PERCURSO HISTÓRICO DO GÊNERO PROPAGANDAS DE AUTOMÓVEIS DE 1950 A 2010: UMA ABORDAGEM DIALÓGICA SAMARINA SOARES DE SÁ
REFERENCIAL TEÓRICO BAKHTIN (2003) BAZERMAN (2008) MARCUSCHI (2008)
ANÁLISE
SERÁ MANTIDA A ESCRITA ORIGINAL DA ÉPOCA
TEXTO IMAGEM
DÉCADA DE 1950 JORNAL DO PIAUÍ: 17 de Fevereiro de 1951 – ANO LXI / N° 676
 
 
Motor de 4 cilindros, válvulas na cabeça, 40 H.P. Suspensão dianteira  independente. Molas trazeiras semi-elíticas. Suavidade de marcha.
DÉCADA DE 1950 JORNAL O DIA: 29 de Agosto de 1957 – ANO VII / N° 489
 
 
DÉCADA DE 1960 JORNAL DO PIAUÍ: 3 de Setembro de 1961 –  ANO X / N° 952
...é o Aero – Willys O grande carro brasileiro AERO-WILLYS  é o carro que nos faltava: foi construído especialmente para as condições brasileiras. Estrutura monobloco, que o faz muito resistente. Grande altura, livre do solo. Motor de 6 cilindros e 90 H.P. – o famoso motor Willys. Possante. Confortável. Quatro portas, amplo espaço interno para acomodar folgadamente seis pessoas. Porta-malas espaçoso. Cores modernas. Luxuoso acabamento interno. AERO-WILLYS – o carro que acompanha o seu bom gôsto.
DÉCADA DE 1970 JORNAL DO PIAUÍ:  30 de Agosto de 1970 – ANO XX / N° 3131
Isto é um convite: Venha dirigir o Opala e ver o que êle faz por você Comece comparando a Beleza dêle com a beleza dos outros. Pegue o volante e rode. Compare o Desempenho dêle com o desempenho dos outros. No arranque, você deixa todo o bando pra trás. Ao freiar, você fica um bocado antes. Ao mostrá-lo aos amigos, um ano à frente. Ao contemplá-lo em casa, um ano mais môço. É para tudo isso que o Opala serve. Para você economizar, esnobar, remoçar. Ou seja, o Opala é o carro mais vantajoso dêste mercado. Venha. Nós vamos colocá-lo no carro certo.
DÉCADA DE 80
 
 
 
DÉCADA DE 90
FORD KA: O PRAZER EM DIRIGIR Entre tantos conceitos inovadores que o nascimento do Ford Ka impõe, nenhum tem a força deste: o fim do compromisso. De agora em diante, a distância entre um carro compacto e um carro de luxo não se mede mais pelo tamanho, mas pela personalidade.  Tudo o que a tecnologia conquistou até o momento está concentrado em apenas duas letras: Ka.
ANOS 2000 REVISTA VEJA, 4 DE JUNHO DE 2003 – ANO 36 / NUM 22
Felicidade é equilíbrio entre beleza exterior e interior
DÉCADA DE 2010 REVISTA VEJA, 19 de Maio de 2010 -  Edição 2165 / ANO 43 / n° 20
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base na análise, conclui-se que as propagandas, antigamente, prezavam pela qualidade técnica aliada à satisfação do consumidor, já que era necessário provar que os produtos fabricados no Brasil também possuíam qualidade e eram merecedores de confiança.
Porém, com o passar das décadas, as propagandas passaram a apelar muito mais para a qualidade de vida do que para os aspectos mecânicos, atribuindo a aquisição do automóvel  status  de poder, confiança, personalidade e satisfação.
Quando encontramos propagandas destacando o aspecto mecânico dos carros, percebemos que o objetivo é diferente: antes pretendia-se convencer o consumidor de que os produtos fabricados no Brasil também eram competitivos.
Hoje, o objetivo é outro: não se tem mais dúvidas de que o Brasil é capaz de produzir automóveis de qualidade. Sendo assim, os aspectos mecânicos (como tração nas 4 rodas, travas elétricas...) servem muito mais para vender a qualidade de vida e conforto do que de afirmar a capacidade produtiva das montadoras brasileiras.
Essa mudança de perspectiva, ocorre de forma bastante gradual, pois se trata de um processo e não de uma ruptura.

PROPAGANDAS DE CARROS EM JORNAIS IMPRESSOS DE 1950 A 2010: UMA PERSPECTIVA DIALÓGICA

  • 1.
    PERCURSO HISTÓRICO DOGÊNERO PROPAGANDAS DE AUTOMÓVEIS DE 1950 A 2010: UMA ABORDAGEM DIALÓGICA SAMARINA SOARES DE SÁ
  • 2.
    REFERENCIAL TEÓRICO BAKHTIN(2003) BAZERMAN (2008) MARCUSCHI (2008)
  • 3.
  • 4.
    SERÁ MANTIDA AESCRITA ORIGINAL DA ÉPOCA
  • 5.
  • 6.
    DÉCADA DE 1950JORNAL DO PIAUÍ: 17 de Fevereiro de 1951 – ANO LXI / N° 676
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    Motor de 4cilindros, válvulas na cabeça, 40 H.P. Suspensão dianteira independente. Molas trazeiras semi-elíticas. Suavidade de marcha.
  • 10.
    DÉCADA DE 1950JORNAL O DIA: 29 de Agosto de 1957 – ANO VII / N° 489
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    DÉCADA DE 1960JORNAL DO PIAUÍ: 3 de Setembro de 1961 – ANO X / N° 952
  • 14.
    ...é o Aero– Willys O grande carro brasileiro AERO-WILLYS é o carro que nos faltava: foi construído especialmente para as condições brasileiras. Estrutura monobloco, que o faz muito resistente. Grande altura, livre do solo. Motor de 6 cilindros e 90 H.P. – o famoso motor Willys. Possante. Confortável. Quatro portas, amplo espaço interno para acomodar folgadamente seis pessoas. Porta-malas espaçoso. Cores modernas. Luxuoso acabamento interno. AERO-WILLYS – o carro que acompanha o seu bom gôsto.
  • 15.
    DÉCADA DE 1970JORNAL DO PIAUÍ: 30 de Agosto de 1970 – ANO XX / N° 3131
  • 16.
    Isto é umconvite: Venha dirigir o Opala e ver o que êle faz por você Comece comparando a Beleza dêle com a beleza dos outros. Pegue o volante e rode. Compare o Desempenho dêle com o desempenho dos outros. No arranque, você deixa todo o bando pra trás. Ao freiar, você fica um bocado antes. Ao mostrá-lo aos amigos, um ano à frente. Ao contemplá-lo em casa, um ano mais môço. É para tudo isso que o Opala serve. Para você economizar, esnobar, remoçar. Ou seja, o Opala é o carro mais vantajoso dêste mercado. Venha. Nós vamos colocá-lo no carro certo.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
    FORD KA: OPRAZER EM DIRIGIR Entre tantos conceitos inovadores que o nascimento do Ford Ka impõe, nenhum tem a força deste: o fim do compromisso. De agora em diante, a distância entre um carro compacto e um carro de luxo não se mede mais pelo tamanho, mas pela personalidade. Tudo o que a tecnologia conquistou até o momento está concentrado em apenas duas letras: Ka.
  • 23.
    ANOS 2000 REVISTAVEJA, 4 DE JUNHO DE 2003 – ANO 36 / NUM 22
  • 24.
    Felicidade é equilíbrioentre beleza exterior e interior
  • 25.
    DÉCADA DE 2010REVISTA VEJA, 19 de Maio de 2010 - Edição 2165 / ANO 43 / n° 20
  • 26.
  • 27.
  • 28.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS Combase na análise, conclui-se que as propagandas, antigamente, prezavam pela qualidade técnica aliada à satisfação do consumidor, já que era necessário provar que os produtos fabricados no Brasil também possuíam qualidade e eram merecedores de confiança.
  • 29.
    Porém, com opassar das décadas, as propagandas passaram a apelar muito mais para a qualidade de vida do que para os aspectos mecânicos, atribuindo a aquisição do automóvel status de poder, confiança, personalidade e satisfação.
  • 30.
    Quando encontramos propagandasdestacando o aspecto mecânico dos carros, percebemos que o objetivo é diferente: antes pretendia-se convencer o consumidor de que os produtos fabricados no Brasil também eram competitivos.
  • 31.
    Hoje, o objetivoé outro: não se tem mais dúvidas de que o Brasil é capaz de produzir automóveis de qualidade. Sendo assim, os aspectos mecânicos (como tração nas 4 rodas, travas elétricas...) servem muito mais para vender a qualidade de vida e conforto do que de afirmar a capacidade produtiva das montadoras brasileiras.
  • 32.
    Essa mudança deperspectiva, ocorre de forma bastante gradual, pois se trata de um processo e não de uma ruptura.