Em 30 de outubro de 1961, os russos detonaram a
Bomba Tsar, a maior explosão já feita pelo homem:
1.570 vezes Nagasaki e Hiroshima combinados.
BOMBA TSAR
“... um poderoso flash branco sobre o
horizonte e depois de muito tempo ouvi
um golpe remoto, indistinto e pesado,
como se a terra foi morta!”
— um observador distante em 30 de
outubro 1960, quando a Tsar Bomba
foi detonada
Foi detonado sobre
a Ilha Severny, Nova
Zembla, Oceano
Ártico.
A cratera está à
direita.
O nome “Tsar Bomb” é uma referência ao
tzar (ou czar) russo Ivan, O Terrível, que
viveu no século XVI. Por isso, outro nome que
foi dado foi “Ivan”. Este termo remete para a
histórica prática russa de construir objetos
incrivelmente grandes para mostrar poder.
Exemplos incluem o Grande Sino (Tsar
Kolokol), o maior canhão do mundo (Tsar
Pushka) e o incrível Tsar Tank.
Esta bomba feita de hidrogênio foi a
maior explosão já feita pelo homem:
estimada em 57 megatons.
BOMBA TSAR
CONTEXTO HISTÓRICO
Com a descoberta da fissão nuclear, em 1939, e o
subsequente uso desse tipo de reação física na
composição de bombas atômicas como aquelas
lançadas, pelos Estados Unidos da América, sobre
as cidades de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de
1945, a possibilidade de autodestruição da
humanidade se tornou real.
Com o fim da guerra, as duas superpotências
sobressalentes, EUA e URSS, passaram a
investir maciçamente na produção de
armamento nuclear, bem como em pesquisas
que possibilitassem aumentar a potência dos
artefatos
CONTEXTO HISTÓRICO
A busca pela bomba de maior poder destrutivo deu
a tônica da Guerra Fria. Os anos 1950 e 1960 foram
marcados por essa “corrida armamentista”, que
desembocou na produção das bombas de
Hidrogênio – centenas de vezes mais potentes que
as bombas de fissão nuclear
CONTEXTO HISTÓRICO
A Tsar Bomba não foi feita para o uso
bélico prático. A União Soviética havia
recentemente encerrado uma moratória
de testes nucleares (que durou
aproximadamente três anos), e estava
próxima de levar armas para Cuba, o
que acabaria levando à chamada Crise
dos Mísseis. A intenção de Khrushchev
era "mostrar a alguém a mãe de
Kuzka", que quer dizer "punir".
CONTEXTO HISTÓRICO
A Tsar Bomba não foi feita para o uso
bélico prático. A União Soviética havia
recentemente encerrado uma moratória
de testes nucleares (que durou
aproximadamente três anos), e estava
próxima de levar armas para Cuba, o
que acabaria levando à chamada Crise
dos Mísseis. A intenção de Khrushchev
era "mostrar a alguém a mãe de
Kuzka", que quer dizer "punir".
CONTEXTO HISTÓRICO
A primeira bomba de Hidrogênio construída foi a
Mike, de fabricação americana. Mike foi testada
em 1º de novembro de 1952, no atol de Enewetak,
localizado nas ilhas Marshall. Seu poder explosivo
foi de 10 megatons de potência, o equivalente a
cerca de 700 bombas de fissão de urânio, como
aquela lançada sobre Hiroshima. Dois anos
depois, os EUA construíram outra bomba de
Hidrogênio, batizada de Castle Bravo. Essa
bomba foi detonada em 1º de março de 1954, no
atol Bikini, no oceano pacífico e chegou à
potência de 15 megatons.
BOMBAS DE HIDROGÊNIO
Em 1955, aos 22 dias do mês de
novembro, os soviéticos fizeram o teste
com a sua primeira bomba de
Hidrogênio, a RDS-37, de 1,6 megatons
de potência. O grupo de cientistas e
militares que deram início ao programa
de bombas termonucleares da URSS foi
liderado pelo físico Andrei Sakharov. Foi
esse grupo que ficou responsável pela
realização da ordem do líder soviético
Nikita Kruchev, que queria uma bomba
de 100 megatons de potência
BOMBAS DE HIDROGÊNIO
BOMBAS DE HIDROGÊNIO
No entanto, uma bomba de tal magnitude teria
uma série de entraves, a começar pelo peso da
cápsula que a conteria. Além disso, o risco de sua
detonação era imenso, de modo que os projetistas
liderados por Sakharov tiveram que reduzir a
potência de 100 para 50 megatons.
Tal capacidade de destruição equivalia a todos
os explosivos usados na Segunda Guerra
Mundial multiplicados por dez.
O projeto inicial apresentava três estágios:
(1) uma bomba atômica, onde o núcleo atômico é
desintegrado em elementos mais leves quando
bombardeados por nêutrons, liberando grande
quantidade de energia.
(2) termonuclear, era desencadeado pela reação
de fissão nuclear do primeiro estágio, que
criava as condições de temperatura e pressão
ideais para que o deutério e o trítio se unissem
pela fusão nuclear, fazendo com que o seu
material se fundisse
(3) O terceiro era outro estágio termonuclear,
como o segundo.
PROCESSO DE CONSTRUÇÃO
PROCESSO DE CONSTRUÇÃO
Para limitar os efeitos dos resíduos
radioativos, foi criado uma jaqueta de chumbo
que revestia a bomba. Isso eliminou a rápida
fissão dos nêutrons resultantes da fusão de
forma que 97% do total da energia seria
resultado apenas do estágio de fusão.
Houve forte incentivo para a redução de
potência, já que a maioria dos resíduos
radioativos resultantes do teste da bomba
acabaria chegando ao próprio território
soviético.
Em 30 de outubro de 1961, o modelo mais
potente de bomba de Hidrogênio foi testado no
arquipélago de Nova Zembla, no Oceano Ártico. A
potência da explosão foi superior ao esperado,
atingindo 57 megatons. O nome oficial do modelo
da bomba era RDS-37; pesava 27 toneladas,
tinha um diâmetro de 2 metros e altura de 8
metros. Ela foi transportada por um avião modelo
Tu-95-202, especialmente equipado para isso.
TESTE
Em 30 de outubro de 1961, o modelo mais
potente de bomba de Hidrogênio foi testado no
arquipélago de Nova Zembla, no Oceano Ártico. A
potência da explosão foi superior ao esperado,
atingindo 57 megatons. O nome oficial do modelo
da bomba era RDS-37; pesava 27 toneladas,
tinha um diâmetro de 2 metros e altura de 8
metros. Ela foi transportada por um avião modelo
Tu-95-202, especialmente equipado para isso.
TESTE
A bomba de 27 toneladas era tão grande que as portas
de lançamento e os tanques de combustível das asas
do Tu-95 tiveram de ser removidos. Ela foi presa a um
pára-quedas de retardo de queda que pesava mais de
800 quilos, o que dava a ambos os aviões a
possibilidade de voar para pelo menos 45 km de
distância do ponto zero de detonação. Se houvesse
uma falha nesse retardo, a bomba ou teria atingido a
sua altitude de detonação mais rápido do que o previsto
tornando o teste uma missão suicida para os aviões, ou
atingiria o solo a uma velocidade alta demais com
resultados imprevisíveis.
TESTE
A bola de fogo gerada pela explosão tocou o solo e
quase alcançou a mesma altitude do avião
bombardeiro, podendo ser vista a mais de 1 000 km de
distância. O calor gerado poderia causar queimadura de
3º Grau em uma pessoa que estivesse a 100 km de
distância. A nuvem em forma de cogumelo que se
seguiu chegou a 60 km de altura e algo em torno de 35
km de largura. A explosão pôde ser vista e também
sentida na Finlândia, tendo até mesmo quebrado
algumas janelas por lá.
TESTE
A bola de fogo gerada pela explosão tocou o solo e
quase alcançou a mesma altitude do avião
bombardeiro, podendo ser vista a mais de 1 000 km de
distância. O calor gerado poderia causar queimadura de
3º Grau em uma pessoa que estivesse a 100 km de
distância. A nuvem em forma de cogumelo que se
seguiu chegou a 60 km de altura e algo em torno de 35
km de largura. A explosão pôde ser vista e também
sentida na Finlândia, tendo até mesmo quebrado
algumas janelas por lá.
TESTE
TESTE
O deslocamento de ar causou danos diretos até a 1 000
km de distância. A pressão da explosão abaixo do ponto
de detonação foi de 300 PSI, seis vezes a pressão de
pico experimentada em Hiroshima. Um participante no
teste viu um flash brilhante através dos óculos escuros
de proteção e sentiu os efeitos de um pulso térmico
mesmo a uma distância de 270 quilômetros. A explosão
gerou um raio de 35 quilômetros de destruição, o
suficiente para destruir instantaneamente uma
metrópole como São Paulo ou Paris.
Um operador de câmera registrou:
"As nuvens a uma grande distância abaixo e acima do avião
foram iluminados pelo clarão da bola de fogo e por um
instante tornaram-se transparentes. A propagação da luz
incandescente sobre o mar era algo impressionante. Nesse
momento nosso avião emergiu do meio de uma camada de
nuvens e pudemos observar uma gigantesca esfera de fogo
brilhante e alaranjada rolando em direção ao céu."
“Parecia sugar toda a terra nele. O espetáculo
foi fantástico, irreal, sobrenatural."

BOMBA TSAR - emanuelle.pptx

  • 1.
    Em 30 deoutubro de 1961, os russos detonaram a Bomba Tsar, a maior explosão já feita pelo homem: 1.570 vezes Nagasaki e Hiroshima combinados. BOMBA TSAR
  • 2.
    “... um poderosoflash branco sobre o horizonte e depois de muito tempo ouvi um golpe remoto, indistinto e pesado, como se a terra foi morta!” — um observador distante em 30 de outubro 1960, quando a Tsar Bomba foi detonada
  • 3.
    Foi detonado sobre aIlha Severny, Nova Zembla, Oceano Ártico. A cratera está à direita.
  • 4.
    O nome “TsarBomb” é uma referência ao tzar (ou czar) russo Ivan, O Terrível, que viveu no século XVI. Por isso, outro nome que foi dado foi “Ivan”. Este termo remete para a histórica prática russa de construir objetos incrivelmente grandes para mostrar poder. Exemplos incluem o Grande Sino (Tsar Kolokol), o maior canhão do mundo (Tsar Pushka) e o incrível Tsar Tank.
  • 5.
    Esta bomba feitade hidrogênio foi a maior explosão já feita pelo homem: estimada em 57 megatons. BOMBA TSAR
  • 6.
    CONTEXTO HISTÓRICO Com adescoberta da fissão nuclear, em 1939, e o subsequente uso desse tipo de reação física na composição de bombas atômicas como aquelas lançadas, pelos Estados Unidos da América, sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, a possibilidade de autodestruição da humanidade se tornou real.
  • 7.
    Com o fimda guerra, as duas superpotências sobressalentes, EUA e URSS, passaram a investir maciçamente na produção de armamento nuclear, bem como em pesquisas que possibilitassem aumentar a potência dos artefatos CONTEXTO HISTÓRICO
  • 8.
    A busca pelabomba de maior poder destrutivo deu a tônica da Guerra Fria. Os anos 1950 e 1960 foram marcados por essa “corrida armamentista”, que desembocou na produção das bombas de Hidrogênio – centenas de vezes mais potentes que as bombas de fissão nuclear CONTEXTO HISTÓRICO
  • 9.
    A Tsar Bombanão foi feita para o uso bélico prático. A União Soviética havia recentemente encerrado uma moratória de testes nucleares (que durou aproximadamente três anos), e estava próxima de levar armas para Cuba, o que acabaria levando à chamada Crise dos Mísseis. A intenção de Khrushchev era "mostrar a alguém a mãe de Kuzka", que quer dizer "punir". CONTEXTO HISTÓRICO
  • 10.
    A Tsar Bombanão foi feita para o uso bélico prático. A União Soviética havia recentemente encerrado uma moratória de testes nucleares (que durou aproximadamente três anos), e estava próxima de levar armas para Cuba, o que acabaria levando à chamada Crise dos Mísseis. A intenção de Khrushchev era "mostrar a alguém a mãe de Kuzka", que quer dizer "punir". CONTEXTO HISTÓRICO
  • 11.
    A primeira bombade Hidrogênio construída foi a Mike, de fabricação americana. Mike foi testada em 1º de novembro de 1952, no atol de Enewetak, localizado nas ilhas Marshall. Seu poder explosivo foi de 10 megatons de potência, o equivalente a cerca de 700 bombas de fissão de urânio, como aquela lançada sobre Hiroshima. Dois anos depois, os EUA construíram outra bomba de Hidrogênio, batizada de Castle Bravo. Essa bomba foi detonada em 1º de março de 1954, no atol Bikini, no oceano pacífico e chegou à potência de 15 megatons. BOMBAS DE HIDROGÊNIO
  • 12.
    Em 1955, aos22 dias do mês de novembro, os soviéticos fizeram o teste com a sua primeira bomba de Hidrogênio, a RDS-37, de 1,6 megatons de potência. O grupo de cientistas e militares que deram início ao programa de bombas termonucleares da URSS foi liderado pelo físico Andrei Sakharov. Foi esse grupo que ficou responsável pela realização da ordem do líder soviético Nikita Kruchev, que queria uma bomba de 100 megatons de potência BOMBAS DE HIDROGÊNIO
  • 13.
    BOMBAS DE HIDROGÊNIO Noentanto, uma bomba de tal magnitude teria uma série de entraves, a começar pelo peso da cápsula que a conteria. Além disso, o risco de sua detonação era imenso, de modo que os projetistas liderados por Sakharov tiveram que reduzir a potência de 100 para 50 megatons. Tal capacidade de destruição equivalia a todos os explosivos usados na Segunda Guerra Mundial multiplicados por dez.
  • 14.
    O projeto inicialapresentava três estágios: (1) uma bomba atômica, onde o núcleo atômico é desintegrado em elementos mais leves quando bombardeados por nêutrons, liberando grande quantidade de energia. (2) termonuclear, era desencadeado pela reação de fissão nuclear do primeiro estágio, que criava as condições de temperatura e pressão ideais para que o deutério e o trítio se unissem pela fusão nuclear, fazendo com que o seu material se fundisse (3) O terceiro era outro estágio termonuclear, como o segundo. PROCESSO DE CONSTRUÇÃO
  • 15.
    PROCESSO DE CONSTRUÇÃO Paralimitar os efeitos dos resíduos radioativos, foi criado uma jaqueta de chumbo que revestia a bomba. Isso eliminou a rápida fissão dos nêutrons resultantes da fusão de forma que 97% do total da energia seria resultado apenas do estágio de fusão. Houve forte incentivo para a redução de potência, já que a maioria dos resíduos radioativos resultantes do teste da bomba acabaria chegando ao próprio território soviético.
  • 16.
    Em 30 deoutubro de 1961, o modelo mais potente de bomba de Hidrogênio foi testado no arquipélago de Nova Zembla, no Oceano Ártico. A potência da explosão foi superior ao esperado, atingindo 57 megatons. O nome oficial do modelo da bomba era RDS-37; pesava 27 toneladas, tinha um diâmetro de 2 metros e altura de 8 metros. Ela foi transportada por um avião modelo Tu-95-202, especialmente equipado para isso. TESTE
  • 17.
    Em 30 deoutubro de 1961, o modelo mais potente de bomba de Hidrogênio foi testado no arquipélago de Nova Zembla, no Oceano Ártico. A potência da explosão foi superior ao esperado, atingindo 57 megatons. O nome oficial do modelo da bomba era RDS-37; pesava 27 toneladas, tinha um diâmetro de 2 metros e altura de 8 metros. Ela foi transportada por um avião modelo Tu-95-202, especialmente equipado para isso. TESTE
  • 18.
    A bomba de27 toneladas era tão grande que as portas de lançamento e os tanques de combustível das asas do Tu-95 tiveram de ser removidos. Ela foi presa a um pára-quedas de retardo de queda que pesava mais de 800 quilos, o que dava a ambos os aviões a possibilidade de voar para pelo menos 45 km de distância do ponto zero de detonação. Se houvesse uma falha nesse retardo, a bomba ou teria atingido a sua altitude de detonação mais rápido do que o previsto tornando o teste uma missão suicida para os aviões, ou atingiria o solo a uma velocidade alta demais com resultados imprevisíveis. TESTE
  • 19.
    A bola defogo gerada pela explosão tocou o solo e quase alcançou a mesma altitude do avião bombardeiro, podendo ser vista a mais de 1 000 km de distância. O calor gerado poderia causar queimadura de 3º Grau em uma pessoa que estivesse a 100 km de distância. A nuvem em forma de cogumelo que se seguiu chegou a 60 km de altura e algo em torno de 35 km de largura. A explosão pôde ser vista e também sentida na Finlândia, tendo até mesmo quebrado algumas janelas por lá. TESTE
  • 20.
    A bola defogo gerada pela explosão tocou o solo e quase alcançou a mesma altitude do avião bombardeiro, podendo ser vista a mais de 1 000 km de distância. O calor gerado poderia causar queimadura de 3º Grau em uma pessoa que estivesse a 100 km de distância. A nuvem em forma de cogumelo que se seguiu chegou a 60 km de altura e algo em torno de 35 km de largura. A explosão pôde ser vista e também sentida na Finlândia, tendo até mesmo quebrado algumas janelas por lá. TESTE
  • 21.
    TESTE O deslocamento dear causou danos diretos até a 1 000 km de distância. A pressão da explosão abaixo do ponto de detonação foi de 300 PSI, seis vezes a pressão de pico experimentada em Hiroshima. Um participante no teste viu um flash brilhante através dos óculos escuros de proteção e sentiu os efeitos de um pulso térmico mesmo a uma distância de 270 quilômetros. A explosão gerou um raio de 35 quilômetros de destruição, o suficiente para destruir instantaneamente uma metrópole como São Paulo ou Paris.
  • 22.
    Um operador decâmera registrou: "As nuvens a uma grande distância abaixo e acima do avião foram iluminados pelo clarão da bola de fogo e por um instante tornaram-se transparentes. A propagação da luz incandescente sobre o mar era algo impressionante. Nesse momento nosso avião emergiu do meio de uma camada de nuvens e pudemos observar uma gigantesca esfera de fogo brilhante e alaranjada rolando em direção ao céu."
  • 23.
    “Parecia sugar todaa terra nele. O espetáculo foi fantástico, irreal, sobrenatural."