Esperanças docentes... marisavalladares
...A esperança é solidária, mesmo quando solitária... ... E persevera contra a descrença de quem não mais acredita...
... o esperançar de cada pessoa nasce e se fortalece a partir do que se aprende no trato com o outro na história de cada um de nós, e, por isso, a esperança traz consigo a polifonia do mundo...
A esperança tem urgência... ...Embora seja paciente...
...a esperança movimenta o esperançar, verbo que se conjuga vigorosamente, em silêncio ou com barulho, quando se acredita na humanidade, quando se aposta na vida...
...A esperança justifica a educação, uma das maiores alavancas da esperança...
...aprendemos a esperançar quando, ao recusarmos jeitos contra a vida de pessoas e contra a natureza...
...e não permitimos que tal presente se alastre no passado e no futuro canibalizando-os, como nos alerta Boaventura (1996).
“ seria uma contradição se, inacabado e consciente do inacabamento, primeiro, o ser humano não se inscrevesse ou não se achasse predisposto a participar de um movimento constante de busca e, segundo, se buscasse sem esperança.”
No duelo entre a esperança e o desencanto que se instala no mundo nestes tempos, enquanto o horror brota do chão, impregna e suja ares,  mares, florestas  e toda a  espécie de vida...
...a esperança não se deixa vencer...
A esperança vinga entre o pranto e a dor, escorregando em lágrimas que prometem não esquecer para mudar, que regam o chão do hoje, preparando-o para o frutificar de um amanhã diferente...
Ela enfrenta e se instala entre canhões e fuzis, pela mão de crianças...
A importância da narrativa docente é esperança de colar o viver e o agir.
Cumpre narrar o que fazemos e partilhar esperanças na perspectiva de que utopia é apenas o que não se concretizou ainda.
Contar histórias possíveis - e aparentemente utópicas –fortalece memórias que se tornam reservas de esperança nas sociedades, entre grupos sociais subjugados, maltratados, mas rebeldes no desejo de mudança.
Como traduzir isto na sala de aula?
... não há receitas mas continuamos, teimosamente, a tentar, dia após dia, dor sobre dor, alegria somada a outra...
Há pistas... Lutar pela condição de professora-pesquisadora, pela autoridade de saber...
Se abandonamos a pieguice, não podemos colocar no lugar um amor engajado, sério mas alegre?
Se optamos pelo ensino laico, que tal manter a fé no bem, a esperança na paz, a solidariedade no conviver?
...juntar esperança e conhecimento para trançar diferentes modos de (vi)ver a vida, ler o mundo, querer o futuro...
quando o dia fica nublado, os girassóis se viram uns para os outros, buscando forças no companheiro...
“ Dá-me, Senhor, a constância das ondas do mar, para que a cada recuo eu tenha forças para voltar...”   ...Esperancemos...

Esperanças docentes

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    ...A esperança ésolidária, mesmo quando solitária... ... E persevera contra a descrença de quem não mais acredita...
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    ... o esperançarde cada pessoa nasce e se fortalece a partir do que se aprende no trato com o outro na história de cada um de nós, e, por isso, a esperança traz consigo a polifonia do mundo...
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    A esperança temurgência... ...Embora seja paciente...
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    ...a esperança movimentao esperançar, verbo que se conjuga vigorosamente, em silêncio ou com barulho, quando se acredita na humanidade, quando se aposta na vida...
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    ...A esperança justificaa educação, uma das maiores alavancas da esperança...
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    ...aprendemos a esperançarquando, ao recusarmos jeitos contra a vida de pessoas e contra a natureza...
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    ...e não permitimosque tal presente se alastre no passado e no futuro canibalizando-os, como nos alerta Boaventura (1996).
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    “ seria umacontradição se, inacabado e consciente do inacabamento, primeiro, o ser humano não se inscrevesse ou não se achasse predisposto a participar de um movimento constante de busca e, segundo, se buscasse sem esperança.”
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    No duelo entrea esperança e o desencanto que se instala no mundo nestes tempos, enquanto o horror brota do chão, impregna e suja ares, mares, florestas e toda a espécie de vida...
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    ...a esperança nãose deixa vencer...
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    A esperança vingaentre o pranto e a dor, escorregando em lágrimas que prometem não esquecer para mudar, que regam o chão do hoje, preparando-o para o frutificar de um amanhã diferente...
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    Ela enfrenta ese instala entre canhões e fuzis, pela mão de crianças...
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    A importância danarrativa docente é esperança de colar o viver e o agir.
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    Cumpre narrar oque fazemos e partilhar esperanças na perspectiva de que utopia é apenas o que não se concretizou ainda.
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    Contar histórias possíveis- e aparentemente utópicas –fortalece memórias que se tornam reservas de esperança nas sociedades, entre grupos sociais subjugados, maltratados, mas rebeldes no desejo de mudança.
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    Como traduzir istona sala de aula?
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    ... não háreceitas mas continuamos, teimosamente, a tentar, dia após dia, dor sobre dor, alegria somada a outra...
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    Há pistas... Lutarpela condição de professora-pesquisadora, pela autoridade de saber...
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    Se abandonamos apieguice, não podemos colocar no lugar um amor engajado, sério mas alegre?
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    Se optamos peloensino laico, que tal manter a fé no bem, a esperança na paz, a solidariedade no conviver?
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    ...juntar esperança econhecimento para trançar diferentes modos de (vi)ver a vida, ler o mundo, querer o futuro...
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    quando o diafica nublado, os girassóis se viram uns para os outros, buscando forças no companheiro...
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    “ Dá-me, Senhor,a constância das ondas do mar, para que a cada recuo eu tenha forças para voltar...” ...Esperancemos...