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FORMAÇÃO 
PARA CORAIS, EQUIPES, 
GRUPOS E MINISTÉRIOS 
DE MÚSICA 
DA PARÓQUIA 
NOSSA SENHORA 
DE FÁTIMA. 
16/11/2014
1) A MÚSICA E A BÍBLIA 
As notas musicais são 
idioma universal. 
Em qualquer parte do mundo 
em que você ouvir ou tocar 
uma música, alguém 
conseguirá entender as notas, 
a harmonia etc.
Foto de um saltério 
Quando repetimos a letra de 
uma música, nos lembramos 
da melodia que a acompanha. 
Em nossas Bíblias temos letras de 
muitas músicas. 
Na história do povo hebreu ela é 
um elemento importante a tal ponto 
de dizerem que para o povo hebreu 
não existe libertação sem música. 
.
Foto de uma flauta 
O texto de 2Rs 3,14-15 
diz: 
“E disse Eliseu... Ora, pois, trazei-me um 
músico. 
E sucedeu que, tocando o músico, veio 
sobre ele a mão do Senhor.” 
Esse texto mostra que a música pode 
ser um veículo de comunicação entre o 
ser humano e Deus.
Foto de uma harpa 
As mais antigas menções da 
música e cantos estão 
relacionados às guerras entre 
os povos, 
mesmo os da Bíblia, 
como por exemplo:
Foto de uma trombeta 
Ex 15 – O canto da vitória por ocasião da 
destruição do exército do faraó. É um 
cântico retomado pela liturgia cristã para 
falar da vitória da ressurreição sobre a 
morte. 
Nm 21,14-20.27-30 – Por isso se diz no 
livro das guerras de Iahweh... A nota de 
rodapé da BJ diz “Antiga coleção de 
cantos épicos”.
Foto de um címbalo 
Jz 5 – é um canto de vitória no qual 
Iahweh luta contra os inimigos em 
favor do povo. 
2Cr 20,21-22 - fala de cantores que vão 
à frente dos guerreiros. 
Há outros contextos, como o festivo: 
Is 12,1-6 – hino de gratidão pela ação 
de Deus que libertou o oprimido.
Foto de um tamborim 
Is 25 – Hino que canta a ação salvífica de 
Deus. 
Há também os cânticos de lamentações 
etc.
Como a música era usada ao longo da 
história de Israel. 
* Monarquia – para honrar a Deus (1Cr 
15,16-22). 
* Templo – para os sacrifícios oferecidos. 
* Período exílico – a música passa do 
* Templo para a “Sinagoga”. 
* Período pós-exílico – volta para o Templo 
embora permaneça e se desenvolva nas 
“Sinagogas”. 
* Após a destruição do Templo na época 
do NT (70 d.C.), a musicalidade da Bíblia 
passa a ser transmitida de mestre para 
discípulos.
*Idade Média – os Massoretas colocaram 
sinais (te’amim) junto com as vogais do 
texto hebraico. 
* Depois da Idade Média - Até bem pouco 
tempo atrás, não sabíamos as melodias 
destas músicas da Bíblia, mas hoje 
podemos conhecer, graças a colaboração 
de uma pesquisadora Suzanne Haik- 
Vantoura (nascida em Paris em 1912).
Ela afirma que o texto hebraico que 
temos, chamado Texto Massorético, 
contém vários sinais em torno das 
consoantes. 
Destes sinais, um grupo deles é formado 
pelas vogais (nekudôt) e 
outros grupo com os acentos melódicos 
(te’amim), também conhecidos como 
acentos de leitura ou recitação. 
Sua tese é de que os sinais (te’amim) 
correspondem aos graus de uma escala tonal 
(escala diatônica).
2) OS EFEITOS DOS SONS 
(MÚSICA) NA MATÉRIA 
E NA VIDA HUMANA. 
2.1) Na Matéria. 
Js 6,4-5 – “Sete sacerdotes levarão diante 
da Arca sete trombetas de chifres de 
carneiro. No sétimo dia rodeareis a cidade 
sete vezes, e os sacerdotes tocarão as 
trombetas. E quando tocarem com fragor o 
chifre de carneiro (assim que ouvirdes o 
som da trombeta), todo o povo 
prorromperá em forte grito de guerra e as 
muralhas da cidade cairão...”
Este texto mostra algo que a ciência já 
comprovou: o som causa efeito na 
matéria. 
Exemplo de ressonância acústica 
a voz humana ou outra forma de som, 
quando atinge certa velocidade de 
vibração (onda sonora), se choca com um 
objeto de frequência ressonante.
A medicina também descobriu esta 
verdade e a utiliza para cirurgias de 
cálculos renais, bombardeando o alvo 
com frequências diferentes até 
conseguirem o intento. 
2.2) Na vida humana. 
Quantas vezes já ouvimos o ditado: 
“Quem canta, seus males espanta”.
Esse ditado existe porque a música ajuda 
a criar certa atmosfera que influencia o 
físico humano além do humor e 
sentimentos. 
A música ativa diversas áreas cerebrais, 
mesmo aquelas que estão envolvidas com 
outros tipos de cognição. 
Antes de se constituir um instrumento 
para o estudo científico a música é 
considerada uma arte e, como tal, nos 
afeta. 
.
A arte tem o poder de sugestão, de 
projeção, de permitir a realização 
imaginária de desejos inconscientes, de 
funções catárticas e de comunicação, de 
função sintetizadora do eu. 
. 
O que esta imagem sugere para 
você?
O Ambiente Sonoro constitui-se por 
deslocamentos que os sons produzem 
num determinado espaço, sendo que 
tais sonoridades afetam as relações 
humanas, de forma perceptível e às 
vezes, imperceptível. 
Os sons são captados através das vibrações 
e estas vibrações são recebidas e 
percebidas, pelos sentidos auditivo, visual, 
tátil e de percepção interna provocando 
diferentes reações e associações: 
.
* biofisiológicas (nível físico/corporal); 
* afetivo-emocional (nível psicológico); 
* cognitivas (nível mental); 
* espirituais (nível transpessoal). 
Desta forma, o indivíduo por estar 
constantemente imerso em variados sons, 
ruídos e músicas, registra todas as 
experiências sonoras que acontecem em 
seu cotidiano.
2.3) Efeitos Negativos. 
Foi comprovado que os sons (ruídos) 
podem causar vários problemas para o 
ser humano, como: 
* Distúrbios do sono; 
* Estresse; 
* Problemas no coração; 
* Aumento da pressão arterial; 
* Piora dos níveis de concentração no 
trabalho ou em outras atividades; 
* Podem levar a um infarto do 
miocárdio; 
* Podem causar desordem no sistema 
nervoso central, etc
2.4) Efeitos Positivos. 
Há muitas técnicas terapêuticas (como 
exemplo, a Musicoterapia) utilizando sons 
e que são muito eficazes. 
Estas técnicas têm embasamento 
científico, além de respaldo bíblico. 
Vejamos 1Sm 16,18-23 – “Um de seus 
servos pediu para falar e disse: Tenho 
visto um filho de Jessé, o belemita, que 
sabe tocar e é um valente guerreiro, fala 
bem, é de bela aparência e Iahweh está 
com ele... Todas as vezes que o espírito o 
acometia, Davi tomava a lira e tocava; 
então Saul se acalmava, sentia-se melhor 
e o mau espírito o deixava.”
A musicoterapia trabalha com as 
sonoridades e isto envolve sons, ruídos, 
música e o próprio silêncio. 
As reações ao estímulo sonoro são 
diferenciadas e dependem do grau de 
sensibilidade que cada indivíduo tem 
diante da própria percepção e também da 
própria história de vida, pois sons e 
música nos acompanham desde a 
gestação.
A Foi comprovado cientificamente que a 
música pode: 
* Reparar danos cerebrais causados 
por um AVC. 
Como? R.: A música atua nos dois 
hemisférios cerebrais, e não só em um 
como a linguagem, assim ela afeta nossos 
neurotransmissores que conectam, ligam 
as informações do nosso cérebro e libera 
dopamina, substância química do cérebro 
que fornece a sensações como memória, 
atenção;
* Ajudar na cura da depressão e 
síndrome do pânico. 
Como? R.: Como vimos, ela afeta nossos 
neurotransmissores que ligam as 
informações do nosso cérebro e quando 
libera a dopamina, fornece ainda: a 
sensação de bem-estar, prazer, amor, 
além da memória e atenção já vistos 
acima;
* Estimular nosso sistema 
imunológico. 
Como? R.: Ela atua nos dois hemisférios 
cerebrais, ajuda a reduzir os níveis de 
cortisol (hormônio do estresse). 
Segundo uma pesquisa americana: Jazz, 
Blues são especialistas em reduzir 
estresse. 
A música ainda ajuda a aumentar o 
número de anticorpos no organismo;
*Ajudar a recuperar memória 
perdida. 
Como? R.: Ela conecta informações dos 
dois hemisférios e ajuda a relacionar 
informações já armazenadas na região 
cerebral chamada hipocampo (sede 
das memórias de longa duração) e traz 
à tona lembranças e informações mais 
antigas;
*Pode levar até um relaxamento 
completo. 
Como? R.: Quando a música chega a seis 
batidas por minuto conecta com as ondas 
Beta baixando para Alfa levando a um 
relaxamento da pessoa, pois leva o 
cérebro a baixar suas ondas cerebrais.
3) O USO DO SOM E DA 
MÚSICA COMO 
INSTRUMENTO DE 
MANIPULAÇÃO IDEOLÓGICA 
*Na maioria das vezes, a música é tida 
simplesmente como diversão, 
passatempo ou algo inocente, mas ela 
é muito mais do que isso, pois pode 
influenciar em decisões importantes.
Grupos de têm sido afetados por técnicas 
de mudança de comportamento que tem a 
música como principal ferramenta. Seja 
pela letra seja pelos ritmos e instrumentos 
utilizados ou pelos dois combinados a 
música não é ignorada pelas grandes 
empresas de marketing e é usada dessa 
maneira até mesmo por igrejas neo-pentecostais, 
isso porque eles sabem que 
quem controla o psíquico, controla o poder 
(preste atenção no texto a seguir).
* 1Sm 16,23 “Todas as vezes que o 
espírito o acometia, Davi tomava a lira e 
tocava; então Saul se acalmava, sentia-se 
melhor e o mau espírito o deixava.” 
* Uso de uma ou duas técnicas para 
exemplificar. 
•* O uso como instrumento de 
desestruturação emocional pode causar 
muitos danos às pessoas, mas é uma 
técnica utilizada em várias igrejas 
evangélicas para criar uma atmosfera 
para passar seu conteúdo, vender seus 
produtos, criar medos etc;
3.1) Música e suas influências 
no comportamento humano 
Vídeo mãe cantado - bebê 
Vídeo mãe cantado para criança 
Em uma pesquisa realizada nos Estados 
Unidos, com mais de 500 estudantes, 
verificou-se que os que ouviram algumas 
músicas de estilos que enfatizam a 
violência tenderam a interpretar palavras 
de uma lista previamente preparada no 
seu sentido mais violento: animal, rocha e 
vara.
3.2) A música e a sexualidade 
3.2.1) O som da música, com apelos mais 
ou menos incisivos à dança ou a outra 
forma de corporificação, muitas vezes 
sugerindo ou explicitamente referindo-se 
ao campo do erotismo e do sexo. 
3.2.2) A relação entre letra e melodia, com 
uma referência à voz que canta (melodia, 
timbre, estilo) numa relação de 
complementaridade que quase sempre 
guarda um poderoso componente erótico.
3.2.3) O caráter visual que é o ambiente 
comunicacional da música. Neste sentido, 
os artistas (e, principalmente, as artistas) 
são visualmente apresentados como 
objetos de desejo quase sempre 
erotizados, reforçando uma conexão 
estreita entre música, corpo e sexo. 
Música Pau que nasce torto/Segura o Tchan
Como isso acontece? 
As ondas sonoras (vibrações) que chegam 
ao tímpano são transformadas em 
impulsos químicos e nervosos, que 
registram em nossa mente as diferentes 
qualidades dos sons que estamos ouvindo. 
Dificilmente existe uma função no corpo 
que possa não ser afetada pelas 
pulsações e combinações harmônicas de 
tons musicais.
3.3) A música hipnótica 
* É um estilo de música em que os 
mesmos acordes repetidos do começo ao 
fim em looping (sequência), extrapolando 
o conceito padrão de que canção pop. 
* Este estilo tem uma batida rápida, entre 
135 e 165 batidas por minuto (bpm), além 
da batida forte de kick, num compasso 
4x4.
* As músicas hipnóticas ajudam a trazer 
um estado alterado de consciência. 
* Atualmente vários gêneros musicais 
adotaram essa forma hipnótica em suas 
músicas, tornando-as capazes de chamar 
a atenção em escala mundial. 
* O fato é que elas possuem uma estrutura 
melódica e temporal (harmonia e ritmo) 
suficiente para desencadear processos 
mentais automáticos para:
3.3.1) criar expectativas sobre como a 
melodia deve prosseguir, desde as 
primeiras notas ouvidas; 
3.3.2) que a pessoa se detenha um pouco 
mais ouvindo a música até não mais 
resistir a ela. 
* Esses processos não conscientes 
resultam no sentimento de gostar da 
música, mesmo que em um primeiro 
momento a pessoa a rejeite, acaba 
aceitando-a.
•Outro dado científico deste processo não 
consciente, é que a música trabalha com 
os neurotransmissores do cérebro com 
suas ondas sonoras, liberando dopamina e 
impulsionando ao prazer de ouví-la ou, ao 
menos, a quebra de resistências a ela." 
Exemplo: Macarena, Aserejé, Gangnan 
Style, Ai se eu te pego, etc.
3.4) O uso da música para 
reeducação ideológica (ou 
lavagem cerebral) 
Esta técnica é muito utilizada em 
igrejas neo-pentecostais para controlar 
seus fiéis. 
A reeducação ideológica ou lavagem 
cerebral acontece em três etapas 
diferentes:
3.4.1) Colapso forçado ou 
descondicionamento. 
3.4.2) Submissão e identificação. 
3.4.3) Recondicionamento.
A lavagem cerebral explora certos 
instintos espontâneos do psiquismo 
humano, canalizando-os na direção do 
objetivo visado: 
A)O instinto de conservação. 
B) O instinto gregário (pertença a um 
grupo). 
C) Instinto de predomínio. 
D) Conflitos emocionais.
O clima emocional de muitas músicas com 
seus ritmos podem provocar hipnotismo 
nos níveis profundos da consciência e 
levar ao fanatismo irracional. 
Além do mais, muitas músicas são 
“extremamente agradáveis” e, no campo 
religioso, levam a vôos espirituais ou 
“viagens” para fora do nível normal da 
consciência, a “flutuar”, sentindo intenso 
prazer, paz, alegria e poder. Esta condição 
é atingida por métodos que entorpecem o 
processo mental normal.
4) A MÚSICA COMO 
INSTRUMENTO DE 
MISTAGOGIA 
Importante é saber que a música pode ser 
muito bem utilizada com propósito de 
elevar às pessoas na sua relação com o 
divino, porque ela é uma linguagem 
privilegiada que exprime e manifesta a 
alma e a cultura de um povo na sua 
relação com Deus.
Já dizia Santo Agostinho: “quem canta, 
reza duas vezes”. 
Ela é um sinal que nos leva do visível ao 
invisível, um carisma que contribui para a 
edificação de toda a comunidade e a 
manifestação do mistério da Igreja, Corpo 
Místico de Cristo. 
Ela é a expressão da fé e da vida cristã de 
cada assembleia.
A música é um instrumento eficaz para a 
ação evangelizadora, ela prepara o 
ambiente para a ação do Espírito Santo 
nos encontros de oração, nas reflexões 
religiosas. 
Temos que utilizá-la como ferramenta 
eficaz na Igreja, mas também com 
discernimento e seriedade, com respeito 
que se deve a Deus e ao povo que se 
relaciona com Ele pela música.

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Formação sobre música Catolica

  • 1. FORMAÇÃO PARA CORAIS, EQUIPES, GRUPOS E MINISTÉRIOS DE MÚSICA DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA. 16/11/2014
  • 2. 1) A MÚSICA E A BÍBLIA As notas musicais são idioma universal. Em qualquer parte do mundo em que você ouvir ou tocar uma música, alguém conseguirá entender as notas, a harmonia etc.
  • 3. Foto de um saltério Quando repetimos a letra de uma música, nos lembramos da melodia que a acompanha. Em nossas Bíblias temos letras de muitas músicas. Na história do povo hebreu ela é um elemento importante a tal ponto de dizerem que para o povo hebreu não existe libertação sem música. .
  • 4. Foto de uma flauta O texto de 2Rs 3,14-15 diz: “E disse Eliseu... Ora, pois, trazei-me um músico. E sucedeu que, tocando o músico, veio sobre ele a mão do Senhor.” Esse texto mostra que a música pode ser um veículo de comunicação entre o ser humano e Deus.
  • 5. Foto de uma harpa As mais antigas menções da música e cantos estão relacionados às guerras entre os povos, mesmo os da Bíblia, como por exemplo:
  • 6. Foto de uma trombeta Ex 15 – O canto da vitória por ocasião da destruição do exército do faraó. É um cântico retomado pela liturgia cristã para falar da vitória da ressurreição sobre a morte. Nm 21,14-20.27-30 – Por isso se diz no livro das guerras de Iahweh... A nota de rodapé da BJ diz “Antiga coleção de cantos épicos”.
  • 7. Foto de um címbalo Jz 5 – é um canto de vitória no qual Iahweh luta contra os inimigos em favor do povo. 2Cr 20,21-22 - fala de cantores que vão à frente dos guerreiros. Há outros contextos, como o festivo: Is 12,1-6 – hino de gratidão pela ação de Deus que libertou o oprimido.
  • 8. Foto de um tamborim Is 25 – Hino que canta a ação salvífica de Deus. Há também os cânticos de lamentações etc.
  • 9. Como a música era usada ao longo da história de Israel. * Monarquia – para honrar a Deus (1Cr 15,16-22). * Templo – para os sacrifícios oferecidos. * Período exílico – a música passa do * Templo para a “Sinagoga”. * Período pós-exílico – volta para o Templo embora permaneça e se desenvolva nas “Sinagogas”. * Após a destruição do Templo na época do NT (70 d.C.), a musicalidade da Bíblia passa a ser transmitida de mestre para discípulos.
  • 10. *Idade Média – os Massoretas colocaram sinais (te’amim) junto com as vogais do texto hebraico. * Depois da Idade Média - Até bem pouco tempo atrás, não sabíamos as melodias destas músicas da Bíblia, mas hoje podemos conhecer, graças a colaboração de uma pesquisadora Suzanne Haik- Vantoura (nascida em Paris em 1912).
  • 11.
  • 12. Ela afirma que o texto hebraico que temos, chamado Texto Massorético, contém vários sinais em torno das consoantes. Destes sinais, um grupo deles é formado pelas vogais (nekudôt) e outros grupo com os acentos melódicos (te’amim), também conhecidos como acentos de leitura ou recitação. Sua tese é de que os sinais (te’amim) correspondem aos graus de uma escala tonal (escala diatônica).
  • 13. 2) OS EFEITOS DOS SONS (MÚSICA) NA MATÉRIA E NA VIDA HUMANA. 2.1) Na Matéria. Js 6,4-5 – “Sete sacerdotes levarão diante da Arca sete trombetas de chifres de carneiro. No sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas. E quando tocarem com fragor o chifre de carneiro (assim que ouvirdes o som da trombeta), todo o povo prorromperá em forte grito de guerra e as muralhas da cidade cairão...”
  • 14. Este texto mostra algo que a ciência já comprovou: o som causa efeito na matéria. Exemplo de ressonância acústica a voz humana ou outra forma de som, quando atinge certa velocidade de vibração (onda sonora), se choca com um objeto de frequência ressonante.
  • 15. A medicina também descobriu esta verdade e a utiliza para cirurgias de cálculos renais, bombardeando o alvo com frequências diferentes até conseguirem o intento. 2.2) Na vida humana. Quantas vezes já ouvimos o ditado: “Quem canta, seus males espanta”.
  • 16. Esse ditado existe porque a música ajuda a criar certa atmosfera que influencia o físico humano além do humor e sentimentos. A música ativa diversas áreas cerebrais, mesmo aquelas que estão envolvidas com outros tipos de cognição. Antes de se constituir um instrumento para o estudo científico a música é considerada uma arte e, como tal, nos afeta. .
  • 17. A arte tem o poder de sugestão, de projeção, de permitir a realização imaginária de desejos inconscientes, de funções catárticas e de comunicação, de função sintetizadora do eu. . O que esta imagem sugere para você?
  • 18.
  • 19. O Ambiente Sonoro constitui-se por deslocamentos que os sons produzem num determinado espaço, sendo que tais sonoridades afetam as relações humanas, de forma perceptível e às vezes, imperceptível. Os sons são captados através das vibrações e estas vibrações são recebidas e percebidas, pelos sentidos auditivo, visual, tátil e de percepção interna provocando diferentes reações e associações: .
  • 20. * biofisiológicas (nível físico/corporal); * afetivo-emocional (nível psicológico); * cognitivas (nível mental); * espirituais (nível transpessoal). Desta forma, o indivíduo por estar constantemente imerso em variados sons, ruídos e músicas, registra todas as experiências sonoras que acontecem em seu cotidiano.
  • 21. 2.3) Efeitos Negativos. Foi comprovado que os sons (ruídos) podem causar vários problemas para o ser humano, como: * Distúrbios do sono; * Estresse; * Problemas no coração; * Aumento da pressão arterial; * Piora dos níveis de concentração no trabalho ou em outras atividades; * Podem levar a um infarto do miocárdio; * Podem causar desordem no sistema nervoso central, etc
  • 22. 2.4) Efeitos Positivos. Há muitas técnicas terapêuticas (como exemplo, a Musicoterapia) utilizando sons e que são muito eficazes. Estas técnicas têm embasamento científico, além de respaldo bíblico. Vejamos 1Sm 16,18-23 – “Um de seus servos pediu para falar e disse: Tenho visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é um valente guerreiro, fala bem, é de bela aparência e Iahweh está com ele... Todas as vezes que o espírito o acometia, Davi tomava a lira e tocava; então Saul se acalmava, sentia-se melhor e o mau espírito o deixava.”
  • 23. A musicoterapia trabalha com as sonoridades e isto envolve sons, ruídos, música e o próprio silêncio. As reações ao estímulo sonoro são diferenciadas e dependem do grau de sensibilidade que cada indivíduo tem diante da própria percepção e também da própria história de vida, pois sons e música nos acompanham desde a gestação.
  • 24. A Foi comprovado cientificamente que a música pode: * Reparar danos cerebrais causados por um AVC. Como? R.: A música atua nos dois hemisférios cerebrais, e não só em um como a linguagem, assim ela afeta nossos neurotransmissores que conectam, ligam as informações do nosso cérebro e libera dopamina, substância química do cérebro que fornece a sensações como memória, atenção;
  • 25. * Ajudar na cura da depressão e síndrome do pânico. Como? R.: Como vimos, ela afeta nossos neurotransmissores que ligam as informações do nosso cérebro e quando libera a dopamina, fornece ainda: a sensação de bem-estar, prazer, amor, além da memória e atenção já vistos acima;
  • 26. * Estimular nosso sistema imunológico. Como? R.: Ela atua nos dois hemisférios cerebrais, ajuda a reduzir os níveis de cortisol (hormônio do estresse). Segundo uma pesquisa americana: Jazz, Blues são especialistas em reduzir estresse. A música ainda ajuda a aumentar o número de anticorpos no organismo;
  • 27. *Ajudar a recuperar memória perdida. Como? R.: Ela conecta informações dos dois hemisférios e ajuda a relacionar informações já armazenadas na região cerebral chamada hipocampo (sede das memórias de longa duração) e traz à tona lembranças e informações mais antigas;
  • 28. *Pode levar até um relaxamento completo. Como? R.: Quando a música chega a seis batidas por minuto conecta com as ondas Beta baixando para Alfa levando a um relaxamento da pessoa, pois leva o cérebro a baixar suas ondas cerebrais.
  • 29. 3) O USO DO SOM E DA MÚSICA COMO INSTRUMENTO DE MANIPULAÇÃO IDEOLÓGICA *Na maioria das vezes, a música é tida simplesmente como diversão, passatempo ou algo inocente, mas ela é muito mais do que isso, pois pode influenciar em decisões importantes.
  • 30. Grupos de têm sido afetados por técnicas de mudança de comportamento que tem a música como principal ferramenta. Seja pela letra seja pelos ritmos e instrumentos utilizados ou pelos dois combinados a música não é ignorada pelas grandes empresas de marketing e é usada dessa maneira até mesmo por igrejas neo-pentecostais, isso porque eles sabem que quem controla o psíquico, controla o poder (preste atenção no texto a seguir).
  • 31. * 1Sm 16,23 “Todas as vezes que o espírito o acometia, Davi tomava a lira e tocava; então Saul se acalmava, sentia-se melhor e o mau espírito o deixava.” * Uso de uma ou duas técnicas para exemplificar. •* O uso como instrumento de desestruturação emocional pode causar muitos danos às pessoas, mas é uma técnica utilizada em várias igrejas evangélicas para criar uma atmosfera para passar seu conteúdo, vender seus produtos, criar medos etc;
  • 32. 3.1) Música e suas influências no comportamento humano Vídeo mãe cantado - bebê Vídeo mãe cantado para criança Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, com mais de 500 estudantes, verificou-se que os que ouviram algumas músicas de estilos que enfatizam a violência tenderam a interpretar palavras de uma lista previamente preparada no seu sentido mais violento: animal, rocha e vara.
  • 33. 3.2) A música e a sexualidade 3.2.1) O som da música, com apelos mais ou menos incisivos à dança ou a outra forma de corporificação, muitas vezes sugerindo ou explicitamente referindo-se ao campo do erotismo e do sexo. 3.2.2) A relação entre letra e melodia, com uma referência à voz que canta (melodia, timbre, estilo) numa relação de complementaridade que quase sempre guarda um poderoso componente erótico.
  • 34. 3.2.3) O caráter visual que é o ambiente comunicacional da música. Neste sentido, os artistas (e, principalmente, as artistas) são visualmente apresentados como objetos de desejo quase sempre erotizados, reforçando uma conexão estreita entre música, corpo e sexo. Música Pau que nasce torto/Segura o Tchan
  • 35. Como isso acontece? As ondas sonoras (vibrações) que chegam ao tímpano são transformadas em impulsos químicos e nervosos, que registram em nossa mente as diferentes qualidades dos sons que estamos ouvindo. Dificilmente existe uma função no corpo que possa não ser afetada pelas pulsações e combinações harmônicas de tons musicais.
  • 36. 3.3) A música hipnótica * É um estilo de música em que os mesmos acordes repetidos do começo ao fim em looping (sequência), extrapolando o conceito padrão de que canção pop. * Este estilo tem uma batida rápida, entre 135 e 165 batidas por minuto (bpm), além da batida forte de kick, num compasso 4x4.
  • 37. * As músicas hipnóticas ajudam a trazer um estado alterado de consciência. * Atualmente vários gêneros musicais adotaram essa forma hipnótica em suas músicas, tornando-as capazes de chamar a atenção em escala mundial. * O fato é que elas possuem uma estrutura melódica e temporal (harmonia e ritmo) suficiente para desencadear processos mentais automáticos para:
  • 38. 3.3.1) criar expectativas sobre como a melodia deve prosseguir, desde as primeiras notas ouvidas; 3.3.2) que a pessoa se detenha um pouco mais ouvindo a música até não mais resistir a ela. * Esses processos não conscientes resultam no sentimento de gostar da música, mesmo que em um primeiro momento a pessoa a rejeite, acaba aceitando-a.
  • 39. •Outro dado científico deste processo não consciente, é que a música trabalha com os neurotransmissores do cérebro com suas ondas sonoras, liberando dopamina e impulsionando ao prazer de ouví-la ou, ao menos, a quebra de resistências a ela." Exemplo: Macarena, Aserejé, Gangnan Style, Ai se eu te pego, etc.
  • 40. 3.4) O uso da música para reeducação ideológica (ou lavagem cerebral) Esta técnica é muito utilizada em igrejas neo-pentecostais para controlar seus fiéis. A reeducação ideológica ou lavagem cerebral acontece em três etapas diferentes:
  • 41. 3.4.1) Colapso forçado ou descondicionamento. 3.4.2) Submissão e identificação. 3.4.3) Recondicionamento.
  • 42. A lavagem cerebral explora certos instintos espontâneos do psiquismo humano, canalizando-os na direção do objetivo visado: A)O instinto de conservação. B) O instinto gregário (pertença a um grupo). C) Instinto de predomínio. D) Conflitos emocionais.
  • 43. O clima emocional de muitas músicas com seus ritmos podem provocar hipnotismo nos níveis profundos da consciência e levar ao fanatismo irracional. Além do mais, muitas músicas são “extremamente agradáveis” e, no campo religioso, levam a vôos espirituais ou “viagens” para fora do nível normal da consciência, a “flutuar”, sentindo intenso prazer, paz, alegria e poder. Esta condição é atingida por métodos que entorpecem o processo mental normal.
  • 44. 4) A MÚSICA COMO INSTRUMENTO DE MISTAGOGIA Importante é saber que a música pode ser muito bem utilizada com propósito de elevar às pessoas na sua relação com o divino, porque ela é uma linguagem privilegiada que exprime e manifesta a alma e a cultura de um povo na sua relação com Deus.
  • 45. Já dizia Santo Agostinho: “quem canta, reza duas vezes”. Ela é um sinal que nos leva do visível ao invisível, um carisma que contribui para a edificação de toda a comunidade e a manifestação do mistério da Igreja, Corpo Místico de Cristo. Ela é a expressão da fé e da vida cristã de cada assembleia.
  • 46. A música é um instrumento eficaz para a ação evangelizadora, ela prepara o ambiente para a ação do Espírito Santo nos encontros de oração, nas reflexões religiosas. Temos que utilizá-la como ferramenta eficaz na Igreja, mas também com discernimento e seriedade, com respeito que se deve a Deus e ao povo que se relaciona com Ele pela música.