INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
CONTROLO DE QUALIDADE DA
ÁGUA
Instituto Nacional de Petróleos
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL MOD.11.DFP.00
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Objectivos do Curso
O objectivo principal deste curso dotar conhecimento no que tange
ao controlo de qualidade da água.
O formando, será capacitado com valências de:
• Identificar o PH dos ácidos e bases;
• Identificar as impurezas fisico-quimicas da água;
• Compreender a microbiologia da água;
• Usar o microscópio para análises microbiológicas da água;
• Identificar as bacterias patogênicas;
2
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Ácidos e Bases
• Ácidos e bases (também chamadas de álcalis) são costumeiramente
lembrados como substâncias químicas perigosas, corrosivos capazes de
dissolver metais como se fossem comprimidos efervescentes.
• Mas a presença dos ácidos e base na nossa vida cotidiana é bem mais
ampla e menos agressiva do que se imagina. Eles também são
componentes usuais de refrigerantes, alimentos, remédios, produtos de
higiene ou cosméticos. São ainda matérias primas indispensáveis em um
vasto universo de aplicações industriais..
3
A definição mais tradicional dos ácidos e bases foi dada pelo cientista
sueco Svante Arrhenius, que estabeleceu os ácidos como substâncias que -
em solução aquosa - liberam íons positivos de hidrogênio (H+), enquanto as
bases, também em solução aquosa, liberam hidroxilas, íons negativos OH-.
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
O QUE É PH ?
Sigla para potencial hidrogeniônico, ou seja, a concentração de íons H+ em
uma amostra. A escala de pH foi criada em 1909, a partir de pesquisas sobre
a qualidade da fabricação da cerveja o bioquímico dinamarquês Sören P.T.
Sörensen, o que facilitou o modo de expressá-lo através do logaritmo
negativo da concentração do H+ ou pH = - log [H+].
A análise de pH é realizada em todos os segmentos industriais. Desde a
produção de alimentos e bebidas, até a indústria farmacêutica e
petroquímica. Muitos processos produtivos dependem de reações químicas
que só ocorrem em determinados valores de pH.
4
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
ESCALA DE PH
5
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Resumo
6
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
INDICADORES DE ÁCIDO - BASE
• Os indicadores ácido-base são substâncias sintéticas ou naturais que
modificam a sua coloração dependendo do pH do meio que estão
dissolvidas.
7
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
INDICADORES DE ÁCIDO - BASE
• Fenolftaleína: Ela adquire coloração avermelhada ou rosa bem intensa em
meios básicos, porém fica incolor em meios ácidos;
• Papel de tornassol: fica azul em meio básico e vermelho em meio ácido;
• Indicador universal: é constituído por uma tira de papel com uma mistura
de alguns indicadores comuns secos que apresentam coloração diferente
para cada valor de pH. Lembrando que o meio ácido apresenta valores de
pH abaixo de 7, e o meio básico possui pH maior que 7.
8
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
INDICADORES DE ÁCIDO – BASE NATURAL
9
Os indicadores ácido-base naturais são substâncias que podem ser
extraídas de vegetais e mudam de cor de acordo com o pH do meio.
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
PHMETRO
• O pHmetro é um instrumento que mede o potencial hidrogeniônico de uma
substância, indicando se ela é ácida, neutra ou básica. O equipamento
funciona com um eletrodo que gera uma tensão quando é submerso na
amostra: a intensidade da tensão é medida e convertida em uma escala de
pH, que é apontada em uma numeração que vai de 0 a 14 — em que
índices iguais a 7 indicam neutralidade, menores do que 7 apontam acidez
e acima disso representam alcalinidade.
10
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
PHMETRO DE BANCADA
11
O pHmetro de bancada é um medidor de potencial hidrogeniônico que indicando a acidez,
neutralidade ou alcalinidade de uma amostra.
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Principais erros apresentados pelo pHmetro de bancada
• O pH de bancada é bastante usado em laboratórios e indústrias, sendo
indicado para a realização de trabalhos que necessitam de controle e/ou
monitoramento do pH, apresentando o diferencial de possuir uma faixa de
compensação de temperatura.
• O pHmetro de bancada pode ser usado em trabalhos de campo e indica
resultados imediatamente, garantindo facilidade no trabalho de pesquisa.
Os erros de medição de pHmetro podem acontecer com certa frequência:
um deles é o potencial de junção, quando a solução da calibração do
eletrodo não é a mesma da sua composição iônica. Outro problema está
no sódio que, em quantidades acima ou abaixo do indicado, corre o risco
de prejudicar o resultado.
12
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
PHMETRO PORTÁTIL
13
Os pHmetros portáteis são geralmente utilizados em campo para
determinar o pH da solução, evitando erros por contaminação devido ao
transporte. Muito usados em indústrias químicas, farmacêuticas e
alimentícias.
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Procedimento para colecta de amostras
1. PROCEDIMENTO:
A coleta da amostra é de responsabilidade e realizada pelo cliente.
O frasco de acondicionamento da amostra deve estar devidamente limpo
e seco, pois resíduos de substâncias detergentes e sanitizantes podem
interferir nas análises.
Coletar a amostra utilizando a paramentação e EPI's adequados.
O acondicionamento e o transporte da amostra para o laboratório deve
ser nas condições em que a amostra é mantida e preservada no ponto de
origem.
ANEXO I - Quantidade de Amostra Para a Coleta, descreve a
quantidade de amostra a ser coletada conforme a análise.
ANEXO II - Modelos de Rótulos, mostra alguns modelos de rótulos.
Endereço do Laboratório para envio das amostras:
14
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Procedimento para colecta de amostras
• Instituto Nacional de Petróleos – Sumbe
• LCQ - Laboratório de Controle de Qualidade
• Rua Francisco Getúlio Vargas, Nº 1130, Bairro Petrópolis, Bloco S, Sala
314
1.1. Identificar o(s) frasco(s), no(s) qual será coletada a amostra,
preferencialmente, com os seguintes dados, quando aplicável:
• nome e endereço da empresa solicitante do serviço
• descrição completa da amostra (cápsulas, matéria-prima, tipo de
processo da água purificada, caixa da água, poço artesiano, direta da rua)
• nome da pessoa responsável pela coleta
• encaminhar junto com a amostra a Ordem de Manipulação e/ou Ficha de
Pesagem
• encaminhar junto com a amostra o certificado de lote do fornecedor
15
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Coleta de água
1.4.1 Água purificada
• Sanitizar parte externa da torneira ou mangueira com álcool 70% (V/V).
• Deixar a água correr por aproximadamente 1 a 2 minutos.
• Retirar a tampa do frasco de coleta, limpo e sanitizado.
coletar 1000 mL para as análises físico-químicas e 200 mL para as análises
microbiológicas, cuidando para não encostar a boca do frasco na torneira.
• O frasco para coleta de água para as análises microbiológicas é
fornecido pelo LCQ e demais embalagens são de responsabilidade do
cliente.
• Após, tampar bem frasco e identificá-lo conforme descrito anteriormente.
• Preferencialmente enviar a amostra refrigerada em caixa de isopor.
• Enviar a amostra o mais rápido possível para o laboratório após a coleta.
16
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Coleta de água
1.4.1 Água purificada
• Sanitizar parte externa da torneira ou mangueira com álcool 70% (V/V).
• Deixar a água correr por aproximadamente 1 a 2 minutos.
• Retirar a tampa do frasco de coleta, limpo e sanitizado.
coletar 1000 mL para as análises físico-químicas e 200 mL para as análises
microbiológicas, cuidando para não encostar a boca do frasco na torneira.
• O frasco para coleta de água para as análises microbiológicas é
fornecido pelo LCQ e demais embalagens são de responsabilidade do
cliente.
• Após, tampar bem frasco e identificá-lo conforme descrito anteriormente.
• Preferencialmente enviar a amostra refrigerada em caixa de isopor.
• Enviar a amostra o mais rápido possível para o laboratório após a coleta.
17
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Água potável
1.4.2 Água potável
• Limpar a parte externa da torneira com sabão neutro.
• Enxaguar.
• Sanitizar com álcool 70% (V/V).
• Deixar a água correr por aproximadamente 1 a 2 minutos.
• Retirar a tampa do frasco de coleta, limpo e sanitizado.
• Coletar 1000 mL para as análises físico-químicas e 200 mL para as
análises microbiológicas, cuidando para não encostar a boca do frasco na
torneira.
• O frasco para coleta de água para as análises microbiológicas é
fornecido pelo LCQ e demais embalagens são de responsabilidade do
cliente.
• Após, tampar bem frasco e identificá-lo conforme descrito anteriormente.
• Preferencialmente, enviar a amostra refrigerada em caixa de isopor.
• Enviar a amostra o mais rápido possível para o laboratório após a coleta.
18
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Notas
• NOTA 1: A amostra de água potável clorada, para microbiologia, necessita
da adição de 0,1% de Tiossulfato de Sódio a 10% para neutralizar a ação
do cloro, por isso, os frascos de coleta fornecidos pelo LCMEC contém
pastilhas desta substância.
• NOTA 2: A amostragem da água deverá ser realizada o mais rápido
possível para evitar contaminações.
19
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Resumo Colecta de Amostra
20
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Análises Microbiológicas em Água
• A água não tratada é uma fonte latente de bactérias e microrganismos
nocivos ao ser humano. As análises microbiológicas em água existem para
avaliar os padrões de qualidade da água e, assim, prevenir o surgimento
de doenças.
• E elas não se restringem apenas à água potável para o consumo humano
– a análise da água também engloba o que circula em equipamentos de
processos industriais. Com a ajuda do laboratório, é possível diminuir
consideravelmente os riscos de contaminação.
21
Não existe água pura na superfície da Terra – o que conhecemos como pura
é a água potável para uso doméstico.”
A principal característica da água é o fato dela ser um elemento essencial à
vida animal e vegetal – e uma parte crucial do desenvolvimento humano. Ela
se trata de uma substância bastante complexa, que não é vista em estado de
absoluta pureza.
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Impurezas físico-químicas e biológicas em águas
• As impurezas impactam positivamente e negativamente na qualidade da
água – na maior parte do tempo, negativamente. Dessa forma, é possível
classificar essas impurezas em três grupos distintos conforme as
características da água:
• — Características físicas, que englobam os sólidos (por exemplo:
suspensos, coloidais e dissolvidos) e os gases;
• — Características químicas, que englobam os inorgânicos e orgânicos (a
matéria em decomposição impacta nas características biológicas);
• — Características biológicas, que englobam os seres vivos (animais,
vegetais e protistas).
• Em suma, as impurezas consideradas nocivas são os vírus, bactérias,
patogênicos, substâncias tóxicas e elementos radioativos, em alguns
casos. Todas acabam influenciando no grau de pureza da água e tornando
ela pouco útil para o uso humano.
22
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Importância da análise microbiológica da água
• A importância da análise microbiológica da água é bem simples de
demonstrar: é essa análise que avalia a qualidade da água que transita por
determinados ambientes. Quando bem realizada, previne doenças por
contaminação microbiológica.
• Dentre as três análises da água em laboratório (considerando a física e a
química), a microbiológica é a mais importante. Ela identifica
microrganismos patogênicos que indicam a contaminação da água por
fezes, humanas ou animais.
• Esses microrganismos são capazes de causar doenças como diarreia,
febre tifoide e infecção intestinal, que podem levar à morte.
• Através dessa análise da água em laboratório, as pessoas obtêm água
potável para consumo e para a utilização diária. Visto dessa forma, a
análise microbiológica é crucial para o funcionamento saudável da
sociedade.
23
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Microrganismos patogênicos encontrados na água
• Antes de mais nada, para entender a análise da água no laboratório é
importante conhecer os microrganismos patogênicos que podem ser
detectados. Ainda mais que eles se introduzem no organismo humano pelo
contato com a pele ou pelo consumo direto da água.
• E quais são eles?
• — Bactérias;
• — Vírus;
• — Protozoários;
• — Helmintos (por exemplo: vermes intestinais e parasitas);
• — Algas, cujas algumas espécies produzem toxinas nocivas.
• Por fim, de todos os microrganismos, os que têm mais impacto na análise
são os coliformes totais e as bactérias heterotróficas.
24
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Coliformes totais
• Em síntese, os coliformes totais são usados como indicadores de
contaminação da água por:
• — Terem relação direta com o grau de contaminação por fezes;
• — Serem facilmente detectados e quantificados;
• — Serem mais resistentes aos agentes desinfetantes.
• Portanto, na análise microbiológica em água, os coliformes podem ser
divididos em totais e termotolerantes ou fecais – ambos são utilizados
como indicadores.
25
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Bactérias heterotróficas
• A princípio, a maioria das bactérias heterotróficas não são patogênicas,
com exceção de alguns membros que se comportam como patógenos
oportunistas.
• Do mesmo modo que provocam odores e sabores desagradáveis na água
e causam riscos a saúde, essas bactérias também dificultam a detecção
dos coliformes.
26
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL 27
INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE –
CUANZA-SUL
Análise microbiologica da água
28

controlo de qualidade da água tratamento.pptx

  • 1.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL CONTROLO DE QUALIDADE DA ÁGUA Instituto Nacional de Petróleos INSTITUTO NACIONAL DE PETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL MOD.11.DFP.00
  • 2.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Objectivos do Curso O objectivo principal deste curso dotar conhecimento no que tange ao controlo de qualidade da água. O formando, será capacitado com valências de: • Identificar o PH dos ácidos e bases; • Identificar as impurezas fisico-quimicas da água; • Compreender a microbiologia da água; • Usar o microscópio para análises microbiológicas da água; • Identificar as bacterias patogênicas; 2
  • 3.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Ácidos e Bases • Ácidos e bases (também chamadas de álcalis) são costumeiramente lembrados como substâncias químicas perigosas, corrosivos capazes de dissolver metais como se fossem comprimidos efervescentes. • Mas a presença dos ácidos e base na nossa vida cotidiana é bem mais ampla e menos agressiva do que se imagina. Eles também são componentes usuais de refrigerantes, alimentos, remédios, produtos de higiene ou cosméticos. São ainda matérias primas indispensáveis em um vasto universo de aplicações industriais.. 3 A definição mais tradicional dos ácidos e bases foi dada pelo cientista sueco Svante Arrhenius, que estabeleceu os ácidos como substâncias que - em solução aquosa - liberam íons positivos de hidrogênio (H+), enquanto as bases, também em solução aquosa, liberam hidroxilas, íons negativos OH-.
  • 4.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL O QUE É PH ? Sigla para potencial hidrogeniônico, ou seja, a concentração de íons H+ em uma amostra. A escala de pH foi criada em 1909, a partir de pesquisas sobre a qualidade da fabricação da cerveja o bioquímico dinamarquês Sören P.T. Sörensen, o que facilitou o modo de expressá-lo através do logaritmo negativo da concentração do H+ ou pH = - log [H+]. A análise de pH é realizada em todos os segmentos industriais. Desde a produção de alimentos e bebidas, até a indústria farmacêutica e petroquímica. Muitos processos produtivos dependem de reações químicas que só ocorrem em determinados valores de pH. 4
  • 5.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL ESCALA DE PH 5
  • 6.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Resumo 6
  • 7.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL INDICADORES DE ÁCIDO - BASE • Os indicadores ácido-base são substâncias sintéticas ou naturais que modificam a sua coloração dependendo do pH do meio que estão dissolvidas. 7
  • 8.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL INDICADORES DE ÁCIDO - BASE • Fenolftaleína: Ela adquire coloração avermelhada ou rosa bem intensa em meios básicos, porém fica incolor em meios ácidos; • Papel de tornassol: fica azul em meio básico e vermelho em meio ácido; • Indicador universal: é constituído por uma tira de papel com uma mistura de alguns indicadores comuns secos que apresentam coloração diferente para cada valor de pH. Lembrando que o meio ácido apresenta valores de pH abaixo de 7, e o meio básico possui pH maior que 7. 8
  • 9.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL INDICADORES DE ÁCIDO – BASE NATURAL 9 Os indicadores ácido-base naturais são substâncias que podem ser extraídas de vegetais e mudam de cor de acordo com o pH do meio.
  • 10.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL PHMETRO • O pHmetro é um instrumento que mede o potencial hidrogeniônico de uma substância, indicando se ela é ácida, neutra ou básica. O equipamento funciona com um eletrodo que gera uma tensão quando é submerso na amostra: a intensidade da tensão é medida e convertida em uma escala de pH, que é apontada em uma numeração que vai de 0 a 14 — em que índices iguais a 7 indicam neutralidade, menores do que 7 apontam acidez e acima disso representam alcalinidade. 10
  • 11.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL PHMETRO DE BANCADA 11 O pHmetro de bancada é um medidor de potencial hidrogeniônico que indicando a acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma amostra.
  • 12.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Principais erros apresentados pelo pHmetro de bancada • O pH de bancada é bastante usado em laboratórios e indústrias, sendo indicado para a realização de trabalhos que necessitam de controle e/ou monitoramento do pH, apresentando o diferencial de possuir uma faixa de compensação de temperatura. • O pHmetro de bancada pode ser usado em trabalhos de campo e indica resultados imediatamente, garantindo facilidade no trabalho de pesquisa. Os erros de medição de pHmetro podem acontecer com certa frequência: um deles é o potencial de junção, quando a solução da calibração do eletrodo não é a mesma da sua composição iônica. Outro problema está no sódio que, em quantidades acima ou abaixo do indicado, corre o risco de prejudicar o resultado. 12
  • 13.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL PHMETRO PORTÁTIL 13 Os pHmetros portáteis são geralmente utilizados em campo para determinar o pH da solução, evitando erros por contaminação devido ao transporte. Muito usados em indústrias químicas, farmacêuticas e alimentícias.
  • 14.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Procedimento para colecta de amostras 1. PROCEDIMENTO: A coleta da amostra é de responsabilidade e realizada pelo cliente. O frasco de acondicionamento da amostra deve estar devidamente limpo e seco, pois resíduos de substâncias detergentes e sanitizantes podem interferir nas análises. Coletar a amostra utilizando a paramentação e EPI's adequados. O acondicionamento e o transporte da amostra para o laboratório deve ser nas condições em que a amostra é mantida e preservada no ponto de origem. ANEXO I - Quantidade de Amostra Para a Coleta, descreve a quantidade de amostra a ser coletada conforme a análise. ANEXO II - Modelos de Rótulos, mostra alguns modelos de rótulos. Endereço do Laboratório para envio das amostras: 14
  • 15.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Procedimento para colecta de amostras • Instituto Nacional de Petróleos – Sumbe • LCQ - Laboratório de Controle de Qualidade • Rua Francisco Getúlio Vargas, Nº 1130, Bairro Petrópolis, Bloco S, Sala 314 1.1. Identificar o(s) frasco(s), no(s) qual será coletada a amostra, preferencialmente, com os seguintes dados, quando aplicável: • nome e endereço da empresa solicitante do serviço • descrição completa da amostra (cápsulas, matéria-prima, tipo de processo da água purificada, caixa da água, poço artesiano, direta da rua) • nome da pessoa responsável pela coleta • encaminhar junto com a amostra a Ordem de Manipulação e/ou Ficha de Pesagem • encaminhar junto com a amostra o certificado de lote do fornecedor 15
  • 16.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Coleta de água 1.4.1 Água purificada • Sanitizar parte externa da torneira ou mangueira com álcool 70% (V/V). • Deixar a água correr por aproximadamente 1 a 2 minutos. • Retirar a tampa do frasco de coleta, limpo e sanitizado. coletar 1000 mL para as análises físico-químicas e 200 mL para as análises microbiológicas, cuidando para não encostar a boca do frasco na torneira. • O frasco para coleta de água para as análises microbiológicas é fornecido pelo LCQ e demais embalagens são de responsabilidade do cliente. • Após, tampar bem frasco e identificá-lo conforme descrito anteriormente. • Preferencialmente enviar a amostra refrigerada em caixa de isopor. • Enviar a amostra o mais rápido possível para o laboratório após a coleta. 16
  • 17.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Coleta de água 1.4.1 Água purificada • Sanitizar parte externa da torneira ou mangueira com álcool 70% (V/V). • Deixar a água correr por aproximadamente 1 a 2 minutos. • Retirar a tampa do frasco de coleta, limpo e sanitizado. coletar 1000 mL para as análises físico-químicas e 200 mL para as análises microbiológicas, cuidando para não encostar a boca do frasco na torneira. • O frasco para coleta de água para as análises microbiológicas é fornecido pelo LCQ e demais embalagens são de responsabilidade do cliente. • Após, tampar bem frasco e identificá-lo conforme descrito anteriormente. • Preferencialmente enviar a amostra refrigerada em caixa de isopor. • Enviar a amostra o mais rápido possível para o laboratório após a coleta. 17
  • 18.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Água potável 1.4.2 Água potável • Limpar a parte externa da torneira com sabão neutro. • Enxaguar. • Sanitizar com álcool 70% (V/V). • Deixar a água correr por aproximadamente 1 a 2 minutos. • Retirar a tampa do frasco de coleta, limpo e sanitizado. • Coletar 1000 mL para as análises físico-químicas e 200 mL para as análises microbiológicas, cuidando para não encostar a boca do frasco na torneira. • O frasco para coleta de água para as análises microbiológicas é fornecido pelo LCQ e demais embalagens são de responsabilidade do cliente. • Após, tampar bem frasco e identificá-lo conforme descrito anteriormente. • Preferencialmente, enviar a amostra refrigerada em caixa de isopor. • Enviar a amostra o mais rápido possível para o laboratório após a coleta. 18
  • 19.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Notas • NOTA 1: A amostra de água potável clorada, para microbiologia, necessita da adição de 0,1% de Tiossulfato de Sódio a 10% para neutralizar a ação do cloro, por isso, os frascos de coleta fornecidos pelo LCMEC contém pastilhas desta substância. • NOTA 2: A amostragem da água deverá ser realizada o mais rápido possível para evitar contaminações. 19
  • 20.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Resumo Colecta de Amostra 20
  • 21.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Análises Microbiológicas em Água • A água não tratada é uma fonte latente de bactérias e microrganismos nocivos ao ser humano. As análises microbiológicas em água existem para avaliar os padrões de qualidade da água e, assim, prevenir o surgimento de doenças. • E elas não se restringem apenas à água potável para o consumo humano – a análise da água também engloba o que circula em equipamentos de processos industriais. Com a ajuda do laboratório, é possível diminuir consideravelmente os riscos de contaminação. 21 Não existe água pura na superfície da Terra – o que conhecemos como pura é a água potável para uso doméstico.” A principal característica da água é o fato dela ser um elemento essencial à vida animal e vegetal – e uma parte crucial do desenvolvimento humano. Ela se trata de uma substância bastante complexa, que não é vista em estado de absoluta pureza.
  • 22.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Impurezas físico-químicas e biológicas em águas • As impurezas impactam positivamente e negativamente na qualidade da água – na maior parte do tempo, negativamente. Dessa forma, é possível classificar essas impurezas em três grupos distintos conforme as características da água: • — Características físicas, que englobam os sólidos (por exemplo: suspensos, coloidais e dissolvidos) e os gases; • — Características químicas, que englobam os inorgânicos e orgânicos (a matéria em decomposição impacta nas características biológicas); • — Características biológicas, que englobam os seres vivos (animais, vegetais e protistas). • Em suma, as impurezas consideradas nocivas são os vírus, bactérias, patogênicos, substâncias tóxicas e elementos radioativos, em alguns casos. Todas acabam influenciando no grau de pureza da água e tornando ela pouco útil para o uso humano. 22
  • 23.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Importância da análise microbiológica da água • A importância da análise microbiológica da água é bem simples de demonstrar: é essa análise que avalia a qualidade da água que transita por determinados ambientes. Quando bem realizada, previne doenças por contaminação microbiológica. • Dentre as três análises da água em laboratório (considerando a física e a química), a microbiológica é a mais importante. Ela identifica microrganismos patogênicos que indicam a contaminação da água por fezes, humanas ou animais. • Esses microrganismos são capazes de causar doenças como diarreia, febre tifoide e infecção intestinal, que podem levar à morte. • Através dessa análise da água em laboratório, as pessoas obtêm água potável para consumo e para a utilização diária. Visto dessa forma, a análise microbiológica é crucial para o funcionamento saudável da sociedade. 23
  • 24.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Microrganismos patogênicos encontrados na água • Antes de mais nada, para entender a análise da água no laboratório é importante conhecer os microrganismos patogênicos que podem ser detectados. Ainda mais que eles se introduzem no organismo humano pelo contato com a pele ou pelo consumo direto da água. • E quais são eles? • — Bactérias; • — Vírus; • — Protozoários; • — Helmintos (por exemplo: vermes intestinais e parasitas); • — Algas, cujas algumas espécies produzem toxinas nocivas. • Por fim, de todos os microrganismos, os que têm mais impacto na análise são os coliformes totais e as bactérias heterotróficas. 24
  • 25.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Coliformes totais • Em síntese, os coliformes totais são usados como indicadores de contaminação da água por: • — Terem relação direta com o grau de contaminação por fezes; • — Serem facilmente detectados e quantificados; • — Serem mais resistentes aos agentes desinfetantes. • Portanto, na análise microbiológica em água, os coliformes podem ser divididos em totais e termotolerantes ou fecais – ambos são utilizados como indicadores. 25
  • 26.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Bactérias heterotróficas • A princípio, a maioria das bactérias heterotróficas não são patogênicas, com exceção de alguns membros que se comportam como patógenos oportunistas. • Do mesmo modo que provocam odores e sabores desagradáveis na água e causam riscos a saúde, essas bactérias também dificultam a detecção dos coliformes. 26
  • 27.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL 27
  • 28.
    INSTITUTO NACIONAL DEPETRÓLEOS – SUMBE – CUANZA-SUL Análise microbiologica da água 28