INTRODUÇÃO A CIRURGIA
-, ,
O hospital constitui se atualmente em um dos tipos mais complexos de
.
organização O termo deriva do latim hospe, que significa “aquele que recebe”,
e define o estabelecimento próprio para internação e tratamento de doentes e
. ,
feridos Essa instituição surgiu no período medieval quando os doentes passaram a
, , .
buscar os conventos em vez de médicos para sanar seus problemas
,
Tinha como finalidade dar hospedagem ou refúgio a idosos incapacitados e
, . ,
desabrigados os quais recebiam cuidados de aspecto religioso Hoje o hospital é
, ,
considerado uma empresa cuja característica principal é a prestação de serviços e
, , , ,
como tal todos os princípios de administração como previsão organização
, , .
comando coordenação e controle também são aplicáveis a essa instituição Muito
,
mais do que qualquer outra empresa o hospital abrange um conjunto de elementos
interligados e apresenta alta complexidade .
3.
OBJETIVOS DA CIRURGIA
,
Osobjetivos do Centro Cirúrgico podem variar dependendo do contexto mas
:
geralmente incluem
Prestar cuidados cirúrgicos de alta qualidade: O principal objetivo do
,
Centro Cirúrgico é fornecer cuidados cirúrgicos seguros eficazes e de alta
.
qualidade para todos os pacientes
Promover a segurança do paciente: O Centro Cirúrgico tem como objetivo
, .
garantir a segurança do paciente antes durante e após a cirurgia Isso inclui a
,
prevenção de erros médicos a redução de riscos cirúrgicos e a prevenção de
.
infecções
Facilitar a colaboração e a comunicação eficaz: O Centro Cirúrgico busca
promover uma comunicação clara e eficaz entre todos os membros da equipe de
, .
saúde bem como entre a equipe e os pacientes e suas famílias
4.
FUNÇÕES DA CIRURGIA
1.Realização de procedimentos cirúrgicos: , ,
Esta é obviamente a principal função
. ,
do Centro Cirúrgico Isso inclui a realização de uma ampla variedade de cirurgias desde
.
procedimentos menores e ambulatoriais até cirurgias maiores e mais complexas
2. Preparação para a cirurgia: O Centro Cirúrgico é responsável pela preparação
, - ,
adequada dos pacientes para a cirurgia o que pode incluir avaliações pré operatórias
.
aconselhamento e preparação física
3. Cuidados pós-operatórios: ,
Após a cirurgia o Centro Cirúrgico é responsável pelo
,
monitoramento dos pacientes enquanto eles se recuperam da anestesia pela gestão da
.
dor e pela detecção e tratamento de possíveis complicações
4.Educação e treinamento: O Centro Cirúrgico também desempenha um papel
, ,
importante na educação e treinamento de profissionais de saúde incluindo cirurgiões
,
anestesistas enfermeiros e .
técnicos de enfermagem
5.Pesquisa: ,
Muitos Centros Cirúrgicos também participam de pesquisas clínicas
.
contribuindo para o avanço do conhecimento e das práticas cirúrgicas
CLÍNICA CIRÚRGICA:
Setor destinadoao atendimento pré e pós-operatório.
Recebem os paciente que farão cirurgia e também aos
pacientes que retornam da cirurgia.
7.
CLÍNICA CIRÚRGICA:
O pacientecirúrgico normalmente demonstra
insegurança, medo do que acontecerá e como será sua
cirurgia e recuperação.
8.
“ESTRUTURA” DA CLÍNICA
CIRÚRGICA:
•Sala para chefia de enfermagem;
• Sala para reuniões;
• Secretaria;
• Posto de enfermagem;
• Enfermarias (coletivo)/Apartamentos (unitário), com banheiros;
• Sala para curativos/procedimentos e exames;
• Copa;
• Almoxarifado;
• Expurgo;
CENTRO CIRÚRGICO:
Unidade hospitalaronde são executados procedimentos
anestésico-cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos, tanto
em caráter eletivo quanto emergencial.
11.
SETORES QUE COMPÕEMO CENTRO
CIRÚRGICO:
Um centro cirúrgico é composto por vários setores
interligados entre si, que têm funções específicas para
garantir o fluxo adequado dos pacientes e dos materiais.
Alguns dos principais são:
12.
VESTIÁRIO:
O vestiário, situadona entrada do centro cirúrgico, é
responsável pelo controle de acesso de indivíduos
autorizados que utilizam vestimentas específicas da
unidade. É fundamental que o ambiente esteja equipado
com chuveiros, banheiros e armários para armazenar
pertences pessoais e roupas.
13.
ÁREA DE TRANSFERÊNCIA:
Antesde uma cirurgia, os pacientes são direcionados
para a área de transferência, onde são realizados
procedimentos importantes como a higienização e troca
das roupas dos pacientes por vestimentas descartáveis
cirúrgicas adequadas.
14.
SALA DE OPERAÇÃO:
Asala de cirurgia é o ambiente onde os procedimentos
operatórios são realizados com precisão e segurança.
Nesse espaço, os profissionais da saúde trabalham em
equipe para executar cirurgias que têm como objetivo
tratar doenças, corrigir problemas ou melhorar a
qualidade de vida dos pacientes.
15.
SALA DE OPERAÇÃO:
Nesseambiente os cuidados com a esterilização de
materiais hospitalares e vestimentas dos profissionais e
pacientes é uma necessidade e uma exigência
normativa. Isso porque, dela depende a segurança de
todos envolvidos direta ou indiretamente no
procedimento.
16.
RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA:
É umaárea específica dedicada à recuperação dos
pacientes após a realização de uma cirurgia. Nesse
momento, são fornecidos os cuidados necessários para
garantir a restauração da saúde e bem-estar do indivíduo.
17.
LAVABO/LAVATÓRIO:
Localizado ao ladoexterno das salas de operações, as
torneiras devem permitir abrir e fechar automaticamente
por sensores ou pedais.
18.
EXPURGO:
Esse setor desempenhaum papel fundamental na
eliminação de resíduos provenientes de cirurgias ou
materiais contaminados com sangue. É responsável por
garantir a segurança e o controle adequado desses
resíduos, evitando possíveis contaminações e riscos à
saúde.
19.
CENTRO CIRÚRGICO:
ÁreaNão Restrita: local de acesso dos profissionais
que trabalham no CC.
Área Semi Restrita: área de atendimento assistencial
no pré e pós-operatório;
Área Restrita: local de atendimento ao paciente no
período intraoperatório;
20.
ESTRUTURA DA SALADE CIRURGIA
• Cantos arredondados, para facilitar limpeza;
• Paredes, pisos e portas devem ser laváveis;
• Piso deverá ser de material que não seja condutor de
eletricidade;
• Portas devem permitir passagem de macas e
equipamentos e possuir visor;
• Janelas de vidro fosco, teladas e fechadas;
• Sistema de ar condicionado;
• Iluminação de foco central e móvel;
21.
EQUIPAMENTOS ESSENCIAIS EMUM
CENTRO CIRÚRGICO
• Mesa cirúrgica;
• Iluminação;
• Monitores e equipamentos de anestesia;
• Instrumentos cirúrgicos;
• Sistemas de ventilação e climatização;
• Equipamentos de imagem;
• Carrinho de emergência.
23.
Ar condicionado de
fluxolaminar garante
um grau
extremamente
elevado de
esterilidade na sala
de cirurgia.
24.
O atendimento docliente cirúrgico é feito por um conjunto
de setores interligados, como o pronto-socorro,
ambulatório, enfermaria clínica ou cirúrgica, centro
cirúrgico (CC) e a recuperação pós-anestésica (RPA);
PAPEL DA ENFERMAGEMNO CENTRO CIRÚRGICO
A enfermagem desempenha um papel vital, multifacetado e essencial para o sucesso de qualquer procedimento
cirúrgico e também em todas as fases do processo cirúrgico – pré-operatória, intraoperatória e pós-operatória. São
responsáveis pela segurança, cuidado, bem-estar e recuperação do paciente.
Responsabilidades e Deveres dos Técnicos de Enfermagem no Centro Cirúrgico
,
Os técnicos de enfermagem desempenham um papel fundamental no centro cirúrgico fornecendo suporte
( ) .
essencial à equipe cirúrgica Multiprofissional e garantindo o cuidado e a segurança do paciente
1.Preparação pré-operatória do paciente: Os técnicos de enfermagem auxiliam na preparação dos pacientes para
. , ,
cirurgia Isso pode incluir a coleta de dados vitais a preparação do local da cirurgia a assistência na transferência para a
.
sala de cirurgia e o conforto e apoio emocional ao paciente
2.Preparação e manutenção da sala de cirurgia: Eles são responsáveis por garantir que a sala de cirurgia esteja
. ,
adequadamente preparada antes da cirurgia Isso pode envolver a limpeza e desinfecção da sala a preparação e
,
organização dos equipamentos e instrumentos necessários e a verificação de que todos os suprimentos necessários estão
.
prontos e disponíveis
3.Assistência durante a cirurgia: ,
Durante a cirurgia os técnicos de enfermagem podem desempenhar várias funções
, .
de suporte dependendo das regulamentações locais e das políticas do hospital Isso pode incluir a passagem de
,
instrumentos e suprimentos para o cirurgião a assistência na monitorização do paciente e a execução de outras tarefas
.
conforme solicitado pela equipe cirúrgica
28.
4.Cuidados pós-operatórios: Apósa cirurgia, os técnicos de enfermagem ajudam nos cuidados pós-operatórios
imediatos. Isso pode incluir o monitoramento dos sinais vitais do paciente, a assistência na transferência para a
recuperação ou a unidade de cuidados pós-anestésicos (PACU), e o cuidado com o local da cirurgia.
5.Documentação: Os técnicos de enfermagem são responsáveis pela documentação precisa e oportuna de todos
os cuidados prestados, observações e mudanças no estado do paciente.
6.Comunicação: Eles devem comunicar efetivamente com a equipe de enfermagem e a equipe cirúrgica,
fornecendo atualizações sobre o estado do paciente e relatando quaisquer problemas ou preocupações que
possam surgir.
7.Segurança do paciente: Em todas as suas funções, os técnicos de enfermagem têm a responsabilidade de
garantir a segurança do paciente, seguindo rigorosamente todas as políticas e procedimentos de controle de
infecções, manuseio seguro de equipamentos e práticas de cuidado seguro.
Essas são apenas algumas das responsabilidades e deveres de um técnico de enfermagem no centro cirúrgico, e o
papel exato pode variar dependendo de muitos fatores, incluindo o tipo de cirurgia, a configuração do centro cirúrgico e
as necessidades específicas do paciente.
PAPEL DA ENFERMAGEM NO CENTRO CIRÚRGICO
29.
Circulante de Salano Centro Cirúrgico
O Circulante de Sala, também conhecido como enfermeiro circulante ou técnico de enfermagem circulante, é um papel crucial na equipe
cirúrgica. Este profissional é responsável por diversas funções que facilitam o andamento eficiente e seguro de uma cirurgia.
1.Preparação da Sala de Cirurgia: O Circulante de Sala é responsável por garantir que a sala de cirurgia esteja pronta para o
. , ,
procedimento Isso pode incluir a verificação de equipamentos a preparação de instrumentos e materiais cirúrgicos e a garantia de que todos
.
os suprimentos necessários estão disponíveis
2. Assistência à Equipe Cirúrgica: , .
Durante a cirurgia o Circulante de Sala pode ajudar a equipe cirúrgica conforme necessário Isso pode
, ,
incluir a passagem de instrumentos e materiais o ajuste de luzes ou equipamentos ou a assistência na comunicação entre a equipe cirúrgica e
.
outros membros da equipe de saúde fora da sala de cirurgia
3.Monitoramento da Cirurgia: O Circulante de Sala é responsável por monitorar a cirurgia para garantir que todos os protocolos de
. , ,
segurança e higiene sejam seguidos Isso pode incluir o monitoramento do tempo cirúrgico a verificação de contagens de instrumentos e gaze
.
e a garantia de que todos os membros da equipe estão utilizando equipamentos de proteção individual adequados
4.Documentação: , ,
O Circulante de Sala deve documentar com precisão todos os aspectos da cirurgia incluindo a duração da cirurgia os
, , .
materiais e instrumentos utilizados quaisquer complicações que ocorreram e quaisquer outras informações pertinentes
5.Cuidados Pós-Operatórios: , - .
Após a cirurgia o Circulante de Sala pode ajudar nos cuidados pós operatórios Isso pode incluir a limpeza e
, ,
a preparação da sala de cirurgia para a próxima cirurgia a assistência na transferência do paciente para a unidade de recuperação e a
- .
comunicação com a equipe de enfermagem pós operatória
PAPEL DA ENFERMAGEM NO CENTRO CIRÚRGICO
30.
PREVENÇÃO DE INFECÇÕES
Aprevenção de infecções é uma prioridade absoluta no centro cirúrgico, dado que os pacientes estão em um estado vulnerável durante
e após a cirurgia. Aqui estão algumas das práticas mais importantes para a prevenção de infecções:
1.Higiene das Mãos: A higiene adequada das mãos é a medida mais simples e eficaz para prevenir a transmissão de infecções. Isso inclui
a lavagem das mãos com água e sabão ou a utilização de um desinfetante à base de álcool antes e depois de cada contato com o
paciente.
2.Uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI): A equipe deve usar EPI adequado, que pode incluir luvas, máscaras, óculos de
proteção, aventais e outros, dependendo do procedimento.
3.Esterilização de Instrumentos e Equipamentos: Todos os instrumentos e equipamentos utilizados na cirurgia devem ser adequadamente
limpos e esterilizados para eliminar microrganismos.
4.Preparação do Sítio Cirúrgico: O sítio cirúrgico deve ser adequadamente preparado e desinfetado antes da cirurgia. Isso pode incluir a
remoção de pelos, a limpeza da pele com um antisséptico adequado e a aplicação de campos estéreis para isolar a área.
5.Profilaxia Antibiótica: Quando indicado, os pacientes devem receber antibióticos antes da cirurgia para prevenir infecções. A seleção, o
tempo e a duração do antibiótico devem ser adequadamente escolhidos.
6.Manejo de Resíduos e Fluidos Corporais: Resíduos e fluidos corporais devem ser adequadamente manuseados e descartados para evitar
a propagação de infecções.
PAPEL DA ENFERMAGEM NO CENTRO CIRÚRGICO
31.
PAPEL DA ENFERMAGEMNO CENTRO CIRÚRGICO
Verificação Pré-operatória:
-
A verificação pré operatória é um componente crucial da segurança do paciente no centro
.
cirúrgico Este processo envolve uma série de checagens e preparações para garantir que o
paciente esteja pronto para a cirurgia e que todos os aspectos do procedimento estejam
.
corretamente planejados e comunicados à equipe cirúrgica
Alguns dos elementos principais da verificação pré-operatória incluem:
1.Confirmação de identidade: A equipe deve confirmar a identidade do paciente, geralmente
verificando o nome completo, a data de nascimento e outras informações identificáveis. isso é feito
para garantir que o paciente certo esteja sendo preparado para a cirurgia correta.
2.Verificação de consentimento: O consentimento informado do paciente para o procedimento
cirúrgico deve ser verificado. isso inclui a confirmação de que o paciente compreendeu os riscos e
benefícios da cirurgia, as alternativas disponíveis e o que esperar durante a recuperação.
3.Verificação do procedimento e do local cirúrgico: A equipe deve verificar o procedimento que será
realizado e o local cirúrgico. isso pode envolver a marcação do local da cirurgia no corpo do paciente,
se aplicável.
32.
PAPEL DA ENFERMAGEMNO CENTRO CIRÚRGICO
4.Avaliação de Saúde: ,
A condição de saúde do paciente deve ser avaliada incluindo
, .
quaisquer condições médicas existentes alergias e a utilização de medicamentos Testes
- , ,
pré operatórios como exames de sangue ou imagens também podem ser revistos neste
.
momento
5.Jejum: A equipe deve confirmar que o paciente seguiu as instruções de jejum para
.
minimizar o risco de aspiração durante a anestesia
6.Preparação para Anestesia: -
A equipe de anestesia deve revisar a avaliação pré
.
anestésica do paciente e confirmar o plano de anestesia
7.Checklist de Segurança Cirúrgica da OMS: Muitos centros cirúrgicos utilizam a
,
Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica da Organização Mundial da Saúde que é uma
ferramenta desenvolvida para reduzir os erros e os eventos adversos que podem ocorrer
.
durante a cirurgia
CIRURGIA OU OPERAÇÃO:
Éo tratamento de doença, lesão ou deformidade externa e/ou
interna com o objetivo de reparar, corrigir ou aliviar problema
físico.
É realizado na sala de cirurgia do hospital e em ambulatório ou
consultório, quando o procedimento for considerado simples.
CIRURGIA DE EMERGÊNCIA
Aquisão enquadradas as situações críticas, com grave risco
à vida do paciente e que precisam de cirurgia imediata.
Ex.: ferimento por arma de fogo; ferimento por arma branca;
aneurisma roto; hemorragia maciça, queimaduras de longa
extensão e outras lesões que causem sangramento
contínuo.
37.
CIRURGIA DE URGÊNCIA
Elasaté podem não ser feitas imediatamente, mas o
adiamento não deve ultrapassar 24 ou 48 horas.
Dependendo do procedimento, o paciente pode precisar de
internação enquanto aguarda pela cirurgia.
Ex.: cálculos renais ou ureterais; tumores uterinos
sangrando; infecções da vesícula biliar; apendicectomia.
38.
CIRURGIA DE ELETIVA
Éo tratamento cirúrgico que pode aguardar pelo melhor
momento, conforme indicação e avaliação médica.
Ex.: hernia simples; mamoplastia reparadora.
39.
CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIASPOR
POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO
Empregada para diminuir infecções em sítio cirúrgico
(ISC), aquelas adquiridas no hospital, a classificação se
divide em 4 grupos.
Localização, possibilidade de inflamações, presença de
secreções e pus são fatores considerados para fazer a
divisão de forma correta. Seu objetivo é aumentar os
cuidados para reduzir a exposição do doente a patógenos
e agentes infecciosos.
40.
CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIASPOR
POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO
Cirurgia limpa;
Cirurgia potencialmente contaminada;
Cirurgia contaminada;
Cirurgia infectada;
41.
CIRURGIA LIMPA
Em geral,são procedimentos eletivos em locais que não
sinalizam qualquer inflamação, além de estarem longe das
estruturas dos aparelhos respiratório, digestivo, urinário e
reprodutor.
Ex.: cirurgias plásticas e neurocirurgias;
42.
CIRURGIAS POTENCIALMENTE
CONTAMINADAS
Também sãoconduzidas em áreas livres de inflamação,
porém, requerem incisões em estruturas dos aparelhos
respiratório, digestivo, urinário ou reprodutor.
Ex.: Gastrectomia e colangiografia (tipo de endoscopia que
avalia o trajeto da bile).
43.
CIRURGIAS CONTAMINADAS
Feridas traumáticasou com secreção que não seja pus se
enquadram nesse grupo, formado pelas operações feitas
em tecidos abertos. Devido à exposição ao ambiente, esses
locais estão certamente contaminados por bactérias e/ou
outros microrganismos que provocam inflamação.
Ex.: A remoção de parte ou da totalidade do intestino
grosso (colectomia).
44.
CIRURGIAS INFECTADAS
Grupo quereúne as operações com maiores riscos de
contaminação, pois houve rompimento de tecidos ou
fratura exposta sem tratamento por mais de 4 horas.
Ex.: Perfuração intestinal e entrada de corpo estranho.
45.
CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIASPOR
PORTE
Nesta classificação, o ponto central é a probabilidade de
perda de sangue e outros fluidos indispensáveis para o
bom funcionamento do organismo.
Essa probabilidade é chamada de porte cirúrgico ou risco
cardiológico, uma vez que sobrecarrega o coração e o
sistema circulatório.
Existem três grupos que compõem essa ferramenta:
46.
CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIASPOR
PORTE
Cirurgias de grande porte;
Cirurgias de médio porte;
Cirurgias de pequeno porte;
47.
CIRURGIAS DE GRANDEPORTE
São complexas e costumam demorar horas, resultando
em maiores chances de perda de sangue e outros
fluidos.
Operações de emergência, como para tratar traumas, e
aquelas realizadas em artérias oferecem esse risco
cirúrgico alto.
Assim como alguns procedimentos de inserção de
próteses, por exemplo, no quadril.
48.
CIRURGIAS DE MÉDIOPORTE
As operações de cabeça e pescoço estão entre as
principais desse grupo, que reúne procedimentos com
complexidade um pouco menor que as cirurgias de
grande porte. Neles, o risco cardiológico também diminui.
49.
CIRURGIAS DE PEQUENOPORTE
Com risco potencialmente menor, essas cirurgias
costumam ser limpas e eletivas, como a endoscopia.
50.
CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS
QUANTOÀ FINALIDADE
Este primeiro tipo de classificação considera a finalidade como
norteadora para categorizar o tratamento por cirurgia.
As operações são selecionadas conforme seu objetivo, resultando
em 5 modalidades:
Curativa;
Paliativa;
Diagnóstica;
Reparadora;
Reconstrutora, cosmética ou plástica;
51.
CIRURGIA CURATIVA
Temcomo meta a cura, ou seja, acabar com a causa de uma
doença, melhorando a condição de saúde do paciente.
Deve ser recomendada a partir de uma avaliação cuidadosa e
com preparo, a fim de extirpar células, tecidos ou até órgãos
afetados.
Dois exemplos populares de cirurgias curativas são a
apendicectomia e a retirada de tumores.
Na apendicectomia, o apêndice é retirado após sofrer
inflamação.
Já a retirada de tumores pode ser indicada tanto para eliminar
células cancerosas quanto para impedir que massas inicialmente
benignas evoluam para câncer.
52.
CIRURGIA PALIATIVA
É realizadaquando não há possibilidade de cura através
da operação, no entanto, ela vai ajudar o doente a ter
melhor qualidade de vida ou aumentar a sobrevida.
A ideia é preservar o paciente nas melhores condições
possíveis até que haja uma terapia mais adequada.
Um exemplo é a gastrostomia, procedimento em que uma
sonda é inserida para viabilizar o acesso ao estômago e a
digestão em pessoas incapacitadas.
53.
CIRURGIA DIAGNÓSTICA
Como onome sugere, envolve uma ou mais incisões para
coletar imagens ou material biológico que apoiem o
diagnóstico.
Um exemplo conhecido é a biópsia, na qual é extraída
uma pequena parte de órgãos e tecidos para afastar ou
confirmar uma suspeita clínica.
Outra operação com fins diagnósticos é a laparotomia
exploratória, conduzida por meio de uma incisão
abdominal para facilitar a visualização de órgãos dessa
parte do corpo.
54.
CIRURGIA REPARADORA
O enxertode pele em queimados ou após uma lesão está
entre as principais cirurgias reparadoras, que têm como
propósito a reconstituição artificial de um tecido.
55.
CIRURGIA RECONSTRUTORA,
COSMÉTICA OUPLÁSTICA
Sua finalidade é devolver ou modificar a aparência de
uma parte do corpo.
Nas cirurgias reconstrutoras, o procedimento é
recomendado após a perda de tecido, como o que ocorre
após mastectomia para curar o câncer de mama.
Já as operações cosméticas ou plásticas costumam ser
buscadas por pessoas que querem mudar a aparência,
alterando a forma do nariz com uma rinoplastia, por
exemplo.