O poema descreve as saudades de uma pessoa por sua mãe no dia das mães, relembrando momentos da infância e da presença materna que embora ausente ainda é sentida através de cheiros, sons e objetos que remetem à figura materna.
Saudades de toques,acordes e risos... Quando a tarde finda, acende-se o lampião. O vermelho do crepúsculo tem a leve transparência de véus – vermelho hibiscus.
3.
O balanço darede na varanda sabe. O cheiro de hortelã com um leve toque de sândalo. O doce canto do vento nas folhas da mangueira - sabe a infância sofrida mas protegida pela centenária mangueira.
4.
A cadeira vaziaestá. Num canto escondido, empoeirada. E a mesma poeira encobre as cordas do violão, já não vibram mais. A tarde cai mais tarde. O tempo custa - a passar - posto que - a saudade - presença do ausente - tomou todo o lugar.
5.
O agridoce sabordo tempo ido o antigo cúmplice - mais que amigo. O tempo apagou sua energia, em doces rugas tornou-se o sorriso, de pai alegria, correndo o véu de uma doce lágrima.
6.
Sol no olhar,lua no sorriso, trazendo certa melancolia E o coração a bater melodia triste e nada se sabe, nada se disse. De Magda Christina de Souza, Praia Grande, São Paulo, SP. Facilitador- http://www.esoterikha.com