Prevenção e Combate a Incêndios
e Primeiros Socorros
Palestrante: Capitão BM Renato Grigorovski
PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS
E PRIMEIROS SOCORROS
Ao término da palestra, o participante será capaz de:
1. Conhecer os métodos e equipamentos de prevenção;
2. Apontar as legislações vigentes e como aplicá-las no dia-a-
dia;
3. Identificar os documentos necessário para aprovação de
uma edificação;
4. Executar os procedimentos corretos em uma ocorrência de
incêndio e/ou de socorros de urgência.
SUMÁRIO
1. Prevenção – definição e formas de realizá-la;
2. Combate – definição e peculiaridades;
3. Projeto de Prevenção de Incêndio;
4. Legislações importantes;
5. Órgãos fiscalizadores e responsáveis;
6. Tipos de documentos e tramitação;
7. Classificação das edificações;
8. Dispositivos fixos e móveis de prevenção e combate;
9. Como agir em uma ocorrência.
PREVENÇÃO
A Prevenção é o conjunto de medidas que
visam evitar que os sinistros surjam, mas não
havendo essa possibilidade, que sejam mantidos
sob controle, evitando a propagação e facilitando o
combate.
PREVENÇÃO (cont.)
Ela pode ser alcançada por diversas formas:
 atividades educativas como palestras e cursos nas
escolas, empresas, prédios residenciais;
 divulgação pelos meios de comunicação;
 elaboração de normas e leis que obriguem a aprovação
de projetos de proteção contra incêndios, instalação dos
equipamentos, testes e manutenção adequados;
 formação, treinamento e exercícios práticos de brigadas
de incêndio.
COMBATE
O combate inicia-se quando não foi possível evitar o
surgimento do incêndio, preferencialmente sendo adotadas
medidas na seguinte ordem:
- salvamento de vidas;
- isolamento;
- confinamento;
- extinção, e
- rescaldo.
(*) as operações de proteção de bens e ventilação
podem ocorrer em qualquer fase.
PROJETO DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS
O projeto de proteção ou prevenção contra incêndios
deve nascer juntamente com o projeto de arquitetura e
integrado com o de estrutura, hidráulico, elétrico, etc.,
levando em conta:
- as distâncias para serem alcançadas as saídas;
- as escadas (largura e dimensionamento dos degraus);
- controle de fumaça;
- combustibilidade e a resistência ao fogo das estruturas e
materiais de acabamento;
- a vedação de aberturas entre pavimentos adjacentes;
- as barreiras para evitar propagação de um compartimento
a outro;
- o controle da carga incêndio; e
- a localização dos demais sistemas contra incêndios.
Também é baseado nas Normas Brasileiras
(NBR) e, em nosso estado, pelo Código de
Segurança Contra Incêndio e Pânico (COSCIP),
pertencente ao Corpo de Bombeiros Militar do
Estado do Rio de Janeiro, legislação esta que
falaremos a seguir.
O primeiro passo a ser dado é a classificação
das ocupações. Isto determina os tipos de
sistemas e equipamentos a serem executados na
edificação; a partir daí devem ser pesquisadas as
Normas Técnicas Brasileiras Oficiais para
complemento do referido Decreto. É importante,
também a consulta à Prefeitura Municipal, pois
podem existir exigências locais.
DECRETO-LEI Nº 247, DE 21 DE JULHO DE 1975
Define o CBMERJ como órgão responsável
pela legislação, fiscalização e execução das
medidas de segurança contra incêndio e pânico
em todas as edificações em todo o Estado do Rio
de Janeiro.
“Vidas Alheias e Riquezas a Salvar”
CÓDIGO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
E PÂNICO – COSCIP
Decreto Nº 897, de 21 de setembro de 1976
 Normatiza as medidas de prevenção e combate a
incêndio;
 Estabelece que as licenças para funcionamento de
quaisquer estabelecimentos e para construção, e que
importem em permissão para uso de construções novas ou
não, dependem da expedição, pelo Corpo de Bombeiros,
do Certificado de Aprovação daquele sistema de prevenção
contra incêndio e pânico.
(*) Mesmo para a execução de loteamentos há regras
explícitas estabelecidas no COSCIP, no sentido de garantir
o combate aos incêndios, como a instalação de hidrantes
públicos de coluna nestes locais.
SISTEMA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
E PÂNICO
 Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST)
 Diretoria Geral de Diversões Públicas (DGDP)
 Seções de Serviços Técnicos (SST)
SISTEMA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
E PÂNICO (cont.)
- Com as exigências de dispositivos fixos, tramitação
exclusiva da DGST;
- Autorizações para eventos acima de 5000 pessoas –
DGDP;
- Autorizações para eventos abaixo de 5000 pessoas –
SST;
- Sem exigências de dispositivos fixos (móveis), tramitação
na SST.
DOCUMENTOS RELATIVOS A SEGURANÇA
CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO
 Laudo de Exigências
Laudo “V” – não requer disp. prev. fixos (vistoria)
Laudo “P” – requer disp. prev. fixos (análise de
projeto)
 Certificado de Aprovação
 Certificado de Registro
 Autorizações
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES
 De acordo com o tipo de ocupação;
 De acordo com o nº de pavimentos;
 De acordo com a área total construída.
Como é a tramitação de expedientes
- Requerimento, no quartel que atende a área, solicitando a
determinação de medidas de segurança ou vistoria – anexar
jogo de plantas, assinadas pelos responsáveis*;
- Recebimento do Laudo de Exigências (LE) – após 30 dias;
- Requerimento de Vistoria de Aprovação (VA) – após
cumprir exigências do LE;
- Recebimento do respectivo Certificado de Aprovação ou de
Reprovação – 30 dias após entrada do requerimento de VA.
Como é a tramitação de expedientes? (cont.)
REQUERIMENTO  assinado pelo
proprietário do imóvel ou procurador
legalmente constituído, despachante oficial
ou empresa, firma ou projetista credenciados
junto ao Corpo de Bombeiros.
NORMAS RELATIVAS À PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS
 NBR 10897 – Proteção contra Incêndio por Chuveiro
Automático;
 NBR 10898 – Sistemas de Iluminação de Emergência;
 NBR 11742 – Porta Corta-fogo para Saída de Emergência;
 NBR 11861/12779/14349 – Localização, Aplicações,
Inspeção, Manutenção e Cuidados em Mangueiras de
Incêndio;
 NBR 12692/13485 – Inspeção, Manutenção, Recarga e
Ensaio Hidrostático em Extintores de Incêndio;
 NBR 12693 – Sistemas de Proteção por Extintores de
Incêndio;
 NBR 13434/13435 – Sinalização de Segurança contra
Incêndio e Pânico – Formas, Dimensões e cores;
 NBR 13437 – Símbolos Gráficos para Sinalização contra
Incêndio e Pânico;
 NBR 13523 – Instalações Prediais de Gás Liquefeito de
Petróleo;
NBR 13932 – Instalações Internas de Gás Liquefeito de
Petróleo (GLP) – Projeto e Execução;
 NBR 13714 – Instalação Hidráulica Contra Incêndio, sob
comando, por Hidrantes e Mangotinhos;
 NBR 13859 – Proteção contra incêndio em subestações
elétricas de distribuição;
 NBR 14039 – Instalações Elétricas de Alta Tensão;
 NBR 14276 – Brigada de incêndio – requisitos;
 NBR 14608 – Bombeiro Profissional Civil;
 NBR 14880 – Saídas de emergência em edifícios, Escadas de
segurança, Controle de fumaça por pressurização
 NBR 5410 – Sistema Elétrico;
 NBR 5419 – Proteção Contra Descargas Elétricas
Atmosféricas e SPDA (Pára-raios);
 NBR 9077 – Saídas de Emergência em Edificações;
 NBR 9441/13848 – Sistemas de Detecção e Alarme de
Incêndio;
 NR 23, da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho – Proteção
Contra Incêndio para Locais de Trabalho.
OUTRAS LEGISLAÇÕES
Lei Estadual nº 2.780 de 04/09/1997 – Obriga os
condomínios fechados ao aumento das entradas para
acesso de viaturas do Corpo de Bombeiros.
Decreto Estadual N° 35.671 de 09/06/2004 – Segurança
Contra Incêndio e Pânico nas Edificações anteriores ao
Decreto n° 897/76.
Resolução SEDEC nº 279, de 11/01/2005 – Dispõe sobre
a Avaliação e a Habilitação do Bombeiro Profissional Civil.
DISPOSITIVOS MÓVEIS
• Extintores:
Recarga:
Anual
Reteste:
A cada 05 anos
DISPOSITIVOS MÓVEIS
• Mangueiras e demais apetrechos:
Inspeção:
A cada 03 meses
Manutenção:
A cada 12 meses
IMPORTANTE
AS VISTORIAS , RECARGAS E INSPEÇÕES,
DEVEM SER REALIZADAS POR EMPRESAS
CERTIFICADAS POR ORGANISMOS
CREDENCIADOS PELO INMETRO E PELO
CORPO DE BOMBEIROS
DISPOSITIVOS FIXOS
• Canalização preventiva;
• Escada enclausurada;
• Rede de Chuveiros automáticos;
• Sistema de pára-raios;
• Detectores.
Canalização Preventiva
Caixa de incêndio:
- Registro;
- Mangueira(s);
- Esguicho(s);
- Fácil acesso;
- Sinalização.
CMI
 Escada Enclausurada e Porta Corta-Fogo:
-Anti-câmara;
-PCF;
-Dutos;
-Corrimão;
-Iluminação.
 Sinalização/
Iluminação:
 Rede de Chuveiros Automáticos (Sprinklers):
 Detectores:
 Pára-raios:
Procure ter sempre a mão o telefone do Corpo de
Bombeiros:
Em caso de socorro, o solicitante deverá fornecer os
seguintes dados:
- TIPO DE EVENTO (Incêndio, resgate, queda);
- ENDEREÇO DO EVENTO, COM REFERÊNCIAS;
- TELEFONE DE CONFIRMAÇÃO.
( 193
COMO PREVENIR E PROCEDER EM
CASOS DE INCÊNDIO E DE SOCORROS
DE URGÊNCIA
Observe sempre os meios móveis e fixos de combate à
incêndio e os recursos de escape do seu local de trabalho
e residência;
Não acumule material em desuso e lixo, principalmente
junto à fiação elétrica;
Respeite os avisos de "PROIBIDO FUMAR";
Não fume na cama! Você pode dormir e morrer
queimado;
Jamais deixe as crianças sozinhas em casa;
Não faça ligações elétricas improvisadas, nem substitua
fusíveis por moedas ou outros meios não adequados;
Ao término do expediente, desligue todos os equipamentos
elétricos existentes em sua sala;
Mantenha estoques mínimos de líquidos inflamáveis, e
guardados em recipientes adequados, bem vedados e em
local de fácil alcance para extinção;
Evite utilizar divisórias de papelão, papel ou outros materiais
de fácil combustão;
Nunca se aproxime do fogo com roupas de origem
sintética;
Esteja sempre atento com panelas, frigideiras ou
chaleiras no fogo, bem como ferro de passar roupa quando
em suas atividades domésticas;
Tome especial cuidado ao acender velas, de forma que
não caiam e iniciem um incêndio;
Evite sobrecarregar tomadas elétricas, principalmente
com uso de dispositivos conhecidos como “Benjamins";
Cuidado ao jogar fora cigarros acesos em lixeiras ou pela
janela;
Num incêndio nunca pegue os elevadores. Desça pelas
escadas, sempre pelo lado direito;
Caso não consiga sair do local, tente ir para a janela
chamar a atenção para o resgate;
Ao ser surpreendido pela fumaça, procure uma saída
mantendo-se abaixado com um lenço umedecido sobre as
vias respiratórias;
Ao indício de incêndio, acione o botão de alarme (se
houver) e comunique-se com o Corpo de Bombeiros;
Não tente combater um incêndio, a menos que você
conheça os equipamentos e saiba manuseá-los com
eficiência e segurança;
Siga sempre a sinalização dos sistemas de proteção;
Não espere! Muitos se acidentam por não acreditar na
velocidade de propagação do incêndio;
Não solte balões! Assim como fabricar, vender ou
transportar, esta prática é crime previsto na Lei de Crimes
Ambientais (Lei nº 9.065, de fevereiro de 1998).
Ao prestar socorro à uma vítima, é
fundamental que mantenhamos a calma (a
abordagem deve ser feita com tranqüilidade,
com tom de voz moderada e, sobretudo, inspirar
confiança);
Examine o local do acidente, identificando quantas são e
onde estão às vítimas;
Chamar por socorro especializado – deve-se fornecer o
maior número de informações, como descrição das vitimas
(idade, sexo), se há vítimas inconscientes, etc.;
Suporte básico de vida (garantir a respiração e circulação
da vítima).
DICAS PARA OS PORTEIROS
O porteiro deve conscientizar-se de que ele
é, no tocante à segurança, uma das pessoas mais
importantes do condomínio, pois tudo passa
primeiramente por ele e o sucesso ou o fracasso
de uma ocorrência, dependem muito da sua
atuação.
Portanto todo cuidado é pouco!
- Usando de sigilo profissional, jamais comente questões
de segurança com pessoas que não estejam ligadas ao
seu local de trabalho;
- Ao chegar no trabalho, verifique imediatamente o sistema
de comunicação, alarmes, mangueiras de combate à
incêndio, sistemas de iluminação, escadas de emergência,
hidrantes, quadros de força, etc.;
- Percebendo algo errado, leve ao conhecimento de seu
superior imediatamente;
- Permanecer sempre atento, evitando ler revistas, jornais
ou similares;
- Evite ouvir rádio ou assistir TV;
- Não permitir aglomeração de pessoas, perto de seu posto de
serviço;
- Ter à disposição, todos os telefones de emergência para o
caso de necessidade, tais como: Corpo de Bombeiros (de
preferência do quartel que atende àquela região), Polícia
Militar, Polícia Civil, Síndico, Zelador, Pronto-socorro, Hospital,
Departamento de Água, Empresa de Energia, Empresa de
Gás, Manutenção de Elevadores, etc.;
- Ao atender estranhos, manter os portões fechados e as
pessoas do lado de fora;
- Todo visitante ou órgão fiscalizador deve identificar-se pelo
interfone e aguardar liberação por parte do morador/síndico,
antes de entrar no condomínio;
- Se alguma empresa de transporte tiver a necessidade de
entrar no condomínio para carga ou descarga, o veículo deve
ser inspecionado por um funcionário, na entrada e na saída;
- Cuidado com os entregadores de flores, de lanches, de
remédios, pessoas que simulam estar passando mal, etc.;
- No caso de entrega de encomendas, avisar o Condômino e
solicitar sua presença na portaria;
- Ao receber prestadores de serviços, identificá-los, anotar os
dados de seus documentos, avisar o Condômino / Síndico e
só permitir acesso às dependências, mediante autorização do
mesmo, devidamente acompanhado por um funcionário.
A eficiência e eficácia do serviço de segurança
e prevenção e a conseqüente tranqüilidade do
morador e de sua família só estarão garantidas,
quando o assunto for tratado com
PRIORIDADE e PROFISSIONALISMO.
PENSAMENTO
“Noventa por cento do sucesso baseia-se,
simplesmente, em insistir”
(Woody Allen)
CONTATO
CAPITÃO BM RENATO GRIGOROVSKI
Destacamento de Bombeiros Militar 4/11
– Maracanã –
E-mails: grigorovski@cbmerj.rj.gov.br
renatogrigo@globo.com
www.cbmerj.rj.gov.br
MUITO OBRIGADO!

Combate incendios

  • 1.
    Prevenção e Combatea Incêndios e Primeiros Socorros Palestrante: Capitão BM Renato Grigorovski
  • 2.
    PREVENÇÃO E COMBATEA INCÊNDIOS E PRIMEIROS SOCORROS Ao término da palestra, o participante será capaz de: 1. Conhecer os métodos e equipamentos de prevenção; 2. Apontar as legislações vigentes e como aplicá-las no dia-a- dia; 3. Identificar os documentos necessário para aprovação de uma edificação; 4. Executar os procedimentos corretos em uma ocorrência de incêndio e/ou de socorros de urgência.
  • 3.
    SUMÁRIO 1. Prevenção –definição e formas de realizá-la; 2. Combate – definição e peculiaridades; 3. Projeto de Prevenção de Incêndio; 4. Legislações importantes; 5. Órgãos fiscalizadores e responsáveis; 6. Tipos de documentos e tramitação; 7. Classificação das edificações; 8. Dispositivos fixos e móveis de prevenção e combate; 9. Como agir em uma ocorrência.
  • 4.
    PREVENÇÃO A Prevenção éo conjunto de medidas que visam evitar que os sinistros surjam, mas não havendo essa possibilidade, que sejam mantidos sob controle, evitando a propagação e facilitando o combate.
  • 5.
    PREVENÇÃO (cont.) Ela podeser alcançada por diversas formas:  atividades educativas como palestras e cursos nas escolas, empresas, prédios residenciais;  divulgação pelos meios de comunicação;  elaboração de normas e leis que obriguem a aprovação de projetos de proteção contra incêndios, instalação dos equipamentos, testes e manutenção adequados;  formação, treinamento e exercícios práticos de brigadas de incêndio.
  • 6.
    COMBATE O combate inicia-sequando não foi possível evitar o surgimento do incêndio, preferencialmente sendo adotadas medidas na seguinte ordem: - salvamento de vidas; - isolamento; - confinamento; - extinção, e - rescaldo. (*) as operações de proteção de bens e ventilação podem ocorrer em qualquer fase.
  • 7.
    PROJETO DE PREVENÇÃODE INCÊNDIOS O projeto de proteção ou prevenção contra incêndios deve nascer juntamente com o projeto de arquitetura e integrado com o de estrutura, hidráulico, elétrico, etc., levando em conta: - as distâncias para serem alcançadas as saídas; - as escadas (largura e dimensionamento dos degraus); - controle de fumaça; - combustibilidade e a resistência ao fogo das estruturas e materiais de acabamento; - a vedação de aberturas entre pavimentos adjacentes;
  • 8.
    - as barreiraspara evitar propagação de um compartimento a outro; - o controle da carga incêndio; e - a localização dos demais sistemas contra incêndios. Também é baseado nas Normas Brasileiras (NBR) e, em nosso estado, pelo Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico (COSCIP), pertencente ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, legislação esta que falaremos a seguir.
  • 9.
    O primeiro passoa ser dado é a classificação das ocupações. Isto determina os tipos de sistemas e equipamentos a serem executados na edificação; a partir daí devem ser pesquisadas as Normas Técnicas Brasileiras Oficiais para complemento do referido Decreto. É importante, também a consulta à Prefeitura Municipal, pois podem existir exigências locais.
  • 10.
    DECRETO-LEI Nº 247,DE 21 DE JULHO DE 1975 Define o CBMERJ como órgão responsável pela legislação, fiscalização e execução das medidas de segurança contra incêndio e pânico em todas as edificações em todo o Estado do Rio de Janeiro. “Vidas Alheias e Riquezas a Salvar”
  • 11.
    CÓDIGO DE SEGURANÇACONTRA INCÊNDIO E PÂNICO – COSCIP Decreto Nº 897, de 21 de setembro de 1976  Normatiza as medidas de prevenção e combate a incêndio;  Estabelece que as licenças para funcionamento de quaisquer estabelecimentos e para construção, e que importem em permissão para uso de construções novas ou não, dependem da expedição, pelo Corpo de Bombeiros, do Certificado de Aprovação daquele sistema de prevenção contra incêndio e pânico.
  • 12.
    (*) Mesmo paraa execução de loteamentos há regras explícitas estabelecidas no COSCIP, no sentido de garantir o combate aos incêndios, como a instalação de hidrantes públicos de coluna nestes locais.
  • 13.
    SISTEMA DE SEGURANÇACONTRA INCÊNDIO E PÂNICO  Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST)  Diretoria Geral de Diversões Públicas (DGDP)  Seções de Serviços Técnicos (SST)
  • 14.
    SISTEMA DE SEGURANÇACONTRA INCÊNDIO E PÂNICO (cont.) - Com as exigências de dispositivos fixos, tramitação exclusiva da DGST; - Autorizações para eventos acima de 5000 pessoas – DGDP; - Autorizações para eventos abaixo de 5000 pessoas – SST; - Sem exigências de dispositivos fixos (móveis), tramitação na SST.
  • 15.
    DOCUMENTOS RELATIVOS ASEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO  Laudo de Exigências Laudo “V” – não requer disp. prev. fixos (vistoria) Laudo “P” – requer disp. prev. fixos (análise de projeto)  Certificado de Aprovação  Certificado de Registro  Autorizações
  • 16.
    CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES De acordo com o tipo de ocupação;  De acordo com o nº de pavimentos;  De acordo com a área total construída.
  • 17.
    Como é atramitação de expedientes - Requerimento, no quartel que atende a área, solicitando a determinação de medidas de segurança ou vistoria – anexar jogo de plantas, assinadas pelos responsáveis*; - Recebimento do Laudo de Exigências (LE) – após 30 dias; - Requerimento de Vistoria de Aprovação (VA) – após cumprir exigências do LE; - Recebimento do respectivo Certificado de Aprovação ou de Reprovação – 30 dias após entrada do requerimento de VA.
  • 18.
    Como é atramitação de expedientes? (cont.) REQUERIMENTO  assinado pelo proprietário do imóvel ou procurador legalmente constituído, despachante oficial ou empresa, firma ou projetista credenciados junto ao Corpo de Bombeiros.
  • 19.
    NORMAS RELATIVAS ÀPREVENÇÃO DE INCÊNDIOS  NBR 10897 – Proteção contra Incêndio por Chuveiro Automático;  NBR 10898 – Sistemas de Iluminação de Emergência;  NBR 11742 – Porta Corta-fogo para Saída de Emergência;  NBR 11861/12779/14349 – Localização, Aplicações, Inspeção, Manutenção e Cuidados em Mangueiras de Incêndio;  NBR 12692/13485 – Inspeção, Manutenção, Recarga e Ensaio Hidrostático em Extintores de Incêndio;  NBR 12693 – Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio;
  • 20.
     NBR 13434/13435– Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico – Formas, Dimensões e cores;  NBR 13437 – Símbolos Gráficos para Sinalização contra Incêndio e Pânico;  NBR 13523 – Instalações Prediais de Gás Liquefeito de Petróleo; NBR 13932 – Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) – Projeto e Execução;  NBR 13714 – Instalação Hidráulica Contra Incêndio, sob comando, por Hidrantes e Mangotinhos;  NBR 13859 – Proteção contra incêndio em subestações elétricas de distribuição;
  • 21.
     NBR 14039– Instalações Elétricas de Alta Tensão;  NBR 14276 – Brigada de incêndio – requisitos;  NBR 14608 – Bombeiro Profissional Civil;  NBR 14880 – Saídas de emergência em edifícios, Escadas de segurança, Controle de fumaça por pressurização  NBR 5410 – Sistema Elétrico;  NBR 5419 – Proteção Contra Descargas Elétricas Atmosféricas e SPDA (Pára-raios);  NBR 9077 – Saídas de Emergência em Edificações;  NBR 9441/13848 – Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio;  NR 23, da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho – Proteção Contra Incêndio para Locais de Trabalho.
  • 22.
    OUTRAS LEGISLAÇÕES Lei Estadualnº 2.780 de 04/09/1997 – Obriga os condomínios fechados ao aumento das entradas para acesso de viaturas do Corpo de Bombeiros. Decreto Estadual N° 35.671 de 09/06/2004 – Segurança Contra Incêndio e Pânico nas Edificações anteriores ao Decreto n° 897/76. Resolução SEDEC nº 279, de 11/01/2005 – Dispõe sobre a Avaliação e a Habilitação do Bombeiro Profissional Civil.
  • 23.
  • 24.
    DISPOSITIVOS MÓVEIS • Mangueirase demais apetrechos: Inspeção: A cada 03 meses Manutenção: A cada 12 meses
  • 25.
    IMPORTANTE AS VISTORIAS ,RECARGAS E INSPEÇÕES, DEVEM SER REALIZADAS POR EMPRESAS CERTIFICADAS POR ORGANISMOS CREDENCIADOS PELO INMETRO E PELO CORPO DE BOMBEIROS
  • 26.
    DISPOSITIVOS FIXOS • Canalizaçãopreventiva; • Escada enclausurada; • Rede de Chuveiros automáticos; • Sistema de pára-raios; • Detectores.
  • 27.
    Canalização Preventiva Caixa deincêndio: - Registro; - Mangueira(s); - Esguicho(s); - Fácil acesso; - Sinalização.
  • 30.
  • 31.
     Escada Enclausuradae Porta Corta-Fogo: -Anti-câmara; -PCF; -Dutos; -Corrimão; -Iluminação.
  • 32.
  • 33.
     Rede deChuveiros Automáticos (Sprinklers):
  • 34.
  • 35.
  • 36.
    Procure ter semprea mão o telefone do Corpo de Bombeiros: Em caso de socorro, o solicitante deverá fornecer os seguintes dados: - TIPO DE EVENTO (Incêndio, resgate, queda); - ENDEREÇO DO EVENTO, COM REFERÊNCIAS; - TELEFONE DE CONFIRMAÇÃO. ( 193 COMO PREVENIR E PROCEDER EM CASOS DE INCÊNDIO E DE SOCORROS DE URGÊNCIA
  • 37.
    Observe sempre osmeios móveis e fixos de combate à incêndio e os recursos de escape do seu local de trabalho e residência; Não acumule material em desuso e lixo, principalmente junto à fiação elétrica; Respeite os avisos de "PROIBIDO FUMAR"; Não fume na cama! Você pode dormir e morrer queimado;
  • 38.
    Jamais deixe ascrianças sozinhas em casa; Não faça ligações elétricas improvisadas, nem substitua fusíveis por moedas ou outros meios não adequados; Ao término do expediente, desligue todos os equipamentos elétricos existentes em sua sala; Mantenha estoques mínimos de líquidos inflamáveis, e guardados em recipientes adequados, bem vedados e em local de fácil alcance para extinção; Evite utilizar divisórias de papelão, papel ou outros materiais de fácil combustão;
  • 39.
    Nunca se aproximedo fogo com roupas de origem sintética; Esteja sempre atento com panelas, frigideiras ou chaleiras no fogo, bem como ferro de passar roupa quando em suas atividades domésticas; Tome especial cuidado ao acender velas, de forma que não caiam e iniciem um incêndio; Evite sobrecarregar tomadas elétricas, principalmente com uso de dispositivos conhecidos como “Benjamins"; Cuidado ao jogar fora cigarros acesos em lixeiras ou pela janela;
  • 40.
    Num incêndio nuncapegue os elevadores. Desça pelas escadas, sempre pelo lado direito; Caso não consiga sair do local, tente ir para a janela chamar a atenção para o resgate; Ao ser surpreendido pela fumaça, procure uma saída mantendo-se abaixado com um lenço umedecido sobre as vias respiratórias;
  • 41.
    Ao indício deincêndio, acione o botão de alarme (se houver) e comunique-se com o Corpo de Bombeiros; Não tente combater um incêndio, a menos que você conheça os equipamentos e saiba manuseá-los com eficiência e segurança; Siga sempre a sinalização dos sistemas de proteção; Não espere! Muitos se acidentam por não acreditar na velocidade de propagação do incêndio; Não solte balões! Assim como fabricar, vender ou transportar, esta prática é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.065, de fevereiro de 1998).
  • 42.
    Ao prestar socorroà uma vítima, é fundamental que mantenhamos a calma (a abordagem deve ser feita com tranqüilidade, com tom de voz moderada e, sobretudo, inspirar confiança); Examine o local do acidente, identificando quantas são e onde estão às vítimas; Chamar por socorro especializado – deve-se fornecer o maior número de informações, como descrição das vitimas (idade, sexo), se há vítimas inconscientes, etc.; Suporte básico de vida (garantir a respiração e circulação da vítima).
  • 43.
    DICAS PARA OSPORTEIROS O porteiro deve conscientizar-se de que ele é, no tocante à segurança, uma das pessoas mais importantes do condomínio, pois tudo passa primeiramente por ele e o sucesso ou o fracasso de uma ocorrência, dependem muito da sua atuação. Portanto todo cuidado é pouco!
  • 44.
    - Usando desigilo profissional, jamais comente questões de segurança com pessoas que não estejam ligadas ao seu local de trabalho; - Ao chegar no trabalho, verifique imediatamente o sistema de comunicação, alarmes, mangueiras de combate à incêndio, sistemas de iluminação, escadas de emergência, hidrantes, quadros de força, etc.; - Percebendo algo errado, leve ao conhecimento de seu superior imediatamente; - Permanecer sempre atento, evitando ler revistas, jornais ou similares; - Evite ouvir rádio ou assistir TV;
  • 45.
    - Não permitiraglomeração de pessoas, perto de seu posto de serviço; - Ter à disposição, todos os telefones de emergência para o caso de necessidade, tais como: Corpo de Bombeiros (de preferência do quartel que atende àquela região), Polícia Militar, Polícia Civil, Síndico, Zelador, Pronto-socorro, Hospital, Departamento de Água, Empresa de Energia, Empresa de Gás, Manutenção de Elevadores, etc.; - Ao atender estranhos, manter os portões fechados e as pessoas do lado de fora; - Todo visitante ou órgão fiscalizador deve identificar-se pelo interfone e aguardar liberação por parte do morador/síndico, antes de entrar no condomínio;
  • 46.
    - Se algumaempresa de transporte tiver a necessidade de entrar no condomínio para carga ou descarga, o veículo deve ser inspecionado por um funcionário, na entrada e na saída; - Cuidado com os entregadores de flores, de lanches, de remédios, pessoas que simulam estar passando mal, etc.; - No caso de entrega de encomendas, avisar o Condômino e solicitar sua presença na portaria; - Ao receber prestadores de serviços, identificá-los, anotar os dados de seus documentos, avisar o Condômino / Síndico e só permitir acesso às dependências, mediante autorização do mesmo, devidamente acompanhado por um funcionário.
  • 47.
    A eficiência eeficácia do serviço de segurança e prevenção e a conseqüente tranqüilidade do morador e de sua família só estarão garantidas, quando o assunto for tratado com PRIORIDADE e PROFISSIONALISMO.
  • 48.
    PENSAMENTO “Noventa por centodo sucesso baseia-se, simplesmente, em insistir” (Woody Allen)
  • 49.
    CONTATO CAPITÃO BM RENATOGRIGOROVSKI Destacamento de Bombeiros Militar 4/11 – Maracanã – E-mails: grigorovski@cbmerj.rj.gov.br renatogrigo@globo.com www.cbmerj.rj.gov.br MUITO OBRIGADO!