Profissões Antigas Ferrador
Breve descrição do trabalho do ferrador Na forja da sua oficina o ferrador fazia os diferentes moldes para cascos de mulas, cavalos e  burros. Escolhido o tipo de ferradura de acordo com a variedade do terreno a pisar e com as características do animal, este era colocado para ser ferrado numa armação de madeira apropriada à tarefa e a que se chamava “Tronco".  Para maior segurança prendia-se os beiços do animal com um instrumento a que se dava o nome de "aziar". O ferrador preparava os cascos com os desbastes precisos para ser colocada a ferradura com "cravos" batidos a martelo.
Oficina de Ferrador
O trabalho do ferreiro Ferramentas e calças  A arte de ferrar.
Preparação das ferraduras Na forja, através do fogo, dava-se a necessária forma às ferraduras, sempre devidamente adaptadas ao casco do animal. Na bigorna, faziam-se os ajustes finais às ferraduras.
A arte de ferrar os cavalos. Na imagem, uma equipa de ferradores em pleno trabalho.
Colecção de peças de ferreiro
O ferreiro: um homem polivalente. O trabalho do ferrador ultratapassa e muito a tarefa de ferrar as bestas. No seu ofício, substituía, muitas vezes , o próprio veterinário, tratando de cortes e feridas dos animais. Também com frequência embelezava os animais, tosquiando-lhes a cauda e as crinas, ou até mesmo exercendo a função de capador.
Novas tecnologias na arte de ferrar. O ferrador moderno , dos poucos que ainda existem, utiliza novas tecnologias. À direita, o trabalho na bigorna e, em baixo, o interior de uma viatura devidamente apetrechada. No fundo uma ferradura moderna.
Ferreiro na oficina
O Espólio do velho ferrador
Luís Mesquita – o último ferrador do Seixo (Carrazeda de Ansiães ) Começou cedo a percorrer as aldeias com o pai para ferrar animais e foi ganhando o gosto pela arte da família, que aperfeiçoou num curso ligado à veterinária que tirou na tropa. Hoje, Luís Mesquita, natural de Seixo de Ansiães, no concelho de Carrazeda de Ansiães, é o último ferrador da terra
O gosto pelo trabalho de  “calçar” os animais Joaquim Roque, ferrador em Vila de Frades, concelho de Vidigueira, continua a ferrar e ajuda a manter o ofício vivo. Apesar da mudança dos tempos, esta profissão tradicional ainda permanece e as bigornas continuam a dar as formas necessárias às ferraduras que, ao longo do tempo, têm “calçado” os animais.
Um velho ferrador O Mestre Manuel Branco, foi o último ferrador de Arronches, com oficina na rua da Esperança, ali ferrou  cavalos, mulas e burros. Deixou a profissão com mais de 80 anos de idade Hoje passa parte do seu tempo com os amigos no Largo da Cadeia, em Arronches. 
Bolo de ferradura 1,5 Kg. farinha  1 Kg. açúcar  125 gr. margarina  1 lt. água  100 gr. fermento de padeiro  30 gr. fermento em pó  raspa de limão q.b.  sal q.b.  Preparação Amornar a água, retirar um pouco e dissolver o fermento de padeiro. Derreter a margarina sem deixar ferver. Num alguidar colocar a farinha, açúcar, raspa de limão, sal, fermento em pó e misturar todos os elementos.  Adicionar a margarina derretida, o fermento de padeiro dissolvido em água e amassar, juntando a restante água morna a pouco e pouco até ficar uma massa tipo pão. Tapar com um pano de cozinha e deixar repousar durante uma hora. Dividir a massa em porções com 150 gr. e tender estas em forma de ferradura; com uma tesoura dar golpes ao longo da ferradura. Pintar com gema de ovo e levar a cozer no forno a 230°.
 
Ferradura da sorte Trata-se de uma crença antiquíssima, segundo a qual o facto de encontrar uma ferradura é um bom augúrio. Nos tempos antigos, os príncipes e soberanos  tinham o costume de mandar ferrar os seus cavalos com ferraduras de prata e até ouro, com a finalidade de mostrar ostentações de riqueza durante um passeio, etc. Estas ferraduras desprendiam-se com facilidade e quem as encontrava adquiria uma pequena fortuna.

Ferrador

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    Breve descrição dotrabalho do ferrador Na forja da sua oficina o ferrador fazia os diferentes moldes para cascos de mulas, cavalos e burros. Escolhido o tipo de ferradura de acordo com a variedade do terreno a pisar e com as características do animal, este era colocado para ser ferrado numa armação de madeira apropriada à tarefa e a que se chamava “Tronco". Para maior segurança prendia-se os beiços do animal com um instrumento a que se dava o nome de "aziar". O ferrador preparava os cascos com os desbastes precisos para ser colocada a ferradura com "cravos" batidos a martelo.
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    O trabalho doferreiro Ferramentas e calças A arte de ferrar.
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    Preparação das ferradurasNa forja, através do fogo, dava-se a necessária forma às ferraduras, sempre devidamente adaptadas ao casco do animal. Na bigorna, faziam-se os ajustes finais às ferraduras.
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    A arte deferrar os cavalos. Na imagem, uma equipa de ferradores em pleno trabalho.
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    O ferreiro: umhomem polivalente. O trabalho do ferrador ultratapassa e muito a tarefa de ferrar as bestas. No seu ofício, substituía, muitas vezes , o próprio veterinário, tratando de cortes e feridas dos animais. Também com frequência embelezava os animais, tosquiando-lhes a cauda e as crinas, ou até mesmo exercendo a função de capador.
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    Novas tecnologias naarte de ferrar. O ferrador moderno , dos poucos que ainda existem, utiliza novas tecnologias. À direita, o trabalho na bigorna e, em baixo, o interior de uma viatura devidamente apetrechada. No fundo uma ferradura moderna.
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    O Espólio dovelho ferrador
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    Luís Mesquita –o último ferrador do Seixo (Carrazeda de Ansiães ) Começou cedo a percorrer as aldeias com o pai para ferrar animais e foi ganhando o gosto pela arte da família, que aperfeiçoou num curso ligado à veterinária que tirou na tropa. Hoje, Luís Mesquita, natural de Seixo de Ansiães, no concelho de Carrazeda de Ansiães, é o último ferrador da terra
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    O gosto pelotrabalho de “calçar” os animais Joaquim Roque, ferrador em Vila de Frades, concelho de Vidigueira, continua a ferrar e ajuda a manter o ofício vivo. Apesar da mudança dos tempos, esta profissão tradicional ainda permanece e as bigornas continuam a dar as formas necessárias às ferraduras que, ao longo do tempo, têm “calçado” os animais.
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    Um velho ferradorO Mestre Manuel Branco, foi o último ferrador de Arronches, com oficina na rua da Esperança, ali ferrou cavalos, mulas e burros. Deixou a profissão com mais de 80 anos de idade Hoje passa parte do seu tempo com os amigos no Largo da Cadeia, em Arronches. 
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    Bolo de ferradura1,5 Kg. farinha 1 Kg. açúcar 125 gr. margarina 1 lt. água 100 gr. fermento de padeiro 30 gr. fermento em pó raspa de limão q.b. sal q.b. Preparação Amornar a água, retirar um pouco e dissolver o fermento de padeiro. Derreter a margarina sem deixar ferver. Num alguidar colocar a farinha, açúcar, raspa de limão, sal, fermento em pó e misturar todos os elementos. Adicionar a margarina derretida, o fermento de padeiro dissolvido em água e amassar, juntando a restante água morna a pouco e pouco até ficar uma massa tipo pão. Tapar com um pano de cozinha e deixar repousar durante uma hora. Dividir a massa em porções com 150 gr. e tender estas em forma de ferradura; com uma tesoura dar golpes ao longo da ferradura. Pintar com gema de ovo e levar a cozer no forno a 230°.
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    Ferradura da sorteTrata-se de uma crença antiquíssima, segundo a qual o facto de encontrar uma ferradura é um bom augúrio. Nos tempos antigos, os príncipes e soberanos tinham o costume de mandar ferrar os seus cavalos com ferraduras de prata e até ouro, com a finalidade de mostrar ostentações de riqueza durante um passeio, etc. Estas ferraduras desprendiam-se com facilidade e quem as encontrava adquiria uma pequena fortuna.