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IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL 
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Dom Francisco de Assis da Silva 
Bispo Primaz 
CARTA PASTORAL DA CAMARA DOS BISPOS SOBRE AS ELEIÇÕES !!! 
Ó Deus, dá aos que governam os teus juízos, e a tua justiça aos filhos dos que governam. 
Sl 72,1 !! 
Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral em nosso país no qual iremos escolher os 
mandatários dos cargos governamentais e de representação nas Assembleias Legislativas e Con-gresso 
Nacional. Desde 1985 o povo brasileiro tem livremente escolhidos seus representantes e de-vemos 
manter vivo em nossa memória o custo dessa conquista e o valor das liberdades civis e 
políticas. Entendemos que a liberdade de escolha é um dom de Deus que devemos preservar. 
Um dos componentes essenciais do exercício da liberdade de escolha é a avaliação das opções 
disponíveis. Isto vale para todas as situações, raramente a realidade nos confronta com situações 
sem alternativa. Porém, algumas vezes o desencanto com a política se transforma em cinismo. 
Pessoas são levadas a suspender sua capacidade de julgamento da realidade e passam a acreditar 
que ninguém tem autoridade moral para liderar politicamente. 
Exortamos os(as) anglicanos(as) brasileiros(as) à responsabilidade de agirmos de forma íntegra no 
mundo público e isto nos inclui como eleitores(as) tanto quanto como candidatos(as). Cremos no 
Deus de amor e justiça que nos guia e aponta caminhos em todas as circunstâncias. Encorajamos 
nossos irmãos e irmãs a se colocarem em reflexão e escuta da voz de Deus nesse momento, para 
discernirem o que lhes pareça melhor para sua comunidade local e para nosso país. Entendemos 
que a vida é plural, que há muitas perspectivas possíveis de compreensão da realidade e que isto 
significa faremos escolhas diferentes. Estamos certos de que responderemos com fidelidade ao 
chamado de Deus se o fizermos inspirados pelos princípios da justiça e da solidariedade com os 
mais pobres e marginalizados. 
O momento eleitoral é uma oportunidade de testemunharmos sobre os valores que acreditamos de-
vam prevalecer no mundo público, mas também de apostarmos em projetos para o país, em trans-formações 
que beneficiem a maioria do povo, em políticas e leis que façam avançar as causas da 
justiça, da igualdade e da liberdade. 
Um traço bastante claro da política brasileira nos últimos anos tem sido a presença visível das can-didaturas 
religiosas. Não apenas pessoas têm se sentido chamadas a disputarem eleições tendo sua 
posição de fé como marca distintiva, como igrejas e outras organizações religiosas têm apoiado 
publicamente candidaturas. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil valoriza essa prática como sinal 
da preocupação ético-política das religiões com os destinos da sociedade brasileira, desde que essa 
ação esteja orientada para o bem comum e não leve a uma apropriação do mundo público por 
agendas específicas e valores de grupos religiosos, violando a liberdade de crença e de pensamento 
dos demais cidadãos e cidadãs. 
Ao mesmo tempo, advertimos nossos irmãos e irmãs para a necessidade de discernimento em re-lação 
aos seguintes pontos: 
a) o estado brasileiro deve assegurar condições iguais às pessoas de todas as religiões e de nenhu-ma, 
não podendo ser utilizado para impor os valores que correspondem a algumas tradições de 
fé como se fossem de todas. A defesa do estado laico, pluralista e democrático, bem como do 
debate aberto sobre a fundamentação ética que queiramos dar a nossas escolhas políticas são 
pilares da visão anglicana no contexto brasileiro; 
b) o pertencimento à igreja cristã não nos torna infalíveis nem mais justos do que os outros. Isso 
significa que precisamos continuar a exercer nosso discernimento com seriedade para 
escolher quem melhor corresponda as nossas expectativas e aspirações de um mundo justo e 
fraterno. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil não possui candidatos(as), nem apoia 
oficialmente, em cir- cunstâncias normais de disputa eleitoral, qualquer candidatura; 
c) o discernimento deve ser basear tanto na integridade pessoal dos(as) candidatos(as) quanto na 
sua trajetória política. 
Assim, conclamamos a todos(as) os(as) anglicanos(as) brasileiros a agirem com compromisso re-publicano 
neste momento e a darem seu testemunho de fé de modo a que nossas paróquias e comu-nidades 
sejam lugares de conscientização e debate cívico sobre os destinos dos estados e da nação 
brasileira e nossos posicionamentos pessoais sejam oportunidades de testemunho coerente da nossa 
visão plural da fé sobre os assuntos públicos. 
!
Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz e Diocesano da Sul Ocidental 
Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba 
Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro 
Dom Mauricio Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia 
Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia 
Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas Dom 
Flavio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo Dom 
Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional 
Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife 
Dom Orlando Santos de Oliveira, Emérito 
Dom Almir dos Santos, Emérito !!! 
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Av. Rio Branco, 880 - subsolo | Santa Maria, RS 97010-422 Fone. 55.55.32214328 Cel. 55.55. 81310709 e-mail: 
fassis@ieab.org.br SITE: www.ieab.org.br

Carta Pastoral da Câmara dos Bispos da IEAB sobre eleições

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    ! ! ! IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL ! Dom Francisco de Assis da Silva Bispo Primaz CARTA PASTORAL DA CAMARA DOS BISPOS SOBRE AS ELEIÇÕES !!! Ó Deus, dá aos que governam os teus juízos, e a tua justiça aos filhos dos que governam. Sl 72,1 !! Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral em nosso país no qual iremos escolher os mandatários dos cargos governamentais e de representação nas Assembleias Legislativas e Con-gresso Nacional. Desde 1985 o povo brasileiro tem livremente escolhidos seus representantes e de-vemos manter vivo em nossa memória o custo dessa conquista e o valor das liberdades civis e políticas. Entendemos que a liberdade de escolha é um dom de Deus que devemos preservar. Um dos componentes essenciais do exercício da liberdade de escolha é a avaliação das opções disponíveis. Isto vale para todas as situações, raramente a realidade nos confronta com situações sem alternativa. Porém, algumas vezes o desencanto com a política se transforma em cinismo. Pessoas são levadas a suspender sua capacidade de julgamento da realidade e passam a acreditar que ninguém tem autoridade moral para liderar politicamente. Exortamos os(as) anglicanos(as) brasileiros(as) à responsabilidade de agirmos de forma íntegra no mundo público e isto nos inclui como eleitores(as) tanto quanto como candidatos(as). Cremos no Deus de amor e justiça que nos guia e aponta caminhos em todas as circunstâncias. Encorajamos nossos irmãos e irmãs a se colocarem em reflexão e escuta da voz de Deus nesse momento, para discernirem o que lhes pareça melhor para sua comunidade local e para nosso país. Entendemos que a vida é plural, que há muitas perspectivas possíveis de compreensão da realidade e que isto significa faremos escolhas diferentes. Estamos certos de que responderemos com fidelidade ao chamado de Deus se o fizermos inspirados pelos princípios da justiça e da solidariedade com os mais pobres e marginalizados. O momento eleitoral é uma oportunidade de testemunharmos sobre os valores que acreditamos de-
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    vam prevalecer nomundo público, mas também de apostarmos em projetos para o país, em trans-formações que beneficiem a maioria do povo, em políticas e leis que façam avançar as causas da justiça, da igualdade e da liberdade. Um traço bastante claro da política brasileira nos últimos anos tem sido a presença visível das can-didaturas religiosas. Não apenas pessoas têm se sentido chamadas a disputarem eleições tendo sua posição de fé como marca distintiva, como igrejas e outras organizações religiosas têm apoiado publicamente candidaturas. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil valoriza essa prática como sinal da preocupação ético-política das religiões com os destinos da sociedade brasileira, desde que essa ação esteja orientada para o bem comum e não leve a uma apropriação do mundo público por agendas específicas e valores de grupos religiosos, violando a liberdade de crença e de pensamento dos demais cidadãos e cidadãs. Ao mesmo tempo, advertimos nossos irmãos e irmãs para a necessidade de discernimento em re-lação aos seguintes pontos: a) o estado brasileiro deve assegurar condições iguais às pessoas de todas as religiões e de nenhu-ma, não podendo ser utilizado para impor os valores que correspondem a algumas tradições de fé como se fossem de todas. A defesa do estado laico, pluralista e democrático, bem como do debate aberto sobre a fundamentação ética que queiramos dar a nossas escolhas políticas são pilares da visão anglicana no contexto brasileiro; b) o pertencimento à igreja cristã não nos torna infalíveis nem mais justos do que os outros. Isso significa que precisamos continuar a exercer nosso discernimento com seriedade para escolher quem melhor corresponda as nossas expectativas e aspirações de um mundo justo e fraterno. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil não possui candidatos(as), nem apoia oficialmente, em cir- cunstâncias normais de disputa eleitoral, qualquer candidatura; c) o discernimento deve ser basear tanto na integridade pessoal dos(as) candidatos(as) quanto na sua trajetória política. Assim, conclamamos a todos(as) os(as) anglicanos(as) brasileiros a agirem com compromisso re-publicano neste momento e a darem seu testemunho de fé de modo a que nossas paróquias e comu-nidades sejam lugares de conscientização e debate cívico sobre os destinos dos estados e da nação brasileira e nossos posicionamentos pessoais sejam oportunidades de testemunho coerente da nossa visão plural da fé sobre os assuntos públicos. !
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    Dom Francisco deAssis da Silva, Bispo Primaz e Diocesano da Sul Ocidental Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro Dom Mauricio Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas Dom Flavio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo Dom Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife Dom Orlando Santos de Oliveira, Emérito Dom Almir dos Santos, Emérito !!! !! !! Av. Rio Branco, 880 - subsolo | Santa Maria, RS 97010-422 Fone. 55.55.32214328 Cel. 55.55. 81310709 e-mail: fassis@ieab.org.br SITE: www.ieab.org.br