1
IAE - Açores
Isabel Cristina Monjardino
isabel.cristina @ine.pt
Lisboa, 17 de Junho de 2015
2
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
Lisboa, 17 de Junho de 2015
3
1.Enquadramento
Como surge o IAE- Açores?
Iniciativa do SREA
Contactos com o BdP e o INE
Porquê?
Inexistência de um indicador de síntese de acompanhamento da
economia regional no curto-prazo.
Para quê?
Dotar os potenciais utilizadores regionais de uma nova ferramenta
de análise e planeamento económico.
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
4
Questão de base: acompanhamento da evolução da economia no curto
prazo e identificação dos ciclos económicos e dos pontos de viragem
da economia.
Conceito de ciclo económico – flutuações recorrentes da actividade
económica agregada, que se traduzem em movimentos generalizados
de: recessão, contração, recuperação, expansão e, novamente
recessão. A sua duração varia entre 1 a 12 anos.
Métodos de medição e acompanhamento dos ciclos:
● de tipo estatístico (metodologias de decomposição ciclo-tendência,
modelização ex: ARIMA, etc.)
● de tipo estatístico-económico (nos quais se inclui a abordagem dos
indicadores)
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
5
Breve historial da abordagem dos indicadores
Arthur Burns e Wesley Mitchel (1938) – primeiro estudo sobre a
utilização de indicadores no seguimento da conjuntura
económica
Geoffrey Moore (1950) e Julius Shiskin (1961)– desenvolvimento
dos primeiros indicadores compósitos
1968 – os EUA publicam, pela 1ª vez, índices compostos de
indicadores cíclicos
1987 – OCDE - Composite Leading Indicator (CLI)
1997 - Comissão Europeia - Economic Sentiment Indicator (ESIN)
2000- Comissão Europeia – Business Climate Indicator (BCI)
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
6
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
Em Portugal:
BdP
Indicador Coincidente de Actividade Económica (Dias,1993)
Novo Indicador Coincidente de Actividade Económica (Azevedo,
Koopman e Rua, 2003)
INE
Indicador de Actividade Económica
Indicador de Clima Económico
7
2. Aspectos Metodológicos
 Diferentes tipos de indicadores cíclicos: simples e compósitos
 Diferentes tipos de indicadores compósitos: avançados,
coincidentes e atrasados.
 Principais objectivos da sua utilização:
● Como indicadores sintéticos da evolução geral da actividade económica, no
curto prazo;
● Como ferramenta para identificar pontos de viragem do ciclo económico;
● Como mecanismo de previsão a curto prazo do crescimento económico.
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
8
 Metodologias de construção dos indicadores compósitos:
● Stock-Watson (BdP)
● Componentes Principais e Análise Factorial Clássica (INE)
● Metodologia Derivada
● Análise Factorial Dinâmica
● Metodologia tradicional – abordagem pelo VAB (SREA)
O IAE– Açores é um indicador compósito, coincidente, construído a partir da
metodologia tradicional, que pretende acompanhar, mensalmente, a
evolução do “estado geral” da economia da RAA.
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
9
Principais etapas:
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
Selecção das variáveis/componentes
Recolha e Tratamento das séries
Esquema de ponderação
Cálculo (agregação, alisamento e calibração)
Validação
Divulgação
10
Estrutura actual de indicadores e ponderadores
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
Ponderadores actuais -
a partir de Jan2015
(Base 2011)
Ponderadores
anteriores (Base 2006)
Agricultura, Prod. animal e Pesca 0,119 0,155
Leite entregue nas fábricas 0,052 0,067
Gado abatido - bovinos 0,052 0.067
Pesca descarregada - total s/ tunídeos 0,015 0,022
Indústria e Energia 0,118 0,158
Produção de energia - total 0,048 0,066
Produtos Lácteos 0,039 0,052
Consumo de energia - Industria 0,031 0,041
Construção 0,082 0,095
Vendas de cimento 0,041 0,048
Nº de Empregados na Construção Civil 0,041 0,048
Serviços 0,682 0,591
Transp. Aéreos -Passageiros desemb. 0,075 0,109
Dormidas - Hot. Trad. 0,271 0,293
Empréstimos bancários concedidos 0,051 0,063
Nº de prédios transacionados 0,161 0,063
Levantamentos MB 0,125 0,063
11
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
0.920
0.940
0.960
0.980
1.000
1.020
1.040
1.060
1.080
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
Evolução anual do PIB e do IAE - Açores
1996-2013
Evolução real do PIB IAE - média anual
Corr(PIB, IAE)=88%
12
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
1,077
1.046
1,022
0.957
1,043
0.88
0.90
0.92
0.94
0.96
0.98
1.00
1.02
1.04
1.06
1.08
1.10
mar/96
set/96
mar/97
set/97
mar/98
set/98
mar/99
set/99
mar/00
set/00
mar/01
set/01
mar/02
set/02
mar/03
set/03
mar/04
set/04
mar/05
set/05
mar/06
set/06
mar/07
set/07
mar/08
set/08
mar/09
set/09
mar/10
set/10
mar/11
set/11
mar/12
set/12
mar/13
set/13
mar/14
set/14
mar/15
Evolução do IAE-Açores
Março1996 - Março2015
3. Resultados
13
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
0.92
0.94
0.96
0.98
1.00
1.02
1.04
1.06
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2013 2014 2015
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2013 0,971 0,968 0,966 0,976 0,995 1,008 1,012 1,007 1,008 1,015 1,021 1,015
2014 1,011 1,010 1,018 1,023 1,023 1,021 1,012 1,011 1,008 1,011 1,017 1,028
2015 1,038 1,043 1,042
14
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
-6.00
-4.00
-2.00
0.00
2.00
4.00
6.00
8.00
10.00
IAE -Açores vs IAE nacionais
Março 2009 - Março 2015
IAE - INE IAE - Açores IC - BdP
15
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
-6.00
-4.00
-2.00
0.00
2.00
4.00
6.00
8.00
10.00
IAE -Açores vs IAE nacionais (incluindo o CLI – PT)
Março 2009 - Março 2015
IAE - INE IAE - Açores IC - BdP CLI- OCDE - PT
16
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
-6.00
-4.00
-2.00
0.00
2.00
4.00
6.00
8.00
10.00
mar/09 set/09 mar/10 set/10 mar/11 set/11 mar/12 set/12 mar/13 set/13 mar/14 set/14 mar/15
IAE -Açores vs IAE nacionais e internacionais
Março 2009 - Março 2015
IAE - INE IAE - Açores IC - BdP CLI- OCDE - PT CLI- OCDE - Euro area CLI- OCDE - Total OCDE
17
Aspectos positivos
 Os indicadores compósitos sintetizam realidades complexas, pelo seu
carácter multidimensional, neste caso, o “estado geral da economia”;
 São mais fáceis de interpretar, facilitando a análise dos decisores;
 Facilitam o benchmarking ;
 São uma forma de obter informação sobre o sentido da evolução cíclica da
economia, enquanto o PIB não está disponível;
 O IAE – Açores, em particular, sendo um projecto pioneiro na RAA, é uma
mais-valia :
para a informação estatística económica infra-anual produzida pelo
SREA
para a actividade deste Serviço, enquanto autoridade estatística
regional.
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
4. Considerações finais
18
Fragilidades e limitações
 Os indicadores compósitos podem dar lugar a conclusões simplistas;
 Podem produzir sinais confusos se forem deficientemente construídos
ou mal interpretados;
 A selecção das variáveis e a atribuição dos ponderadores podem ser
alvo de questionamento;
 Um IAE isolado não é suficiente para avaliar devidamente a evolução
da conjuntura económica;
 A metodologia tradicional, utilizada pelo IAE – Açores, dada a sua
simplicidade, pode tornar este indicador demasiado volátil e
dependente das flutuações das variáveis que o compõem.
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
19
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
Desafios
Trabalhar ao nível da cobertura, qualidade e disponibilidade das variáveis de
base, componentes do IAE;
Acompanhar os desenvolvimentos metodológicos e as boas práticas levadas a
cabo nesta matéria, ao nível nacional e internacional;
Complementar o IAE-Açores com um conjunto sistematizado de indicadores
simples e de síntese que, à semelhança do que acontece ao nível nacional,
torne possível uma verdadeira análise do comportamento conjuntural da
economia da Região Autónoma dos Açores;
Exercer uma acção pedagógica e de sensibilização, junto dos potenciais
utilizadores desta ferramenta, no sentido da sua correcta e adequada
interpretação e utilização.
20
1.Enquadramento
2.Aspectos Metodológicos
3.Resultados
4.Considerações Finais
Nota Final
Ao dotar as entidades governamentais regionais com mais esta ferramenta de
análise macroeconómica, o SREA cumpre um dos desígnios para que foi criado
como Serviço Regional de Estatística, fez, precisamente, no passado dia 17 de
Maio, 35 anos: estar atento às necessidades de informação estatistica dos
utilizadores regionais.
Agradecemos aos colegas do INE a preciosa colaboração prestada no início
deste projecto, que tornou possível a sua realização.
21
Referências
BCE (2001), “ O conteúdo informativo dos indicadores compósitos do ciclo económico da área do euro”,
BCE, Boletim Mensal, Novembro de 2001.
RUA, António (2002), “Indicadores compósitos para a actividade económica na área do euro”, Banco de
Portugal, Boletim económico, Setembro de 2002
Oliveira, Pedro Miguel (2002), “Indicadores de actividade e ciclos económicos: teoria e evidência para
Portugal”, tese de Mestrado em Economia, UTL - ISEG
DIAS, Francisco C. (2003), “ O indicador coincidente para a economia portuguesa: uma avaliação
histórica dos seus 10 anos de existência”, Banco de Portugal, Boletim Económico, Setembro de 2003.
RUA, António (2004), “Um novo indicador coincidente para a economia portuguesa”, Banco de
Portugal, Boletim Económico, Junho de 2004.
MELRO, Francisco (2005), “Um indicador avançado trimestral para o indicador coincidente do PIB”, INE,
Gabinete de Estudos
OCDE (2008), “OECD system of composite leading indicators”.
De la TIGERA, Victor Alfredo Bustos (2009), “Indicadores Sintéticos para seguir la evolucion en el
tiempo de fenómenos multidimensionales: una proposta metodológica”, INEGI, Boletin de los Sistemas
Nacionales Estadistico y de Informacion Geográfica, Vol.2, Núm3, Septiembre-Deciembre 2009
22
Referências (cont.)
CARDOSO, Fátima e RUA, António (2011), “As contas nacionais trimestrais em tempo real: uma análise
das revisões da última década”, Banco de Portugal, Boletim económico, Outono de 2011
ESTEVES, P.S. e RUA, António (2012), “Previsões económicas de curto prazo para Portugal: uma síntese
metodológica”, Banco de Portugal, Boletim económico, Outono de 2012
HEATH, Jonathan(2012), “Lo que indican los indicadores: como utilizar la informacion estadística para
entender la realidad económica de México”, INEGI
RUA, António (2015), “Indicadores coincidentes mensais do Banco de Portugal revisitados”, Banco de
Portugal, Revista de Estudos Económicos, vol I, nº1

IAE Açores

  • 1.
    1 IAE - Açores IsabelCristina Monjardino isabel.cristina @ine.pt Lisboa, 17 de Junho de 2015
  • 2.
  • 3.
    3 1.Enquadramento Como surge oIAE- Açores? Iniciativa do SREA Contactos com o BdP e o INE Porquê? Inexistência de um indicador de síntese de acompanhamento da economia regional no curto-prazo. Para quê? Dotar os potenciais utilizadores regionais de uma nova ferramenta de análise e planeamento económico. 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais
  • 4.
    4 Questão de base:acompanhamento da evolução da economia no curto prazo e identificação dos ciclos económicos e dos pontos de viragem da economia. Conceito de ciclo económico – flutuações recorrentes da actividade económica agregada, que se traduzem em movimentos generalizados de: recessão, contração, recuperação, expansão e, novamente recessão. A sua duração varia entre 1 a 12 anos. Métodos de medição e acompanhamento dos ciclos: ● de tipo estatístico (metodologias de decomposição ciclo-tendência, modelização ex: ARIMA, etc.) ● de tipo estatístico-económico (nos quais se inclui a abordagem dos indicadores) 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais
  • 5.
    5 Breve historial daabordagem dos indicadores Arthur Burns e Wesley Mitchel (1938) – primeiro estudo sobre a utilização de indicadores no seguimento da conjuntura económica Geoffrey Moore (1950) e Julius Shiskin (1961)– desenvolvimento dos primeiros indicadores compósitos 1968 – os EUA publicam, pela 1ª vez, índices compostos de indicadores cíclicos 1987 – OCDE - Composite Leading Indicator (CLI) 1997 - Comissão Europeia - Economic Sentiment Indicator (ESIN) 2000- Comissão Europeia – Business Climate Indicator (BCI) 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais
  • 6.
    6 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais EmPortugal: BdP Indicador Coincidente de Actividade Económica (Dias,1993) Novo Indicador Coincidente de Actividade Económica (Azevedo, Koopman e Rua, 2003) INE Indicador de Actividade Económica Indicador de Clima Económico
  • 7.
    7 2. Aspectos Metodológicos Diferentes tipos de indicadores cíclicos: simples e compósitos  Diferentes tipos de indicadores compósitos: avançados, coincidentes e atrasados.  Principais objectivos da sua utilização: ● Como indicadores sintéticos da evolução geral da actividade económica, no curto prazo; ● Como ferramenta para identificar pontos de viragem do ciclo económico; ● Como mecanismo de previsão a curto prazo do crescimento económico. 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais
  • 8.
    8  Metodologias deconstrução dos indicadores compósitos: ● Stock-Watson (BdP) ● Componentes Principais e Análise Factorial Clássica (INE) ● Metodologia Derivada ● Análise Factorial Dinâmica ● Metodologia tradicional – abordagem pelo VAB (SREA) O IAE– Açores é um indicador compósito, coincidente, construído a partir da metodologia tradicional, que pretende acompanhar, mensalmente, a evolução do “estado geral” da economia da RAA. 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais
  • 9.
    9 Principais etapas: 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.ConsideraçõesFinais Selecção das variáveis/componentes Recolha e Tratamento das séries Esquema de ponderação Cálculo (agregação, alisamento e calibração) Validação Divulgação
  • 10.
    10 Estrutura actual deindicadores e ponderadores 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais Ponderadores actuais - a partir de Jan2015 (Base 2011) Ponderadores anteriores (Base 2006) Agricultura, Prod. animal e Pesca 0,119 0,155 Leite entregue nas fábricas 0,052 0,067 Gado abatido - bovinos 0,052 0.067 Pesca descarregada - total s/ tunídeos 0,015 0,022 Indústria e Energia 0,118 0,158 Produção de energia - total 0,048 0,066 Produtos Lácteos 0,039 0,052 Consumo de energia - Industria 0,031 0,041 Construção 0,082 0,095 Vendas de cimento 0,041 0,048 Nº de Empregados na Construção Civil 0,041 0,048 Serviços 0,682 0,591 Transp. Aéreos -Passageiros desemb. 0,075 0,109 Dormidas - Hot. Trad. 0,271 0,293 Empréstimos bancários concedidos 0,051 0,063 Nº de prédios transacionados 0,161 0,063 Levantamentos MB 0,125 0,063
  • 11.
    11 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais 0.920 0.940 0.960 0.980 1.000 1.020 1.040 1.060 1.080 19961997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Evolução anual do PIB e do IAE - Açores 1996-2013 Evolução real do PIB IAE - média anual Corr(PIB, IAE)=88%
  • 12.
  • 13.
    13 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais 0.92 0.94 0.96 0.98 1.00 1.02 1.04 1.06 JanFev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 2013 2014 2015 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 2013 0,971 0,968 0,966 0,976 0,995 1,008 1,012 1,007 1,008 1,015 1,021 1,015 2014 1,011 1,010 1,018 1,023 1,023 1,021 1,012 1,011 1,008 1,011 1,017 1,028 2015 1,038 1,043 1,042
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    15 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais -6.00 -4.00 -2.00 0.00 2.00 4.00 6.00 8.00 10.00 IAE-Açores vs IAE nacionais (incluindo o CLI – PT) Março 2009 - Março 2015 IAE - INE IAE - Açores IC - BdP CLI- OCDE - PT
  • 16.
    16 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais -6.00 -4.00 -2.00 0.00 2.00 4.00 6.00 8.00 10.00 mar/09set/09 mar/10 set/10 mar/11 set/11 mar/12 set/12 mar/13 set/13 mar/14 set/14 mar/15 IAE -Açores vs IAE nacionais e internacionais Março 2009 - Março 2015 IAE - INE IAE - Açores IC - BdP CLI- OCDE - PT CLI- OCDE - Euro area CLI- OCDE - Total OCDE
  • 17.
    17 Aspectos positivos  Osindicadores compósitos sintetizam realidades complexas, pelo seu carácter multidimensional, neste caso, o “estado geral da economia”;  São mais fáceis de interpretar, facilitando a análise dos decisores;  Facilitam o benchmarking ;  São uma forma de obter informação sobre o sentido da evolução cíclica da economia, enquanto o PIB não está disponível;  O IAE – Açores, em particular, sendo um projecto pioneiro na RAA, é uma mais-valia : para a informação estatística económica infra-anual produzida pelo SREA para a actividade deste Serviço, enquanto autoridade estatística regional. 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais 4. Considerações finais
  • 18.
    18 Fragilidades e limitações Os indicadores compósitos podem dar lugar a conclusões simplistas;  Podem produzir sinais confusos se forem deficientemente construídos ou mal interpretados;  A selecção das variáveis e a atribuição dos ponderadores podem ser alvo de questionamento;  Um IAE isolado não é suficiente para avaliar devidamente a evolução da conjuntura económica;  A metodologia tradicional, utilizada pelo IAE – Açores, dada a sua simplicidade, pode tornar este indicador demasiado volátil e dependente das flutuações das variáveis que o compõem. 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais
  • 19.
    19 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais Desafios Trabalharao nível da cobertura, qualidade e disponibilidade das variáveis de base, componentes do IAE; Acompanhar os desenvolvimentos metodológicos e as boas práticas levadas a cabo nesta matéria, ao nível nacional e internacional; Complementar o IAE-Açores com um conjunto sistematizado de indicadores simples e de síntese que, à semelhança do que acontece ao nível nacional, torne possível uma verdadeira análise do comportamento conjuntural da economia da Região Autónoma dos Açores; Exercer uma acção pedagógica e de sensibilização, junto dos potenciais utilizadores desta ferramenta, no sentido da sua correcta e adequada interpretação e utilização.
  • 20.
    20 1.Enquadramento 2.Aspectos Metodológicos 3.Resultados 4.Considerações Finais NotaFinal Ao dotar as entidades governamentais regionais com mais esta ferramenta de análise macroeconómica, o SREA cumpre um dos desígnios para que foi criado como Serviço Regional de Estatística, fez, precisamente, no passado dia 17 de Maio, 35 anos: estar atento às necessidades de informação estatistica dos utilizadores regionais. Agradecemos aos colegas do INE a preciosa colaboração prestada no início deste projecto, que tornou possível a sua realização.
  • 21.
    21 Referências BCE (2001), “O conteúdo informativo dos indicadores compósitos do ciclo económico da área do euro”, BCE, Boletim Mensal, Novembro de 2001. RUA, António (2002), “Indicadores compósitos para a actividade económica na área do euro”, Banco de Portugal, Boletim económico, Setembro de 2002 Oliveira, Pedro Miguel (2002), “Indicadores de actividade e ciclos económicos: teoria e evidência para Portugal”, tese de Mestrado em Economia, UTL - ISEG DIAS, Francisco C. (2003), “ O indicador coincidente para a economia portuguesa: uma avaliação histórica dos seus 10 anos de existência”, Banco de Portugal, Boletim Económico, Setembro de 2003. RUA, António (2004), “Um novo indicador coincidente para a economia portuguesa”, Banco de Portugal, Boletim Económico, Junho de 2004. MELRO, Francisco (2005), “Um indicador avançado trimestral para o indicador coincidente do PIB”, INE, Gabinete de Estudos OCDE (2008), “OECD system of composite leading indicators”. De la TIGERA, Victor Alfredo Bustos (2009), “Indicadores Sintéticos para seguir la evolucion en el tiempo de fenómenos multidimensionales: una proposta metodológica”, INEGI, Boletin de los Sistemas Nacionales Estadistico y de Informacion Geográfica, Vol.2, Núm3, Septiembre-Deciembre 2009
  • 22.
    22 Referências (cont.) CARDOSO, Fátimae RUA, António (2011), “As contas nacionais trimestrais em tempo real: uma análise das revisões da última década”, Banco de Portugal, Boletim económico, Outono de 2011 ESTEVES, P.S. e RUA, António (2012), “Previsões económicas de curto prazo para Portugal: uma síntese metodológica”, Banco de Portugal, Boletim económico, Outono de 2012 HEATH, Jonathan(2012), “Lo que indican los indicadores: como utilizar la informacion estadística para entender la realidad económica de México”, INEGI RUA, António (2015), “Indicadores coincidentes mensais do Banco de Portugal revisitados”, Banco de Portugal, Revista de Estudos Económicos, vol I, nº1