conflitoentre apopulaçãocaboclae osrepresentantesdopoderestaduale federal brasileiro
travadoentre outubrode 1912 a agostode 1916, numa regiãorica emervamate e madeira
disputadapelosestadosbrasileirosdoParanáe de Santa Catarina.
O conflito do Contestado representou o desinteresse político com relação ao povo, dando
importância apenas ao crescimento econômico e ao progresso.
cangaço:
foi o principal nome de um movimento social ocorrido no sertão nordestino durante o fim do
século XIX e início do século XX
Lampião
As causas do cangaço foram socioeconômicas e individuais. Entre as primeiras, a mais
importante era a estrutura agrária do Nordeste, na qual o homem do campo tinha como
alternativas para sua miséria o cangaço ou o fanatismo religioso. Outras causas eram a
marginalização do trabalhador rural, a distribuição injusta dos produtos da terra e os baixos
salários. Entre as individuais, destacam-se a atração que a fama e a independência dos
cangaceiros exercia sobre o povo, as vinganças pessoais ou de família e a revolta contra as
arbitrariedades da polícia e dos donos de terra.
O Cangaço pode ser dividido em três grupos: os que prestavam serviços esporádicos para
os latifundiários; os "políticos", expressão de poder dos grandes fazendeiros; e os
cangaceiros independentes, com características de banditismo.
O Cangaço durou até a década de 40, quando finalmente foi extinto. Entretanto permanece
vivo na memória popular cercado de mitos e lendas, cantado pelos poetas de cordel e
lembrado principalmente, através de Lampião, figura que ainda causa admiração por suas
façanhas e mantém acessa a polêmica em torno do heroísmo e da perversidade dos
cangaceiros.
A extinção desse fenômeno social foi conseqüência sobretudo da mudança das condições sociais no
país, das perspectivas de uma vida melhor que se abriam para as massas nordestinas com a migração
para o Sul, e das maiores facilidades de comunicação, entre outros fatores. Mais de dez anos antes da
morte de Corisco já os nordestinos começavam a migrar para as fazendas paulistas de café,em longas
viagens a pé; de 1930 em diante, a industrialização no Sul, a abertura de novas frentes agrícolas, como
a do norte do Paraná, e a interrupção da imigração estrangeira tornaram mais intensa a demanda de
braços do Nordeste, trazendo, como conseqüência, uma intensa migração para o Rio de Janeiro e São
Paulo. assassinato dos cangaçeiros
Revoltadachibata
a- Local: Rio de Janeiro
b- Lider:João Candido( Almirante Negro)
c- Causas:maus tratos e castigoscorporaisna marinha
d- Consequencias:prisãode JoãoCandidoe suspensãodoscastigoscorporais
Diante da grave situação, o presidente Hermes da Fonseca resolveu aceitar o ultimato dos
revoltosos. Porém, após os marinheiros terem entregues as armas e embarcações, o
presidente solicitou a expulsão de alguns revoltosos. A insatisfação retornou e, no começo
de dezembro, os marinheiros fizeram outra revolta na Ilha das Cobras. Esta segunda revolta
foi fortemente reprimida pelo governo, sendo que vários marinheiros foram presos em celas
subterrâneas da Fortaleza da Ilha das Cobras. Neste local, onde as condições de vida eram
desumanas, alguns prisioneiros faleceram. Outros revoltosos presos foram enviados para a
Amazônia, onde deveriam prestar trabalhos forçados na produção de borracha.
O líder da revolta João Cândido foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital de
Alienados. No ano de 1912, foi absolvido das acusações junto com outros marinheiros que
participaram da revolta.
Conclusão: podemos considerar a Revolta da Chibata como mais uma manifestação de
insatisfação ocorrida no início da República. Embora pretendessem implantar um sistema
político-econômico moderno no país, os republicanos trataram os problemas sociais como
“casos de polícia”. Não havia negociação ou busca de soluções com entendimento. O governo
quase sempre usou a força das armas para colocar fim às revoltas, greves e outras
manifestações populares.
Revolta da Vacina
a- Local: Rio de Janeiro
b- Causas: Epdemia e a modernização do centro do Rio de Janeiro.
c- Consequencias:os pobres foram expulsos do centro do Rio de Janeiro, e a
população foi vacinada.
aconte. Durante o mês de novembro de 1904, o Rio de Janeiro, então capital federal, foi
palco de uma das maiores revoltas urbanas ocorridas no país: a Revolta da Vacina.
Milhares de habitantes tomaram as ruas da cidade em violentos conflitos com a polícia. O
motivo era uma polêmica medida adotada pelo governo de então: a vacinação obrigatória.
Contando com uma população de mais de 800 mil habitantes, a cidade era constantemente
vitimada por surtos de febre amarela, varíola, peste bubônica, malária, tifo e tuberculose. Na
tentativa de pôr fim a esse triste quadro epidemiológico, o presidente Rodrigues Alves
convocou o médico sanitarista Oswaldo Cruz, que, de imediato, pôs em marcha um
ambicioso plano de saneamento e higienização da cidade. Seu projeto, porém, envolvia
controvertidas medidas de controle da população e de seus hábitos de higiene.
Conclusão
A falta de divulgação da natureza da vacina e seus efeitos benéficos, em conjunto com a
truculência das autoridades e do clima de tensão social causado pelas outras reformas
pelas quais passava a capital, foram as principais razões pelas quais uma insurreição
dessas proporções não pôde ser evitada. Apesar da revolta, a campanha foi um
absoluto sucesso em seus objetivos, e dentro de poucos anos a varíola estava
completamente erradicada no Rio de Janeiro, momento no qual o programa foi sendo
lentamente expandido até a erradicação completa da varíola no Brasil na década de
1970.
Documento 1

Documento 1

  • 1.
    conflitoentre apopulaçãocaboclae osrepresentantesdopoderestadualefederal brasileiro travadoentre outubrode 1912 a agostode 1916, numa regiãorica emervamate e madeira disputadapelosestadosbrasileirosdoParanáe de Santa Catarina. O conflito do Contestado representou o desinteresse político com relação ao povo, dando importância apenas ao crescimento econômico e ao progresso. cangaço: foi o principal nome de um movimento social ocorrido no sertão nordestino durante o fim do século XIX e início do século XX Lampião As causas do cangaço foram socioeconômicas e individuais. Entre as primeiras, a mais importante era a estrutura agrária do Nordeste, na qual o homem do campo tinha como alternativas para sua miséria o cangaço ou o fanatismo religioso. Outras causas eram a marginalização do trabalhador rural, a distribuição injusta dos produtos da terra e os baixos salários. Entre as individuais, destacam-se a atração que a fama e a independência dos cangaceiros exercia sobre o povo, as vinganças pessoais ou de família e a revolta contra as arbitrariedades da polícia e dos donos de terra. O Cangaço pode ser dividido em três grupos: os que prestavam serviços esporádicos para os latifundiários; os "políticos", expressão de poder dos grandes fazendeiros; e os cangaceiros independentes, com características de banditismo. O Cangaço durou até a década de 40, quando finalmente foi extinto. Entretanto permanece vivo na memória popular cercado de mitos e lendas, cantado pelos poetas de cordel e lembrado principalmente, através de Lampião, figura que ainda causa admiração por suas façanhas e mantém acessa a polêmica em torno do heroísmo e da perversidade dos cangaceiros. A extinção desse fenômeno social foi conseqüência sobretudo da mudança das condições sociais no país, das perspectivas de uma vida melhor que se abriam para as massas nordestinas com a migração para o Sul, e das maiores facilidades de comunicação, entre outros fatores. Mais de dez anos antes da morte de Corisco já os nordestinos começavam a migrar para as fazendas paulistas de café,em longas viagens a pé; de 1930 em diante, a industrialização no Sul, a abertura de novas frentes agrícolas, como a do norte do Paraná, e a interrupção da imigração estrangeira tornaram mais intensa a demanda de braços do Nordeste, trazendo, como conseqüência, uma intensa migração para o Rio de Janeiro e São Paulo. assassinato dos cangaçeiros Revoltadachibata a- Local: Rio de Janeiro b- Lider:João Candido( Almirante Negro) c- Causas:maus tratos e castigoscorporaisna marinha d- Consequencias:prisãode JoãoCandidoe suspensãodoscastigoscorporais Diante da grave situação, o presidente Hermes da Fonseca resolveu aceitar o ultimato dos
  • 2.
    revoltosos. Porém, apósos marinheiros terem entregues as armas e embarcações, o presidente solicitou a expulsão de alguns revoltosos. A insatisfação retornou e, no começo de dezembro, os marinheiros fizeram outra revolta na Ilha das Cobras. Esta segunda revolta foi fortemente reprimida pelo governo, sendo que vários marinheiros foram presos em celas subterrâneas da Fortaleza da Ilha das Cobras. Neste local, onde as condições de vida eram desumanas, alguns prisioneiros faleceram. Outros revoltosos presos foram enviados para a Amazônia, onde deveriam prestar trabalhos forçados na produção de borracha. O líder da revolta João Cândido foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital de Alienados. No ano de 1912, foi absolvido das acusações junto com outros marinheiros que participaram da revolta. Conclusão: podemos considerar a Revolta da Chibata como mais uma manifestação de insatisfação ocorrida no início da República. Embora pretendessem implantar um sistema político-econômico moderno no país, os republicanos trataram os problemas sociais como “casos de polícia”. Não havia negociação ou busca de soluções com entendimento. O governo quase sempre usou a força das armas para colocar fim às revoltas, greves e outras manifestações populares. Revolta da Vacina a- Local: Rio de Janeiro b- Causas: Epdemia e a modernização do centro do Rio de Janeiro. c- Consequencias:os pobres foram expulsos do centro do Rio de Janeiro, e a população foi vacinada. aconte. Durante o mês de novembro de 1904, o Rio de Janeiro, então capital federal, foi palco de uma das maiores revoltas urbanas ocorridas no país: a Revolta da Vacina. Milhares de habitantes tomaram as ruas da cidade em violentos conflitos com a polícia. O motivo era uma polêmica medida adotada pelo governo de então: a vacinação obrigatória. Contando com uma população de mais de 800 mil habitantes, a cidade era constantemente vitimada por surtos de febre amarela, varíola, peste bubônica, malária, tifo e tuberculose. Na tentativa de pôr fim a esse triste quadro epidemiológico, o presidente Rodrigues Alves convocou o médico sanitarista Oswaldo Cruz, que, de imediato, pôs em marcha um ambicioso plano de saneamento e higienização da cidade. Seu projeto, porém, envolvia controvertidas medidas de controle da população e de seus hábitos de higiene. Conclusão A falta de divulgação da natureza da vacina e seus efeitos benéficos, em conjunto com a truculência das autoridades e do clima de tensão social causado pelas outras reformas pelas quais passava a capital, foram as principais razões pelas quais uma insurreição dessas proporções não pôde ser evitada. Apesar da revolta, a campanha foi um absoluto sucesso em seus objetivos, e dentro de poucos anos a varíola estava completamente erradicada no Rio de Janeiro, momento no qual o programa foi sendo lentamente expandido até a erradicação completa da varíola no Brasil na década de 1970.