PR O F . K A T I Ú C I A S A N T OS
Giardíase
Giardia
 Protozoários flagelados parasitos do intestino
delgado de mamíferos, aves, répteis e anfíbios;
 Principal parasito associado a surtos de diarreia
associados a água para consumo;
 2004, foi incluída no grupo WHO Neglected
Diseases Initiative;
Giardia - Histórico
 Primeiro protozoário humano a ser descrito.
Anton Van Leeuwenhoek
1681
Vilem Lambl
Cercomonas intestinalis
1859
Davaine
Hexamintus duodenalis
1875
1882
Kunstler
criou o
gênero
Giardia
1888
Blanchard
1915
Stiles
Denominou de
Giardia lamblia
os flagelados
encontrados
Giardia - Morfologia
 Organelas ausentes: mitocôndrias, peroxissomos e
complexo de Golgi característico;
 Formas evolutivas: trofozóito e o cisto;
 Trofozoíto: piriforme, 20 µm de comprimento por
10 µm de largura;
 Cisto: forma responsável pela
transmissão do parasito, mede
aprox. 12 µm de comprimento por
8 µm de largura, apresenta parede
externa de glicoproteína.
Corpos medianos
Corpos escuros
Axonemas de flagelos
Formas evolutivas – trofozoíto e cisto
Ciclo biológico
Transmissão
 Transmissão ocorre por via oral-fecal;
 Transmissão direta de pessoa a pessoa é comum em
locais de aglomeração humana;
 Transmissão direta tem importância entre
homossexuais, pelo contato oral-anal;
Giardia - Sintomatologia
 Espectro clínico diverso: assintomático até diarreia
persistente;
 Apresentação aguda: diarreia do tipo aquosa,
explosiva, de odor fétido, acompanhada de gases com
distensão e dores abdominais;
 Apresentação crônica: episódios de diarreia contínua,
intermitentes ou esporádicos. Crianças podem
apresentar diarreia acompanhada de esteatorreia;
 Má absorção de gorduras e de nutrientes, como
vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), vitamina B12,
ferro e lactose;
Giardia - Patogenia
 Giardia pode alterar morfologicamente e
fisiologicamente o epitélio intestinal sem que haja
invasão tissular e celular;
 Processo inflamatório;
 Hipótese da liberação de toxinas pelos trofozoítos;
Giardia – Diagnóstico Clínico
 Ainda hoje, por inexperiência técnica, muitas
infecções deixam de ser diagnosticadas e, com isso a
prevalência pode ser subestimada;
 Cerca de 90% das infecções são assintomáticas,
incluindo os indivíduos excretores de cistos, que
constituem importantes fontes de infecções;
 Diagnóstico clínico em crianças de 8 meses até 10-12
anos: diarréia com esteatorreia, irritabilidade,
insônia, náuseas e vômitos, perda de apetite
(acompanhada ou não de emagrecimento) e dor
abdominal.
Giardia – Diagnóstico Laboratorial
 Exame microscópico das fezes;
 Fezes formadas: cistos;
 Fezes diarreicas: trofozoítos;
 Em pacientes com diarreia crônica, o exame de
várias amostras pode manter-se negativo, nesses
casos pode ser necessária a pesquisa do parasito em
amostras de fluido duodenal;
 Entero-Test®
;
Giardia - Epidemiologia
 OMS: 200 milhões de pessoas com giardíase
sintomática, 500 mil novos casos registrados
anualmente na Ásia, África e América Latina;
 Giardia é o parasito entérico mais frequente nos
inquéritos coproparasitológicos;
 Forma infectante: o cisto é capaz de permanecer
viável por vários meses em condições favoráveis de
temperatura e umidade; o cisto também é resistente
a ação de desinfetantes.
Giardia - Profilaxia
 Recomenda-se:
 medidas de higiene pessoal: Lavar as mãos;
 Destino correto das fezes: fossas, rede de esgoto;
 Proteção dos alimentos;
 Tratamento da água
Giardia - Tratamento
 Atualmente as principais drogas empregadas no
tratamento da giradíase incluem compostos derivados
dos:
 5-nitroimidazóis: metronidazol, tinidazol, ornidazol,
secnidazol;
 nitrofuranos: furazolidona;
 benzimidazóis: albendazol.
 O metronidazol é o medicamento de escolha, seu efeito
está associado a alteração no DNA do parasito; seus
efeitos colaterais são: náuseas, vômitos, vertigens, gosto
metálico desagradável ao paladar, dores de cabeça
dentre outros.

Giardíaseeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.pptx

  • 1.
    PR O F. K A T I Ú C I A S A N T OS Giardíase
  • 2.
    Giardia  Protozoários flageladosparasitos do intestino delgado de mamíferos, aves, répteis e anfíbios;  Principal parasito associado a surtos de diarreia associados a água para consumo;  2004, foi incluída no grupo WHO Neglected Diseases Initiative;
  • 3.
    Giardia - Histórico Primeiro protozoário humano a ser descrito. Anton Van Leeuwenhoek 1681 Vilem Lambl Cercomonas intestinalis 1859 Davaine Hexamintus duodenalis 1875 1882 Kunstler criou o gênero Giardia 1888 Blanchard 1915 Stiles Denominou de Giardia lamblia os flagelados encontrados
  • 4.
    Giardia - Morfologia Organelas ausentes: mitocôndrias, peroxissomos e complexo de Golgi característico;  Formas evolutivas: trofozóito e o cisto;  Trofozoíto: piriforme, 20 µm de comprimento por 10 µm de largura;  Cisto: forma responsável pela transmissão do parasito, mede aprox. 12 µm de comprimento por 8 µm de largura, apresenta parede externa de glicoproteína. Corpos medianos Corpos escuros Axonemas de flagelos
  • 5.
    Formas evolutivas –trofozoíto e cisto
  • 6.
  • 7.
    Transmissão  Transmissão ocorrepor via oral-fecal;  Transmissão direta de pessoa a pessoa é comum em locais de aglomeração humana;  Transmissão direta tem importância entre homossexuais, pelo contato oral-anal;
  • 8.
    Giardia - Sintomatologia Espectro clínico diverso: assintomático até diarreia persistente;  Apresentação aguda: diarreia do tipo aquosa, explosiva, de odor fétido, acompanhada de gases com distensão e dores abdominais;  Apresentação crônica: episódios de diarreia contínua, intermitentes ou esporádicos. Crianças podem apresentar diarreia acompanhada de esteatorreia;  Má absorção de gorduras e de nutrientes, como vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), vitamina B12, ferro e lactose;
  • 9.
    Giardia - Patogenia Giardia pode alterar morfologicamente e fisiologicamente o epitélio intestinal sem que haja invasão tissular e celular;  Processo inflamatório;  Hipótese da liberação de toxinas pelos trofozoítos;
  • 10.
    Giardia – DiagnósticoClínico  Ainda hoje, por inexperiência técnica, muitas infecções deixam de ser diagnosticadas e, com isso a prevalência pode ser subestimada;  Cerca de 90% das infecções são assintomáticas, incluindo os indivíduos excretores de cistos, que constituem importantes fontes de infecções;  Diagnóstico clínico em crianças de 8 meses até 10-12 anos: diarréia com esteatorreia, irritabilidade, insônia, náuseas e vômitos, perda de apetite (acompanhada ou não de emagrecimento) e dor abdominal.
  • 11.
    Giardia – DiagnósticoLaboratorial  Exame microscópico das fezes;  Fezes formadas: cistos;  Fezes diarreicas: trofozoítos;  Em pacientes com diarreia crônica, o exame de várias amostras pode manter-se negativo, nesses casos pode ser necessária a pesquisa do parasito em amostras de fluido duodenal;  Entero-Test® ;
  • 12.
    Giardia - Epidemiologia OMS: 200 milhões de pessoas com giardíase sintomática, 500 mil novos casos registrados anualmente na Ásia, África e América Latina;  Giardia é o parasito entérico mais frequente nos inquéritos coproparasitológicos;  Forma infectante: o cisto é capaz de permanecer viável por vários meses em condições favoráveis de temperatura e umidade; o cisto também é resistente a ação de desinfetantes.
  • 13.
    Giardia - Profilaxia Recomenda-se:  medidas de higiene pessoal: Lavar as mãos;  Destino correto das fezes: fossas, rede de esgoto;  Proteção dos alimentos;  Tratamento da água
  • 14.
    Giardia - Tratamento Atualmente as principais drogas empregadas no tratamento da giradíase incluem compostos derivados dos:  5-nitroimidazóis: metronidazol, tinidazol, ornidazol, secnidazol;  nitrofuranos: furazolidona;  benzimidazóis: albendazol.  O metronidazol é o medicamento de escolha, seu efeito está associado a alteração no DNA do parasito; seus efeitos colaterais são: náuseas, vômitos, vertigens, gosto metálico desagradável ao paladar, dores de cabeça dentre outros.