Introdução
   Na Terra, como a conhecemos hoje, existe uma
    enorme diversidade de seres vivos. E, desde cedo
    na história da humanidade, esta diversidade
    levantou questões sobre a sua origem.
    Ainda hoje não existe consenso relativamente a esta
    diversidade, contudo o evolucionismo é a teoria mais
    aceite.
Fixismo
   Esta perspetiva acredita que os seres vivos terão
    sido assim desde o início dos tempos. Esta
    observação de imutabilidade condicionou as ideias
    dos primeiros filósofos relativamente a este
    problema, é o caso de Platão e Aristóteles. As ideias
    destes    dois   grandes     filósofos    marcavam
    profundamente a civilização ocidental, tendo sido as
    suas obras largamente utilizadas na Idade Média,
    representando uma verdade absoluta, e sendo
    assim, um obstáculo ao avanço da ciência.
Fixismo e o Criacionismo
   No contexto referido anteriormente, a explicação das
    espécies “caíam” num Princípio Criacionista ou
    Criacionismo. Segundo este, os seres vivos teriam
    sido criados por um ser divino, o que implicava que
    estas espécies fossem perfeitas e estáveis. Depois
    da sua criação estas ter-se-iam mantido iguais ao
    longo dos tempos, e as imperfeições que ocorrem
    seriam explicadas pela corrupção do mundo.
Evolucionismo
   A perspetiva de que o Mundo teria apresentado
    variações ao longo dos tempos e que as espécies
    não eram exceção a essas modificações, e que
    portanto colocava em causa as ideias fixistas.
   Foi o trabalho de cientistas como Lineu e o
    desenvolvimento da Paleontologia que vieram abalar
    as ideias fixistas.
Evolucionismo e o
Catastrofismo
   Em 1799, George Cuvier, na tentativa de conciliar as
    ideias fixistas e os dados revelados pelos estudos
    paleontológicos, apresentou a Teoria Catastrofista.
    Esta defendia que ao longo da história da Terra
    teriam ocorrido uma sucessão de catástrofes
    (dilúvios, glaciações, etc.), que teriam levado à
    destruição dos seres vivos aí existentes. Essas
    áreas seriam então repovoadas por outros seres
    vivos que migrariam de outros locais do planeta.
Evolucionismo e o
transformismo
   Em 1739, Buffon (figura importante da época) é
    nomeado para intendente do jardim do Rei, o que
    lhe permite desenvolver um extenso trabalho de
    análise e descrição da fauna e flora. No decorrer
    destes trabalhos, Buffon admite que as espécies
    derivariam umas das outras por degeneração e que
    esta transformação seria lenta e progressiva, com
    espécies intermediárias às atuais. Este também diria
    que estas transformações seriam consequência de
    fatores externos como o clima e o alimento.
   Esta teoria evolucionista proposta por Buffon ficou
    conhecida como teoria transformista.
Evolucionismo e o Uniformitarismo
   No final do século XVIII, a nossa visão do mundo como algo
    estático, estava a transformar-se agora numa ideia de um
    planeta em constante mudança, um “planeta vivo”.
   Em 1778, o geólogo James Hutton publicou uma obra (Theory
    of the Earth), que veio abalar violentamente a hipótese
    Catastrofista. Hutton estabeleceu uma idade para a Terra, muito
    superior à que era admitida até então, afirmando que esta
    desde sempre teria sido “dominada” por fenómenos como a
    chuva, as geadas, os ventos, que seriam responsáveis por
    fenómenos como a erosão, subsidência e sedimentação. Com
    isto Hutton defendia que os fenómenos existentes na atualidade
    são idênticos aos que teriam existido no passado.
   Esta teoria defendida por Hutton ficaria conhecida como Teoria
    do Uniformitarismo
Evolucionismo e o Gradualismo
   A obra de Hutton teria sido retomada mais tarde pelo geólogo
    Lyell, que conclui que:
     As leis naturais são constantes no espaço e no tempo;
     Os acontecimentos do passado devem ser explicados
       através dos mesmos processos que os acontecimentos
       atuais;
     A maioria das alterações geológicas ocorre de forma lenta e
       gradual.
   E embora Lyell se tivesse mostrado relutante em aceitar a
    transformação das espécies, a sua teoria geológica gradualista
    tornou inevitável o surgimento de teorias biológicas
    relativamente á evolução das espécies. Contudo faltavam a
    estas teorias biológicas modelos que explicassem este
    processo evolutivo.
FIM

Evolucionismo vs

  • 2.
    Introdução  Na Terra, como a conhecemos hoje, existe uma enorme diversidade de seres vivos. E, desde cedo na história da humanidade, esta diversidade levantou questões sobre a sua origem. Ainda hoje não existe consenso relativamente a esta diversidade, contudo o evolucionismo é a teoria mais aceite.
  • 3.
    Fixismo  Esta perspetiva acredita que os seres vivos terão sido assim desde o início dos tempos. Esta observação de imutabilidade condicionou as ideias dos primeiros filósofos relativamente a este problema, é o caso de Platão e Aristóteles. As ideias destes dois grandes filósofos marcavam profundamente a civilização ocidental, tendo sido as suas obras largamente utilizadas na Idade Média, representando uma verdade absoluta, e sendo assim, um obstáculo ao avanço da ciência.
  • 4.
    Fixismo e oCriacionismo  No contexto referido anteriormente, a explicação das espécies “caíam” num Princípio Criacionista ou Criacionismo. Segundo este, os seres vivos teriam sido criados por um ser divino, o que implicava que estas espécies fossem perfeitas e estáveis. Depois da sua criação estas ter-se-iam mantido iguais ao longo dos tempos, e as imperfeições que ocorrem seriam explicadas pela corrupção do mundo.
  • 5.
    Evolucionismo  A perspetiva de que o Mundo teria apresentado variações ao longo dos tempos e que as espécies não eram exceção a essas modificações, e que portanto colocava em causa as ideias fixistas.  Foi o trabalho de cientistas como Lineu e o desenvolvimento da Paleontologia que vieram abalar as ideias fixistas.
  • 6.
    Evolucionismo e o Catastrofismo  Em 1799, George Cuvier, na tentativa de conciliar as ideias fixistas e os dados revelados pelos estudos paleontológicos, apresentou a Teoria Catastrofista. Esta defendia que ao longo da história da Terra teriam ocorrido uma sucessão de catástrofes (dilúvios, glaciações, etc.), que teriam levado à destruição dos seres vivos aí existentes. Essas áreas seriam então repovoadas por outros seres vivos que migrariam de outros locais do planeta.
  • 7.
    Evolucionismo e o transformismo  Em 1739, Buffon (figura importante da época) é nomeado para intendente do jardim do Rei, o que lhe permite desenvolver um extenso trabalho de análise e descrição da fauna e flora. No decorrer destes trabalhos, Buffon admite que as espécies derivariam umas das outras por degeneração e que esta transformação seria lenta e progressiva, com espécies intermediárias às atuais. Este também diria que estas transformações seriam consequência de fatores externos como o clima e o alimento.  Esta teoria evolucionista proposta por Buffon ficou conhecida como teoria transformista.
  • 8.
    Evolucionismo e oUniformitarismo  No final do século XVIII, a nossa visão do mundo como algo estático, estava a transformar-se agora numa ideia de um planeta em constante mudança, um “planeta vivo”.  Em 1778, o geólogo James Hutton publicou uma obra (Theory of the Earth), que veio abalar violentamente a hipótese Catastrofista. Hutton estabeleceu uma idade para a Terra, muito superior à que era admitida até então, afirmando que esta desde sempre teria sido “dominada” por fenómenos como a chuva, as geadas, os ventos, que seriam responsáveis por fenómenos como a erosão, subsidência e sedimentação. Com isto Hutton defendia que os fenómenos existentes na atualidade são idênticos aos que teriam existido no passado.  Esta teoria defendida por Hutton ficaria conhecida como Teoria do Uniformitarismo
  • 9.
    Evolucionismo e oGradualismo  A obra de Hutton teria sido retomada mais tarde pelo geólogo Lyell, que conclui que:  As leis naturais são constantes no espaço e no tempo;  Os acontecimentos do passado devem ser explicados através dos mesmos processos que os acontecimentos atuais;  A maioria das alterações geológicas ocorre de forma lenta e gradual.  E embora Lyell se tivesse mostrado relutante em aceitar a transformação das espécies, a sua teoria geológica gradualista tornou inevitável o surgimento de teorias biológicas relativamente á evolução das espécies. Contudo faltavam a estas teorias biológicas modelos que explicassem este processo evolutivo.
  • 10.