O império colonialespanhol em crise 1/5
• No decorrer do século XVIII, a autoridade do
governo espanhol sobre suas colônias na
América foi se tornando cada vez menor.
Nessa época, a Espanha não possuía navios
suficientes para fazer a fiscalização de todo o
litoral de suas colônias.
11.
O império colonialespanhol em crise 2/5
• Assim, os colonos conseguiam comercializar
com outros Estados europeus, contrariando o
exclusivo comercial, característico do
colonialismo mercantil.
12.
O império colonialespanhol em crise 3/5
• Nesse contexto, o comércio entre as colônias
espanholas foi liberado gradativamente. O
aumento da circulação de mercadorias entre
as colônias proporcionou mais lucros para os
comerciantes, que em sua maioria eram
crillos.
13.
O império colonialespanhol em crise 4/5
• O enriquecimento das elites criollas, porém,
não veio acompanhado de maior participação
política. Os cargos mais importantes, como os
de vice-rei, capitão-geral e arcebispo,
continuaram sendo ocupados apenas pelos
chapetones, isto é, pessoas nascidas na
Espanha e que residiam nas colônias.
15.
O império colonialespanhol em crise 5/5
• A insatisfação do criollos com essa situação
aumento no fim do século XVIII, quando a
Espanha, envolvida em guerras na Europa,
aumentou a cobrança de impostos.
16.
A invasão napoleônicana Espanha 1/3
• Entre os anos de 1807 e 1808, o exército do
imperador francês Napoleão Bonaparte invadiu a
península ibérica com o objetivo de fazer valer o
Bloqueio Continental, impedindo o comércio de
Portugal e Espanha com a Inglaterra, nessa
ocasião, o rei espanhol, Fernando VII, foi deposto
e levado para o exílio na França.
A invasão napoleônicana Espanha 2/3
• Na América, a repercussão da queda do rei
espanhol foi imediata e aumentou o desejo dos
colonos de lutar por sua independência. As elites
coloniais, então, organizaram-se em juntas
governativas que, em um primeiro momento,
apenas resistiram à dominação francesa,
tentando ampliar sua relativa autonomia política.
19.
A invasão napoleônicana Espanha 3/3
• Mas como o retorno de Fernando VII ao trono
espanhol, em 1814, ocorreu uma retomada da
política absolutista, tornando o sentimento
separatista ainda mais forte na América
espanhola.
As juntas governativas1/3
• Com a deposição do rei espanhol Fernando
VII, as elites criollas da América espanhola
formaram, com base nos cabidos (órgão
administrativo implantado pela Espanha em
suas colônias na América), juntas
governativas para se autogovernarem.
29.
As juntas governativas2/3
• No interior das juntas, estabeleceram-se
tendências políticas diversas. Alguns de seus
membros juraram total fidelidade ao rei
deposto; outros desejavam governar de forma
independente, embora em nome do rei; por
outro lado, havia a tendência mais radical, que
desejava a completa independência das colônias.
30.
As juntas governativas3/3
• Com o retorno do rei espanhol ao trono e o
ressurgimento das tensão entre as elites
coloniais e a administração espanhola, o
grupo que defendia a independência acabou
prevalecendo.
31.
Teste: O quesão?
• Criollos
• Chapetones
• Juntas Governativas
32.
A emancipação daAmérica do Sul espanhola 1/6
• À medida que o Estado espanhol se mostrava
mais fraco e decadente, as elites coloniais
passaram a apoiar a independência de suas
colônias como forma de proteger seus
interesses político e econômicos contra o
avanço do Império Napoleônico.
33.
A emancipação daAmérica do Sul espanhola 2/6
• A partir de 1810, começaram as primeiras
insurreições pela independência nas
capitanias da Venezuela e do Chile, e no Vice-
reino do Rio da Prata, que hoje corresponde
aos atuais territórios do Paraguai, do Uruguai,
da Argentina e de parte da Bolívia.
34.
A emancipação daAmérica do Sul espanhola 3/6
• O criollo San Martín, nascido na atual Argentina
em 1778, liderou os movimentos pela
independência desse país e colaborou para a
libertação do Chile e do Peru. San Martín
planejava criar Estados independentes na
América, cada qual governado conforme os
interesses da população.
• José deSan Martín y Matorras, nasceu na Argentina, em 1778. Era
filho de espanhóis e viveu sua infância na Europa. Quando jovem,
retornou à Argentina e, em 1816, saiu vitorioso da luta de
independência daquele país. Foi um grande estrategista militar.
• Em 1818, participou da luta pela independência do atual Chile.
Em 1820, San Martín partiu do Chile, juntamente com o
marinheiro e aventureiro inglês lorde Cochrane, para libertar o
Peru do domínio espanhol. San Martín conseguiu conquistar Lima
e tornou-se protetor do Peru (1821), mas ainda estava longe de
derrotar os exércitos espanhóis. Ele precisava, na verdade, de
apoio externo para vencer definitivamente os espanhóis, que veio
de Simón Bolívar.
• O encontro daqueles que ficaram conhecidos como os dois
grandes libertadores da América espanhola - San Martín e Simón
Bolívar - deu-se na cidade de Guaiaquil, em 1822. Até hoje não se
sabe o teor da conversa entre os dois, mas, depois desse
encontro, San Martín decidiu abandonar o Peru e deixar para
Bolívar a tarefa de torná-lo independente.
• Após encontrar-se com Simón Bolívar em 1822, San Martín exilou-
se na Bélgica e depois na França, onde faleceu em 1850. Defendia
a adoção da monarquia constitucionalista.
37.
A emancipação daAmérica do Sul espanhola 4/6
• Ao norte do continente, Simón Bolívar liderou
a independência da Grã-Colômbia. Bolívar era
um militar centralista, que acreditava em um
poder forte e único composto por Estados
independentes, porém solidários entre si, e
que formassem uma confederação.
Simón Bolívar
Simón Bolívarfoi político e militar
venezuelano que atuou de forma decisiva
no processo de independência da América
Espanhola. Bolívar foi de grande
importância para a independência da
Colômbia, Panamá, Peru, Equador, Bolívia
e Venezuela. É uma das figuras históricas
mais importantes da América Latina,
considerado um herói revolucionário em
grande parte da América Latina. Em
função de sua atuação militar e política na
emancipação de vários países latino-
americanos, ficou conhecido como "O
Libertador". Atuou também como
presidente de quase todos os países que
ajudou a libertar do domínio espanhol.
Fonte: https://www.suapesquisa.com/quemfoi/simon_bolivar.htm
A emancipação daAmérica do Sul espanhola
5/6
• Embora os processos de independência na
América tenham ocorrido de maneiras
diferentes em cada região, de modo geral eles
foram liderados pelas elites criollas.
42.
A emancipação daAmérica do Sul espanhola
6/6
• Apesar de lutar pela liberdade política e
econômica das colônias, os membros dessas
elites procuraram manter a mesma estrutura
social do período colonial, e não promoveram
melhorias importantes nas condições de vida
das populações mestiça, indígena e escrava.
43.
A fragmentação política1/3
• Após a criação da República da Grã-Colômbia,
Simón Bolívar organizou Congresso do Panamá.
Com esse Congresso, Bolívar desejava unificar
todas as regiões recém emancipadas na América
espanhola. No entanto, o antigo império
espanhol se fragmentou em vários países.
44.
A fragmentação política2/3
• O fracasso desse projeto de união ocorreu em razão
de vários fatores. Um deles é que as elites criollas das
diversas regiões do antigo império espanhol na
América acreditavam que seria mais fácil orientar a
política e a economia de sua regiões de origem sem
ter de negociar com os caudilhos de outros locais
que, possuíam interesses divergentes.
45.
A fragmentação política3/3
• Havia, também, dos pontos de vista de
geográfico e econômico, grande diferença e
isolamento entre as ex-colônias espanholas na
América, o que dificultava sua união em um
projeto comum de Estado.
A independência doHaiti (1/4)
• O Haiti, colônia francesa localizada no
Caribe, era nada mais, nada menos, do
que o maior produtor e exportador de
açúcar do mundo. A colônia, que se
baseava no sistema de plantation
escravista e era muito rica, também
exportava algodão e rum.
53.
A independência doHaiti (2/4)
• Os escravos africanos presentes na região
eram submetidos a uma exploração
acentuada, visto que o trabalho era
bastante exaustivo e os castigos eram
intensos e pesados. Todos esses fatores
foram alimentando um espírito de revolta,
que foi estimulado pela
Revolução Francesa.
54.
A independência doHaiti (3/4)
• Em 1791, um negro
chamado Toussaint
Louverture foi líder
da mais importante
revolta de escravos
da história das
Américas,
comandando um
enorme exército.
55.
A independência doHaiti (4/4)
• Já em 1794, os revolucionários franceses
jacobinos, que estavam atuando dentro da
França, resolveram abolir a escravatura nas
colônias. No entanto, oito anos depois, as tropas
de Napoleão Bonaparte desembarcaram no Haiti
e realizaram um verdadeiro banho de sangue.
Louverture, líder da revolta dos escravos, foi
preso e levado para a França, onde morreu.
56.
A independência doHaiti (2/2)
• Toda a repressão provocada por Napoleão
Bonaparte não foi o bastante para frear a
revolução. Ainda em 1804, a independência do
Haiti foi conquistada e ele conseguiu abolir de
vez a escravidão. Mas o preço pago por tantos
anos de exploração fez com que a economia
ficasse destruída e até hoje o país é
considerado um dos mais pobres do mundo.
57.
A independência doHaiti (2/2)
• Reflexos da independência do Haiti no
Brasil
• A revolução no Haiti gerou reflexos aqui no
Brasil. Anos mais tarde, em 1835, os
escravos africanos organizaram uma
rebelião na Bahia também com o intuito
de expulsar os brancos dominantes da
região e tomar o poder. Tal rebelião ficou
conhecida como Revolta do Malês
• Tupac AmaruII foi um revolucionário peruano
cuja trajetória interferiu diretamente no
processo de independência da América
espanhola.
• Foi o último rei da dinastia real Inca. Nasceu em
1738, em Cuzco, e foi assassinado em 1781,
após o fracasso na insurreição contra os
espanhóis.
• O último rei inca é descrito com um homem
elegante, carismático, e culto. Educado por
jesuítas, ainda é considerado um símbolo da
revolta indígena. No século XX, inspirou
revolucionários, como o próprio Che Guevara.
Padre mexicano nascidoem Corralejo, no estado mexicano de Guanajuato,
patrono da independência do México. Ordenou-se aos 36 anos, ensinou
teologia em Valladolid e depois foi nomeado vigário de Dolores. No início de
sua carreira eclesiástica, o interesse pelo progresso material dos
paroquianos logo despertou suspeitas nas autoridades espanholas.
Aproveitando que os franceses depuseram o rei Ferdinando VII, da Espanha
(1808), os mexicanos planejaram aproveitar a ocasião para lutar pela
independência do país. O movimento separatista foi descoberto pelos
espanhóis, mas em vez de fugir preferiu lutar abertamente pela soberania do
país e conclamou os paroquianos à luta. Era o dia 16 de setembro (1810) e o
movimento de independência acabou por se tornar uma guerra entre os mais
desfavorecidos e as classes mais ricas. Liderando milhares de índios e
mestiços, conquistou importantes cidades e estavam próximos da capital,
quando foram derrotados na batalha de Calderón, em 17 de janeiro (1811).
Ele fugiu para o norte, numa tentativa de obter asilo nos Estados Unidos,
mas foi capturado antes de chegar à fronteira. Condenado por rebeldia, foi
fuzilado em Chihuahua, em 31 de julho daquele ano. Embora pouco tenha
conseguido com sua rebelião contra os espanhóis, o dia 16 de setembro é
comemorado como a data mais importante da história do país.
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