Caatinga
Caatinga (do tupi: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca) é o único bioma exclusivamente brasileiro, o
que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar
do planeta.

Este nome decorre da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação durante o período seco: a maioria
das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados e secos.
Localização
A caatinga ocupa uma área de cerca de 844.453
quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território
nacional. Engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará,
Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte,
Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais.
Clima
O clima é semi-árido, com
temperaturas médias anuais
compreendidas entre 27ºC e 29ºC
e com médias pluviométricas
inferiores aos 800 mm. A rigidez
climática das caatingas é
conferida principalmente pela
irregularidade na distribuição
destas chuvas no tempo e no
espaço. A paisagem mais comum
da Caatinga é a que ela apresenta
durante a seca. Na estação seca a
temperatura do solo pode chegar
até 60°C.
Massas de ar
A caatinga Sofre a influencia de duas massa de ar (Mta)
e a (Mec).A Massa tropical ao penetrar o continente na
altura do nordeste, provoca as chuvas orográficas.

 Massa equatorial continental (mEc) –É uma massa
quente e úmida. Localiza-se na porção noroeste da
Amazônia, fica praticamente todo o ano. É a única
continental (que se localiza acima dos continentes).
 Massa Tropical atlântica (mTa) – Quente e úmida,
originária do oceano Atlântico nas imediações do trópico
de Capricórnio ( que passa pela cidade de São Paulo),
tem uma enorme influência sobre a parte litorânea do
Brasil (do nordeste até o sul).
 Localização: Alagoas, Pernambuco,
Paraíba e Rio Grande do Norte.

Planalto de Borborema

 Por sua localização, atua como uma barreira para os
ventos úmidos que vêm do oceano Atlântico.
 A altitude varia de 150 a 650 m, com picos de
650 a 1.000 m.

 precipitação média anual varia de 400 a 650 mm
podendo ser mais alta nas encostas onde se
formam as matas de altitude.
Chuva Orográficas
A chuva orográfica, ou chuva de
relevo, ocorre quando uma massa de
ar carregada de umidade sobe ao
encontrar uma elevação do relevo,
como uma montanha. O ar mais
quente (mais leve e, geralmente,
mais úmido) é empurrado para cima.
Ocorre a condensação do vapor,
provocando chuva. Quando a massa
é forçada a ascender, precipita a
barlavento, em muitos casos não
precipita do outro lado, a sotavento.
Estas chuvas acontece com
frequência onde o releve é elevado.
Na chapada da Diamantina e no
Planalto de Borborema é fácil
observar este fenômeno.
Depressão Sertaneja
A paisagem da Depressão Sertaneja é típica da região semiárida do Nordeste. Apresenta-se em pedi plano com
relevo monótono, suave-ondulado, com vales estreitos e vertentes dissecadas. As altitudes variam de 20 a 500 m.
Possui ainda elevações residuais com altitudes de 500 a 800 m.
 depressão Sertaneja
 Depressão Sertaneja
Setentrional.
Meridional.
Ecorregião da Depressão Sertaneja Meridional
 Ocupa a maior parte do centro e sul do
bioma.

 373.900 km2.
 A depressão Sertaneja Meridional apresenta a paisagem
mais típica do semiárido nordestino: extensas planícies
baixas, de relevo predominante suave-ondulado, com
elevações residuais disseminadas na paisagem.
 O clima da ecorregião é predominantemente quente e semiárido, com
dois períodos chuvosos distintos principais - de outubro a abril nas áreas
de sertão e de janeiro a junho nas áreas de agreste. A precipitação média
anual varia de 500 a 800 mm, sendo que nas áreas mais altas do sul da
ecorregião pode ultrapassar 1.000 mm/ano.
Ecorregião da Depressão Sertaneja Meridional
Estado de Conservação Estimado
O estado de conservação da ecorregião é muito variado. Em geral, a maior parte da
ecorregião onde o relevo é de depressão está muito degradada, enquanto que as serras ao
sul (antes de Minas Gerais) estão mais preservadas. As regiões a leste e oeste da Chapada
Diamantina estão muito degradadas, principalmente por pecuária, agricultura de irrigação
(ao longo do rio São Francisco) e produção de carvão.
Tipos de Vegetação
Caatinga arbustiva a arbórea, de porte mais alto que a da Depressão Setentrional. Nas
áreas de afloramentos de calcário bambuí (Irecê, Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da
Vitória, Janaúba, Iuiu).
Depressão Sertaneja Setentrional
 Ocupa a maior parte
do centro e sul do
bioma.
 206.700 km2.

 Caatinga arbustiva a arbórea,
sobre solos de origem cristalina.
 precipitação média anual
varia de 500 a 800 mm.

 altitude varia de 100 a 500
m, com algumas áreas de
500 a 800 m contendo picos
acima de 800 m.

 A precipitação é mais concentrada que na Depressão Sertaneja Meridional, podendo chegar a 10 meses secos. A
ecorregião compreende a área mais seca da caatinga, o Cariri Paraibano, cuja pluviosidade é reduzida devido à
barreira geográfica do Planalto da Borborema, e contém também áreas em processo de desertificação (Seridó e
a área em torno de Irauçuba, no Ceará, e Cabaceiras e São João do Cariri na Paraíba).
Desmatamento na catinga
degradação ambiental generalizada na Caatinga tem
origem no desmatamento, que ocorre de forma
pulverizada. Isto se deve ao fato de que o vetor mais
importante do desmatamento é a exploração
predatória para satisfazer demandas por carvão
vegetal e lenha para fins energéticos. Os insumos
energéticos provenientes da vegetação natural
atendem às necessidades domésticas e industriais,
sobretudo para satisfação das demandas dos polos de
produção de gesso, cal, cerâmica e ferro-gusa.
Segundo os dados do Projeto de Monitoramento do
Desmatamento nos Biomas Brasileiros, realizado pelo
Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis, entre 2002 e 2008 foram perdidos mais de
16 mil km² de áreas nativas, o equivalente a 2% da
superfície total do Bioma.
Principais bacias hidrográficas da Caatinga
 Bacia do São Francisco
A bacia hidrográfica do rio São Francisco tem grande importância para o
país não apenas pelo volume de água transportado em uma região semiárida, mas, também, pelo potencial hídrico passível de aproveitamento e
por sua contribuição histórica e econômica para a região.
A Bacia Hidrográfica do rio São Francisco abrange 639.219 km2 de área de
drenagem (7,5% do país) e vazão média de 2.850 m3/s (2% do total do
país). O rio São Francisco tem 2.700 km de extensão e nasce na Serra da
Canastra em Minas Gerais, escoando no sentido sul-norte pela Bahia e
Pernambuco, quando altera seu curso para este, chegando ao Oceano
Atlântico através da divisa entre Alagoas e Sergipe.

A Bacia possui sete unidades da federação - Bahia (48,2%), Minas Gerais
(36,8%), Pernambuco (10,9%), Alagoas (2,2%), Sergipe (1,2%), Goiás
(0,5%), e Distrito Federal (0,2%) - e 504 municípios (cerca de 9% do total
de municípios do país).
 Bacia do Parnaíba

Principais bacias hidrográficas da Caatinga

A Bacia do rio Parnaíba consiste no conjunto de todos os recursos hídricos convergindo para a área banhada
pelo rio Parnaíba e seus afluentes. Esta é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro. Tal
conjunto estende-se pelos estados do Piauí, Maranhão e trechos do estado do Ceará, e seu bioma varia da
Caatinga, passando a Floresta Tropical, terminando na área de Vegetação Litorânea.
Reservas ecológicas e parques de preservação
Atualmente existem pouco mais de cinquenta unidades de conservação dispersas na Caatinga. Na
tabela abaixo estão listadas as categorias das unidades de preservação do Bioma.
Reservas ecológicas e parques de preservação
Parque Nacional de Sete Cidades (PI)
Situado a nordeste do estado do Piauí, nos municípios de Piracuruca e
Brasileira (oficialmente em Piracuruca), o Parque Nacional das Sete
Cidades possui uma área de 6.221,48 ha com um perímetro de 36 Km.
O Parque foi criado com o objetivo de preservar ecossistemas naturais de
grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de
pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação,
interpretação ambiental, turismo ecológico e recreação em contato com a
natureza.
A maior parte da flora encontrada no parque é típica de cerrado, com
espécies como murici, cascudo, lixeira, bacuri, pequi e pau-terra, avistadas
com facilidade. Nas manchas de caatinga encontram-se juazeiros,
juremas, aroeiras e cactos, como o xique-xique e a coroa-de-frade.
Há manchas de matas ao longo do curso dos rios e das nascentes, onde são comuns o pau-d`arco e a
embaúba. Nessas áreas crescem ninféias, plantas aquáticas que vivem nos espelhos d`água das piscinas
e lagos naturais e que dão um toque especial à paisagem.
Reservas ecológicas e parques de preservação
Há manchas de matas ao longo do curso dos rios e das
nascentes, onde são comuns o pau-d`arco e a
embaúba. Nessas áreas crescem ninféias, plantas
aquáticas que vivem nos espelhos d`água das piscinas
e lagos naturais e que dão um toque especial à
paisagem.
Reservas ecológicas e parques de preservação
- Parque Nacional Serra da Capivara (PI)
A criação do Parque Nacional Serra Capivara teve múltiplas motivações ligadas à preservação de um
meio ambiente específico e de um dos mais importantes patrimônios culturais pré-históricos. As características
que mais pesaram na decisão da criação do Parque Nacional são de natureza diversa.
Ambientais - área semiárida, fronteiriça entre
duas grandes formações geológicas - a bacia
sedimentar Maranhão-Piauí e a depressão
periférica do rio São Francisco - com paisagens
variadas nas serras, vales e planície, com
vegetação de caatinga ( o Parque Nacional
Serra da Capivara é o único Parque Nacional
situado no domínio morfoclimático das
caatingas).
- culturais - na unidade acha-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com
pinturas e gravuras rupestres, nos quais se encontram vestígios extremamente antigos da presença do
homem (100.000 anos antes do presente).
Reservas ecológicas e parques de preservação
RPPN Pedra do Cachorro (PE)
A Reserva Particular do Patrimônio Natural Pedra do Cachorro é uma área de preservação da natureza
em propriedade privada. A reserva tem por objetivo proteger os recursos ambientais representativos
da região. Ela é administrada pelo seu proprietário, Guaraci Cardoso.
Pedra do Cachorro é um dos pontos mais altos do Estado de Pernambuco, está localizada no município
de São Caetano a 153 km da capital Recife.
Reservas ecológicas e parques de preservação
- Estação Ecológica Raso da Catarina (BA)
A estação ecológica do Raso da Catarina é uma estação
ecológica brasileira, localizada entre o rio São Francisco
e o rio Vaza-Barris, na região mais seca do estado da
Bahia, com pluviosidade que varia entre 300 e 600 mm
por ano. Administrada pelo IBAMA, está a 60 km de
Paulo Afonso, em lugar de difícil acesso. Ocupa uma
área de 105.282,00 hectares em uma zona de transição
entre o clima árido e semiárido. A vegetação é composta
por caatinga arbustiva. É uma região cheia de história:
foi palco da Guerra de Canudos e, devido à dificuldade
de acesso, era esconderijo de cangaceiros.
Reservas ecológicas e parques de preservação
O objetivo desta estação é proteger o ecossistema e permitir
o desenvolvimento de pesquisas científicas da fauna e da
flora nela existentes. É o lar da arara-azul-de-lear, animal
ameaçado de extinção. É administrada pelo Instituto Chico
Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O
acesso é restrito a finalidades educacionais e científicas.
Depende de autorização prévia.
Tipos de Vegetação
Caatinga de areia, predominantemente arbustiva, muito
densa e menos espinhosa que a caatinga de solos cristalinos.
As altitudes variam de 400 a 600 m.
Reservas ecológicas e parques de preservação
Parque Nacional do Catimbau (PE)
O Parque abrange os municípios de Buíque (PE), Ibimirim
(PE), Sertânia (PE) e Tupanatinga (PE). Existem grandes
atrações no Parque Nacional do Catimbau, dentre elas
destacam-se a abundância de inscrições rupestres e a grande
beleza cênica dos paredões de arenito e das formações
rochosas esculpidas pela ação erosiva do vento.
Considerada Área de Extrema Importância Biológica, a
unidade apresenta também registros de pinturas
rupestres e artefatos da ocupação pré-histórica datados de
pelo menos 6 000 anos. Os pesquisadores acharam
30 sítios arqueológicos no Vale do Catimbau. Com isso, o
Catimbau é considerado o segundo maior parque
arqueológico do Brasil.
ÁREA: 62.294,14 hectares
Reservas ecológicas e parques de preservação
Considerada Área de Extrema Importância Biológica, a unidade apresenta também registros de pinturas
rupestres e artefatos da ocupação pré-histórica datados de pelo menos 6 000 anos. Os pesquisadores acharam
30 sítios arqueológicos no Vale do Catimbau. Com isso, o Catimbau é considerado o segundo maior parque
arqueológico do Brasil.
Reservas ecológicas e parques de preservação
- Estação Ecológica do Seridó (RN)
O Seridó apresenta um tipo peculiar de caatinga, seca e esparsa,
com arbustos e árvores de até 2 m de altura isolados. O estrato
mais baixo é formado por pereira e catingueira, enquanto o
estrato mais alto apresenta raras umburanas. Devido à aridez da
região a fauna é pobre em espécies e em quantidade, tendo os
insetos como grupo de maior representatividade.
O clima é muito quente e semiárido, tipo estepe, com forte
insolação e baixa nebulosidade. A temperatura varia de 20 a 32
graus, com precipitação anual média de 497 mm. A região do
Seridó é a mais seca de todas as regiões do semiárido.
Localização: Rio Grande do Norte
Flora

Flora -A vegetação da caatinga é adaptada às condições de aridez (xerófila). - Arbustos: aroeira, angico e
juazeiro
- Bromélias: caroá
- Cactos: mandacaru, xique-xique do sertão são algumas das espécies. registradas até o momento cerca
de 1000 , estimando-se que haja um total de 2000 a 3000 plantas.
Flora
Palma ou Palmatória – cactos mais baixo, arbustivo, possui seu caule
mais arredondado e chato. Preferido para a alimentação do gado e de
fácil adaptação para o plantio.
Flora
Pinhão Brabo,arbusto parecido com um pé de café
com flores vermelhas, seu caule é poderoso no
combate a picadas de cobra.

Jatropha mollissima
Flora
Xique-Xique – Cacto mediano, mais alto que a palmatória, menor que um faxeiro ou mandacaru,
possui espinhos grandes e bem pontiagudos. É apreciado como alimento pelos bodes e utilizado
pelos beija-flores como base para seu ninho

Xiquexique (Pilosocereus gounellei)
Fauna

o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de
peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente
dos recursos do bioma para sobreviver.
Dados do Instituto Chico Mendes apontam que existem mais de 60 espécies
em extinção na caatinga. Confira alguns exemplos.
Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus lear)
Até o ano de 2008 encontrava-se na categoria criticamente ameaçada,
sendo incluída no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio
Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de
Extinção (CITES) e na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira
Ameaçada de Extinção (MMA 2003). Após a verificação de que sua
população havia alcançado o número de 960 indivíduos, foi considerada
como espécie “Em Perigo” de acordo com os critérios do CITES. O
principal motivo para o declínio da espécie foi o tráfico ilegal dessas aves
para criadouros particulares no Brasil e exterior e a destruição do seu
habitat, afetando principalmente as áreas de alimentação.
Gato Maracajá

Bicho Preguiça

Fauna

Este belo animal entrou em extinção devido a caça que sofria,
pois sua pele era usada para confecção de casacos.
Além de ser caçado devido a sua pele, o gato maracajá também
era caçado por traficantes de animais silvestres. E seu habitat
está sendo destruído, prejudicando a reprodução da espécie..

Tangara(Antilophia bokermanni)

gato-maracajá (Leopardus wiedii)

É o tangara mais ameaçado de extinção
do planeta.
A espécie habita as matas ciliares, que
hoje em dia, são praticamente restritas às
nascentes dos córregos situadas entre 300
e 600 m de altitude.
Arquitetura vernacular
Na caatinga os pequenos agricultores
constroem suas casas com os recursos
disponíveis em cada época. Tradicionalmente,
eles utilizam barro para o reboco e varas para
sustentação. Essa é a famosa casa de Taipa,
aquela onde a maior parte do material foi
obtido no local da construção. Esta casa foi
construída para um filho do casal que estava
para casar com uma moça da comunidade.
Pode-se observar que foi colocado um ponto
para energia elétrica, contudo esta este sonho é
mais difícil de ser realizado.
Bibliografia
http://www.cnip.org.br/bdpn/ficha.php?cookieBD=cnip7&t
axon=2401
http://www.plantasdonordeste.org/Livro/setentrional.htm

http://www.icmbio.gov.br/portal/o-quefazemos/visitacao/ucs-abertas-a-visitacao/732parque-nacional-do-catimbau.html

http://www.vivaterra.org.br/caatinga.htm

http://mapas.icmbio.gov.br

http://www.mma.gov.br/
http://fatosefotosdacaatinga.blogspot.com.br/2007/05/casa
-dos-sonhos-na-caatinga.html
http://www.fumdham.org.br/parque.asp
http://www.icmbio.gov.br/portal/o-quefazemos/visitacao/ucs-abertas-a-visitacao/208-parquenacional-das-sete-cidades.html
http://www.infoescola.com/hidrografia/bacia-doparnaiba/

Caatinga

  • 1.
  • 2.
    Caatinga (do tupi:caa (mata) + tinga (branca) = mata branca) é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Este nome decorre da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação durante o período seco: a maioria das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados e secos.
  • 3.
    Localização A caatinga ocupauma área de cerca de 844.453 quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional. Engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais.
  • 5.
    Clima O clima ésemi-árido, com temperaturas médias anuais compreendidas entre 27ºC e 29ºC e com médias pluviométricas inferiores aos 800 mm. A rigidez climática das caatingas é conferida principalmente pela irregularidade na distribuição destas chuvas no tempo e no espaço. A paisagem mais comum da Caatinga é a que ela apresenta durante a seca. Na estação seca a temperatura do solo pode chegar até 60°C.
  • 6.
    Massas de ar Acaatinga Sofre a influencia de duas massa de ar (Mta) e a (Mec).A Massa tropical ao penetrar o continente na altura do nordeste, provoca as chuvas orográficas.  Massa equatorial continental (mEc) –É uma massa quente e úmida. Localiza-se na porção noroeste da Amazônia, fica praticamente todo o ano. É a única continental (que se localiza acima dos continentes).  Massa Tropical atlântica (mTa) – Quente e úmida, originária do oceano Atlântico nas imediações do trópico de Capricórnio ( que passa pela cidade de São Paulo), tem uma enorme influência sobre a parte litorânea do Brasil (do nordeste até o sul).
  • 7.
     Localização: Alagoas,Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Planalto de Borborema  Por sua localização, atua como uma barreira para os ventos úmidos que vêm do oceano Atlântico.  A altitude varia de 150 a 650 m, com picos de 650 a 1.000 m.  precipitação média anual varia de 400 a 650 mm podendo ser mais alta nas encostas onde se formam as matas de altitude.
  • 8.
    Chuva Orográficas A chuvaorográfica, ou chuva de relevo, ocorre quando uma massa de ar carregada de umidade sobe ao encontrar uma elevação do relevo, como uma montanha. O ar mais quente (mais leve e, geralmente, mais úmido) é empurrado para cima. Ocorre a condensação do vapor, provocando chuva. Quando a massa é forçada a ascender, precipita a barlavento, em muitos casos não precipita do outro lado, a sotavento. Estas chuvas acontece com frequência onde o releve é elevado. Na chapada da Diamantina e no Planalto de Borborema é fácil observar este fenômeno.
  • 9.
    Depressão Sertaneja A paisagemda Depressão Sertaneja é típica da região semiárida do Nordeste. Apresenta-se em pedi plano com relevo monótono, suave-ondulado, com vales estreitos e vertentes dissecadas. As altitudes variam de 20 a 500 m. Possui ainda elevações residuais com altitudes de 500 a 800 m.  depressão Sertaneja  Depressão Sertaneja Setentrional. Meridional.
  • 10.
    Ecorregião da DepressãoSertaneja Meridional  Ocupa a maior parte do centro e sul do bioma.  373.900 km2.  A depressão Sertaneja Meridional apresenta a paisagem mais típica do semiárido nordestino: extensas planícies baixas, de relevo predominante suave-ondulado, com elevações residuais disseminadas na paisagem.  O clima da ecorregião é predominantemente quente e semiárido, com dois períodos chuvosos distintos principais - de outubro a abril nas áreas de sertão e de janeiro a junho nas áreas de agreste. A precipitação média anual varia de 500 a 800 mm, sendo que nas áreas mais altas do sul da ecorregião pode ultrapassar 1.000 mm/ano.
  • 11.
    Ecorregião da DepressãoSertaneja Meridional Estado de Conservação Estimado O estado de conservação da ecorregião é muito variado. Em geral, a maior parte da ecorregião onde o relevo é de depressão está muito degradada, enquanto que as serras ao sul (antes de Minas Gerais) estão mais preservadas. As regiões a leste e oeste da Chapada Diamantina estão muito degradadas, principalmente por pecuária, agricultura de irrigação (ao longo do rio São Francisco) e produção de carvão. Tipos de Vegetação Caatinga arbustiva a arbórea, de porte mais alto que a da Depressão Setentrional. Nas áreas de afloramentos de calcário bambuí (Irecê, Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, Janaúba, Iuiu).
  • 12.
    Depressão Sertaneja Setentrional Ocupa a maior parte do centro e sul do bioma.  206.700 km2.  Caatinga arbustiva a arbórea, sobre solos de origem cristalina.  precipitação média anual varia de 500 a 800 mm.  altitude varia de 100 a 500 m, com algumas áreas de 500 a 800 m contendo picos acima de 800 m.  A precipitação é mais concentrada que na Depressão Sertaneja Meridional, podendo chegar a 10 meses secos. A ecorregião compreende a área mais seca da caatinga, o Cariri Paraibano, cuja pluviosidade é reduzida devido à barreira geográfica do Planalto da Borborema, e contém também áreas em processo de desertificação (Seridó e a área em torno de Irauçuba, no Ceará, e Cabaceiras e São João do Cariri na Paraíba).
  • 13.
    Desmatamento na catinga degradaçãoambiental generalizada na Caatinga tem origem no desmatamento, que ocorre de forma pulverizada. Isto se deve ao fato de que o vetor mais importante do desmatamento é a exploração predatória para satisfazer demandas por carvão vegetal e lenha para fins energéticos. Os insumos energéticos provenientes da vegetação natural atendem às necessidades domésticas e industriais, sobretudo para satisfação das demandas dos polos de produção de gesso, cal, cerâmica e ferro-gusa. Segundo os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros, realizado pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, entre 2002 e 2008 foram perdidos mais de 16 mil km² de áreas nativas, o equivalente a 2% da superfície total do Bioma.
  • 14.
    Principais bacias hidrográficasda Caatinga  Bacia do São Francisco A bacia hidrográfica do rio São Francisco tem grande importância para o país não apenas pelo volume de água transportado em uma região semiárida, mas, também, pelo potencial hídrico passível de aproveitamento e por sua contribuição histórica e econômica para a região. A Bacia Hidrográfica do rio São Francisco abrange 639.219 km2 de área de drenagem (7,5% do país) e vazão média de 2.850 m3/s (2% do total do país). O rio São Francisco tem 2.700 km de extensão e nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais, escoando no sentido sul-norte pela Bahia e Pernambuco, quando altera seu curso para este, chegando ao Oceano Atlântico através da divisa entre Alagoas e Sergipe. A Bacia possui sete unidades da federação - Bahia (48,2%), Minas Gerais (36,8%), Pernambuco (10,9%), Alagoas (2,2%), Sergipe (1,2%), Goiás (0,5%), e Distrito Federal (0,2%) - e 504 municípios (cerca de 9% do total de municípios do país).
  • 15.
     Bacia doParnaíba Principais bacias hidrográficas da Caatinga A Bacia do rio Parnaíba consiste no conjunto de todos os recursos hídricos convergindo para a área banhada pelo rio Parnaíba e seus afluentes. Esta é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro. Tal conjunto estende-se pelos estados do Piauí, Maranhão e trechos do estado do Ceará, e seu bioma varia da Caatinga, passando a Floresta Tropical, terminando na área de Vegetação Litorânea.
  • 16.
    Reservas ecológicas eparques de preservação Atualmente existem pouco mais de cinquenta unidades de conservação dispersas na Caatinga. Na tabela abaixo estão listadas as categorias das unidades de preservação do Bioma.
  • 17.
    Reservas ecológicas eparques de preservação Parque Nacional de Sete Cidades (PI) Situado a nordeste do estado do Piauí, nos municípios de Piracuruca e Brasileira (oficialmente em Piracuruca), o Parque Nacional das Sete Cidades possui uma área de 6.221,48 ha com um perímetro de 36 Km. O Parque foi criado com o objetivo de preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação, interpretação ambiental, turismo ecológico e recreação em contato com a natureza. A maior parte da flora encontrada no parque é típica de cerrado, com espécies como murici, cascudo, lixeira, bacuri, pequi e pau-terra, avistadas com facilidade. Nas manchas de caatinga encontram-se juazeiros, juremas, aroeiras e cactos, como o xique-xique e a coroa-de-frade. Há manchas de matas ao longo do curso dos rios e das nascentes, onde são comuns o pau-d`arco e a embaúba. Nessas áreas crescem ninféias, plantas aquáticas que vivem nos espelhos d`água das piscinas e lagos naturais e que dão um toque especial à paisagem.
  • 18.
    Reservas ecológicas eparques de preservação Há manchas de matas ao longo do curso dos rios e das nascentes, onde são comuns o pau-d`arco e a embaúba. Nessas áreas crescem ninféias, plantas aquáticas que vivem nos espelhos d`água das piscinas e lagos naturais e que dão um toque especial à paisagem.
  • 19.
    Reservas ecológicas eparques de preservação - Parque Nacional Serra da Capivara (PI) A criação do Parque Nacional Serra Capivara teve múltiplas motivações ligadas à preservação de um meio ambiente específico e de um dos mais importantes patrimônios culturais pré-históricos. As características que mais pesaram na decisão da criação do Parque Nacional são de natureza diversa. Ambientais - área semiárida, fronteiriça entre duas grandes formações geológicas - a bacia sedimentar Maranhão-Piauí e a depressão periférica do rio São Francisco - com paisagens variadas nas serras, vales e planície, com vegetação de caatinga ( o Parque Nacional Serra da Capivara é o único Parque Nacional situado no domínio morfoclimático das caatingas).
  • 20.
    - culturais -na unidade acha-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres, nos quais se encontram vestígios extremamente antigos da presença do homem (100.000 anos antes do presente).
  • 21.
    Reservas ecológicas eparques de preservação RPPN Pedra do Cachorro (PE) A Reserva Particular do Patrimônio Natural Pedra do Cachorro é uma área de preservação da natureza em propriedade privada. A reserva tem por objetivo proteger os recursos ambientais representativos da região. Ela é administrada pelo seu proprietário, Guaraci Cardoso. Pedra do Cachorro é um dos pontos mais altos do Estado de Pernambuco, está localizada no município de São Caetano a 153 km da capital Recife.
  • 22.
    Reservas ecológicas eparques de preservação - Estação Ecológica Raso da Catarina (BA) A estação ecológica do Raso da Catarina é uma estação ecológica brasileira, localizada entre o rio São Francisco e o rio Vaza-Barris, na região mais seca do estado da Bahia, com pluviosidade que varia entre 300 e 600 mm por ano. Administrada pelo IBAMA, está a 60 km de Paulo Afonso, em lugar de difícil acesso. Ocupa uma área de 105.282,00 hectares em uma zona de transição entre o clima árido e semiárido. A vegetação é composta por caatinga arbustiva. É uma região cheia de história: foi palco da Guerra de Canudos e, devido à dificuldade de acesso, era esconderijo de cangaceiros.
  • 23.
    Reservas ecológicas eparques de preservação O objetivo desta estação é proteger o ecossistema e permitir o desenvolvimento de pesquisas científicas da fauna e da flora nela existentes. É o lar da arara-azul-de-lear, animal ameaçado de extinção. É administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O acesso é restrito a finalidades educacionais e científicas. Depende de autorização prévia. Tipos de Vegetação Caatinga de areia, predominantemente arbustiva, muito densa e menos espinhosa que a caatinga de solos cristalinos. As altitudes variam de 400 a 600 m.
  • 24.
    Reservas ecológicas eparques de preservação Parque Nacional do Catimbau (PE) O Parque abrange os municípios de Buíque (PE), Ibimirim (PE), Sertânia (PE) e Tupanatinga (PE). Existem grandes atrações no Parque Nacional do Catimbau, dentre elas destacam-se a abundância de inscrições rupestres e a grande beleza cênica dos paredões de arenito e das formações rochosas esculpidas pela ação erosiva do vento. Considerada Área de Extrema Importância Biológica, a unidade apresenta também registros de pinturas rupestres e artefatos da ocupação pré-histórica datados de pelo menos 6 000 anos. Os pesquisadores acharam 30 sítios arqueológicos no Vale do Catimbau. Com isso, o Catimbau é considerado o segundo maior parque arqueológico do Brasil. ÁREA: 62.294,14 hectares
  • 25.
    Reservas ecológicas eparques de preservação Considerada Área de Extrema Importância Biológica, a unidade apresenta também registros de pinturas rupestres e artefatos da ocupação pré-histórica datados de pelo menos 6 000 anos. Os pesquisadores acharam 30 sítios arqueológicos no Vale do Catimbau. Com isso, o Catimbau é considerado o segundo maior parque arqueológico do Brasil.
  • 26.
    Reservas ecológicas eparques de preservação - Estação Ecológica do Seridó (RN) O Seridó apresenta um tipo peculiar de caatinga, seca e esparsa, com arbustos e árvores de até 2 m de altura isolados. O estrato mais baixo é formado por pereira e catingueira, enquanto o estrato mais alto apresenta raras umburanas. Devido à aridez da região a fauna é pobre em espécies e em quantidade, tendo os insetos como grupo de maior representatividade. O clima é muito quente e semiárido, tipo estepe, com forte insolação e baixa nebulosidade. A temperatura varia de 20 a 32 graus, com precipitação anual média de 497 mm. A região do Seridó é a mais seca de todas as regiões do semiárido. Localização: Rio Grande do Norte
  • 27.
    Flora Flora -A vegetaçãoda caatinga é adaptada às condições de aridez (xerófila). - Arbustos: aroeira, angico e juazeiro - Bromélias: caroá - Cactos: mandacaru, xique-xique do sertão são algumas das espécies. registradas até o momento cerca de 1000 , estimando-se que haja um total de 2000 a 3000 plantas.
  • 28.
    Flora Palma ou Palmatória– cactos mais baixo, arbustivo, possui seu caule mais arredondado e chato. Preferido para a alimentação do gado e de fácil adaptação para o plantio.
  • 29.
    Flora Pinhão Brabo,arbusto parecidocom um pé de café com flores vermelhas, seu caule é poderoso no combate a picadas de cobra. Jatropha mollissima
  • 30.
    Flora Xique-Xique – Cactomediano, mais alto que a palmatória, menor que um faxeiro ou mandacaru, possui espinhos grandes e bem pontiagudos. É apreciado como alimento pelos bodes e utilizado pelos beija-flores como base para seu ninho Xiquexique (Pilosocereus gounellei)
  • 31.
    Fauna o bioma abriga178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver. Dados do Instituto Chico Mendes apontam que existem mais de 60 espécies em extinção na caatinga. Confira alguns exemplos. Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus lear) Até o ano de 2008 encontrava-se na categoria criticamente ameaçada, sendo incluída no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) e na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (MMA 2003). Após a verificação de que sua população havia alcançado o número de 960 indivíduos, foi considerada como espécie “Em Perigo” de acordo com os critérios do CITES. O principal motivo para o declínio da espécie foi o tráfico ilegal dessas aves para criadouros particulares no Brasil e exterior e a destruição do seu habitat, afetando principalmente as áreas de alimentação.
  • 32.
    Gato Maracajá Bicho Preguiça Fauna Estebelo animal entrou em extinção devido a caça que sofria, pois sua pele era usada para confecção de casacos. Além de ser caçado devido a sua pele, o gato maracajá também era caçado por traficantes de animais silvestres. E seu habitat está sendo destruído, prejudicando a reprodução da espécie.. Tangara(Antilophia bokermanni) gato-maracajá (Leopardus wiedii) É o tangara mais ameaçado de extinção do planeta. A espécie habita as matas ciliares, que hoje em dia, são praticamente restritas às nascentes dos córregos situadas entre 300 e 600 m de altitude.
  • 33.
    Arquitetura vernacular Na caatingaos pequenos agricultores constroem suas casas com os recursos disponíveis em cada época. Tradicionalmente, eles utilizam barro para o reboco e varas para sustentação. Essa é a famosa casa de Taipa, aquela onde a maior parte do material foi obtido no local da construção. Esta casa foi construída para um filho do casal que estava para casar com uma moça da comunidade. Pode-se observar que foi colocado um ponto para energia elétrica, contudo esta este sonho é mais difícil de ser realizado.
  • 34.