Ignacio Moreno

Departamento de Zoologia
Instituto de Biociências
UFRGS




                           Golfinho-pintado-pantropical (Stenella attenuata) – Ignacio Moreno
Cetáceos
      89 espécies

exclusivamente aquáticos

   distribuição global

       2 famílias

            Misticetos

          Odontocetos
CETACEA

                              Mysticeti
                              Baleias
                              filtradoras

Archaeoceti
Baleias arcaicas
- não filtradoras
- sem ecolocalização




              Odontoceti
  Golfinhos e baleias com
                    dentes
        (ecolocalizadores)
CETACEA


Padrões evolutivos




             Ignacio Moreno
Três grandes radiações




1 – invasão
  da água

 Extinção dos répteis
 marinhos no final do
 Cretáceo e oportunidade
 para a posterior radiação
 dos cetáceos.
1 – Eoceno (50ma)
   - aquecimento global generalizado;
   - pequeno gradiente de temperatura ente os trópicos e os pólos:
   - finaliza com um decréscimo da temperatura e glaciações.




Imagem: http://jan.ucc.nau.edu/~rcb7/mollglobe.html
Três grandes radiações




1 – invasão
  da água




        2 – radiação de
            Neoceti
2 – Oligoceno (35ma)
   - Glaciações;
   - Temperatura dos oceanos decresce significativamente;
   - Extinção massiva de organismos marinhos;
   - Formação do Oceano Austral e da corrente Circumpolar Antártica.




Imagem: http://jan.ucc.nau.edu/~rcb7/35moll.jpg
Três grandes radiações



                               3 – radiação dos Cetáceos atuais


1 – invasão
  da água




        2 – radiação de
            Neoceti
3 – Mioceno (12-10ma)
   - Configuração topológica parecidas com as condições atuais;
   - Colisão entre Índia e Ásia (circulação atmosférica):
   - Mudanças na circulação oceânica (ressurgências e correntes
   profundas);




Imagem: http://jan.ucc.nau.edu/~rcb7/20moll.jpg jpg
Tres grandes radiações
   1 – Radiação do Eoceno (50ma):
    - invasão da água, desde a região litorânea
   até a plataforma continental, uma região
   não explorada por outros mamíferos
   carnívoros;
                                                                            Pakicetus, 50ma - aquático

   2 – Radiação do Oligoceno (35ma):
   - marca o “divórcio”com o ambiente
   terrestre com a invasão total dos oceanos;
   - inclui animais filtradores em regiões
   polares e predação em ambientes afóticos
                                                                          Basilossaurus, 37ma – aquático
   com o auxílio da ecolocação;


   3 – Radiação do Mioceno (12-10ma):
   - Declínio das formas arcaicas;
   - diversidade de várias famílias dos
   Delphinoids (Delphinidae, Monodontidae,
   Phocoenidae) e Balaenopteridae.
                                                                     Kentriodon, 15ma – golfinho ancestral
Imagens: http://www.edwardtbabinski.us/whales/evolution_of_whales/
Macroevolução – Crânio
               Transição entre o meio terrestre e aquático em 15 milhões de anos!




     Ambulocetus natans          Rodhocetus kasrani        Basilosaurus isis




        Mammalodon                     Janjucetus                 Waipatia




Fotos: Ignacio Moreno/
Aetiocetus weltoni




                 Demere et al. (2008) Syst. Biol. 57(1):15–37
Relações e incongruências




                                                                                               Artiodactila
                                                                    Artiodactila




         Morfologia                                                                Molecular



Fonte: Annalisa Berta & James Sumich 2006 – Marine Mammals Evolutionary Biology
O tornozelo perdido?
 Artiocetus clavus † (A e C)                  Archaeotherium mortoni † (B e D)                           Morfologia   Molecular




                                                                                                                                      Cetartiodátila
                  Vista dorsal                                   Vista plantar




                                                                                                                        Artiodátila
        CETÁCEOS SÃO ARTIODÁTILOS:
Fonte: Annalisa Berta & James Sumich 2006 – Marine Mammals Evolutionary Biology e Geisler et al . 2007
Artiodátila = Cetartiodátila

                    Ruminantia




                                       CETARTIODÁTILA
                                         (Arctiodátila)
                
                    Cetacea
             Hippopotamidae

                       Suidae

                    Camelidae



                                 PERISODÁCTILA

MESONYCHIA


                                                          Geisler et al. 2007
Cetartiodátila
Mamíferos de cascos:

Hipopótamos, porcos, camelos, antílopes, gado, girafas, veados, cervos.
Cetartiodátila
Mamíferos de cascos:

Hipopótamos, porcos, camelos, antílopes, gado, girafas, veados, cervos
e agora os cetáceos!
Artiodátila = Cetartiodátila

   • Estômagos complexos;
       • Fígado simples;
    • Órgaõs reprodutivos;
CETACEA


Comportamento




          Ignacio Moreno
Comportamento




Fotos: José Martins da Silva Jr. e Ignacio Moreno
Olhando pelo buraco da fechadura




Foto: Ignacio Moreno
Comportamento

                 ODONTOCETOS                             MISTICETOS
                 - Ecolocação;                           - Migração;
                 - Alimentação;                          - Alimentação;
                      - dentes                                - filtração
                 - Reprodução;                           - Reprodução.




     Golfinho-rotador (Stenella longirostris)   Baleia-Jubarte (Megaptera novaeangliae)

Fotos: Ignacio Moreno
Adaptações ao mergulho
Adaptações ao mergulho
      Renovação de ar:
          Mamíferos terrestres – 10 a 25% (humanos renovam apenas 15%)
          Mamíferos marinhos – tipicamente maior do que 75%, podendo
            exceder 90% no caso de alguns cetáceos.
        Camada de gordura;
        Sistema de contra-corrente;
        Tolerância ao gás carbônico e ao ácido lático;
        Visão.




Fotos: maurício Tavares/GEMARS
Adaptações ao mergulho



Hiperventilação
Bradicardia
Músculos ricos em mioglobina
Não sofrem embolia gasosa
Capacidade de colapsar os pulmões
Retia mirabile
Adaptações ao mergulho


           Espécie              Tempo       Profundidade
Pacific white-sided dolphin   5 (minutos)    210 (metros)

Boto                              10            535

Orca                              15             250
Narwall                           20            1000
Jubarte                           20             150

Baleia cinzenta                   25             170
Baleia Fin                        30             500
Baleia azul                       50             100
Baleia-da-Groelândia              80             300
Baleia-bicuda                    120            1000

Cachalote                        140            3000
Odontoceti

  presença de dentes




                         Ignacio Moreno/GEMARS
   um orifício externo

      ecolocação




                         Ignacio Moreno/GEMARS
    1,7 a18 metros

 marinhos e água doce



                         Ignacio Moreno/GEMARS
  asimetria craniana*
Odontocetos

    Ecolocação



                 Crânio
Alimetação
Diversas estratégias alimentares:
• Debilitação da presa;
• Técnicas de captura;
    • individuais e em grupo;
• Manipulação e preparação da presa;
Orca – Orcinus orca
  • Predador voraz;
        • alimenta-se de peixes, cetáceos, pinípedes lontras, dugongos, aves e
        tartarugas marinhas;
  • Comunicação;
        • estrutura de grupo, líder e tarefas específicas;
  • Aprendizado;
        • Treinos.




Fotos: Dennis Buurman e Ingrid Visser
Orca – Orcinus orca
  Encalhe na praia
  -Península de valdes;
       - Leões marinhos;
  -Ilhas Crozet (Oceano Índico);
       - pinguins




Fotos: Dennis Buurman, Brett Jarrett e Ingrid Visser
Orca – Orcinus orca
Ataque em grupo:
- Grandes cetáceos;
     - atacam geralmente filhotres;
     - não comem o animal inteiro
- Pequenos cetáceos;
     - em grupo ou solitários;
- Pinípedes;
    - estraégias diferenciadas.
Golfinhos
Particularidades:

- “Crater feeding”
- “Sponge carring”
Pesca cooperativa - Boto
   - Boto ou golfinho-nariz-de-garrafa
       - Tursiops truncatus
   -Sul do Brasil;
       - Laguna, Torres e Tramandaí.
   - Aprendizado;

   - Populações praticamente fixas;

   - Botos conhecidos;
       - Lobisomen, Coquinho, bagrinho,
       Tafarel, etc..




Fotos: Ignacio Moreno
Predação
   - Tubarões (branco, tigre, tintureira)
   - Outros cetáceos (orca, falsa-orca)
   - Urso polar

 Táticas de defesa
Cuidado parental
   - Ataques de orca e tubarões;
Comportamento reprodutivo
- Estratégias reprodutivas:
    pares monogâmicos e ou promiscuidade;
- Comportamentos complexos
    entre animais do mesmo sexo, adultos e juvenis.
Golfinho-rotador
        - Poligâmicos;
            Uma fêmea copula com vários machos;
        - Estrutura social;
         União do grupo.




Foto: José Martins da Silva Jr.
Golfinho-rotador
        -     - A fêmea chega a copular com até 10 machos;
               - - fila “indiana”
               - - competição espermática
        -     - Cópula “rápida”: 16s.




Foto: José Martins da Silva Jr.
Golfinho-rotador
Boto-cor-de-rosa
 -    - Carregam “flores” (únicos mamíferos aquáticos que fazem isso);
           algas, pedras, galhos e troncos;
 -    - machos adultos e sub-adultos;
 -          raramente fêmeas
 -    - competição corporal;
           pelas fêmeas e os objetos.
 -    - não ocorre o ano inteiro;
        - coincide com o período de fertilidade das fêmeas.




Martin A et al. Biol. Lett. 2008;4:243-245
Encalhes: fatos e ficção
Tipos de Encalhes


 Encalhe individual:      Encalhe em massa:
  - Um animal;               – Mais de um animal.
  - Mãe e filhote.
Caracterísitcas dos encalhes
 Forte estrutura social
 Hábitos oceânicos
 Espécies gregárias
 Apenas nos odontocetos
 10 espécies freqüentemente envolvidas
 10 espécies eventualmente envolvidas
Causas
 Parasitas no ouvido externo;
 Doenças;
 Desorientação / acústica;
 Teoria “siga o líder”;
 Poluição;
 Testes com sonares;
Misticetos

  ausência de dentes




                            Ignacio Moreno/GEMARS
  dois orifícios externos

        migração




                            Ignacio Moreno/GEMARS
    de 7 a 33 metros

        marinhos



                            Ignacio Moreno/GEMARS
    simetria craniana
Migrações
   Baixas latitudes
       (inverno e primavera)        Rotas migratórias das baleias
        reprodução e cria           desde a Antártica migratórias
                                     Possíveis rotas até o Brasil




     Altas latitudes
         (verão e outono)
                                    ?         ?
         alimentação



Fotos: Ignacio Moreno
Migrações
Comportamento reprodutivo
 Baleia-franca-do-sul (Eubalaena autralis)
     Hábitos costeiros;
     Competição intra-uterina;
     Grupos de “ajuda”;
Comportamento reprodutivo
Comportamento reprodutivo
Baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae)
    Hábitos oceânicos;
    Grupos competitivos;
    Sons;
   - Atrair a fêmea ou competição com outros machos;
    - sempre machos, principalmente na época reprodutiva;
   - muda ao longo do tempo, mantendo o padrão característico.
Área de reprodução e cria (SC e RS)




Foto: Rodrigo Baleia
Alimentação


 Alimentam-se engolfando
    enorme quantidade de água
    e presa.

 Cerdas bucais menores,
    presas maiores.

 Hemisfério sul: krill

 Hemisfério norte: peixes de
    cardume, lulas.



                            Sulcos ventrais distendidos
Foto: Ignacio Moreno
Alimentação
Jubarte e a “alimentação por bolhas” (bubble feeding)
- uso de uma “rede”
- pesca cooperativa;
- coordenação;
- não ocorre em todas as áreas;
Obrigado!
iggy.moreno@gmail.com

Evoluçao e comportamento de cetaceos planetario

  • 1.
    Ignacio Moreno Departamento deZoologia Instituto de Biociências UFRGS Golfinho-pintado-pantropical (Stenella attenuata) – Ignacio Moreno
  • 2.
    Cetáceos 89 espécies exclusivamente aquáticos distribuição global 2 famílias Misticetos Odontocetos
  • 3.
    CETACEA Mysticeti Baleias filtradoras Archaeoceti Baleias arcaicas - não filtradoras - sem ecolocalização Odontoceti Golfinhos e baleias com dentes (ecolocalizadores)
  • 4.
  • 5.
    Três grandes radiações 1– invasão da água Extinção dos répteis marinhos no final do Cretáceo e oportunidade para a posterior radiação dos cetáceos.
  • 6.
    1 – Eoceno(50ma) - aquecimento global generalizado; - pequeno gradiente de temperatura ente os trópicos e os pólos: - finaliza com um decréscimo da temperatura e glaciações. Imagem: http://jan.ucc.nau.edu/~rcb7/mollglobe.html
  • 7.
    Três grandes radiações 1– invasão da água 2 – radiação de Neoceti
  • 8.
    2 – Oligoceno(35ma) - Glaciações; - Temperatura dos oceanos decresce significativamente; - Extinção massiva de organismos marinhos; - Formação do Oceano Austral e da corrente Circumpolar Antártica. Imagem: http://jan.ucc.nau.edu/~rcb7/35moll.jpg
  • 9.
    Três grandes radiações 3 – radiação dos Cetáceos atuais 1 – invasão da água 2 – radiação de Neoceti
  • 10.
    3 – Mioceno(12-10ma) - Configuração topológica parecidas com as condições atuais; - Colisão entre Índia e Ásia (circulação atmosférica): - Mudanças na circulação oceânica (ressurgências e correntes profundas); Imagem: http://jan.ucc.nau.edu/~rcb7/20moll.jpg jpg
  • 11.
    Tres grandes radiações 1 – Radiação do Eoceno (50ma): - invasão da água, desde a região litorânea até a plataforma continental, uma região não explorada por outros mamíferos carnívoros; Pakicetus, 50ma - aquático 2 – Radiação do Oligoceno (35ma): - marca o “divórcio”com o ambiente terrestre com a invasão total dos oceanos; - inclui animais filtradores em regiões polares e predação em ambientes afóticos Basilossaurus, 37ma – aquático com o auxílio da ecolocação; 3 – Radiação do Mioceno (12-10ma): - Declínio das formas arcaicas; - diversidade de várias famílias dos Delphinoids (Delphinidae, Monodontidae, Phocoenidae) e Balaenopteridae. Kentriodon, 15ma – golfinho ancestral Imagens: http://www.edwardtbabinski.us/whales/evolution_of_whales/
  • 12.
    Macroevolução – Crânio Transição entre o meio terrestre e aquático em 15 milhões de anos! Ambulocetus natans Rodhocetus kasrani Basilosaurus isis Mammalodon Janjucetus Waipatia Fotos: Ignacio Moreno/
  • 13.
    Aetiocetus weltoni Demere et al. (2008) Syst. Biol. 57(1):15–37
  • 14.
    Relações e incongruências Artiodactila Artiodactila Morfologia Molecular Fonte: Annalisa Berta & James Sumich 2006 – Marine Mammals Evolutionary Biology
  • 15.
    O tornozelo perdido? Artiocetus clavus † (A e C) Archaeotherium mortoni † (B e D) Morfologia Molecular Cetartiodátila Vista dorsal Vista plantar Artiodátila CETÁCEOS SÃO ARTIODÁTILOS: Fonte: Annalisa Berta & James Sumich 2006 – Marine Mammals Evolutionary Biology e Geisler et al . 2007
  • 16.
    Artiodátila = Cetartiodátila Ruminantia CETARTIODÁTILA (Arctiodátila) Cetacea Hippopotamidae Suidae Camelidae PERISODÁCTILA MESONYCHIA Geisler et al. 2007
  • 17.
    Cetartiodátila Mamíferos de cascos: Hipopótamos,porcos, camelos, antílopes, gado, girafas, veados, cervos.
  • 18.
    Cetartiodátila Mamíferos de cascos: Hipopótamos,porcos, camelos, antílopes, gado, girafas, veados, cervos e agora os cetáceos!
  • 19.
    Artiodátila = Cetartiodátila • Estômagos complexos; • Fígado simples; • Órgaõs reprodutivos;
  • 20.
    CETACEA Comportamento Ignacio Moreno
  • 21.
    Comportamento Fotos: José Martinsda Silva Jr. e Ignacio Moreno
  • 22.
    Olhando pelo buracoda fechadura Foto: Ignacio Moreno
  • 23.
    Comportamento ODONTOCETOS MISTICETOS - Ecolocação; - Migração; - Alimentação; - Alimentação; - dentes - filtração - Reprodução; - Reprodução. Golfinho-rotador (Stenella longirostris) Baleia-Jubarte (Megaptera novaeangliae) Fotos: Ignacio Moreno
  • 24.
  • 25.
    Adaptações ao mergulho  Renovação de ar:  Mamíferos terrestres – 10 a 25% (humanos renovam apenas 15%)  Mamíferos marinhos – tipicamente maior do que 75%, podendo exceder 90% no caso de alguns cetáceos.  Camada de gordura;  Sistema de contra-corrente;  Tolerância ao gás carbônico e ao ácido lático;  Visão. Fotos: maurício Tavares/GEMARS
  • 26.
    Adaptações ao mergulho Hiperventilação Bradicardia Músculosricos em mioglobina Não sofrem embolia gasosa Capacidade de colapsar os pulmões Retia mirabile
  • 27.
    Adaptações ao mergulho Espécie Tempo Profundidade Pacific white-sided dolphin 5 (minutos) 210 (metros) Boto 10 535 Orca 15 250 Narwall 20 1000 Jubarte 20 150 Baleia cinzenta 25 170 Baleia Fin 30 500 Baleia azul 50 100 Baleia-da-Groelândia 80 300 Baleia-bicuda 120 1000 Cachalote 140 3000
  • 28.
    Odontoceti presençade dentes Ignacio Moreno/GEMARS um orifício externo ecolocação Ignacio Moreno/GEMARS 1,7 a18 metros marinhos e água doce Ignacio Moreno/GEMARS asimetria craniana*
  • 29.
    Odontocetos Ecolocação Crânio
  • 30.
    Alimetação Diversas estratégias alimentares: •Debilitação da presa; • Técnicas de captura; • individuais e em grupo; • Manipulação e preparação da presa;
  • 31.
    Orca – Orcinusorca • Predador voraz; • alimenta-se de peixes, cetáceos, pinípedes lontras, dugongos, aves e tartarugas marinhas; • Comunicação; • estrutura de grupo, líder e tarefas específicas; • Aprendizado; • Treinos. Fotos: Dennis Buurman e Ingrid Visser
  • 32.
    Orca – Orcinusorca Encalhe na praia -Península de valdes; - Leões marinhos; -Ilhas Crozet (Oceano Índico); - pinguins Fotos: Dennis Buurman, Brett Jarrett e Ingrid Visser
  • 33.
    Orca – Orcinusorca Ataque em grupo: - Grandes cetáceos; - atacam geralmente filhotres; - não comem o animal inteiro - Pequenos cetáceos; - em grupo ou solitários; - Pinípedes; - estraégias diferenciadas.
  • 34.
  • 35.
    Pesca cooperativa -Boto - Boto ou golfinho-nariz-de-garrafa - Tursiops truncatus -Sul do Brasil; - Laguna, Torres e Tramandaí. - Aprendizado; - Populações praticamente fixas; - Botos conhecidos; - Lobisomen, Coquinho, bagrinho, Tafarel, etc.. Fotos: Ignacio Moreno
  • 37.
    Predação  - Tubarões (branco, tigre, tintureira)  - Outros cetáceos (orca, falsa-orca)  - Urso polar  Táticas de defesa
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    Cuidado parental  - Ataques de orca e tubarões;
  • 39.
    Comportamento reprodutivo - Estratégiasreprodutivas: pares monogâmicos e ou promiscuidade; - Comportamentos complexos entre animais do mesmo sexo, adultos e juvenis.
  • 40.
    Golfinho-rotador - Poligâmicos; Uma fêmea copula com vários machos; - Estrutura social;  União do grupo. Foto: José Martins da Silva Jr.
  • 41.
    Golfinho-rotador - - A fêmea chega a copular com até 10 machos; - - fila “indiana” - - competição espermática - - Cópula “rápida”: 16s. Foto: José Martins da Silva Jr.
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  • 43.
    Boto-cor-de-rosa - - Carregam “flores” (únicos mamíferos aquáticos que fazem isso); algas, pedras, galhos e troncos; - - machos adultos e sub-adultos; - raramente fêmeas - - competição corporal; pelas fêmeas e os objetos. - - não ocorre o ano inteiro; - coincide com o período de fertilidade das fêmeas. Martin A et al. Biol. Lett. 2008;4:243-245
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  • 45.
    Tipos de Encalhes Encalhe individual:  Encalhe em massa: - Um animal; – Mais de um animal. - Mãe e filhote.
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    Caracterísitcas dos encalhes Forte estrutura social  Hábitos oceânicos  Espécies gregárias  Apenas nos odontocetos  10 espécies freqüentemente envolvidas  10 espécies eventualmente envolvidas
  • 47.
    Causas  Parasitas noouvido externo;  Doenças;  Desorientação / acústica;  Teoria “siga o líder”;  Poluição;  Testes com sonares;
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    Misticetos ausênciade dentes Ignacio Moreno/GEMARS dois orifícios externos migração Ignacio Moreno/GEMARS de 7 a 33 metros marinhos Ignacio Moreno/GEMARS simetria craniana
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    Migrações Baixas latitudes (inverno e primavera) Rotas migratórias das baleias reprodução e cria desde a Antártica migratórias Possíveis rotas até o Brasil Altas latitudes (verão e outono) ? ? alimentação Fotos: Ignacio Moreno
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    Comportamento reprodutivo  Baleia-franca-do-sul(Eubalaena autralis)  Hábitos costeiros;  Competição intra-uterina;  Grupos de “ajuda”;
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    Comportamento reprodutivo Baleia-jubarte (Megapteranovaeangliae)  Hábitos oceânicos;  Grupos competitivos;  Sons; - Atrair a fêmea ou competição com outros machos; - sempre machos, principalmente na época reprodutiva; - muda ao longo do tempo, mantendo o padrão característico.
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    Área de reproduçãoe cria (SC e RS) Foto: Rodrigo Baleia
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    Alimentação  Alimentam-se engolfando enorme quantidade de água e presa.  Cerdas bucais menores, presas maiores.  Hemisfério sul: krill  Hemisfério norte: peixes de cardume, lulas. Sulcos ventrais distendidos Foto: Ignacio Moreno
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    Alimentação Jubarte e a“alimentação por bolhas” (bubble feeding) - uso de uma “rede” - pesca cooperativa; - coordenação; - não ocorre em todas as áreas;
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