave o mundo,
talvez você precise mostrar o quanto seguir por essa jornada
pode de alguma forma tornar você uma pessoa melhor, fazer
com que você evolua, e mais do que isso, que você possa
voltar e contribuir não só com essa pessoa que neste
momento te impede de seguir adiante, mas com muitas
outras.
“Na vida cotidiana, provavelmente você já encontrou resistência quando tenta fazer uma
mudança positiva. As pessoas em volta, mesmo as que gostam de você, muitas vezes relutam
em vê-lo mudar. Estão acostumadas às suas neuroses e sabem conviver com elas, às vezes
até se beneficiando disso. A ideia de uma mudança em você as ameaça. Se elas resistem, é
importante que você perceba que estão apenas funcionando como um Guardião de Limiar,
testando você, para verem se está mesmo determinado.”
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Costumo dizer que tudo é narrativa de venda, inclusive
defendo o posicionamento. O que você precisa é convencer
essa pessoa que te impede, seja sincero, autêntico e vai dar
tudo certo.


Afinal, seguir uma jornada rumo ao desconhecido,
acreditar que vai chegar no final feliz, é ter fé, e aqui nem
estou falando em espiritualidade, mas sim em virtualidade,
que nada mais é do que você imaginar um caminho possível
que ainda não existiu, que ainda não existe, mas que à medida
que você vai percorrendo, ele se torna e ele é atualizado,
passando a existir. Ou seja, mesmo que ele ainda esteja na sua
cabeça de forma virtual, esse caminho existe. Quando você
completar ele, não existirá apenas para você, mas para os
outros também.


Tenha fé!
Não deixe que ninguém

impeça você de seguir adiante.

Só você pode seguir com a própria
jornada, mais ninguém.
Você deve ter percebido que ao longo dos textos, eu
apresento o olhar de pesquisadores sobre o tema. Na maioria
das vezes, se você clicar no título do livro que eu menciono ou
no nome do pesquisador, você será direcionado para uma
página onde poderá adquirir a obra. A intenção é que você
faça a leitura por si e tire suas próprias conclusões. 


Em nenhum momento quero ser o dono da verdade
absoluta. Sou apenas um jornalista que tem um olhar aguçado
para a pesquisa e traz em forma de diálogo algumas
provocações. Trago um trecho de uma conversa que virou
livro.


No diálogo com Bill Moyers, Joseph Campbell discorre
sobre O poder do mito. 

O limiar

nos separa

do inimaginável
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A conversa entre Bill Moyers e Joseph Campbell ocorreu
em uma série de entrevistas que mais tarde foram compiladas
na série de televisão chamada “The Power of Myth”.
Nessas conversas,
Campbell, mitólogo e estudioso das religiões, compartilhou
sua visão única sobre a jornada humana em busca de
significado.


Uma das passagens dessa conversa centrou-se na ideia
do . Campbell descreve o limiar como a
. É o ponto em que a compreensão humana
encontra seus limites diante do mistério insondável do
universo. 


Para Campbell, o limiar é a fronteira que separa a
compreensão humana do que está além de nossa capacidade
de compreensão. Ele destaca como os físicos, ao observarem
partículas subatômicas, confrontam essa fronteira. As
partículas subatômicas são como traços na tela, aparecendo e
desaparecendo, e nós mesmos, assim como todas as coisas
relacionadas à vida, compartilhamos essa natureza transitória.


Aqui, Campbell nos leva a uma reflexão profunda sobre a
natureza do divino. Ele sugere que há uma fonte de energia
transcendente, um poder que molda todas as coisas, incluindo
a própria vida. Essa energia escapa à compreensão humana,
permanecendo um mistério eterno. É essa energia que a
reverência mítica se endereça: o limiar como ponto de
encontro entre o humano e o divino.
Entrevistas que você pode assistir aqui.
“limiar” “superfície
comum ao que pode ser conhecido e ao que nunca será
descoberto”
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O conceito de limiar de Campbell nos convida a
considerar o limiar como um ponto de encontro entre o
conhecido e o divino. É uma fronteira onde nossa compreensão
racional e nossa intuição espiritual se encontram. É o espaço
onde confrontamos o mistério, reconhecendo nossa limitação
enquanto buscamos um vislumbre do transcendental.


Nesse limiar, encontramos o espaço para a reverência
mítica, uma atitude de respeito e admiração diante do mistério
do universo. É onde podemos abraçar a humildade diante do
desconhecido e, ao mesmo tempo, nutrir nossa conexão
espiritual com algo que está além de nós. 


À medida que exploramos essa fronteira do mistério,
podemos encontrar um terreno fértil para o crescimento
espiritual e a expansão de nossa compreensão da existência.
Assim, somos lembrados de que, embora possamos desvendar
muitos segredos do mundo, sempre haverá um limiar onde o
mistério do divino perdurará, convidando-nos a contemplar sua
infinita grandeza. Ou ainda, nossa insignificância. Reforço o
convite para que assista à conversa entre Bill Moyers e Joseph
Campbell. Clique na imagem:
O limiar entre o conhecido e o
divino é um convite para a
contemplação e a reverência. É
onde podemos encontrar
inspiração para buscar
significado em nossas jornadas
pessoais e, ao mesmo tempo,
celebrar a vastidão do universo
que ainda permanece como um
enigma intocado.
Dois pensadores, Zygmunt Bauman e Carl Gustav Jung,
oferecem insights fascinantes sobre os momentos de
passagem, explorando como eles moldam nossa existência de
maneira profunda e muitas vezes imperceptível. 


O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é conhecido por
sua teoria da , na qual ele descreve a sociedade
contemporânea como caracterizada pela falta de estruturas
sólidas e pela fluidez das relações humanas.


Em seu livro Bauman transparece o
conceito de como um tempo que não pode ser
calculado, mas está lá, marcando as transições em nossas
vidas e na sociedade

como um todo.
“vida líquida”
“Vida Líquida”
“limiar”
O limiar da existência:

navegando o novo tempo

da Inteligência Artificial
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Para Bauman, vivemos em uma era de incerteza
constante, onde as velhas certezas e estruturas estão em
colapso. Nesse contexto, o limiar se manifesta como
momentos de transição entre tempos específicos. Pode ser o
limiar da , o limiar do ou o limiar
da . São momentos em
que deixamos para trás o familiar e enfrentamos o
desconhecido, moldando nossa identidade e nossa
compreensão do mundo.


Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço e fundador da
psicologia analítica, também oferece uma perspectiva única
sobre o limiar. Em sua obra , Jung fala
do . Ele descreve o inconsciente não
apenas como um depósito de conteúdos reprimidos, mas
como todo o material psíquico que subjaz ao limiar da
consciência.


Para Jung, o limiar da consciência é um espaço
intermediário, onde a mente consciente e o inconsciente se
encontram. É o ponto onde os conteúdos do inconsciente
podem emergir para a consciência, influenciando nossos
pensamentos, sentimentos e comportamentos. Esses
momentos de passagem são cruciais para a compreensão de
nós mesmos e para a integração de aspectos ocultos de nossa
psique.


A concepção de limiares por pensadores como Bauman
e Jung ressalta a importância dos momentos de transição em
nossas vidas.
“Era Moderna” “século XXI”
“era da construção do Estado-nação”
“O Eu e o Inconsciente“
“limiar da consciência”
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Esses limiares não são apenas pontos de passagem, mas
também oportunidades para crescimento, transformação e
autoconhecimento.


Nossa jornada pessoal e nossa evolução como
sociedade são moldadas por esses limiares. Eles nos desafiam
a deixar para trás o conforto do conhecido e a explorar o
território do desconhecido. São momentos de aprendizado,
adaptação e autodescoberta.


Ao reconhecer e abraçar os limiares da existência,
podemos navegar com mais sabedoria pelos desafios da vida.
Eles nos lembram que a mudança é inevitável e que cada
transição, por mais incerta que possa parecer, é uma
oportunidade para abraçar o mistério da existência e evoluir
como indivíduos e como sociedade.


Isso lembra que estamos novamente em um tempo
antes da criação, o limiar da existência pulsando com a
inteligência artificial. Vivemos uma transição entre tempos
específicos, o antes e o depois da I.A.
Podemos ignorar esse momento e
deixá-lo pairando no inconsciente
de nossas vidas ou tomar as
rédeas e fazer emergir para

a consciência, para nossos
pensamentos, sentimentos

e comportamentos, esse

novo tempo.
Nossa primeira conversa aqui sobre esse olhar para o
limiar foi sobre o adentrar a um ambiente. A permissão que o
guardião precisa dar, ou o convite que ele precisa fazer, e o
impacto que as boas-vindas exercem em uma pessoa. Ser
convidado para a casa de alguém é uma honraria, porque o
interior de uma residência é algo sagrado, e as pessoas
limitam quem tem acesso a esse interior. Pena que na
banalidade do dia a dia não nos atentamos a esse limiar que
separa o profano e o sagrado.


Escrevo esse texto em um domingo, no interior de uma
cidade do interior. Ouço o canto dos pássaros e sinto o nascer
do sol me aquecer. Pés descalços, sinto o solo levar todas as
energias negativas que porventura eu tenha carregado
durante a semana.
7razõesparaencontrarolimiar:

afronteiraentre

oprofanoeosagrado
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reginaldoosnildo.com.br
É um ambiente acolhedor, separado de tudo. Um
cenário quase inexistente nos dias de hoje. Ao mesmo tempo
que tem esse ar especial para mim, é um ambiente simples.
Comum até. Mas o que faz desse lugar tão especial? O que o
torna sagrado pra mim? Preciso apresentar alguém que
entende mais do assunto do que eu.


Mircea Eliade, um pesquisador das religiões, dedicou
grande parte de sua obra ao estudo das experiências
religiosas e das dimensões sagradas da existência humana.
Uma das ideias mais fascinantes que Eliade nos legou é a
noção do “limiar sagrado” – o ponto de transição entre o
profano e o sagrado, onde a comunicação entre o mundo
terreno e o divino se torna possível. Adquira a obra aqui!


“O limiar que separa os dois espaços indica ao mesmo tempo a distância entre os dois modos
de ser, profano e religioso. O limiar é ao mesmo tempo o limite, a baliza, a fronteira que
distinguem e opõem dois mundos – e o lugar paradoxal onde esses dois mundos se
comunicam, onde se pode efetuar a passagem do mundo profano para o mundo sagrado.”


Para entender essa ideia profundamente enraizada na
experiência religiosa, podemos olhar para um exemplo muito
tangível: uma igreja. Para os frequentadores, essa igreja não é
apenas um edifício em uma rua; é um espaço distinto que
transcende o mundano. A porta que se abre para o interior da
igreja é mais do que um acesso físico; é uma separação de
dois modos de ser distintos – o profano e o religioso. Esse
conceito de Eliade não se aplica apenas a igrejas; ele se
estende às habitações humanas.
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O limiar de uma casa é considerado um espaço sagrado
em muitas culturas, e inúmeros rituais acompanham a
passagem por ele. Pode envolver reverências, toques
devotados e até mesmo oferendas a divindades guardiãs. O
limiar serve como uma barreira protetora contra adversários
humanos e poderes demoníacos, e é o local onde os
sacrifícios são oferecidos para apaziguar essas divindades.
Eliade resgata, inclusive, que em algumas culturas antigas,
como as da Babilônia, Egito e Israel, o limiar também era o
local onde ocorriam julgamentos.


O limiar, a porta, é um símbolo poderoso dessa solução
de continuidade no espaço. Ele representa a transição do
profano para o sagrado e, portanto, tem uma grande
importância religiosa. É mais do que uma mera passagem
física; é um veículo de transcendência.


A ideia de que as igrejas, templos e casas podem servir
como portais entre o mundo terreno e o divino é uma
característica comum em muitas religiões. O templo é
frequentemente concebido como uma “abertura” para o alto,
um lugar onde os deuses podem descer à Terra e onde os fiéis
podem simbolicamente ascender ao Céu. Nesse contexto, o
ambiente sagrado representa uma ligação direta com o
mundo dos deuses.


Eliade nos lembra que essa noção de limiar sagrado é
uma parte fundamental da experiência religiosa.
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Ele nos convida a refletir sobre como reconhecemos e
valorizamos esses momentos de transcendência em nossas
próprias vidas. Embora possam não ser literalmente portas de
igrejas, eles podem ser encontros com a natureza, momentos
de contemplação ou experiências espirituais pessoais (isso
explica porque esse lugar no interior de uma cidade do interior
é sagrado pra mim).


O limiar sagrado é um conceito que nos ajuda a
compreender como a religião e a espiritualidade permeiam
nossa vida cotidiana. Eliade nos convida a prestar atenção aos
momentos em que nos conectamos com o sagrado e a
reconhecer a importância dessas fronteiras entre o profano e
o divino em nossa jornada.


Aqui não estou querendo induzir você a seguir uma
religião ou outra, mas entender que há momentos em que
você precisa se conectar com algo sagrado.


Pode ser uma caminhada na praia para colocar as ideias
no lugar, pode ser como eu, sentado ao sol, em um domingo
de reflexão. Pode ser no escuro do seu quarto, com os joelhos
dobrados.


Não importa.


Para vencer a jornada, esse lado sagrado precisa ser
respeitado, e encontrado. Separei nas próximas páginas

sete razões para você encontrar o limiar.
1 - Renovação espiritual:


A busca pelo sagrado nos ajuda a
renovar nossa espiritualidade e
encontrar um sentido mais
profundo na vida. Através desses
momentos de conexão com o
divino, podemos encontrar
respostas para perguntas
existenciais e alcançar um

estado de paz interior.
2 - Equilíbrio mental e emocional: 


A vida moderna muitas vezes nos
sobrecarrega com estresse e
ansiedade. Buscar o sagrado

pode ser uma forma eficaz de
equilibrar nossa saúde mental e
emocional. Momentos de reflexão
e contemplação nos permitem
encontrar calma e serenidade.
3 - Compreensão da humanidade: 


Ao explorar o sagrado, ganhamos
uma compreensão mais profunda
da experiência humana. As
diversas tradições religiosas e
espirituais ao redor do mundo
oferecem i nsights sobre as
diferentes formas de abordar
questões fundamentais da vida,
como a moralidade, a morte e o
propósito (aqui a religiosidade
ensina tanto quanto a
espiritualidade).
4 - Conexão com a natureza: 


Assim como o interior de uma casa
pode ser sagrado, a natureza
também é frequentemente vista
como um lugar de conexão
espiritual. A apreciação da beleza
natural e a contemplação do
mundo natural podem nos
conectar com algo maior do que
nós mesmos.
5 - Respeito pela diversidade:


Ao reconhecer e valorizar a
importância do sagrado, somos
mais propensos a respeitar a
diversidade de crenças e práticas
espirituais em nossa sociedade.
Isso promove a tolerância e a
compreensão mútua (as religiões
pregam o amor e o respeito, não
sei em que momento da

humanidade nos perdemos).
6 - Senso de comunidade:


Muitas práticas religiosas
envolvem rituais e celebrações

em comunidade. Isso fortalece os
laços sociais e proporciona um
senso de pertencimento a algo
maior do que o indivíduo.
7 - Inspiração e criatividade:


Muitos artistas, escritores e
pensadores encontram inspiração
em experiências sagradas. Esses
momentos podem desencadear
insights criativos e contribuir
para a produção de obras
significativas (não que eu seja um
artista, mas esse desligar do
profano renova minhas energias).
42
reginaldoosnildo.com.br
Mesmo que você não siga uma religião específica,
reconhecer o valor do sagrado e buscar esses momentos de
conexão pode enriquecer sua vida de maneiras inesperadas.


O limiar sagrado nos lembra que, em meio à agitação do
mundo moderno, há um espaço para a contemplação, a
espiritualidade e a transcendência. Encontre o próprio limiar e
veja esse ambiente enriquecer sua jornada pessoal com
momentos sagrados. Que esses momentos sagrados
iluminem seu caminho e o ajudem a encontrar paz, significado
e inspiração em sua vida. Fique com Deus.
Pelo fato de estarmos vivendo em um momento em que
não sabemos para onde a humanidade caminha, temos uma
guerra acontecendo, talvez uma nova guerra fria envolvendo a
economia mundial polarizando entre quem apoia os Estados
Unidos e o seu dólar e quem apoia os BRICS. Temos a
inteligência artificial que pode a qualquer momento acabar
com todos os empregos. Será que vai acabar mesmo? Talvez
não, mas esse desconhecido chamado amanhã assusta.


E quando não conhecemos algo e precisamos falar
sobre isso, temos algumas imagens para associar a isso. “Está
tudo um caos.” Quando o caos surge na conversa, ele não
surge como o caos mitológico antes da criação do mundo. Ele
surge como algo confuso, sem ordem.
Limiar,

caos, cosmos:

a jornada da existência




43
reginaldoosnildo.com.br
44
reginaldoosnildo.com.br
Imagens como o mar revolto, uma enchente que destrói
tudo ao redor, uma montanha que se rompe e leva tudo o que
está pela frente, uma terra que se abre e destrói casas e ceifa
vidas, ou a violência do dia a dia nas cidades, uma doença
quase incontrolável, uma revolta civil popular, colapso
financeiro, a iminente guerra atômica, entre tantas outras
imagens.


Antes de o mundo ser construído, e aqui não estou
falando da criação enquanto narrativa mítica, estou falando do
mundo em que vivemos mesmo, o mundo comum do dia a
dia, ele era nada. O Brasil precisou ser descoberto,
catequizado, politizado, precisou criar leis e, no processo,
hipoteticamente, o caos deixou de existir. Criamos o cosmos a
partir do nada.


Sim, eles estavam e tinham o seu próprio cosmos até
que o homem branco trouxe o caos tentando adequar uma
realidade à sua. 


O desconhecido ele não pode ser narrado ou explicado
senão a partir daquilo que se conhece. Jiddu Krishnamurti
(1980, p. 46) aponta que
.
Mas professor, e os índios, eles não estavam aqui?


Fui longe na história agora, né? Foi só para ilustrar.


“partindo do conhecido,
pretendemos encontrar o desconhecido. É o conhecido
que causa o medo ao desconhecido”
45
reginaldoosnildo.com.br
Temos medo de perder o que temos, o que somos, o
que conhecemos. O caos é isso, algo que precisa ser
combatido, extirpado e organizado.


O medo nos paralisa, o caos nos assusta, por isso
preferimos coisas que nos passam segurança. Compramos
nos mesmos lugares, jantamos nos mesmos restaurantes,
pedimos delivery no mesmo aplicativo ( iFood ? ). O que dá
certo e se repete é confortável.
Certamente, foi apenas um exemplo. É
lógico que existem pessoas que jantam em locais diferentes.
Mas se você tentar encontrar, há algum comportamento seu
que se repete porque é seguro fazer isso.


Pois bem, onde quero chegar com isso? Há momentos
na vida em que rejeitamos uma oportunidade porque temos
medo do desconhecido. Tem alguma coisa te chamando hoje?
Aceite o chamado. Tudo que é desconhecido será conhecido
e você não temerá mais.


Atravesse o limiar e encare a própria jornada do herói.


Não se esqueça de onde quer chegar. Só assim terá
forças para vencer as adversidades. Foque em existir no seu
próprio cosmos, mas cuide para que ele não vire uma redoma,
uma bolha.


Atenciosamente,


Prof. Dr. Reginaldo Osnildo
Mas, professor, eu janto em
lugares diferentes…
Saudações!


Meu objetivo é humanizar empresas, utilizando estratégias de
comunicação arquetípica para criar conexões emocionais com
o público. Como professor doutor na Universidade do Sul de
Santa Catarina, tenho o prazer de compartilhar meus
conhecimentos sobre o assunto. Além disso, atuo como
estrategista na Agência SCONTIME e no Grupo Catarinense de
Rádios, onde aplico minhas habilidades em pesquisa de
narrativas e mitologias. Sou um entusiasta das ferramentas
mágicas, que hoje são conhecidas como I.A. (Inteligência
Artificial).


Acredito no poder dessas tecnologias para impulsionar a
comunicação e criar experiências envolventes. Meu doutorado
em Ciências da Linguagem se concentrou em narrativas de
vendas e convergência digital, enquanto meu mestrado
explorou storytelling e imaginário social. Inicialmente, cursei
Bacharelado em Comunicação Social, com Habilitação em
Jornalismo, na Universidade do Sul de Santa Catarina.

Estou aqui para ajudar empresas a construir uma presença
autêntica e significativa no mercado.


Vamos juntos explorar o potencial das narrativas e das
estratégias arquetípicas para envolver e encantar seu público-
alvo. Contem comigo!
Prof. Dr. Reginaldo Osnildo
sobre o autor
reginaldoosnildo.com.br
Limiar, caos, cosmos:

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  • 1. Limiar, caos, cosmos: a jornada da existência
  • 2. Limiar, caos, cosmos: a jornada da existência @dr_arquetipo
  • 4. Dedico essa obra a você, leitor, na esperança de que ela possa ser uma janela para um mundo de descobertas e emoções que compartilhamos juntos. reginaldoosnildo.com.br
  • 5. CAPÍTULOS: o poder das boas-vindas [sobre as fronteiras invisíveis] o guardião do limiar e a jornada do herói o papel do guardião do limiar o guardião do limiar como aliado navegando o novo tempo da Inteligência Artificial a fronteira entre o profano e o sagrado a jornada da existência prefácio As palavras que abrem portas: Desbravando os limites: Desafios e oportunidades na era digital: Superando obstáculos na jornada: O limiar nos separa do inimaginável O limiar da existência: 7 razões para encontrar o limiar: Limiar, caos, cosmos: sobre o autor 06 11 15 19 23 27 31 43 46 reginaldoosnildo.com.br
  • 6. Saudações, Trago nesta obra a importância de atravessar limiares em busca de suas aspirações. Provoco para que inicie ou continue a própria jornada, explorando os limiares que separam o profano do sagrado, o humano do terreno, o caos do cosmos. Provoco reflexões e questionamentos, inspirando você a trilhar seu próprio caminho em direção ao desconhecido. Nesta caminhada, não desejo ser o detentor da verdade absoluta, mas sim um guia que apresenta diferentes perspectivas a cada texto, convido à reflexão e estimulo a busca pelo conhecimento. Em cada palavra, cada linha, cada reflexão, estaremos juntos, desbravando o território misterioso dos limiares. Espero que você se sinta instigado, inspirado e pronto para embarcar nesta jornada. Boa leitura e que as palavras que trago abram portas para novas descobertas! Atenciosamente, Prof. Dr. Reginaldo Osnildo reginaldoosnildo.com.br PREFÁCIO
  • 7. Quando somos convidados para a casa de uma pessoa, isso nos deixa muito felizes porque o interior de uma residência é algo sagrado, e as pessoas limitam quem tem acesso a esse interior. É a intimidade da pessoa que está refletida na própria casa. Frases como “não repara a bagunça” e “essa semana foi uma loucura” têm o poder de proteger o dono da casa e proteger suas fragilidades. Assim como frases como “seja bem-vindo” e “sinta-se em casa” têm o poder de proteger o estrangeiro (o que é de fora) que passa pelo limiar e ingressa na residência. Essas frases, soltas no relacionamento cotidiano, têm o propósito de mudar o estado de espírito de quem adentra o ambiente, mas também de limitar dentro daquele ambiente quem é que dita as regras. As palavras que abrem portas: o poder das boas-vindas [sobre as fronteiras invisíveis] 06 reginaldoosnildo.com.br
  • 8. 07 reginaldoosnildo.com.br Claro que não com a agressividade de algo como “Se a minha casa está bagunçada é problema meu, se você quiser reparar é problema seu” ou nas entrelinhas como “Se eu digo para que você fique à vontade é porque eu estou tentando de alguma forma te abraçar, se eu digo e você ainda não acredita não há nada que eu possa fazer”. É um rito de boas- vindas sutil, e as pessoas não levam tão ao pé da letra, mas inconscientemente há esse limite imposto ou quebrado. E eu digo que é seu direito discordar (e cá estou limitando ou abrindo o espaço para que interfiras). E se esse texto viralizar e as pessoas invadirem minha vida pessoal me agredindo por minhas opiniões? Não estariam rompendo o limiar? As palavras são sagradas e deveriam ser escolhidas antes de serem proferidas. Claro que a gente sabe que não é o que acontece. Em um lar colocamos nossas regras, o tapete em nossa porta com a frase que quisermos, o quadro na cozinha com a frase que quisermos, e está tudo bem, é o nosso lar, nosso refúgio, nosso ambiente sagrado que nos permite repelir os maus olhados, seja qual for a simpatia que tivermos escolhido. É onde nos sentimos bem. Mas esse comportamento também é replicado na sociedade. Ah, Reginaldo, está exagerando, não é bem assim, você pode estar pensando.
  • 9. 08 reginaldoosnildo.com.br Portais de cidades trazem na sua entrada um “seja bem- vindo” e na sua saída um “volte sempre”, é uma maneira de estabelecer uma passagem pelo limiar em um mundo de fronteiras invisíveis e criar essa mudança de estado de espírito. Arnold Van Gennep, em sua obra , faz a seguinte colocação ao discorrer sobre sociedades antigas: “Frequentemente o limite é marcado por um objeto, poste, pórtico, uma pedra em pé ( marco, termo, etc.), que foi colocado nesse lugar com acompanhamento de ritos de consagração. A proteção da proibição pode ser imediata ou mediata ( divindades das fronteiras, representadas, por exemplo, nos kudurrus babilónicos; Hermes, Príapo, etc., divindades dos marcos, etc.). Pela colocação ou fixação cerimoniais dos marcos ou dos limites ( charrua, pele de animal cortada em correias, fosso, etc.), um espaço determinado do solo é apropriado por determinado grupo, de tal maneira que, sendo estrangeiro, penetrar neste espaço reservado é cometer um sacrilégio, do mesmo modo que, sendo profano, penetrar em um bosque sagrado, em um templo, etc. […] O mesmo ainda acontecia no que diz respeito ao território das cidades gregas, de Roma, etc. A proibição de penetrar num território desta espécie tem, portanto, o caráter de interdição propriamente mágico-religiosa, interdição expressa por meio de marcos, muros, estátuas no mundo clássico, e por meios mais simples entre os semicivilizados. Não é preciso dizer que estes sinais não são mais colocados em toda a linha fronteiriça, assim como também entre nós não são os postes, mas somente nos lugares de passagem, nos caminhos ou nas encruzilhadas. […] Qualquer pessoa que passe de um para outro acha-se assim, material e mágico-religiosamente, durante um tempo mais ou menos longo em uma situação especial, uma vez que flutua entre dois mundos.” Esses portais, portas, pórticos, seja qual nome queira dar, hoje têm, além de separar o mundo de fora do nosso mundo particular, o objetivo de ser turístico. Os ritos de passagem: Estudo sistemático dos ritos da porta e da soleira, da hospitalidade, da adoção, gravidez e parto, nascimento, infância, puberdade, iniciação, ordenação, coroação, noivado, casamento, funerais, estações, etc.
  • 10. 09 Quantas fotos você já viu de seus amigos no portal de entrada de Gramado? Já tinha parado para pensar sobre isso? É a conquista do herói que quer compartilhar que venceu, que chegou lá. Mostrar para os outros, nas redes sociais, o interior de um hotel, restaurante, o prato que é servido, as acomodações, hoje tem o poder de despertar o interesse das pessoas de visitar tal ambiente. É uma estratégia de divulgação que surte efeito, é convidativa. E assim, como o herói do cotidiano mostra a jornada que percorreu para divulgar sua conquista, também o faz para inspirar/instigar o outro. reginaldoosnildo.com.br
  • 11. Em nossas jornadas pessoais, como heróis de nossas próprias vidas, nos passeios ou nas conquistas, registramos selfies dos locais que visitamos, nossa maneira de mostrar ao mundo nosso triunfo.
  • 12. 11 reginaldoosnildo.com.br Dentro dos estudos de Joseph Campbell, há um momento chave em que ele menciona o guardião do limiar. Nesse momento, o herói já está em sua aventura, e as forças do destino o ajudam a guiá-lo até lá. Quando queremos uma carreira ou decidimos estudar algum tipo de curso específico, seja uma graduação ou um curso livre, ou aprender algo novo, estamos embarcando em uma jornada. Esse processo de novos conhecimentos, desafios e dificuldades que encontramos faz parte desse universo trilhado por nós, heróis de nossa própria história. Quando saímos da casa de nossos pais ou mudamos de cidade para conhecer pessoas, para encontrar novas oportunidades de trabalho, ou seja lá qual for o motivo, também estamos ingressando em uma jornada. Desbravando os limites: o guardião do limiar e a jornada do herói
  • 13. 12 reginaldoosnildo.com.br Haverá dificuldades e, mais do que isso, encontraremos em muitos momentos os guardiões do limiar. O guardião do limiar pode ser aquele funcionário ou funcionária do RH que te entrevista em uma oportunidade de emprego. Pode ser aquela pessoa pela qual você está interessado em um relacionamento, e ela ainda não abriu a possibilidade de você entrar em sua vida. Pode ser o banco que ainda não liberou o financiamento de sua casa, de seu carro, de sua viagem ou de seu intercâmbio. Nas palavras de Joseph Campbell, no livro São os Guardiões de qualquer direção, ou seja, tudo pode acontecer, e isso assusta a maioria das pessoas. Primeiro, porque as pessoas têm medo de que o guardião não vai deixá- las passar; depois, o medo é transferido para o que pode vir a acontecer. E as pessoas que têm medo dificilmente alcançam o sucesso em sua jornada. Quando o mitólogo analisou as inúmeras narrativas míticas que fazem parte da cultura da humanidade e escreveu o livro O herói de mil faces, ele estava (de certa forma) conversando com o leitor. Tá certo que é uma leitura densa, mas também é acessível. Se você abrir os olhos, pode enxergar a mensagem que é direcionada para você. Eu separei uma parte da obra aqui: O herói de mil faces, “esses defensores guardam o mundo nas quatro direções – assim como em cima e embaixo -, marcando os limites da esfera ou horizonte de vida presente do herói.”
  • 14. 13 reginaldoosnildo.com.br “Frequentemente o limite é marcado por um objeto, poste, pórtico, uma pedra em pé ( marco, termo, etc.), que foi colocado nesse lugar com acompanhamento de ritos de consagração. A proteção da proibição pode ser imediata ou mediata ( divindades das fronteiras, representadas, por exemplo, nos kudurrus babilónicos; Hermes, Príapo, etc., divindade Tudo diz que lá fora está um mistério, um caos, a morte. E o conforto do lar ou o conforto da situação em que nos encontramos é cômodo. Para que vou sair em busca de novos desafios se estou bem assim? Perceba que você é o guardião do limiar. Você é a força que guarda as quatro direções, ou acima ou abaixo. E se você realmente quiser, mas eu digo de verdade, se você realmente tiver interesse genuíno em seguir adiante, em buscar aquilo que te pertence, que te foi prometido, que está escrito nas estrelas para ser seu, você conseguirá. Nada vai te parar, a não ser você mesmo. Ah, professor, mas estou tanto tempo nessa situação que está bom para mim.
  • 15. É você que define onde termina o seu mundo comum, o seu território conhecido e o que há de ser explorado, não eu. O meu guardião do limiar é um, o seu é outro, o da pessoa que você vai compartilhar esse MATERIAL é outro. Só nós sabemos a jornada que queremos (quando sabemos) e como faremos para chegar lá.
  • 16. 15 reginaldoosnildo.com.br Desafios e oportunidades na era digital: o papel do guardião do limiar Por muito tempo era necessário que o herói percorresse a jornada e voltasse para o mundo comum para só então a gente entender o que era possível viver em termos de aventura. Claro que eu estou falando num cenário onde a comunicação se limitava à oralidade e os heróis da tribo saíam pra caçar. Os mercadores foram também propagadores da aventura, eram eles que navegavam pelos mares e traziam relatos de outros continentes. Os caixeiros-viajantes por dentro do Brasil, por exemplo, saíam dos grandes centros urbanos e adentravam o interior do país vendendo e levando histórias que eles viviam e contavam. A jornada de sucesso custava a chegar, o mundo comum das pessoas as mantinham ali. A comunidade bastava, poucos eram os que tinham interesse em conhecer além das fronteiras.
  • 17. 16 reginaldoosnildo.com.br Os que saíam eram para estudar fora, para trabalhar. Não havia muita expectativa em termos de mudança. Hoje é diferente, o limiar não existe mais; o limiar é digital, está na palma da mão. Hoje conseguimos acessar a vida e a jornada de muitas pessoas, e elas nem precisam ter terminado a sua jornada para nos inspirar a seguir o mesmo caminho que elas. O guardião do limiar no virtual é o próprio usuário, um call to action move-o pelo limiar. O poder de decidir sobre a própria trajetória está na palma da mão, por incrível que pareça, e o marketing sabe disso. Quantas pessoas já apareceram na sua rede social oferecendo diversos tipos de cursos, não é? Joseph Campbell aponta que o desconhecido, seja ele uma selva, um deserto, o fundo do mar ou uma Terra que não conhecemos, são campos livres onde projetamos conteúdos inconscientes. Ou seja, quando eu não conheço um lugar, eu imagino, e o guardião do limiar que nos habita é que vai nos dizer, sugerir ameaças ou fantasias sedutoras, misteriosas, nostálgicas, etc. “Eis um sonho que revela o sentido do primeiro aspecto do guardião do limiar, o aspecto de proteção. É melhor não desafiar o vigia dos limites estabelecidos. E, no entanto, somente ultrapassando esses limites, provocando o outro aspecto, destrutivo, dessa mesma força, o indivíduo passa, em vida ou na morte, para uma nova região da experiência.” Quando o indivíduo aceita esse chamado e atravessa o limiar, deixa o que é conhecido para trás, ele entra num processo em que Campbell chama de “o ventre da baleia”.
  • 18. 17 reginaldoosnildo.com.br De certa forma, a jornada é isso: aceitar o chamado e seguir a aventura, passar pelo limiar, abandonar o que é conhecido e enfrentar o que é desconhecido, lidar com os riscos, aprender no processo e ter coragem para tudo o que vier pela frente. Hoje, o ventre da baleia é o Hotmart, uma plataforma de curso e mentoria, é a graduação ou tudo aquilo que vá preparar o herói para a sua jornada. Brinquei com a questão de que hoje o ventre da baleia é o Hotmart porque há muitos cursos lá, mas a ideia de preparação é literalmente fazer com que o herói entenda como vencer os seus obstáculos ou ainda esteja preparado psicologicamente ou esteja forte fisicamente caso a jornada seja uma competição esportiva ou algo assim. E aqui entra novamente o guardião do limiar, no digital não temos mais gárgulas, dragões, leões, temos outros impeditivos: a falta de recurso financeiro, a falta de tempo, a falta de vontade, a falta de uma escolha que nos tire da comodidade de não precisar escolher, apenas deslizar a tela para cima e ver o próximo vídeo.
  • 19. No passado, poucas narrativas míticas eram a inspiração. Hoje são tantas narrativas de vida para inspirar que há muitos jovens que preferem não aceitar chamado algum. O limiar está ali, e eles impedem a si mesmos de seguir adiante.
  • 20. Apresentei nos textos anteriores sobre o limiar alguns olhares de Joseph Campbell sobre esse momento que o herói enfrenta. Mas tem um pesquisador que acaba tendo um olhar mais direcionado ao cinema que também fala sobre esse guardião, Christopher Vogler escreveu A jornada do escritor. Ele olhou para os estágios que Joseph Campbell percebeu nas narrativas míticas e desenvolveu um modelo de 12 passos que qualquer um pode aplicar. É dele que surge o termo , Joseph Campbell chamava esse processo de , um único mito que muda de faces, por isso Vogler diz que todo herói encontra obstáculos na jornada. Ele defende que em cada portão de entrada para um Novo Mundo haverá guardiões tentando impedir a passagem. “jornada do herói” “monomito” O herói de mil faces. Superando obstáculos na jornada: o guardião do limiar como aliado 19 reginaldoosnildo.com.br
  • 21. 20 reginaldoosnildo.com.br Esses guardiões são ameaçadores, mas podem ser superados ou virar aliados. Claro que o contexto que Vogler traz é no sentido de construção narrativa, mas também é possível pensar essa relação que há entre o vilão e o guardião do limiar como aquilo que de alguma forma imaginamos como sendo o vilão de nossa própria história. Pessoas que muitas vezes não são vilões, são pessoas que nos querem bem, mas que nos impedem de seguir em frente. Como vencer alguém que queremos bem, mas está sendo um impeditivo? Torne essa pessoa sua aliada. Na jornada do herói não há só inimigos, o herói também encontra aliados pelo caminho, e são os aliados muitas vezes que fazem com que a jornada seja cumprida, com que o herói consiga chegar até o final e conquistar o seu objetivo. Se alguém está te impedindo de seguir adiante, sendo um guardião do limiar impedindo que você desbrave o mundo, talvez você precise mostrar o quanto seguir por essa jornada pode de alguma forma tornar você uma pessoa melhor, fazer com que você evolua, e mais do que isso, que você possa voltar e contribuir não só com essa pessoa que neste momento te impede de seguir adiante, mas com muitas outras. “Na vida cotidiana, provavelmente você já encontrou resistência quando tenta fazer uma mudança positiva. As pessoas em volta, mesmo as que gostam de você, muitas vezes relutam em vê-lo mudar. Estão acostumadas às suas neuroses e sabem conviver com elas, às vezes até se beneficiando disso. A ideia de uma mudança em você as ameaça. Se elas resistem, é importante que você perceba que estão apenas funcionando como um Guardião de Limiar, testando você, para verem se está mesmo determinado.”
  • 22. 21 reginaldoosnildo.com.br Costumo dizer que tudo é narrativa de venda, inclusive defendo o posicionamento. O que você precisa é convencer essa pessoa que te impede, seja sincero, autêntico e vai dar tudo certo. Afinal, seguir uma jornada rumo ao desconhecido, acreditar que vai chegar no final feliz, é ter fé, e aqui nem estou falando em espiritualidade, mas sim em virtualidade, que nada mais é do que você imaginar um caminho possível que ainda não existiu, que ainda não existe, mas que à medida que você vai percorrendo, ele se torna e ele é atualizado, passando a existir. Ou seja, mesmo que ele ainda esteja na sua cabeça de forma virtual, esse caminho existe. Quando você completar ele, não existirá apenas para você, mas para os outros também. Tenha fé!
  • 23. Não deixe que ninguém impeça você de seguir adiante. Só você pode seguir com a própria jornada, mais ninguém.
  • 24. Você deve ter percebido que ao longo dos textos, eu apresento o olhar de pesquisadores sobre o tema. Na maioria das vezes, se você clicar no título do livro que eu menciono ou no nome do pesquisador, você será direcionado para uma página onde poderá adquirir a obra. A intenção é que você faça a leitura por si e tire suas próprias conclusões. Em nenhum momento quero ser o dono da verdade absoluta. Sou apenas um jornalista que tem um olhar aguçado para a pesquisa e traz em forma de diálogo algumas provocações. Trago um trecho de uma conversa que virou livro. No diálogo com Bill Moyers, Joseph Campbell discorre sobre O poder do mito. O limiar nos separa do inimaginável 23 reginaldoosnildo.com.br
  • 25. 24 reginaldoosnildo.com.br A conversa entre Bill Moyers e Joseph Campbell ocorreu em uma série de entrevistas que mais tarde foram compiladas na série de televisão chamada “The Power of Myth”. Nessas conversas, Campbell, mitólogo e estudioso das religiões, compartilhou sua visão única sobre a jornada humana em busca de significado. Uma das passagens dessa conversa centrou-se na ideia do . Campbell descreve o limiar como a . É o ponto em que a compreensão humana encontra seus limites diante do mistério insondável do universo. Para Campbell, o limiar é a fronteira que separa a compreensão humana do que está além de nossa capacidade de compreensão. Ele destaca como os físicos, ao observarem partículas subatômicas, confrontam essa fronteira. As partículas subatômicas são como traços na tela, aparecendo e desaparecendo, e nós mesmos, assim como todas as coisas relacionadas à vida, compartilhamos essa natureza transitória. Aqui, Campbell nos leva a uma reflexão profunda sobre a natureza do divino. Ele sugere que há uma fonte de energia transcendente, um poder que molda todas as coisas, incluindo a própria vida. Essa energia escapa à compreensão humana, permanecendo um mistério eterno. É essa energia que a reverência mítica se endereça: o limiar como ponto de encontro entre o humano e o divino. Entrevistas que você pode assistir aqui. “limiar” “superfície comum ao que pode ser conhecido e ao que nunca será descoberto”
  • 26. 25 reginaldoosnildo.com.br O conceito de limiar de Campbell nos convida a considerar o limiar como um ponto de encontro entre o conhecido e o divino. É uma fronteira onde nossa compreensão racional e nossa intuição espiritual se encontram. É o espaço onde confrontamos o mistério, reconhecendo nossa limitação enquanto buscamos um vislumbre do transcendental. Nesse limiar, encontramos o espaço para a reverência mítica, uma atitude de respeito e admiração diante do mistério do universo. É onde podemos abraçar a humildade diante do desconhecido e, ao mesmo tempo, nutrir nossa conexão espiritual com algo que está além de nós. À medida que exploramos essa fronteira do mistério, podemos encontrar um terreno fértil para o crescimento espiritual e a expansão de nossa compreensão da existência. Assim, somos lembrados de que, embora possamos desvendar muitos segredos do mundo, sempre haverá um limiar onde o mistério do divino perdurará, convidando-nos a contemplar sua infinita grandeza. Ou ainda, nossa insignificância. Reforço o convite para que assista à conversa entre Bill Moyers e Joseph Campbell. Clique na imagem:
  • 27. O limiar entre o conhecido e o divino é um convite para a contemplação e a reverência. É onde podemos encontrar inspiração para buscar significado em nossas jornadas pessoais e, ao mesmo tempo, celebrar a vastidão do universo que ainda permanece como um enigma intocado.
  • 28. Dois pensadores, Zygmunt Bauman e Carl Gustav Jung, oferecem insights fascinantes sobre os momentos de passagem, explorando como eles moldam nossa existência de maneira profunda e muitas vezes imperceptível. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é conhecido por sua teoria da , na qual ele descreve a sociedade contemporânea como caracterizada pela falta de estruturas sólidas e pela fluidez das relações humanas. Em seu livro Bauman transparece o conceito de como um tempo que não pode ser calculado, mas está lá, marcando as transições em nossas vidas e na sociedade como um todo. “vida líquida” “Vida Líquida” “limiar” O limiar da existência: navegando o novo tempo da Inteligência Artificial 27 reginaldoosnildo.com.br
  • 29. 28 reginaldoosnildo.com.br Para Bauman, vivemos em uma era de incerteza constante, onde as velhas certezas e estruturas estão em colapso. Nesse contexto, o limiar se manifesta como momentos de transição entre tempos específicos. Pode ser o limiar da , o limiar do ou o limiar da . São momentos em que deixamos para trás o familiar e enfrentamos o desconhecido, moldando nossa identidade e nossa compreensão do mundo. Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, também oferece uma perspectiva única sobre o limiar. Em sua obra , Jung fala do . Ele descreve o inconsciente não apenas como um depósito de conteúdos reprimidos, mas como todo o material psíquico que subjaz ao limiar da consciência. Para Jung, o limiar da consciência é um espaço intermediário, onde a mente consciente e o inconsciente se encontram. É o ponto onde os conteúdos do inconsciente podem emergir para a consciência, influenciando nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos. Esses momentos de passagem são cruciais para a compreensão de nós mesmos e para a integração de aspectos ocultos de nossa psique. A concepção de limiares por pensadores como Bauman e Jung ressalta a importância dos momentos de transição em nossas vidas. “Era Moderna” “século XXI” “era da construção do Estado-nação” “O Eu e o Inconsciente“ “limiar da consciência”
  • 30. 29 reginaldoosnildo.com.br Esses limiares não são apenas pontos de passagem, mas também oportunidades para crescimento, transformação e autoconhecimento. Nossa jornada pessoal e nossa evolução como sociedade são moldadas por esses limiares. Eles nos desafiam a deixar para trás o conforto do conhecido e a explorar o território do desconhecido. São momentos de aprendizado, adaptação e autodescoberta. Ao reconhecer e abraçar os limiares da existência, podemos navegar com mais sabedoria pelos desafios da vida. Eles nos lembram que a mudança é inevitável e que cada transição, por mais incerta que possa parecer, é uma oportunidade para abraçar o mistério da existência e evoluir como indivíduos e como sociedade. Isso lembra que estamos novamente em um tempo antes da criação, o limiar da existência pulsando com a inteligência artificial. Vivemos uma transição entre tempos específicos, o antes e o depois da I.A.
  • 31. Podemos ignorar esse momento e deixá-lo pairando no inconsciente de nossas vidas ou tomar as rédeas e fazer emergir para a consciência, para nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos, esse novo tempo.
  • 32. Nossa primeira conversa aqui sobre esse olhar para o limiar foi sobre o adentrar a um ambiente. A permissão que o guardião precisa dar, ou o convite que ele precisa fazer, e o impacto que as boas-vindas exercem em uma pessoa. Ser convidado para a casa de alguém é uma honraria, porque o interior de uma residência é algo sagrado, e as pessoas limitam quem tem acesso a esse interior. Pena que na banalidade do dia a dia não nos atentamos a esse limiar que separa o profano e o sagrado. Escrevo esse texto em um domingo, no interior de uma cidade do interior. Ouço o canto dos pássaros e sinto o nascer do sol me aquecer. Pés descalços, sinto o solo levar todas as energias negativas que porventura eu tenha carregado durante a semana. 7razõesparaencontrarolimiar: afronteiraentre oprofanoeosagrado 31 reginaldoosnildo.com.br
  • 33. 32 reginaldoosnildo.com.br É um ambiente acolhedor, separado de tudo. Um cenário quase inexistente nos dias de hoje. Ao mesmo tempo que tem esse ar especial para mim, é um ambiente simples. Comum até. Mas o que faz desse lugar tão especial? O que o torna sagrado pra mim? Preciso apresentar alguém que entende mais do assunto do que eu. Mircea Eliade, um pesquisador das religiões, dedicou grande parte de sua obra ao estudo das experiências religiosas e das dimensões sagradas da existência humana. Uma das ideias mais fascinantes que Eliade nos legou é a noção do “limiar sagrado” – o ponto de transição entre o profano e o sagrado, onde a comunicação entre o mundo terreno e o divino se torna possível. Adquira a obra aqui! “O limiar que separa os dois espaços indica ao mesmo tempo a distância entre os dois modos de ser, profano e religioso. O limiar é ao mesmo tempo o limite, a baliza, a fronteira que distinguem e opõem dois mundos – e o lugar paradoxal onde esses dois mundos se comunicam, onde se pode efetuar a passagem do mundo profano para o mundo sagrado.” Para entender essa ideia profundamente enraizada na experiência religiosa, podemos olhar para um exemplo muito tangível: uma igreja. Para os frequentadores, essa igreja não é apenas um edifício em uma rua; é um espaço distinto que transcende o mundano. A porta que se abre para o interior da igreja é mais do que um acesso físico; é uma separação de dois modos de ser distintos – o profano e o religioso. Esse conceito de Eliade não se aplica apenas a igrejas; ele se estende às habitações humanas.
  • 34. 33 reginaldoosnildo.com.br O limiar de uma casa é considerado um espaço sagrado em muitas culturas, e inúmeros rituais acompanham a passagem por ele. Pode envolver reverências, toques devotados e até mesmo oferendas a divindades guardiãs. O limiar serve como uma barreira protetora contra adversários humanos e poderes demoníacos, e é o local onde os sacrifícios são oferecidos para apaziguar essas divindades. Eliade resgata, inclusive, que em algumas culturas antigas, como as da Babilônia, Egito e Israel, o limiar também era o local onde ocorriam julgamentos. O limiar, a porta, é um símbolo poderoso dessa solução de continuidade no espaço. Ele representa a transição do profano para o sagrado e, portanto, tem uma grande importância religiosa. É mais do que uma mera passagem física; é um veículo de transcendência. A ideia de que as igrejas, templos e casas podem servir como portais entre o mundo terreno e o divino é uma característica comum em muitas religiões. O templo é frequentemente concebido como uma “abertura” para o alto, um lugar onde os deuses podem descer à Terra e onde os fiéis podem simbolicamente ascender ao Céu. Nesse contexto, o ambiente sagrado representa uma ligação direta com o mundo dos deuses. Eliade nos lembra que essa noção de limiar sagrado é uma parte fundamental da experiência religiosa.
  • 35. 34 reginaldoosnildo.com.br Ele nos convida a refletir sobre como reconhecemos e valorizamos esses momentos de transcendência em nossas próprias vidas. Embora possam não ser literalmente portas de igrejas, eles podem ser encontros com a natureza, momentos de contemplação ou experiências espirituais pessoais (isso explica porque esse lugar no interior de uma cidade do interior é sagrado pra mim). O limiar sagrado é um conceito que nos ajuda a compreender como a religião e a espiritualidade permeiam nossa vida cotidiana. Eliade nos convida a prestar atenção aos momentos em que nos conectamos com o sagrado e a reconhecer a importância dessas fronteiras entre o profano e o divino em nossa jornada. Aqui não estou querendo induzir você a seguir uma religião ou outra, mas entender que há momentos em que você precisa se conectar com algo sagrado. Pode ser uma caminhada na praia para colocar as ideias no lugar, pode ser como eu, sentado ao sol, em um domingo de reflexão. Pode ser no escuro do seu quarto, com os joelhos dobrados. Não importa. Para vencer a jornada, esse lado sagrado precisa ser respeitado, e encontrado. Separei nas próximas páginas sete razões para você encontrar o limiar.
  • 36. 1 - Renovação espiritual: A busca pelo sagrado nos ajuda a renovar nossa espiritualidade e encontrar um sentido mais profundo na vida. Através desses momentos de conexão com o divino, podemos encontrar respostas para perguntas existenciais e alcançar um estado de paz interior.
  • 37. 2 - Equilíbrio mental e emocional: A vida moderna muitas vezes nos sobrecarrega com estresse e ansiedade. Buscar o sagrado pode ser uma forma eficaz de equilibrar nossa saúde mental e emocional. Momentos de reflexão e contemplação nos permitem encontrar calma e serenidade.
  • 38. 3 - Compreensão da humanidade: Ao explorar o sagrado, ganhamos uma compreensão mais profunda da experiência humana. As diversas tradições religiosas e espirituais ao redor do mundo oferecem i nsights sobre as diferentes formas de abordar questões fundamentais da vida, como a moralidade, a morte e o propósito (aqui a religiosidade ensina tanto quanto a espiritualidade).
  • 39. 4 - Conexão com a natureza: Assim como o interior de uma casa pode ser sagrado, a natureza também é frequentemente vista como um lugar de conexão espiritual. A apreciação da beleza natural e a contemplação do mundo natural podem nos conectar com algo maior do que nós mesmos.
  • 40. 5 - Respeito pela diversidade: Ao reconhecer e valorizar a importância do sagrado, somos mais propensos a respeitar a diversidade de crenças e práticas espirituais em nossa sociedade. Isso promove a tolerância e a compreensão mútua (as religiões pregam o amor e o respeito, não sei em que momento da humanidade nos perdemos).
  • 41. 6 - Senso de comunidade: Muitas práticas religiosas envolvem rituais e celebrações em comunidade. Isso fortalece os laços sociais e proporciona um senso de pertencimento a algo maior do que o indivíduo.
  • 42. 7 - Inspiração e criatividade: Muitos artistas, escritores e pensadores encontram inspiração em experiências sagradas. Esses momentos podem desencadear insights criativos e contribuir para a produção de obras significativas (não que eu seja um artista, mas esse desligar do profano renova minhas energias).
  • 43. 42 reginaldoosnildo.com.br Mesmo que você não siga uma religião específica, reconhecer o valor do sagrado e buscar esses momentos de conexão pode enriquecer sua vida de maneiras inesperadas. O limiar sagrado nos lembra que, em meio à agitação do mundo moderno, há um espaço para a contemplação, a espiritualidade e a transcendência. Encontre o próprio limiar e veja esse ambiente enriquecer sua jornada pessoal com momentos sagrados. Que esses momentos sagrados iluminem seu caminho e o ajudem a encontrar paz, significado e inspiração em sua vida. Fique com Deus.
  • 44. Pelo fato de estarmos vivendo em um momento em que não sabemos para onde a humanidade caminha, temos uma guerra acontecendo, talvez uma nova guerra fria envolvendo a economia mundial polarizando entre quem apoia os Estados Unidos e o seu dólar e quem apoia os BRICS. Temos a inteligência artificial que pode a qualquer momento acabar com todos os empregos. Será que vai acabar mesmo? Talvez não, mas esse desconhecido chamado amanhã assusta. E quando não conhecemos algo e precisamos falar sobre isso, temos algumas imagens para associar a isso. “Está tudo um caos.” Quando o caos surge na conversa, ele não surge como o caos mitológico antes da criação do mundo. Ele surge como algo confuso, sem ordem. Limiar, caos, cosmos: a jornada da existência 43 reginaldoosnildo.com.br
  • 45. 44 reginaldoosnildo.com.br Imagens como o mar revolto, uma enchente que destrói tudo ao redor, uma montanha que se rompe e leva tudo o que está pela frente, uma terra que se abre e destrói casas e ceifa vidas, ou a violência do dia a dia nas cidades, uma doença quase incontrolável, uma revolta civil popular, colapso financeiro, a iminente guerra atômica, entre tantas outras imagens. Antes de o mundo ser construído, e aqui não estou falando da criação enquanto narrativa mítica, estou falando do mundo em que vivemos mesmo, o mundo comum do dia a dia, ele era nada. O Brasil precisou ser descoberto, catequizado, politizado, precisou criar leis e, no processo, hipoteticamente, o caos deixou de existir. Criamos o cosmos a partir do nada. Sim, eles estavam e tinham o seu próprio cosmos até que o homem branco trouxe o caos tentando adequar uma realidade à sua. O desconhecido ele não pode ser narrado ou explicado senão a partir daquilo que se conhece. Jiddu Krishnamurti (1980, p. 46) aponta que . Mas professor, e os índios, eles não estavam aqui? Fui longe na história agora, né? Foi só para ilustrar. “partindo do conhecido, pretendemos encontrar o desconhecido. É o conhecido que causa o medo ao desconhecido”
  • 46. 45 reginaldoosnildo.com.br Temos medo de perder o que temos, o que somos, o que conhecemos. O caos é isso, algo que precisa ser combatido, extirpado e organizado. O medo nos paralisa, o caos nos assusta, por isso preferimos coisas que nos passam segurança. Compramos nos mesmos lugares, jantamos nos mesmos restaurantes, pedimos delivery no mesmo aplicativo ( iFood ? ). O que dá certo e se repete é confortável. Certamente, foi apenas um exemplo. É lógico que existem pessoas que jantam em locais diferentes. Mas se você tentar encontrar, há algum comportamento seu que se repete porque é seguro fazer isso. Pois bem, onde quero chegar com isso? Há momentos na vida em que rejeitamos uma oportunidade porque temos medo do desconhecido. Tem alguma coisa te chamando hoje? Aceite o chamado. Tudo que é desconhecido será conhecido e você não temerá mais. Atravesse o limiar e encare a própria jornada do herói. Não se esqueça de onde quer chegar. Só assim terá forças para vencer as adversidades. Foque em existir no seu próprio cosmos, mas cuide para que ele não vire uma redoma, uma bolha. Atenciosamente, Prof. Dr. Reginaldo Osnildo Mas, professor, eu janto em lugares diferentes…
  • 47. Saudações! Meu objetivo é humanizar empresas, utilizando estratégias de comunicação arquetípica para criar conexões emocionais com o público. Como professor doutor na Universidade do Sul de Santa Catarina, tenho o prazer de compartilhar meus conhecimentos sobre o assunto. Além disso, atuo como estrategista na Agência SCONTIME e no Grupo Catarinense de Rádios, onde aplico minhas habilidades em pesquisa de narrativas e mitologias. Sou um entusiasta das ferramentas mágicas, que hoje são conhecidas como I.A. (Inteligência Artificial). Acredito no poder dessas tecnologias para impulsionar a comunicação e criar experiências envolventes. Meu doutorado em Ciências da Linguagem se concentrou em narrativas de vendas e convergência digital, enquanto meu mestrado explorou storytelling e imaginário social. Inicialmente, cursei Bacharelado em Comunicação Social, com Habilitação em Jornalismo, na Universidade do Sul de Santa Catarina. Estou aqui para ajudar empresas a construir uma presença autêntica e significativa no mercado. Vamos juntos explorar o potencial das narrativas e das estratégias arquetípicas para envolver e encantar seu público- alvo. Contem comigo! Prof. Dr. Reginaldo Osnildo sobre o autor reginaldoosnildo.com.br
  • 48. Limiar, caos, cosmos: a jornada da existência