26310-10949<br />Nesta cidade querida<br />Séculos no litoral<br />Uma esquadra destemida<br />De bandeira imperial<br />Por Pinzón foi dirigida<br />Sem os dedos de Cabral<br />Bem aqui nosso Brasil<br />Sua história começou<br />Assim do Cabo partiu<br />Notícia que alvoroçou<br />D’uma terra varonil<br />Que Portugal se apossou<br />Passados 500 anos<br />E uma nova descoberta<br />Se acaso não me engano<br />Por outra gente esperta<br />Que no seu cotidiano<br />Seu apreço é a coleta<br />Aprovam leis e decretos<br />A revelia do cidadão<br />O principal projeto<br />É só papar eleição<br />E o sonho é por certo<br />Do poder não abrir mão<br />E haja tanta lorota<br />Lero,lero, enganação<br />Que somos grande porta<br />Do futuro da nação<br />Mas o que nos importa<br />É a participação<br />Emprego no mercado<br />A cidade cochilou<br />Servente desempregado<br />Alguma vaga conquistou<br />Mas jovem qualificado<br />O Cabo não preparou<br />Lá do Oiapoque ou Chuí<br />Chega gente de montão<br />Trabalhadores do país<br />Querendo acomodação<br />Mas moradas por aqui<br />Nem pro nativo cidadão<br />O Cabo muito padece<br />Por não querer planejar<br />Tem gente que até esquece<br />Como se deve governar<br />Ainda sobra o estresse<br />Vendo a cidade afundar<br />Uma chuvinha pequena<br />Logo vem uma inundação<br />O povo que sofre e pena<br />Sofre também sem atenção<br />Fatos dignos de cena<br />D’um filme de ficção<br />Sofre o pobre motorista<br />Sem ter onde estacionar<br />Feliz fica o frentista<br />Vibrando por faturar<br />Nas filas o Evangelista<br />Tem multidão pra pregar <br />Tudo segue tão pequeno<br />Apertado ou agonizou<br />Parece até que veneno<br />Nossa cidade tomou<br />Nem um metro de terreno<br />No Cemitério sobrou<br />Indo na Casa Lotérica<br />Num dia de sexta-feira<br />Ouvi idosa histérica<br />Reclamando da fileira<br />Medida com fita métrica<br />Tinha léguas de carreira <br />Em filas tão alugando<br />De cadeira a um jornal<br />O povo tá reclamando<br />No banco e no hospital<br />E o idoso quase enfartando<br />Num fim de mês infernal<br />Saindo da residência<br />Faça forte a oração<br />Pedindo da Providência<br />A divina proteção<br />Contra a vil inclemência<br />Do atropelo e do ladrão<br />Se a lua é maior desejo<br />De pertinho conhecer<br />Aproveite o belo ensejo<br />D’um passeio ao amanhecer<br />Crateras fazem festejo<br />Quando o sol aparecer<br />Drogas e prostituição<br />Circulam noite adentro<br />Das praias ao Mercadão<br />É grande o movimento<br />Ainda alcança a visão<br />Os mendigos ao relento<br />Até havia sumido<br />Da boca do repórter<br />Aquele feio apelido<br />De Cidade da Morte<br />Mas aqui só tem crescido<br />Violência de toda sorte<br />Identidade cultural<br />Essa foi pro beleléu<br />A Lavadeira e o Carnaval<br />Festas no banco do réu<br />Condenadas em festival<br />Pela maldição do créu<br />São João foi pra fogueira<br />Bacamarte não atira<br />Coco de Roda é besteira<br />Bem como o Bloco da Lira<br />Nas contas da rasteira<br />Política do Se Vira<br />As nossas belas praias<br />Outrora tão cantadas<br />Hoje recebem vaias<br />Das visitas desejadas<br />Pois que mais parecem baias<br />Sujas emporcalhadas<br />A saúde tá na UTI<br />Educação NOTA ZERO<br />O Haiti não é aqui<br />Tá errado, assim espero<br />Direito de ir e vir<br />Eu também de volta quero<br />Martírio tá no transporte<br />Que estudante sabe bem<br />Não há ônibus que comporte<br />Os espremidos do VEM<br />Não escapa dessa sorte<br />Os que precisam do trem<br />Tivessem poder efetivo<br />Delegados do povão<br />Orçamento Participativo<br />Aqui dava detenção <br />Por grave ato lesivo<br />Demência e enrolação<br />Das obras decididas<br />Em plenárias sociais<br />Algumas poucas concluídas<br />São aquelas SONRISAIS<br />Dos morros às avenidas<br />Nada tem que satisfaz<br />De andar tão perdida <br />A coisa no ambiental<br />Uma arvore perseguida<br />Foi correndo ao Tribunal<br />Pedir proteção de vida<br />Contra a fúria capital<br />O bom desenvolvimento<br />É o da sustentabilidade<br />O contrário é crescimento<br />Atropelando a cidade<br />Mazelas no acolhimento<br />D’uma vida sem qualidade<br />Dera Pinzón aqui presente<br />Entre nós seguindo vivo<br />Muito acharia indecente<br />No Poder Executivo<br />Ainda mandava fechar<br />Portas no Legislativo<br />Rebatizava a Cidade<br />Com águas sujas do mar <br />CABO MALTRECHADO<br />Passaria a se chamar<br />Voltando envergonhado<br />Pro Estreito de Gibraltar<br />Ainda propagam orgulho<br />Que todos devemos ter<br />Mas como pode esse entulho<br />Pensar nos envaidecer?<br />É de dá dor e embrulho<br />No estômago a padecer<br />Mas meu caro cidadão<br />Não vale só protestar<br />É preciso união<br />Pra gente junto remar<br />Pra nenhum Napoleão<br />Aqui possa imperar<br />Nem conte ser convocado<br />Não querem seu palpitar<br />Democracia é um legado<br />Que poucos sabem deixar<br />Mas cabense indignado<br />Não deixa esculhambar<br />No bairro, clube ou escola<br />Conduza essa discussão<br />Ao contrário uma esmola<br />Será a bonificação<br />Que denigre, fere e esfola<br />A moral do cidadão<br />Auto: Jairo Lima<br />
Cordel assim eu me aCABO
Cordel assim eu me aCABO
Cordel assim eu me aCABO
Cordel assim eu me aCABO
Cordel assim eu me aCABO
Cordel assim eu me aCABO
Cordel assim eu me aCABO
Cordel assim eu me aCABO
Cordel assim eu me aCABO

Cordel assim eu me aCABO

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    26310-10949<br />Nesta cidadequerida<br />Séculos no litoral<br />Uma esquadra destemida<br />De bandeira imperial<br />Por Pinzón foi dirigida<br />Sem os dedos de Cabral<br />Bem aqui nosso Brasil<br />Sua história começou<br />Assim do Cabo partiu<br />Notícia que alvoroçou<br />D’uma terra varonil<br />Que Portugal se apossou<br />Passados 500 anos<br />E uma nova descoberta<br />Se acaso não me engano<br />Por outra gente esperta<br />Que no seu cotidiano<br />Seu apreço é a coleta<br />Aprovam leis e decretos<br />A revelia do cidadão<br />O principal projeto<br />É só papar eleição<br />E o sonho é por certo<br />Do poder não abrir mão<br />E haja tanta lorota<br />Lero,lero, enganação<br />Que somos grande porta<br />Do futuro da nação<br />Mas o que nos importa<br />É a participação<br />Emprego no mercado<br />A cidade cochilou<br />Servente desempregado<br />Alguma vaga conquistou<br />Mas jovem qualificado<br />O Cabo não preparou<br />Lá do Oiapoque ou Chuí<br />Chega gente de montão<br />Trabalhadores do país<br />Querendo acomodação<br />Mas moradas por aqui<br />Nem pro nativo cidadão<br />O Cabo muito padece<br />Por não querer planejar<br />Tem gente que até esquece<br />Como se deve governar<br />Ainda sobra o estresse<br />Vendo a cidade afundar<br />Uma chuvinha pequena<br />Logo vem uma inundação<br />O povo que sofre e pena<br />Sofre também sem atenção<br />Fatos dignos de cena<br />D’um filme de ficção<br />Sofre o pobre motorista<br />Sem ter onde estacionar<br />Feliz fica o frentista<br />Vibrando por faturar<br />Nas filas o Evangelista<br />Tem multidão pra pregar <br />Tudo segue tão pequeno<br />Apertado ou agonizou<br />Parece até que veneno<br />Nossa cidade tomou<br />Nem um metro de terreno<br />No Cemitério sobrou<br />Indo na Casa Lotérica<br />Num dia de sexta-feira<br />Ouvi idosa histérica<br />Reclamando da fileira<br />Medida com fita métrica<br />Tinha léguas de carreira <br />Em filas tão alugando<br />De cadeira a um jornal<br />O povo tá reclamando<br />No banco e no hospital<br />E o idoso quase enfartando<br />Num fim de mês infernal<br />Saindo da residência<br />Faça forte a oração<br />Pedindo da Providência<br />A divina proteção<br />Contra a vil inclemência<br />Do atropelo e do ladrão<br />Se a lua é maior desejo<br />De pertinho conhecer<br />Aproveite o belo ensejo<br />D’um passeio ao amanhecer<br />Crateras fazem festejo<br />Quando o sol aparecer<br />Drogas e prostituição<br />Circulam noite adentro<br />Das praias ao Mercadão<br />É grande o movimento<br />Ainda alcança a visão<br />Os mendigos ao relento<br />Até havia sumido<br />Da boca do repórter<br />Aquele feio apelido<br />De Cidade da Morte<br />Mas aqui só tem crescido<br />Violência de toda sorte<br />Identidade cultural<br />Essa foi pro beleléu<br />A Lavadeira e o Carnaval<br />Festas no banco do réu<br />Condenadas em festival<br />Pela maldição do créu<br />São João foi pra fogueira<br />Bacamarte não atira<br />Coco de Roda é besteira<br />Bem como o Bloco da Lira<br />Nas contas da rasteira<br />Política do Se Vira<br />As nossas belas praias<br />Outrora tão cantadas<br />Hoje recebem vaias<br />Das visitas desejadas<br />Pois que mais parecem baias<br />Sujas emporcalhadas<br />A saúde tá na UTI<br />Educação NOTA ZERO<br />O Haiti não é aqui<br />Tá errado, assim espero<br />Direito de ir e vir<br />Eu também de volta quero<br />Martírio tá no transporte<br />Que estudante sabe bem<br />Não há ônibus que comporte<br />Os espremidos do VEM<br />Não escapa dessa sorte<br />Os que precisam do trem<br />Tivessem poder efetivo<br />Delegados do povão<br />Orçamento Participativo<br />Aqui dava detenção <br />Por grave ato lesivo<br />Demência e enrolação<br />Das obras decididas<br />Em plenárias sociais<br />Algumas poucas concluídas<br />São aquelas SONRISAIS<br />Dos morros às avenidas<br />Nada tem que satisfaz<br />De andar tão perdida <br />A coisa no ambiental<br />Uma arvore perseguida<br />Foi correndo ao Tribunal<br />Pedir proteção de vida<br />Contra a fúria capital<br />O bom desenvolvimento<br />É o da sustentabilidade<br />O contrário é crescimento<br />Atropelando a cidade<br />Mazelas no acolhimento<br />D’uma vida sem qualidade<br />Dera Pinzón aqui presente<br />Entre nós seguindo vivo<br />Muito acharia indecente<br />No Poder Executivo<br />Ainda mandava fechar<br />Portas no Legislativo<br />Rebatizava a Cidade<br />Com águas sujas do mar <br />CABO MALTRECHADO<br />Passaria a se chamar<br />Voltando envergonhado<br />Pro Estreito de Gibraltar<br />Ainda propagam orgulho<br />Que todos devemos ter<br />Mas como pode esse entulho<br />Pensar nos envaidecer?<br />É de dá dor e embrulho<br />No estômago a padecer<br />Mas meu caro cidadão<br />Não vale só protestar<br />É preciso união<br />Pra gente junto remar<br />Pra nenhum Napoleão<br />Aqui possa imperar<br />Nem conte ser convocado<br />Não querem seu palpitar<br />Democracia é um legado<br />Que poucos sabem deixar<br />Mas cabense indignado<br />Não deixa esculhambar<br />No bairro, clube ou escola<br />Conduza essa discussão<br />Ao contrário uma esmola<br />Será a bonificação<br />Que denigre, fere e esfola<br />A moral do cidadão<br />Auto: Jairo Lima<br />