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Caderno das Aguas
Prefeito da Cidade de São Paulo
	       Gilberto Kassab
Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente
	       Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho
Equipe
Projeto prioritário ÁGUA
	       Gilmar Altamirano
	       Edmundo Fonseca Correia Garcia
	       Silmara Ribeiro Marques
COPLAN Coordenadoria de Planejamento Ambiental e
Ações Descentralizadas
	       Alejandra Maria Devecchi
	       Gilberto Giovannetti
	       Patrícia Marra Sepe
UMAPAZ Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz
	       Rose Marie Inojosa (Coordenação)
	       Angélica Berenice de Almeida
	       Eliana Sapucaia Rizzini
	       Estela Maria Guidi Pereira Gomes
	       Sonia Regina Ribeiro de Carvalho
	       Vitor Otavio Lucato
	       Estagiária: Juliana Higa Bellini
Equipe de Arte/Editoração/Revisão de Textos
	       Capa - Fábio Augusto Lopes e Natan de Aquino
	       Projeto Gráfico - Natan de Aquino Giuliano
	       Coordenação de Arte - Silvia Costa Glueck
Crédito: Arquivo SVMA
Apresentação

	       A água é um recurso finito que deve ser bem-utilizado
e devolvido aos mananciais com qualidade e em quantidade
suficiente para restabelecer seu ciclo.
	       O acesso à água é desigual. Em alguns lugares há bastan-
te desperdício, mas há escassez e disputa por água em diversas
partes do mundo.
	       A água está tão presente no nosso cotidiano que pou-
cas vezes refletimos sobre questões como: de onde vem a água
que bebemos, da torneira que abrimos...onde está a água de
nossa cidade? De onde vem? Por onde passa? Para onde vai?
	       Olhando o mapa dos recursos hídricos da cidade de São
Paulo, podemos ver o desenho de nossas águas em todo o corpo
da cidade. Porém, quando andamos pelas ruas, nem sempre ve-
mos ou reconhecemos esses cursos de água que mantêm a vida.
Muitos estão escondidos, foram canalizados. Outros foram tão po-
luídos que não podemos mais reconhecê-los. O fato é que essa ri-
queza natural, tão generosa em nosso território, está ameaçada.
	       O que fizemos das nossas águas? O que é possível fazer
para que essa fonte de vida seja protegida, recuperada? Como
garantir que nossos filhos, netos e as futuras gerações possam
ter água limpa e acessível para vidas saudáveis?
	       Conhecer é um passo para transformar a situação.
Mas, é preciso um outro passo, capaz de transformar o conheci-
mento em mobilização e a mobilização em ação
Já tivemos uma relação respeitosa e amorosa com os nossos
rios e mananciais, podemos refazer essa conexão, reconhecen-
do-nos como parte da teia da vida.
	       Este caderno, que traz o mapa hidrográfico do município,
tem o objetivo de lembrar a todos nós, cidadãos de São Paulo,
sobre as nossas águas. O mapa ajuda a reconhecer essa riqueza
natural que é imprescindível aos seres viventes e a colocar na
nossa agenda um compromisso com essa fonte de vida.




                                                                   4
O desafio global



                         A Terra, assim como o corpo humano, é constituída por dois terços de água.
                         	
                         	        A água é indispensável à vida, mas há escassez e disputa por ela em di-
                         versas partes do mundo, pois a água doce disponível e acessível para o consu-
                         mo é apenas uma pequena parte (1%) de toda a água existente no planeta.
                         	        No século 20, a população mundial cresceu três vezes e o consumo,
                         seis vezes, ou seja, a população mundial cresceu 140% em cinqüenta anos. Em
                         1950, o mundo tinha 2,5 bilhões de pessoas, em 2000 já éramos 6 bilhões.
                         	        O crescimento populacional e as profundas mudanças no modo e
                         nas tecnologias de produção de alimentos e de bens de consumo afetam
                         os recursos naturais.
                         	        A agricultura utiliza 70% da água disponível, indústria utiliza 20%
                         e 10% é destinado ao consumo residencial. A disponibilidade de água por
                         habitante, em todas as partes do mundo, vem-se reduzindo a cada década e
                         sendo progressivamente poluída pelo lançamento de esgotos domésticos,
                         industriais, agrotóxicos e resíduos sólidos urbanos.
                         	        Também contribuem para reduzir a disponibilidade de água as al-
                         terações dos ecossistemas aquáticos resultado da remoção da vegetação
                         ciliar de rios, lagos e represas; construções em áreas alagadas, irrigação ex-
                         cessiva de áreas agrícolas, compactação do solo pela agropecuária e a im-
                         permeabilização em áreas urbanas.
                         	        Pelo parâmetro estabelecido pela Organização das Nações Unidas
                         (ONU), o volume de água suficiente para a vida em comunidade e o exercí-
                         cio das atividades humanas, sociais e econômicas é de 2.500 metros cúbi-
                         cos/habitante/ano.
                         	        Na África, 62% da população não têm acesso a abastecimento
                         regular de água potável, na Ásia, 19%, na América Latina, 15% e no
                         Brasil 20% da população.
                         	        Os países da ONU fixaram metas do milênio para ampliar o acesso e
                         a Agenda da Cúpula de Joanesburgo (Rio + 10) recomendou a construção
                         de planos nacionais de gestão integrada de recursos hídricos, com o objeti-
                         vo de, até 2015, reduzir à metade o número de pessoas sem acesso à água
                         potável e ao saneamento básico.

Crédito: Glória Flügel
       Crédito: Gepp




                                                                                                            5
A água no Brasil

	       No Brasil, encontra-se a maior reserva de água doce do
planeta: 12%. Sua distribuição não é homogênea. 80% concen-
tra-se na Amazônia, onde vivem 5% dos habitantes do país. Os
20% restantes abastecem 95% da população brasileira.
	       As bacias hidrográficas extrapolam as fronteiras de países
e de estados da federação, por isso, as decisões tomadas em um
determinado espaço ou política podem afetar todo o sistema hí-
drico e a teia da vida. Compartilhamos a Bacia Amazônica e as
Bacias do Rio Paraguai e do Rio Uruguai com outros países da
América do Sul.
	       No âmbito do território brasileiro, foram delineadas 12
Bacias Hidrográficas:




	       Para resolver os conflitos de interesses no uso da água, o Brasil instituiu, em
1997, o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), Em 2000,
foi criada a Agência Nacional de Águas (ANA) para implementar a Política Nacional
de Recursos Hídricos. Em cada Bacia Hidrográfica há um comitê, com representação
da sociedade civil .
	       O Plano Nacional de Recursos Hídricos busca responder às metas do milênio de
ampliar o número de pessoas com acesso à água potável e ao saneamento básico.
Fonte: IBGE – Anuário Estatístico do Brasil – 1992 (apud http://www.brcactaceae.org/hidrografia.html).




                                                                                                         6
A água no Estado de São Paulo
	      O Estado de São Paulo está na região da Bacia do Tietê-Paraná.
No território do Estado existem as seguintes bacias:

                                          TURVO
                                          GRANDE                  SAPUCAÍ MIRIM
                          SÃO JOSÉ DOS                              E GRANDE
                           DOURADOS                      BAIXO PARDO
                                                           GRANDE

                            BAIXO TIETÊ

                                                                          PARDO
                                              TIETÊ - BATALHA

                    AGUAPEÍ - PEIXE
                                                        TIETÊ - JACAREÍ       MOGI
             PONTAL DO                                                       GUAÇU
           PARANAPANEMA
                                          MÉDIO
                                      PARANAPANEMA
                                                                             PIRACICABA,
                                                                          CAPIVARI E JUNDIAÍ
                                                                                                PARAÍBA E
                                                                                               MANTIQUEIRA
                                                                     SOROCABA E
                                                       ALTO          MÉDIO TIETÊ      ALTO
                                                   PARANAPANEMA                       TIETÊ                 LITORAL NORTE


                                                                    RIBEIRA DO          BAIXADA
                                                                     IGUAPE E           SANTISTA
                                                                   LITORAL SUL

                                                                                     Fonte: Secretaria de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento.




	       São Paulo criou, em 1975, a Lei de Proteção aos Mananciais, com o objetivo de conter as
ameaças da expansão urbana desordenada. Mas não conseguiu realizar um controle eficaz.
	       O crescente agravamento dos conflitos de usos da água no território do Estado impul-
sionou a formulação de um sistema de gerenciamento integrado de recursos hídricos. Regu-
lamentado em 1993, esse Sistema tem como objetivo a execução da política estadual e a for-
mulação, atualização e aplicação do Plano Estadual de Recursos Hídricos, congregando órgãos
estaduais e municipais e entidades da sociedade civil.
	       Os Comitês de Bacias Hidrográficas têm a atribuição de aprovar as propostas da bacia
para o Plano, inclusive de aplicação de recursos financeiros em serviços e obras, e de utilização,
conservação, proteção e recuperação dos recursos hídricos da respectiva bacia.
	       Esses mecanismos são necessários porque as decisões e negociações relativas à água
  são de compartilhamento global. As estratégias adotadas afetaram a todos.




                                                                                                                                                     7
A água no município de São Paulo
	      Os 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo estão na Bacia Hidrográfica
do Alto Tietê. É o terceiro maior aglomerado do mundo. Não há água para todos. Metade do
abastecimento da Região depende de captação de água na vizinha Bacia Hidrográfica do Pira-
cicaba-Capivari-Jundiaí.
	      Além da gestão compartilhada da água, por meio dos Comitês de Bacias e do Sistema
Integrado, as prefeituras têm, em seu âmbito, atribuições relativas a ocupação do solo e a pro-
teção dos mananciais, que impactam a disponibilidade de água.
	      A Cidade de São Paulo vem mudando sua relação com seus mananciais ao longo do tempo.

             Represas
	       A crescente demanda de energia, induziu logo no início do século a construção das
primeiras barragens. Em 1907, foi construída a primeira barragem no Guarapiranga, com a fi-
nalidade de garantir a geração de energia na usina Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba.
Deu origem à represa Guarapiranga, com 33,9 quilômetros quadrados.
	       A segunda barragem foi construída após a grande seca de 1924, no rio Grande, para
gerar energia para a usina Henry Borden em Cubatão. Originou a Represa Billings, com uma
área de 130 km2, entre São Paulo e São Bernardo do Campo.
	       O ciclo de industrialização, crescente a partir dos anos 40, afetou muito profundamente
o manejo das águas e a relação do cidadão com os mananciais da cidade.
	       As represas Guarapiranga e Billings, que passaram a ser estratégicas para o abastecimen-
to da cidade, sofreram grande degradação devido ao processo de crescimento urbano em seu
entorno com ocupação irregular do solo. O mesmo está ocorrendo com o Sistema Cantareira.
	       Há uma tensão permanente entre a expansão de habitações, pressionada pelo cresci-
mento populacional, e a proteção dos mananciais.
	       Em março de 2007 foi iniciado o programa “Operação Defesa das Águas”: um conjunto
de medidas realizadas em parceria pelos governos estadual e municipal, para recuperar matas,
córregos e nascentes, mitigar danos em áreas de ocupação consolidada e impedir novas ocu-
pações nas áreas de mananciais.




                                                                                               8
Rios
	       Até meados do século XX, os rios eram meio de transporte de pessoas e mercadorias, abaste-
cimento de pescado e lazer.
	       As indústrias, o crescimento do comércio e a concentração de população na cidade implicaram
a ampliação da mancha urbana. Os cidadãos e seus dirigentes concentraram-se na idéia de progresso
da sociedade industrial e as decisões passaram a ignorar os ciclos naturais e as complexas relações
entre os recursos naturais e os seres vivos.
	       O rio Tietê foi modificado como conseqüência do represamento em muitos trechos, retifica-
ção e dragagens; perdeu suas matas ciliares, as várzeas foram ocupadas por estradas ou habitações e
passou a receber toneladas de resíduos sólidos e de matéria inorgânica proveniente de indústrias e de
esgotos domésticos.
	       Esse processo degradou o rio Tietê a tal ponto que na última década vem sendo desenvolvido
um programa de recuperação, ainda incompleto, pois o processo de poluição não foi estancado. Esgo-
tos clandestinos e de outras cidades ainda são lançados no rio.
	       O rio Tamanduateí facilitou durante décadas a locomoção de moradores e sitiantes. Nos anos
de 1950, com a construção do pólo petroquímico em Capuava, a barragem e o lançamento de dejetos
químicos causaram grande prejuízo ao rio. Hoje, o Tamanduateí, degradado e canalizado, é lembrado
pelas enchentes e pelas obras de engenharia que se sucedem na tentativa de controlá-las.
	       O rio Pinheiros foi retificado para direcionar suas águas para o reservatório e, com isso, a sua
paisagem e geografia foram modificadas. A eliminação dos meandros naturais do rio roubou o seu
espaço natural de expansão nas cheias. As margens ocupadas por ruas e casas são inundadas. O lan-
çamento de esgotos e lixo no rio Pinheiros degradou a qualidade da água, tornando impossível seu
uso para lazer e esportes. Os moradores de certos trechos são molestados pelos mosquitos Culex, cuja
super população resulta do desequilíbrio ambiental.

              Lixo
	       Em outubro de 2006, o artista plástico Eduardo Srur colocou cem caiaques com 150 mane-
quins no rio Pinheiros, distribuídos numa extensão de 3 quilômetros - um cenário comum na década
de 1940, com as regatas. Porém, dias depois, os caiaques estavam bloqueados por lixo no meio do rio.
Embora reclamando do odor desagradável, dos mosquitos, das enchentes, ainda há pessoas que têm
dificuldades em relacionar o estado de degradação dos mananciais com as decisões tomadas ao lon-
go de décadas e com as próprias atitudes de depreciação dos rios, como é o lançamento de lixo em
suas águas ou nas vias públicas.




                                                                                                       9
Enchentes
	       A cada verão repete-se o fenômeno das enchentes em São Paulo. Todos ficam muito
desgostosos com os rios e córregos e aumentam as solicitações para canalização, piscinões e
outras obras de contenção das águas.
	       Para compreender as enchentes de São Paulo, é preciso considerar, em primeiro lugar,
as condições geológicas do sítio da cidade, situada num planalto, no centro do qual há uma
bacia sedimentar formada por grande número de rios e cercada de morros por todos os lados.	
O rio Tietê, correndo de leste para oeste, e os seus afluentes, todos com uma drenagem cen-
trípeta, formam uma imensa planície. Toda a água das chuvas e todos os rios da bacia correm
para o Tietê. A planície de inundação, que é a área tomada pelas águas do rio nas suas cheias
naturais, chega a ser quarenta vezes a largura do rio.
	       Ocorre que, no processo de urbanização, desde os anos 50, não preservamos as várzeas
dos rios, espaços necessários para a vazão das águas nas cheias. Ao contrário, as várzeas foram
ocupadas com estradas e habitações. A poluição dos rios agrava a situação.
	       Mas, ainda assim, até 90% das águas das chuvas poderiam ser retidas pelo solo. Ocorre que
também devastamos a cobertura vegetal da cidade e impermeabilizamos a maior parte do solo.
	       Quando chove, a água não encontra solo permeável para penetrar e corre para os rios,
que, por sua vez, não suportam a carga e transbordam.


	            Parques Lineares
	       A ampliação das áreas verdes e sem impermeabilização na cidade é uma ação estraté-
gica para melhorar o manejo das águas em São Paulo.
	       Além dos parques e praças, a Prefeitura vem implantando os parques lineares, como
o Tiquatira (Itaim, zona Leste); Fogo (Zona Norte); Rapadura e Aricanduva (Zona Leste) e
Parelheiros (Zona Sul)
	       Parque linear é um conceito que surgiu no Plano Diretor Estratégico da Cidade, em 2002.
São parques que têm o propósito de recuperar fundos de vale e cursos d´água, resgatando seu
papel como parte do sistema de drenagem natural e acrescentando-lhes função social.
	       A Prefeitura, no processo de ampliação das áreas verdes da cidade, tem implantado par-
ques lineares para melhorar a permeabilidade do solo, minimizar as enchentes, reduzir as áreas
de risco pela ocupação de várzeas e proteger os cursos de água.




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Saiba Mais

BOUGUERRA, Mohamed Larbi. As batalhas da água: por um bem comum da huma-
nidade. Trad.: João Batista Kreusch. Petrópolis, Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2004. 38
p. Coleção Questões Mundiais.

BRANCO, Samuel Murgel. Água: origem, uso e preservação. São Paulo: Editora Mo-
derna, 1993. Coleção Polêmica. 71 p.

DOWBOR, Ladislau & TAGNIN, Renato A. Administrando a Água como se fosse im-
portante, Gestão ambiental e sustentabilidade, São Paulo: Ed. SENAC, 2005

ESTADO DE SÃO PAULO – Secretaria do Meio Ambiente. A água no olhar da história.
2ª ed. São Paulo, 2000. (Fotos, mapas e ilustrações.) 42 p.

FELICIDADE, Norma; LEME, Alessandro André et al. (orgs.). Uso e gestão dos recursos
hídricos no Brasil: velhos e novos desafios para a cidadania. 2ª ed. São Carlos, São
Paulo: Rima, 2004. 238 p.

GRANJA, Sandra Inês B. e INOJOSA, Rose Marie, Água, Saiba Mais do Curso de Me-
diação de Conflitos Socioambientais, SVMA/FUNDAP, 2007 (disponível na Biblioteca
da UMAPAZ)

LEONEL, Mauro. A morte social dos rios. São Paulo: Perspectiva/Instituto de Antropo-
logia e Meio Ambiente/Fapesp, 1998. (Fotos de Sebastião Salgado 263 p., Coleção
Estudos; 157).

TUNDISI, José Galizia. Água no século XXI: enfrentando a escassez. São Carlos, São
Paulo: Rima/IIE (Instituto Internacional de Ecologia), 2003. 248 p.

ZUCCOLO, Renato Mattos. Algo do Tietê hoje: leito, várzea e afluentuba. São Paulo:
Nova Bandeira Produções Editoriais, 2000.

                                                             Sites
                                            http://brasil.rirh.net
                                              www.mma.gov.br
                                       www.rededasaguas.org.br
                                            www.sabesp.com.br
                                            www.sigrh.sp.gov.br
                                        www.socioambiental.org
                                       www.sosmanancial.org.br
                                      www.sosmatatlantica.org.br
                                            www.uniagua.org.br
                                               www.wwf.org.br


                                                                                       11
Sugestões para atividades de educação socioambiental

	      A preservação do meio ambiente precisa ser uma preocupação de todos. As mudanças
dependem diretamente de uma consciência crítica e esclarecida em relação à forma como
os homens tratam o meio ambiente e como convivem com outros seres viventes. Essa é uma
questão que deve ser compartilhada por todas as pessoas, independente da idade, pois aos
adultos cabe refletir e modificar atitudes e comportamentos que levaram ao atual estado de
degradação e, aos jovens, cultivar uma nova postura que, ao mesmo tempo, recupere a relação
e o contato entre os seres humanos e todos os outros seres que compartilham este planeta.
	      Neste item são apresentadas algumas sugestões para reflexões em conjunto e ativi-
dades para serem utilizadas em processos de educação socioambiental em escolas e com
grupos comunitários.
	      Meio ambiente é um tema transversal. Na escola, as questões socioambientais devem ser
tratadas em todas as disciplinas. Uma possibilidade é utilizar um tema como a água como elemen-
to condutor de um trimestre do ano e, a partir de um elenco de atividades e pesquisas envolvendo
todos os educadores, trabalhar as questões específicas de cada disciplina de forma integrada.
	      Com o objetivo de contribuir com os educadores e facilitadores de grupos para o tra-
tamento do tema, apresentamos um pequeno texto sobre a água como elemento de manu-
tenção da vida e, em seguida, um elenco de sugestões de atividades, jogos e oficinas.




                                                                                               12
Texto base: ÁGUA PARA MANTER A VIDA

	      A vida na Terra surgiu na água. Foi a água que resfriou o nosso planeta há 4,5 bilhões de
anos. Desde que a água surgiu na Terra vem apenas se reciclando, é a mesma de 4,5 bilhões de
anos atrás, passa por um ciclo onde seu volume total no planeta permanece o mesmo.


CICLO DA ÁGUA

	




	       A mudança do estado físico da água ocorre principalmente pela ação do sol e do vento.
	       É o sol que esquenta a água dos mares, lagos, rios causando a evaporação. Todos os seres
vivos, através da transpiração e da respiração, eliminam vapor d´água.
	       Através da ação do vento o vapor sobe para a atmosfera. Nas camadas mais altas a tem-
peratura é muito baixa, levando as partículas de água a se unirem formando, assim, as nuvens.
	       As nuvens, quando estão muito pesadas ou quando se encontram com uma montanha,
acabam voltando para a superfície da terra em forma de chuvas.
	       É através das chuvas que se infiltram no solo e formam os lençóis de água subterrâneas.
	       As nascentes se formam quando a água dos lençóis subterrâneos brota na superfície da
terra e dela se formam os rios, que por sua vez, correm para o mar. Este fenômeno natural é o ca-
minho que a água faz: sai da superfície da terra, passa pela atmosfera e volta novamente à terra,
fechando um ciclo.
	       Encontramos nas águas diferentes formas de vida, desde as microscópicas como algas,
bactérias, fungos, passando por microcrustáceos, peixes e até mamíferos como as baleias.
	       O fato da água estar presente em muitos ambientes em que vivemos faz parecer que ela
nunca vai acabar. Mas será que é isso mesmo que ocorre? A água que usamos existe em tanta
quantidade que nunca vai acabar?




                                                                                                13
Vejamos:
	   - A maior parte da água existente em nosso planeta é salgada (97%), forma os mares.
	   - Outra parte encontra-se congelada em forma de geleiras, nos cumes das montanhas mais altas, 	
	   nos pólos (2%), em locais quase impossíveis de chegar.
	   - Só o 1% restante é própria para uso humano.




                               1%
                               2%            O homem esquece que depende da água para viver :
                                             - O bebê passa nove meses dentro de uma bolsa
                                             aquosa no útero materno enquanto se desenvolve
                                             para nascer.
                                             - A água é fundamental para o corpo humano. Re-
                                             comenda-se que todos os dias tomemos 8 copos de
                                             água para manter a saúde física.
                              97%            - Não é só o homem que precisa da água, todos os
                                             seres vivos, as plantas, os animais também são cons-
                                             tituídos de água.




    	        Todo corpo d´água que serve para abastecimento é denominado manancial, como os
    rios, lagos, lençóis subterrâneos. Por abastecerem as cidades, a sua preservação é fundamental.
    	        As cidades e as civilizações surgiram próximas de fontes de água pura. De lá para cá a po-
    pulação aumentou muito, são quase 6 bilhões de habitantes no mundo, mas os recursos da Terra
    vêm sendo prejudicados no decorrer da história. O ciclo da água sofre com o desmatamento, as
    queimadas, o lixo nos rios, lagos e mares. O homem vive sem respeitar a natureza, destruindo o
    meio ambiente e afetando o equilíbrio ecológico.




                                                                                                      14
À medida que o modo de viver do homem foi se modificando, a utilização da água
diversificou-se e com o crescimento da população mundial o consumo aumentou muito. As
grandes florestas foram sendo desmatadas para criar gado e trabalhar com a agricultura. A
construção de barragens e hidrelétricas é outro fator que tem causado grandes impactos am-
bientais. Além disso o homem tem ocupado as áreas de mananciais contaminando as fontes de
água, tem desrespeitado o ciclo natural dos rios ao ocupar as várzeas, que originalmente eram
áreas muito férteis, além de poluir os rios e córregos provocando as enchentes.

                                                                               Crédito: Iatã Canabrava - Isa




      Crédito: Felipe de Lucia Lobo



	      Na produção industrial nem sempre há tratamento adequado para os resíduos e po-
luentes que muitas vezes são despejados nos rios. Muitos rios que durante milênios alimen-
taram a vida em suas águas e ao seu redor hoje estão morrendo. O lixo e o esgoto doméstico
também são problemas sérios de contaminação.
	      As formas inadequadas e irresponsáveis de utilizar a água em todo o mundo vêm pro-
vocando desertificação, poluição, contaminação e riscos de esgotamento desse recurso im-
prescindível à vida.




                                                                                                      15
O Brasil possui 8% de toda a água doce do mundo, 80% desta concentrada na região ama-
zônica e 20% distribuída de forma desigual pelo país.
	        Também nas cidades a questão da água é complexa. De um lado temos uma riqueza de
rios e córregos em todo o nosso território. Mas, de outro lado, temos maltratado essa riqueza na-
tural e utilizado a água como se fosse um recurso inesgotável.
	        A ocupação desordenada desse território e a visão de que podemos bancar os custos so-
ciais e ambientais de um modelo injusto de progresso põem em risco esse recurso indispensável
à vida. Muitas pessoas e famílias não têm acesso à água tratada e encanada, aumentando o risco
de contrair doenças como hepatite, esquistossomose, leptospirose, cólera e febre tifóide.
	        No nosso dia a dia, a sobrevivência e a saúde estão ligadas à água, que serve para cozinhar,
tomar banho, lavar as mãos, regar as plantas, alimentar os animais etc. Poucas vezes refletimos
sobre questões simples tais como: Onde está a água de nossa cidade? Como ela nasce? De onde
ela vem? Por onde ela passa? Para onde ela vai? Onde se esconde? Onde escondemos os nossos
rios e córregos?
	        Sabendo que a água é um recurso tão precioso precisamos diminuir o desperdício e to-
mar atitudes para economizar. Isso significa cuidar e utilizar responsavelmente a água e também
a energia elétrica que utiliza água para ser gerada.




                                                       Você sabia que o consumo de água
                                                       num apartamento é bem maior do que
                                                       numa casa? Isto ocorre porque a caixa
                                                       d’água dos prédios fica muito alta e a
                                                       água chega nos apartamentos com uma
                                                       pressão muito maior do que a água que
                                                       chega diretamente da rua.




                                                                                                   16
Você sabia que escovando os dentes com a
torneira aberta por 5 minutos gastamos 80




                                                                 CREME DENTAL
litros em apartamento e 12 litros em casa?
Se usarmos a água somente para molhar a
escova e enxaguar a boca gastaremos so-
mente 1 litro de água. Assim vale a pena
mudar, não é mesmo?




        Atividade                         Consumo de Agua                        Consumo de Agua
                                               Casa                                Apartamento

  Banho ducha ( 15 minutos)                   135 litros                                 243 litros

  Banho chuveiro (15 minutos)                  45 litros                                 144 litros
  Lavagem louça (15 minutos)                  117 litros                                  243 litros


                            Vazamentos                     Consumo Água
                         Torneira gotejando                 45 litros por dia
                    Buraco 2mm no encanamento              3.200 litros por dia
                                                                  Fonte: IPT/POLI -SABESP, 1995


        	      Para modificarmos esta realidade dependemos de mudanças de comporta-
        mento de cada um de nós, começando pela forma de olhar para nossas relações com
        o meio ambiente, a convivência com a natureza e com os seres viventes, agindo assim
        para a melhoria e sustentabilidade do nosso planeta.
        	      Algumas atitudes que cada um de nós pode tomar em casa, na escola, no
        trabalho, na comunidade:
        - O maior consumo residencial de água - mais de 30% do total! - se dá no lavatório e no
        chuveiro. Reduzir o tempo do banho e manter as torneiras sem vazamento são impor-
        tantes medidas de economia de água e se refletem na conta de água.
        - Além disso, a água usada no lavatório e no chuveiro - chamada água cinza - pode ser
        reaproveitada para descarga de bacias sanitárias. O custo de instalação de uma caixa
        d´água adicional, captação e distribuição, será largamente compensado pela redução
        de, no mínimo, 30% no gasto mensal de água.




                                                                                                       17
EM CASA




	                                                                                No banheiro:
 - Todo banho demorado gera um consumo exagerado de água. Cinco minutos no chuveiro
                                        são suficientes para um banho econômico e eficiente.
    - No calor, mantenha o chuveiro na posição verão, pois a economia de energia chega a 40%.
  - Deixe a torneira fechada quando escovar os dentes. Uma torneira aberta durante 3 minu-
  tos equivale a 23 litros de água desperdiçados. Para escovar os dentes é necessário apenas
                                                                               1 copo d’água.
       - A descarga do vaso sanitário gasta muita água, mantenha a válvula sempre regulada.
- Conserte rapidamente qualquer vazamento. Para saber se há vazamento, jogue um pouco
     de cinzas no fundo do vaso sanitário e observe se há movimentação, sinal de vazamento.




	                                                                              Na lavanderia:
                                             - Acumule o máximo de roupa para lavar junto.
                                      - Use a dosagem correta de sabão em pó na máquina.
                                              - Mantenha o filtro da máquina sempre limpo.
        - Deixe as roupas de molho no tanque, use a mesma água para esfregar e ensaboar,
                                                     reutilize essa água para lavar o quintal.
                           - Junte a maior quantidade de roupa possível para passar a ferro.




                                                                                                 18
Na cozinha:
                                     - Limpe os restos de comida antes de lavar pratos e panelas.
     - Coloque água até a metade da pia com detergente, deixando a louça de molho, ensaboe
                                                          tudo e depois enxágüe com água limpa.
    - Evite abrir e fechar a porta da geladeira a todo o momento, arrumando os alimentos para
                                                              não perder tempo para encontrá-los.
               - Não guarde alimentos ainda quentes, nem líquidos, em recipientes sem tampa.
                            - A geladeira deve ficar em local ventilado, distante do fogão e do sol.

                                                                   No jardim, quintal e calçada:
                       - Regue as plantas com balde ou regador no início da manhã ou à noite.
                                     - Use a vassoura para limpar a calçada e não a mangueira.



                                                                                NA ESCOLA
	            - Em espaços onde o uso da torneira é intenso, é importante substituir as torneiras
                                                       pelas mais econômicas, com temporizador.
     - As válvulas de descarga de parede podem gastar 19 litros de água enquanto as de caixa
    acoplada ao vaso são bem mais econômicas. Se possível, substitua pelas mais econômicas.
                  - Varra as calçadas e pátio da escola ou utilize água de reuso para lavar o chão.
    - Controlar o consumo de água acompanhando sistematicamente o mostrador do relógio.
           - Realizar a manutenção constante do sistema hidráulico, consertando rapidamente
                                                                             possíveis vazamentos.



                                                                     NA COMUNIDADE
	           - Quando verificar na rua algum vazamento, avisar imediatamente à empresa con-
                                           cessionária para tomar as providências necessárias.
       - Quando notar esgoto “a céu aberto” é importante mobilizar a comunidade para exigir
                                            ,
                                                        providências dos órgãos competentes.
          - Participe da Agenda 21 de sua região, movimentos de bairro, realizando ações que
                                    ajudem a melhorar e preservar a água e o meio ambiente.




                                                                                                       19
ATIVIDADES PRÁTICAS PARA O EDUCADOR
Sugerimos algumas atividades que podem ser realizadas em grupo, contribuindo para a cons-
cientização sobre o uso responsável da água.

1) LABORATÓRIO EXPERIMENTAL DOS ESTADOS FíSICOS DA ÁGUA
Público: Crianças da educação infantil
Objetivo: Informar sobre os três estados físicos da água no planeta.
Materiais necessários: Local adequado para observação, água, fogão, geladeira
Imagens extraídas de revistas, jornais e/ou da Internet
Desenvolvimento:
a) Simular o que acontece na natureza, fervendo a água e fazendo gelo, para mostrar às crian-
ças os três diferentes estados físicos da água: sólido, líquido e gasoso.
b) Mostrar imagens da água, em diferentes estados físicos, no planeta e na cidade.
c) Pedir às crianças que observem, na escola e na casa, onde existe água nos diferentes estados
físicos e o que é feito com ela.
d) Comentar a experiência, através de roda de conversa, aproveitando para informar sobre o
ciclo da água, os caminhos que a água percorre e sua importância para a vida.

2) MONTAGEM DE UM “KIT CAIXA D´ÁGUA”
Público: Crianças da educação infantil e ensino fundamental
Objetivos: Propiciar a aquisição e organização, pelos participantes, de um elenco de informa-
ções sobre o tema água
Disponibilizar o material informativo para atividades interclasses
Materiais: Revistas, tesouras sem ponta, cola, cartolina, caixas de papelão reutilizadas
Desenvolvimento:
 a) O educador realiza uma exposição dialogada com os alunos sobre o tema água, abordando
 os seguintes aspectos:
 - Água e origem da vida
 - Água e saúde
 - Doenças veiculadas pela água
 - Usos da água nos diferentes setores: agricultura, indústria, doméstico, recreação e paisagístico.
 - Boas práticas no consumo da água
 b) Os participantes são orientados a pesquisar em revistas, fazer desenhos e reunir fotografias
 sobre o tema água
c) Os participantes são orientados a confeccionar uma caixa de papelão – a caixa d´agua.
d) Os participantes são orientados a organizar o material pesquisado, utilizando critérios ade-
quados para cada faixa etária.
e) A “caixa d´água” da sala ou do grupo ou, até mesmo do participante, deve ser utilizada, pelo
menos, uma vez por semana, durante um período de tempo, para atividades lúdicas e relacio-
nadas com consumo responsável.




                                                                                                   20
3) CONFECÇÃO DE FILTRO
Público: Crianças da educação infantil e ensino fundamental
Objetivo: Demonstrar a primeira fase de tratamento de água bruta através da filtração, poden-
do observar-se o grau de poluição do corpo d’água que serviu de amostra
Materiais necessários: Garrafa pet 2 litros, algodão, areia grossa e fina, pedras pequenas, tesoura,
copo d´água suja
Desenvolvimento:
a) Orientar os participantes a:
- Cortar a garrafa ao meio e emborcar a parte de cima para formar um funil. Arrumar os mate-
riais na seguinte ordem: algodão, areia grossa, areia fina e pedras.
- Jogar a água suja e observar que sai limpa.
b) Em uma roda de conversa com os participantes discutir a experiência, para compreender o
que aconteceu. O orientador aproveita para abordar a poluição da água, o processo de limpeza
da água nas estações de tratamento, dificuldades e custos econômicos.

4) CAMPANHA “CONSUMO RESPONSÁVEL DE ÁGUA E DE LUZ”
Público : Crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio
Objetivo: Sensibilizar os participantes a desenvolver práticas de consumo responsável
Materiais: Contas de luz trazidas pelos alunos
Desenvolvimento:
a) No primeiro bimestre os alunos deverão levar para a escola as últimas contas de água e de
luz. Obs: Quem mora em prédio de apartamentos usualmente tem apenas uma conta de água
em conjunto, nesse caso, pode-se trabalhar apenas com a conta de luz.
b) Em rodas de conversa o educador abordará: como fazer a leitura da conta de luz; o que
significam os dados; como o consumo de luz está relacionado ao consumo de água; o que é
consumo responsável de energia elétrica em casa e na escola e como cada um pode colaborar
para economizar água, energia elétrica e os recursos gastos nas contas.
c) O orientador propõe uma campanha a favor da economia de energia e de água.
d) Cabe aos alunos convencer as suas famílias a entrarem em um concurso, no segundo bimes-
tre, para economia de energia e de água.
e) Com os interessados, a escola organiza o processo, com fichas por família, onde o aluno ano-
te o consumo e o gasto dos meses do ano anterior.
f ) Durante o prazo do concurso, a cada mês os alunos atualizarão as fichas, trazendo suas contas
de água e de energia elétrica.
g) Curso com as famílias, com premiação da família que conseguir reduzir mais seus gastos.




                                                                                                   21
5) OFICINA DE ARTES
Público: Crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio
Objetivo: Apoiar a conquista da compreensão, pelos participantes, da importância da água
como recurso imprescindível à vida e do papel de cada um e da sociedade na proteção desse
recurso para o tempo presente e para as futuras gerações
Desenvolvimento:
a) O educador orientará, inicialmente, pesquisa sobre a importância da água nas áreas indus-
trial, agrícola, recreação, lazer e uso doméstico.
b) Trabalhará, em oficinas, a construção de maquetes, trabalho de modelagem, desenho e pin-
tura a partir do material pesquisado pelos participantes.

6) OFICINA DE MAPA DA MICROBACIA HIDROGRÁFICA LOCAL
Público: Crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio
Objetivos: Conhecer a microbacia local, a sua ocupação pelos agrupamentos humanos visan-
do a compreensão das oportunidades e riscos dessa ocupação
Materiais necessários: Cartolina, caneta hidrográfica, papelão, tinta,cola,tesoura
Mapa da microbacia local com a estrutura hídrica**
Desenvolvimento:
a) O educador deverá apresentar, de forma dialogada, o mapa da microbacia ilustrado com a
estrutura hídrica.
b) O educador propõe a confecção do molde da microbacia local e ajuda o grupo a se organizar
c) O grupo vai utilizar o molde de contorno da microbacia sobre a cartolina e:
   1) Desenhar no molde a estrutura hídrica da microbacia;
   2) Montar uma legenda com todas as edificações que pertencem à microbacia;
   3)Montar a caracterização física local.
d) A seguir o educador deverá orientar a reflexão do grupo sobre planejamento urbano regio-
nal baseado no desenvolvimento sustentável.
e) A partir da discussão, o grupo será convidado a fazer um exercício de replanejamento da
ocupação urbana em bases sustentáveis.




** Os mapas das microbacias encontram-se no endereço eletrônico:
http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/meio_ambiente/umapaz/cad_aguas.asp




                                                                                           22
7) GINCANA
Público: Crianças e adolescentes do ensino fundamental, médio e adultos
Objetivos: Resgatar o conhecimento dos participantes sobre os recursos hidrográficos, propi-
ciar a reflexão, troca de informações e aquisição de novos conhecimentos sobre a água
Desenvolvimento:
a) O educador prepara a gincana, com um elenco de perguntas e atividades sobre o tema água
e atribuindo pontuação a cada questão. O educador deve ter a preocupação em inserir ques-
tões ou atividades que sejam cooperativas entre as equipes.
b) O educador ajuda a formar equipes de 4 a 6 participantes e propõe as questões e tarefas
sobre o tema água.
c) Cada equipe escolhe um nome, cria um lema relacionado com o tema água, expresso em
forma de um verso musical.
d) Os participantes deverão responder as perguntas e executar tarefas sobre o tema água.
e) Além das comemorações com os resultados, os grupos devem ser convidados a fazer refle-
xões sobre os achados, as respostas que encontraram no desenvolvimento da gincana.

Algumas sugestões para as questões a serem apresentadas aos participantes da gincana:

•Apresentar contas de água do mesmo mês, pontuando as de menor consumo per capita (di-
visão do total de consumo pelo número de pessoas do domicílio).
•Pesquisar quais os passos para a água chegar em nossas casas, desde a captação da água na
nascente até o momento em que se abre a torneira.
•Fazer uma lista dos verbos que podem ser empregados para água ou que indiquem sua utili-
dade. Cada verbo ganha um ponto. Ex.: beber, lavar, refrescar, apagar fogo.
•Elencar uma lista de atitudes que respondam a pergunta: O que eu posso fazer para economi-
zar água?
•Fazer desenho que mostre o percurso da água desde que é captada na natureza até chegar
em nossa casa.
•Fazer um desenho sobre a relação da água com a energia elétrica.
•Responder questões de múltipla escolha, como por exemplo:
-Qual a porcentagem de água no corpo humano?
     a) 5% b) 7,5% c) 75% d) 30%
-Quantos litros de água são recomendados beber por dia?
     b) 1L b) 2L c) 3L d) 5L




                                                                                           23
8) TRABALHO COM MÚSICA

Público: Jovens, adultos e idosos
Objetivo: Refletir sobre a água, suas visões, seus usos, a partir de letras de músicas

Letras que podem ser encontradas na Internet

Nome da música	                        Autor/intérprete
Água	                                  Djavan
Águas de Março	                        Tom Jobim
Água também é mar	                     Marisa Monte
Asa Branca	                            Luiz Gonzaga
Azul da Cor do Mar	                    Tim Maia
Chove Chuva	                           Pedro Zaniolo/Jorge Ben
Planeta Água	                          Guilherme Arantes
Salve esse rio (Tietê)	                Nei&Nando
Sobradinho	                            Sá Rodrigues e Guabira

   “SOBRADINHO” dos compositores Sá Rodrigues e Guarabira			
				           O homem chega e já desfaz a natureza
				           Tira a gente põe represa, diz que tudo vai mudar
				           O São Francisco lá pra cima da Bahia
				           Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
				           E passo a passo vai cumprindo a profecia
				           Do beato que dizia que o sertão ia alagar
				           O sertão vai virar mar
				           Dá no coração
				           O medo que algum dia
				           O mar também vire sertão
				           Vai virar mar
				           Dá no coração
				           O medo que algum dia
				           O mar também vire sertão
				           Adeus Remanso, Casa Nova, Sento-sé
				           Adeus Pilão Arcado vem o rio te engolir
				           Debaixo d’água lá se vai a vida inteira
				           Por cima da cachoeira o Gaiola vai sumir
				           Vai ter barragem no salto do Sobradinho
				           E o povo vai se embora com medo de se afogar
				           O sertão vai virar mar
				           Dá no coração
				           O medo que algum dia
				           O mar também vire sertão
				           Vai virar mar
				           Dá no coração
				           O medo que algum dia
				           O mar também vire sertão”




                                                                                         24
Materiais: Aparelho para reprodução de CD
Gravação em CD
Letra da música multiplicada para todos os participantes
Material ilustrativo de suporte para a exposição sobre a geração de energia elétrica através da
construção de barragem e instalação de hidroelétricas e suas implicações socioambientais
Desenvolvimento:
a) Executar a música.
b) Entregar cópias da letra para cada participante e tocar a música novamente.
c) Propor a discussão inicial sobre as percepções dos participantes. Identificar temas de interesse.
d) Fazer exposição sobre a geração de energia elétrica através da construção de barragem e
instalação de hidroelétricas, implicações ambientais para a região e seus habitantes ou propor
que o grupo pesquise sobre o tema.
e) Constituir grupos de reflexão sobre temas de interesse, como:
- A água como origem da vida, ações do homem em relação ao meio ambiente.
- A proposta de transposição do rio São Francisco.
- As alterações climáticas relacionadas às catástrofes atuais: seca na região do Amazonas, Tsu-
nami, furacão de Nova Orleans.


9) CONFECÇÃO DE TERRÁRIO
Público: Todas as idades
Objetivo: Demonstrar o perfil de solo e o ciclo da água relacionado à vida, por meio da cons-
trução e observação de um ecossistema fechado
Materiais necessários: Recipiente de vidro, de boca larga, com tampa (vidro de maionese, pal-
mito, azeitona ou vidro para aquário). Caso o vidro não tenha tampa, utilizar plástico magipack
para vedar
Pedras pequenas, areia de construção, mistura (1/3 de terra, 1/3 de areia, 1/3 de composto or-
gânico, húmus de minhoca ou terra vegetal), pequenas mudas de plantas (suculentas ou tro-
picais), água
O material pode ser adquirido em viveiros, lojas de artigos de jardinagens ou de materiais
de construção
Desenvolvimento:
Observação: Os participantes podem fazer um único terrário ou terrários individuais, porém é
preciso que se encontrem periodicamente para acompanhamento e avaliação do desenvolvi-
mento dos ecossistemas.




                                                                                                   25
a) O educador deve seguir o seguinte esquema:

                  muda de plantas

                               mistura
                    (terra de jardim+terra preta)


                                   areia
                                  pedra
b) O material deve ser colocado na seguinte ordem:
- 4ª camada - muda de plantas
- 3ª camada - mistura
- 2ª camada - areia
- 1ª camada - pedra
c) Regar jogando água devagar e delicadamente, pelas paredes do recipiente, de forma que a
água não ultrapasse o nível das pedrinhas.
d) Vedar a abertura do recipiente mantendo-o fechado por aproximadamente 3 meses.
e) Após este período observar se as plantas estão precisando de água. Se necessário, regar
novamente.
f ) O educador pode aproveitar o processo de trabalho de construção e observação do terráreo
para abordar com o grupo:

- Ciclo da água

- Como se processa a vida

- Diferentes tipos de solo: arenosos, argilosos e humosos

10) OFICINA INTERGERACIONAL DE MEMÓRIA: A MEMÓRIA DOS RECURSOS HíDRICOS DA CI-
DADE DE SÃO PAULO
Público: Crianças, adolescentes e adultos
Objetivo: Contribuir para a compreensão dos efeitos das atividades humanas no meio am-
biente, a partir do encontro de crianças, adolescentes e adultos com idosos, compartilhando a
história dos recursos hídricos da cidade de São Paulo, as formas de utilização da água, o proces-
so de ocupação urbana e mudanças do microclima, de forma a recuperar parte da identidade
da cidade e dos próprios idosos




                                                                                                26
Materiais: Fotos antigas, documentos, recortes de jornais e revistas, papel Kraft, cola, tesoura,
canetas hidrográficas
Desenvolvimento:
a) Educadores ou facilitadores solicitam aos alunos ou integrantes do grupo que verifiquem
com seus avós, tios ou conhecidos, quais deles viveram em São Paulo em épocas anteriores e
conheceram como eram os rios e córregos da cidade.
b) Fazer os convites para que eles venham a um encontro, trazendo, se possível, fotos antigas,
documentos ou recortes de jornais e revistas.
c) Promover um ambiente propício para que os convidados contem a história ou as histórias
das águas na cidade de São Paulo.
d) Construir em conjunto com o grupo uma linha do tempo que demonstre a evolução da so-
ciedade relacionada à tecnologia do manejo e utilização da água.
e) Trabalhar com o grupo o processo de ocupação da cidade e a perda da cobertura vegetal,
relacionando os dados com as mudanças climáticas.
f) Após os depoimentos o educador ou facilitador pode apresentar ao grupo o mapa dos recursos
hídricos do município e, em conjunto, localizar os rios de sua região resgatando a configuração ini-
cial das águas no espaço da cidade e em seguida construir um painel com o material coletado.

Muitos outros desdobramentos podem surgir dessa atividade, como gincanas para a constru-
ção da linha do tempo ilustrada, mapas de épocas diferentes, resgate do olhar das diferentes
colônias, verificando a relação de outros povos com os recursos hídricos, a água na história da
humanidade, as atividades econômicas, propiciando, enfim, o envolvimento de várias discipli-
nas, de modo transversal.

11) ATIVIDADE DE ESTUDO DO MEIO EM PARQUES PÚBLICOS COM ESPELHO D’ÁGUA
(CÓRREGOS E LAGOAS)
Público: Todas as idades
Objetivo: Proporcionar vivências e elementos valiosos para reflexão, construção de uma nova
consciência e busca de soluções, tendo como perspectiva o desenvolvimento sustentável. O
estudo do meio consiste em abordar os diversos aspectos naturais, socioeconômicos e cultu-
rais de forma conjunta, possibilitando uma visão completa e integradora da realidade.
Locais: Parques de São Paulo. Veja alguns parques adequados para a atividade, conforme lista no final.




                                                                                                     27
Desenvolvimento:
a) O educador ou facilitador deve oferecer subsídios ao grupo para a realização do estudo do
meio e o que as pessoas podem observar e registrar, lembrando: o significado de um parque
na Cidade, melhoria do microclima do entorno; importância da mata ciliar na preservação dos
corpos d’água; poluição da água, lançamento de esgotos clandestinos e lixo; propriedades físi-
cas, químicas e biológicas da água, importância da preservação das nascentes e corpos d’água;
consumo consciente.
b) As pessoas serão convidadas a fazer o estudo do meio, isto é, a atividade em campo, obser-
vando e registrando as informações.
c) Com as observações e registros o grupo poderá trabalhar um diagnóstico socioambiental,
por meio de desenhos, produção de maquetes, colagem, textos, teatro, música ou outras for-
mas de manifestação.
d) Os produtos do grupo ou dos participantes do grupo serão discutidos com o compartilha-
mento das opiniões sobre as riquezas e os riscos socioambientais presentes.
e) Na fase seguinte o grupo fará um prognóstico da situação provável e da situação desejada,
também por meio de diferentes formas de manifestação.
f ) Os resultados poderão compor uma mostra na escola ou centro comunitário, onde sejam
programadas rodas de conversa e palestras sobre as questões abordadas envolvendo outras
classes e grupos da comunidade.




Conheça os parques próximos de sua escola ou residência consultando a página
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/meio_ambiente -100 parques.




                                                                                             28
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  • 2. Prefeito da Cidade de São Paulo Gilberto Kassab Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho Equipe Projeto prioritário ÁGUA Gilmar Altamirano Edmundo Fonseca Correia Garcia Silmara Ribeiro Marques COPLAN Coordenadoria de Planejamento Ambiental e Ações Descentralizadas Alejandra Maria Devecchi Gilberto Giovannetti Patrícia Marra Sepe UMAPAZ Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz Rose Marie Inojosa (Coordenação) Angélica Berenice de Almeida Eliana Sapucaia Rizzini Estela Maria Guidi Pereira Gomes Sonia Regina Ribeiro de Carvalho Vitor Otavio Lucato Estagiária: Juliana Higa Bellini Equipe de Arte/Editoração/Revisão de Textos Capa - Fábio Augusto Lopes e Natan de Aquino Projeto Gráfico - Natan de Aquino Giuliano Coordenação de Arte - Silvia Costa Glueck
  • 4. Apresentação A água é um recurso finito que deve ser bem-utilizado e devolvido aos mananciais com qualidade e em quantidade suficiente para restabelecer seu ciclo. O acesso à água é desigual. Em alguns lugares há bastan- te desperdício, mas há escassez e disputa por água em diversas partes do mundo. A água está tão presente no nosso cotidiano que pou- cas vezes refletimos sobre questões como: de onde vem a água que bebemos, da torneira que abrimos...onde está a água de nossa cidade? De onde vem? Por onde passa? Para onde vai? Olhando o mapa dos recursos hídricos da cidade de São Paulo, podemos ver o desenho de nossas águas em todo o corpo da cidade. Porém, quando andamos pelas ruas, nem sempre ve- mos ou reconhecemos esses cursos de água que mantêm a vida. Muitos estão escondidos, foram canalizados. Outros foram tão po- luídos que não podemos mais reconhecê-los. O fato é que essa ri- queza natural, tão generosa em nosso território, está ameaçada. O que fizemos das nossas águas? O que é possível fazer para que essa fonte de vida seja protegida, recuperada? Como garantir que nossos filhos, netos e as futuras gerações possam ter água limpa e acessível para vidas saudáveis? Conhecer é um passo para transformar a situação. Mas, é preciso um outro passo, capaz de transformar o conheci- mento em mobilização e a mobilização em ação Já tivemos uma relação respeitosa e amorosa com os nossos rios e mananciais, podemos refazer essa conexão, reconhecen- do-nos como parte da teia da vida. Este caderno, que traz o mapa hidrográfico do município, tem o objetivo de lembrar a todos nós, cidadãos de São Paulo, sobre as nossas águas. O mapa ajuda a reconhecer essa riqueza natural que é imprescindível aos seres viventes e a colocar na nossa agenda um compromisso com essa fonte de vida. 4
  • 5. O desafio global A Terra, assim como o corpo humano, é constituída por dois terços de água. A água é indispensável à vida, mas há escassez e disputa por ela em di- versas partes do mundo, pois a água doce disponível e acessível para o consu- mo é apenas uma pequena parte (1%) de toda a água existente no planeta. No século 20, a população mundial cresceu três vezes e o consumo, seis vezes, ou seja, a população mundial cresceu 140% em cinqüenta anos. Em 1950, o mundo tinha 2,5 bilhões de pessoas, em 2000 já éramos 6 bilhões. O crescimento populacional e as profundas mudanças no modo e nas tecnologias de produção de alimentos e de bens de consumo afetam os recursos naturais. A agricultura utiliza 70% da água disponível, indústria utiliza 20% e 10% é destinado ao consumo residencial. A disponibilidade de água por habitante, em todas as partes do mundo, vem-se reduzindo a cada década e sendo progressivamente poluída pelo lançamento de esgotos domésticos, industriais, agrotóxicos e resíduos sólidos urbanos. Também contribuem para reduzir a disponibilidade de água as al- terações dos ecossistemas aquáticos resultado da remoção da vegetação ciliar de rios, lagos e represas; construções em áreas alagadas, irrigação ex- cessiva de áreas agrícolas, compactação do solo pela agropecuária e a im- permeabilização em áreas urbanas. Pelo parâmetro estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o volume de água suficiente para a vida em comunidade e o exercí- cio das atividades humanas, sociais e econômicas é de 2.500 metros cúbi- cos/habitante/ano. Na África, 62% da população não têm acesso a abastecimento regular de água potável, na Ásia, 19%, na América Latina, 15% e no Brasil 20% da população. Os países da ONU fixaram metas do milênio para ampliar o acesso e a Agenda da Cúpula de Joanesburgo (Rio + 10) recomendou a construção de planos nacionais de gestão integrada de recursos hídricos, com o objeti- vo de, até 2015, reduzir à metade o número de pessoas sem acesso à água potável e ao saneamento básico. Crédito: Glória Flügel Crédito: Gepp 5
  • 6. A água no Brasil No Brasil, encontra-se a maior reserva de água doce do planeta: 12%. Sua distribuição não é homogênea. 80% concen- tra-se na Amazônia, onde vivem 5% dos habitantes do país. Os 20% restantes abastecem 95% da população brasileira. As bacias hidrográficas extrapolam as fronteiras de países e de estados da federação, por isso, as decisões tomadas em um determinado espaço ou política podem afetar todo o sistema hí- drico e a teia da vida. Compartilhamos a Bacia Amazônica e as Bacias do Rio Paraguai e do Rio Uruguai com outros países da América do Sul. No âmbito do território brasileiro, foram delineadas 12 Bacias Hidrográficas: Para resolver os conflitos de interesses no uso da água, o Brasil instituiu, em 1997, o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), Em 2000, foi criada a Agência Nacional de Águas (ANA) para implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos. Em cada Bacia Hidrográfica há um comitê, com representação da sociedade civil . O Plano Nacional de Recursos Hídricos busca responder às metas do milênio de ampliar o número de pessoas com acesso à água potável e ao saneamento básico. Fonte: IBGE – Anuário Estatístico do Brasil – 1992 (apud http://www.brcactaceae.org/hidrografia.html). 6
  • 7. A água no Estado de São Paulo O Estado de São Paulo está na região da Bacia do Tietê-Paraná. No território do Estado existem as seguintes bacias: TURVO GRANDE SAPUCAÍ MIRIM SÃO JOSÉ DOS E GRANDE DOURADOS BAIXO PARDO GRANDE BAIXO TIETÊ PARDO TIETÊ - BATALHA AGUAPEÍ - PEIXE TIETÊ - JACAREÍ MOGI PONTAL DO GUAÇU PARANAPANEMA MÉDIO PARANAPANEMA PIRACICABA, CAPIVARI E JUNDIAÍ PARAÍBA E MANTIQUEIRA SOROCABA E ALTO MÉDIO TIETÊ ALTO PARANAPANEMA TIETÊ LITORAL NORTE RIBEIRA DO BAIXADA IGUAPE E SANTISTA LITORAL SUL Fonte: Secretaria de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento. São Paulo criou, em 1975, a Lei de Proteção aos Mananciais, com o objetivo de conter as ameaças da expansão urbana desordenada. Mas não conseguiu realizar um controle eficaz. O crescente agravamento dos conflitos de usos da água no território do Estado impul- sionou a formulação de um sistema de gerenciamento integrado de recursos hídricos. Regu- lamentado em 1993, esse Sistema tem como objetivo a execução da política estadual e a for- mulação, atualização e aplicação do Plano Estadual de Recursos Hídricos, congregando órgãos estaduais e municipais e entidades da sociedade civil. Os Comitês de Bacias Hidrográficas têm a atribuição de aprovar as propostas da bacia para o Plano, inclusive de aplicação de recursos financeiros em serviços e obras, e de utilização, conservação, proteção e recuperação dos recursos hídricos da respectiva bacia. Esses mecanismos são necessários porque as decisões e negociações relativas à água são de compartilhamento global. As estratégias adotadas afetaram a todos. 7
  • 8. A água no município de São Paulo Os 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo estão na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. É o terceiro maior aglomerado do mundo. Não há água para todos. Metade do abastecimento da Região depende de captação de água na vizinha Bacia Hidrográfica do Pira- cicaba-Capivari-Jundiaí. Além da gestão compartilhada da água, por meio dos Comitês de Bacias e do Sistema Integrado, as prefeituras têm, em seu âmbito, atribuições relativas a ocupação do solo e a pro- teção dos mananciais, que impactam a disponibilidade de água. A Cidade de São Paulo vem mudando sua relação com seus mananciais ao longo do tempo. Represas A crescente demanda de energia, induziu logo no início do século a construção das primeiras barragens. Em 1907, foi construída a primeira barragem no Guarapiranga, com a fi- nalidade de garantir a geração de energia na usina Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba. Deu origem à represa Guarapiranga, com 33,9 quilômetros quadrados. A segunda barragem foi construída após a grande seca de 1924, no rio Grande, para gerar energia para a usina Henry Borden em Cubatão. Originou a Represa Billings, com uma área de 130 km2, entre São Paulo e São Bernardo do Campo. O ciclo de industrialização, crescente a partir dos anos 40, afetou muito profundamente o manejo das águas e a relação do cidadão com os mananciais da cidade. As represas Guarapiranga e Billings, que passaram a ser estratégicas para o abastecimen- to da cidade, sofreram grande degradação devido ao processo de crescimento urbano em seu entorno com ocupação irregular do solo. O mesmo está ocorrendo com o Sistema Cantareira. Há uma tensão permanente entre a expansão de habitações, pressionada pelo cresci- mento populacional, e a proteção dos mananciais. Em março de 2007 foi iniciado o programa “Operação Defesa das Águas”: um conjunto de medidas realizadas em parceria pelos governos estadual e municipal, para recuperar matas, córregos e nascentes, mitigar danos em áreas de ocupação consolidada e impedir novas ocu- pações nas áreas de mananciais. 8
  • 9. Rios Até meados do século XX, os rios eram meio de transporte de pessoas e mercadorias, abaste- cimento de pescado e lazer. As indústrias, o crescimento do comércio e a concentração de população na cidade implicaram a ampliação da mancha urbana. Os cidadãos e seus dirigentes concentraram-se na idéia de progresso da sociedade industrial e as decisões passaram a ignorar os ciclos naturais e as complexas relações entre os recursos naturais e os seres vivos. O rio Tietê foi modificado como conseqüência do represamento em muitos trechos, retifica- ção e dragagens; perdeu suas matas ciliares, as várzeas foram ocupadas por estradas ou habitações e passou a receber toneladas de resíduos sólidos e de matéria inorgânica proveniente de indústrias e de esgotos domésticos. Esse processo degradou o rio Tietê a tal ponto que na última década vem sendo desenvolvido um programa de recuperação, ainda incompleto, pois o processo de poluição não foi estancado. Esgo- tos clandestinos e de outras cidades ainda são lançados no rio. O rio Tamanduateí facilitou durante décadas a locomoção de moradores e sitiantes. Nos anos de 1950, com a construção do pólo petroquímico em Capuava, a barragem e o lançamento de dejetos químicos causaram grande prejuízo ao rio. Hoje, o Tamanduateí, degradado e canalizado, é lembrado pelas enchentes e pelas obras de engenharia que se sucedem na tentativa de controlá-las. O rio Pinheiros foi retificado para direcionar suas águas para o reservatório e, com isso, a sua paisagem e geografia foram modificadas. A eliminação dos meandros naturais do rio roubou o seu espaço natural de expansão nas cheias. As margens ocupadas por ruas e casas são inundadas. O lan- çamento de esgotos e lixo no rio Pinheiros degradou a qualidade da água, tornando impossível seu uso para lazer e esportes. Os moradores de certos trechos são molestados pelos mosquitos Culex, cuja super população resulta do desequilíbrio ambiental. Lixo Em outubro de 2006, o artista plástico Eduardo Srur colocou cem caiaques com 150 mane- quins no rio Pinheiros, distribuídos numa extensão de 3 quilômetros - um cenário comum na década de 1940, com as regatas. Porém, dias depois, os caiaques estavam bloqueados por lixo no meio do rio. Embora reclamando do odor desagradável, dos mosquitos, das enchentes, ainda há pessoas que têm dificuldades em relacionar o estado de degradação dos mananciais com as decisões tomadas ao lon- go de décadas e com as próprias atitudes de depreciação dos rios, como é o lançamento de lixo em suas águas ou nas vias públicas. 9
  • 10. Enchentes A cada verão repete-se o fenômeno das enchentes em São Paulo. Todos ficam muito desgostosos com os rios e córregos e aumentam as solicitações para canalização, piscinões e outras obras de contenção das águas. Para compreender as enchentes de São Paulo, é preciso considerar, em primeiro lugar, as condições geológicas do sítio da cidade, situada num planalto, no centro do qual há uma bacia sedimentar formada por grande número de rios e cercada de morros por todos os lados. O rio Tietê, correndo de leste para oeste, e os seus afluentes, todos com uma drenagem cen- trípeta, formam uma imensa planície. Toda a água das chuvas e todos os rios da bacia correm para o Tietê. A planície de inundação, que é a área tomada pelas águas do rio nas suas cheias naturais, chega a ser quarenta vezes a largura do rio. Ocorre que, no processo de urbanização, desde os anos 50, não preservamos as várzeas dos rios, espaços necessários para a vazão das águas nas cheias. Ao contrário, as várzeas foram ocupadas com estradas e habitações. A poluição dos rios agrava a situação. Mas, ainda assim, até 90% das águas das chuvas poderiam ser retidas pelo solo. Ocorre que também devastamos a cobertura vegetal da cidade e impermeabilizamos a maior parte do solo. Quando chove, a água não encontra solo permeável para penetrar e corre para os rios, que, por sua vez, não suportam a carga e transbordam. Parques Lineares A ampliação das áreas verdes e sem impermeabilização na cidade é uma ação estraté- gica para melhorar o manejo das águas em São Paulo. Além dos parques e praças, a Prefeitura vem implantando os parques lineares, como o Tiquatira (Itaim, zona Leste); Fogo (Zona Norte); Rapadura e Aricanduva (Zona Leste) e Parelheiros (Zona Sul) Parque linear é um conceito que surgiu no Plano Diretor Estratégico da Cidade, em 2002. São parques que têm o propósito de recuperar fundos de vale e cursos d´água, resgatando seu papel como parte do sistema de drenagem natural e acrescentando-lhes função social. A Prefeitura, no processo de ampliação das áreas verdes da cidade, tem implantado par- ques lineares para melhorar a permeabilidade do solo, minimizar as enchentes, reduzir as áreas de risco pela ocupação de várzeas e proteger os cursos de água. 10
  • 11. Saiba Mais BOUGUERRA, Mohamed Larbi. As batalhas da água: por um bem comum da huma- nidade. Trad.: João Batista Kreusch. Petrópolis, Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2004. 38 p. Coleção Questões Mundiais. BRANCO, Samuel Murgel. Água: origem, uso e preservação. São Paulo: Editora Mo- derna, 1993. Coleção Polêmica. 71 p. DOWBOR, Ladislau & TAGNIN, Renato A. Administrando a Água como se fosse im- portante, Gestão ambiental e sustentabilidade, São Paulo: Ed. SENAC, 2005 ESTADO DE SÃO PAULO – Secretaria do Meio Ambiente. A água no olhar da história. 2ª ed. São Paulo, 2000. (Fotos, mapas e ilustrações.) 42 p. FELICIDADE, Norma; LEME, Alessandro André et al. (orgs.). Uso e gestão dos recursos hídricos no Brasil: velhos e novos desafios para a cidadania. 2ª ed. São Carlos, São Paulo: Rima, 2004. 238 p. GRANJA, Sandra Inês B. e INOJOSA, Rose Marie, Água, Saiba Mais do Curso de Me- diação de Conflitos Socioambientais, SVMA/FUNDAP, 2007 (disponível na Biblioteca da UMAPAZ) LEONEL, Mauro. A morte social dos rios. São Paulo: Perspectiva/Instituto de Antropo- logia e Meio Ambiente/Fapesp, 1998. (Fotos de Sebastião Salgado 263 p., Coleção Estudos; 157). TUNDISI, José Galizia. Água no século XXI: enfrentando a escassez. São Carlos, São Paulo: Rima/IIE (Instituto Internacional de Ecologia), 2003. 248 p. ZUCCOLO, Renato Mattos. Algo do Tietê hoje: leito, várzea e afluentuba. São Paulo: Nova Bandeira Produções Editoriais, 2000. Sites http://brasil.rirh.net www.mma.gov.br www.rededasaguas.org.br www.sabesp.com.br www.sigrh.sp.gov.br www.socioambiental.org www.sosmanancial.org.br www.sosmatatlantica.org.br www.uniagua.org.br www.wwf.org.br 11
  • 12. Sugestões para atividades de educação socioambiental A preservação do meio ambiente precisa ser uma preocupação de todos. As mudanças dependem diretamente de uma consciência crítica e esclarecida em relação à forma como os homens tratam o meio ambiente e como convivem com outros seres viventes. Essa é uma questão que deve ser compartilhada por todas as pessoas, independente da idade, pois aos adultos cabe refletir e modificar atitudes e comportamentos que levaram ao atual estado de degradação e, aos jovens, cultivar uma nova postura que, ao mesmo tempo, recupere a relação e o contato entre os seres humanos e todos os outros seres que compartilham este planeta. Neste item são apresentadas algumas sugestões para reflexões em conjunto e ativi- dades para serem utilizadas em processos de educação socioambiental em escolas e com grupos comunitários. Meio ambiente é um tema transversal. Na escola, as questões socioambientais devem ser tratadas em todas as disciplinas. Uma possibilidade é utilizar um tema como a água como elemen- to condutor de um trimestre do ano e, a partir de um elenco de atividades e pesquisas envolvendo todos os educadores, trabalhar as questões específicas de cada disciplina de forma integrada. Com o objetivo de contribuir com os educadores e facilitadores de grupos para o tra- tamento do tema, apresentamos um pequeno texto sobre a água como elemento de manu- tenção da vida e, em seguida, um elenco de sugestões de atividades, jogos e oficinas. 12
  • 13. Texto base: ÁGUA PARA MANTER A VIDA A vida na Terra surgiu na água. Foi a água que resfriou o nosso planeta há 4,5 bilhões de anos. Desde que a água surgiu na Terra vem apenas se reciclando, é a mesma de 4,5 bilhões de anos atrás, passa por um ciclo onde seu volume total no planeta permanece o mesmo. CICLO DA ÁGUA A mudança do estado físico da água ocorre principalmente pela ação do sol e do vento. É o sol que esquenta a água dos mares, lagos, rios causando a evaporação. Todos os seres vivos, através da transpiração e da respiração, eliminam vapor d´água. Através da ação do vento o vapor sobe para a atmosfera. Nas camadas mais altas a tem- peratura é muito baixa, levando as partículas de água a se unirem formando, assim, as nuvens. As nuvens, quando estão muito pesadas ou quando se encontram com uma montanha, acabam voltando para a superfície da terra em forma de chuvas. É através das chuvas que se infiltram no solo e formam os lençóis de água subterrâneas. As nascentes se formam quando a água dos lençóis subterrâneos brota na superfície da terra e dela se formam os rios, que por sua vez, correm para o mar. Este fenômeno natural é o ca- minho que a água faz: sai da superfície da terra, passa pela atmosfera e volta novamente à terra, fechando um ciclo. Encontramos nas águas diferentes formas de vida, desde as microscópicas como algas, bactérias, fungos, passando por microcrustáceos, peixes e até mamíferos como as baleias. O fato da água estar presente em muitos ambientes em que vivemos faz parecer que ela nunca vai acabar. Mas será que é isso mesmo que ocorre? A água que usamos existe em tanta quantidade que nunca vai acabar? 13
  • 14. Vejamos: - A maior parte da água existente em nosso planeta é salgada (97%), forma os mares. - Outra parte encontra-se congelada em forma de geleiras, nos cumes das montanhas mais altas, nos pólos (2%), em locais quase impossíveis de chegar. - Só o 1% restante é própria para uso humano. 1% 2% O homem esquece que depende da água para viver : - O bebê passa nove meses dentro de uma bolsa aquosa no útero materno enquanto se desenvolve para nascer. - A água é fundamental para o corpo humano. Re- comenda-se que todos os dias tomemos 8 copos de água para manter a saúde física. 97% - Não é só o homem que precisa da água, todos os seres vivos, as plantas, os animais também são cons- tituídos de água. Todo corpo d´água que serve para abastecimento é denominado manancial, como os rios, lagos, lençóis subterrâneos. Por abastecerem as cidades, a sua preservação é fundamental. As cidades e as civilizações surgiram próximas de fontes de água pura. De lá para cá a po- pulação aumentou muito, são quase 6 bilhões de habitantes no mundo, mas os recursos da Terra vêm sendo prejudicados no decorrer da história. O ciclo da água sofre com o desmatamento, as queimadas, o lixo nos rios, lagos e mares. O homem vive sem respeitar a natureza, destruindo o meio ambiente e afetando o equilíbrio ecológico. 14
  • 15. À medida que o modo de viver do homem foi se modificando, a utilização da água diversificou-se e com o crescimento da população mundial o consumo aumentou muito. As grandes florestas foram sendo desmatadas para criar gado e trabalhar com a agricultura. A construção de barragens e hidrelétricas é outro fator que tem causado grandes impactos am- bientais. Além disso o homem tem ocupado as áreas de mananciais contaminando as fontes de água, tem desrespeitado o ciclo natural dos rios ao ocupar as várzeas, que originalmente eram áreas muito férteis, além de poluir os rios e córregos provocando as enchentes. Crédito: Iatã Canabrava - Isa Crédito: Felipe de Lucia Lobo Na produção industrial nem sempre há tratamento adequado para os resíduos e po- luentes que muitas vezes são despejados nos rios. Muitos rios que durante milênios alimen- taram a vida em suas águas e ao seu redor hoje estão morrendo. O lixo e o esgoto doméstico também são problemas sérios de contaminação. As formas inadequadas e irresponsáveis de utilizar a água em todo o mundo vêm pro- vocando desertificação, poluição, contaminação e riscos de esgotamento desse recurso im- prescindível à vida. 15
  • 16. O Brasil possui 8% de toda a água doce do mundo, 80% desta concentrada na região ama- zônica e 20% distribuída de forma desigual pelo país. Também nas cidades a questão da água é complexa. De um lado temos uma riqueza de rios e córregos em todo o nosso território. Mas, de outro lado, temos maltratado essa riqueza na- tural e utilizado a água como se fosse um recurso inesgotável. A ocupação desordenada desse território e a visão de que podemos bancar os custos so- ciais e ambientais de um modelo injusto de progresso põem em risco esse recurso indispensável à vida. Muitas pessoas e famílias não têm acesso à água tratada e encanada, aumentando o risco de contrair doenças como hepatite, esquistossomose, leptospirose, cólera e febre tifóide. No nosso dia a dia, a sobrevivência e a saúde estão ligadas à água, que serve para cozinhar, tomar banho, lavar as mãos, regar as plantas, alimentar os animais etc. Poucas vezes refletimos sobre questões simples tais como: Onde está a água de nossa cidade? Como ela nasce? De onde ela vem? Por onde ela passa? Para onde ela vai? Onde se esconde? Onde escondemos os nossos rios e córregos? Sabendo que a água é um recurso tão precioso precisamos diminuir o desperdício e to- mar atitudes para economizar. Isso significa cuidar e utilizar responsavelmente a água e também a energia elétrica que utiliza água para ser gerada. Você sabia que o consumo de água num apartamento é bem maior do que numa casa? Isto ocorre porque a caixa d’água dos prédios fica muito alta e a água chega nos apartamentos com uma pressão muito maior do que a água que chega diretamente da rua. 16
  • 17. Você sabia que escovando os dentes com a torneira aberta por 5 minutos gastamos 80 CREME DENTAL litros em apartamento e 12 litros em casa? Se usarmos a água somente para molhar a escova e enxaguar a boca gastaremos so- mente 1 litro de água. Assim vale a pena mudar, não é mesmo? Atividade Consumo de Agua Consumo de Agua Casa Apartamento Banho ducha ( 15 minutos) 135 litros 243 litros Banho chuveiro (15 minutos) 45 litros 144 litros Lavagem louça (15 minutos) 117 litros 243 litros Vazamentos Consumo Água Torneira gotejando 45 litros por dia Buraco 2mm no encanamento 3.200 litros por dia Fonte: IPT/POLI -SABESP, 1995 Para modificarmos esta realidade dependemos de mudanças de comporta- mento de cada um de nós, começando pela forma de olhar para nossas relações com o meio ambiente, a convivência com a natureza e com os seres viventes, agindo assim para a melhoria e sustentabilidade do nosso planeta. Algumas atitudes que cada um de nós pode tomar em casa, na escola, no trabalho, na comunidade: - O maior consumo residencial de água - mais de 30% do total! - se dá no lavatório e no chuveiro. Reduzir o tempo do banho e manter as torneiras sem vazamento são impor- tantes medidas de economia de água e se refletem na conta de água. - Além disso, a água usada no lavatório e no chuveiro - chamada água cinza - pode ser reaproveitada para descarga de bacias sanitárias. O custo de instalação de uma caixa d´água adicional, captação e distribuição, será largamente compensado pela redução de, no mínimo, 30% no gasto mensal de água. 17
  • 18. EM CASA No banheiro: - Todo banho demorado gera um consumo exagerado de água. Cinco minutos no chuveiro são suficientes para um banho econômico e eficiente. - No calor, mantenha o chuveiro na posição verão, pois a economia de energia chega a 40%. - Deixe a torneira fechada quando escovar os dentes. Uma torneira aberta durante 3 minu- tos equivale a 23 litros de água desperdiçados. Para escovar os dentes é necessário apenas 1 copo d’água. - A descarga do vaso sanitário gasta muita água, mantenha a válvula sempre regulada. - Conserte rapidamente qualquer vazamento. Para saber se há vazamento, jogue um pouco de cinzas no fundo do vaso sanitário e observe se há movimentação, sinal de vazamento. Na lavanderia: - Acumule o máximo de roupa para lavar junto. - Use a dosagem correta de sabão em pó na máquina. - Mantenha o filtro da máquina sempre limpo. - Deixe as roupas de molho no tanque, use a mesma água para esfregar e ensaboar, reutilize essa água para lavar o quintal. - Junte a maior quantidade de roupa possível para passar a ferro. 18
  • 19. Na cozinha: - Limpe os restos de comida antes de lavar pratos e panelas. - Coloque água até a metade da pia com detergente, deixando a louça de molho, ensaboe tudo e depois enxágüe com água limpa. - Evite abrir e fechar a porta da geladeira a todo o momento, arrumando os alimentos para não perder tempo para encontrá-los. - Não guarde alimentos ainda quentes, nem líquidos, em recipientes sem tampa. - A geladeira deve ficar em local ventilado, distante do fogão e do sol. No jardim, quintal e calçada: - Regue as plantas com balde ou regador no início da manhã ou à noite. - Use a vassoura para limpar a calçada e não a mangueira. NA ESCOLA - Em espaços onde o uso da torneira é intenso, é importante substituir as torneiras pelas mais econômicas, com temporizador. - As válvulas de descarga de parede podem gastar 19 litros de água enquanto as de caixa acoplada ao vaso são bem mais econômicas. Se possível, substitua pelas mais econômicas. - Varra as calçadas e pátio da escola ou utilize água de reuso para lavar o chão. - Controlar o consumo de água acompanhando sistematicamente o mostrador do relógio. - Realizar a manutenção constante do sistema hidráulico, consertando rapidamente possíveis vazamentos. NA COMUNIDADE - Quando verificar na rua algum vazamento, avisar imediatamente à empresa con- cessionária para tomar as providências necessárias. - Quando notar esgoto “a céu aberto” é importante mobilizar a comunidade para exigir , providências dos órgãos competentes. - Participe da Agenda 21 de sua região, movimentos de bairro, realizando ações que ajudem a melhorar e preservar a água e o meio ambiente. 19
  • 20. ATIVIDADES PRÁTICAS PARA O EDUCADOR Sugerimos algumas atividades que podem ser realizadas em grupo, contribuindo para a cons- cientização sobre o uso responsável da água. 1) LABORATÓRIO EXPERIMENTAL DOS ESTADOS FíSICOS DA ÁGUA Público: Crianças da educação infantil Objetivo: Informar sobre os três estados físicos da água no planeta. Materiais necessários: Local adequado para observação, água, fogão, geladeira Imagens extraídas de revistas, jornais e/ou da Internet Desenvolvimento: a) Simular o que acontece na natureza, fervendo a água e fazendo gelo, para mostrar às crian- ças os três diferentes estados físicos da água: sólido, líquido e gasoso. b) Mostrar imagens da água, em diferentes estados físicos, no planeta e na cidade. c) Pedir às crianças que observem, na escola e na casa, onde existe água nos diferentes estados físicos e o que é feito com ela. d) Comentar a experiência, através de roda de conversa, aproveitando para informar sobre o ciclo da água, os caminhos que a água percorre e sua importância para a vida. 2) MONTAGEM DE UM “KIT CAIXA D´ÁGUA” Público: Crianças da educação infantil e ensino fundamental Objetivos: Propiciar a aquisição e organização, pelos participantes, de um elenco de informa- ções sobre o tema água Disponibilizar o material informativo para atividades interclasses Materiais: Revistas, tesouras sem ponta, cola, cartolina, caixas de papelão reutilizadas Desenvolvimento: a) O educador realiza uma exposição dialogada com os alunos sobre o tema água, abordando os seguintes aspectos: - Água e origem da vida - Água e saúde - Doenças veiculadas pela água - Usos da água nos diferentes setores: agricultura, indústria, doméstico, recreação e paisagístico. - Boas práticas no consumo da água b) Os participantes são orientados a pesquisar em revistas, fazer desenhos e reunir fotografias sobre o tema água c) Os participantes são orientados a confeccionar uma caixa de papelão – a caixa d´agua. d) Os participantes são orientados a organizar o material pesquisado, utilizando critérios ade- quados para cada faixa etária. e) A “caixa d´água” da sala ou do grupo ou, até mesmo do participante, deve ser utilizada, pelo menos, uma vez por semana, durante um período de tempo, para atividades lúdicas e relacio- nadas com consumo responsável. 20
  • 21. 3) CONFECÇÃO DE FILTRO Público: Crianças da educação infantil e ensino fundamental Objetivo: Demonstrar a primeira fase de tratamento de água bruta através da filtração, poden- do observar-se o grau de poluição do corpo d’água que serviu de amostra Materiais necessários: Garrafa pet 2 litros, algodão, areia grossa e fina, pedras pequenas, tesoura, copo d´água suja Desenvolvimento: a) Orientar os participantes a: - Cortar a garrafa ao meio e emborcar a parte de cima para formar um funil. Arrumar os mate- riais na seguinte ordem: algodão, areia grossa, areia fina e pedras. - Jogar a água suja e observar que sai limpa. b) Em uma roda de conversa com os participantes discutir a experiência, para compreender o que aconteceu. O orientador aproveita para abordar a poluição da água, o processo de limpeza da água nas estações de tratamento, dificuldades e custos econômicos. 4) CAMPANHA “CONSUMO RESPONSÁVEL DE ÁGUA E DE LUZ” Público : Crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio Objetivo: Sensibilizar os participantes a desenvolver práticas de consumo responsável Materiais: Contas de luz trazidas pelos alunos Desenvolvimento: a) No primeiro bimestre os alunos deverão levar para a escola as últimas contas de água e de luz. Obs: Quem mora em prédio de apartamentos usualmente tem apenas uma conta de água em conjunto, nesse caso, pode-se trabalhar apenas com a conta de luz. b) Em rodas de conversa o educador abordará: como fazer a leitura da conta de luz; o que significam os dados; como o consumo de luz está relacionado ao consumo de água; o que é consumo responsável de energia elétrica em casa e na escola e como cada um pode colaborar para economizar água, energia elétrica e os recursos gastos nas contas. c) O orientador propõe uma campanha a favor da economia de energia e de água. d) Cabe aos alunos convencer as suas famílias a entrarem em um concurso, no segundo bimes- tre, para economia de energia e de água. e) Com os interessados, a escola organiza o processo, com fichas por família, onde o aluno ano- te o consumo e o gasto dos meses do ano anterior. f ) Durante o prazo do concurso, a cada mês os alunos atualizarão as fichas, trazendo suas contas de água e de energia elétrica. g) Curso com as famílias, com premiação da família que conseguir reduzir mais seus gastos. 21
  • 22. 5) OFICINA DE ARTES Público: Crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio Objetivo: Apoiar a conquista da compreensão, pelos participantes, da importância da água como recurso imprescindível à vida e do papel de cada um e da sociedade na proteção desse recurso para o tempo presente e para as futuras gerações Desenvolvimento: a) O educador orientará, inicialmente, pesquisa sobre a importância da água nas áreas indus- trial, agrícola, recreação, lazer e uso doméstico. b) Trabalhará, em oficinas, a construção de maquetes, trabalho de modelagem, desenho e pin- tura a partir do material pesquisado pelos participantes. 6) OFICINA DE MAPA DA MICROBACIA HIDROGRÁFICA LOCAL Público: Crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio Objetivos: Conhecer a microbacia local, a sua ocupação pelos agrupamentos humanos visan- do a compreensão das oportunidades e riscos dessa ocupação Materiais necessários: Cartolina, caneta hidrográfica, papelão, tinta,cola,tesoura Mapa da microbacia local com a estrutura hídrica** Desenvolvimento: a) O educador deverá apresentar, de forma dialogada, o mapa da microbacia ilustrado com a estrutura hídrica. b) O educador propõe a confecção do molde da microbacia local e ajuda o grupo a se organizar c) O grupo vai utilizar o molde de contorno da microbacia sobre a cartolina e: 1) Desenhar no molde a estrutura hídrica da microbacia; 2) Montar uma legenda com todas as edificações que pertencem à microbacia; 3)Montar a caracterização física local. d) A seguir o educador deverá orientar a reflexão do grupo sobre planejamento urbano regio- nal baseado no desenvolvimento sustentável. e) A partir da discussão, o grupo será convidado a fazer um exercício de replanejamento da ocupação urbana em bases sustentáveis. ** Os mapas das microbacias encontram-se no endereço eletrônico: http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/meio_ambiente/umapaz/cad_aguas.asp 22
  • 23. 7) GINCANA Público: Crianças e adolescentes do ensino fundamental, médio e adultos Objetivos: Resgatar o conhecimento dos participantes sobre os recursos hidrográficos, propi- ciar a reflexão, troca de informações e aquisição de novos conhecimentos sobre a água Desenvolvimento: a) O educador prepara a gincana, com um elenco de perguntas e atividades sobre o tema água e atribuindo pontuação a cada questão. O educador deve ter a preocupação em inserir ques- tões ou atividades que sejam cooperativas entre as equipes. b) O educador ajuda a formar equipes de 4 a 6 participantes e propõe as questões e tarefas sobre o tema água. c) Cada equipe escolhe um nome, cria um lema relacionado com o tema água, expresso em forma de um verso musical. d) Os participantes deverão responder as perguntas e executar tarefas sobre o tema água. e) Além das comemorações com os resultados, os grupos devem ser convidados a fazer refle- xões sobre os achados, as respostas que encontraram no desenvolvimento da gincana. Algumas sugestões para as questões a serem apresentadas aos participantes da gincana: •Apresentar contas de água do mesmo mês, pontuando as de menor consumo per capita (di- visão do total de consumo pelo número de pessoas do domicílio). •Pesquisar quais os passos para a água chegar em nossas casas, desde a captação da água na nascente até o momento em que se abre a torneira. •Fazer uma lista dos verbos que podem ser empregados para água ou que indiquem sua utili- dade. Cada verbo ganha um ponto. Ex.: beber, lavar, refrescar, apagar fogo. •Elencar uma lista de atitudes que respondam a pergunta: O que eu posso fazer para economi- zar água? •Fazer desenho que mostre o percurso da água desde que é captada na natureza até chegar em nossa casa. •Fazer um desenho sobre a relação da água com a energia elétrica. •Responder questões de múltipla escolha, como por exemplo: -Qual a porcentagem de água no corpo humano? a) 5% b) 7,5% c) 75% d) 30% -Quantos litros de água são recomendados beber por dia? b) 1L b) 2L c) 3L d) 5L 23
  • 24. 8) TRABALHO COM MÚSICA Público: Jovens, adultos e idosos Objetivo: Refletir sobre a água, suas visões, seus usos, a partir de letras de músicas Letras que podem ser encontradas na Internet Nome da música Autor/intérprete Água Djavan Águas de Março Tom Jobim Água também é mar Marisa Monte Asa Branca Luiz Gonzaga Azul da Cor do Mar Tim Maia Chove Chuva Pedro Zaniolo/Jorge Ben Planeta Água Guilherme Arantes Salve esse rio (Tietê) Nei&Nando Sobradinho Sá Rodrigues e Guabira “SOBRADINHO” dos compositores Sá Rodrigues e Guarabira O homem chega e já desfaz a natureza Tira a gente põe represa, diz que tudo vai mudar O São Francisco lá pra cima da Bahia Diz que dia menos dia vai subir bem devagar E passo a passo vai cumprindo a profecia Do beato que dizia que o sertão ia alagar O sertão vai virar mar Dá no coração O medo que algum dia O mar também vire sertão Vai virar mar Dá no coração O medo que algum dia O mar também vire sertão Adeus Remanso, Casa Nova, Sento-sé Adeus Pilão Arcado vem o rio te engolir Debaixo d’água lá se vai a vida inteira Por cima da cachoeira o Gaiola vai sumir Vai ter barragem no salto do Sobradinho E o povo vai se embora com medo de se afogar O sertão vai virar mar Dá no coração O medo que algum dia O mar também vire sertão Vai virar mar Dá no coração O medo que algum dia O mar também vire sertão” 24
  • 25. Materiais: Aparelho para reprodução de CD Gravação em CD Letra da música multiplicada para todos os participantes Material ilustrativo de suporte para a exposição sobre a geração de energia elétrica através da construção de barragem e instalação de hidroelétricas e suas implicações socioambientais Desenvolvimento: a) Executar a música. b) Entregar cópias da letra para cada participante e tocar a música novamente. c) Propor a discussão inicial sobre as percepções dos participantes. Identificar temas de interesse. d) Fazer exposição sobre a geração de energia elétrica através da construção de barragem e instalação de hidroelétricas, implicações ambientais para a região e seus habitantes ou propor que o grupo pesquise sobre o tema. e) Constituir grupos de reflexão sobre temas de interesse, como: - A água como origem da vida, ações do homem em relação ao meio ambiente. - A proposta de transposição do rio São Francisco. - As alterações climáticas relacionadas às catástrofes atuais: seca na região do Amazonas, Tsu- nami, furacão de Nova Orleans. 9) CONFECÇÃO DE TERRÁRIO Público: Todas as idades Objetivo: Demonstrar o perfil de solo e o ciclo da água relacionado à vida, por meio da cons- trução e observação de um ecossistema fechado Materiais necessários: Recipiente de vidro, de boca larga, com tampa (vidro de maionese, pal- mito, azeitona ou vidro para aquário). Caso o vidro não tenha tampa, utilizar plástico magipack para vedar Pedras pequenas, areia de construção, mistura (1/3 de terra, 1/3 de areia, 1/3 de composto or- gânico, húmus de minhoca ou terra vegetal), pequenas mudas de plantas (suculentas ou tro- picais), água O material pode ser adquirido em viveiros, lojas de artigos de jardinagens ou de materiais de construção Desenvolvimento: Observação: Os participantes podem fazer um único terrário ou terrários individuais, porém é preciso que se encontrem periodicamente para acompanhamento e avaliação do desenvolvi- mento dos ecossistemas. 25
  • 26. a) O educador deve seguir o seguinte esquema: muda de plantas mistura (terra de jardim+terra preta) areia pedra b) O material deve ser colocado na seguinte ordem: - 4ª camada - muda de plantas - 3ª camada - mistura - 2ª camada - areia - 1ª camada - pedra c) Regar jogando água devagar e delicadamente, pelas paredes do recipiente, de forma que a água não ultrapasse o nível das pedrinhas. d) Vedar a abertura do recipiente mantendo-o fechado por aproximadamente 3 meses. e) Após este período observar se as plantas estão precisando de água. Se necessário, regar novamente. f ) O educador pode aproveitar o processo de trabalho de construção e observação do terráreo para abordar com o grupo: - Ciclo da água - Como se processa a vida - Diferentes tipos de solo: arenosos, argilosos e humosos 10) OFICINA INTERGERACIONAL DE MEMÓRIA: A MEMÓRIA DOS RECURSOS HíDRICOS DA CI- DADE DE SÃO PAULO Público: Crianças, adolescentes e adultos Objetivo: Contribuir para a compreensão dos efeitos das atividades humanas no meio am- biente, a partir do encontro de crianças, adolescentes e adultos com idosos, compartilhando a história dos recursos hídricos da cidade de São Paulo, as formas de utilização da água, o proces- so de ocupação urbana e mudanças do microclima, de forma a recuperar parte da identidade da cidade e dos próprios idosos 26
  • 27. Materiais: Fotos antigas, documentos, recortes de jornais e revistas, papel Kraft, cola, tesoura, canetas hidrográficas Desenvolvimento: a) Educadores ou facilitadores solicitam aos alunos ou integrantes do grupo que verifiquem com seus avós, tios ou conhecidos, quais deles viveram em São Paulo em épocas anteriores e conheceram como eram os rios e córregos da cidade. b) Fazer os convites para que eles venham a um encontro, trazendo, se possível, fotos antigas, documentos ou recortes de jornais e revistas. c) Promover um ambiente propício para que os convidados contem a história ou as histórias das águas na cidade de São Paulo. d) Construir em conjunto com o grupo uma linha do tempo que demonstre a evolução da so- ciedade relacionada à tecnologia do manejo e utilização da água. e) Trabalhar com o grupo o processo de ocupação da cidade e a perda da cobertura vegetal, relacionando os dados com as mudanças climáticas. f) Após os depoimentos o educador ou facilitador pode apresentar ao grupo o mapa dos recursos hídricos do município e, em conjunto, localizar os rios de sua região resgatando a configuração ini- cial das águas no espaço da cidade e em seguida construir um painel com o material coletado. Muitos outros desdobramentos podem surgir dessa atividade, como gincanas para a constru- ção da linha do tempo ilustrada, mapas de épocas diferentes, resgate do olhar das diferentes colônias, verificando a relação de outros povos com os recursos hídricos, a água na história da humanidade, as atividades econômicas, propiciando, enfim, o envolvimento de várias discipli- nas, de modo transversal. 11) ATIVIDADE DE ESTUDO DO MEIO EM PARQUES PÚBLICOS COM ESPELHO D’ÁGUA (CÓRREGOS E LAGOAS) Público: Todas as idades Objetivo: Proporcionar vivências e elementos valiosos para reflexão, construção de uma nova consciência e busca de soluções, tendo como perspectiva o desenvolvimento sustentável. O estudo do meio consiste em abordar os diversos aspectos naturais, socioeconômicos e cultu- rais de forma conjunta, possibilitando uma visão completa e integradora da realidade. Locais: Parques de São Paulo. Veja alguns parques adequados para a atividade, conforme lista no final. 27
  • 28. Desenvolvimento: a) O educador ou facilitador deve oferecer subsídios ao grupo para a realização do estudo do meio e o que as pessoas podem observar e registrar, lembrando: o significado de um parque na Cidade, melhoria do microclima do entorno; importância da mata ciliar na preservação dos corpos d’água; poluição da água, lançamento de esgotos clandestinos e lixo; propriedades físi- cas, químicas e biológicas da água, importância da preservação das nascentes e corpos d’água; consumo consciente. b) As pessoas serão convidadas a fazer o estudo do meio, isto é, a atividade em campo, obser- vando e registrando as informações. c) Com as observações e registros o grupo poderá trabalhar um diagnóstico socioambiental, por meio de desenhos, produção de maquetes, colagem, textos, teatro, música ou outras for- mas de manifestação. d) Os produtos do grupo ou dos participantes do grupo serão discutidos com o compartilha- mento das opiniões sobre as riquezas e os riscos socioambientais presentes. e) Na fase seguinte o grupo fará um prognóstico da situação provável e da situação desejada, também por meio de diferentes formas de manifestação. f ) Os resultados poderão compor uma mostra na escola ou centro comunitário, onde sejam programadas rodas de conversa e palestras sobre as questões abordadas envolvendo outras classes e grupos da comunidade. Conheça os parques próximos de sua escola ou residência consultando a página http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/meio_ambiente -100 parques. 28