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1 
 
A Harmonia Auditiva é alcançada pela utilização da música nas cerimônias Maçônicas.
O som produz-se à custa de rápidas oscilações impostas a um corpo elástico por uma excitação
qualquer e se· propaga em consequência de tais movimentos vibratórios, desencadeados no
corpo elástico. Acarretam o abalo sucessivo das moléculas dos meios elásticos circundantes,
sólidos, líquidos ou gasosos, inclusive o ar atmosférico. Música, segundo definição clássica é a
Arte e Ciência da composição harmônica dos sons.
O som musical, que se constitui de vibrações subordinadas a uma exigência de medida,
produz efeitos variáveis, na razão em que as medidas variem, igualmente: Tais efeitos são
capazes de exercer sensível influência sobre os ·seres vivos, particularmente nas criaturas
humanas - excitáveis, deprimíeis, irritáveis etc. - pelas impressões que seus sentidos captam no
meio-ambiente.
O Irmão Maior da Ordem do Santo Graal, de Salvador, BA, Sérgio Seiji Futema,
baseado39 1
em textos do Prof. Henrique José de Souza extraídos do livro "Os Mistérios dos
Sexo" e em artigos publicados na "Revista Dhâranâ', fala-nos da influência dos perfumes, das
cores, dos sabores e dos sons, no ritmo do corpo e da mente humana, até onde as vibrações
podem elevar ,OU desagradar a personalidade, e que compõe hoje um capítulo da terapêutica
oculta. No campo da música, principalmente, já se chegou a resultados efetivos e concretos
quanto à influência dos sons sobre a alma e o organismo dos seres humanos.
Já se chegou à conclusão que a música desarmônica contribui em alguns para provocar e
até mesmo aumentar a intensidade dos sentimentos daninhos à psique humana, como o ódio, o
medo, a cólera e a inveja. Os sons baixos são os que mais deprimem o indivíduo e, ao contrário,
a música suave, melodiosa, delicada, ajusta a digestão, influencia a circulação sanguínea e
intensifica o processo energético glandular. Músicas estridulas e desarmônicas, como algumas
composições de ''jazz” e de "rock" produzem efeitos violentos de agitação e quase loucura. Ao
nível consciente, quase não percebemos seus efeitos, mas a música afeta as células, estimula
ordenada ou desordenadamente os sistemas glandular e muscular.
A história bíblica dá-nos um exemplo da influência benéfica da música, quando David
abranda o gênio de Saul tocando uma harpa. O som da flauta, por exemplo, era recomendado
pelos antigos para a cura da ciática, como atesta Demócrito ao afirmar que muitas enfermidades
encontram em remédio maravilhoso na harmonia das flautas. Na Alemanha, durante uma
epidemia chamada “a Dança de São Guido", músicos eram contratados para acalmar os doentes
por meio de músicas especialmente selecionadas2
.
O Universo está repleto de sons, e em todos os sons há harmônicos. O harmônico,
também chamado de "hipertom", é um fenômeno sonoro que ocorre todas as vezes em que se
cria um som. Normalmente percebemos algo como tons isolados quando ouvimos uma nota
tocada em um instrumento musical, como o violino ou o piano. Contudo, quase todos os tons
produzidos por instrumentos musicais, por vozes ou por outras fontes sonoras não são de fato
tons puros, mas misturas de frequências sonoras puras, chamadas 'parciais'. A mais baixa delas é
fundamental. Toda parcial de frequência mais elevada que a fundamental é um harmônico.
Antes de começarmos a explorar os harmônicos como fenômeno sonoro, vamos
examinar o som. O som ê uma energia vibratória que assume a forma de ondas. E essas ondas
                                                            
1
 Artigo publicado no Jornal "Hermés" de Fevereiro de 1999. 
2
 Ver Tabela de Músicas por sintomas em Anexo. 
2 
 
são medidas cientificamente em unidades chamadas hertz (Hz), que medem os ciclos que essa
energia cria a cada segundo. Esse valor é chamado objetivamente de 'frequência', e é conhecido
subjetivamente como 'altura'. Uma corda que vibra de um lado para outro, cem vezes por
segundo, cria um som que é medido como 100 Hz. Esta seria a sua frequência. Outra que vibra
mil vezes por segundo seria medida como 1000 Hz.
Nossa audição, como já tivemos oportunidade de abordar, em outro dos livros desta
coleção, cobre uma gama limitada de vibrações entre 16 e 25000Hz. Essa faixa pode variar
bastante, dependendo da pessoa e de sua idade. Enquanto que o limite superior para jovens com
audição perfeita pode atingir 25000 Hz, uma boa parcela da população não consegue ouvir sons
superiores a 10000 Hz. Os sons superiores a 25000Hz são chamados de ultrassons. Sons
inferiores a 16 Hz são chamados de ELF3
. Quanto mais lenta a vibração de um som mais grave
ele é. Quanto mais rápida a vibração, mais agudo o som.
Em um piano a nota mais grave vibra a 27,5 Hz. A mais aguda a 4186 Hz. Se a corda de
um piano vibra 256 Hz, cria a nota Dó, A Ré vibra a 293Hz; Mi, 330Hz; Fá, 349 Hz; Sol, 392
Hz; Lá 410Hz, Si, 512 Hz e Dó Maior vibra 512 Hz. Entretanto cada sistema de afinação
emprega uma frequência vibratória diferente para cada nota. Assim, a nota Dó pode variar de
256Hz a 264 Hz ..
Usando o exemplo da corda que vibra 256 vezes por segundo, a qual nos referimos
como sendo um Dó, esse tom é chamado de 'fundamental'. Contudo com essa nota Dó estão
soando muitas outras notas além do tom fundamental. São os “hipertons”, que embora não
possamos distingui-los individualmente, contribuem para o timbre global de um instrumento.
Releva saber entretanto que os “hipertons” estão matematicamente relacionados entre si.
Vimos que o intervalo entre as notas variam e são desiguais. Mas os 'hipertons' são
estabelecidos em uma razão matemática perfeita. Por exemplo, 2:1. Usando o exemplo da nota
Dó, vale dizer que os sons que vibram a cada 256 vezes por segundo, são harmônicos. Assim
temos que os primeiros dez harmônicos criados usando-se o Dó a 256Hz como fundamental
são:
1. Dó (1), 256 Hz;
2. Dó (2), 512 Hz
3. Sol (1), 768 Hz
4. Dó (3), 1024Hz
5. Mi (1), 1280Hz
6. 501(2), 1536Hz
7. Si (1), 1792Hz
8. Dó (4), 2048Hz
9. Ré (1), 2304Hz
                                                            
3
 Do inglês: "Extremely Low Frequency". Traduzindo: Frequência Extremamente Baixa. 
3 
 
10. Mi (1), 2560Hz
Na mitologia Grega, Orfeu. filho de Apolo, era considerado o Deus da Música e da
Poesia. Ganhou de seu pai a lira, que ele trocara pelos bois roubados por Hermés. Embora
alguns atribuam a invenção da Lira à caçadora Diana, segundo Junito Brandão e Pierre Grimal,
dois dos mais renomados autores da Mitologia Greco-Romana, Hermés inventou a lira após
tropeçar no casco vazio de uma tartaruga e ouvir os sons que ele produzia. Sobre a cavidade da
concha que o casco da tartaruga formava, colocou cordas feiras com os intestinos dos bois que
sacrificara para ofertar aos doze deuses. Orfeu foi aprender a tocá-la com as deusas do Olimpo.
Tornou-se um mestre na sua arte, que até os animais e os rios paravam para ouvi-lo. Depois
Hermés inventou a flauta, que tornou-se a Flauta de Pan.
Apesar da música ter sido, entre as artes, a que mais tardia mente se desenvolveu, seus
elementos constitutivos - o ritmo e o som - são tão velhos quanto o homem. Só no século II
surgiu a teoria musical e com ela a notação ou escrita musical. A primeira notação que se tem
conhecimento foi a do cantochão gregoriano, pelo qual as notas musicais eram representadas
graficamente por letras: "N” representando a nota Lá , "B" a nota Si, "C" a Dó e assim por
diante. Essa notação ainda é usada na França e países anglo-saxões, inclusive a Alemanha. Foi o
monge italiano Guido D'Arezzo quem, no século XI, usou a pauta musical tom apenas quatro
linhas: as claves de Fá, Dó e Sol. E foi ele também, quem deu o nome às atuais notas musicais,
com as designações que conhecemos no Brasil. Ele as tirou das primeiras letras de cada
hemistíquio de um Hino que, na época, era cantado em louvor a São João Batista, o patrono da
Maçonaria Adonhiramita:
"Ut queant lexis
Mira gestorum
Solve poluti
Resonare fibris
Famuli tuorum
Labi reatum
Santce Joanes.”4
Pela notação de Guido D'Arezzo, as letras da notação alemã foram substituídas, o "C"
por Ut, o "D" por Ré, o "E" por Mi, o "F" por Fá, o "G" por Sol e o "H" por Lá. No século XVII
o Ut foi substituído por Dó e foi acrescentada mais uma linha à pauta musical e acrescentada a
nota Si. Não se conhece a sua origem.
Usa-se a Harmonia no Templo para a construção de nossas mentes e corpos. A Harmonia
entretanto é Divina e consequentemente é Cósmica. Ela altera as vibrações e pode construir ou
destruir:
                                                            
4
 Esse hino era cantado para que São João livrasse o povo de uma terrível doença, que fazia com que as pessoas
perdessem a voz. Em uma tradução livre quer dizer:
"Para que possam nossas vozes
Cantar teus adoráveis efeitos,
Guia os lábios de teus servos
Oh, São João! 
4 
 
"E sete sacerdotes levavam as sete trombetas que servem no
Jubileu; e marchavam adiante da arca do Senhor, andando
e tocando, e o povo armado ia adiante deles, e o resto da
multidão seguia a arca, e as trombetas ressoavam.”.
(Josué 6:13)
"Levantando pois todo o povo a grita, e soando as trombetas,
logo que a voz e o som chegou aos ouvidos da multidão, caíram
de repente os muros, e cada um subiu pelo lugar que lhe
ficava defronte ..."
(Josué 6:20)
Evidente, pois, que a música não age apenas na alma do homem na sua parte psíquica.
Age na própria matéria, assim como nos animais e vegetais. Em verdade age nos seres vivos em
geral, e especialmente no homem por reações físicas e psíquicas. De fato, temos dois grandes
grupos de agentes musicais: os Artistas e os Ouvintes.
Jonathan Goldman, em "Os Sons Que Curam”, afirma:
"Nas diversas tradições esotéricas e ocultas, os harmônicos e
os sons das vogais são utilizados em trabalhos mágicos e cerimoniais.
São 'Nomes de Deus' e 'Sons dos Chackras' e contém
uma energia inerente que tem intrigado a humidade
desde o primeiro som. Algumas lendas dizem que, antes da
linguagem falada através das palavras, havia uma linguagem
de harmônicos. Com essa linguagem, a humanidade conseguia
se comunicar com todas as criaturas da natureza.
Utilizava o conceito de informação codificada nas frequências
tonais puras dos harmônico”.
O Artista é o artífice, o criador e O intérprete musical: Os Ouvintes são as pessoas para
quem se toca ou' se produz música. Os ouvintes devem se colocar em estado passivo de
recepção, visto que a música em si não tem nenhuma mensagem, pois esta pode variar de acordo
com o Ouvinte ou o Auditório, Há, pois, cinco grupos de Ouvintes:
1. Racionais: São os que tendo conhecimento técnico não se emocionam. Só cuidam do
virtuosismo.
2. Ideáticos: São os que buscam a ideia da música. Ouvem e procuram interpretar as
passagens, lembrando este ou aquele fato, como buscar a ideia de destino, da
5 
 
fatalidade, da morte chegando sobre o corpo físico e da alma chegando ao céu, após a
morte, ou outra qualquer.
3. Sentimentais: Os que se deixam levar pelos sentimentos que afloram mais
acentuadamente com certas melodias que provocam a euforia, tristeza, lágrimas e até
desespero.
4. Emotivos puros: São os que se deixam conduzir pela emoção.
5. Imaginativos: São os ouvintes que divagam. Deixam-se sonhar se perdem em
devaneios e fantasias.
Por isso a arte é pessoal, individual, emotiva e de efeitos psíco-fsicos. A música pelas
vibrações de suas notas, que correspondem às cores, atuam sobre os corpos físico e psiquico do
Homem, e também sobre os seus "chackras', através de seus "Tattwas':
• DÓ - Vermelho - Tejas ou Fogo - Esplênico e Plexo solar: é energizante e
vitalizante. Estimula a circulação da corrente sanguínea.
• RE - Laranja – Prithivî ou Terra - Pés e Pernas: E liberador das funções mentais e
corporais. Ameniza as repressões. Estimula a compreensão.
• MI - Amarelo: E condutor de correntes magnéticas positivas. Fortalece os sistemas
nervosos. Propicia o auto-controle.
• FA - Verde - Vayú ou Ar: Cardíaco ou glândula Timo, Laríngeo e Frontal: Dá a
harmonia ao corpo e equilibra o seu progresso. E a cor da saúde.
• SOL - Azul Celeste: tranquilizador e soporífero. Induz à verdade. Induz às coisas do
espírito.
• LÁ - Azul índigo - Akâsha - Frontal e Coronário: Purificador da corrente sanguínea
e do mental. Controla as correntes psíquicas.
• SI - Violeta - Âpas - Básico ou Fundamental: E eletro-químico e estimulante do
sistema nervoso. Proporciona alimento para a parte superior do cérebro, parte que
expande os horizontes da nossa compreensão divina.
• Sustenido ou Bemol5
- Branca: Pureza ou Perfeição. Grande poder curativo. Pode e
deve ser usado em conjunto com outras cores.
O Irmão Álvaro6
Parreiras assentado em estudos citados do médico Italiano Amadeo
Ricci e de J. Menard apresenta a classificação das músicas, que abaixo transcrevemos por ser de
elevado valor para os bons trabalhos Maçônicos:
• Depressivas ou Mortificantes - Estas músicas devem ser usadas exclusivamente em
cerimônias iniciáticas, em trechos de conteúdo dramático, com o objetivo de produzir
impacto emotivo ligado à perda, morte, fracasso, traição, mal, escuridão, vida física
perecível. No espírito do postulante ao objetivo da cerimônia, deve produzir a sensação
                                                            
5
 Notações que aumentam ou diminuem, respectivamente, em meio tom as notas musicais. 
6
 Em sua Apostila de Ritualismo do Seminário de Mestres Maçons, do Grande Oriente do Rio de Janeiro. 
do ano de 1988. 
6 
 
de derrota, de inevitabilidade, de inferioridade absoluta diante da mensagem contida no
drama ...
• Sedativas ou Tranquilizantes - São usadas para transmitir passividade, participação
contemplativa, postura de assimilação, em momentos ritualísticos sem fala. Possui
característica de possibilitar um fundo harmônico que estabelece não só o ritmo das
falas da cerimônia, como predispõe o ouvinte – participante ativo ou passivo do ritual- a
se deixar envolver pelas palavras proferidas. E a música básica das cerimônias
Maçônicas, exceto as iniciáticas, onde a harmonia se insere num conjunto de emoções a
serem despertadas nos postulantes ou candidatos.
• Evocativas - Estas podem ser depressivas, sedativas, estimulantes ou apoteóticas
desde que guardem nas suas histórias, nas suas letras, e no conteúdo de suas
dramatizações algum componente que estabeleça um do com as mensagens ou
propósitos das cerimônias Maçônicas.
• Sacras - São aquelas que não dizendo respeito expressamente a um grupo religioso,
dirigem-se em seu conteúdo à Força inteligente invocada nas cerimônias Maçônicas
afinadas com 'as Leis Antigas da Ordem, particularmente no simbolismo de abertura e
fechamento dos Livros das crenças espirituais e nos juramentos em que se invoca essa
Força. Em outras palavras, não se deve confundir Música Sacra com Música Religiosa.
Na Maçonaria não devem ser tocadas músicas que evoquem procedi mentos de qualquer
Religião. São utilizadas em Juramentos, compromissos, naqueles momentos em que
invocamos o testemunho e a presença da Força Suprema que é a nossa crença maior: O
Supremo Arbitro dos Mundos .
• Cívicas - Músicas para os momentos onde a Pátria, seus valores históricos, símbolos,
emblemas e datas significativas, são lembrados ou cultuados .
• Estimulantes ou Solenes - Aquelas capazes de transmitir euforia, orgulho, alegria,
emoção, calor, enfim, aquelas que estimulem o espírito, injetando-lhe vontade e
recompondo lhe a disposição para acreditar nos valores e motivações que são
transmitidos ou assinalados nos instantes em que são utilizados. Utilizada na entrada do
Venerável, de autoridades e visitantes ilustres. Utiliza-se também, em momentos sem
falas, solenes e festivos e para cobrir longas pausas ou momentos ritualísticos em que
toma parte um grupo limitado. Também inclui-se neste grupo os momentos de leitura
solene, no qual, finda a leitura, deve seguir uma complementação musical significativa .
. • Apoteóticas - Musicas ou trechos musicais da classe das Músicas Estimulantes, porém
escolhidas para encerrar as cerimônias de forma majestosa e marcante, deixando uma
lembrança de grandiosidade e de profundo apelo emotivo.
A Harmonia Ritualística presume que o tempo da cerimônia é determinado pela música e a
elaboração de uma trilha musical deverá levar em consideração:
. 1. A duração do trecho ritualístico que se quer ilustrar, devendo ser escolhido um
trecho musical que dure um pouco mais que o tempo da fala. O trecho seguinte só deve
ser iniciado com o término da música.
 
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  • 1.
    Pe Ma Co A ç de açônic osta M Col eArq ca do I - l D  Reti Am - 33 Da H irada d Ir - F.R.C Harm da Ob Orlan C. S. . . mon ra a M ndo S I . .. nia Metásta oares ase da
  • 2.
    1    A Harmonia Auditivaé alcançada pela utilização da música nas cerimônias Maçônicas. O som produz-se à custa de rápidas oscilações impostas a um corpo elástico por uma excitação qualquer e se· propaga em consequência de tais movimentos vibratórios, desencadeados no corpo elástico. Acarretam o abalo sucessivo das moléculas dos meios elásticos circundantes, sólidos, líquidos ou gasosos, inclusive o ar atmosférico. Música, segundo definição clássica é a Arte e Ciência da composição harmônica dos sons. O som musical, que se constitui de vibrações subordinadas a uma exigência de medida, produz efeitos variáveis, na razão em que as medidas variem, igualmente: Tais efeitos são capazes de exercer sensível influência sobre os ·seres vivos, particularmente nas criaturas humanas - excitáveis, deprimíeis, irritáveis etc. - pelas impressões que seus sentidos captam no meio-ambiente. O Irmão Maior da Ordem do Santo Graal, de Salvador, BA, Sérgio Seiji Futema, baseado39 1 em textos do Prof. Henrique José de Souza extraídos do livro "Os Mistérios dos Sexo" e em artigos publicados na "Revista Dhâranâ', fala-nos da influência dos perfumes, das cores, dos sabores e dos sons, no ritmo do corpo e da mente humana, até onde as vibrações podem elevar ,OU desagradar a personalidade, e que compõe hoje um capítulo da terapêutica oculta. No campo da música, principalmente, já se chegou a resultados efetivos e concretos quanto à influência dos sons sobre a alma e o organismo dos seres humanos. Já se chegou à conclusão que a música desarmônica contribui em alguns para provocar e até mesmo aumentar a intensidade dos sentimentos daninhos à psique humana, como o ódio, o medo, a cólera e a inveja. Os sons baixos são os que mais deprimem o indivíduo e, ao contrário, a música suave, melodiosa, delicada, ajusta a digestão, influencia a circulação sanguínea e intensifica o processo energético glandular. Músicas estridulas e desarmônicas, como algumas composições de ''jazz” e de "rock" produzem efeitos violentos de agitação e quase loucura. Ao nível consciente, quase não percebemos seus efeitos, mas a música afeta as células, estimula ordenada ou desordenadamente os sistemas glandular e muscular. A história bíblica dá-nos um exemplo da influência benéfica da música, quando David abranda o gênio de Saul tocando uma harpa. O som da flauta, por exemplo, era recomendado pelos antigos para a cura da ciática, como atesta Demócrito ao afirmar que muitas enfermidades encontram em remédio maravilhoso na harmonia das flautas. Na Alemanha, durante uma epidemia chamada “a Dança de São Guido", músicos eram contratados para acalmar os doentes por meio de músicas especialmente selecionadas2 . O Universo está repleto de sons, e em todos os sons há harmônicos. O harmônico, também chamado de "hipertom", é um fenômeno sonoro que ocorre todas as vezes em que se cria um som. Normalmente percebemos algo como tons isolados quando ouvimos uma nota tocada em um instrumento musical, como o violino ou o piano. Contudo, quase todos os tons produzidos por instrumentos musicais, por vozes ou por outras fontes sonoras não são de fato tons puros, mas misturas de frequências sonoras puras, chamadas 'parciais'. A mais baixa delas é fundamental. Toda parcial de frequência mais elevada que a fundamental é um harmônico. Antes de começarmos a explorar os harmônicos como fenômeno sonoro, vamos examinar o som. O som ê uma energia vibratória que assume a forma de ondas. E essas ondas                                                              1  Artigo publicado no Jornal "Hermés" de Fevereiro de 1999.  2  Ver Tabela de Músicas por sintomas em Anexo. 
  • 3.
    2    são medidas cientificamenteem unidades chamadas hertz (Hz), que medem os ciclos que essa energia cria a cada segundo. Esse valor é chamado objetivamente de 'frequência', e é conhecido subjetivamente como 'altura'. Uma corda que vibra de um lado para outro, cem vezes por segundo, cria um som que é medido como 100 Hz. Esta seria a sua frequência. Outra que vibra mil vezes por segundo seria medida como 1000 Hz. Nossa audição, como já tivemos oportunidade de abordar, em outro dos livros desta coleção, cobre uma gama limitada de vibrações entre 16 e 25000Hz. Essa faixa pode variar bastante, dependendo da pessoa e de sua idade. Enquanto que o limite superior para jovens com audição perfeita pode atingir 25000 Hz, uma boa parcela da população não consegue ouvir sons superiores a 10000 Hz. Os sons superiores a 25000Hz são chamados de ultrassons. Sons inferiores a 16 Hz são chamados de ELF3 . Quanto mais lenta a vibração de um som mais grave ele é. Quanto mais rápida a vibração, mais agudo o som. Em um piano a nota mais grave vibra a 27,5 Hz. A mais aguda a 4186 Hz. Se a corda de um piano vibra 256 Hz, cria a nota Dó, A Ré vibra a 293Hz; Mi, 330Hz; Fá, 349 Hz; Sol, 392 Hz; Lá 410Hz, Si, 512 Hz e Dó Maior vibra 512 Hz. Entretanto cada sistema de afinação emprega uma frequência vibratória diferente para cada nota. Assim, a nota Dó pode variar de 256Hz a 264 Hz .. Usando o exemplo da corda que vibra 256 vezes por segundo, a qual nos referimos como sendo um Dó, esse tom é chamado de 'fundamental'. Contudo com essa nota Dó estão soando muitas outras notas além do tom fundamental. São os “hipertons”, que embora não possamos distingui-los individualmente, contribuem para o timbre global de um instrumento. Releva saber entretanto que os “hipertons” estão matematicamente relacionados entre si. Vimos que o intervalo entre as notas variam e são desiguais. Mas os 'hipertons' são estabelecidos em uma razão matemática perfeita. Por exemplo, 2:1. Usando o exemplo da nota Dó, vale dizer que os sons que vibram a cada 256 vezes por segundo, são harmônicos. Assim temos que os primeiros dez harmônicos criados usando-se o Dó a 256Hz como fundamental são: 1. Dó (1), 256 Hz; 2. Dó (2), 512 Hz 3. Sol (1), 768 Hz 4. Dó (3), 1024Hz 5. Mi (1), 1280Hz 6. 501(2), 1536Hz 7. Si (1), 1792Hz 8. Dó (4), 2048Hz 9. Ré (1), 2304Hz                                                              3  Do inglês: "Extremely Low Frequency". Traduzindo: Frequência Extremamente Baixa. 
  • 4.
    3    10. Mi (1),2560Hz Na mitologia Grega, Orfeu. filho de Apolo, era considerado o Deus da Música e da Poesia. Ganhou de seu pai a lira, que ele trocara pelos bois roubados por Hermés. Embora alguns atribuam a invenção da Lira à caçadora Diana, segundo Junito Brandão e Pierre Grimal, dois dos mais renomados autores da Mitologia Greco-Romana, Hermés inventou a lira após tropeçar no casco vazio de uma tartaruga e ouvir os sons que ele produzia. Sobre a cavidade da concha que o casco da tartaruga formava, colocou cordas feiras com os intestinos dos bois que sacrificara para ofertar aos doze deuses. Orfeu foi aprender a tocá-la com as deusas do Olimpo. Tornou-se um mestre na sua arte, que até os animais e os rios paravam para ouvi-lo. Depois Hermés inventou a flauta, que tornou-se a Flauta de Pan. Apesar da música ter sido, entre as artes, a que mais tardia mente se desenvolveu, seus elementos constitutivos - o ritmo e o som - são tão velhos quanto o homem. Só no século II surgiu a teoria musical e com ela a notação ou escrita musical. A primeira notação que se tem conhecimento foi a do cantochão gregoriano, pelo qual as notas musicais eram representadas graficamente por letras: "N” representando a nota Lá , "B" a nota Si, "C" a Dó e assim por diante. Essa notação ainda é usada na França e países anglo-saxões, inclusive a Alemanha. Foi o monge italiano Guido D'Arezzo quem, no século XI, usou a pauta musical tom apenas quatro linhas: as claves de Fá, Dó e Sol. E foi ele também, quem deu o nome às atuais notas musicais, com as designações que conhecemos no Brasil. Ele as tirou das primeiras letras de cada hemistíquio de um Hino que, na época, era cantado em louvor a São João Batista, o patrono da Maçonaria Adonhiramita: "Ut queant lexis Mira gestorum Solve poluti Resonare fibris Famuli tuorum Labi reatum Santce Joanes.”4 Pela notação de Guido D'Arezzo, as letras da notação alemã foram substituídas, o "C" por Ut, o "D" por Ré, o "E" por Mi, o "F" por Fá, o "G" por Sol e o "H" por Lá. No século XVII o Ut foi substituído por Dó e foi acrescentada mais uma linha à pauta musical e acrescentada a nota Si. Não se conhece a sua origem. Usa-se a Harmonia no Templo para a construção de nossas mentes e corpos. A Harmonia entretanto é Divina e consequentemente é Cósmica. Ela altera as vibrações e pode construir ou destruir:                                                              4  Esse hino era cantado para que São João livrasse o povo de uma terrível doença, que fazia com que as pessoas perdessem a voz. Em uma tradução livre quer dizer: "Para que possam nossas vozes Cantar teus adoráveis efeitos, Guia os lábios de teus servos Oh, São João! 
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    4    "E sete sacerdoteslevavam as sete trombetas que servem no Jubileu; e marchavam adiante da arca do Senhor, andando e tocando, e o povo armado ia adiante deles, e o resto da multidão seguia a arca, e as trombetas ressoavam.”. (Josué 6:13) "Levantando pois todo o povo a grita, e soando as trombetas, logo que a voz e o som chegou aos ouvidos da multidão, caíram de repente os muros, e cada um subiu pelo lugar que lhe ficava defronte ..." (Josué 6:20) Evidente, pois, que a música não age apenas na alma do homem na sua parte psíquica. Age na própria matéria, assim como nos animais e vegetais. Em verdade age nos seres vivos em geral, e especialmente no homem por reações físicas e psíquicas. De fato, temos dois grandes grupos de agentes musicais: os Artistas e os Ouvintes. Jonathan Goldman, em "Os Sons Que Curam”, afirma: "Nas diversas tradições esotéricas e ocultas, os harmônicos e os sons das vogais são utilizados em trabalhos mágicos e cerimoniais. São 'Nomes de Deus' e 'Sons dos Chackras' e contém uma energia inerente que tem intrigado a humidade desde o primeiro som. Algumas lendas dizem que, antes da linguagem falada através das palavras, havia uma linguagem de harmônicos. Com essa linguagem, a humanidade conseguia se comunicar com todas as criaturas da natureza. Utilizava o conceito de informação codificada nas frequências tonais puras dos harmônico”. O Artista é o artífice, o criador e O intérprete musical: Os Ouvintes são as pessoas para quem se toca ou' se produz música. Os ouvintes devem se colocar em estado passivo de recepção, visto que a música em si não tem nenhuma mensagem, pois esta pode variar de acordo com o Ouvinte ou o Auditório, Há, pois, cinco grupos de Ouvintes: 1. Racionais: São os que tendo conhecimento técnico não se emocionam. Só cuidam do virtuosismo. 2. Ideáticos: São os que buscam a ideia da música. Ouvem e procuram interpretar as passagens, lembrando este ou aquele fato, como buscar a ideia de destino, da
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    5    fatalidade, da mortechegando sobre o corpo físico e da alma chegando ao céu, após a morte, ou outra qualquer. 3. Sentimentais: Os que se deixam levar pelos sentimentos que afloram mais acentuadamente com certas melodias que provocam a euforia, tristeza, lágrimas e até desespero. 4. Emotivos puros: São os que se deixam conduzir pela emoção. 5. Imaginativos: São os ouvintes que divagam. Deixam-se sonhar se perdem em devaneios e fantasias. Por isso a arte é pessoal, individual, emotiva e de efeitos psíco-fsicos. A música pelas vibrações de suas notas, que correspondem às cores, atuam sobre os corpos físico e psiquico do Homem, e também sobre os seus "chackras', através de seus "Tattwas': • DÓ - Vermelho - Tejas ou Fogo - Esplênico e Plexo solar: é energizante e vitalizante. Estimula a circulação da corrente sanguínea. • RE - Laranja – Prithivî ou Terra - Pés e Pernas: E liberador das funções mentais e corporais. Ameniza as repressões. Estimula a compreensão. • MI - Amarelo: E condutor de correntes magnéticas positivas. Fortalece os sistemas nervosos. Propicia o auto-controle. • FA - Verde - Vayú ou Ar: Cardíaco ou glândula Timo, Laríngeo e Frontal: Dá a harmonia ao corpo e equilibra o seu progresso. E a cor da saúde. • SOL - Azul Celeste: tranquilizador e soporífero. Induz à verdade. Induz às coisas do espírito. • LÁ - Azul índigo - Akâsha - Frontal e Coronário: Purificador da corrente sanguínea e do mental. Controla as correntes psíquicas. • SI - Violeta - Âpas - Básico ou Fundamental: E eletro-químico e estimulante do sistema nervoso. Proporciona alimento para a parte superior do cérebro, parte que expande os horizontes da nossa compreensão divina. • Sustenido ou Bemol5 - Branca: Pureza ou Perfeição. Grande poder curativo. Pode e deve ser usado em conjunto com outras cores. O Irmão Álvaro6 Parreiras assentado em estudos citados do médico Italiano Amadeo Ricci e de J. Menard apresenta a classificação das músicas, que abaixo transcrevemos por ser de elevado valor para os bons trabalhos Maçônicos: • Depressivas ou Mortificantes - Estas músicas devem ser usadas exclusivamente em cerimônias iniciáticas, em trechos de conteúdo dramático, com o objetivo de produzir impacto emotivo ligado à perda, morte, fracasso, traição, mal, escuridão, vida física perecível. No espírito do postulante ao objetivo da cerimônia, deve produzir a sensação                                                              5  Notações que aumentam ou diminuem, respectivamente, em meio tom as notas musicais.  6  Em sua Apostila de Ritualismo do Seminário de Mestres Maçons, do Grande Oriente do Rio de Janeiro.  do ano de 1988. 
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    6    de derrota, deinevitabilidade, de inferioridade absoluta diante da mensagem contida no drama ... • Sedativas ou Tranquilizantes - São usadas para transmitir passividade, participação contemplativa, postura de assimilação, em momentos ritualísticos sem fala. Possui característica de possibilitar um fundo harmônico que estabelece não só o ritmo das falas da cerimônia, como predispõe o ouvinte – participante ativo ou passivo do ritual- a se deixar envolver pelas palavras proferidas. E a música básica das cerimônias Maçônicas, exceto as iniciáticas, onde a harmonia se insere num conjunto de emoções a serem despertadas nos postulantes ou candidatos. • Evocativas - Estas podem ser depressivas, sedativas, estimulantes ou apoteóticas desde que guardem nas suas histórias, nas suas letras, e no conteúdo de suas dramatizações algum componente que estabeleça um do com as mensagens ou propósitos das cerimônias Maçônicas. • Sacras - São aquelas que não dizendo respeito expressamente a um grupo religioso, dirigem-se em seu conteúdo à Força inteligente invocada nas cerimônias Maçônicas afinadas com 'as Leis Antigas da Ordem, particularmente no simbolismo de abertura e fechamento dos Livros das crenças espirituais e nos juramentos em que se invoca essa Força. Em outras palavras, não se deve confundir Música Sacra com Música Religiosa. Na Maçonaria não devem ser tocadas músicas que evoquem procedi mentos de qualquer Religião. São utilizadas em Juramentos, compromissos, naqueles momentos em que invocamos o testemunho e a presença da Força Suprema que é a nossa crença maior: O Supremo Arbitro dos Mundos . • Cívicas - Músicas para os momentos onde a Pátria, seus valores históricos, símbolos, emblemas e datas significativas, são lembrados ou cultuados . • Estimulantes ou Solenes - Aquelas capazes de transmitir euforia, orgulho, alegria, emoção, calor, enfim, aquelas que estimulem o espírito, injetando-lhe vontade e recompondo lhe a disposição para acreditar nos valores e motivações que são transmitidos ou assinalados nos instantes em que são utilizados. Utilizada na entrada do Venerável, de autoridades e visitantes ilustres. Utiliza-se também, em momentos sem falas, solenes e festivos e para cobrir longas pausas ou momentos ritualísticos em que toma parte um grupo limitado. Também inclui-se neste grupo os momentos de leitura solene, no qual, finda a leitura, deve seguir uma complementação musical significativa . . • Apoteóticas - Musicas ou trechos musicais da classe das Músicas Estimulantes, porém escolhidas para encerrar as cerimônias de forma majestosa e marcante, deixando uma lembrança de grandiosidade e de profundo apelo emotivo. A Harmonia Ritualística presume que o tempo da cerimônia é determinado pela música e a elaboração de uma trilha musical deverá levar em consideração: . 1. A duração do trecho ritualístico que se quer ilustrar, devendo ser escolhido um trecho musical que dure um pouco mais que o tempo da fala. O trecho seguinte só deve ser iniciado com o término da música.
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      busca music dema Paulo Lord Mem 2. Nos ch substanci noespírit 3. Quand devem ter Nas dram ados. Chama cal. Só deve ais Oficiais d o Ferrai Mac Baden Powe mbro das: hamados Po almente mai to de todos o o a fala é exp r a sua parte matizações de amos a atenç e interrompe devem respeit kevicius M ell ARL ARL ntos Altos - is que a prec s presentes. plicativa ou mais signific evem ser utili ção de que r a música d tar essa regra M S Semead S Lótus V - os juramen ce, para que descritiva, a cativa tocada izados efeito o Mestre de depois de te a. dores da Verd Verde n° 249 ntos, por exe seus efeitos as músicas qu a após a leitu os sonoros, at e Harmonia rminada a fr dade n° 3690 98 emplo, a mú se fixem ma ue devem ser ura. tendo- se, po não deve in rase musica. 0 úsica deverá ais profunda r tocadas com orém aos obj nterromper a . Os Venerá 7  durar mente m elas etivos a frase veis e