―La Obra Maestra de la Literatura Española:
Don Quijote de la Mancha‖
Ele fugiu da lei, lutou em
guerras, foi refém de piratas
e escreveu o primeiro
romance da história.
Miguel de Cervantes Saavedra
O criador do ―El ingenioso
hidalgo Don Quijote de la
Mancha» nasceu em Alcalá de
Henares, em 1547, em uma
família pobre. Ainda cedo,
demonstrou interesse pela
literatura e pela poesia.
Teria uma vida acadêmica, não fosse um duelo no
qual o escritor matou um desocupado.
Procurado pela justiça, que, como punição,
deveria lhe decepar a mão direita, Cervantes fugiu
para Roma, em 1569. Em 1570, alistou-se na
armada espanhola que ia combater os turcos.
Levou 3 tiros de arcabuz durante a Batalha de
Lepanto.
Um dos disparos deixou a mão esquerda de
Cervantes imobilizada para sempre. Na volta
para casa, se perdeu da frota de navios
durante uma tempestade, foi atacado por
piratas e o escritor foi feito prisioneiro em
Argel. Enquanto sua humilde família tentava
conseguir o dinheiro, Cervantes permaneceu
cativo por mais de 5 anos. Ao retornar à
Espanha, tornou-se arrecadador de impostos.
Muitos acreditam que foi nos 3 meses em que
esteve na prisão que ele começou a escrever
Dom Quixote. Publicado em 1605, o livro foi
um sucesso. Ainda assim, seu autor
permanecia na miséria e, em 1615 publicou a
segunda parte de Dom Quixote. Miguel de
Cervantes Saavedra morreu em abril de 1616.
A Obra
Originalmente intitulado “El
Ingenioso Hidalgo
Don Quixote de La
Mancha” foi publicado pela
primeira vez em 1605, na
cidade de Madri.
Estruturalmente o livro é
dividido em 126
capítulos, organizado em
duas partes – a
primeira lançada em 1605 e
a posterior em 1615
– e conta com 1500 páginas .
Enredo
Alonso Quijano de tanto ler novelas de
cavalaria passa a viver conforme o que acha
ser correto, muda seu nome e sua vida,
dedicando-se à missão de restabelecer em
seu mundo a nobreza e a justiça. Tentando a
despeito de ser ridicularizado, alcançar
seus objetivos cavalheirescos
Enredo
O protagonista da obra é Dom Quixote, um
pequeno fidalgo castelhano que perdeu a razão
por muita leitura de romances de cavalaria e
pretende imitar seus heróis preferidos.
Por meio da incessante leitura Dom Quixote
reconhece que sua vida não faz sentido, percebe
que vive uma vida medíocre em função apenas de
hábitos corriqueiros e de si próprio, foge de sua
realidade, e passa a viver a vida que quer viver.
O romance narra as suas aventuras em
companhia de Sancho Pança, seu fiel amigo e
companheiro, que tem uma visão mais realista, e
seu cavalo Rocinante. Ele vai em busca de justiça
e de sua bela donzela imaginária (Dulcineia de
Toboso), tal qual ocorriam nas novelas de
cavalaria.
A ação gira em torno das três incursões da dupla por
terras da Mancha, de Aragão e da Catalunha. Nessas
incursões, ele se envolve em uma série de aventuras,
mas suas fantasias são sempre desmentidas pela
dura realidade.
Pessoas que encontrava nas estradas pareciam-
lhe como cavaleiros armados, damas em apuros,
monstros; até moinhos de vento na sua
imaginação eram seres vivos na figura de
gigantes. Dom Quixote é um cavaleiro andante,
nomeado por Sancho como ―Cavaleiro da Triste
Figura‖. Isso porque não é belo e impulsionado
por sua ―loucura‖ sempre acaba se dando mal.
A novela acaba quando Dom Quixote volta ao
―mundo real‖, ou seja, quando ele retorna à casa e
percebe que não há heróis no mundo.
 ―O destino vai guiando as nossas coisas melhor do
que pudéramos desejar; pois vê lá, amigo Sancho
Pança, aqueles trinta ou pouco mais desaforados
gigantes, com os quais penso travar batalha e tirar de
todos a vida, com cujos despojos começaremos a
enriquecer, pois esta é boa guerra, e é grande serviço
de Deus varrer tão má semente da face da terra.
— Que gigantes? - disse Sancho Pança.
— Aqueles que ali vês - respondeu seu amo -, de
longos braços, que alguns chegam a tê-los de quase
duas léguas.
— Veja vossa mercê - respondeu Sancho - que
aqueles que ali aparecem não são gigantes, e sim
moinhos de vento, e o que neles parecem braços são
as asas, que, empurradas pelo vento, fazem rodar a
pedra do moinho‖
(Cervantes, 2002, p. 28)
•Realidade social
•Riqueza polifônica.
• No século XVII, era lido como um livro de humor.
• No século XVIII como modelo clássico
• No século XIX (romantismo), Don Quixote é um
símbolo do homem que luta por seus ideais
contra um mundo que os rejeita.
• Don Quixote simboliza o impulso ideal e Sancho
Pança simboliza o senso comum.
NA AVENIDA PAULISTA – CONJUNTO NACIONAL
HOMENAGEIA CERVANTES COM ESCULTURA FEITA
DE LIXO
Análise
 Dom Quixote e Sancho Pança representam valores
distintos, embora sejam participantes do mesmo mundo.
É importante compreender a visão irônica que o
romancista tem do mundo moderno, o fundo de alegria
que está por detrás da visão melancólica e a busca do
absoluto. São mundos completamente diferentes.
Sancho Pança o fiel escudeiro de Dom Quixote é
definido por Cervantes como "Homem de bem, mas de
pouco sal na moleirinha".
 a história também é apresentada sob a forma de novela
realista.
Adaptações e Homenagens
No cinema, no teatro, na tv
Na pintura e escultura
O escritor argentino Jorge Luis Borges definiu
com maestria o significado cultural que Dom
Quixote atingiu:
“Poderiam perder-se todos os exemplares do
Quixote, em castelhano e nas traduções;
poderiam perder-se todos, mas a figura de Dom
Quixote já é parte da memória da humanidade.”
Referências
 super.abril.com.br
 wikipedia.com.br
 todamateria.com.br
 Dom Quixote/ Miguel de Cervantes; tradução e
adaptação Walcyr Carrasco; ilustrações Alexandre
Camanho. – I ed. – São Paulo: FTD: 2002.
 cvc.cervantes.es
 Profª:Vanderlane Alves

Don Quixote

  • 1.
    ―La Obra Maestrade la Literatura Española: Don Quijote de la Mancha‖
  • 2.
    Ele fugiu dalei, lutou em guerras, foi refém de piratas e escreveu o primeiro romance da história. Miguel de Cervantes Saavedra O criador do ―El ingenioso hidalgo Don Quijote de la Mancha» nasceu em Alcalá de Henares, em 1547, em uma família pobre. Ainda cedo, demonstrou interesse pela literatura e pela poesia.
  • 3.
    Teria uma vidaacadêmica, não fosse um duelo no qual o escritor matou um desocupado. Procurado pela justiça, que, como punição, deveria lhe decepar a mão direita, Cervantes fugiu para Roma, em 1569. Em 1570, alistou-se na armada espanhola que ia combater os turcos. Levou 3 tiros de arcabuz durante a Batalha de Lepanto.
  • 4.
    Um dos disparosdeixou a mão esquerda de Cervantes imobilizada para sempre. Na volta para casa, se perdeu da frota de navios durante uma tempestade, foi atacado por piratas e o escritor foi feito prisioneiro em Argel. Enquanto sua humilde família tentava conseguir o dinheiro, Cervantes permaneceu cativo por mais de 5 anos. Ao retornar à Espanha, tornou-se arrecadador de impostos.
  • 5.
    Muitos acreditam quefoi nos 3 meses em que esteve na prisão que ele começou a escrever Dom Quixote. Publicado em 1605, o livro foi um sucesso. Ainda assim, seu autor permanecia na miséria e, em 1615 publicou a segunda parte de Dom Quixote. Miguel de Cervantes Saavedra morreu em abril de 1616.
  • 6.
    A Obra Originalmente intitulado“El Ingenioso Hidalgo Don Quixote de La Mancha” foi publicado pela primeira vez em 1605, na cidade de Madri. Estruturalmente o livro é dividido em 126 capítulos, organizado em duas partes – a primeira lançada em 1605 e a posterior em 1615 – e conta com 1500 páginas .
  • 7.
    Enredo Alonso Quijano detanto ler novelas de cavalaria passa a viver conforme o que acha ser correto, muda seu nome e sua vida, dedicando-se à missão de restabelecer em seu mundo a nobreza e a justiça. Tentando a despeito de ser ridicularizado, alcançar seus objetivos cavalheirescos
  • 8.
    Enredo O protagonista daobra é Dom Quixote, um pequeno fidalgo castelhano que perdeu a razão por muita leitura de romances de cavalaria e pretende imitar seus heróis preferidos. Por meio da incessante leitura Dom Quixote reconhece que sua vida não faz sentido, percebe que vive uma vida medíocre em função apenas de hábitos corriqueiros e de si próprio, foge de sua realidade, e passa a viver a vida que quer viver.
  • 9.
    O romance narraas suas aventuras em companhia de Sancho Pança, seu fiel amigo e companheiro, que tem uma visão mais realista, e seu cavalo Rocinante. Ele vai em busca de justiça e de sua bela donzela imaginária (Dulcineia de Toboso), tal qual ocorriam nas novelas de cavalaria. A ação gira em torno das três incursões da dupla por terras da Mancha, de Aragão e da Catalunha. Nessas incursões, ele se envolve em uma série de aventuras, mas suas fantasias são sempre desmentidas pela dura realidade.
  • 10.
    Pessoas que encontravanas estradas pareciam- lhe como cavaleiros armados, damas em apuros, monstros; até moinhos de vento na sua imaginação eram seres vivos na figura de gigantes. Dom Quixote é um cavaleiro andante, nomeado por Sancho como ―Cavaleiro da Triste Figura‖. Isso porque não é belo e impulsionado por sua ―loucura‖ sempre acaba se dando mal. A novela acaba quando Dom Quixote volta ao ―mundo real‖, ou seja, quando ele retorna à casa e percebe que não há heróis no mundo.
  • 11.
     ―O destinovai guiando as nossas coisas melhor do que pudéramos desejar; pois vê lá, amigo Sancho Pança, aqueles trinta ou pouco mais desaforados gigantes, com os quais penso travar batalha e tirar de todos a vida, com cujos despojos começaremos a enriquecer, pois esta é boa guerra, e é grande serviço de Deus varrer tão má semente da face da terra. — Que gigantes? - disse Sancho Pança. — Aqueles que ali vês - respondeu seu amo -, de longos braços, que alguns chegam a tê-los de quase duas léguas. — Veja vossa mercê - respondeu Sancho - que aqueles que ali aparecem não são gigantes, e sim moinhos de vento, e o que neles parecem braços são as asas, que, empurradas pelo vento, fazem rodar a pedra do moinho‖ (Cervantes, 2002, p. 28)
  • 12.
    •Realidade social •Riqueza polifônica. •No século XVII, era lido como um livro de humor. • No século XVIII como modelo clássico • No século XIX (romantismo), Don Quixote é um símbolo do homem que luta por seus ideais contra um mundo que os rejeita. • Don Quixote simboliza o impulso ideal e Sancho Pança simboliza o senso comum.
  • 13.
    NA AVENIDA PAULISTA– CONJUNTO NACIONAL HOMENAGEIA CERVANTES COM ESCULTURA FEITA DE LIXO
  • 14.
    Análise  Dom Quixotee Sancho Pança representam valores distintos, embora sejam participantes do mesmo mundo. É importante compreender a visão irônica que o romancista tem do mundo moderno, o fundo de alegria que está por detrás da visão melancólica e a busca do absoluto. São mundos completamente diferentes. Sancho Pança o fiel escudeiro de Dom Quixote é definido por Cervantes como "Homem de bem, mas de pouco sal na moleirinha".  a história também é apresentada sob a forma de novela realista.
  • 15.
  • 16.
    No cinema, noteatro, na tv
  • 17.
    Na pintura eescultura
  • 18.
    O escritor argentinoJorge Luis Borges definiu com maestria o significado cultural que Dom Quixote atingiu: “Poderiam perder-se todos os exemplares do Quixote, em castelhano e nas traduções; poderiam perder-se todos, mas a figura de Dom Quixote já é parte da memória da humanidade.”
  • 19.
    Referências  super.abril.com.br  wikipedia.com.br todamateria.com.br  Dom Quixote/ Miguel de Cervantes; tradução e adaptação Walcyr Carrasco; ilustrações Alexandre Camanho. – I ed. – São Paulo: FTD: 2002.  cvc.cervantes.es  Profª:Vanderlane Alves