Educação Física
Dança
   
Forró
   
Professor: Ângelo
   
Alunos: Gabriela de Jesus
Luana Santos
Maria Claudia
Natália Alves
Vanusa Maria
Lileys Tainara
   
Série: 2 ano ''E''
   
   
Forró é um ritmo e dança típicos da 
Região Nordeste do Brasil praticada nas 
festas juninas e outros eventos. 
   
Diante a imprecisão do termo, não existe consenso quanto a 
definição musical do forró como estilo musical, sendo 
geralmente associado o nome como uma generalização de 
vários ritmos musicais daquela região,como baião, a quadrilha, 
o xaxado, que tem influências holandesas e o xote, que tem 
influência de Portugal. 
   
São tocados, tradicionalmente, por trios, compostos de 
um sanfoneiro (tocador de acordeão, que no forró é 
tradicionalmente a sanfona de oito baixos), um 
zabumbeiro e um tocador de triângulo. Também é 
chamado arrasta­pé, bate­chinela, fobó.
   
O forró possui semelhanças com o toré e o arrastar dos 
pés dos índios, com os ritmos binários portugueses e 
holandeses, porque são ritmos de origem europeia a 
chula, denominada pelos nordestinos simplesmente 
"forró", xote e variedades de polcas europeias que são 
chamadas pelos nordestinos de arrasta­pé e ou 
quadrilhas.
   
A dança do forró tem influência direta das danças de salão 
europeias, como evidencia nossa história de colonização e 
invasões europeias.
Além do forró tradicional, denominado pé­de­serra, existe 
outras variações, tais como o forró eletrônico, vertente 
estilizada e pós­modernizada do forró surgida no início da 
década de 90 que utiliza elementos eletrônicos em sua 
execução, como a bateria, o teclado, o contrabaixo e a guitarra 
   
e o forró universitário, surgido na capital paulista no final da 
década de 90, que é uma especie de revitalização do forró 
tradicional, que eventualmente acrescenta contrabaixo e violão 
aos instrumentos tradicionais, sendo a principal caracteristica 
os três passos basicos, sendo um deles o "2 para lá 2 para cá", 
que veio da polca . 
   
Conhecido e praticado em todo o Brasil, o forró é 
especialmente popular nas cidades brasileiras de 
Campina Grande, Caruaru, Mossoró e Juazeiro do Norte, que 
sediam as maiores Festa de São João do país. Já nas capitais 
Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Maceió, Recife, e 
Teresina, são tradicionais as festas e apresentações de bandas 
de forró em eventos privados que atraem especialmente os 
jovens.
   
Origem do nome
O termo "forró", segundo o filólogo pernambucano 
Evanildo Bechara é uma variante do antigo galego­português 
forbodó, relacionando o termo a farbodão, do francês faux­bourdon, 
que teria a conotação de desentoação. O elo semântico entre 
fabordão e forrobodó tem origem, segundo Fermín Bouza­Brey, na 
região noroeste da Península Ibérica (Galiza e norte de Portugal), 
onde "a gente dança a golpe de bumbo, com pontos monorrítmicos 
monótonos desse baile que se chama forbodo"1 .
   
Na etimologia popular (ou pseudoetimologia) é frequente associar a 
origem da palavra "forró" à expressão da língua inglesa for all (para 
todos). Para essa versão foi construída uma engenhosa história: no 
início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em 
Pernambuco para construir a ferrovia Great Western, promoviam 
bailes abertos ao público, ou seja for all. Assim, o termo passaria a 
ser pronunciado "forró" pelos nordestinos. Outra versão da mesma 
história substitui os ingleses pelos estadunidenses e Pernambuco por 
Natal (Rio Grande do Norte) do período da 
Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar dos 
Estados Unidos foi instalada nessa cidade.
   
Apesar da versão bem­humorada, não há nenhuma sustentação para 
tal etimologia do termo, pois em 1937, cinco anos antes da 
instalação da referida base, a palavra "forró" já se encontrava 
registrada na história musical na gravação fonográfica de “Forró na 
roça”, canção composta por Manuel Queirós e Xerém.
Uma outra explicação para a origem da palavra tem origem no 
vocabulário trazido de Portugal. 
Joaquim Pedro Quintela, 1.º conde de Farrobo, organizava 
sumptuosos festejos no seu palácio
   
construído em 1779 e projetado pelo padre Bartolomeu Quintela. O 
conde de Farrobo, havia herdado a propriedade de seu pai, e deu ao 
palácio a divisa "Otia Tuta", que signfica "para todos os ócios". O 
conde de Farrobo era um amante das artes, sobretudo da música e os 
principais cantores de ópera europeus da época atuaram no seu 
Teatro Tália, anexo ao palácio, onde invariavelmente terminavam 
todas as festas, nas quais a família real marcava presença, em 
especial o rei Fernando II de Portugal e a sua filha Maria Ana. 
   
Foi com estas festas opulentas que o Conde de Farrobo gastou 
uma fortuna que demorara dez gerações a criar e por causa 
delas surgiu então a expressão popular "farrobodó"
cite_ref­3cite_ref­33 , que naturalmente se transformou em 
"forrobodó". Ainda hoje é usada uma outra palavra com um 
significado muito similar: "farra" e que poderá também ter 
origem na palavra original "farrobodó".
   
Histórico
Os bailes populares eram conhecidos em Pernambuco por 
"forrobodó" ou "forrobodança" ou ainda "forrobodão"já em fins do 
século XIX.cite_ref­4cite_ref­44
O forró tornou­se um fenômeno pop em princípios da década de 
1950. Em 1949, Luiz Gonzaga gravou "Forró de Mané Vito", de sua 
autoria em parceria com Zé Dantas e em 1958, "Forró no escuro". 
No entanto, o forró popularizou­se em todo o Brasil com a intensa 
imigração dos nordestinos para outras regiões do país, 
especialmente, para as capitais: Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.
   
Nos anos 1970, surgiram, nessas e noutras cidades brasileiras, 
"casas de forró". Artistas nordestinos que já faziam sucesso 
tornaram­se consagrados (Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Trio 
Nordestino, Genival Lacerda) e outros surgiram.
Depois de um período de desinteresse na década de 1980, o 
forró ganhou novo fôlego da década de 1990 em diante, com o 
surgimento e sucesso de novos trios e artistas de forró.
   
Estilos da dança
O forró é dançado em pares que executam diversas evoluções, 
diferentes para o forró nordestino e o forró universitário:
O forró nordestino é executado com mais malícia e 
sensualidade, o que exige maior cumplicidade entre os 
parceiros. Os principais passos desse estilo são a levantada de 
perna e a testada (as testas do par se encontram), também 
conhecido pelo termo "Cretinagem".
   
O forró universitário possui mais evoluções. Os passos principais 
são:
dobradiça ­ abertura lateral do par; 
caminhada ­ passo do par para a frente ou para trás; 
comemoração ­ passo de balançada, com a perna do cavalheiro entre 
a perna da dama; 
giro simples; 
giro do cavalheiro; 
oito ­ o cavalheiro e a dama ficam de costas e passam um pelo 
outro. 
   
Modernização do forró
Ver artigo principal: Forró Eletrônico
A partir de meados da década de 1980, com a saturação do forró 
tradicional conhecido como pé­de serra, surgiu no Ceará um novo 
meio de fazer forró, com a introdução de instrumentos eletrônicos
   
tais como guitarra, bateria e baixo. Também as letras deixaram de 
ter como o foco a seca e sofrimento dos nordestinos, e passaram a 
abordar conteúdos que atraíssem os jovens. O precursor do 
movimento foi o ex­árbitro de futebol, produtor musical e 
empresário Emanuel Gurgel, responsável pelas bandas 
Mastruz com Leite, Cavalo de Pau, Alegria do Forró e Catuaba com 
Amendoim.
   
 principal instrumento de divulgação do forró na década de 1990 foi 
a a rádio Som Zoom Sat e a gravadora Som Zoom Estúdio 
pertencentes a Gurgel. Tal pioneirismo teve críticas de transformar o 
forró num produto. Em entrevista à revista Época, declarou Gurgel: 
"Mudamos a filosofia do forró: Luiz Gonzaga só falava de fome, 
seca e Nordeste independente. Agora a linguagem é romântica, 
enfocada no cotidiano, nas raízes nordestinas, nas belezas naturais e 
no Nordeste menos sofrido, mais alegre e moderno
   
   
Características 
Uma  das  principais  características  do  forró  é  o  ato  de 
arrastar os pés durante a dança. Esta é realizada por casais, 
que  dançam  com  os  corpos  bem  colados,  transmitindo 
sensualidade
   
   
Embora  seja  tipicamente  nordestino,  o  forró  espalhou­se 
pelo  Brasil  fazendo  grande  sucesso.  Foram  os  migrantes 
nordestinos  que  espalharam  o  forró,  principalmente  nas 
décadas  de  1960  e  1970.
Atualmente,  existem  vários  gêneros  de  forró:  forró 
eletrônico, forró tradicional, forró universitário e o forró pé 
de serra.
   
   
Dia do Forró
­ É comemorado em 13 de dezembro o Dia Nacional 
do Forró
   
   
   

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