Imunologia Clínica
Interação Antígeno-Anticorpos
Profa. Tatiana Frediani
Introdução
 Antígeno: molécula capaz de induzir
resposta imune.
 Anticorpo: proteína produzida por
linfócitos B que reconhece o antígeno.
 Reações in vitro são fundamentais em
diagnósticos laboratoriais.
 Exemplos: Detecções de Doenças
Infecciosas
 O progresso na área da biologia levou ao
desenvolvimento de métodos capazes de
detectar o complexo Ag-Ac tem sido
desenvolvidos com eficiência
 Diagnóstico direto do agente é muitas vezes
complexo
 Técnicas de diagnóstico indireto vem sendo
desenvolvidas à medida que se conhecem os
mecanismos imunopatogênicos e a cinética da
resposta humoral ou ainda a cinética de
metabolização dos antígenos.
CONCEITOS IMPORTANTES PARA O
IMUNODIAGNÓSTICO
Antígenos
 É toda estrutura capaz de reagir com células
do SI ou de interagir com anticorpo sintetizado
contra si próprio.
 Antígeno completo ou imunógeno: é capaz de
ativar uma resposta imune.
 Antígeno incompleto: não é capaz de ativar
uma resposta imune.
Capacidade do antígeno de se ligar ao
anticorpo ou a receptores presentes nos
linfócitos
Antigenicidade
MHC-Complexo Principal de
Histocompatibilidade
É um grupo de genes localizados no cromossomo 6 e é
responsável por codificar proteínas que desempenham um
papel fundamental no sistema imunológico.
1. MHC Classe I: Essa classe é encontrada em todas as células nucleadas do
corpo. Elas desempenham um papel fundamental na defesa contra infecções
virais e no reconhecimento de células de câncer.
2. MHC Classe II: Essa classe corresponde a proteínas que são expressas
principalmente em células do sistema imunológico. Elas desempenham um
papel na resposta imune adaptativa, ajudando os linfócitos T auxiliares a
coordenar a resposta imune.
MHC-Complexo Principal de
Histocompatibilidade
 Como é a estrutura do MHC?
 Os principais componentes do MHC incluem:
1. MHC Classe I: Elas consistem em uma cadeia pesada alfa, formada pro 3
subunidades e uma cadeia leve chamada β2-microglobulina, formada por
apenas 1 subunidade. A fenda de ligação do peptídeo que será
apresentado ao linfócito T CD8+ posteriormente, é formada pelas
subunidades alfa 1 e alfa 2.
2. MHC Classe II: Elas consistem em duas cadeias, alfa e beta, cada uma com
duas subunidades. A fenda de ligação do peptídeo que será apresentado
ao linfócito T CD4+ posteriormente, é formada pelas subunidades alfa 1 e
beta 1.
MHC-Complexo Principal de
Histocompatibilidade
MHC-Complexo Principal de
Histocompatibilidade
Qual a função do MHC?
1.Apresentação de Antígenos: O MHC classe I apresenta antígenos
endógenos para os linfócitos T CD8+, enquanto o de classe II
apresenta antígenos exógenos para os linfócitos T CD4+.
1.Seleção de Linfócitos T: Durante o desenvolvimento dos linfócitos
T, o MHC participa da apresentação de antígenos próprios para essas
células. Linfócitos T que reconhecem fracamente ou excessivamente
os antígenos próprios são eliminados para evitar respostas imunes
prejudiciais.
1.Autoimunidade e Doenças Autoimunes: Disfunções no MHC estão
associadas a doenças autoimunes. Isso ocorre quando o MHC
apresenta autoantígenos, desencadeando respostas imunes
inapropriadas.
RECEPTORES:
Células T -TCR
O receptor de células TCR) é uma molécula
encontrada na superfície das células T, responsável pelo
reconhecimento de fragmentos de antígeno, como
peptídeos ligados a moléculas do complexo principal de
histocompatibilidade (MHC)
Antígeno para interagir com o
TCR precisa ter passado por
processamento antigênico e
ser expresso por MHC
RECEPTORES:
Células B -BCR
O receptor de células B (BCR) é uma proteína receptora
transmembranar localizada na superfície externa das
células. Os BCRs, também conhecidos como proteínas
integrais da membrana, residem em muitas cópias
idênticas na superfície das células B.
LB é capaz de interagir
com qualquer antígeno
solúvel
Conceitos importantes para o
imunodiagnóstico
Epítopo ou determinante antigênico
Determinantes antigênicos
ou epítopos
Determinantes antigênicos ou
epítopos
Epítopos de células B
Características Gerais
 Ligam-se a moléculas de imunoglobilina;
 Não necessitam de processamento por APC´s (células
apresentadoras de antígenos);
 Estão localizados na superfície das proteínas;
 Possuem 3 a 20 resíduos de aminoácidos ou
carboidratos.
Determinantes antigênicos
ou epítopos
Epítopos de células T
Os TCR só se ligam a epítopos que formam complexos
com moléculas de MHC (Complexo Principal de
Histocompatibilidade), podendo, dessa forma, sofrer
processamento e, nesse mecanismo, ser apresentados por
uma APC.
Para ser imunogênica, uma molécula deve ter, pelo
menos, um epítopo de célula T.
Determinantes antigênicos
ou epítopos
Hapteno
.São moléculas de baixo peso molecular que possuem a
capacidade de se ligar a proteínas maiores, como
anticorpos, mas não são capazes de induzir uma resposta
imune por si só.
Relaciona-se com a capacidade do
antígeno de ativar o SI
Um antígeno para induzir a produção
de anticorpos, necessita da capacidade
do organismo receptor do Ag diferenciar
o que é próprio do que é estranho.
Imunogenicidade :
1 Fatores do imunógeno :
• Fator principal: ser reconhecido como não-próprio.
*Característica filogenética:
anto maior a distância filogenética entre o organismo que
contém o antígeno e o receptor, maior a possibilidade de o Ag
ser reconhecido como non-self e desencadear RI
*Estrutura espacial:
A configuração tridimensional da molécula determina a
especificidade imunológica, podendo facilitar ou não sua
apresentação ao SI
Imunogenicidade:
1 Fatores do imunógeno :
*Natureza Química, tamanho e complexidade da molécula:
Proteínas - alto peso molecular, alta complexidade, maior
número de epítopos e consequentemente maior
probabilidade de existirem receptores para esses
determinantes antigênicos
Lipídeos – baixa estabilidade, estrutura química simples
Ácidos nucleicos – simples, flexíveis e rapidamente
degradados
Carboidratos - moléculas pequenas
Nucleoproteínas, glicoproteínas e lipoproteínas – bons
imunógenos
Imunogenicidade:
1 Fatores do imunógeno :
*Acessibilidade
Os linfócitos B e T não conseguem reconhecer epítopos
internalizados na molécula antigênica
*Estabilidade
Antígenos difíceis de serem degradados pelo organismo
receptor estimulam melhor a RI
Imunogenicidade:
2 Fatores do sistema biológico
*Características genéticas de cada indivíduo
Idade, nutrição, via de administração da substância
e sua dose.
Imunogenicidade
Imunogenicidade
Forma de administração do antígeno
Alguns antígenos só induzem a produção de altos
títulos de Ac quando administrados com adjuvantes
“Os adjuvantes são essenciais na composição de
vacinas inativadas pois esses irão dificultar o
processamento do antígeno pelas células
apresentadoras de antígeno, dessa forma também
aumentam o período em que o antígeno estará em
contato com o sistema imune aumentando assim a
resposta imunológica.”
Imunogenicidade
Forma de administração do antígeno
• Sais de Alumínio
• MF59.
• Adjuvante de Freund completo,
• Muramil di- ou tripeptídios,
• Endotoxina bacteriana
• BCG
• Lipossomos,
• ISCOMs,
• Hidróxido de berílio
• Citocinas.
Vias de administração
preferenciais são SC, IM e
intradérmica
U1
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U1 User; 12/08/2025
Imunogenicidade
Antígenos recombinantes
 A tecnologia de DNA recombinante é utilizada para
obter e combinar genes de uma variedade de fontes e
expressar esses genes em células de diferentes
hospedeiros.
 Pode-se obter grandes quantidades de proteínas
recombinantes necessárias para fins diagnósticos,
terapêuticos e de prevenção de inúmeras doenças.
Imunogenicidade
Antígenos recombinantes
.
Interação Antigeno-Anticorpo in
vitro
Anticorpos monoclonais :
Produzidos a partir de um único clone de um único linfócito
B que passa a produzir sempre os mesmos anticorpos, em
resposta a um agente Patogênico.
Interação Antigeno-Anticorpo in
vitro
Anticorpos policlonais
São aqueles produzidos como resultado de uma resposta imune a
um antígeno, que geralmente implica na ativação de múltiplas
células B, todas as quais se dirigem a um epítopo específico nesse
antígeno.
Interação Antigeno-Anticorpo in
vitro
A principal diferença entre os anticorpos monoclonais e
policlonais encontra-se em sua origem; os anticorpos
monoclonais são anticorpos idênticos porque são
produzidos a partir de uma única célula híbrida de
linfócitos B, e eles reconhecem não só o mesmo
antígeno, mas também se ligam ao mesmo epítopo do
mesmo. Os policlonais, por outro lado, são produzidos a
partir de uma mistura de linfócitos e reconhecem
múltiplos epítopos no mesmo antígeno.
Afinidade – Afinidade de um anticorpo é a força da
reação entre um único determinante antigênico e um
único sítio de combinação no anticorpo.
É a soma das forças de atração e repulsão que operam
entre o determinante antigênico e o sítio de
combinação do anticorpo.
Interação Antígeno-Anticorpo
Avidez – medida da estabilidade geral
dos imunocomplexos entre Ag e Ac.
Ela depende:
 Afinidade intrínseca do Ac pelo
epítopo
 Valência do Ac e do Ag
 Arranjo geométrico dos
componentes interagindo
Interação Antígeno-Anticorpo
Características da Interação
.
• Mesmo que a afinidade de um anticorpo para um antígeno
seja extremamente alta, a ligação antígeno-anticorpo não é
permanente.
• A ligação antígeno-anticorpo geralmente depende do uso de
cargas elétricas fracas para unir o antígeno e o anticorpo. A
afinidade eletrônica em um lado da ligação e uma leve carga
negativa no outro são a causa mais comum para a ligação
desses dois tipos de moléculas.
• Os tipos de ligações que mantêm as moléculas unidas podem
ser ligações hidrofóbicas, eletrostáticas ou de hidrogênio ou
forças de Van der Waals.
• Toda a ligação antígeno-anticorpo é não covalente, o que
significa que eles não compartilham elétrons. Eles
permanecem moléculas discretas mesmo enquanto estão
ligadas. Isso significa que, quando se separam, cada um fica
intacto.
Interação Antígeno-Anticorpo
 Interações multivalentes entre Ag e Ac são
biologicamente significativas
 Essas interações em ensaios in vitro podem formar
imunocomplexos
 A concentração tanto de Ag, quanto de Ac são
importantes para a formação de imunocomplexos
Interação Antígeno-Anticorpo
 Especificidade
Especificidade se refere à habilidade de um sítio de combinação
de anticorpo em particular de reagir com apenas um antígeno.
Em geral, há um elevado grau de especificidade nas reações
antígeno-anticorpo.
Interação Antígeno-Anticorpo
Reação Cruzada
 Se refere à habilidade de um sítio de combinação de anticorpo em
particular de reagir com mais de um determinante antigênico ou a
habilidade de uma população de moléculas de anticorpos de reagir
com mais de um antígeno.
 Reações cruzadas aparecem porque o antígeno envolvido na reação
cruzada compartilha um mesmo epítopo com o antígeno imunizador
ou porque ele tem um epítopo que é estruturalmente semelhante ao
epítopo no antígeno imunizante(multiespecificidade).
Referências Bibliográficas
 VAZ, A J.; TAKEI, K.; BUENO, E. C. Imunoensaios: fundamentos e
aplicações. Rio de Janeiro: 12ex Guanabara Koogan, 2007/2016.
Série Ciências Farmacêuticas.
 ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunologia
celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 536 p.
 LEVINSON, Warren. Microbiologia médica e imunologia. 13.ed.
Porto Alegre: Artmed, 2016. 788 p. ISBN 9788580555561.
 Forte, Wilma Carvalho Neves Imunologia: do básico ao aplicado /
Wilma Carvalho Neves Forte. -- 3. ed. -- São Paulo: Editora
Atheneu, 2015

Interação Antígeno Anticorpo- Imunologia

  • 1.
  • 2.
    Introdução  Antígeno: moléculacapaz de induzir resposta imune.  Anticorpo: proteína produzida por linfócitos B que reconhece o antígeno.  Reações in vitro são fundamentais em diagnósticos laboratoriais.  Exemplos: Detecções de Doenças Infecciosas
  • 3.
     O progressona área da biologia levou ao desenvolvimento de métodos capazes de detectar o complexo Ag-Ac tem sido desenvolvidos com eficiência  Diagnóstico direto do agente é muitas vezes complexo  Técnicas de diagnóstico indireto vem sendo desenvolvidas à medida que se conhecem os mecanismos imunopatogênicos e a cinética da resposta humoral ou ainda a cinética de metabolização dos antígenos. CONCEITOS IMPORTANTES PARA O IMUNODIAGNÓSTICO
  • 4.
    Antígenos  É todaestrutura capaz de reagir com células do SI ou de interagir com anticorpo sintetizado contra si próprio.  Antígeno completo ou imunógeno: é capaz de ativar uma resposta imune.  Antígeno incompleto: não é capaz de ativar uma resposta imune.
  • 5.
    Capacidade do antígenode se ligar ao anticorpo ou a receptores presentes nos linfócitos Antigenicidade
  • 6.
    MHC-Complexo Principal de Histocompatibilidade Éum grupo de genes localizados no cromossomo 6 e é responsável por codificar proteínas que desempenham um papel fundamental no sistema imunológico. 1. MHC Classe I: Essa classe é encontrada em todas as células nucleadas do corpo. Elas desempenham um papel fundamental na defesa contra infecções virais e no reconhecimento de células de câncer. 2. MHC Classe II: Essa classe corresponde a proteínas que são expressas principalmente em células do sistema imunológico. Elas desempenham um papel na resposta imune adaptativa, ajudando os linfócitos T auxiliares a coordenar a resposta imune.
  • 7.
    MHC-Complexo Principal de Histocompatibilidade Como é a estrutura do MHC?  Os principais componentes do MHC incluem: 1. MHC Classe I: Elas consistem em uma cadeia pesada alfa, formada pro 3 subunidades e uma cadeia leve chamada β2-microglobulina, formada por apenas 1 subunidade. A fenda de ligação do peptídeo que será apresentado ao linfócito T CD8+ posteriormente, é formada pelas subunidades alfa 1 e alfa 2. 2. MHC Classe II: Elas consistem em duas cadeias, alfa e beta, cada uma com duas subunidades. A fenda de ligação do peptídeo que será apresentado ao linfócito T CD4+ posteriormente, é formada pelas subunidades alfa 1 e beta 1.
  • 8.
  • 9.
    MHC-Complexo Principal de Histocompatibilidade Quala função do MHC? 1.Apresentação de Antígenos: O MHC classe I apresenta antígenos endógenos para os linfócitos T CD8+, enquanto o de classe II apresenta antígenos exógenos para os linfócitos T CD4+. 1.Seleção de Linfócitos T: Durante o desenvolvimento dos linfócitos T, o MHC participa da apresentação de antígenos próprios para essas células. Linfócitos T que reconhecem fracamente ou excessivamente os antígenos próprios são eliminados para evitar respostas imunes prejudiciais. 1.Autoimunidade e Doenças Autoimunes: Disfunções no MHC estão associadas a doenças autoimunes. Isso ocorre quando o MHC apresenta autoantígenos, desencadeando respostas imunes inapropriadas.
  • 10.
    RECEPTORES: Células T -TCR Oreceptor de células TCR) é uma molécula encontrada na superfície das células T, responsável pelo reconhecimento de fragmentos de antígeno, como peptídeos ligados a moléculas do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) Antígeno para interagir com o TCR precisa ter passado por processamento antigênico e ser expresso por MHC
  • 11.
    RECEPTORES: Células B -BCR Oreceptor de células B (BCR) é uma proteína receptora transmembranar localizada na superfície externa das células. Os BCRs, também conhecidos como proteínas integrais da membrana, residem em muitas cópias idênticas na superfície das células B. LB é capaz de interagir com qualquer antígeno solúvel
  • 12.
    Conceitos importantes parao imunodiagnóstico Epítopo ou determinante antigênico
  • 13.
  • 14.
    Determinantes antigênicos ou epítopos Epítoposde células B Características Gerais  Ligam-se a moléculas de imunoglobilina;  Não necessitam de processamento por APC´s (células apresentadoras de antígenos);  Estão localizados na superfície das proteínas;  Possuem 3 a 20 resíduos de aminoácidos ou carboidratos.
  • 15.
    Determinantes antigênicos ou epítopos Epítoposde células T Os TCR só se ligam a epítopos que formam complexos com moléculas de MHC (Complexo Principal de Histocompatibilidade), podendo, dessa forma, sofrer processamento e, nesse mecanismo, ser apresentados por uma APC. Para ser imunogênica, uma molécula deve ter, pelo menos, um epítopo de célula T.
  • 16.
    Determinantes antigênicos ou epítopos Hapteno .Sãomoléculas de baixo peso molecular que possuem a capacidade de se ligar a proteínas maiores, como anticorpos, mas não são capazes de induzir uma resposta imune por si só.
  • 17.
    Relaciona-se com acapacidade do antígeno de ativar o SI Um antígeno para induzir a produção de anticorpos, necessita da capacidade do organismo receptor do Ag diferenciar o que é próprio do que é estranho. Imunogenicidade :
  • 18.
    1 Fatores doimunógeno : • Fator principal: ser reconhecido como não-próprio. *Característica filogenética: anto maior a distância filogenética entre o organismo que contém o antígeno e o receptor, maior a possibilidade de o Ag ser reconhecido como non-self e desencadear RI *Estrutura espacial: A configuração tridimensional da molécula determina a especificidade imunológica, podendo facilitar ou não sua apresentação ao SI Imunogenicidade:
  • 19.
    1 Fatores doimunógeno : *Natureza Química, tamanho e complexidade da molécula: Proteínas - alto peso molecular, alta complexidade, maior número de epítopos e consequentemente maior probabilidade de existirem receptores para esses determinantes antigênicos Lipídeos – baixa estabilidade, estrutura química simples Ácidos nucleicos – simples, flexíveis e rapidamente degradados Carboidratos - moléculas pequenas Nucleoproteínas, glicoproteínas e lipoproteínas – bons imunógenos Imunogenicidade:
  • 20.
    1 Fatores doimunógeno : *Acessibilidade Os linfócitos B e T não conseguem reconhecer epítopos internalizados na molécula antigênica *Estabilidade Antígenos difíceis de serem degradados pelo organismo receptor estimulam melhor a RI Imunogenicidade:
  • 21.
    2 Fatores dosistema biológico *Características genéticas de cada indivíduo Idade, nutrição, via de administração da substância e sua dose. Imunogenicidade
  • 22.
    Imunogenicidade Forma de administraçãodo antígeno Alguns antígenos só induzem a produção de altos títulos de Ac quando administrados com adjuvantes “Os adjuvantes são essenciais na composição de vacinas inativadas pois esses irão dificultar o processamento do antígeno pelas células apresentadoras de antígeno, dessa forma também aumentam o período em que o antígeno estará em contato com o sistema imune aumentando assim a resposta imunológica.”
  • 23.
    Imunogenicidade Forma de administraçãodo antígeno • Sais de Alumínio • MF59. • Adjuvante de Freund completo, • Muramil di- ou tripeptídios, • Endotoxina bacteriana • BCG • Lipossomos, • ISCOMs, • Hidróxido de berílio • Citocinas. Vias de administração preferenciais são SC, IM e intradérmica U1
  • 24.
  • 25.
    Imunogenicidade Antígenos recombinantes  Atecnologia de DNA recombinante é utilizada para obter e combinar genes de uma variedade de fontes e expressar esses genes em células de diferentes hospedeiros.  Pode-se obter grandes quantidades de proteínas recombinantes necessárias para fins diagnósticos, terapêuticos e de prevenção de inúmeras doenças.
  • 26.
  • 27.
    Interação Antigeno-Anticorpo in vitro Anticorposmonoclonais : Produzidos a partir de um único clone de um único linfócito B que passa a produzir sempre os mesmos anticorpos, em resposta a um agente Patogênico.
  • 28.
    Interação Antigeno-Anticorpo in vitro Anticorpospoliclonais São aqueles produzidos como resultado de uma resposta imune a um antígeno, que geralmente implica na ativação de múltiplas células B, todas as quais se dirigem a um epítopo específico nesse antígeno.
  • 29.
    Interação Antigeno-Anticorpo in vitro Aprincipal diferença entre os anticorpos monoclonais e policlonais encontra-se em sua origem; os anticorpos monoclonais são anticorpos idênticos porque são produzidos a partir de uma única célula híbrida de linfócitos B, e eles reconhecem não só o mesmo antígeno, mas também se ligam ao mesmo epítopo do mesmo. Os policlonais, por outro lado, são produzidos a partir de uma mistura de linfócitos e reconhecem múltiplos epítopos no mesmo antígeno.
  • 30.
    Afinidade – Afinidadede um anticorpo é a força da reação entre um único determinante antigênico e um único sítio de combinação no anticorpo. É a soma das forças de atração e repulsão que operam entre o determinante antigênico e o sítio de combinação do anticorpo. Interação Antígeno-Anticorpo
  • 31.
    Avidez – medidada estabilidade geral dos imunocomplexos entre Ag e Ac. Ela depende:  Afinidade intrínseca do Ac pelo epítopo  Valência do Ac e do Ag  Arranjo geométrico dos componentes interagindo Interação Antígeno-Anticorpo
  • 32.
    Características da Interação . •Mesmo que a afinidade de um anticorpo para um antígeno seja extremamente alta, a ligação antígeno-anticorpo não é permanente. • A ligação antígeno-anticorpo geralmente depende do uso de cargas elétricas fracas para unir o antígeno e o anticorpo. A afinidade eletrônica em um lado da ligação e uma leve carga negativa no outro são a causa mais comum para a ligação desses dois tipos de moléculas. • Os tipos de ligações que mantêm as moléculas unidas podem ser ligações hidrofóbicas, eletrostáticas ou de hidrogênio ou forças de Van der Waals. • Toda a ligação antígeno-anticorpo é não covalente, o que significa que eles não compartilham elétrons. Eles permanecem moléculas discretas mesmo enquanto estão ligadas. Isso significa que, quando se separam, cada um fica intacto.
  • 33.
    Interação Antígeno-Anticorpo  Interaçõesmultivalentes entre Ag e Ac são biologicamente significativas  Essas interações em ensaios in vitro podem formar imunocomplexos  A concentração tanto de Ag, quanto de Ac são importantes para a formação de imunocomplexos
  • 34.
    Interação Antígeno-Anticorpo  Especificidade Especificidadese refere à habilidade de um sítio de combinação de anticorpo em particular de reagir com apenas um antígeno. Em geral, há um elevado grau de especificidade nas reações antígeno-anticorpo.
  • 35.
    Interação Antígeno-Anticorpo Reação Cruzada Se refere à habilidade de um sítio de combinação de anticorpo em particular de reagir com mais de um determinante antigênico ou a habilidade de uma população de moléculas de anticorpos de reagir com mais de um antígeno.  Reações cruzadas aparecem porque o antígeno envolvido na reação cruzada compartilha um mesmo epítopo com o antígeno imunizador ou porque ele tem um epítopo que é estruturalmente semelhante ao epítopo no antígeno imunizante(multiespecificidade).
  • 36.
    Referências Bibliográficas  VAZ,A J.; TAKEI, K.; BUENO, E. C. Imunoensaios: fundamentos e aplicações. Rio de Janeiro: 12ex Guanabara Koogan, 2007/2016. Série Ciências Farmacêuticas.  ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunologia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 536 p.  LEVINSON, Warren. Microbiologia médica e imunologia. 13.ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 788 p. ISBN 9788580555561.  Forte, Wilma Carvalho Neves Imunologia: do básico ao aplicado / Wilma Carvalho Neves Forte. -- 3. ed. -- São Paulo: Editora Atheneu, 2015