E AGORA, SINHÁ? Fátima Irene Pinto Clique para avançar
E agora, Sinhá? Você se aposentou e descobriu que para muitos  você não era você, mas apenas o seu cargo. Seus entes mais queridos mudaram de plano. Seus filhos cresceram e cortaram o cordão. E agora, Sinhá? O tempo se arrasta, os ponteiros são lentos,  as horas não passam. Seus amigos não vêm e tampouco você vai  e o mais assustador,  é que isto não lhe importa mais.
E agora, Sinhá? Você já conhece o outro lado da fama  e não está mais disposta a pagar o preço. Você já sabe que para cada topo,  sempre existe outro bem mais alto e desafiador. Você sente que seu vigor está incompatível  com a próxima escalada. E agora, Sinhá? Você quer estender as asas e alçar vôo como um imperativo de sua alma. Mas cadê as asas, Sinhá?   O cantar já não é. O dançar já não é. O versejar já se foi e as flores são de plástico. O natal jubiloso já não é, o reveillon, apenas uma taça,  não há lascívia no carnaval,  nem se renasce mais na páscoa.
E agora, Sinhá? Livros, não mais! De auto ajuda, jamais! Filosofias?  Todas exauridas à visão de quem as criou e aquela que era só sua, fragmentou. E agora, Sinhá? Que a vida lhe parece de uma  torturante mesmice e pequenez ou será você que se "apequenou"  feito grão de mostarda, jogada numa terra qualquer  onde brotar parece impossível.
E agora, Sinhá? Você deu-se conta que virou mercúrio: todos pensam que você está esférica,  compacta e luminosa porque aos olhos deles, assim lhes parece. Mas só você sabe, Sinhá,  que você se dispersará em mil partículas a qualquer mão que porventura queira lhe tocar. E agora, Sinhá? Volte pra casa, Sinhá! Volte para o mar! Volte para a-mar! ————————————————————————————— (Singela homenagem a Carlos Drummond de Andrade). Descalvado – SP – 10 dez. 2005. .
Texto: Recebido da autora, por e-mail, em 11 dez. 2005. Imagem: Arquivo (Editada) Música: Edelweiss - instrumental (piano and violin) - Izabela. Formatação: José Carlos Abreu Teixeira.   O PPS “E Agora, Sinhá” termina aqui. A seguir são apresentados alguns dados biográficos de  FÁTIMA IRENE PINTO. Caso esses dados não sejam de seu interesse, aperte para sair  a tecla “Esc”, a primeira de cima para baixo do lado esquerdo  do teclado. Para prosseguir, continue a clicar.
Fátima Irene Pinto     Fátima Irene Pinto, quarta filha de Arthur Ferreira Pinto e Sílvia Veronezi Pinto, nasceu em Pirajuí (SP) no 17 de Agosto de 1953. Mudou-se com a família para a cidade de Descalvado (SP) aos 3 anos de idade, onde hoje reside. Formada em Letras em 1978 ( Fac. Barão de Mauá - Rib.Preto), mãe de gêmeos,  Renan Veronezzi e Régis Veronezzi, adora ler e tem muitos livros de H. Rohden - Pietro Ubaldi - Yogananda - Chopra.
Acha a Bíblia um manancial de conhecimento assim como a Mitologia. Gosta de estudar sobre Confrarias e Metafísica ... um pouquinho de tudo, como diz, mas dá realce à "Grande Síntese" de Pietro Ubaldi que leu aos 16 anos e acha uma obra sublime e nunca mais deixou de retomar várias vezes.   Vê o seu primeiro livro, MOMENTOS CATÁRTICOS, como um livro com temas denotadamente tristes. Já os livros posteriores mostram uma nova mulher em fase de gratidão e renovação perante a vida.  Livros editados: Momentos Catárticos. São Paulo: Fiuza Editores, 2001.    Palavras Para Entorpecer O Coração. Belo Horizonte:  Soler Editora, 2004.   “ RELICÁRIO" Fragmentos de Amor e Paixão. Belo Horizonte: Soler Editora, 2004. Ecos da Alma. Belo Horizonte: Soler Editora, 2005.
A partir e 1990, passou a dedicar-se integralmente ao trabalho e aos filhos, preenchendo o pouco tempo disponível com estudos vários, na condição de auto-didata. Nessa condição, foi aluna dos cursos  Pró-Vida; Ordem Rosa Cruz e Self Realization da Índia, dentre outros. Fátima Irene consta em diversas Coletâneas e E-Books e tem diversos textos traduzidos para outros idiomas.  — ——————————— Fontes: http://www.paralerepensar.com.br/fatimairene.htm http://www.fatimairene.com/especial/biografia.htm
 
E Agora, Sinhá?   E agora, Sinhá?   Você se aposentou e descobriu que para muitos  você não era você, mas apenas o seu cargo. Seus entes mais queridos mudaram de plano. Seus filhos cresceram e cortaram o cordão.   E agora, Sinhá?   O tempo se arrasta, os ponteiros são lentos,  as horas não passam. Seus amigos não vêm e tampouco você vai  e o mais assustador,  é que isto não lhe importa mais.  
  E agora, Sinhá?   Você já conhece o outro lado da fama  e não está mais disposta a pagar o preço. Você já sabe que para cada topo,  sempre existe outro bem mais alto e desafiador. Você sente que seu vigor está incompatível  com a próxima escalada.   E agora, Sinhá?   Você quer estender as asas e alçar vôo como um imperativo de sua alma. Mas cadê as asas, Sinhá?   O cantar já não é. O dançar já não é. O versejar já se foi e as flores são de plástico. O natal jubiloso já não é, o reveillon, apenas uma taça,  não há lascívia no carnaval,  nem se renasce mais na páscoa.
  E agora, Sinhá?   Você deu-se conta que virou mercúrio: todos pensam que você está esférica,  compacta e luminosa porque aos olhos deles, assim lhes parece. Mas só você sabe, Sinhá,  que você se dispersará em mil partículas a qualquer mão que proventura queira lhe tocar.   E agora, Sinhá?   Volte pra casa, Sinhá! Volte para o mar! Volte para a-mar!   10.12.05 Fátima Irene Pinto (Singela homenagem a Carlos Drummond de Andrade) E-mail recebido em 11 dez. 2005.
  E agora, Sinhá?   Livros, não mais! De auto ajuda, jamais! Filosofias?  Todas exauridas à visão de quem as criou e aquela que era só sua, fragmentou.   E agora, Sinhá?   Que a vida lhe parece de uma  torturante mesmice e pequenez ou será você que se "apequenou"  feito grão de mostarda, jogada numa terra qualquer  onde brotar parece impossível.  

E Agora Sinha

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    E agora, Sinhá? Vocêse aposentou e descobriu que para muitos você não era você, mas apenas o seu cargo. Seus entes mais queridos mudaram de plano. Seus filhos cresceram e cortaram o cordão. E agora, Sinhá? O tempo se arrasta, os ponteiros são lentos, as horas não passam. Seus amigos não vêm e tampouco você vai e o mais assustador, é que isto não lhe importa mais.
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    E agora, Sinhá? Vocêjá conhece o outro lado da fama e não está mais disposta a pagar o preço. Você já sabe que para cada topo, sempre existe outro bem mais alto e desafiador. Você sente que seu vigor está incompatível com a próxima escalada. E agora, Sinhá? Você quer estender as asas e alçar vôo como um imperativo de sua alma. Mas cadê as asas, Sinhá?   O cantar já não é. O dançar já não é. O versejar já se foi e as flores são de plástico. O natal jubiloso já não é, o reveillon, apenas uma taça,  não há lascívia no carnaval, nem se renasce mais na páscoa.
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    E agora, Sinhá? Livros,não mais! De auto ajuda, jamais! Filosofias? Todas exauridas à visão de quem as criou e aquela que era só sua, fragmentou. E agora, Sinhá? Que a vida lhe parece de uma torturante mesmice e pequenez ou será você que se "apequenou" feito grão de mostarda, jogada numa terra qualquer onde brotar parece impossível.
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    E agora, Sinhá? Vocêdeu-se conta que virou mercúrio: todos pensam que você está esférica,  compacta e luminosa porque aos olhos deles, assim lhes parece. Mas só você sabe, Sinhá, que você se dispersará em mil partículas a qualquer mão que porventura queira lhe tocar. E agora, Sinhá? Volte pra casa, Sinhá! Volte para o mar! Volte para a-mar! ————————————————————————————— (Singela homenagem a Carlos Drummond de Andrade). Descalvado – SP – 10 dez. 2005. .
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    Texto: Recebido daautora, por e-mail, em 11 dez. 2005. Imagem: Arquivo (Editada) Música: Edelweiss - instrumental (piano and violin) - Izabela. Formatação: José Carlos Abreu Teixeira.  O PPS “E Agora, Sinhá” termina aqui. A seguir são apresentados alguns dados biográficos de FÁTIMA IRENE PINTO. Caso esses dados não sejam de seu interesse, aperte para sair a tecla “Esc”, a primeira de cima para baixo do lado esquerdo do teclado. Para prosseguir, continue a clicar.
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    Fátima Irene Pinto   Fátima Irene Pinto, quarta filha de Arthur Ferreira Pinto e Sílvia Veronezi Pinto, nasceu em Pirajuí (SP) no 17 de Agosto de 1953. Mudou-se com a família para a cidade de Descalvado (SP) aos 3 anos de idade, onde hoje reside. Formada em Letras em 1978 ( Fac. Barão de Mauá - Rib.Preto), mãe de gêmeos,  Renan Veronezzi e Régis Veronezzi, adora ler e tem muitos livros de H. Rohden - Pietro Ubaldi - Yogananda - Chopra.
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    Acha a Bíbliaum manancial de conhecimento assim como a Mitologia. Gosta de estudar sobre Confrarias e Metafísica ... um pouquinho de tudo, como diz, mas dá realce à "Grande Síntese" de Pietro Ubaldi que leu aos 16 anos e acha uma obra sublime e nunca mais deixou de retomar várias vezes.  Vê o seu primeiro livro, MOMENTOS CATÁRTICOS, como um livro com temas denotadamente tristes. Já os livros posteriores mostram uma nova mulher em fase de gratidão e renovação perante a vida. Livros editados: Momentos Catárticos. São Paulo: Fiuza Editores, 2001.   Palavras Para Entorpecer O Coração. Belo Horizonte: Soler Editora, 2004.  “ RELICÁRIO" Fragmentos de Amor e Paixão. Belo Horizonte: Soler Editora, 2004. Ecos da Alma. Belo Horizonte: Soler Editora, 2005.
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    A partir e1990, passou a dedicar-se integralmente ao trabalho e aos filhos, preenchendo o pouco tempo disponível com estudos vários, na condição de auto-didata. Nessa condição, foi aluna dos cursos Pró-Vida; Ordem Rosa Cruz e Self Realization da Índia, dentre outros. Fátima Irene consta em diversas Coletâneas e E-Books e tem diversos textos traduzidos para outros idiomas.  — ——————————— Fontes: http://www.paralerepensar.com.br/fatimairene.htm http://www.fatimairene.com/especial/biografia.htm
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    E Agora, Sinhá?  E agora, Sinhá?   Você se aposentou e descobriu que para muitos você não era você, mas apenas o seu cargo. Seus entes mais queridos mudaram de plano. Seus filhos cresceram e cortaram o cordão.   E agora, Sinhá?   O tempo se arrasta, os ponteiros são lentos, as horas não passam. Seus amigos não vêm e tampouco você vai e o mais assustador, é que isto não lhe importa mais.  
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      E agora,Sinhá?   Você já conhece o outro lado da fama e não está mais disposta a pagar o preço. Você já sabe que para cada topo, sempre existe outro bem mais alto e desafiador. Você sente que seu vigor está incompatível com a próxima escalada.   E agora, Sinhá?   Você quer estender as asas e alçar vôo como um imperativo de sua alma. Mas cadê as asas, Sinhá?   O cantar já não é. O dançar já não é. O versejar já se foi e as flores são de plástico. O natal jubiloso já não é, o reveillon, apenas uma taça,  não há lascívia no carnaval, nem se renasce mais na páscoa.
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      E agora,Sinhá?   Você deu-se conta que virou mercúrio: todos pensam que você está esférica,  compacta e luminosa porque aos olhos deles, assim lhes parece. Mas só você sabe, Sinhá, que você se dispersará em mil partículas a qualquer mão que proventura queira lhe tocar.   E agora, Sinhá?   Volte pra casa, Sinhá! Volte para o mar! Volte para a-mar!   10.12.05 Fátima Irene Pinto (Singela homenagem a Carlos Drummond de Andrade) E-mail recebido em 11 dez. 2005.
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      E agora,Sinhá?   Livros, não mais! De auto ajuda, jamais! Filosofias? Todas exauridas à visão de quem as criou e aquela que era só sua, fragmentou.   E agora, Sinhá?   Que a vida lhe parece de uma torturante mesmice e pequenez ou será você que se "apequenou" feito grão de mostarda, jogada numa terra qualquer onde brotar parece impossível.