Crise Hídrica
e
energética
Prof. Fernanda Lima
A abundância de recursos hídricos existentes no país, contribuiu para o
desenvolvimento de uma cultura generalizada do desperdício?
O fato de que a água não é tratada como um bem estratégico no país,
dado à falta de integração entre a política nacional de recursos hídricos
e as demais políticas públicas, e os graves problemas na área de
saneamento básico e a forma como a água doce é compreendida, já é
visto que, muitos a julgam como um recurso infinito.
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A economia brasileira também já começa a ser afetada e até o setor elétrico está perdendo com a
escassez do produto. Os impactos ocorrem em vários setores. Dados levantados o enfatizam
consequências sérias no orçamento do Governo Federal, no setor elétrico, na agricultura, na
indústria e na saúde pública.
20XX 3
A seca deixou de ser marca
exclusiva do semiárido
brasileiro e foi dar as caras
na rica região sudeste.
A crise tem reflexos diretos
na qualidade de vida e no
bolso do brasileiro, além de
atingir em cheio a economia
do país
O Brasil detém 15% de toda
a água doce do planeta e
abriga grandes bacias
hidrográficas, como as dos
rios São Francisco, Paraná
e Amazonas, a maior do
mundo.
O que se pode aprender em vinte anos?
Duas décadas após o racionamento de energia
de 2001, que ficou conhecido como crise do
apagão e freou o país em sua tentativa de se
recuperar da grave crise econômica global
provocada pelos chamados “tigres asiáticos” em
1998, o Brasil volta a viver a assombração de não
ter eletricidade suficiente para garantir o consumo
de populações e setores econômicos.
E exatamente no momento em que tentamos
começar a virar a página da tragédia sanitária e
socioeconômica provocada pela pandemia da
Covid-19, que já matou mais de meio milhão de
pessoas e continua elevando os números de
desemprego no país.
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5
Passados esses vinte anos, com governos de variadas
tendências políticas e, aqui e ali, “modernizações” do setor
elétrico, por que nos vemos novamente sob o risco de não ter
energia elétrica para todos?
Colocar a culpa na falta de planejamento ou na má operação do sistema
elétrico brasileiro surge como a resposta mais óbvia. Entretanto, a água
que hoje some dos reservatórios das usinas hidrelétricas passou por
debaixo de várias pontes nesse período temporal, modificando nossa
matriz elétrica, aumentando pressões ambientais e climáticas, ampliando
desenvolvimentos tecnológicos capazes de garantir oferta elétrica e,
simultaneamente, reduzindo emissões de gases de efeito estufa. O que
faltou, então?
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A bacia do rio Paraná vem registrando chuvas abaixo da média há 22 anos. Logo, colocar a
culpa em São Pedro pelo atual regime de chuvas é ignorar um dado disponível que deveria
ter sido utilizado para evitar um novo racionamento
Ações na Bolsa de Valores
Ações na Bolsa de Valores
Exemplo
de
texto
de
rodapé
20XX 8
Ministro de Minas e Energia afirma que crise
hídrica não acaba este ano
9
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque,
disse que a crise hídrica não será uma preocupação
apenas em 2021, porque deve continuar nos próximos
anos. Albuquerque e especialistas concordam que o
nível dos reservatórios das hidrelétricas baixará ainda
mais até dezembro, quando começa o período úmido,
que segue até abril.
“Evidentemente, nós não estamos preocupados só com
2021. Mas também com 2022, 2023, 2024. Porque os
nossos reservatórios estão em níveis baixos e ficarão
ainda mais até o fim do ano. As coisas não vão se
resolver em dezembro, muito menos em abril de 2022.
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A probabilidade de termos apagão, como na crise energética anterior (a mais
grave, de 2001), é pequena, mas o impacto no bolso de cada consumidor é
inevitável, pois a energia está cara e vai aumentar ainda mais”, afirmou ao
Metrópoles o sócio-fundador da Elev (empresa que oferece soluções para o
ecossistema de mobilidade elétrica), Rodrigo Aguiar.
A previsão do empresário decorre do recente anúncio da Agência Nacional
de Energia Elétrica (Aneel), que divulgou nesta semana a criação da
“bandeira de escassez hídrica”. O novo valor da taxa extra na conta de luz
será de R$ 14,20/100 kWh, o que indica uma alta de 50%, com vigência até
30 de abril de 2022. Para os consumidores, o aumento médio na tarifa será
de 6,78%.
• 68% de toda a água
• 7% da população
• Água concentrada na Bacia do rio
Amazonas
• Novas Usinas Hidrelétricas
Fonte: Conferência Nacional de Segurança Hídrica
Gisela Forattini
DISPONIBILIDADE HÍDRICA – REGIÃO NORTE

Crise Hídrica.pptx

  • 1.
  • 2.
    A abundância derecursos hídricos existentes no país, contribuiu para o desenvolvimento de uma cultura generalizada do desperdício? O fato de que a água não é tratada como um bem estratégico no país, dado à falta de integração entre a política nacional de recursos hídricos e as demais políticas públicas, e os graves problemas na área de saneamento básico e a forma como a água doce é compreendida, já é visto que, muitos a julgam como um recurso infinito. 2
  • 3.
    A economia brasileiratambém já começa a ser afetada e até o setor elétrico está perdendo com a escassez do produto. Os impactos ocorrem em vários setores. Dados levantados o enfatizam consequências sérias no orçamento do Governo Federal, no setor elétrico, na agricultura, na indústria e na saúde pública. 20XX 3 A seca deixou de ser marca exclusiva do semiárido brasileiro e foi dar as caras na rica região sudeste. A crise tem reflexos diretos na qualidade de vida e no bolso do brasileiro, além de atingir em cheio a economia do país O Brasil detém 15% de toda a água doce do planeta e abriga grandes bacias hidrográficas, como as dos rios São Francisco, Paraná e Amazonas, a maior do mundo.
  • 4.
    O que sepode aprender em vinte anos? Duas décadas após o racionamento de energia de 2001, que ficou conhecido como crise do apagão e freou o país em sua tentativa de se recuperar da grave crise econômica global provocada pelos chamados “tigres asiáticos” em 1998, o Brasil volta a viver a assombração de não ter eletricidade suficiente para garantir o consumo de populações e setores econômicos. E exatamente no momento em que tentamos começar a virar a página da tragédia sanitária e socioeconômica provocada pela pandemia da Covid-19, que já matou mais de meio milhão de pessoas e continua elevando os números de desemprego no país. 4
  • 5.
    5 Passados esses vinteanos, com governos de variadas tendências políticas e, aqui e ali, “modernizações” do setor elétrico, por que nos vemos novamente sob o risco de não ter energia elétrica para todos? Colocar a culpa na falta de planejamento ou na má operação do sistema elétrico brasileiro surge como a resposta mais óbvia. Entretanto, a água que hoje some dos reservatórios das usinas hidrelétricas passou por debaixo de várias pontes nesse período temporal, modificando nossa matriz elétrica, aumentando pressões ambientais e climáticas, ampliando desenvolvimentos tecnológicos capazes de garantir oferta elétrica e, simultaneamente, reduzindo emissões de gases de efeito estufa. O que faltou, então?
  • 6.
    6 A bacia dorio Paraná vem registrando chuvas abaixo da média há 22 anos. Logo, colocar a culpa em São Pedro pelo atual regime de chuvas é ignorar um dado disponível que deveria ter sido utilizado para evitar um novo racionamento
  • 7.
    Ações na Bolsade Valores
  • 8.
    Ações na Bolsade Valores Exemplo de texto de rodapé 20XX 8
  • 9.
    Ministro de Minase Energia afirma que crise hídrica não acaba este ano 9 O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que a crise hídrica não será uma preocupação apenas em 2021, porque deve continuar nos próximos anos. Albuquerque e especialistas concordam que o nível dos reservatórios das hidrelétricas baixará ainda mais até dezembro, quando começa o período úmido, que segue até abril. “Evidentemente, nós não estamos preocupados só com 2021. Mas também com 2022, 2023, 2024. Porque os nossos reservatórios estão em níveis baixos e ficarão ainda mais até o fim do ano. As coisas não vão se resolver em dezembro, muito menos em abril de 2022.
  • 10.
    10 A probabilidade determos apagão, como na crise energética anterior (a mais grave, de 2001), é pequena, mas o impacto no bolso de cada consumidor é inevitável, pois a energia está cara e vai aumentar ainda mais”, afirmou ao Metrópoles o sócio-fundador da Elev (empresa que oferece soluções para o ecossistema de mobilidade elétrica), Rodrigo Aguiar. A previsão do empresário decorre do recente anúncio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que divulgou nesta semana a criação da “bandeira de escassez hídrica”. O novo valor da taxa extra na conta de luz será de R$ 14,20/100 kWh, o que indica uma alta de 50%, com vigência até 30 de abril de 2022. Para os consumidores, o aumento médio na tarifa será de 6,78%.
  • 11.
    • 68% detoda a água • 7% da população • Água concentrada na Bacia do rio Amazonas • Novas Usinas Hidrelétricas Fonte: Conferência Nacional de Segurança Hídrica Gisela Forattini DISPONIBILIDADE HÍDRICA – REGIÃO NORTE