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                                                                              © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida.



                  Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
                                                                                                                                                          I Série
                                                                                                                                                      Número 42




                  BOLETIM OFICIAL
1 443000 002089




                                                                  SUMÁRIO


                      ASSEMBLEIA NACIONAL                                                             CONSELHO DE MINISTROS:

                  Resolução nº 35/VIII/2011:                                                   Decreto-Lei nº 34/2011:
                    Cria uma Comissão Eventual de Redacção.                                        Cria, na dependência do membro do Governo responsável pelas
                                                                                                      áreas do emprego e da formação profissional, o Observatório
                  Resolução nº 36/VIII/2011:
                                                                                                      do Emprego (OE)
                    Altera a Resolução nº 10/VIII/2011 que designa os Deputados
                                                                                               Decreto-Lei nº 35/2011:
                       que integram o Grupo Nacional à Assembleia Parlamentar da
                       Francofonia (APF).
                                                                                                   O presente diploma estabelece o regime jurídico de geodesia.
                  Resolução nº 37/VIII/2011:
                                                                                                      MINISTÉRIO DAS INFRAESTRUTURAS E ECONOMIA
                    Altera a Resolução nº 11/VIII/2011 que designa os Deputados que                    MARÍTIMA:
                       integram o Parlamento Pan-Africano (PANA).
                                                                                               Portaria nº 44/2011:
                  Resolução nº 38/VIII/2011:
                                                                                                   Lança em circulação, a partir do dia 31 de Outubro de 2011, cumu-
                    Altera a Resolução nº 16/VIII/2011 que cria os Grupos de Amizade                 lativamente com as que estão em vigor, uma emissão de selos
                       e define a sua composição.                                                     alusiva ao “Coração”.

                  Resolução nº 39/VIII/2011:                                                   Portaria nº 45/2011:

                    Altera a Resolução nº 123/V/99, de 21 de Junho, na redacção dada               Lança em circulação, a partir do dia 25 de Novembro de 2011,
                       pela Resolução nº 100/VII/2009, de 11 de Maio, e pela Resolução               cumulativamente com as que estão em vigor, uma emissão de
                       nº 28/ VIII/2011, de 16 de Agosto.                                            selos alusiva aos “Moluscos de Cabo Verde”.


                                    https://kiosk.incv.cv                                                    1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
Documento descarregado pelo utilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32.
                                                                             © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida.


                  1140 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011
                      MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E ENSINO SUPERIOR:                                                                      Artigo 2º

                  Portaria nº 46/2011:                                                          O Grupo Nacional designado para a Assembleia Par-
                     Autoriza ao Instituto Pedagógico a organizar o Curso Inicial de          lamentar da Francofonia (APF) fica assim constituído:
                       Professores do Ensino Básico.
                                                                                                     1. Alexandre José Duarte Fonseca Pacheco de
                  Portaria nº 47/2011:                                                                    Novais (PAICV);
                     Autoriza ao Instituto Pedagógico a organizar o Curso Inicial de                 2. Joana Gomes Rosa (MPD);
                       Professores do Ensino Básico em Exercício.
                                                                                                     3. Dúnia Alice Monteiro Moreira de Almeida
                  Portaria nº 48/2011:
                                                                                                         Pereira (PAICV);
                     Autoriza ao Instituto Pedagógico a organizar o Curso de Formação
                       de Professores em exercício à distância.                                      4. Pedro Alexandre Tavares Rocha (MPD);
                  Portaria nº 49/2011:                                                               5. Virgínia Baessa Cabral Gonçalves (PAICV).
                     Autoriza o Instituto Pedagógico a organizar o Curso de Formação                      Aprovada em 25 de Novembro de 2011
                       de Educadores de Infância.
                                                                                                 Publique-se.
                  Portaria nº 50/2011:
                                                                                               O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso
                     Autoriza o Instituto Pedagógico a organizar o Curso Alternativo
                       de Formação de Educadores de Infância.                                 Ramos
                                                                                                                                     –––––––
                                                                                                                    Resolução nº 37/VIII/2011
                              ASSEMBLEIA NACIONAL                                                                            de 26 de Dezembro

                                              –––––––                                           A Assembleia Nacional vota, nos termos da alínea m)
                                                                                              do artigo 175º da Constituição, a seguinte Resolução:
                                 Resolução nº 35/VIII/2011
                                                                                                                                     Artigo 1º
                                         de 26 de Dezembro
                                                                                                É designado o Deputado Felisberto Alves Vieira
                    A Assembleia Nacional vota, nos termos da alínea m)                       (PAICV) para substituir a Deputada Vanusa Tatiana
                  do artigo 175º da Constituição, a seguinte Resolução:
1 443000 002089




                                                                                              Fernandes Cardoso no Grupo Nacional do Parlamento
                                              Artigo 1º                                       Pan-Africano.
                    É criada, ao abrigo do artigo 172º, número 1, do Regi-                                                           Artigo 2º
                  mento da Assembleia Nacional, uma Comissão Eventual                           O Grupo Nacional designado para o Parlamento Pan-
                  de Redacção com a seguinte composição:                                      Africano fica assim constituído:
                       1. Clóvis Isildo Barbosa da Silva, PAICV                                      1. Lívio Fernandes Lopes (PAICV);
                       2. Pedro Alexandre Rocha Tavares, MPD                                         2. Jorge Pedro Maurício dos Santos (MPD);
                       3. Suzete Soares Moniz, PAICV                                                 3. Felisberto Alves Vieira (PAICV);
                       4. Anilda Eneida Monteiro Tavares, MPD                                        4. Janine Tatiana Santos Lélis (MPD);
                       5. Euclides Vieira Cardoso Centeio, PAICV                                     5. Justiniano Jorge Lopes de Sena (PAICV).
                                              Artigo 2º                                                   Aprovada em 25 de Novembro de 2011.
                    A Comissão extingue-se uma vez realizada a redacção                          Publique-se.
                  final dos textos legislativos.                                                O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso
                          Aprovada em 23 de Novembro de 2011.                                 Ramos
                    Publique-se.                                                                                                     –––––––

                   O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso                                               Resolução nº 38/VIII/2011
                  Ramos                                                                                                      de 26 de Dezembro

                                              –––––––                                           A Assembleia Nacional vota, nos termos da alínea m)
                                                                                              do artigo 175º da Constituição da República, a seguinte
                                 Resolução nº 36/VIII/2011
                                                                                              Resolução:
                                         de 26 de Dezembro
                                                                                                                                     Artigo 1º
                    A Assembleia Nacional vota, nos termos da alínea m)                         A Resolução nº16/VIII/2011, de 6 de Junho, que criou
                  do artigo 175º da Constituição, a seguinte Resolução:                       os Grupos Parlamentares de Amizade e definiu a sua
                                              Artigo 1º                                       composição, é alterada, conforme se segue:
                    É designada a Deputada Virgínia Baessa Cabral                                    1. Grupo Parlamentar de Amizade Cabo Verde/
                  Gonçalves (PAICV) para substituir o Deputado Nuias                                      África do Sul: Substituir a Deputada Vanusa
                  Mendes Barbosa Silva no Grupo Nacional à Assembleia                                     Tatiana Fernandes Cardoso, PAICV, pelo
                  Parlamentar da Francofonia (APF).                                                       Deputado Carlos Tavares Rodrigues, PAICV.

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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                              1141

                      2. Grupo Parlamentar de Amizade Cabo Verde/                            3. Maria Fernanda Mendes Varela, PAICV
                           Burkina Faso: Substituir o Deputado Julião                        4. Jorge Pedro Maurício dos Santos, MPD
                           Varela, PAICV pelo Deputado, Felisberto
                           Alves Vieira, PAICV.                                              5. Susete Soares Moniz, PAICV

                      3. Grupo Parlamentar de Amizade Cabo Verde/                            6. Anilda Eneida Monteiro Tavares, MPD
                           Itália: Substituir o Deputado, Julião Varela,                     7. Carlos Tavares Rodrigues, PAICV
                           PAICV pelo Deputado, Felisberto Alves                                                             Artigo 3º
                           Vieira, PAICV.                                                A presente resolução entra imediatamente em vigor.
                      4. Grupo Parlamentar de Amizade Cabo Verde/                                 Aprovada em 25 de Novembro de 2011.
                           Luxemburgo: Substituir o Deputado, Julião
                                                                                         Publique-se.
                           Varela, PAICV pelo Deputado, Carlos
                           Tavares Rodrigues, PAICV.                                   O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso
                                         Artigo 2º
                                                                                      Ramos
                                                                                                                             –––––––
                    Os Grupos Parlamentares de Amizade referidos no
                  artigo 1º ficam assim constituídos:                                                        Resolução nº 39/VIII/2011
                                                                                                                     de 26 de Dezembro
                   1. Cabo Verde/África do Sul:
                                                                                        A Assembleia Nacional vota, nos termos da alínea m)
                      1. Abraão Aníbal Fernandes Barbosa Vicente,
                                                                                      do artigo 175º da Constituição, a seguinte Resolução:
                          MPD – Presidente
                                                                                                                             Artigo 1º
                      2. Nilda Maria Gonçalves de Pina Fernandes,                           (Alteração da Resolução nº 123/V/99, de 21 de Junho)
                           PAICV – Vice- Presidente
                                                                                        O número 4 do artigo 9º e o número 3 do artigo 10º,
                      3. Jorge Pedro Maurício dos Santos, MPD                         ambos da Resolução nº 123/V/99, de 21 de Junho, na
                      4. Carlos Tavares Rodrigueselisbe, PAICV                        redacção dada pela Resolução nº 100/VII/2009, de 11 de
                                                                                      Maio, e pela Resolução nº 28/ VIII/2011, de 16 de Agosto,
                      5. Isa Filomena Soares da Costa, MPD
                                                                                      passam a ter a seguinte redacção:
                      6. Euclides Eurico Nunes de Pina, PAICV                            «Artigo 9º
1 443000 002089




                      7. Paulo Noel Rendall Leite de Oliveira Martins,                  (Deputados pelos círculos da emigração residentes em Cabo
                                                                                      Verde)
                           PAICV
                                                                                         1. […]
                   18. Cabo Verde/Burkina Faso:
                                                                                         2. […]
                      1. Cláudia Sofia Marques Rodrigues, PAICV -
                           Presidente                                                    3. […]
                      2. Pedro Alexandre Tavares Rocha, MPD - Vice-                     4. O Deputado eleito por círculo da emigração tem
                           Presidente                                                 direito a um máximo de quatro visitas ao respectivo
                                                                                      círculo eleitoral, sendo a duração global, por ano, de
                      3. Fernando Jorge Spencer Ferreira Frederico,                   quarenta dias.»
                           PAICV
                                                                                         5. […]
                      4. Austelino Tavares Correia, MPD
                                                                                         6. […]”
                      5. Felisberto Alves Vieira, PAICV                                  «Artigo 10º
                      6. Anilda Eneida Monteiro Tavares, MPD                            (Deputados pelos círculos da emigração não residentes em
                                                                                      Cabo Verde)
                      7. Joselito Monteiro Fonseca, PAICV
                                                                                         1. […]
                   19. Cabo Verde/Itália:
                                                                                         2. […]
                      1. Mário Ramos Pereira Silva, MPD - Presidente
                                                                                        3.. O Deputado eleito por círculo da emigração tem
                      2. Felisberto Alves Vieira, PAICV – Vice-                       direito a um máximo de quatro visitas ao respectivo
                          Presidente                                                  círculo eleitoral, sendo a duração global, por ano, de
                      3. David Lima Gomes, MPD                                        quarenta dias.
                      4. Dúnia Alice Monteiro Moreira de Almeida                         4. […]
                          Pereira, PAICV                                                 5. […]»
                                                                                                                             Artigo 2º
                      5. Nelson do Rosário de Brito, MPD
                                                                                                                     (Entrada em vigor)
                      6. Carlos António Silva Ramos, PAICV
                                                                                        A presente resolução entra em vigor no dia seguinte
                      7. Afonso Silva Mendes da Fonseca, PAICV                        ao da sua publicação.
                   20. Cabo Verde/Luxemburgo:                                                     Aprovada em 25 de Novembro de 2011.
                      1.   Armindo Cipriano          Maurício,   PAICV        –          Publique-se.
                            Presidente
                                                                                       O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso
                      2. Joana Gomes Rosa, MPD – Vice-Presidente                      Ramos

                                https://kiosk.incv.cv                                               1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1142 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                           CONSELHO DE MINISTROS                                             d) Estimular a produção, sistematização e difusão
                                                                                                  de informações que permitam uma regulação
                                           –––––––                                                mais eficiente e eficaz do mercado de
                                                                                                  trabalho, e uma maior adequação do binómio
                                 Decreto-Lei nº 34/2011                                           emprego/formação no domínio da promoção
                                      de 26 de Dezembro                                           de novos postos de trabalho no sector privado
                                                                                                  e incentivo ao auto-emprego;
                    O Governo identificou para a presente legislatura a
                  necessidade inadiável de, aprofundadamente, estudar o                      e)       Sensibilizar  os    gestores,  responsáveis
                  mercado de trabalho e avaliar as políticas de emprego,                              das organizações de trabalhadores e
                  com vista a perspectivar a adopção de novas medidas                                 empregadores para a implementação das
                  em termos de promoção do emprego e da adequação da                                  medidas de políticas de emprego.
                  formação profissional às reais necessidades do país.                                                        Artigo 3.º

                    Para o efeito, pretende-se, mediante a presente ini-                                                  Atribuições
                  ciativa legislativa, criar, na dependência do membro do                1. São atribuições do Observatório:
                  Governo responsável pelas áreas do emprego e formação
                  profissional, o Observatório do Emprego (OE).                               a)     Promover, coordenar e consolidar estudos
                                                                                                     referentes ao emprego e formação profissional,
                    O OE é um serviço técnico de natureza consultiva                                 nomeadamente os referentes a desequilíbrios
                  encarregue, por um lado, de recolher, sistematizar e                               entre procura e oferta, qualidade e estabilidade de
                  disponibilizar informação estatística, estudos e a análise                         emprego, qualificação, necessidade de formação,
                  integrada e comparada de indicadores estatísticos sobre                            inserção e reinserção socioprofissionais e
                  temas do mercado de trabalho e formação profissional.                               introduções de inovações;
                  Por outro lado, visa formular proposta, acompanhar e
                  avaliar as políticas de emprego e formação profissional.                    b) Estabelecer indicadores estratégicos, consistentes
                                                                                                   e actuais, em articulação com as prioridades
                    Nestes termos,                                                                 e objectivos políticos do Governo, bem como
                                                                                                   outros trabalhos de natureza técnica, para a
                    No uso da faculdade conferida pela alínea a) do nº 2
                                                                                                   formulação, acompanhamento e avaliação da
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                  do artigo 204º da Constituição da República, o Governo
                                                                                                   execução de medidas de políticas e programas
                  decreta o seguinte:
                                                                                                   de acção em matéria de emprego e formação
                                           Artigo 1.º                                              profissional;
                                           Objecto                                           c) Centralizar e integrar informações relevantes
                    O presente diploma cria, na dependência do membro                             para a produção de indicadores sobre o
                  do Governo responsável pelas áreas do emprego e da                              mercado de emprego, e definição de prioridades
                  formação profissional, o Observatório do Emprego (OE),                           em matéria de formação profissional;
                  adiante designado por «Observatório».                                      d) Analisar as bases de informações e propor
                                           Artigo 2.º                                            medidas de reformulação ou criação de novas
                                                                                                 fontes de informações;
                                     Natureza e objectivos
                                                                                             e) Organizar e gerir banco de dados sobre o emprego
                    1. O Observatório é um serviço técnico de natureza                             e a formação profissional;
                  consultiva encarregue de recolher, sistematizar e dis-
                  ponibilizar informações estatísticas, estudos e a análise                  f) Transmitir informações adequadas e outros
                  integrada e comparada de indicadores estatísticos re-                           elementos de compreensão e de orientação em
                  lativos ao mercado de trabalho e formação profissional.                          matéria de criação de empregos e de melhoria
                                                                                                  da adequação da formação aos utentes e
                    2. Na execução das suas atribuições, o Observatório                           decisores públicos e privados;
                  prossegue, designadamente, os seguintes objectivos:
                                                                                             g) Estudar a incidência dos investimentos, das
                      a) Promover o conhecimento do mercado do trabalho,                          políticas, decisões e medidas legislativas e
                            do emprego, da formação profissional e da                              regulamentares sobre o emprego e a formação
                            dinâmica socioeconómica com vista a facilitar                         profissional;
                            a capacidade nacional de previsão, concepção
                            e implementação de medidas de políticas de                       h) Proceder, periodicamente, à caracterização da
                            emprego baseadas na análise centrada de                               evolução das políticas públicas desenvolvidas na
                            dados fiáveis;                                                         área de recursos humanos da Administração
                                                                                                  Pública que permitam apoiar o decisor político
                      b) Promover a realização e difusão de estudos                               na avaliação da sua consistência;
                           e pesquisas sobre o mercado do trabalho,
                           emprego e formação profissional;                                   i) Efectuar estudos e análise comparados relativos
                                                                                                   à evolução do mercado de emprego em geral, e
                      c) Apoiar e conceder suporte às políticas do Governo,                        às tendências de evolução observadas no seio
                            em suas diversas áreas;                                                da Administração Pública;

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                              1143

                      j)   Promover, periodicamente, conferências e                          g) O Instituto Nacional de Estatísticas (INE);
                            workshops relativos ao emprego e à formação
                            profissional;                                                     h) O Instituto Nacional da Previdência Social
                                                                                                 (INPS);
                      k) Propor e executar planos de apuramento de
                           informações adequadas às actividades                              i) Banco de Cabo Verde;
                           desenvolvidas nas áreas do trabalho, do
                                                                                             j) O Secretariado Técnico de Seguimento da Estratégia
                           emprego e da formação profissional.
                                                                                                    de Crescimento e Redução da Pobreza;
                      l) Preparar e publicar as informações relativas ao
                                                                                             k)     As Unidades Nacionais de Coordenação
                            mercado de emprego.
                                                                                                     de Projectos e Programas Geradores de
                    2. Compete ainda ao Observatório:                                                Rendimento e de Luta Contra a Pobreza;

                      a) Identificar os potenciais sectores portadores de                     l) A Coordenação Nacional do Fundo de Promoção
                           criação de empregos;                                                    ao Emprego;

                      b) Elaborar e implementar o seu programa de                            m) A Associação Nacional dos Municípios Cabo-
                           comunicação;                                                          verdianos.
                                                                                                                             Artigo 7.º
                      c) Desempenhar outras tarefas ou actividades,
                           superiormente determinadas, no âmbito das                                                     Regulamento
                           suas atribuições.
                                                                                        O regulamento interno do Observatório é aprovado por
                                           Artigo 4.º                                 despacho do Ministro responsável pelas áreas do emprego
                                           Direcção                                   e da formação profissional, sob proposta da Direcção.
                                                                                                                             Artigo 8.º
                    1. O Observatório é dirigido por um Coordenador, equi-
                  parado para todos os efeitos legais a pessoal dirigente de                                          Entrada em vigor
                  nível IV.
                                                                                        O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao
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                    2. O Coordenador do Observatório é recrutado e provido            da sua publicação no Boletim Oficial.
                  nos termos do Estatuto do Pessoal dirigente da função
                  pública.                                                                        Visto e aprovado em Conselho de Ministros aos
                                                                                                    20 de Outubro de 2011.
                                           Artigo 5.º
                                                                                        José Maria Pereira Neves - Cristina Isabel Lopes da
                                Recursos humanos e materiais
                                                                                      Silva Monteiro Duarte - Janira Isabel Fonseca Hopffer
                   1. O Observatório é dotado de recursos humanos e                   Almada
                  materiais indispensáveis ao seu regular funcionamento.
                                                                                                  Promulgado em 19 de Dezembro de 2011
                    2. As verbas relativas ao funcionamento do Obser-
                                                                                         Publique-se.
                  vatório são inscritas no orçamento do departamento
                  governamental responsável pelas áreas do emprego e da                 O Presidente da República, JORGE CARLOS DE
                  formação profissional.                                                ALMEIDA FONSECA
                                           Artigo 6.º                                                                        –––––––
                                   Contactos e cooperação
                                                                                                               Decreto-Lei nº 35/2011
                    1. Na execução das suas atribuições, o Observatório                                              de 26 de Dezembro
                  estabelece contactos que tiver por convenientes e coopera
                  com entidades nacionais e estrangeiras.                               O Sistema Geodésico de Cabo Verde teve início com
                                                                                      a primeira Missão Geográfica de Cabo Verde que de-
                    2. O Observatório estabelece contactos e coopera, espe-           correu de 1918 à 1965. Entretanto em 1994, no âmbito
                  cialmente, com as seguintes entidades e serviços:                   da cooperação entre o Serviço Nacional de Cartografia
                      a) Os Serviços Centrais competentes em matéria                  e Cadastro e o ex Instituto Português de Cartografia e
                           do Emprego e da Formação Profissional;                      Cadastro (IPCC) tiveram inicio os trabalhos de constru-
                                                                                      ção e observação de novos vértices geodésicos que vimos
                      b) As Organizações dos Empregadores;                            dando continuidade.

                      c) O Instituto do Emprego e Formação Profissional;                 Assim, desde o ano de 1994 vêm sendo realizadas
                                                                                      várias actividades de implantação de Marcos Geodési-
                      d) As Câmaras de Comércio;                                      cos de Referência Nacional em todas as ilhas de Cabo
                                                                                      Verde, construindo assim Vértices Geodésicos baseados
                      e) As Organizações Sindicais;
                                                                                      no Sistema World Geodetic System 1984 (WGS 84 ) e o In-
                      f) As empresas públicas e privadas;                             ternational Terrestrial Reference Frame 1996 ( ITRF96).

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1144 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                    A Rede Geodésica Nacional cobre todo o território, com            dos executar, salvo o disposto nos acordos e obrigações
                  um conjunto de Marcos Geodésicos capazes de apoiar                  assumidas a nível internacional, designadamente, no
                  inúmeras actividades que utilizam tais informações, como            âmbito da Organização Hidrográfica Internacional (IHO)
                  por exemplo a cartografia, o cadastro predial nacional, o            e da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO).
                  sector da habitação, ordenamento do território, referên-                                                   Artigo 3º
                  cias para obras de engenheira, construção de estradas,
                                                                                                                           Definições
                  túneis, pontes, saneamento, energia, telecomunicações
                  e todos serviços e instituições públicas e privadas, que               Para efeitos do presente diploma entende-se por:
                  trabalham com informação georreferenciada.                                 a)     Cartografia oficial – toda a cartografia
                    Dada a sua extrema importância, foram reabilitados 62                            directamente produzida ou promovida, a sua
                  (sessenta e dois) vértices geodésicos (pinturas, reboco e                          produção pelo serviço central de cartografia,
                  reconstrução) espalhadas para as ilhas de Santiago, São                            nos termos da legislação em vigor;
                  Nicolau, Fogo, Brava, Boa Vista, Maio e Santo Antão e                      b) Coordenada altimétrica – a distância vertical,
                  cerca de 40 (quarenta) marcos foram construídos.                                à superfície da Terra, entre um ponto e uma
                    A manutenção e gestão contínua de cerca de uma cen-                           referência arbitrária estabelecida;
                  tena de marcos geodésicos existentes espalhadas para                       c) Coordenadas geográficas – a forma de referenciar,
                  todas as ilhas, é uma necessidade e cabe aos municípios                          sem ambiguidade, um ponto na superfície da
                  e á sociedade civil a sua preservação.                                           Terra a partir da sua latitude e longitude;
                    Ao longo dos anos fomos assistindo a vários actos de                     d) Coordenadas planimétricas – a forma de
                  destruição dos Marcos Geodésicos, quer por actos mera-                         referenciar numa quadrícula no plano, sem
                  mente negligentes, designadamente por falta de identi-                         ambiguidade, um ponto na superfície da
                  ficação e conhecimento da sua importância, ou mesmo                             Terra a partir da sua distância à meridiana e
                  através de acções de vandalismo, sem que os infractores                        à perpendicular;
                  sejam sancionados por ausência de previsão legal.
                                                                                             e) Cabo Verde Reference System 1996 (CVRS96) – é
                    Para por cobro à situação prevalecente, foi concebida                         o Sistema de Referenciação Nacional de Cabo
                  a elaboração de um regime jurídico de identificação e                            Verde, conseguido com base nos resultados
1 443000 002089




                  protecção dos marcos da rede geodésica nacional.                                dos cálculos relativos às Observações
                    Nestes termos;                                                                Geodésicas que ligaram as Ilhas de Cabo
                                                                                                  Verde ao International Terrestrial Reference
                    Ao abrigo do disposto no n.º 3 do artigo 5º do Decreto-                       Frame 1996 (ITRF96), através das Estações
                  Lei n.º 55/2010, de 6 de Dezembro, que estabelece os                            Permanentes do International Global
                  princípios e as normas a que deve obedecer a produção                           Navigation Satellite System Service (IGS) de
                  cartográfica no território nacional; e                                           Madrid e Fortaleza no ano de 1996;
                    No uso da faculdade conferida pela alínea a) do n.º 2 do                 f) Elipsóide – a figura matemática que melhor se
                  artigo 204º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:                       adequa à forma da Terra e que resulta da
                                           Artigo 1º                                               revolução de uma elipse em torno do seu eixo
                                           Objecto
                                                                                                   menor;
                                                                                             g) Geodesia – é o estudo da figura da Terra, no
                    1. O presente diploma estabelece o regime jurídico de
                                                                                                  que se refere à sua forma e dimensões, e
                  geodesia.
                                                                                                  ao seu campo gravitacional. É com base
                    2. O disposto no número anterior abrange:                                     nesses elementos determinados que um sem
                      a) O sistema nacional de coordenadas geográficas,                            número de actividades relacionadas com o
                           planimétricas e altimétricas;                                          geoposicionamento têm o seu suporte e se
                                                                                                  desenvolvem;
                      b) O sistema de referência de coordenadas a utilizar
                            na compilação de informação geográfica e                          h) Gravimetria – determina, com recurso a um
                            cartográfica oficial, referente ao território                           equipamento designado de gravímetro, a
                            nacional;                                                             medição do campo gravítico da Terra. O valor
                                                                                                  da gravidade de um ponto e o valor da sua
                      c) As competências, para a materialização e                                 coordenada altimétrica estão correlacionados;
                          manutenção física dos marcos ou vértices
                                                                                             i) Global Navigation Satellite System (GNSS) –
                          geodésicos; e
                                                                                                  acrónimo genérico para referir os sistemas de
                      d) A recolha, actualização e distribuição dos dados                         navegação por satélite.
                            geodésicos.
                                                                                             f) Geodetic Reference System 1980 (GRS80) – é a
                                           Artigo 2º                                              superfície de referência geodésica actualmente
                                     Âmbito de aplicação                                          mais utilizada nos data geodésicos globais;
                    O presente diploma aplica-se aos dados de informação                     g) International Association of Geodesy (IAG) –
                  geográfica resultantes dos trabalhos topográficos ou                              é uma das sete associações pertencente à
                  cartográficos realizados pelo Estado ou por este manda-                          União Internacional de Geodesia e Geofísica

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                           1145

                          (UIGG) criada com o objectivo de promover                                                       Artigo 4º
                          a cooperação e a investigação científica,                         Sistema de referência de coordenadas geográficas
                          em escala global, no campo da Geodesia,
                          designadamente o estudo da forma,                          1. A referenciação em coordenadas geográficas é efec-
                          movimento de rotação e gravidade da Terra,               tuada no sistema CVRS96.
                          bem como de outros planetas e satélites;
                                                                                      2. O sistema referido no número anterior tem associado
                     h) International GNSS Service (IGS) – é uma                   o elipsóide IAG e GRS80, cujas características constam do
                          associação voluntária de mais de 200                     Anexo I ao presente diploma, do qual faz parte integrante.
                          (duzentas) agências em todo o mundo
                                                                                                                          Artigo 5º
                          que recolhe e processa dados de estações
                          permanentes Global Positioning System –                        Sistema de referência de coordenadas planimétricas
                          EUA (GPS) e GLObal’naya NAvigatsionnaya
                          Sputnikovaya Sistema – Rússia (GLONASS)                    A referenciação em coordenadas planimétricas é
                          para gerar dados de grande precisão. A IGS               efectuada, em todas as escalas de representação, com
                          fornece dados com a mais alta qualidade,                 a projecção cartográfica Cónica conforme Secante de
                          nomeadamente os que servem de padrão para                Lambert, Centro de Projecção com Latitude de 15º 50’
                          o GNSS;                                                  Norte e Longitude de 24º Oeste, paralelos normais com
                                                                                   Latitudes de 15º 00’ e 16º 40’ Norte e translação da origem
                     i) Informação geográfica – a informação relativa à             para o ponto de Latitude 14º 40’ Norte e de Longitude
                           superfície da Terra, bem como à geometria,
                                                                                   14º 40’ Oeste.
                           distribuição espacial e atributos dos
                           fenómenos que a ocupam;                                                                        Artigo 6º

                     j) International Terrestrial Reference Frame 1996                     Sistema de referência de coordenadas altimétricas
                           (ITRF96) – é o sistema de referência global
                                                                                     1. O sistema de referência de coordenadas altimétricas
                           determinado com dados de vértices das
                                                                                   é efectuado com base nos registos do nível médio das
                           estações permanentes internacionais, que foi
                                                                                   águas do mar e nas referências maregráficas locais para
                           determinado com observações GPS em 1996;
                                                                                   cada uma das ilhas do território nacional.
                     k) Marcos ou vértices geodésicos – são as
                         materializações, sobre o terreno, de pontos                 2. A referência altimétrica para uso em cartografia
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                         da rede geodésica. As coordenadas que                     náutica – zero hidrográfico – é definida e publicada pela
                         representam são, regra geral, mais exactas                autoridade marítima competente nos termos da lei.
                         planimetricamente e são, normalmente,                                                            Artigo 7º
                         construções em alvenaria com uma forma
                         cilíndrica, de tronco de cone, ou piramidais;                                  Materialização e caracterização

                     l) Posicionamento por satélite – o conjunto de                  1. A materialização do sistema de referência de coor-
                          métodos e técnicas utilizadas na determinação            denadas é efectuada através das seguintes redes:
                          da posição de pontos à superfície da Terra com
                                                                                          a) Rede Geodésica de Referência de Cabo Verde
                          recurso à observação de satélites artificiais;
                                                                                               (RGRCV);
                     m)   Projecção cartográfica – o processo de
                          transformação, geométrico ou analítico,                         b) Rede Geodésica Fundamental de Cabo Verde
                          utilizado para representar sobre o plano a                           (RGFCV);
                          rede geográfica de meridianos e de paralelos                     c) Rede de Nivelamento de Precisão de Cabo Verde
                          da Terra, representada já matematicamente                            (RNPCV); e
                          como um elipsóide de referência;
                                                                                          d) Rede Gravimétrica de Precisão de Cabo Verde
                     n) Tacos de nivelamento – são as materializações,
                          sobre o terreno, de pontos da rede geodésica.                        (RGPCV).
                          As coordenadas que representam são, de                     2. A RGRCV compreende o conjunto de marcos ou
                          todas as redes existentes, as mais exactas               vértices geodésicos de referência e de estações perma-
                          altimetricamente e resultam de trabalhos                 nentes para recolha de informação de posicionamento
                          de nivelamento e de gravimetria e regra                  por satélite, destinada a garantir a ligação ao sistema
                          geral são materializadas por peças metálicas             geodésico mundial estabelecido pelo International GNSS
                          cravadas em locais ou construções estáveis;              Service (IGS).
                     o) Sistema de coordenadas – a forma de referenciar,
                           sem ambiguidade, a posição de um ponto no                 3. A RGFCV é composta por um conjunto de marcos
                           plano ou sobre uma superfície, através de               ou vértices geodésicos designados, além do nome, por
                           ângulos e distâncias, medidos a partir de               diferentes ordens ou apenas de auxiliares:
                           referências estabelecidas; e                                   a) Os marcos ou vértices geodésicos são designados
                     p) Sistema de referência – o modelo com forma                             de 1ª (primeira) e 2ª (segunda) ordens, de
                          e dimensões tão próximas quanto possível                             acordo com a sua maior ou menor exactidão
                          das da Terra ou, mais exactamente, do                                posicional, distribuem-se homogeneamente
                          geóide, destinado a estabelecer, com grande                          pelo território, são implantados em locais
                          exactidão, a posição relativa entre lugares.                         estáveis e caracterizados por uma construção

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                  1146 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                            em alvenaria com o formato cilíndrico ou de                                                      Artigo 10º
                            tronco de cone, de cor branca e com uma cinta                                                   Instalação
                            preta sensivelmente a meio; e                                1. A instalação de marcos ou vértices geodésicos e de
                       b) Os marcos ou vértices geodésicos designados                  tacos de nivelamento, deve satisfazer os critérios técnicos
                            de auxiliares têm uma implantação local e                  definidos e publicados pelo serviço central responsável
                            destinam-se a facilitar a ligação ao sistema               pela cartografia e a sua localização deve preferencialmen-
                            geodésico nacional da informação geográfica                 te ser estabelecida em locais do domínio público.
                            das áreas urbanas produzida no âmbito                        2. A instalação de marcos ou vértices geodésicos e de
                            municipal e são caracterizados por formas                  marcas de nivelamento em prédios pertencentes a enti-
                            cilíndricas ou em disco, preferencialmente de              dades privadas ou autarquias locais, obedece ao disposto
                            metal não oxidável, cravado no solo, com pelo              na lei dos solos, aprovado pelo Decreto-Legislativo n.º
                            menos 10 cm (dez centímetro) de diâmetro.                  2/2007, de 19 de Julho, e no regime de expropriação de
                    4. A RNPCV e a RGPCV são compostas por Tacos                       imóveis e de direitos a este relativo por causa de utilidade
                  de Nivelamento (TN), têm uma distribuição nacional                   pública, estabelecido pelo Decreto-Legislativo n.º 3/2007,
                  não homogénea, materializam os pontos integrados no                  de 19 de Julho.
                  sistema de referência de coordenadas altimétricas, são                 3. As entidades públicas e privadas que, no âmbito
                  caracterizadas por peças metálicas com um formato de                 das suas actividades, tenham instalado ou venham a
                  disco ou quadrangular e uma dimensão de 4 cm (quatro                 instalar estações permanentes, apenas podem efectuar a
                  centímetro) de raio ou 8 cm (oito centímetro) de lado, nor-          distribuição pública dos respectivos dados através do sis-
                  malmente cravadas em soleiras de edificações estáveis,                tema de distribuição a implementar pelo serviço central
                  tais como igrejas, monumentos, e outros, são utilizados              responsável pela cartografia e desde que se verifiquem
                  para o transporte da referência altimétrica ao longo do              os critérios referidos no n.º 1.
                  território.
                                                                                         4. As instalações referidas no número anterior, para
                    5. A constituição das RGRCV, RGFCV, RNPCV e                        distribuição pública, são submetidas a vistoria técnica a
                  RGPCV compete ao serviço central responsável pela                    efectuar pelo serviço central responsável pela cartogra-
                  cartografia.                                                          fia e a sua integração na RGRCV efectua-se de comum
                    6. Os municípios podem adensar a RGFCV, com a criação              acordo, entre a entidade em causa e o serviço central
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                  de auxiliares, devendo nessas circunstâncias solicitar a             responsável pela cartografia.
                  colaboração técnica do serviço central responsável pela                                                    Artigo 11º
                  cartogr7. Os marcos ou vértices geodésicos auxiliares                                             Protecção e Servidão
                  referidos na alínea b) do n.º 3, só podem ser integradas               1. As estações permanentes, os marcos ou vértices geo-
                  na RGFCV no caso de as suas coordenadas serem deter-                 désicos e os tacos de nivelamento pertencentes ao sistema
                  minadas ou verificadas pelo serviço central responsável               de referência de coordenadas geográficas, planimétricas
                  pela cartografia, devendo este serviço ser solicitado pelo            e altimétricas são de interesse público e, como tal, con-
                  Município interessado.                                               siderados bens do domínio público do Estado.
                                           Artigo 8º
                                                                                         2. É estabelecida ainda uma faixa de protecção, num
                                        Competências
                                                                                       raio de 20 m (vinte metros) circunjacente aos marcos
                    1. O serviço central responsável pela cartografia é                 ou vértices geodésicos, na qual são interditas acções de
                  a única entidade nacional competente para o proces-                  plantação, de construção e outras obras ou trabalhos de
                  samento das observações conducentes à obtenção das                   qualquer natureza que impeçam a sua visibilidade.
                  coordenadas dos marcos ou vértices geodésicos e das                    3. A área de servidão dos marcos ou vértices geodésicos
                  estações permanentes da RGRCV, dos marcos ou vértices                da rede geodésica nacional constitui uma condicionante e,
                  geodésicos que compõem a RGFCV, assim como dos tacos                 como tal, deve constar expressamente do Plano Director
                  de nivelamento.                                                      Municipal (PDM).
                    2. Compete ao serviço central responsável pela carto-                4. A área de Servidão das Estações Permanentes é de-
                  grafia a definição do sistema de referência de coordenadas,            finida por Despacho do Membro do Governo Responsável
                  para uso oficial, em território nacional.                             pela área de Cartografia e Cadastro.
                    3. As observações podem ser executadas por entidades                 5. Os novos marcos ou vértices geodésicos e os tacos
                  públicas e privadas, desde que respeitadas as normas                 de nivelamento devem ter sempre a indicação de que são
                  técnicas estabelecidas pelo serviço central responsável              Património do Estado.
                  pela cartografia e difundidas no seu sítio da Internet.
                                                                                         6. Os proprietários de prédios onde estejam implanta-
                    4. O serviço público de distribuição dos dados relativos           dos marcos ou vértices geodésicos e tacos de nivelamento
                  ao sistema de coordenadas de referência deve efectuar-se             podem, fundamentadamente, solicitar ao serviço central
                  de forma livre e sem custos para os utilizadores, ficando             responsável pela cartografia a sua remoção ou deslocação.
                  os encargos por conta de orçamento público.
                                                                                         7. As condições e instruções para a elaboração dos pe-
                                           Artigo 9º
                                                                                       didos a que se refere o número anterior são publicitadas
                                 Levantamentos cartográficos
                                                                                       no sítio de internet do serviço central responsável pela
                    Os levantamentos cartográficos sistemáticos apoiam-se               cartografia e as despesas decorrentes da sua deslocação
                  obrigatoriamente na Rede Geodésica Nacional.                         incorrem sobre o proprietário que a solicitar.

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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                              1147
                                           Artigo 12º                                 de estações permanentes, marcos ou vértices geodésicos e
                                      Contra-ordenação                                tacos de nivelamento obedece ao disposto na lei de solos e
                                                                                      no regime das expropriações por utilidade pública.
                    Sem prejuízo da eventual responsabilidade civil, dis-
                  ciplinar ou criminal, é punível como contra-ordenação:                                                    Artigo 20º
                                                                                                                          Manutenção
                      a) A remoção, a destruição total ou parcial, a
                          deslocação e o impedimento do normal                          1. A manutenção física das estações permanentes que
                          funcionamento dos bens do domínio público                   compõem a RGFCV é da competência das entidades
                          do Estado referidos no n.º 1 do artigo anterior,            proprietárias.
                          por parte de qualquer entidade pública ou                      2. A manutenção física dos marcos ou vértices geodésicos
                          privada;                                                    e os tacos de nivelamento, existentes e a implantar, são da
                      b) A plantação, a construção e outras obras ou                  competência dos municípios nas quais eles se localizam.
                           trabalhos de qualquer natureza que impeçam
                                                                                        3. Compete ao serviço central responsável pela carto-
                           a visibilidade da faixa de protecção referida
                                                                                      grafia estabelecer as normas técnicas para a realização
                           no n.º 2 do artigo anterior.
                                                                                      dos trabalhos previstos nos nºs 1 e 2.
                                           Artigo 13º
                                                                                        4. Compete ao serviço central responsável pela car-
                                           Coimas
                                                                                      tografia definir os planos de inspecção das estações
                    A contra-ordenação prevista no número anterior é                  permanentes, dos marcos ou vértices geodésicos e dos
                  punível com coima graduada de:                                      tacos de nivelamento, bem como as ocorrências a reportar
                      a) 10.000$00 (dez mil escudos) até ao máximo de                 decorrentes dessas inspecções.
                           150.000$00 (cento e cinquenta mil escudos),                                                      Artigo 21º
                           no caso de pessoa singular; e                                   Marcos ou vértices geodésicos actualmente existentes
                      b) De 150.000$00 (cento e cinquenta mil escudos)                   1. É publicado no Anexo II ao presente diploma, do
                           até ao máximo de 300.000$00 (trezentos mil                 qual faz parte integrante, a lista dos marcos ou vértices
                           escudos), no caso de pessoa colectiva.                     geodésicos actualmente existentes descriminados por
                                           Artigo 14º                                 Concelho, Freguesia e Zona de localização, onde consta
1 443000 002089




                                     Destino das Coimas                               a sua designação, e as suas coordenadas geográficas, pla-
                                                                                      nimétricas e altimétricas, que são fornecidas pelo serviço
                    O produto das coimas reverte em 60% (sessenta por                 nacional de cartografia e cadastro ou através da IDE-CV.
                  cento) para os cofres do Estado e 40% (quarenta por cento)
                  para o serviço central responsável pela cartografia.                   2. Todas as alterações posteriores que venham a ser
                                                                                      introduzidas na rede geodésica nacional, no decurso de
                                           Artigo 15º
                                                                                      novas compensações da rede ou outras, são publicadas
                                  Negligência e a Tentativa                           no sítio da Internet do serviço central responsável pela
                    A negligência e a tentativa são puníveis.                         cartografia.
                                           Artigo 16º                                                                       Artigo 22º
                                    Instrução do Processo                                                             Entrada em vigor

                    É competente para determinar a instauração de pro-                  O presente diploma entra em vigor no dia imediato ao
                  cessos de contra-ordenação, para designar instrutor e               da sua publicação.
                  para aplicar as respectivas coimas, o dirigente máximo                          Visto e aprovado no Conselho de Ministros de 1
                  do serviço central responsável pela cartografia.                                   de Setembro de 2011
                                           Artigo 17º
                                                                                        José Maria Pereira Neves - Cristina Isabel Lopes da
                                          Remissão
                                                                                      Silva Monteiro Duarte - José Carlos Lopes Correia - José
                    Às contra-ordenações previstas no presente diploma é              Maria Fernandes da Veiga - Sara Maria Duarte Lopes
                  aplicado o regime geral que regula o processo de contra-
                                                                                                  Promulgada em 19 de Dezembro de 2011
                  ordenações, aprovado pelo Decreto-Legislativo n.º 9/95,
                  de 27 de Outubro.                                                      Publique-se.
                                           Artigo 18º                                  O Presidente da República, JORGE CARLOS DE
                                   Embargo de obras novas                             ALMEIDA FONSECA
                    Em caso de infracção do disposto no n.º 2 do artigo                                          ANEXO I
                  11º ficam embargadas as obras, entretanto realizadas,                             (A que se refere o n.º 2 do artigo 4º)
                  ou destruídas as plantações feitas em contravenção à                SISTEMA DE REFERÊNCIA DE COORDENADAS
                  proibição estabelecida, a expensas do autor e sem direito                        GEOGRÁFICAS
                  a qualquer indemnização.
                                                                                         Elipsóide GRS 1980 (Geodetic Reference System)
                                           Artigo 19º
                                   Regime de Expropriação                                Eixo equatorial (a) = 6.378.137,0000 metro

                    A expropriação de terrenos para constituição de servidão             Eixo polar (b) = 6.356.752,3141 metro
                  nos termos do presente diploma para efeitos de construção              Inverso do achatamento (1/f) = 298,257222101

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
Documento descarregado pelo utilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32.
                                                                  © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida.


                  1148 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                                                                   ANEXO II
                                                      (A que se refere o n.º1 do artigo 21º)
                                MARCOS OU VÉRTICES GEODÉSICOS ACTUALMENTE EXISTENTES
                                                                       Quadro I
                                           MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA DE SANTO ANTÃO

                       ILHA         NOME DO MARCO            NOME CONCELHO                         NOME FREGUESIA                              NOME ZONA

                  S. ANTÃO        BARTOLOMEU               RIBEIRA GRANDE                      S.PEDRO APOSTOLO                       CHÃ DE IGREJA
                  S. ANTÃO        BASE ESTE                PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       VILA DO PORTO NOVO
                  S. ANTÃO        BASE OESTE               PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       VILA DO PORTO NOVO
                  S. ANTÃO        BRANQUINHO               PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       VILA DO PORTO NOVO
                  S. ANTÃO        CAGARRA                  PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       LOMBO DAS LANÇAS
                  S. ANTÃO        CABO FRIO                PORTO NOVO                          S.JOÃO BAPTISTA                        TARRAFAL
                  S. ANTÃO        CHÃ DE PEIXINHO          PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       VILA DO PORTO NOVO
                  S. ANTÃO        CHÃ DO NORTE             PORTO NOVO                          SANTO ANDRE                            CHÃ DE NORTE
                  S. ANTÃO        CHUPADOURO               RIBEIRA GRANDE                      S.PEDRO APOSOLO                        CHA DE IGREJA
                  S. ANTÃO        CIDRÃO                   PORTO NOVO                          SANTO ANDRE                            NORTE
                  S. ANTÃO        COCULI                   RIBEIRA GRANDE                      SANTO CRUCIFIXO                        COCULI
                  S. ANTÃO        CRUZINHA DE GRAÇA        RIBEIRA GRANDE                      S.PEDRO APOSTOLO                       CHÃ DE IGREJA
1 443000 002089




                  S. ANTÃO        CURRAL DAS VACAS         PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       CURRAL DAS VACAS
                  S. ANTÃO        CURRAL VELHO             PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       LOMBO DAS LANCAS
                  S. ANTÃO        CURRALINHO               PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       TARRAFAL MONTE TRIGO
                  S. ANTÃO        DONATA                   PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       VILA DO PORTO NOVO
                  S. ANTÃO        ERVA DOCE                PORTO NOVO                          SANTO ANDRE                            MONTE TRIGO
                  S. ANTÃO        ESCOLA DE CORDA          RIBEIRA GRANDE                      SANTO CRUCIFIXO                        CORDA II
                  S. ANTÃO        IGREJA                   PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       VILA DO PORTO NOVO
                  S. ANTÃO        LOMBA DE BOI             PAUL                                S. A. DAS POMBAS                       JANELA
                  S. ANTÃO        LOMBO DAS PEDRAS         RIBEIRA GRANDE                      SANTO CRCIFIXO                         CORDA II
                  S. ANTÃO        MANUEL DOS JOELHOS RIBEIRA GRANDE                            SANTO CRUCIFIXO                        COCULI
                  S. ANTÃO        MESA                     PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       LOMBO DAS FIGUEIRAS
                  S. ANTÃO        MONTE AMÉRICA            PORTO NOVO                          SANTO ANDRE                            NORTE
                  S. ANTÃO        MONTE BARREIROS          PORTO NOVO                          SANTO ANDRE                            NORTE
                  S. ANTÃO        MONTE CÍRIO              PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       CIRIO
                  S. ANTÃO        MONTE CORNETA            PORTO NOVO                          SANTO ANDRE                            MONTE TRIGO
                  S. ANTÃO        MONTE FONTINHA           PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       TARRAFAL MONTE TRIGO
                  S. ANTÃO        MONTE LAJES              PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       CATANO
                  S. ANTÃO        MONTE TRÁFEGO            PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       ÁGUA DOS VELHOS
                  S. ANTÃO        MORRINHO D’ ÉGUA         PORTO NOVO                          SANTO ANDRE                            CHÃ DO NORTE
                  S. ANTÃO        MORRINHO DE PASSAGEM PORTO NOVO                              S. JOÃO BAPTISTA                       VILA DO PORTO NOVO
                  S. ANTÃO        MORRINHO DE VENTO        PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       MORRO DE VENTO
                  S. ANTÃO        MORRO DO BREJO           PORTO NOVO                          S. JOÃO BAPTISTA                       VILA DO PORTO NOVO


                              https://kiosk.incv.cv                                              1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                              1149

                       ILHA          NOME DO MARCO         NOME CONCELHO                         NOME FREGUESIA                              NOME ZONA

                  S. ANTÃO         MORRO NAVIO            PORTO NOVO                         S. JOÃO BAPTISTA                       LOMBO DAS LANÇAS
                  S. ANTÃO         PASSO DE PAU           PORTO NOVO                         S. JOÃO BAPTISTA                       TARRAFAL MONTE TRIGO
                  S. ANTÃO         PAU SECO               PAUL                               S. A. DAS POMBAS                       EITO
                  S. ANTÃO         PAUL                   PAUL                               S. A. DAS POMBAS                       VILA DAS POMBAS
                  S. ANTÃO         PICO DA CRUZ           PAUL                               S. A. DAS POMBAS                       PICO DA CRUZ
                  S. ANTÃO         PICO DA GAIVA          PORTO NOVO                         S. JOÃO BAPTISTA                       JOÃO BENTO
                  S. ANTÃO         PONTA SALINA           PORTO NOVO                         S. JOÃO BAPTISTA                       TARRAFAL MONTE TRIGO
                  S. ANTÃO         PONTA DO BREJO         PORTO NOVO                         S. JOÃO BAPTISTA                       VILA DO PORTO NOVO
                  S. ANTÃO         PONTA DO SOL           RIBEIRA GRANDE                     N. S. LIVRAMENTO                       VILA DA PONTA DO SOL
                  S. ANTÃO         QUEIMADO               PORTO NOVO                         S. JOÃO BAPTISTA                       LOMBO DAS LANÇAS
                  S. ANTÃO         RIBEIRA TORTA          PORTO NOVO                         S. JOÃO BAPTISTA                       VILA DO PORTO NOVO
                  S. ANTÃO         RIBEIRA DA CRUZ        PORTO NOVO                         S.ANDRADE                              CHÃ DO NORTE
                  S. ANTÃO         TARRAFAL               PORTO NOVO                         S. JOÃO BAPTISTA                       TARRAFAL MONTE TRIGO
                  S. ANTÃO         TOPE DE COROA          PORTO NOVO                         S. JOÃO BAPTISTA                       TOPE DE COROA
                  S. ANTÃO         TOPE SILVÃO            PAUL                               S. A. DAS POMBAS                       JANELA

                                                                     Quadro II
                                             MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA DE SÃO VICENTE
1 443000 002089




                       ILHA            NOME DO MARCO        NOME CONCELHOELHO                         NOME FREGUESIA                           NOME ZONA
                  S. VICENTE       ALTO S JOÃO              S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB. DE JULIÃO
                  S. VICENTE       ALTO SANTO ANTÓNIO       S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       BAIA DAS GATAS           S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     SALAMANSA
                  S. VICENTE       BASE NW                  S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB. DE VINHA
                  S. VICENTE       BASE SE                  S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB. DE JULIÃO
                  S. VICENTE       CALHAU                   S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB. DE CALHAU
                  S. VICENTE       CALHETA GRANDE           S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB. DE JULIÃO
                  S. VICENTE       CAPELA S. JOÃO           S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB.DE JULIÃO
                  S. VICENTE       CAPITANIA                S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       CARALENA                 S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       CRAQUINHA                S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       CRUZ DO PAPA             S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       FAROL DE S.PEDRO         S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     SÃO PEDRO
                  S. VICENTE       FATEIXA                  S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     SÃO PEDRO
                  S. VICENTE       FLAMENGOS                S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     SÃO PEDRO
                  S. VICENTE       FONTE FRANCÊS            S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       GUINCHO                  S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       HOSPITAL NOVO            S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       IGREJA MATRIZ            S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       IGREJA DO NAZARENO       S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       JOÃO RIBEIRO             S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       LAZARETO                 S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB.DE VINHA
                  S. VICENTE       LICEU JORGE. BARBOSA     S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO


                               https://kiosk.incv.cv                                           1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1150 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                       ILHA            NOME DO MARCO          NOME CONCELHOELHO                         NOME FREGUESIA                           NOME ZONA

                  S. VICENTE       LOMBO CRAQUINHA            S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB. DE JULIÃO
                  S. VICENTE       M0RRO BRANCO               S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB. DE VINHA
                  S. VICENTE       MADEIRALZINHO              S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       MASTRO DO FAROLIM          S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       MONTE RIBEIRA JULIÃO       S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB. DE JULIÃO
                  S. VICENTE       MONTE S. JOÃO              S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB. DE JULIÃO
                  S. VICENTE       MONTE VERDE                S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     LAMEIRÃO
                  S. VICENTE       MORRO BEIJINHA             S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     SÃO PEDRO
                  S. VICENTE       OBSERVATÓRIO               S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       PICO ALVES MARTINHO        S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB.DE JULIÃO
                  S. VICENTE       ROTCHINHA                  S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       SALAMANSA                  S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     SALAMANSA
                  S. VICENTE       SILO                       S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       TORRE OBRAS PÚBLICAS       S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     CIDADE DO MINDELO
                  S. VICENTE       VIANA ASTRONOMICA          S. VICENTE                              Nª. Srª. DA LUZ                     RIB.DE CALHAU
                  S. VICENTE       VIANA NOVO                 SÃO VICENTE                             N.S. da LUZ                         CALHAU

                                                                      Quadro III
1 443000 002089




                                            MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA DE SANTA LUZIA

                                                       ILHA                               NOME DO MARCO
                                        SANTA LUZIA                             ÁGUA DOCE
                                        SANTA LUZIA                             MONTE CREOULO
                                        SANTA LUZIA                             MONTE ESPIA
                                        SANTA LUZIA                             PONTA SALINA
                                        SANTA LUZIA                             TOPONA

                                                                      Quadro IV
                                                 MARCOS GEODÉSICOS DO ILHÉU BRANCO

                                                 ILHÉU                                        NOME DO MARCO
                                   ILHÉU BRANCO                               TOPE MIGUEL D’ ANA

                                                                       Quadro V
                                                   MARCOS GEODÉSICOS DO ILHÉU RASO

                                                 ILHÉU                                        NOME DO MARCO
                                   ILHÉU RASO                                 Mte. DA RIB. DO LADRÃO
                                   ILHÉU RASO                                 CHÃ BRANCA (NOVO)

                                                                      Quadro VI
                                            MARCOS GEODÉSICOS DO ILHÉU DOS PÁSSAROS

                                                 ILHÉU                                        NOME DO MARCO
                                   ILHÉU DOS PASSÁRO                          ILHÉU DOS PASSAROS


                               https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                             1151

                                                                    Quadro VII
                                            MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA DE SÃO NICOLAU

                        ILHA         NOME DO MARCO       NOME CONCELHO                        NOME FREGUESIA                                  NOME ZONA
                  S. NICOLAU       ÁGUA BOA              RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         FIGUEIRA DE COCHO
                  S. NICOLAU       ALTO DAS CABAÇAS      RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         JUNCALINHO
                  S. NICOLAU       ALTO JOAQUINA         RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         FIGUEIRA DE COCHO
                  S. NICOLAU       BASE NORTE            RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         MORRO
                  S. NICOLAU       BASE SUL              RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         CALEJÃO
                  S. NICOLAU       CACHACINHO            Rib.BRAVA                        Nª. Srª.DA LAPA                             RIBEIRA FUNDA
                  S. NICOLAU       CARRIÇAL              RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         CARRIÇAL
                  S. NICOLAU       CHÃO BONITO           TARRAFAL                         S.FRANCISCO DE ASSIS                        FONTAINHAS
                  S. NICOLAU       COVOADINHA            RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         CARRIÇAL
                  S. NICOLAU       DEGOLADA              RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         CALEJÃO
                  S. NICOLAU       ESTÂNCIA BRÁS         RIB. BRAVA                       Nª Srª. DA LAPA                             ESTÂNCIA BRÁS
                  S. NICOLAU       FAROL DO BARRIL       TARRAFAL                         S.FRANCISCO DE ASSIS                        PRAIA BRANCA
                  S. NICOLAU       JUNCALINHO            RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         JUNCALINHO
                  S. NICOLAU       LOMBAZIA              RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         MORRO
                  S. NICOLAU       MONJOLO GRANDE        RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         PREGUIÇA
                  S. NICOLAU       MONTE BARREIROS       RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         CARRIÇAL
                  S. NICOLAU       MONTE BISSAU          RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         MORRO
                  S. NICOLAU       MONTE CARAMUJO        RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         CARVOEIROS
1 443000 002089




                  S. NICOLAU       MONTE GORDO           RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         CACHAÇO
                  S. NICOLAU       MONTE VERMELHO        RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         CARRIÇAL
                  S. NICOLAU       MORRINHO DE SUL       RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         CARRIÇAL
                  S. NICOLAU       PONTA CACIMBA         TARRAFAL                         S.FRANCISCO DE ASSIS                        PRAIA BRANCA
                  S. NICOLAU       PONTA DA GARÇA        RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         JUNCALINHO
                  S. NICOLAU       PRAIA BRANCA          TARRAFAL                         S.FRANCISCO DE ASSIS                        PRAIA BRANCA
                  S. NICOLAU       PREGUIÇA              RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         PREGUIÇA
                  S. NICOLAU       TOPE SIMOM            RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         JUNCALINHO
                  S. NICOLAU       TOPEQUINHO            RIB.BRAVA                        Nª. Srª. DO ROSÁRIO                         CARRIÇAL
                  S. NICOLAU       VERMELHARIA           TARRAFAL                         S.FRANCISCO DE ASSIS                        FONTAINHAS

                                                                   Quadro VIII
                                                   MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA DO SAL

                        ILHA       NOME DO MARCO        NOME CONCELHO                      NOME FREGUESIA                                   NOME ZONA
                  SAL            AEROPORTO ANTENA SAL                                  Nª. Srª.DAS DORES                           PALMEIRA
                  SAL            BASE ESTE              SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            BASE OESTE             SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PALMEIRA
                  SAL            BEIRONA                SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (RU)
                  SAL            CABEÇO SALINAS         SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (RU)
                  SAL            CAGARRAL               SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            CALDEIRA               SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            CASA BRANCA            SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (RU)
                  SAL            CASCALHO               SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (RU)
                  SAL            CENTRO EMISSOR         SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PALMEIRA

                               https://kiosk.incv.cv                                            1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1152 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                        ILHA       NOME DO MARCO       NOME CONCELHO                      NOME FREGUESIA                                   NOME ZONA
                  SAL            CENTRO EMISSOR AE- SAL                               Nª. Srª.DAS DORES                           PALMEIRA
                                 ROPORTO
                  SAL            CHÃ DE MATIAS         SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DOS ESPARGOS (US)
                  SAL            CISTERNA              SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (RU)
                  SAL            CURRALONA             SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            ESPARGOS              SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (US)
                  SAL            GOLF                  SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (US)
                  SAL            IGREJA                SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (US)
                  SAL            JALUNGA               SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (RU)
                  SAL            LEME VELHO            SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (US)
                  SAL            LOMBA BRANCA          SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           SANTA MARIA (RU)
                  SAL            MONTE CURRAL 1ª       SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DOS ESPARGOS (US)
                  SAL            MONTE CURRAL 2ª       SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DOS ESPARGOS (US)
                  SAL            MONTE GRANDE          SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            MONTE LESTE           SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PALMEIRA
                  SAL            MORRINHO DAS PEDRAS SAL                              Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            MORRINHO DE CARVÃO SAL                               Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            MORRINHO PONTA SAL                                   Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (US)
                                 PRETA
                  SAL            MORRO DAS P. FURADAS SAL                             Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            PALMEIRA              SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PALMEIRA
1 443000 002089




                  SAL            PEDRA DE LUME         SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            PISTA 07              SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PALMEIRA
                  SAL            PISTA SUL             SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PALMEIRA
                  SAL            PONTA FIURA           SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            RABO DE JUNCO         SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PALMEIRA
                  SAL            SALINAS               SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PEDRA DE LUME
                  SAL            SALININHAS            SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (US)
                  SAL            SANTA MARIA- DEP      SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (US)
                  SAL            SANTA MARIA           SAL                            N.S. das Dores                              VILA DE SANTA MARIA (RU)
                  SAL            SANTA MARIA SUL       SAL                            N.S. das Dores                              VILA DE SANTA MARIA (RU)
                  SAL            TERRA BOA             SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           PALMEIRA
                  SAL            VERA                  SAL                            Nª. Srª.DAS DORES                           VILA DE SANTA MARIA (RU)
                                                                    Quadro IX
                                              MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA DA BOAVISTA

                        ILHA       NOME DO MARCO       NOME CONCELHO                      NOME FREGUESIA                                   NOME ZONA
                  BOA VISTA      ABROLHAL              BOA VISTA                      S. JOÃO BAPTISTA                            JOÃO GALEGO
                  BOA VISTA      AMADOR                BOA VISTA                      SANTA ISABEL                                ESTÂNCIA DE BAIXO
                  BOA VISTA      BASE NORTE            BOA VISTA                      SANTA ISABEL                                ESTÂNCIA DE BAIXO
                  BOA VISTA      BASE SUL              BOA VISTA                      SANTA ISABEL                                ESTÂNCIA DE BAIXO
                  BOA VISTA      BELMONTE              BOA VISTA                      SANTA ISABEL                                POVOAÇÃO VELHA
                  BOA VISTA      CABEÇO DOS TARAFES BOA VISTA                         S. JOÃO BAPTISTA                            FUNDO DAS FIGUEIRAS
                  BOA VISTA      MORRO CALHAU          BOA VISTA                      S. JOÃO BAPTISTA                            FUNDO DAS FIGUEIRAS
                  BOA VISTA      PASSARÃO              BOA VISTA                      SANTA ISABEL                                BUFARREIRA
                  BOA VISTA      PONTA ALTAR           BOA VISTA                      S. JOÃO BAPTISTA                            JOÃO GALEGO

                               https://kiosk.incv.cv                                           1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
Documento descarregado pelo utilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32.
                                                             © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida.



                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                       1153

                      ILHA        NOME DO MARCO        NOME CONCELHO                   NOME FREGUESIA                                   NOME ZONA
                  BOA VISTA     ROCHA ESTÂNCIA         BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                FUNDO DAS FIGUEIRAS
                  BOA VISTA     ANA JOAQUINA           BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                ESTÂNCIA DE BAIXO
                  BOA VISTA     CAÇADOR                BOA VISTA                   S. JOÃO BAPTISTA                            CABEÇO DOS TARAFES
                  BOA VISTA     CONDINHO               BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                POVOAÇÃO VELHA
                  BOA VISTA     ESPARGOS               BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                POVOAÇÃO VELHA
                  BOA VISTA     JOAO GAGO              BOA VISTA                   S. JOÃO BAPTISTA                            CABEÇO DOS TARAFES
                  BOA VISTA     LACAÇAO                BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                POVOAÇÃO VELHA
                  BOA VISTA     LOMBA GREGORIO         BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                RABIL
                  BOA VISTA     MANGA LARGA            BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                POVOAÇÃO VELHA
                  BOA VISTA     MONTE ESTANCIA         BOA VISTA                   S. JOÃO BAPTISTA                            CABEÇO DOS TARAFES
                  BOA VISTA     MORRO DE AREIA         BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                RABIL
                  BOA VISTA     MORRO NEGRO            BOA VISTA                   S. JOÃO BAPTISTA                            POVOAÇÃO VELHA
                  BOA VISTA     PONTA ANTONIO          BOA VISTA                   S. JOÃO BAPTISTA                            BOFAREIRA
                  BOA VISTA     ROCHA PRETA            BOA VISTA                   S. JOÃO BAPTISTA                            JOÃO GALEGO
                  BOA VISTA     SALAMANSA              BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                POVOAÇÃO VELHA
                  BOA VISTA     SANTO ANTONIO          BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                RABIL
                  BOA VISTA     TORRAO DA IGEREJA      BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                POVOAÇÃO VELHA
                  BOA VISTA     FABRICA DE CHAVES      BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                RABIL
                  BOA VISTA     FAROL DE SAL REI       BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                VILA DE SAL REI
                  BOA VISTA     IGREJA RABIL           BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                RABIL
1 443000 002089




                  BOA VISTA     IGREJA SAL REI         BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                VILA DE SAL REI
                  BOA VISTA     CAPELA S. ANTONIO      BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                POVOAÇÃO VELHA
                  BOA VISTA     CURRAL VELHO           BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                POVOAÇÃO VELHA
                  BOA VISTA     MORRINHO               BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                RABIL
                  BOA VISTA     MORRO CALHAU           BOA VISTA                   S. JOÃO BAPTISTA                            JOÃO GALEGO
                  BOA VISTA     VIGIA                  BOA VISTA                   SANTA ISABEL                                SAL REI
                                                                  Quadro X
                                                  VERTICES GEODÉSICOS DA ILHA MAIO

                      ILHA        NOME DO MARCO        NOME CONCELHO                   NOME FREGUESIA                                   NOME ZONA

                  MAIO          LAGOA                  MAIO                        N.SR. DA LUZ                                BARREIRO
                  MAIO          BASE W                 MAIO                        N. SR. DA LUZ                               CALHETA
                  MAIO          BASE ESTE              MAIO                        N. SR. DA LUZ                               CALHETA
                  MAIO          PONTA CAIS             MAIO                        N. SR. DA LUZ                               CASCABULHO
                  MAIO          LOMBA DA VIGIA         MAIO                        N. SR. DA LUZ                               FIGUEIRA
                  MAIO          MONTE VERMELHO         MAIO                        N. SR. DA LUZ                               MORRINHO
                  MAIO          MONTE BATALHA          MAIO                        N.SR. DA LUZ                                MORRO
                  MAIO          MONTE PENOSO           MAIO                        N. SR. DA LUZ                               PEDRO VAZ
                  MAIO          FLAMENGOS              MAIO                        N. SR. DA LUZ                               RIBEIRA DOM JOÃO
                  MAIO          MONTE CALIÇA           MAIO                        N. SR. DA LUZ                               RIBEIRA DOM JOÃO
                  MAIO          SANTO ANTÓNIO          MAIO                        N. SR. DA LUZ                               SANTO ANTÓNIO
                  MAIO          PONTA PRETA            MAIO                        N. SR. DA LUZ                               VILA DO PORTO INGLÊS
                  MAIO          MONTINHO DO LUME MAIO                              N. SR. DA LUZ                               VILA DO PORTO INGLÊS
                  MAIO          PEDRO VAZ              MAIO                        N.SR. DA LUZ                                PEDRO VAZ


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                  1154 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                                                                Quadro XI
                                              MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA SANTIAGO

                     ILHA        NOME DO MARCO       NOME CONCELHO                    NOME FREGUESIA                                   NOME ZONA

                  SANTIAGO     ADRILAURA             PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            ACHADA S. ANTÓNIO
                  SANTIAGO     AEROPORTO             PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            ZONA DE AEROPORTO
                  SANTIAGO     ÁGUA FUNDA            PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            S.FILIPE DE BAIXO
                  SANTIAGO     BASE NORTE            PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            ACHADA GRANDE
                  SANTIAGO     BASE SUL              PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            ACHADA GRANDE
                  SANTIAGO     BASE SW               TARRAFAL                     SANTO AMARO                                 TARRAFAL
                  SANTIAGO     BOA ENTRADA           ASSOMADA                     S. CATARINA                                 BOA ENTRADA
                  SANTIAGO     BOCA LARGA            SANTA CRUZ                   S.TIAGO MAIOR                               BOCA LARGA
                  SANTIAGO     CHUPADEIRA            ASSOMADA                     S. CATARINA                                 CHUPADEIRO
                  SANTIAGO     COALHADA              PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            S.FELIPE DO MEIO
                  SANTIAGO     COQUEIRO              PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            COQUEIRO
                  SANTIAGO     COVA DO MINHOTO       PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            PALMAREJO
                  SANTIAGO     CRUZ DO PAPA          PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            MEIO ACHADA
                  SANTIAGO     ESTÊVÃO               SÃO DOMINGOS                 S.N. TOLENTINO                              MONTE NEGRO
                  SANTIAGO     FACHO                 PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            PONTA FACHO
                  SANTIAGO     FAROL                 PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            PRAINHA
                  SANTIAGO     FIGUEIRA DE ÁGUA      SANTA CRUZ                   S.T.MAIOR                                   MONTE NEGRO
1 443000 002089




                  SANTIAGO     GATO VALENTE          PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            MONTE GATO VALENTE
                  SANTIAGO     GENDÉ                 RIB. G. SANTIAGO S. JOÃO BAPTISTATA                                      SALINEIRO
                  SANTIAGO     GONÇALO AFONSO        PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            SAFENDE
                  SANTIAGO     GOTÔ BRAVO            ASSOMADA                     S. CATARINA                                 MONTE GATO BRAVO
                  SANTIAGO     GRACIOSA              TARRAFAL                     SANTO AMARO                                 MONTE GRACIOSO
                  SANTIAGO     ISABEL LOPES          PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            S.MARTINHO GRANDE
                  SANTIAGO     JOÃO GELA             SÃO DOMINGOS                 S. N. TOLENTINO                             S.FRANCISCO
                  SANTIAGO     LICEU                 PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            PLATEAU
                  SANTIAGO     MALAGUETA             ASSOMADA                     S. CATARINA                                 SERRA MALAGUETA
                  SANTIAGO     MANUEL LOPES          PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            S.FRANCISCO
                  SANTIAGO     MOERÃO                TARRAFAL                     SANTO AMARO                                 ACHADA MOIRÃO
                  SANTIAGO     MONTE AGARRO          TARRAFAL                     SANTO AMARO                                 MONTE NEGRO
                  SANTIAGO     MONTE ANGRA           ASSOMADA                     S. CATARINA                                 MONTE ANGRA
                  SANTIAGO     MONTE BABOSA          PRAIA                        Nª. Srª.DA GRAÇA                            MONTE BABOSA
                  SANTIAGO     MONTE COVADO          TARRAFAL                     SANTO AMARO                                 ACHADA CORREIA
                  SANTIAGO     MONTE GRANDE          ASSOMADA                     S. CATARINA                                 PALHA CARGA
                  SANTIAGO     MONTE PEDROSO         ASSOMADA                     S. CATARINA                                 ACHADA BEZERA
                  SANTIAGO     MONTE PELADO          ASSOMADA                     S. CATARINA                                 COSTA ACHADA
                  SANTIAGO     MONTE VERMELHO        PRAIA                        Nª. Srª. DA GRAÇA                           PALMAREJO
                  SANTIAGO     MONTINHO              PRAIA                        Nª. Srª. DA GRAÇA                           ACHADA GRANDE TRAZ
                  SANTIAGO     PENSAMENTO            PRAIA                        Nª. Srª. DA GRAÇA                           PENSAMENTO
                  SANTIAGO     PRAIA                 PRAIA                        Nª. Srª. DA GRAÇA                           PLATEAU
                  SANTIAGO     PRAIA BAIXO           SÃO DOMINGOS                 S. N. TOLENTINO                             PRAIA BAIXO
                  SANTIAGO     REDONDOS              RIB. G. SANTIAGO S. JOÃO BAPTISTATA                                      ACHADA MONTE REDONDO
                  SANTIAGO     RIBÃO CAVALO          ASSOMADA                     S. CATARINA                                 RIBEIRÃO CAVALO
                  SANTIAGO     RIBEIRETA             S.MIGUEL                     S. MIGUEL ARCANJO                           RIBEIRETA


                             https://kiosk.incv.cv                                         1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                              1155

                      ILHA           NOME DO MARCO           NOME CONCELHO                    NOME FREGUESIA                                   NOME ZONA

                  SANTIAGO          SALINEIRO                RIB. G. SANTIAGO S. JOÃO BAPTISTATA                                      SALINEIRO
                  SANTIAGO          SANTA CRUZ               SANTA CRUZ                   S.TIAGO MAIOR                               SANTA CRUZ
                  SANTIAGO          SÃO SALVADOR             S.S DO MUNDO                 S.S DO MUNDO                                PICOS
                  SANTIAGO          SNCC                     PRAIA                        Nª. Srª. DA GRAÇA                           PLATEAU
                  SANTIAGO          SOPRA BULO               PRAIA                        Nª. Srª. DA GRAÇA                           MONTE DOS BODES
                  SANTIAGO          TRILARANJO               PRAIA                        Nª. Srª. DA GRAÇA                           S.FELIPE
                  SANTIAGO          VOLTA                    RIB. G. SANTIAGO S. JOÃO BAPTISTATA                                      MONTE VOLTA
                  SANTIAGO          AGOSTINHO ALVES          PRAIA                        N.S. DA GRAÇA                               PENSAMENTO
                  SANTIAGO          S. DOMINGOS              S. DOMINGOS                  S. N. TOLENTINO                             S. DOMINGOS
                  SANTIAGO          TARRAFAL                 TARRAFAL                     S.AMARO ABADE                               VILA TARRAFAL
                                                                       Quadro XII
                                                        MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA FOGO

                   ILHA        NOME DO MARCO                NOME CONCELHO                        NOME FREGUESIA                                NOME ZONA

                  FOGO       AEROPORTO                    N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÄO FILIPE                             SÃO FILIPE
                  FOGO       AGUADINHA                    N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÃO FILIPE                             SÃO FILIPE
                  FOGO       ANTENA                       N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 S.ÃO FILIPE                            SÃO FILIPE
                  FOGO       ATALAIA                      N. SRA. DA AJUDA                     MOSTEIROS                              ATALAIA
                  FOGO       BASE N W                     N. SRA. DA AJUDA                     MOSTEIROS                              MORRO
1 443000 002089




                  FOGO       BASE S E                     N. SRA. DA AJUDA                     MOSTEIROS                              QUEIMADA GUINCHO
                  FOGO       BETÂNIA                      N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÃO FILIPE                             SANTO ANTÓNIO
                  FOGO       CALÇADINHA                   N. SRA. DA AJUDA                     MOSTEIROS                              CUTELO ALTO
                  FOGO       CEMITÉRIO                    N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÃO FILIPE                             SÃO FILIPE
                  FOGO       CONTRAMUÇA                   N. SRA. DA AJUDA                     MOSTEIROA                              FAJÃZINHA
                  FOGO       COVA FIGUEIRA                SANTA CATARINA                       SANTA CATARINA                         COVA FIGUEIRA
                  FOGO       DIOGO NUNES                  N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÃO FILIPE                             VICENTE DIAS
                  FOGO       ESPIA                        N. SRA. DA AJUDA                     MOSTEIROS                              PAI ANTÓNIO
                  FOGO       ESPIGÃO OU ARCO              SANTA CATARINA                       SANTA CATARINA                         TINTEIRA
                  FOGO       GASTÃO                       N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÃO FILIPE                             SÃO FILIPE
                  FOGO       HOTEL                        N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÃO FILIPE                             HOTEL
                  FOGO       LAGOA TRAZ                   N. SRA. DA AJUDA                     MOSTEIROS                              MOSTEIROS TRAZ
                  FOGO       LOBO                         N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÃO FILIPE                             LOBO
                  FOGO       MONTE ACHADA FURNA SANTA CATARINA                                 SANTA CATARINA                         ACHADA FURNA
                  FOGO       MONTE ALMADA                 SÄO LOURENÇO                         SÄO FILIPE                             TONGOM
                  FOGO       MONTE BARRO                  N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÃO FILIPE                             BRANDÃO
                  FOGO       MONTE BOCA LARGA             N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÃO FILIPE                             MONTE GRANDE
                  FOGO       MONTE CAPADO                 SANTA CATARINA                       SANTA CATARINA                         COVA FIGUEIRA
                  FOGO       MONTE CASA                   SANTA CATARINA                       SANTA CATARIANA                        COVA FIGUEIRA
                  FOGO       MONTE CASSANGA               SÃO LOURENÇO                         SÃO FILIPE                             PICO VICENTE
                  FOGO       MONTE CONTADOR               N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÃO FILIPE                             CABEÇA DO MONTE
                  FOGO       MONTE CURRAL DE LORNA N. SRA. DA CONCEIÇÄO                        SÃO FILIPE                             RIBEIRA FILIPE
                             MONTE GENEBRA OU
                  FOGO       SOCORRO          N. SRA. DA CONCEIÇÄO                             SÃO FILIPE                             PATIM
                  FOGO       MONTE GRANDE                 N. SRA. DA AJUDA                     MOSTEIROS                              FEIJOAL
                  FOGO       MONTE GRITO 1º               N. SRA. DA CONCEIÇÄO                 SÄO FILIPE                             SÃO FILIPE

                                https://kiosk.incv.cv                                              1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1156 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011


                   ILHA     NOME DO MARCO              NOME CONCELHO                         NOME FREGUESIA                                NOME ZONA

                  FOGO    MONTE GRITO 2º             N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÄO FILIPE                             SÃO FILIPE
                          MONTE JOÃO FERNAN-
                  FOGO    DES                N. SRA. DA AJUDA                              MOSTEIROS                              ATALAIA
                  FOGO    MONTE NHO CHÊ              N. SRA. DA AJUDA                      MOSTEIROS                              PAI ANTÓNIO
                  FOGO    MONTE PARAGEM              SANTA CATARINA                        SANTA CATARINA                         COVA FIGUEIRA
                  FOGO    MONTE PORTAL               SANTA CATARINA                        SANTA CATARINA                         ESTÂNCIA ROQUE
                  FOGO    MONTE PORTELA              N. SRA. DA AJUDA                      MOSTEIROS                              RIBEIRA DI ILHEU
                  FOGO    MONTE PRETO                SÃO LOURENÇO                          SÃO FILIPE                             RIBEIR A FILIPE
                  FOGO    MONTE TRAVASSO             SÃO LOURENÇO                          SÃO FILIPE                             ACHADA MENTIROSA
                  FOGO    MONTE VERDE                N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             SALTO
                  FOGO    MONTINHO                   N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             SÃO FILIPE
                  FOGO    PENEDO VERMELHO            N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             TONGOM
                  FOGO    PICO PIRES                 SÃO LOURENÇO                          SÄO FILIPE                             SÃO DOMINGOS
                  FOGO    PIRÂMIDE                   N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             TONGOM
                  FOGO    PONTO ALTO DO NIORTE SÃO LOURENÇO                                SÃO FILIPE                             CAMPANA CIMA
                  FOGO    PONTO ALTO DO SUL          N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             MONTE GRANDE
                  FOGO    RUÍNAS                     N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÕA FILIPE                             SÃO FILIPE
                  FOGO    SAMUEL                     N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             SÃO FILIPE
                  FOGO    SANTA FILOMENA             N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             MONTE GRANDE
                  FOGO    SÃO FILIPE                 N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             MONTE GRANDE
1 443000 002089




                  FOGO    SENA                       N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             SÃO FILIPE
                  FOGO    SOL NASCENTE               N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             SÃO FILIPE
                  FOGO    VALE DE CAVALEIROS         N. SRA. DA CONCEIÇÄO                  SÃO FILIPE                             TONGOM
                  FOGO    QUEIMADA GUINCHO           MOSTEIROS                             N. SR. DA AJUDA                        QUEIMADA GUINCHO
                  FOGO    ACHADA FURNA               SANTA CATARINA                        SANTA CATARINA                         ACHADA FURNA
                  FOGO    BOMBARDEIRO                SANTA CATARINA                        SANTA CATARINA                         BOMBARDEIRO
                                                                   Quadro XIII
                                                 VERTICES GEODÉSICO DA ILHA BRAVA


                   ILHA     NOME DO MARCO              NOME CONCELHO                         NOME FREGUESIA                                NOME ZONA

                  BRAVA   MONTE GRATÃO               BRAVA                                 N.S. DO MONTE                          CAMPO DE BAIXO
                  BRAVA   CHÃ DE OURO                BRAVA                                 N.S. DO MONTE                          PORCA
                  BRAVA   CRUZ DA FAJÃ               BRAVA                                 N.S. DO MONTE                          FAJÃ DE ÁGUA
                  BRAVA   CUTELO GREGORIO            BRAVA                                 N.S. DO MONTE                          FAJÃ DE ÁGUA
                  BRAVA   MONTE FIGUEIRAS            BRAVA                                 N.S. DO MONTE                          LOMBA TANTUM
                  BRAVA   MONTE LEANDRO              BRAVA                                 N.S. DO MONTE                          FAJÃ DE ÁGUA
                  BRAVA   MORRO D PEDRAS             BRAVA                                 N.S. DO MONTE                          CACHAÇO
                  BRAVA   N S DOS MONTES             BRAVA                                 N.S. DO MONTE                          N.S.DOS MONTES
                  BRAVA   VIZIA                      BRAVA                                 N.S. DO MONTE                          LOMBA TANTUM
                  BRAVA   FAVATAL 2                  BRAVA                                 N.S. DO MONTE                          FURNA
                  BRAVA   BASE ESTE                  BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
                  BRAVA   BASE WESTE                 BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
                  BRAVA   COVINHA                    BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
                  BARVA   FONTAÍNHA                  BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        FONTAÍNHA
                  BRAVA   ILHEU GRANDE               BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        ILHEU GRANDE

                             https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                               1157


                    ILHA        NOME DO MARCO               NOME CONCELHO                         NOME FREGUESIA                                NOME ZONA

                  BRAVA       MINHOTO                     BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        MATO GRANDE
                  BRAVA       MONTE GÂMBIA                BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        LÉM
                  BRAVA       PESQUEIRO ALTO              BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        FURNA
                  BRAVA       COVA DO MONTE               BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        PORCA
                  BRAVA       COVOADA                     BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        LÉM
                  BRAVA       CRUZ GRANDE                 BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
                  BRAVA       FAROL P JALUNGA             BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        FURNA
                  BRAVA       FAVATAL                     BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        FURNA
                  BRAVA       GOMES EANES                 BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        MATO GRANDE
                  BRAVA       IGREJA N V                  BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
                  BRAVA       M.PONTA VERDE               BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        CANHAÇO
                  BRAVA       NHA DUNDA                   BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        MONTE GRANDE
                  BRAVA       TINA                        BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
                  BRAVA       PAU BANDEIRA                BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
                  BRAVA       PAÚL                        BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
                  BRAVA       PEDRA MARTINS               BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
                  BRAVA       PILONI                      BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        MATO GRANDE
                  BRAVA       SANTA BARBARA               BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
                  BRAVA       CTT                         BRAVA                                 S.JOÃO BAPTISTA                        VILANOVA SINTRA
1 443000 002089




                  BRAVA       MONTE VERDE                 BRAVA                                 S.JOÃOBAPTISTA                         MATO GRANDE
                  BRAVA       FIGUEIRINHA                 BRAVA                                 N. S. DO MONTE                         LOMBA TANTUM
                                                                        Quadro XIV
                                            MARCOS GEODÉSICOS DO ILHÉU GRANDE E DE CIMA

                                            ILHÉU                             NOME DO MARCO
                                            ILHEU CIMA                        ILHÉU DE CIMA
                                            ILHEU GRANDE                      ILHEU GRANDE

                                    ––––––o§o–––––––                                     Dimensões ............................. 30X40mm
                                                                                         Denteado ............................... 13X2mm
                  MINISTÉRIO DAS INFRAESTRUTURAS E
                         ECONOMIA MARÍTIMA                                               Impressão .............................. Offset

                                           –––––––                                       Tipo de Papel ...........................102g/m2 com fibras
                                                                                         Artista ................................... Domingos Luísa
                                 Gabinete do Ministro
                                                                                         Casa Impressora .................. Cartor Security Printing
                                     Portaria nº 44/2011                                 Folhas com 10 selos
                                      de 26 de Dezembro                                  Envelopes do 1º Dia com selos -----------200----285$00
                    No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo                                     Quantidades                e      Taxas
                  205.º e pelo n.º 3 do artigo 264º da Constituição;
                                                                                                                   20.000                          20$00
                     Manda o Governo da República de Cabo Verde, pelo                                              20.000                          40$00
                  Ministro das Infra-estruturas e Economia Marítima, ao
                  abrigo do disposto no artigo 5.º do Decreto-Lei nº 39/94,                                        50.000                         60$00
                  de 6 de Junho, que seja lançado em circulação, a partir
                                                                                                                   20.000                        100$00
                  do dia 31 de Outubro de 2011, cumulativamente com
                  as que estão em vigor, uma emissão de selos alusiva ao               Gabinete do Ministro das Infraestruturas e Economia
                  “Coração”, com as seguintes características, quantidades            Marítima, na Praia, aos 28 de Outubro de 2011. – O
                  e taxas:                                                            Ministro, José Maria Fernandes da Veiga

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1158 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                                        Portaria nº 45/2011                                        Tendo havido audição e aprovação, nos termos estatu-
                                                                                                 tários, dos competentes órgãos do Instituto Pedagógico;
                                          de 26 de Dezembro

                    No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo                         Por despacho do então Ministro da Educação e Desporto,
                  205.º e pelo n.º 3 do artigo 264º da Constituição;                             datado de 20 de Julho de 2010, foi concedida autorização
                                                                                                 solicitada, a qual ora se formaliza.
                     Manda o Governo da República de Cabo Verde, pelo
                  Ministro das Infra-estruturas e Economia Marítima, ao                             Nestes termos,
                  abrigo do disposto no artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 39/94,
                  de 6 de Junho, que seja lançado em circulação, a partir                          No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo
                  do dia 25 de Novembro de 2011, cumulativamente com                             208.º da Constituição:
                  as que estão em vigor, uma emissão de selos alusiva aos
                  “Moluscos de Cabo Verde”, com as seguintes caracterís-                           Manda o Governo, pela Ministra da Educação e Des-
                  ticas, quantidades e taxas:                                                    porto, o seguinte:

                    Dimensões. ............................ 30X40mm                                                                     Artigo 1.º

                    Denteado ............................... 13X2mm                                                                     Objecto

                    Impressão .............................. Offset                                 É autorizado ao Instituto Pedagógico a organizar o
                                                                                                 Curso Alternativo de Formação de Educadores de Infân-
                    Tipo de PapeL ....................... 102g/m2 com fibras                      cia, doravante designado Curso.
                    Artista ................................... Domingos Luísa
                                                                                                                                        Artigo 2.º
                    Casa Impressora ................... Cartor Security Printing
                                                                                                                                Objectivo do Curso
                    Folhas com 10 selos
                                                                                                    O Curso visa os seguintes objectivos:
                    Envelopes do 1º Dia com selos -----------200----200$00
                                                                                                        a) Formar profissionais com qualidade para
                                       Quantidades e           Taxas
                                                                                                            trabalhar na área da educação pré-escolar;
1 443000 002089




                                       20.000                    5$00
                                                                                                        b) Formar Educadores de Infância nos aspectos
                                        20.000                 10$00                                         científico, pedagógico, cultural e pessoal,
                                                                                                             visando uma melhor condução do processo
                                       20.000                  20$00
                                                                                                             educativo;
                                       20.000                  40$00
                                                                                                        c) Promover o desenvolvimento de competências
                                       50.000                  60$00                                         que permitam a coordenação, planificação
                                                                                                             e supervisão adequadas aos contextos
                   Gabinete do Ministro das Infraestruturas e Economia
                                                                                                             educativos; e
                  Marítima, na Praia, aos 23 de Novembro de 2011. – O
                  Ministro, José Maria Fernandes da Veiga                                               d) Capacitar profissionais para a educação pré-
                                                                                                             escolar com competências para conceber,
                                       ––––––o§o–––––––
                                                                                                             gerir e avaliar as actividades desenvolvidas
                            MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO                                                           nos jardins-de-infância.
                                  E DESPORTOS                                                                                           Artigo 3.º

                                                 –––––––                                                                          Plano de estudos

                                    Gabinete da Ministra                                           É aprovado o plano de estudos do curso nos termos do
                                        Portaria nº46/2011                                       anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante.

                                          de 26 de Dezembro                                                                             Artigo 4.º

                    O Instituto Pedagógico solicitou, nos termos e ao abrigo                                         Organização e duração dos cursos
                  da alínea c) do artigo 2.º do seu Estatuto, aprovado pelo
                  Decreto-Regulamentar n.º 12/94, de 29 de Dezembro, o                             1. O Curso Alternativo de Formação de Educadores de
                  qual foi alterado pelo Decreto-Regulamentar nº 5/2002 de                       Infância em Exercício organiza-se em 33 (trinta e três)
                  11 de Novembro, conjugado com a alínea b) do artigo 6.º do                     Unidades Curriculares (UC), distribuídas em 5 (cinco)
                  Regulamento das Escolas de Formação de Professores do                          semestres.
                  Ensino Básico que integram o Instituto Pedagógico, ane-
                  xo ao supracitado Decreto-Regulamentar, a autorização                            2. A carga horária total é de 3.000 (três mil) horas,
                  para organizar e ministrar o Curso Inicial de Professores                      incluindo as actividades de formação, de contacto com
                  do Ensino Básico para, assim, responder às necessidades                        o docente e de trabalho independente do aluno e de
                  sentidas pelo Sistema Educativo cabo-verdiano.                                 avaliação.

                                      https://kiosk.incv.cv                                                    1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                              1159

                    3. As horas do contacto com o docente de trabalho in-                                                    Artigo 9.º
                  dependente, ocupam uma carga horária de 1054 (mil e
                                                                                                             Matrículas e numerus clausus
                  cinquenta e quatro) e de 1946 (mil novecentos e quarenta
                  e seis) horas respectivamente.                                        1. O processo de matrícula é instruído com os seguintes
                                          Artigo 5.º                                  documentos:

                                     Natureza do Curso                                       a) Boletim de matrícula;

                    O Curso tem natureza semi-presencial e funciona em                       b) Atestado médico;
                  regime pós-laboral, com a integração contínua da teoria,
                  da prática e da experiência profissional do formando, num                   c) Registo criminal; e
                  processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão
                  – acção – reflexão.                                                         d) Duas fotografias, tipo passe.

                                          Artigo 6.º                                    2. O número de matrículas para o Curso está sujeito a
                                                                                      limitações quantitativas, a fixar anualmente pelo Presi-
                                        Metodologia
                                                                                      dente do Instituto, sob proposta do Conselho Coordena-
                    1. O curso está organizado em Unidades Curriculares               dor, ouvido o Conselho Científico das Escolas.
                  (UC), com uma componente presencial e outra a distân-                                                     Artigo 10.º
                  cia, com excepção da disciplina do Estágio Pedagógico
                  que é anual.                                                                                                Prazos

                    2. O Curso é desenvolvido em sessões presenciais e a                Os prazos de candidatura, selecção e matrícula são
                  distância permitindo a diversificação e a combinação de              fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido
                  métodos e técnicas de ensino com enfoque na pedagogia               o Conselho Científico das Escolas de Formação de Profes-
                  por competências.                                                   sores, e afixados nas instalações do Instituto Pedagógico.
                                          Artigo 7.º                                                                        Artigo 11.º

                                    Condições de acesso                                                                     Avaliação
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                    O ingresso no Curso Alternativo de Formação de                      1. Os alunos estão sujeitos à avaliação, nos termos do
                  Educadores de Infância em Exercício está sujeito aos                regulamento interno da instituição.
                  seguintes requisitos mínimos:
                                                                                        2. O Curso deve ser alvo da avaliação interna, sendo
                      a) Possuir o 9º (nono) ano de escolaridade ou
                                                                                      os momentos e os parâmetros propostos pelo Conselho
                           equivalente;
                                                                                      Coordenador e aprovados pelo Conselho Científico das
                      b) Estar em efectivo de funções no pré-escolar;                 Escolas.

                      c) Exercer funções nos jardins-de-infância (público               3. A avaliação contínua e a avaliação final são feitas
                           ou privado); e                                             de acordo com o Regulamento interno de funcionamento
                                                                                      do Curso.
                      d) Apresentar o dossier completo da documentação
                           exigida pelos serviços académicos da                                                             Artigo 12.º
                           instituição.                                                                                    Certificado
                                          Artigo 8.º
                                                                                        No final do Curso os formados são certificados com
                                   Selecção de candidatos                             um Diploma de formação de Educadores de Infância de
                                                                                      nível médio.
                     1. A selecção dos candidatos à frequência do Curso é
                  feita mediante concurso de acesso.                                                                        Artigo 13.º

                    2. O processo de concurso de acesso é instruído com os                                           Produção de efeito
                  seguintes documentos:
                                                                                        O disposto na presente portaria produz efeitos desde
                      a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo                 o dia 10 de Julho de 2010.
                           Instituto Pedagógico;
                                                                                                                            Artigo 14.º
                      b) Certificado de habilitações literárias;
                                                                                                                      Entrada em vigor
                      c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do
                           candidato exigido para o Curso;                              Esta portaria entra em vigor no dia seguinte ao da
                                                                                      sua publicação.
                      d) Fotocópia do Bilhete de Identidade; e
                                                                                        Gabinete da Ministra da Educação e Desportos, na
                      e) Declaração do tempo de serviço prestado na                   Praia, aos 18 de Outubro de 2011. – A Ministra, Fernanda
                           docência pré-escolar.                                      Maria de Brito Marques

                                 https://kiosk.incv.cv                                              1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1160 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                                          ANEXO                                           Condições de acesso
                   Curso Alternativo de Formação de Educadores                         O ingresso no Curso Alternativo de Formação de
                             de Infância em Exercício                                Educadores de Infância em Exercício está sujeito aos
                    Ouvido o Conselho Coordenador do Instituto Pedagó-               seguintes requisitos mínimos:
                  gico e aprovado pelo Conselho Científico das Escolas, nos                  ▪ Ter habilitação académica de 9º ano de
                  termos do Estatuto Orgânico do IP, (Decreto-Regulamen-                        escolaridade.
                  tar nº 12/94 de 29 de Dezembro), apresenta-se para pu-
                  blicação o Curso Alternativo de Formação de Educadores                    ▪ Estar em efectivo de funções no pré-escolar.
                  de Infância em Exercício homologado em Julho de 2010.                     ▪ Exercer funções nos jardins-de-infância (público
                                                                                                 ou privado).
                     Objectivos do Curso
                                                                                            ▪ Apresentar o dossier completo da documentação
                    O Curso Alternativo de Formação de Educadores de                             exigida pelos serviços académicos da
                  Infância em Exercício visa os seguintes objectivos:                            instituição.

                      ▪   Formar profissionais com qualidade para                          Selecção de candidatos
                            trabalhar na área da educação pré-escolar;
                                                                                       O processo de concurso de acesso é instruído com os
                      ▪ Formar Educadores de Infância nos aspectos                   seguintes documentos:
                           científico, pedagógico, cultural e pessoal,                       a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo
                           visando uma melhor condução do processo                               Instituto Pedagógico.
                           educativo;
                                                                                            b) Certificado de habilitações literárias.
                      ▪ Promover o desenvolvimento de competências
                           que permitam a coordenação, planificação                          c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do
                           e supervisão adequadas aos contextos                                  candidato exigido para o curso.
                           educativos;                                                      d) Fotocópia do Bilhete de identidade.
                      ▪ Capacitar profissionais para a educação pré-                         e) Declaração do tempo de serviço prestado na
1 443000 002089




                          escolar com competências para conceber,                                docência no pré-escolar.
                          gerir e avaliar as actividades desenvolvidas
                          nos jardins-de-infância.                                        Matrículas
                                                                                       O processo de matrícula é instruído com os seguintes
                     Grelha Curricular                                               documentos:
                    O plano de estudos encontra-se em anexo ao presente                     a) Boletim de matrícula.
                  documento
                                                                                            b) Atestado médico.
                     Organização e duração do curso                                         c) Registo criminal.

                    O Curso Alternativo de Formação de Educadores                           d) Duas fotografias tipo pass.
                  de Infância em Exercício organiza-se em 33 Unidades                  O nº de matrículas para o curso está sujeito a limi-
                  Curriculares (UCs) distribuídas em cinco semestres, é              tações quantitativas, a fixar anualmente, sob proposta
                  de natureza semi-presencial e funciona em regime pós-              do Conselho Coordenador, ouvido o Conselho Científico
                  laboral, com a integração contínua da teoria, da prática           das Escolas.
                  e da experiência profissional do/da formando/a, num
                  processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão                    Prazos
                  – acção - reflexão.                                                   Os prazos de candidatura, selecção e matrícula serão
                     A carga horária total é de 3.000 horas incluindo as             fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido
                  actividades de formação, de contacto com o docente e               o Conselho Científico das Escolas, e afixados nas insta-
                  de trabalho independente do aluno e de avaliação. As               lações do Instituto Pedagógico.
                  horas do contacto com o docente de trabalho indepen-
                                                                                          Avaliação
                  dente, ocupam uma carga horária de 1054 e de 1946
                  respectivamente.                                                     Os alunos estarão sujeitos à avaliação, nos termos do
                                                                                     Regulamento Interno da instituição.
                     Metodologia
                                                                                       O Curso deverá ser alvo da avaliação interna, sendo
                    O curso está organizado em Unidades Curriculares,                os momentos e os parâmetros propostos pelo Conselho
                  com uma componente presencial e outra a distância,                 Coordenador e aprovados pelo Conselho Científico das
                  com excepção da disciplina do Estágio Pedagógico que               Escolas.
                  é anual. Será desenvolvido em sessões presenciais e a
                  distância permitindo a diversificação e a combinação de                  Certificado
                  métodos e técnicas de ensino com enfoque na pedagogia                No final do Curso os formados serão certificados com o
                  por competências.                                                  Diploma do Curso de Educadores de Infância de nível médio.

                                 https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                                                                                                                     1161

                                 Plano de estudos

                                                                                                                                     EDUCAÇÃO DE INFÂNCIA

                                                                                                                              1º SEMESTRE        2º SEMESTRE           3º SEMESTRE             4º SEMESTRE                  5º SEMESTRE

                     DOMÍNIOS                                                       Unidades Curriculares           %
                                                                                                                                    CD                  CD                   CD                      CD                      CD

                                                                                                                              TCD    TI   TT    TCD      TI    TT    TCD      TI     TT      TCD       TI     TT    TCD       TI     TT    TCH    TECTS

                                                                                 Psicologia do desenvolvimento                38     37   75                                                                                                        3
                                                  FORMAÇÃ0 EDUCACIONAL GERAL




                                                                                 Psicologia de aprendizagem                                      38      37    75                                                                                   3

                                                                                 Gestão da Instituição Educativa                                                       25     25     50                                                             2

                                                                                 Educação Inclusiva                                                                    25     25     50                                                             2
                                                                                                                    14,53



                                                                                 Sociologia da Educação                       25     25   50                                                                                                        2

                                                                                 Fundamentos da Educação na
                                                                                                                              25     25   50                                                                                                        2
                                                                                 Infância
                                                                                 Métodos e Técnicas de Investiga-
                                                                                                                                                 18      18    36                                                                                  1,5
                                                                                 ção na Educação

                                                                                 Desenvolvimento Curricular                                                            25     25     50                                                             2

                                                                                         TOTAL                                88     87   175    56      55    111     75     75     150                                                           17,5

                                                                                 Conhecimento do Mundo I                                         38      37    75                                                                                   3
                                                  FORMAÇÃO NA ÁREA DA DOCÊNCIA




                                                                                 Língua Portuguesa I                          38     37   75                                                                                                        3

                                                                                 Língua e Literatura Cabover-
                                                                                                                                                                       25     25     50                                                             2
                                                                                 diana

                                                                                 Matemática I                                                    38      37    75                                                                                   3
                                                                                                                    21,67




                                                                                 Educação Física I                            38     37   75                                                                                                        3

                                                                                 Educação Artística-Musical I                 38     37   75                                                                                                        3

                                                                                 Educação Artística-Dramática I                                  38      37    75                                                                                   3
1 443000 002089




                                                                                 Educação Artística- Plástica I               38     37   75                                                                                                        3

                                                                                 ILiteratura para a Infância                                     38      37    75                                                                                   3

                                                                                         TOTAL                                152   148   300    152    148    300     25     25     50                                                            26


                                                                                 Conhecimento do Mundo II                                                              25     25     50                                                             2
                                                  METODOLOGIA ESPECÍFICA




                                                                                 Pedagogia da 1ª Infãncia                                                                                     25       25     50                                    2

                                                                                 Educação Física II                                                                                           25       25     50                                    2
                                                                                                                    13,33




                                                                                 Educação Artística-Musical II                                                                                25       25     50                                    2

                                                                                 Educação Artística-Dramática II                                                                              25       25     50                                    2

                                                                                 Educação Artística- Plástica II                                                                              25       25     50                                    2

                                                                                 Matemática II                                                                         25     25     50                                                             2

                                                                                 Língua Portuguesa II                                            25      25    50                                                                                   2

                                 TOTAL                                                                                                           25      25    50      50     50     100      125     125     250                                  16

                                                                                 Educação para a Cidadania                    25     25   50                                                                                                        2
                                 PARA A CIDA-
                                  FORMAÇÃO

                                    DANIA




                                                                                 Educação Ambiental                                                                                           18       18     36                                   1,5
                                                                                                                    4,53




                                                                                 Educação para a Saúde na                                                              25     25     50                                                             2
                                                                                 Infância


                                                                                      TOTAL                                   25     25   50                           25     25     50       18       18     36                                   5,5

                                                                                 Seminário interdisciplinar:                                                                                  18       18     36                                   1,5
                                        INICIA-
                  ÇÃO À PRÁTICA PROFISSIONAL




                                                                                 Comunicação no contexto da
                                                                                 educação infantil
                                                                                 Seminário interdisciplinar: Pla-                                                      38     37     75                                                             3
                                                                                 nificação da Acção Educativa
                                                                                 Prática Pedagógica I                                            38      37    75                                                                                   3
                                                                                                                      45,93




                                                                                 Prática Pedagógica II                                                                 25     50     75                                                             3

                                                                                 Prática Pedagógica III                                                                                       50      200     250                                  10

                                                                                 Estágio supervisionado em con-                                                                                                       15      790    805           32
                                                                                 texto educativo na 1ª infância
                                                                                 Tecnologia Educativa (opcional)              54     8    62                                                                                                       2,5

                    TOTAL                                                                                                     54     8    62       38    37     75      63     87     150       68     218    286      15     790    805           55

                    TOTAL GERAL                                                                                     100       319   268   587     271   265    536     238   262      500      211     361    572      15     790    805   3000    120



                                                                                          https://kiosk.incv.cv                                                               1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1162 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                      Grade curricular do curso
                      1º Semestre
                                                                                        Carga Horária
                                    DISCIPLINAS                                Contacto docente                                                            ECTS
                                                                             T   P     T/P    TCD     TI                               TT
                     Psicologia de Desenvolvimento                                           38     37                               75            3 ECTS
                     Língua Portuguesa I                                                     38     37                               75            3 ECTS
                     Educação Física I                                                       38     37                               75            3 ECTS
                     Educação Artística – Musical I                                          38     37                               75            3 ECTS
                     Educação Artística – Plástica I                                         38     37                               75            3 ECTS
                     Sociologia de Educação                                                  25     25                               50            2 ECTS
                     Tecnologias Educativas (opcional)                                       54      8                               62            2,5 ECTS
                     Educação para Cidadania                                                 25     25                               50            2 ECTS
                     Fundamentos da Educação na infância                                     25     25                               50            2 ECTS
                     TOTAL                                                                   318    225                              587           23,48 ECTS
                      2º Semestre
                                                                                      Carga Horária
                                    DISCIPLINAS                                Contacto docente      TI                              TT                ECTS
                                                                             T    P    T/P   TCD
                     Psicologia de Aprendizagem                                              38     37                             75         3 ECTS
                     Língua Portuguesa II                                                    25     25                             50         2 ECTS
                     Educação Artística – Dramática I                                        38     37                             75         3 ECTS
                     Matemática I                                                            38     37                             75         3 ECTS
                     Conhecimento do Mundo I                                                 38     37                             75         3 ECTS
                     Literatura para Infância                                                38     37                             75         3 ECTS
                     Métodos e Técnicas da Investigação em Educação                          18     18                             36         1,5 ECTS
                     Prática Pedagógica I                                                    38     37                             75         1,5 ECTS
                     TOTAL                                                                   271    265                            536        21.44 ECTS
                      3º Semestre
                                                                                             Carga Horária
                                    DISCIPLINAS                                             Cd                                                           ECTS
1 443000 002089




                                                                             T            P   T/P   TCD     TI                        TT
                     Educação Inclusiva                                                             25     25                        50         2 ECTS
                     Língua e Literatura Cabo-verdiana                                              25     25                        50         2 ECTS
                     Seminário de Iniciação Profissional: Planifica-                                  38     37                        75         3 ECTS
                     ção da Acção Educativa
                     Educação para a saúde e infância                                                       25          25           50         2 ECTS
                     Matemática II                                                                          25          25           50         2 ECTS
                     Desenvolvimento curricular                                                             25          25           50         2 ECTS
                     Gestão da instituição educativa                                                        25          25           50         2 ECTS
                     Conhecimento do Mundo II                                                               25          25           50         2 ECTS
                     Prática e Reflexão educativa II                                                         25          50           75         3 ECTS
                     TOTAL                                                                                  238         262          500        20 ECTS
                      4º Semestre
                                                                                             Carga Horária
                                  DISCIPLINAS                                                                                                            ECTS

                                                                                           Cd
                                                                         T            P     T/P             TCD            TI         TT
                     Educação Ambiental                                                                  18              18          36         1,5 ECTS
                     Pedagogia da primeira infância                                                      25              25          50         2 ECTS
                     Educação Artística Plástica II                                                      25              25          50         2 ECTS
                     Educação Artística – Dramática II                                                   25              25          50         2 ECTS
                     Educação Artística – Musical II                                                     25              25          50         2 ECTS
                     Educação Física II                                                                  25              25          50         2 ECTS
                     Prática e Reflexão educativa III                                                     50              200         250        10 ECTS
                     Seminário interdisciplinar IV: Comunicação                                          18              18          36         1,5 ECTS
                     Expressão no contexto da Educação infantil
                     TOTAL                                                                               211             361         572               23 ECTS
                      5º SEMESTRE
                                                                                                Carga Horária
                                      DISCIPLINAS                                              Cd                                                              ECTS
                                                                                  T          P   T/P   TCD                      TI         TT
                     Estágio supervisionado em contexto educativos                                               15          790          805
                     da 1ª infância
                     TOTAL                                                                                       15          790          805                   32
                                                        A Ministra, Fernanda Maria de Brito Marques

                                https://kiosk.incv.cv                                                   1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                              1163

                                    Portaria nº47/2011                                  2. A carga horária total regulamentar é de 3.000 (três
                                       de 26 de Dezembro                              mil) horas incluindo todas as actividades de formação:
                                                                                      as horas do contacto com o docente, de trabalho indepen-
                    O Instituto Pedagógico solicitou, nos termos e ao abrigo          dente e de avaliação.
                  da alínea c) do artigo 2.º do seu Estatuto, aprovado pelo
                                                                                                                             Artigo 5.º
                  Decreto-Regulamentar n.º 12/94, de 29 de Dezembro, o
                  qual foi alterado pelo Decreto-Regulamentar nº 5/2002 de                                           Natureza do Curso
                  11 de Novembro, conjugado com a alínea b) do artigo 6.º do            1. O Curso tem natureza semi-presencial e funciona em
                  Regulamento das Escolas de Formação de Professores do               regime pós-laboral, com a integração contínua da teoria,
                  Ensino Básico que integram o Instituto Pedagógico, ane-             da prática e da experiência profissional do/da formando/a,
                  xo ao supracitado Decreto-Regulamentar, a autorização               num processo de diálogo permanente, permitindo a re-
                  para organizar e ministrar o Curso Inicial de Professores           flexão – acção – reflexão.
                  do Ensino Básico para, assim, responder às necessidades
                                                                                         2. No Curso em exercício presencial as horas de contac-
                  sentidas pelo Sistema Educativo cabo-verdiano.
                                                                                      to com o docente ocupam 2/3 (dois terço) da carga horária
                    Tendo havido audição e aprovação, nos termos estatu-              total e em exercício à distância 1/3 (um terço).
                  tários, dos competentes órgãos do Instituto Pedagógico;                                                    Artigo 6.º
                    Por despacho do então Ministro da Educação e Despor-                                                  Metodologia
                  to, datado de 20 de Julho de 2010, foi concedida autori-
                  zação solicitada, a qual ora se formaliza.                            1. O Curso está organizado em Unidades Curriculares,
                                                                                      com uma componente presencial e outra a distância, com
                    Nestes termos, e                                                  excepção da disciplina do Estágio Pedagógico que é anual.
                    No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo              2. O Curso é desenvolvido em sessões presenciais e
                  208.º da Constituição:                                              a distância permitindo a diversificação e a combinação
                    Manda o Governo, pela Ministra da Educação e Des-                 de métodos e técnicas de ensino cuja abordagem geral
                  porto, o seguinte:                                                  orienta-se pela pedagogia de competências.
                                            Artigo 1.º                                                                       Artigo 7.º
                                            Objecto                                                                 Condições de acesso
1 443000 002089




                    É autorizado ao Instituto Pedagógico a organizar o Cur-             Podem candidatar-se ao Curso os docentes em exercício
                  so de Formação de Professores em exercício à distância,             de funções que satisfaçam os seguintes requisitos:
                  doravante designado Curso.                                                 a) Terem o 12º (décimo segundo) ano de escolaridade
                                            Artigo 2º                                              ou equivalente;
                                       Objectivo do Curso
                                                                                             b) Estarem em efectivo exercício de funções;
                    O Curso visa os seguintes objectivos:
                                                                                             c) Terem avaliação de desempenho mínimo de
                      a) Capacitar professores para responder aos                                 Bom; e
                          desafios actuais da educação básica no país;
                                                                                             d) Apresentarem o dossier completo da documentação
                      b) Formar professores nos aspectos científicos,                              exigida pelos serviços académicos da instituição.
                           pedagógicos, culturais e pessoal visando a                                                        Artigo 8.º
                           condução do processo educativo;
                                                                                                                  Selecção de candidatos
                      c) Desenvolver competências no domínio de
                                                                                         1. A selecção dos candidatos à frequência do Curso é
                          pedagogia de integração curricular e
                                                                                      feita mediante concurso de acesso.
                          abordagem por competências;
                                                                                        2. O processo de concurso de acesso é instruído com os
                      d) Preparar os professores para o atendimento
                                                                                      seguintes documentos:
                           das crianças com necessidades educativas
                           especiais em contexto educativo; e                                a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo
                      e) Desenvolver competências no domínio da                                   Instituto Pedagógico;
                          planificação, avaliação, coordenação e                              b) Certificado de habilitações literárias;
                          supervisão    adequadas      aos contextos
                                                                                             c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do
                          educativos do ensino básico.
                                                                                                  candidato exigido para o Curso;
                                            Artigo 3.º
                                                                                             d) Fotocópia do Bilhete de Identidade; e
                                        Plano de estudos
                                                                                             e) Declaração do tempo de serviço prestado na
                    É aprovado o plano de estudos do curso nos termos do
                                                                                                  docência no pré-escolar.
                  anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante.
                                                                                                                             Artigo 9.º
                                            Artigo 4.º
                                                                                                                           Matrículas
                              Organização e duração dos cursos
                                                                                        O processo de matrícula é instruído com os seguintes
                     1. O Curso organiza-se em 34 (trinta e quatro) Unidades
                                                                                      documentos:
                  Curriculares (UC), com 120 (cento e vinte) créditos, dis-
                  tribuídas em 6 (seis) semestres.                                           a) Boletim de matrícula;

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1164 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                      b) Atestado médico;                                                    ▪ Formar professores nos aspectos científico,
                                                                                                 pedagógico, cultural e pessoal visando a
                      c) Registo criminal; e
                                                                                                 condução do processo educativo.
                      d) Duas fotografias, tipo passe.
                                                                                             ▪    Desenvolver competências no domínio de
                                          Artigo 10.º                                               pedagogia de integração curricular e
                                            Prazos                                                  abordagem por competências.
                    Os prazos de candidatura, selecção e matrícula são                       ▪ Preparar os professores para o atendimento
                  fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido                             das crianças com necessidades educativas
                  o Conselho Científico das Escolas de Formação de Profes-                         especiais em contexto educativo.
                  sores, e afixados nas instalações do Instituto Pedagógico.
                                          Artigo 11.º
                                                                                             ▪    Desenvolver competências no domínio da
                                                                                                    planificação, avaliação, coordenação e
                                          Avaliação                                                 supervisão    adequadas      aos contextos
                    1. Os alunos estão sujeitos à avaliação em todas as                             educativos do ensino básico.
                  Unidades Curriculares, seminários e actividades lectivas
                  constantes do Plano Curricular do Curso.                                 Grelha Curricular

                   2. A avaliação pode ser feita através das seguintes                  O plano de estudos encontra-se em anexo ao presente
                  modalidades:                                                        documento
                      a) Avaliação Contínua; e
                                                                                           Organização e duração do curso
                      b) Avaliação Final.
                                                                                        O Curso de Formação de Professores em Exercício
                    3. A Avaliação Contínua e Avaliação Final são feitas              a Distância organiza-se em 34 Unidades Curriculares
                  de acordo com o Regulamento Interno de funcionamento                (UCs), com 120 créditos distribuídas em seis semestres.
                  do Curso.                                                           É de natureza semi-presencial e funciona em regime pós-
                                          Artigo 12.º                                 laboral, com a integração contínua da teoria, da prática
                                         Certificado                                   e da experiência profissional do/da formando/a, num
1 443000 002089




                                                                                      processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão
                    No final do Curso os formados são certificados com o                – acção - reflexão.
                  Diploma de Formação de Professores do Ensino Básico
                  de nível médio.                                                        A carga horária total regulamentar é de 3000 horas
                                          Artigo 13.º
                                                                                      incluindo todas as actividades de formação: as horas do
                                                                                      contacto com o docente, de trabalho independente e de
                                      Produção de efeito                              avaliação.
                    O disposto na presente portaria produz efeitos desde
                                                                                        No Curso em exercício presencial as horas de contacto
                  o dia 10 de Julho de 2010.
                                                                                      com o docente ocupam 2/3 da carga horária total e em
                                          Artigo 14.º                                 exercício a distancia 1/3.
                                      Entrada em vigor
                                                                                           Metodologia
                    Esta portaria entra em vigor no dia seguinte ao da
                  sua publicação.                                                       O curso está organizado em Unidades Curriculares,
                    Gabinete da Ministra da Educação e Desportos, na                  com uma componente presencial e outra a distância, com
                  Praia, aos 18 de Outubro de 2011. – A Ministra, Fernanda            excepção da disciplina do Estágio Pedagógico que é anual.
                  Maria de Brito Marques                                              Será desenvolvido em sessões presenciais e a distância
                                                                                      permitindo a diversificação e a combinação de métodos e
                                            ANEXO                                     técnicas de ensino cuja abordagem geral orienta-se pela
                          Curso de Formação de Professores                            pedagogia de competências.
                              em Exercício a Distância
                                                                                           Condições de acesso
                    Ouvido o Conselho Coordenador do Instituto Peda-
                  gógico e aprovado pelo Conselho Científico das Escolas,                 O ingresso no Curso Formação de Professores em
                  nos termos do Estatuto Orgânico do IP, (Decreto Regu-               Exercício a Distância está sujeito aos seguintes requi-
                  lamentar Nº 12/94 de 29 de Dezembro), apresenta-se                  sitos mínimos:
                  para publicação o Curso de Formação de Professores
                                                                                             ▪ Ter habilitação académica de 10º ano de
                  em Exercício a Distância homologado em Julho de 2010.
                                                                                                 escolaridade.
                     Objectivos do Curso
                                                                                             ▪ Estar em efectivo exercício de funções.
                    O curso de formação de professores do ensino básico
                  visa os seguintes objectivos:                                              ▪ Avaliação de desempenho mínimo de Bom.

                      ▪ Capacitar professores para responder aos desafios                     ▪ Apresentar o dossier completo da documentação
                           actuais da educação básica.                                           exigida pelos serviços académicos da instituição.

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                                                                                                 1165

                       Selecção de candidatos                                                                                      c) Registo criminal.
                                                                                                                                   d) Duas fotografias tipo pass.
                    O processo de concurso de acesso é instruído com os
                  seguintes documentos:                                                                                           Prazos
                         a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo                                                      Os prazos de candidatura, selecção e matrícula serão
                              Instituto Pedagógico.                                                                         fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido
                         b) Certificado de habilitações literárias.                                                          o Conselho Científico das Escolas, e afixados nas insta-
                                                                                                                            lações do Instituto Pedagógico.
                         c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do
                              candidato exigido para o curso.                                                                     Avaliação
                         d) Fotocópia do Bilhete de identidade.                                                               Os (as) alunos (as) estarão sujeitos (as) à avaliação em
                         e) Declaração do tempo de serviço prestado na                                                      todas as UCs, seminários e actividades lectivas constan-
                              docência no pré-escolar.                                                                      tes do Plano Curricular do Curso.
                                                                                                                               A avaliação pode ser feita através das seguintes moda-
                       Matrículas                                                                                           lidades: Avaliação Contínua e Avaliação Final.
                    O processo de matrícula é instruído com os seguintes
                                                                                                                                  Certificado
                  documentos:
                                                                                                                              No final do Curso os formados serão certificados com o
                         a) Boletim de matrícula.
                                                                                                                            Diploma do Curso de Formação de Professores do Ensino
                         b) Atestado médico.                                                                                Básico de nível médio.
                   Domínio                                                                                     Curso de Professor do Ensino Básico em Exercício a Distância
                   Curricular           Unidades Curriculares                             1 ºS                 2 ºS               3 ºS              4 ºS               5.º S              6.º S                    Total
                                                                                           In
                                                                     Cr     H     %    HC d    T         HC    Ind    ST     HC   Ind    ST    HC   Ind    ST    HC    Ind     ST    HC   Ind     ST    HC   Ind   ST   Cr   H     %
                                Psicologia do Desenvolvimento          2     54        18   36     54                                                                                                                         54
                                Psicologia da Aprendizagem             2     54                           18    36     54                                                                                                     54
                                Investigação Educativa                 3     72        24   48     72                                                                                                                         72
                                Gestão da instituição Educativa        2     54                                                                                                      18   36       54                         54
1 443000 002089




                                Educação Inclusiva                     2     54                                                                18    36     54                                                                54
                      FEG 15%
                                História e Filosofia de Educação       2     54                           18    36     54                                                                                                     54
                                Gestão e Desenvolvimento
                                Curricular                             2     54        18   36     54                                                                                                                         54
                                Sociologia da Educação                 2     54                                              18    36     54                                                                                  54
                                                                                            12
                                Sub Total                            17     450   15   60    0    180     36    72    108    18    36     54   18    36     54     0      0     0    18   36       54    0    0    0    0    450
                                Comunicação e Expressão                2     54                                                                18    36     54                                                                54
                                Lingua Portuguesa                      8    198        24   48     72     24    48     72    18    36     54                                                                                 198
                                História de Cabo Verde                 2     54        18   36     54                                                                                                                         54
                                Ed Art plastica                        2     54        18   36     54                                                                                                                         54
                                Educação Física                        2     54                           18    36     54                                                                                                     54
                                Ed. Art. musical                       2     54                           18    36     54                                                                                                     54
                      FED 30%   Ed. Art. dramática                     2     54                                              18    36     54                                                                                  54
                                Língua e Cultura Cabo verdiana         2     54                                                                18    36     54                                                                54
                                Matemática                             8    198        24   48     72     24    48     72    18    36     54                                                                                 198
                                Língua estrangeira                     2     54                                              18    36     54                                                                                  54
                                Geografia                              2     54                           18    36     54                                                                                                     54
                                Ciências da Natureza                   2     54                                              18    36     54                                                                                  54
                                                                                            16
                                Sub Total                            36     936   30   84    8    252    102   204    306    90   180    270   36    72    108     0      0     0     0     0      0     0    0    0    0    936
                                Aprendizagem da Língua
                                Portuguesa                           6,5    162                                              18    36     54   18    36     54    18     36     54                                           162
                       ME 20%
                                Aprendizagem da Matemática           6,5    162                                              18    36     54   18    36     54    18     36     54                                           162
                                Aprendizagem das Ciências              4    108                                                                18    36     54    18     36     54                                           108
                                Integradas
                                Aprendizagem da Expressão
                                Plástica                               2     54                                                                                   18     36     54                                            54
                                Aprendizagem da Expressão
                                Musical                                2     54                                                                18    36     54                                                                54
                                Aprendizagem da Expressão Física
                                e Motora                               2     54                                              18    36     54                                                                                  54
                                Sub Total                            23     594   20    0    0      0      0     0     0     54   108    162   72   144    216    72   144     216    0     0      0     0    0    0    0    594
                                Educação para a Cidadania            1,4     36                                              12    24     36                                                                                  36
                                Educação Ambiental                   1,4     36                                                                12    24     36                                                                36
                       FPC 5%
                                Tecnologias Educativas               2,9     72                           24    48     72                                                                                                     72
                                Sub Total                            5,7    144    5    0    0      0     24    48     72    12    24     36   12    24     36     0      0     0     0     0      0     0    0    0    0    144
                                Elaboração e útil. de mat.
                                didáctico                              2     50                                                                                   16     34     50                                            50
                                Relação Pedagógica                     2     54                                              18    36     54                                                                                  54
                      IPP 30%
                                Projecto de Intervenção Educativa      3     72                                                                                   24     48     72                                            72
                                PP I, II, III, IV                    28     700                           25    50     75    25    50     75   56   114    150    66   150     200   68     1     200                        700
                                Sub Total                            35     876   30    0    0      0     25    50     75    43    86    129   56   114    150   106   232     322   68     1     200    0    0    0    0    876

                                                                           3000
                                ME Metodologias Específicas         FPC Formação para cidadania                              FED Formação Especifica na área da Docência
                                FEG Formação Educacional Geral      IPP Iniciação Prática Profissional


                                                                           A Ministra, Fernanda Maria de Brito Marques

                                           https://kiosk.incv.cv                                                                          1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1166 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                                   Portaria nº 48/2011                                                                       Artigo 4.º

                                      de 26 de Dezembro                                                   Organização e duração dos cursos

                    O Instituto Pedagógico solicitou, nos termos e ao abrigo             1. O Curso organiza-se em 34 (trinta e quatro) Unidades
                  da alínea c) do artigo 2.º do seu Estatuto, aprovado pelo           Curriculares (UC), com 120 (cento e vinte) créditos, dis-
                  Decreto-Regulamentar n.º 12/94, de 29 de Dezembro, o                tribuídas em 6 (seis) semestres.
                  qual foi alterado pelo Decreto-Regulamentar nº 5/2002 de
                  11 de Novembro, conjugado com a alínea b) do artigo 6.º do            2. O Curso tem a duração de 3 (três) anos, organizados
                  Regulamento das Escolas de Formação de Professores do               em 6 (seis) semestres.
                  Ensino Básico que integram o Instituto Pedagógico, ane-
                                                                                        3. Cada ano lectivo tem a duração de 40 (quarenta)
                  xo ao supracitado Decreto-Regulamentar, a autorização
                                                                                      semanas distribuídas em 20 (vinte) semanas semestrais,
                  para organizar e ministrar o Curso Inicial de Professores
                                                                                      incluindo duas semanas para as avaliações finais.
                  do Ensino Básico para, assim, responder às necessidades
                  sentidas pelo Sistema Educativo cabo-verdiano.                        4. A carga horária total regulamentar é de 3.000 (três
                    Tendo havido audição e aprovação, nos termos estatu-              mil) horas, incluindo todas as actividades de formação:
                  tários, dos competentes órgãos do Instituto Pedagógico;             as horas do contacto com o docente, de trabalho indepen-
                                                                                      dente e de avaliação.
                    Por despacho do então Ministro da Educação e Despor-
                                                                                                                             Artigo 5.º
                  to, datado de 20 de Julho de 2010, foi concedida autori-
                  zação solicitada, a qual ora se formaliza.                                                         Natureza do Curso

                    Nestes termos,                                                      1. O Curso tem natureza semi-presencial e funciona em
                                                                                      regime pós-laboral, com a integração contínua da teoria,
                    No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo
                                                                                      da prática e da experiência profissional do formando, num
                  208.º da Constituição:
                                                                                      processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão
                    Manda o Governo, pela Ministra da Educação e Des-                 – acção – reflexão.
                  porto, o seguinte:
                                                                                         2. No Curso em exercício presencial as horas de contac-
1 443000 002089




                                           Artigo 1.º                                 to com o docente ocupam 2/3 (dois terço) da carga horária
                                                                                      total e em exercício a distância 1/3 (um terço).
                                           Objecto
                                                                                                                             Artigo 6.º
                     É autorizado ao Instituto Pedagógico a organizar o
                  Curso Inicial de Professores do Ensino Básico em Exer-                                     Metodologia e funcionamento
                  cício, doravante designado Curso.
                                                                                        1. O funcionamento do Curso respeita as normas e os
                                           Artigo 2.º                                 princípios aplicados nos cursos de formação de professo-
                                     Objectivo do Curso                               res em vigor na instituição, superiormente homologados.

                    O Curso visa os seguintes objectivos:                               2. Na modalidade a distância, o Curso tem uma com-
                                                                                      ponente presencial/contacto e outra a distância/trabalho
                      a) Capacitar professores para responder aos                     independente, com excepção da disciplina do Estágio
                          desafios actuais da educação básica no país;                 Pedagógico que é anual.
                      b) Formar professores nos aspectos científicos,                    3. O Curso é desenvolvido em sessões presenciais e
                           pedagógicos, culturais e pessoal visando a                 a distância permitindo a diversificação e a combinação
                           condução do processo educativo;                            de métodos e técnicas de ensino cuja abordagem geral
                      c) Desenvolver competências no domínio de                       orienta-se pela pedagogia de competências.
                          pedagogia de integração curricular e                                                               Artigo 7.º
                          abordagem por competências;
                                                                                                                    Condições de acesso
                      d) Preparar os professores para o atendimento
                           das crianças com necessidades educativas                     Podem candidatar-se ao Curso os docentes em exercício
                           especiais em contexto educativo; e                         de funções que satisfaçam os seguintes requisitos:

                      e) Desenvolver competências no domínio da                              a) Terem o 10º (décimo) ano de escolaridade ou
                          planificação, avaliação, coordenação e                                   equivalente; e
                          supervisão    adequadas      aos contextos
                          educativos do ensino básico.                                       b) Terem avaliação de desempenho mínima de Bom.

                                           Artigo 3.º                                                                        Artigo 8.º

                                       Plano de estudos                                                           Selecção de candidatos

                    É aprovado o plano de estudos do curso nos termos do                 1. A selecção dos candidatos à frequência do Curso é
                  anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante.            feita mediante concurso de acesso.

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                              1167

                    2. O processo de concurso de acesso é instruído com os                                                  ANEXO
                  seguintes documentos:
                                                                                            Plano Curricular do Curso de Formação
                      a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo                    de Professores do Ensino Básico em Exercício
                           Instituto Pedagógico;                                         1. CONTEXTUALIZAÇÃO
                      b) Certificado de habilitações literárias;                         No mundo actual, dominado pela globalização e pelo
                                                                                      impacto do conhecimento científico e tecnológico em
                      c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do
                                                                                      todas as dimensões da vida social, as instituições de
                           candidato exigido para o Curso; e
                                                                                      formação de professores são interpeladas a reflectirem
                      d) Fotocópia do Bilhete de identidade.                          e a questionarem sobre os paradigmas de formação de
                                            Artigo 9.º                                professores capazes de produzir respostas sustentáveis
                                                                                      aos desafios do Milénio.
                                          Matrículas
                                                                                        Fazendo parte deste contexto, em Cabo Verde se debate
                    O processo de matrícula é instruído com os seguintes              o problema da qualidade do ensino, do alargamento da
                  documentos:                                                         escolaridade básica e da universalidade da equidade da
                      a) Boletim de matrícula;                                        qualidade do ensino básico como um dos grandes desa-
                                                                                      fios a serem atingidos até o ano 2015, resultando em
                      b) Atestado médico;                                             mudanças estruturais no Sistema Educativo traduzidas
                      c) Registo criminal; e                                          na aprovação da Lei de Bases do Sistema Educativo de
                                                                                      Maio/2010.
                      d) Duas fotografias, tipo passe.
                                                                                        Justifica-se, assim, as reflexões que conduziram à re-
                                          Artigo 10.º
                                                                                      visão dos curricula de formação de professores do ensino
                                            Prazos                                    básico, inicial e em exercício, desenvolvidos pelo Insti-
                    Os prazos de candidatura, selecção e matrícula são                tuto Pedagógico (IP), no âmbito da sua missão, visando
                  fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido                 a adequação das ofertas formativas, (i) aos desafios da
                  o Conselho Científico das Escolas de Formação de Profes-             equidade da qualidade do ensino básico; (ii) às actuais
                  sores, e afixados nas instalações do Instituto Pedagógico.           concepções politicas e filosóficas do sistema educativo e da
                                                                                      formação de professores; (iii) a condicionalismos de acesso
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                                          Artigo 11.º
                                                                                      que promovam mais justiça social nas oportunidades de
                                          Avaliação                                   ingresso nos cursos;
                    1. Os alunos estão sujeitos à avaliação em todas as                  Concebido para professores do ensino básico em exer-
                  Unidades Curriculares (UCs), seminários e actividades               cício, numa proposta de gestão que atenda aos condicio-
                  lectivas constantes do Plano Curricular do Curso.                   nalismos da descontinuidade territorial e às capacidades
                                                                                      de resposta das três escolas que integram o IP, o Curso
                   2. A avaliação pode ser feita através das seguintes
                                                                                      apresenta uma dupla modalidade de gestão, Presencial e
                  modalidades:
                                                                                      a Distância, de forma a se adequar ao perfil do potencial
                      a) Avaliação Contínua; e                                        público-alvo, contribuir para a anulação das assimetrias
                                                                                      regionais de professores formados e valorizar o contribu-
                      b) Avaliação Final.
                                                                                      to dos professores do ensino básico no desenvolvimento
                    3. A Avaliação Contínua e Avaliação Final são feitas              nacional.
                  de acordo com o Regulamento Interno de funcionamento                   2. OBJECTIVOS DO CURSO
                  do Curso.
                                                                                          Objectivos
                                          Artigo 12.º
                                                                                        O curso de formação de professores do ensino básico
                                         Certificado
                                                                                      em exercício visa os seguintes objectivos:
                    No final do Curso, os formados são certificados com um                     ▪ Capacitar professores para responder aos desafios
                  Diploma de Formação de Professores do Ensino Básico                             actuais da educação básica.
                  de nível médio.
                                                                                             ▪ Formar professores nos aspectos científico,
                                          Artigo 13.º                                            pedagógico, cultural e   pessoal visando a
                                      Produção de efeito                                         condução do processo educativo.
                    O disposto na presente portaria produz efeitos desde                     ▪    Desenvolver competências no domínio de
                  o dia 10 de Julho de 2010.                                                        pedagogia de integração curricular e
                                                                                                    abordagem por competências.
                                          Artigo 14.º
                                                                                             ▪ Preparar os professores para o atendimento
                                      Entrada em vigor
                                                                                                  das crianças com necessidades educativas
                    A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao                         especiais em contexto educativo.
                  da sua publicação.                                                         ▪     Desenvolver competências no domínio da
                    Gabinete da Ministra da Educação e Desportos, na                                planificação, avaliação, coordenação e supervisão
                  Praia, aos 18 de Outubro de 2011. – A Ministra, Fernanda                          adequadas aos contextos educativos do ensino
                  Maria de Brito Marques                                                            básico.

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1168 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                    3. CRITÉRIO E PERFIL DE ENTRADA                                       Permitindo uma sólida formação académica e profis-
                                                                                        sional, alicerçada nos quatro pilares do saber - SABER,
                       ▪ 10º ano de escolaridade.                                       SABER FAZER, SABER SER e SABER ESTAR - as
                       ▪ Em exercício de funções                                        Unidades Curriculares que integram o curso agrupam-se
                                                                                        em cinco domínios curriculares estruturantes:
                       ▪ Avaliação de desempenho mínima de Bom
                                                                                               ▪ Formação educacional geral: 17,5%
                    4. PERFILDE SAÍDA
                                                                                               ▪ Formação na área da docência: 27,5%
                    Concluído o curso, o professor do ensino básico deverá                     ▪ Metodologia Específica: 20%
                  ter o seguinte perfil:
                                                                                               ▪ Iniciação à prática profissional: 30%
                       a) Competências                                                         ▪ Formação para a cidadania: 5%
                          ▪ Capacitado para gerir o currículo do 1º ciclo do               5.2. Natureza e Funcionamento
                            ensino básico.
                                                                                           5.2.1 Natureza
                          ▪ Preparado para intervir numa sociedade em                     O eixo epistemológico do curso, com enfoque na do-
                            mudança, fortemente afectada pelos conflitos                 cência e gestão no ensino básico, articula as dimensões
                            e contradições da modernidade.                              políticas, legais e pedagógicas, reputando as actuações
                          ▪ Dotado de uma mentalidade aberta à inovação,                institucionais para o direito à Educação de Qualidade
                             ao progresso e respeito ao ambiente e direitos             para a Infância.
                             humanos.                                                      Sendo assim, a abordagem assumida neste curso
                                                                                        justifica-se pela concepção da Educação no ensino básico
                          ▪ Dotado de competências para investigação e                  alicerçada nos princípios definidos na nova lei de base
                            resolução de problemas no sistema educativo.                do sistema educativo, que em termos de perfil docente,
                       b) Certificação                                                   admite a monodocência no 1º ciclo, a pluridocência por
                                                                                        área disciplinar no 2º ciclo e a pluridocência disciplinar no
                    Os formados serão certificados com o diploma de pro-                 3º ciclo. Ressalva-se, contudo, que para este público-alvo
                  fessores do ensino básico nos termos da conjugação das                o presente curso destina-se à formação de competências
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                  portarias nº 50/2000 de 27 de Dezembro e 48 /2004 de                  docentes até ao 1º ciclo1 do ensino básico. Uma abordagem
                  18 de Outubro.                                                        que compreende que a educação básica só se concretiza
                                                                                        inserida em realidades sociais concretas, portanto, na
                   5. ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO
                                                                                        história e na cultura, aspectos imprescindíveis para o
                  CURSO
                                                                                        desenvolvimento da criança em suas dimensões física,
                    A organização e funcionamento do curso respeitam as                 psicológica e intelectual. Neste aspecto, a proposta pe-
                  normas e os princípios aplicados nos cursos de formação               dagógica do curso sustenta-se no princípio da interdis-
                  de professores em vigor na instituição, superiormente                 ciplinaridade a partir da contribuição de diversos cam-
                  homologados. Contudo, adapta-se às especificidades do                  pos do saber: Psicologia, Artes, Linguística, Didáctica,
                  público – alvo e da respectiva gestão.                                Sociologia, Filosofia, História, Política, Biologia, Ética,
                                                                                        Cultura, entre outros.
                    5.1. Organização
                                                                                          No curso em exercício presencial as Unidades Curri-
                    O Curso organiza-se em 34 Unidades Curriculares                     culares desenvolvem-se em aulas de natureza teórica –
                  (UCs) com 120 créditos, distribuídas em seis semestres.               prática, teórica e prática, sendo 2/3 presencial/contacto
                  É de natureza semi-presencial e funciona em regime pós-               orientadas pelo (a) docente do Instituto Pedagógico e 1/3
                  laboral, com a integração contínua da teoria, da prática              em trabalho independente.
                  e da experiência profissional do/da formando/a, num
                                                                                           No curso em exercício a distância as Unidades Cur-
                  processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão
                                                                                        riculares desenvolvem-se em aulas de natureza teórica
                  – acção – reflexão.
                                                                                        – prática, teórica e prática, sendo 1/3 em sessões presen-
                    Pretendendo contribuir para a formação de professores               ciais orientadas pelo (a) docente do Instituto Pedagógico
                  (as), em exercício, valoriza: (i) as dimensões profissionais,          e 2/3 em sessões a distância/ trabalho independente, com
                  sociais e éticas adquiridas na prática docente e no desen-            suporte a documentação específica para a auto-formação,
                  volvimento do ensino-aprendizagem; (ii) a participação na             designada de Sebenta do Formando(a)2.
                  instituição educativa; (iii) as relações com a comunidade               Sem prejuízo à natureza do curso a sua gestão curricular
                  e de desenvolvimento profissional ao longo da vida.                    terá uma natureza diversa, atendendo às especificidades
                     Assim, organiza-se, articuladamente, em torno de                   populacionais de cada uma das ilhas beneficiárias:
                  domínios curriculares científicos, culturais, éticos, didác-                  a) Nas ilhas de povoamento mais concentrado
                  ticos e de prática pedagógica. Esta última componente                            as sessões presenciais poderão decorrer no
                  ocorre integrada na formação científica ao longo dos seis
                                                                                        1
                                                                                          Nem todos os candidatos têm perfil académico exigido para o ingresso nos cur-
                  semestres e vocaciona-se para a socialização/formação en-             sos de licenciatura que atribui competências para a docência no 2º e 3º ciclo.
                  tre os/as formandos/as em exercício e outros profissionais             Entretanto, ficam habilitados para o concurso aos cursos de complemento de
                  no “terreno”, favorecendo a construção do conhecimento                licenciatura para o Ensino Básico.
                                                                                        2
                                                                                          No momento da implementação do curso, caso houver disponibilidade de uma
                  e competências sobre e na profissão.                                   plataforma será dispensada a sebenta.


                                  https://kiosk.incv.cv                                               1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                                                                                                                                                                                                                                                           1169

                             espaço previamente definido e que aglomerará                                                                                                                                2.2.2 Funcionamento
                             todos (as) formandos (as), funcionando o
                             desenvolvimento das Unidades Curriculares                                                                                                                             Tratando-se de um curso de funcionamento descentrali-
                             dos respectivos semestres em momentos                                                                                                                               zado no caso da modalidade a distância, não se obriga que
                             distintos (conforme a planificação, quadro nº 1).                                                                                                                    as sessões presenciais decorram nas instalações do IPCV
                                                                                                                                                                                                 (Escolas de formações de professores do Mindelo, Praia
                      b) Nas ilhas de povoamento disperso, visando                                                                                                                               e Assomada). Garantindo o desenvolvimento curricular
                          facilitar o acesso e o sucesso de todos (as)                                                                                                                           os formadores do IPCV deslocar-se-ão para os núcleos
                          formandos (as), poder-se-à recorrer à                                                                                                                                  de formação a fim de orientar as sessões presenciais,
                          constituição de núcleos de formação próximos                                                                                                                           facilitando o acesso e o aproveitamento dos formandos.
                          das localidades de residência ou de trabalho                                                                                                                           Salvaguarda-se a possibilidade de funcionamento de
                          dos mesmos, sendo o funcionamento nos                                                                                                                                  núcleos nas escolas da Praia, Assomada e Mindelo.
                          mesmos moldes da a).
                                                                                                                                                                                                   A gestão curricular dos semestres no curso em exercício
                      c) Nos concelhos em que existem escolas de formação                                                                                                                        a distância pode obedecer a uma planificação (tipo quadro
                            de professores - IPCV, as turmas funcionarão                                                                                                                         nº 1) de forma a promover: a investigação; a qualidade e
                            na respectiva escola, em regime pós-laboral e                                                                                                                        a solidez das aprendizagens; a interdisciplinaridade; a
                            respeitando os mesmos princípios de formação                                                                                                                         conciliação formação e exercício profissional; oportuni-
                            em exercício vigente.                                                                                                                                                dades de sucesso dos formandos;
                                                                                Quadro nº1 – Planificação semestral das sessões
                                                                                           Pausa para TI2 : 1 semana




                                                                                                                                                                                                                                                 Pausa para TI4 : 1 semana
                                                                                                                                                                     Pausa para TI3 : 1 semana




                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Pausa para TI5 : 1 semana
                                                        1º Momento                                                           2º Momento                                                                3º Momento                                                              4 Momento
                                                        semanas: 4                                                            Semanas 4                                                                Semanas: 4                                                              Semanas.3




                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Avaliação Semestre

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   Avaliação Semestre
                                 Semestres




                                                           UCs1 : 2                                                             UCs : 2                                                                   UCs – 2                                                                UCs - 2
                               Semanas




                                                                                                                                                                                                                                                                             16 Semanas
                                                                                                                                                                                                                         13 semana
                                                                                                                                                                                                 11 Semana

                                                                                                                                                                                                             12 Semana



                                                                                                                                                                                                                                     14 Semana




                                                                                                                                                                                                                                                                                          17 Semana

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      18 semana
                                             1 Semana

                                                          2 Semana

                                                                     3 Semana

                                                                                4 Semana




                                                                                                                       6 Semana

                                                                                                                                  7 Semana

                                                                                                                                               8 Semana

                                                                                                                                                          9 Semana
1 443000 002089




                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Geral do
                               UCs           ab           ab         ab         ab          ab                         cd         cd           cd         cd           cd                         et         ef          ef          ef           ef                         gh           gh          gh          gh
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              semestre

                                         Obs: As letras a,b,c,d,e,f,g,h….referem-se a Unidades Curriculares a serem oportunamente programadas
                   ________________________________
                   1
                     UCs – Unidades Curriculares
                   2
                     TI – Trabalho independente
                   3
                     TI – Trabalho independente
                   4
                     TI – Trabalho independente
                   5
                     TI – Trabalho independente

                      ▪ Cada semestre organiza-se em quatro momentos                                                                                                                                          ▪ Os (as) formandos (as) que não conseguirem
                           curriculares presenciais, intercalados com                                                                                                                                             os objectivos mínimos exigidos na UC, no
                           uma semana destinada à realização dos                                                                                                                                                  âmbito da avaliação contínua, têm direito
                           trabalhos independentes (TI) referentes aos                                                                                                                                            aos exames de recursos, de acordo com o
                           UC,s ministrados no momento respectivo.                                                                                                                                                calendário académico em vigor na instituição.
                      ▪ Os momentos têm a duração de quatro semanas,                                                                                                                                          ▪ O último semestre do curso, é totalmente
                           exceptuando o 3º que pode ter a duração de três                                                                                                                                        destinado ao Estágio Supervisionado. Neste
                           semanas. As UC,s com menor carga horária                                                                                                                                               semestre, o (a) formando (a) permanece
                           poderão ser ministradas neste momento.                                                                                                                                                 no seu local de trabalho e é visitado
                                                                                                                                                                                                                  regularmente pelo metodólogo do IPCV,
                      ▪ Tendo em conta a natureza do curso e a sua gestão                                                                                                                                         pelos Coordenadores Pedagógicos e pela
                           (1/3 de contacto e 2/3 independente), as UC,s                                                                                                                                          Inspecção Escolar. Cada visita resulta num
                           são semestrais, embora as sessões de contacto                                                                                                                                          relatório que integrará o dossier do (a)
                           se desenvolvem conforme a planificação                                                                                                                                                  estagiário (a), elemento fundamental na
                           ilustrada no quadro nº 1.                                                                                                                                                              avaliação da UC. Outro elemento importante
                      ▪ As duas semanas finais dos semestres (20 ª e 21ª)                                                                                                                                          na avaliação do Estágio é o Portfólio que ele/
                            são destinadas à avaliação de todas as UC.s                                                                                                                                           ela vai organizando durante este momento de
                            do semestre. Os formandos apresentarão                                                                                                                                                formação independente.
                            para o (a) professor (a) e os (as) colegas                                                                                                                                  6. Carga horária e duração
                            os trabalhos realizados na UC respectiva,
                            produtos do estudo independente. Trata-se                                                                                                                              O Curso tem a duração de três anos, organizados em
                            de uma oportunidade para a clarificação e                                                                                                                             seis semestres. Cada ano lectivo tem a duração de quaren-
                            consolidação dos saberes adquiridos durante                                                                                                                          ta semanas distribuídas em vinte semanas semestrais,
                            o estudo independente.                                                                                                                                               incluindo duas semanas para as avaliações finais.

                                         https://kiosk.incv.cv                                                                                                                                                           1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1170 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                     A carga horária total regulamentar é de 3.000 horas                                     O seguimento será feito pelo(a) metodólogo(a) do IP e
                  incluindo todas as actividades de formação: as horas do                                 o (o/a) coordenador(a) pedagógico da Delegação do MED
                  contacto com o docente, de trabalho independente e de                                   do respectivo concelho, sendo as estratégias descritas no
                  avaliação.                                                                              Regulamento do Estágio para este Curso.

                    No curso em exercício presencial as horas de contacto                                   Trata-se de um domínio curricular essencialmente
                  com o docente ocupam 2/3 da carga horária total e em                                    prático que ocupa 725 horas do curso e concretiza-se
                  exercício a distância 1/3 e diversificam-se em:                                          através da modalidade da prática pedagógica orientada
                                                                                                          e supervisionada, a partir do 2º semestre através de se-
                        ▪ Ensino teórico                                                                  minários de iniciação profissional, investigação, práticas
                        ▪ Ensino teórico – prático                                                        pedagógicas em contextos de educação básica e sessões
                                                                                                          colectivas de partilha e reflexão.
                        ▪ Prático e laboratorial
                                                                                                            Assim o Estágio organiza-se através das seguintes
                        ▪ Trabalho de campo                                                               estruturas (cfr. Regulamento do Estágio):

                        ▪ Seminários                                                                             ▪ Coordenação do Estágio: Um(a) professor(a)
                                                                                                                     metodólogo(a)
                        ▪ Supervisão e orientação da Prática e Reflexão
                                                                                                                 ▪ Comissão de Estágio: Metodólogos (as) e
                             Educativa (PRE)
                                                                                                                     Orientadores (as)
                        ▪ Orientação tutorial 3                                                                  ▪ Grupos de Estágio: Estagiários (as)
                    No curso em exercício a distância as horas de contacto                                  A elaboração das ferramentas do Estágio – grelhas
                  com o docente ocupam 1/3 da carga horária total e as                                    individuais do(a) estagiário(a), grelhas de observação das
                  horas de trabalho independente 2/3. Diversificam-se em:                                  actividades, grelhas de registos das actividades condu-
                                                                                                          zidas pelos(as) estagiários(as) e grelhas de avaliação – é
                        ▪ Estudo individual
                                                                                                          da responsabilidade do(a) coordenador(a).
                        ▪ Trabalho de grupo                                                                  9. Metodologia
                        ▪ Portfólio                                                                         O curso está organizado em Unidades Curriculares. O
1 443000 002089




                        ▪ Estágio final                                                                    funcionamento do curso respeita as normas e os princí-
                                                                                                          pios aplicados nos cursos de formação de professores em
                    As horas de avaliação incluem os momentos de avalia-                                  vigor na instituição, superiormente homologados.
                  ção sumativa numa previsão de 10% da carga horária do
                                                                                                             Na modalidade a distância tem uma componente
                  curso e das respectivas Unidades Curriculares.
                                                                                                          presencial/contacto e outra a distância/trabalho indepen-
                    Com a duração de seis semestres, o curso visa formar                                  dente, com excepção da disciplina do Estágio Pedagógico
                  professores do Ensino Básico (1º ciclo), cujo perfil permite                             que é anual. Será desenvolvido em sessões presenciais e
                  agir reflexiva e autonomamente nos contextos formais de                                  a distância permitindo a diversificação e a combinação
                  atendimento à infância. Com efeito, ao longo dos cinco                                  de métodos e técnicas de ensino cuja abordagem geral
                  semestres o (a) professor/formando (a) em exercício expe-                               orienta-se pela pedagogia de competências.
                  rimentará situações, confrontará pedagogias e repensará                                   Assim, durante as sessões presenciais / horas de con-
                  formas de agir e de estar na profissão, de forma que ao                                  tacto, os programas das diferentes UCs que integram o
                  concluir o curso esteja apto para exercer com competência                               currículo deverão ser desenvolvidos privilegiando me-
                  a sua profissão.                                                                         todologias diversificadas, nomeadamente a exposição
                      7. Estágio Pedagógico                                                               dialogada, discussão - debate, leitura e análise de textos,
                                                                                                          oficinas pedagógicas, seminários, palestras, pedagogia
                    O Estágio Pedagógico, adiante designado de Prática                                    de projectos e conferências, de modo a propiciar o saber
                  e Reflexão Educativa (PRE), representa a experimen-                                      em acção desenvolvendo nos formandos a faculdade de
                  tação sustentada e reflectida das competências gerais e                                  mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes,
                  especificas do(a) Professor(a) do Ensino Básico (1º ciclo),                              capacidades, informações, entre outros) para solucionar
                  ultrapassando a dimensão linear da aplicação de conhe-                                  uma série de “situações” do quotidiano profissional.
                  cimentos para se afirmar numa experiência formativa,
                                                                                                            A componente a distância deverá constar de trabalhos
                  mobilizadora de saberes adquiridos ao longo da formação
                                                                                                          de grupo e/ou individuais permitindo, deste modo, a
                  nos diferentes domínios curriculares, visando a resolução
                                                                                                          consolidação dos conhecimentos adquiridos nas sessões
                  dos problemas do quotidiano da educação básica.
                                                                                                          presenciais e a ligação da teoria à prática.
                    O Estágio é integrado na prática docente do (a)                                          10. REGIME DE AVALIAÇÃO E FREQUÊNCIA
                  professor(a) em formação, permitindo a reflexão/acção/
                  reflexão e a aplicação permanente dos novos saberes ad-                                     10.1. Frequência
                  quiridos durante a formação na resolução dos problemas                                    O Plano Curricular do Curso de formação de Profes-
                  quotidianos do ensino/aprendizagem no 1º ciclo.                                         sores em Exercício está organizado em regime semi-
                                                                                                          presencial, com disciplinas semestrais exceptuando o
                  3
                   A tutoria adapta-se a cada contexto. Pode ser presencial e/ou a distância (via
                  telefone, internet e outros)                                                            estágio pedagógico.

                                        https://kiosk.incv.cv                                                           1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                                               1171

                    Cada Unidade Curricular está organizado em horas                                     Cada programa deverá integrar os elementos de
                  de contacto com o docente e em horas de trabalho inde-                               avaliação e estes deverão ser dados ao conhecimento
                  pendente (1/3 de Contacto e 2/3 Trabalho Independente                                do(a) aluno(a) no início do estudo da unidade curricular,
                  nos cursos a distância e vice-versa no curso em exercício                            seminário ou outra actividade lectiva. São, todavia, os
                  presencial).                                                                         seguintes elementos padrão: (i) Um teste individual
                                                                                                       escrito ou oral sobre questões do programa; (ii) Um tra-
                    As datas de início e fim das actividades lectivas, bem
                                                                                                       balho de investigação individual ou em grupo, que será
                  como os períodos das avaliações em regime de época nor-
                                                                                                       defendido oralmente; Observação e registo das atitudes,
                  mal e de recurso serão fixadas antes do início do curso
                                                                                                       comportamentos e nível de engajamento e participação
                  com base nas decisões do Conselho Coordenador do IPCV
                                                                                                       nas actividades da unidade curricular.
                  e do Conselho Cientifico de cada uma das Escolas.
                    O Calendário do referido curso deverá ser socializado                                Poderão ser incluídos ou substituídos os elementos de
                  no início do mesmo no seio da sociedade educativa da                                 avaliação – padrão propostos, em concertação com o(a)
                  instituição de forma a criar condições para as devidas                               Coordenador(a) do Curso.
                  articulações interdisciplinares e redução dos riscos de                                Os parâmetros de avaliação são, igualmente, da res-
                  sobreposição das actividades das Delegações do MED.                                  ponsabilidade do(a) docente em concertação com (os)
                    Todas as unidades curriculares, seminários e outras                                alunos (as).
                  actividades são de frequência obrigatória, embora as                                    O resultado do aproveitamento escolar do(a) aluno(a)
                  exigências sejam sensivelmente diferenciadas, de acordo                              será expresso na escala de zero a vinte valores (0-20
                  com os respectivos pesos curriculares.                                               valores).
                        - Serão considerados(as) sem aproveitamento                                      Os casos omissos neste documento referentes ao regime
                            os (as) alunos (as) cujo número de faltas                                  de avaliação deverão ser consultados no Regulamento do
                            seja superior a 5% (cinco por cento) do total                              Curso e da Escola.
                            referentes à seguinte unidade curricular:
                            Prática e Reflexão Educativa.                                                  11. - AVALIAÇÃO DO CURSO
                        - Serão considerados sem aproveitamento os (as)                                  O Curso deverá ser alvo da avaliação interna, sendo
                             alunos (as) cujo número de faltas seja superior                           uma no final do primeiro ano lectivo e uma no final do
                             a 1/34 do total referentes aos restantes                                  Curso.
                             unidades curriculares, seminários e qualquer
1 443000 002089




                                                                                                         Deverão constar da avaliação os seguintes parâmetros
                             outra actividade curricular.                                              gerais;
                        - O número de regências dos (as) alunos (as)                                          ▪ O plano de estudos
                            estagiários (as) no âmbito do Estágio
                            Pedagógico é obrigatório, pelo que eventuais                                      ▪ Os programas
                            faltas (devidamente justificadas) deverão ser                                      ▪ A gestão do curso
                            obrigatoriamente repostas.
                                                                                                              ▪ Competências do formador
                        - O registo das faltas nas referidas unidades
                            curriculares é da responsabilidade dos (as)                                       ▪ Desempenho do formando
                            respectivos (as) docentes.                                                   A definição dos parâmetros específicos de avaliação é da
                    Os casos omissos neste documento referentes ao regime                              responsabilidade da Direcção da Escola sob a aprovação
                  de frequência deverão ser consultados nos Regulamentos                               no respectivo Conselho Científico e Conselho Coordena-
                  do Curso e da Escola.                                                                dor da Instituição.
                      10.2 – Avaliação                                                                    ▪ RECURSOS
                    Os (as) alunos (as) estarão sujeitos (as) à avaliação em                              1. Recursos Materiais
                  todas as UCs, seminários e actividades lectivas constantes
                                                                                                              ▪ Instalações físicas no espaço de formação
                  do Plano Curricular do Curso.
                                                                                                              ▪ Computador
                    A avaliação pode ser feita através de uma das seguin-
                  tes modalidades: Avaliação Contínua e Avaliação Final.                                      ▪ Data Show
                    Tendo em conta a natureza obrigatória das frequências                                     ▪ Retroprojector
                  todos (as) alunos (as) se sujeitam à avaliação continua.
                                                                                                              ▪ Giz
                  Esta modalidade consiste na avaliação acumulativa
                  resultante das permanentes relações interactivas entre                                      ▪ Marcadores
                  docentes e alunos (as). Engloba todos os trabalhos escri-
                                                                                                              ▪ Apagadores
                  tos/orais, participação dos (as) alunos (as) nas actividades
                  lectivas, atitudes e comportamentos observados.                                             ▪ Materiais específicos de cada unidade curricular
                    Os (as) alunos (as) que não conseguirem a nota mínima                                 2. Recursos Humanos
                  exigida e ou desejada na unidade curricular, seminário
                                                                                                        Professores com competências técnico/científicas nas
                  ou outra actividade lectiva sujeitam-se à Avaliação Final.
                                                                                                       UCs que integram o currículo.
                  Esta modalidade consiste num exame final sobre todo o
                  programa leccionado.                                                                  Obs: Em anexo as memórias descritivas das Unidades
                                                                                                       Curriculares com as respectivas referências bibliográficas
                  4
                   Esta excepção no regime de frequência justifica-se pela especificidade da
                  gestão curricular do curso.                                                                   A Ministra, Fernanda Maria de Brito Marques

                                       https://kiosk.incv.cv                                                         1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1172 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                                     Portaria nº49/2011                                                                      Artigo 4.º

                                      de 26 de Dezembro                                                    Organização e duração do curso

                    O Instituto Pedagógico solicitou, nos termos e ao abrigo             1. O Curso organiza-se em 46 (quarenta seis) Unidades
                  da alínea c) do artigo 2.º do seu Estatuto, aprovado pelo           Curriculares (UC) com 120 (cento e vinte) créditos, dis-
                  Decreto-Regulamentar n.º 12/94, de 29 de Dezembro, o                tribuídas em 4 (quatro) semestres.
                  qual foi alterado pelo Decreto-Regulamentar nº 5/2002 de
                  11 de Novembro, conjugado com a alínea b) do artigo 6.º do            2. A carga horária total regulamentar é de 3.000 (três
                  Regulamento das Escolas de Formação de Professores do               mil) horas incluindo todas as actividades de formação:
                  Ensino Básico que integram o Instituto Pedagógico, ane-             as horas do contacto com o docente, de trabalho indepen-
                  xo ao supracitado Decreto-Regulamentar, a autorização               dente e de avaliação.
                  para organizar e ministrar o Curso Inicial de Professores
                                                                                         3. As horas de contacto correspondem a 2/3 (dois terço)
                  do Ensino Básico para, assim, responder às necessidades
                                                                                      e as horas de trabalho independente correspondem a 1/3
                  sentidas pelo Sistema Educativo cabo-verdiano.
                                                                                      (um terço) da carga horária total.
                    Tendo havido audição e aprovação, nos termos estatu-                                                     Artigo 5.º
                  tários, dos competentes órgãos do Instituto Pedagógico;
                                                                                                                     Natureza do Curso
                    Por despacho do então Ministro da Educação e Despor-
                  to, datado de 20 de Julho de 2010, foi concedida autori-              O Curso tem natureza presencial e funciona em regime
                  zação solicitada, a qual ora se formaliza.                          normal, com a integração contínua da teoria, da prática
                                                                                      num processo de diálogo permanente, permitindo a re-
                    Nestes termos,                                                    flexão – acção – reflexão.
                    No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo                                                   Artigo 6.º
                  208.º da Constituição:
                                                                                                                          Metodologia
                    Manda o Governo, pela Ministra da Educação e Des-
                  porto, o seguinte:                                                    1. O curso está organizado em Unidades Curriculares
                                                                                      por semestre com excepção da disciplina do Estágio Pe-
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                                           Artigo 1.º                                 dagógico que é anual.
                                           Objecto
                                                                                         2. Para efeitos do número anterior, durante o Curso,
                    É autorizado ao Instituto Pedagógico a organizar o                os programas das diferentes Unidades Curriculares que
                  Curso Inicial de Professores do Ensino Básico, doravante            integram o currículo devem ser desenvolvidos, privile-
                  designado Curso.                                                    giando metodologias diversificadas, nomeadamente a
                                                                                      exposição dialogada, discussão, debate, leitura e análise
                                           Artigo 2.º
                                                                                      de textos, oficinas pedagógicas, seminários, palestras,
                                      Objectivo do Curso                              pedagogia de projectos e conferências, de modo a propiciar
                                                                                      o saber em acção, desenvolvendo nos formandos a facul-
                    O Curso visa os seguintes objectivos:                             dade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos
                      a) Capacitar professores para responder aos                     para solucionar uma série de “situações” do quotidiano
                          desafios actuais da educação Básica, no país;                profissional.
                                                                                                                             Artigo 7.º
                      b) Formar professores nos aspectos científicos,
                           pedagógicos, culturais e pessoal visando a                                               Condições de acesso
                           condução do processo educativo;
                                                                                        Podem candidatar-se ao Curso os docentes em exercício
                      c) Desenvolver competências no domínio de                       de funções que satisfaçam os seguintes requisitos:
                          pedagogia de integração curricular e
                          abordagem por competências;                                        a) Terem o 12º (décimo segundo) ano de escolaridade
                                                                                                   ou equivalente; e
                      d) Preparar os professores para o atendimento
                           das crianças com necessidades educativas                          b) Serem aprovados no teste de selecção.
                           especiais em contexto educativo;
                                                                                                                             Artigo 8.º
                      e) Desenvolver competências no domínio da                                                   Selecção de candidatos
                          planificação, avaliação, coordenação e
                          supervisão    adequadas      aos contextos                     1. A selecção dos candidatos à frequência do Curso é
                          educativos do ensino básico.                                feita mediante concurso de acesso.
                                           Artigo 3.º
                                                                                        2. O processo de concurso de acesso é instruído com os
                                       Plano de estudos                               seguintes documentos:

                    É aprovado o plano de estudos do curso nos termos do                     a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo
                  anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante.                        Instituto Pedagógico;

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                              1173

                      b) Certificado de habilitações literárias;                                                             ANEXO
                      c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do              Plano Curricular do Curso Inicial de Professores
                           candidato exigido para o Curso; e                                         do Ensino Básico
                      d) Fotocópia do Bilhete de identidade.                             1. CONTEXTUALIZAÇÃO
                                            Artigo 9.º
                                                                                        A educação básica tem um papel fundamental na pro-
                                          Matrículas                                  moção do desenvolvimento integral da criança, enquanto
                                                                                      instrumento de integração e inclusão social. Assim, o
                    O processo de matrícula é instruído com os seguintes              desenvolvimento da criança nos seus múltiplos aspectos
                  documentos:                                                         constitui o objectivo central do Instituto Pedagógico de
                      a) Boletim de matrícula;                                        Cabo Verde como instituição de Formação de Professores
                                                                                      do Ensino Básico e outros agentes educativos.
                      b) Atestado médico;
                                                                                        A problemática da universalidade, da qualidade do
                      c) Registo criminal; e                                          ensino, do alargamento da escolaridade básica e da
                                                                                      equidade da qualidade do ensino, fazem parte das reco-
                      d) Duas fotografias, tipo passe.
                                                                                      mendações da UNESCO no que concerne aos Objectivos
                                          Artigo 10.º                                 do Milénio (ODM) e constituem acima de tudo, grandes
                                                                                      desafios de Cabo Verde enquanto país de desenvolvi-
                                            Prazos
                                                                                      mento médio.
                    Os prazos de candidatura, selecção e matrícula são
                  fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido                    O processo da materialização dos desafios acima men-
                  o Conselho Científico das Escolas de Formação de Profes-             cionados, impõe introdução de mudanças no Sistema
                  sores, e afixados nas instalações do Instituto Pedagógico.           Educativo cabo-verdiano, recentemente traduzidas na
                                                                                      publicação da nova Lei de Bases do Sistema Educativo
                                          Artigo 11.º                                 - Decreto-Lei n°2/2010 de 7 de Maio.
                                          Avaliação
                                                                                        A sociedade actual, dominada pela globalização e pelo
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                    1. Os alunos estão sujeitos à avaliação em todas as               impacto do conhecimento científico e tecnológico em to-
                  Unidades Curriculares, seminários e actividades lectivas            das as dimensões da vida social, interpela ao Instituto
                  constantes do Plano Curricular do Curso.                            Pedagógico como instituição de formação a reflectir e a
                                                                                      questionar sobre os paradigmas de formação de profes-
                    2. A avaliação é feita através das seguintes modali-              sores capazes de produzir respostas sustentáveis aos
                  dades:                                                              desafios do Milénio (OMD). Com efeito, os professores
                                                                                      do ensino básico devem estar conscientes do seu papel
                      a) Avaliação Contínua; e
                                                                                      e da importância da competência social como requisito
                      b) Avaliação Final.                                             essencial para uma boa adaptação da criança, tanto no
                                                                                      presente como no seu desenvolvimento e educação ao
                    3. A avaliação Continua e a Avaliação Final são feitas            longo da vida.
                  de acordo com o previsto no Regulamento Interno de
                  funcionamento do Curso.                                               Nos últimos anos e, com vista ao cumprimento da sua
                                                                                      missão, o Instituto Pedagógico, dispensou particular
                                          Artigo 12.º
                                                                                      atenção ao subsistema básico relativamente à introdução
                                         Certificado                                   de mudanças no que concerne ao Plano de Estudos da
                                                                                      Formação, Inicial, em Exercício e a Distância de Profes-
                    No final do Curso, os formados são certificados com um              sores, tendo em conta a equidade da qualidade insertos
                  Diploma de Formação de Professores do Ensino Básico                 na EPT e nos ODM.
                  de nível médio.
                                          Artigo 13.º
                                                                                        Assim, à luz do Decreto-lei n° 2/2010 de 7 de Maio, a
                                                                                      nova Lei de Bases do Sistema Educativo, no seu Capitulo
                                      Produção de efeito                              III, (Secção I, Artigo 12º B), o Ensino Básico é universal,
                                                                                      obrigatório e gratuito. O subsistema da educação escolar
                    O disposto na presente portaria produz efeitos desde
                                                                                      tem a duração de 8 anos (artº20) e compreende três ciclos
                  o dia 10 de Julho de 2010.
                                                                                      sequenciais exigindo um perfil específico do docente para
                                          Artigo 14.º                                 cada ciclo (generalista no 1º ciclo, em regime de docente
                                      Entrada em vigor
                                                                                      por área no 2º ciclo, e em regime de um docente por dis-
                                                                                      ciplina ou grupo de disciplinas no 3º ciclo).
                    Esta portaria entra em vigor no dia seguinte ao da
                  sua publicação.                                                       Face aos imperativos da nova LBSE e, face às neces-
                                                                                      sidades reais do sistema, diversos encontros e reflexões,
                    Gabinete da Ministra da Educação e Desportos, na                  conduziram ao processo de Revisão Curricular do Curso
                  Praia, aos 18 de Outubro de 2011. – A Ministra, Fernanda            Inicial de Professores do Ensino Básico, que de acordo
                  Maria de Brito Marques                                              com o novo Plano de Estudos ficarão habilitados para

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1174 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                  exercerem a docência no 1° Ciclo, sem prejuízo à candi-                5. ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO CURSO
                  datura/frequência a planos futuros de complemento de
                  formação superior, que os habilitarão para a leccionação              A organização e funcionamento do curso respeitam as
                  de todo o ensino básico nos termos da nova Lei da Bases             normas e os princípios aplicados nos cursos de formação
                  do Sistema Educativo.                                               de professores em vigor na instituição, superiormente
                                                                                      homologados. Contudo, adapta-se às especificidades do
                    2. OBJECTIVOS DO CURSO                                            público – alvo e da respectiva gestão.

                    Objectivos                                                           5.1. Organização

                    O curso de formação de professores do ensino básico                 O Curso organiza-se em 46 Unidades Curriculares
                  visa os seguintes objectivos:                                       (UCs) com 120 créditos distribuídas em quatro semestres.
                                                                                      É de natureza presencial e funciona em regime normal,
                      ▪ Capacitar professores para responder aos desafios              com a integração contínua da teoria, da prática, num
                           actuais da educação básica.                                processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão
                                                                                      – acção – reflexão.
                      ▪ Formar professores nos aspectos científicos,
                          pedagógicos, culturais e pessoal visando a                     Assim, organiza-se, articuladamente, em torno de
                          condução do processo educativo.                             domínios curriculares científicos, culturais, éticos, didác-
                                                                                      ticos e de prática pedagógica. Esta última componente
                      ▪   Desenvolver competências no domínio de                      ocorre integrada na formação científica ao longo dos
                            pedagogia de integração curricular e                      quatro semestres e vocaciona-se para a socialização/
                            abordagem por competências.                               formação entre os/as formandos/as e outros profissionais
                                                                                      no “terreno”, favorecendo a construção do conhecimento
                      ▪ Preparar os professores para o atendimento                    e competências sobre e a profissão.
                           das crianças com necessidades educativas
                           especiais em contexto educativo.                             Permitindo uma sólida formação académica e profis-
                                                                                      sional, alicerçada nos quatro pilares do saber - SABER,
                      ▪   Desenvolver competências no domínio da                      SABER FAZER, SABER SER e SABER ESTAR - as
                            planificação, avaliação, coordenação e                     Unidades Curriculares que integram o curso agrupam-se
1 443000 002089




                            supervisão    adequadas      aos contextos                em cinco domínios curriculares estruturantes:
                            educativos do ensino básico.
                                                                                             ▪ Formação educacional geral: 16%
                    3. CRITÉRIO E PERFIL DE ENTRADA
                                                                                             ▪ Formação específica na área da docência: 28%
                      1 – Habilitação – 12º ano
                                                                                             ▪ Metodologia específica: 23%
                      2 – Critério de ingresso – Aprovação no teste de
                           conhecimento                                                      ▪ Formação para a cidadania: 5%

                    4. PERFIL DE SAÍDA                                                       ▪ Iniciação à prática profissional: 28%

                                                                                         5.2. Natureza e Funcionamento
                    Concluído o curso inicial, o professor do ensino básico
                  deverá ter o seguinte perfil:                                           5.2.1 Natureza
                      a) Competências                                                   O eixo epistemológico do curso, com enfoque na do-
                                                                                      cência e gestão no ensino básico, articula as dimensões
                      ▪ Capacitado para gerir o currículo do ensino básico.
                                                                                      políticas, legais e pedagógicas, reputando as actuações
                      ▪ Preparado para intervir numa sociedade em                     institucionais para o direito à Educação de Qualidade
                           mudança, fortemente afectada pelos conflitos                para o Ensino Básico.
                           e contradições da modernidade.                                Sendo assim, a abordagem assumida neste curso
                                                                                      justifica-se pela concepção da Educação no ensino básico
                      ▪ Dotado de uma mentalidade aberta à inovação,
                                                                                      alicerçada nos princípios definidos na nova Lei de Base
                           ao progresso e respeito ao ambiente e direitos
                                                                                      do Sistema Educativo, que em termos de perfil docente,
                           humanos.
                                                                                      admite a monodocência no 1º ciclo, a pluridocência por
                      ▪ Dotado de competências para investigação e                    área disciplinar no 2º ciclo e a pluridocência disciplinar no
                          resolução de problemas no sistema educativo.                3º ciclo. Ressalva-se, contudo, que para este público-alvo
                                                                                      o presente curso destina-se à formação de competências
                      b) Certificação                                                  docentes até ao 1º ciclo do ensino básico à luz da nova
                                                                                      LBSE. Uma abordagem que compreende que a educação
                    Os formados serão certificados com o diploma de pro-               básica só se concretiza inserida em realidades sociais
                  fessores do ensino básico nos termos da conjugação das              concretas, portanto, na história e na cultura, aspectos
                  portarias nº 50/2000 de 27 de Dezembro e 48 /2004 de                imprescindíveis para o desenvolvimento da criança em
                  18 de Outubro                                                       suas dimensões física, psicológica e intelectual. Neste

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                               1175

                  aspecto, a proposta pedagógica do curso sustenta-se no                 As horas de contacto correspondem a 2/3 da carga
                  princípio da interdisciplinaridade a partir da contribuição          horária total e diversificam-se em:
                  de diversos campos do saber: Psicologia, Artes, Linguís-
                  tica, Didáctica, Sociologia, Filosofia, História, Política,                  ▪ Ensino teórico
                  Biologia, Ética, Cultura, entre outros.
                                                                                              ▪ Ensino teórico – prático
                    As Unidades Curriculares desenvolvem-se em aulas
                  de natureza teórica – prática, teórica e prática, sendo                     ▪ Prático e laboratorial
                  2/3 em sessões de contacto orientadas pelo (a) docente do
                                                                                              ▪ Trabalho de campo
                  Instituto Pedagógico e 1/3 em trabalho independente, com
                  suporte a documentação específica para a auto-formação.                      ▪ Seminários
                    2.2.2 Funcionamento                                                       ▪ Supervisão e orientação da Prática e Reflexão
                    O Curso inicial de Professores do Ensino Básico é pre-                         Educativa (PRE)
                  sencial, de nível médio e está organizado em semestres.
                                                                                              ▪ Orientação tutorial.
                    A organização e funcionamento do Curso objectiva
                                                                                         As horas de trabalho independente correspondem a 1/3
                  atender às exigências de formação de profissionais de
                                                                                       da carga horária total e diversificam-se em:
                  educação, ao perfil de entrada e de saída dos formandos,
                  à Lei de Bases do Sistema Educativo, bem como, ao                           ▪ Estudo individual
                  contexto sócio-económico e cultural nacional. Assim, o
                  eixo epistemológico do curso, com enfoque na docência,                      ▪ Trabalho de grupo
                  articula as dimensões políticas, legais e pedagógicas,
                  reputando as actuações institucionais para o direito à                      ▪ Portfólio
                  Educação de Qualidade.
                                                                                              ▪ Estágio final
                    Assume-se, assim, uma organização que se articula
                  em torno de componentes científicas, culturais, éticas,                 As horas de avaliação incluem os momentos de avaliação
                                                                                       sumativa numa previsão de 10% da carga horária do
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                  didácticas e de prática pedagógica. Esta última compo-
                  nente ocorre integrada e ao longo dos dois anos do curso,            curso e das respectivas Unidades Curriculares.
                  vocacionando-se para a socialização/formação do forman-
                  do nos contextos aonde irá exercer profissionalmente, fa-               Com a duração de quatro semestres, o curso visa
                  vorecendo a construção do conhecimento e competências                formar professores do Ensino Básico cujo perfil permite
                  sobre e na profissão.                                                 agir reflexiva e autonomamente nos contextos formais de
                                                                                       atendimento à escolaridade básica. Com efeito, ao longo
                    O Curso está organizado pelo sistema de unidades de                dos quatro semestres o (a) professor/formando(a) experi-
                  crédito, obedecendo a um plano integrado teórico-prática,            mentará situações, confrontará pedagogias e repensará
                  sendo crescente o peso da prática ao longo do desenvol-              formas de agir e de estar na profissão, de forma que ao
                  vimento do curso.                                                    concluir o curso esteja apto para exercer com competência
                                                                                       a sua profissão.
                     As aulas teóricas e as teórico-práticas decorrerão nas
                  Escolas de Formação de Professores(as) do Ensino Bá-                    7. Estágio Pedagógico
                  sico do IPCV e as práticas terão lugar privilegiado nas
                  instituições de acolhimento oficializadas sem prejuízo                  O Estágio Pedagógico, adiante designado de Prática e
                  às actividades práticas cuja execução mais se ajuste ao              Reflexão Educativa (PRE), representa a experimentação
                  contexto da instituição de formação.                                 sustentada e reflectida das competências gerais e especi-
                                                                                       ficas do(a) Professor(a) do Ensino Básico ultrapassando
                    O Curso funcionará com um horário que permita                      a dimensão linear da aplicação de conhecimentos para
                  compatibilizar a sua frequência com a investigação e a               se afirmar numa experiência formativa, mobilizadora de
                  participação em actividades de extensão académica im-                saberes adquiridos ao longo da formação nos diferentes
                  portantes no favorecimento do desenvolvimento pessoal                domínios curriculares, visando a resolução dos problemas
                  e social do futuro profissional.                                      do quotidiano da educação básica.

                    6. Carga horária e duração                                           A PRE desenvolve-se ao longo do curso, com início no
                                                                                       1º semestre, distribuindo-se em três momentos funda-
                    O Curso tem a duração de dois anos, organizados em                 mentais numa dinamização de reflexão/acção/reflexão
                  quatro semestres. Cada ano lectivo tem a duração de                  e corresponde a 625h da carga horária total do curso e
                  quarenta semanas distribuídas em vinte semanas semes-                diversifica-se em:
                  trais, incluindo duas semanas para as avaliações finais.
                                                                                              ▪ Contextualização
                     A carga horária total regulamentar é de 3.000 horas
                  incluindo todas as actividades de formação: as horas do                     ▪ Observação
                  contacto com o docente, de trabalho independente e de
                  avaliação.                                                                  ▪ Estágio no contexto Educação do Ensino Básico

                                  https://kiosk.incv.cv                                              1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1176 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                    Assim o Estágio organiza-se através das seguintes                                 sensivelmente diferenciadas, de acordo com
                  estruturas (cfr. Regulamento do Estágio):                                           os respectivos pesos curriculares.

                      ▪ Coordenação do Estágio: Um(a) professor(a)                           ▪ Serão considerados(as) sem aproveitamento
                          metodólogo(a)                                                          os (as) alunos (as) cujo número de faltas
                                                                                                 seja superior a 5% (cinco por cento) do total
                      ▪ Comissão de Estágio: Metodólogos (as) e                                  referentes à seguinte unidade curricular:
                          Orientadores (as)                                                      Prática e Reflexão Educativa.
                      ▪ Grupos de Estágio: Estagiários (as)                                  ▪ Serão considerados sem aproveitamento os (as)
                                                                                                  alunos (as) cujo número de faltas seja superior
                    A elaboração das ferramentas do Estágio – grelhas
                                                                                                  a 1/35 do total referentes aos restantes
                  individuais do(a) estagiário(a), grelhas de observação das
                                                                                                  unidades curriculares, seminários e qualquer
                  actividades, grelhas de registos das actividades condu-
                                                                                                  outra actividade curricular.
                  zidas pelos(as) estagiários(as) e grelhas de avaliação – é
                  da responsabilidade do(a) coordenador(a).                                  ▪ O número de regências dos (as) alunos (as)
                                                                                                 estagiários (as) no âmbito do Estágio
                    9. Metodologia                                                               Pedagógico é obrigatório, pelo que eventuais
                    O curso está organizado em Unidades Curriculares                             faltas (devidamente justificadas) deverão ser
                  por semestre com excepção da disciplina do Estágio Pe-                         obrigatoriamente repostas.
                  dagógico que é anual.                                                      ▪ O registo das faltas nas referidas unidades
                                                                                                 curriculares é da responsabilidade dos (as)
                     Assim, durante o curso, os programas das diferentes
                                                                                                 respectivos (as) docentes.
                  UCs que integram o currículo deverão ser desenvolvidos
                  privilegiando metodologias diversificadas, nomeadamen-                      ▪ Os casos omissos neste documento referentes ao
                  te a exposição dialogada, discussão - debate, leitura e                         regime de frequência deverão ser consultados
                  análise de textos, oficinas pedagógicas, seminários, pa-                         nos Regulamentos do Curso e da Escola.
                  lestras, pedagogia de projectos e conferências, de modo a
                  propiciar o saber em acção desenvolvendo nos formandos                 10.2 – Avaliação
                  a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cogni-
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                                                                                             ▪ Os (as) alunos (as) estarão sujeitos (as) à avaliação
                  tivos (saberes, capacidades, informações, entre outros)                          em todas as UCs, seminários e actividades
                  para solucionar uma série de “situações” do quotidiano                           lectivas constantes do Plano Curricular do
                  profissional.                                                                     Curso.
                    10. Regime de Avaliação e Frequência                                     ▪ A avaliação pode ser feita através de uma das
                                                                                                  seguintes modalidades: Avaliação Contínua e
                    10.1 - Frequência
                                                                                                  Avaliação Final.
                      ▪ O Plano Curricular do Curso de Formação de
                                                                                             ▪ Tendo em conta a natureza obrigatória das
                          Professores em Exercício está organizado em
                                                                                                 frequências todos (as) alunos (as) se sujeitam
                          regime presencial, com disciplinas semestrais
                                                                                                 à avaliação continua. Esta modalidade
                          exceptuando o estágio pedagógico.
                                                                                                 consiste na avaliação acumulativa resultante
                      ▪ Cada semestre está organizado em aulas                                   das permanentes relações interactivas entre
                          presenciais (2/3 de Contacto e 1/3 Trabalho                            docentes e alunos (as). Engloba todos os
                          Independente).                                                         trabalhos escritos/orais, participação dos (as)
                                                                                                 alunos (as) nas actividades lectivas, atitudes
                      ▪ As datas de início e fim das actividades lectivas,                        e comportamentos observados.
                           bem como os períodos das avaliações em
                           regime de época normal e de recurso serão                         ▪ Os (as) alunos (as) que não conseguirem a nota
                           fixadas antes do início do curso com base nas                           mínima exigida e ou desejada na unidade
                           decisões do Conselho Coordenador do IPCV                               curricular, seminário ou outra actividade
                           e do Conselho Cientifico de cada uma das                                lectiva sujeitam-se à Avaliação Final. Esta
                           Escolas.                                                               modalidade consiste num exame final sobre
                                                                                                  todo o programa leccionado.
                      ▪ O Calendário do referido curso deverá ser
                                                                                             ▪ Cada programa deverá integrar os elementos
                          socializado no início do mesmo no seio da
                                                                                                 de avaliação e estes deverão ser dados ao
                          sociedade educativa da instituição de forma
                                                                                                 conhecimento do(a) aluno(a) no início do
                          a criar condições para as devidas articulações
                                                                                                 estudo da unidade curricular, seminário
                          interdisciplinares e redução dos riscos de
                                                                                                 ou outra actividade lectiva. São, todavia, os
                          sobreposição das actividades das Delegações
                                                                                                 seguintes elementos padrão: (i) Um teste
                          do MED.
                                                                                                 individual escrito ou oral sobre questões do
                      ▪ Todas as unidades curriculares, seminários                               programa; (ii) Um trabalho de investigação
                          e outras actividades são de frequência                      5
                                                                                        Esta excepção no regime de frequência justifica-se pela especificidade da gestão
                          obrigatória, embora as exigências sejam                     curricular do curso.


                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                              1177

                              individual ou em grupo, que será defendido                                          Portaria nº 50/2011
                              oralmente; Observação e registo das atitudes,
                                                                                                                     de 26 de Dezembro
                              comportamentos e nível de engajamento
                              e participação nas actividades da unidade                 O Instituto Pedagógico solicitou, nos termos e ao abrigo
                              curricular.                                             da alínea c) do artigo 2.º do seu Estatuto, aprovado pelo
                      ▪ Poderão ser incluídos ou substituídos os                      Decreto-Regulamentar n.º 12/94, de 29 de Dezembro, o
                          elementos de avaliação – padrão propostos,                  qual foi alterado pelo Decreto-Regulamentar nº 5/2002 de
                          em concertação com o(a) Coordenador(a) do                   11 de Novembro, conjugado com a alínea b) do artigo 6.º do
                          Curso.                                                      Regulamento das Escolas de Formação de Professores do
                                                                                      Ensino Básico que integram o Instituto Pedagógico, ane-
                      ▪ Os parâmetros de avaliação são, igualmente,                   xo ao supracitado Decreto-Regulamentar, a autorização
                          da responsabilidade do(a) docente em                        para organizar e ministrar o Curso Inicial de Professores
                          concertação com (os) alunos (as).                           do Ensino Básico para, assim, responder às necessidades
                      ▪ O resultado do aproveitamento escolar do(a)                   sentidas pelo Sistema Educativo cabo-verdiano.
                          aluno(a) será expresso na escala de zero a
                                                                                        Tendo havido audição e aprovação, nos termos estatu-
                          vinte valores (0-20 valores).
                                                                                      tários, dos competentes órgãos do Instituto Pedagógico;
                      ▪ Os casos omissos neste documento referentes ao
                           regime de avaliação deverão ser consultados                  Por despacho do então Ministro da Educação e Desporto,
                           no Regulamento do Curso e da Escola.                       datado de 20 de Julho de 2010, foi concedida autorização
                                                                                      solicitada, a qual ora se formaliza.
                    11. - Avaliação do Curso
                                                                                         Nestes termos, e
                    O Curso deverá ser alvo da avaliação interna, sendo
                  uma no final do primeiro ano lectivo e uma no final do                  No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo
                  Curso.                                                              208.º da Constituição:
                    Deverão constar da avaliação os seguintes parâmetros
                                                                                        Manda o Governo, pela Ministra da Educação e Des-
                  gerais;
                                                                                      porto, o seguinte:
1 443000 002089




                      ▪ O plano de estudos
                                                                                                                             Artigo 1.º
                      ▪ Os programas
                                                                                                                             Objecto
                      ▪ A gestão do curso
                                                                                        É autorizado ao Instituto Pedagógico a organizar o
                      ▪ Competências do formador                                      Curso de Formação de Educadores de Infância doravante
                      ▪ Desempenho do formando                                        designado Curso.

                    A definição dos parâmetros específicos de avaliação é da                                                   Artigo 2.º
                  responsabilidade da Direcção da Escola sob a aprovação                                             Objectivo do Curso
                  no respectivo Conselho Científico e Conselho Coordenador
                  da Instituição.                                                        O Curso visa os seguintes objectivos:
                    RECURSOS                                                                 a) Formar profissionais com qualidade para
                    1. Recursos Materiais                                                        trabalhar na área da educação pré-escolar;
                      ▪ Instalações físicas no espaço de formação                            b) Formar Educadores de Infância nos aspectos
                      ▪ Computador                                                                científico, pedagógico, cultural e pessoal,
                                                                                                  visando uma melhor condução do processo
                      ▪ Data Show                                                                 educativo;
                      ▪ Retroprojector                                                       c) Promover o desenvolvimento de competências
                      ▪ Giz                                                                       que permitam a coordenação, planificação
                                                                                                  e supervisão adequadas aos contextos
                      ▪ Marcadores                                                                educativos; e
                      ▪ Apagadores
                                                                                             d) Capacitar profissionais para a educação pré-
                      ▪ Materiais específicos de cada unidade curricular                           escolar com competências para conceber,
                                                                                                  gerir e avaliar cursos de formação de agentes
                    2. Recursos Humanos
                                                                                                  educativos.
                      · Professores com competências técnico/científicas
                                                                                                                             Artigo 3.º
                           nas UCs que integram o currículo.
                   Obs: Em anexo as memórias descritivas das Unidades                                                  Plano de estudos
                  Curriculares com as respectivas referências bibliográficas.
                                                                                        É aprovado o plano de estudos do curso nos termos do
                    A Ministra, Fernanda Maria de Brito Marques                       anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante.

                                   https://kiosk.incv.cv                                            1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1178 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011
                                           Artigo 4.º                                                                        Artigo 8.º

                              Organização e duração dos cursos                                                    Selecção de candidatos

                    1. O Curso de Formação de Educadores de Infância                     1. A selecção dos candidatos à frequência do Curso é
                  organiza-se em 42 (quarenta e dois) Unidades Curricu-               feita mediante concurso de acesso.
                  lares (UC), com 120 (cento e vinte) créditos, distribuídas
                  em 6 (seis) semestres.                                                2. O processo de concurso de acesso é instruído com os
                                                                                      seguintes documentos:
                    2. A carga horária total é de 3.000 (três mil) horas
                  incluindo as actividades de formação, de contacto com                      a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo
                  o docente e de trabalho independente do aluno e de                              Instituto Pedagógico;
                  avaliação.
                                                                                             b) Certificado de habilitações literárias;
                    3. As horas do contacto com o docente de trabalho
                  independente, ocupam uma carga horária de 2/3 (dois                        c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do
                  terços) e de 1/3 (um terço) respectivamente.                                    candidato exigido para o Curso; e

                                           Artigo 5.º                                        d) Fotocópia do Bilhete de Identidade.

                                      Natureza do Curso                                                                      Artigo 9.º

                                                                                                                           Matrículas
                    O Curso tem natureza presencial e funciona em regi-
                  me pós-laboral, com a integração contínua da teoria, da
                                                                                        O processo de matrícula é instruído com os seguintes
                  prática e da experiência profissional do formando, num
                                                                                      documentos:
                  processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão
                  – acção – reflexão.                                                         a) Boletim de matrícula;
                                           Artigo 6.º
                                                                                             b) Atestado médico;
                                         Metodologia
                                                                                             c) Registo criminal; e
1 443000 002089




                    1. O Curso é de natureza teórico-prática, presencial e
                  semestral, com excepção da disciplina do Estágio Peda-                     d) Duas fotografias, tipo passe.
                  gógico que é anual.                                                                                       Artigo 10.º

                    2. O Curso é desenvolvido em encontros presenciais,                                                       Prazos
                  permitindo a diversificação e a combinação de métodos e
                  técnicas de ensino cuja abordagem geral orienta-se pela               Os prazos de candidatura, selecção e matrícula são
                  pedagogia de competências.                                          fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido
                                                                                      o Conselho Científico das Escolas de Formação de Profes-
                                           Artigo 7.º                                 sores, e afixados nas instalações do Instituto Pedagógico.
                                     Condições de acesso                                                                    Artigo 11.º

                    1. O ingresso no Curso de Educação de Infância está                                                     Avaliação
                  sujeito aos seguintes requisitos mínimos definidos no
                  respectivo Regulamento vigente na Instituição:                        1. Os alunos estão sujeitos à avaliação em todas as
                                                                                      disciplinas seminários e actividades lectivas constantes
                      a) Comprovar, possuir habilitação académica                     do Plano Curricular do Curso.
                          mínima de 10º (décimo) ano de escolaridade
                          ou equivalente;                                              2. A avaliação pode ser feita através das seguintes
                                                                                      modalidades:
                      b) Ser aprovado no teste multidisciplinar na língua
                            portuguesa, matemática, história e cultura                       a) Avaliação Contínua; e
                            Cabo-verdiana);
                                                                                             b) Avaliação Final.
                      c) Apresentar o dossier completo da documentação
                           exigida pelos serviços académicos da                         3. A Avaliação Contínua e Avaliação Final são feitas
                           instituição; e                                             de acordo com o Regulamento Interno de funcionamento
                                                                                      do Curso.
                      d) Satisfazer as taxas de inscrição e matrícula
                                                                                                                            Artigo 12.º
                           prescritas pelo IPCV
                                                                                                                           Certificado
                    2. Nas situações em que o número de aprovados é
                  superior às vagas, a Instituição reserva-se à instituição             No final do Curso os formados são certificados com o
                  que aplicou a prova o direito de proceder à selecção dos            Diploma de Formação de Professores do Ensino Básico
                  candidatos com maior pontuação.                                     de nível médio.

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                                                1179
                                                   Artigo 13.º                                          dando, deste modo, relevância à importância que atribui
                                             Produção de efeito                                         ao desenvolvimento e à educação da pequena infância.
                                                                                                        Nesta sequência, esforços têm sido envidados no sentido
                    O disposto na presente portaria produz efeitos desde                                de se implementar estratégias concertadas e articuladas
                  o dia 10 de Julho de 2010.                                                            entre as diferentes estruturas sociais do país com vista
                                                   Artigo 14.º                                          à promoção de uma educação inclusiva e do respeito à
                                              Entrada em vigor
                                                                                                        diversidade. Por isso, ciente da sua responsabilidade
                                                                                                        social e educativa, Cabo Verde tem vindo a acompanhar
                    Esta portaria entra em vigor no dia seguinte ao da                                  o movimento internacional de consciencialização da acção
                  sua publicação.                                                                       benéfica de uma educação de infância precoce.
                    Gabinete da Ministra da Educação e Desportos, na                                      A Lei de Bases do Sistema Educativo atribui às Au-
                  Praia, aos 18 de Outubro de 2011. – A Ministra, Fernanda                              tarquias Locais a responsabilidade e a iniciativa de
                  Maria de Brito Marques                                                                criar condições que conduzem ao alargamento da rede
                                                   ANEXO                                                de cobertura de instituições de atendimento pré-escolar.
                                                                                                        A coordenação pedagógica da educação pré-escolar é
                       Plano de Estudos do Curso de Educadores                                          assegurada pelo Ministério da Educação a quem cabe o
                                     de Infância                                                        papel de promotor e regulador de iniciativas de educação
                      Contextualização/justificação                                                      de infância, e, não de empregador principal de agentes
                                                                                                        educativos.
                     Parece actualmente consensual o reconhecimento da
                  importância da protecção da pequena infância e do papel                                 Efectivamente, apesar dos avanços significativos ve-
                  da activação precoce do desenvolvimento intelectual,                                  rificados no acesso à rede de jardins-de-infância, o país
                  físico, afectivo e emocional da criança na promoção do                                debate-se ainda com um défice de cobertura a nível na-
                  seu sucesso escolar. De facto, é inegável o papel decisivo                            cional da rede de jardins-de-infância. Esta situação gera
                  da educação da infância na construção de estruturas                                   grandes disparidades regionais em termos da cobertura
                  fundadoras de suporte às aprendizagens futuras pro-                                   e do acesso à educação, contribuindo para acentuar a
                  motoras da aquisição de conhecimentos, capacidades e                                  inequidade social e cultural das crianças em Cabo Verde.
                  atitudes ulteriores.
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                                                                                                          O rápido aumento da cobertura de jardins-de-infância
                    Em Cabo Verde, onde ainda uma parte significativa das                                que se deveu, em parte, à proliferação da oferta do serviço
                  crianças nasce e vive em condições económicas e sócio-                                de atendimento das crianças na faixa etária dos 3 aos 5
                  familiares difíceis e de carências de vária ordem, a criação                          anos, não correspondeu, como era legítimo esperar, a uma
                  de condições que favorecem o desenvolvimento das suas                                 efectiva implementação de políticas coerentes de forma-
                  capacidades com vista ao sucesso escolar e educativo                                  ção de profissionais de educação de infância. De referir,
                  ulteriores, tem representado uma preocupação central                                  que a educação de infância, mais do que qualquer outro
                  dos diferentes governos cabo-verdianos e um enorme                                    nível de ensino, requer pessoal qualificado dotado entre
                  desafio a ultrapassar.                                                                 outras competências de conhecimentos sobre psicologia
                    A problemática da educação de infância ganha vi-                                    do desenvolvimento e da aprendizagem de crianças nesta
                  sibilidade com a criação da Lei de Bases do Sistema                                   faixa etária. Efectivamente, estudos têm demonstrado
                  educativo6, publicada em 1990, que a passa a considerar                               que os primeiros anos de vida são decisivos para o desen-
                  primeira etapa do ensino básico definindo os seus grandes                              volvimento físico, mental e emocional da criança.
                  princípios reguladores de funcionamento. A educação de
                  infância consiste “num conjunto de acções articuladas                                   Assim, face aos constrangimentos de que nas décadas
                  com a família visando, por um lado o desenvolvimento                                  de 80 e 90 padecia a educação de infância em Cabo Verde
                  da criança e, por outro, a sua preparação para o ingresso                             e que não foram a seu tempo resolvidos, esta é actual-
                  no sistema escolar”.                                                                  mente marcada por índices elevadíssimo de pessoal não
                                                                                                        possuidora de habilitação profissional e dotada de redu-
                    Estes pressupostos encontram fundamento no quadro                                   zidas habilitações académicas. Contudo, com a entrada
                  da Acção de Dakar - Fórum Mundial sobre a Educação                                    em funcionamento, nos últimos 5-10 anos de cursos de
                  realizada em Abril de 2000, que estipula a obrigato-                                  formação inicial e em exercício de monitores e educadores
                  riedade de alargar as “actividades de protecção e de-                                 de infância, surgidos da necessidade de reverter a situa-
                  senvolvimento da pequena infância, particularmente                                    ção de carência de profissionais qualificados em educação,
                  a favor das crianças mais vulneráveis e desfavorecidas                                começa-se a registar sinais de melhoria.
                  (…)” (PNA - EPT, Praia, 2002, p.17). De facto, Cabo
                  Verde tem vindo a assumir compromissos nos diferentes                                    A opção por modelos de formação de agentes educa-
                  eventos internacionais7 em que se tem feito representar,                              tivos que se adeqúem aos diferentes contextos sociais,
                                                                                                        económicos e culturais das crianças, que se adaptem aos
                  6
                    Lei º101/III/90 e 29 de Dezembro.
                  7
                   Cimeira Mundial da Criança (1990), Conferência Internacional sobre a Assis-
                                                                                                        sistemas de valores que têm o homem como centro das
                  tência à Criança Africana (1992), Declaração Mundial sobre a Educação para            preocupações e atenções e que levam em consideração
                  Todos (Jomtien, 1990), Fórum Mundial sobre a Educação (Dakar, 2000), tendo-
                  se comprometido desencadear e implementar as seguintes acções (i) mobilizar
                                                                                                        os avanços tecnológicos ocorridos nas sociedades do co-
                  recursos financeiro; (ii) elaborar o plano nacional de educação para todos até o       nhecimento, configura-se numa estratégia de formação
                  ano 2000, incluindo os domínios da saúde, nutrição, educação, abastecimento           propiciadora de respostas eficazes aos novos desafios que
                  de água e saneamento, protecção e defesa de criança (iii) a ratificar a Carta
                  Africana dos Direitos e Bem-Estar da Criança (PNA - EPT. Praia, 2002, p.19).          à Cabo Verde se colocam.

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                  1180 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                     Partindo destes pressupostos, parece fazer todo o sentido                 ▪ Comprovativo da habilitação académica mínima
                  a elaboração de currículos de formação de educadores de                           de 10º ano de escolaridade ou equivalente.
                  infância que reflictam as reais necessidades e expecta-
                  tivas dos actores educativos, a quem cabe o papel de os                      ▪ Aprovação no teste multidisciplinar (Língua
                  (re)construir e implementar. Estes currículos devem ser                          Portuguesa, Matemática, História e Cultura
                  suficientemente abertos e flexíveis de modo a permitirem                           de Cabo Verde).
                  a aquisição de competências estruturantes que promovem                       ▪ Nas situações em que o número de aprovados é
                  a auto-aprendizagem ao longo da vida.                                             superior às vagas reserva-se à instituição
                                                                                                    que aplicou a prova o direito de proceder à
                     É um dado assente que a carência de pessoal qualifi-
                                                                                                    selecção dos candidatos com maior pontuação.
                  cado constitui-se num dos maiores constrangimentos do
                  sistema educativo e um dos desafios a ultrapassar a curto                     ▪      Apresentação do dossier completo da
                  e médio prazos. Neste particular, o Instituto Pedagógico,                            documentação     exigida   pelos serviços
                  entidade vocacionada para formação de agentes educati-                               académicos da instituição.
                  vos, é chamado a desempenhar um papel preponderante
                  na qualificação profissional destes agentes.                                   ▪ Satisfazer as taxas de inscrição e matrícula
                                                                                                    prescritas pelo IPCV.
                    Objectivos:
                                                                                             ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO CURSO
                       ▪   Formar profissionais com qualidade para
                             trabalhar na área da educação pré-escolar;                    7.1. Natureza e Funcionamento:

                       ▪ Formar Educadores de Infância nos aspectos científico,            O Curso de Educação de Infância Pleno é Presencial,
                             pedagógico, cultural e pessoal, visando uma                do nível médio e organizado em semestres.
                             melhor condução do processo educativo;                       A organização e funcionamento do Curso objectiva
                       ▪ Promover o desenvolvimento de competências                     atender às exigências de formação de profissionais de
                            que permitam a coordenação, planificação e                   educação de infância, ao perfil de entrada e de saída dos
                            supervisão adequadas aos contextos educativos;              formandos, à Lei de Bases do Sistema Educativo, bem
                                                                                        como ao contexto sócio-económico e cultural nacional.
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                       ▪ Capacitar profissionais para a educação pré-escolar             Assim, o eixo epistemológico do curso, com enfoque na
                            com competências para conceber, gerir e avaliar             docência e gestão na educação de infância, articula as
                            cursos de formação de agentes educativos.                   dimensões políticas, legais e pedagógicas, reputando as
                                                                                        actuações institucionais para o direito à Educação de
                    Perfil de entrada:                                                   Qualidade para a infância.
                    O candidato ao curso de Educadores de Infância deverá                 Sendo assim, a abordagem assumida neste curso
                  ter o seguinte perfil:                                                 justifica-se pela concepção da Educação e de Infância que
                                                                                        a norteia, ou seja, pela ruptura com uma noção abstracta
                       ▪ 10º de escolaridade
                                                                                        e universal de infância. Uma abordagem que compre-
                    Perfil de saída:                                                     ende que a noção de infância só se concretiza inserida
                                                                                        em realidades sociais concretas, portanto, na história e
                       ▪   Educadores de infância capacitados para                      na cultura, aspectos imprescindíveis para o desenvolvi-
                             responder às necessidades concretas do                     mento da criança em suas dimensões física, psicológica
                             subsistema de educação de infância                         e intelectual. Neste aspecto, a proposta pedagógica do
                                                                                        curso sustenta-se no princípio da interdisciplinaridade
                    O educador deverá ter uma competência polivalente,                  a partir da contribuição de diversos campos do saber:
                  deve saber trabalhar com conteúdos de natureza diversa                Psicologia, Artes, Linguística, Didáctica, Sociologia,
                  que abrangem desde cuidados básicos essenciais até co-                Filosofia, História, Política, Biologia, Ética, Cultura,
                  nhecimentos específicos, provenientes das diversas áreas               entre outros. Assume-se assim uma organização que se
                  do conhecimento. Deverá ainda saber reflectir constan-                 articula em torno de componentes científicas, culturais,
                  temente sobre sua prática, debatendo com seus pares,                  éticas, didácticas e de prática pedagógica. Esta última
                  dialogando com as famílias e a comunidade e buscando                  componente ocorre integrada e ao longo dos três anos
                  informações necessárias para o trabalho que desenvolve.               do curso, vocacionando-se para a socialização/formação
                     O educador deve estar comprometido com a prática                   do formando nos contextos aonde irá exercer profissio-
                  educacional, capaz de responder às demandas familiares                nalmente, favorecendo a construção do conhecimento e
                  e das crianças, assim como às questões específicas rela-               competências sobre e na profissão.
                  tivas aos cuidados e aprendizagens infantis.                            O Curso está organizado pelo sistema de unidades de
                                                                                        crédito, obedecendo a um plano integrado teoria-prática,
                     CRITÉRIOS DE INGRESSO                                              sendo crescente o peso da prática ao longo do desenvol-
                                                                                        vimento do curso.
                       O ingresso no Curso de Educação de Infância
                           Pleno Presencial está sujeito aos seguintes                     As aulas teóricas e as teórico-práticas decorrerão nas
                           requisitos mínimos definidos no respectivo                    Escolas de Formação de Professores(as) do Ensino Bá-
                           Regulamento:                                                 sico do IPCV e as práticas terão lugar privilegiado nas

                                  https://kiosk.incv.cv                                               1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                                1181

                  instituições de acolhimento e de educação de infância                  Estágio Pedagógico
                  oficiais, oficializadas e privadas sem prejuízo às activi-
                  dades práticas cuja execução mais se ajuste ao contexto               O Estágio Pedagógico, adiante designado de Prática
                  da instituição de formação.                                         e Reflexão Educativa, representa a experimentação
                                                                                      sustentada e reflectida das competências gerais e es-
                    O Curso inclui o estudo de quatro áreas fundamentais:             pecificas do(a) educador(a) de infância, ultrapassando
                                                                                      a dimensão linear da aplicação de conhecimentos para
                      ▪ Ciência e Tecnologia                                          se afirmar numa experiência formativa mobilizadora
                                                                                      de saberes adquiridos ao longo da formação nas dife-
                      ▪ Artes                                                         rentes áreas curriculares para resolver os problemas
                      ▪ Metodologia                                                   do quotidiano da educação infantil.

                      ▪ Prática e Reflexão Educativa                                     Com base no Regulamento do Estágio do Curso que
                                                                                      define a organização e funcionamento desta compo-
                    Cada área inclui um leque de disciplinas consideradas             nente curricular, uma rede de jardins e creches coo-
                  fundamentais por favorecerem a construção do conheci-               perantes acolhem e dão suporte ao programa da disci-
                  mento e competências sobre e na profissão.                           plina, previamente elaborado pelo(a) Coordenador(a).
                                                                                      Para que os(as) alunos(as) tenham oportunidade de
                    O Curso funcionará com um horário que permita                     contactar com diferentes realidades e ampliar a sua
                  compatibilizar a sua frequência com a investigação e a              experiência, procura-se que os estágios se realizem em
                  participação em actividades de extensão académica im-               instituições diversificadas, tendo sempre apoio de um
                  portantes no favorecimento do desenvolvimento pessoal               elemento da Comissão do Estágio.
                  e social do futuro profissional.
                                                                                         Trata-se de uma área curricular essencialmente
                    Carga Horária e Duração:                                          prática que ocupa 21,8% da carga horária total do
                                                                                      curso e concretiza-se através da modalidade da prá-
                    O Curso tem a duração de três anos organizados em                 tica pedagógica orientada e supervisionada, a partir
                  seis semestres. Cada ano lectivo tem a duração de quaren-           do 2º semestre através de seminários de iniciação
                  ta semanas distribuídas em vinte semanas semestrais,                profissional, investigação, práticas pedagógicas em
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                  incluindo duas semanas para as avaliações, uma em                   contextos de educação infantil e sessões colectivas de
                  cada semestre.                                                      partilha e reflexão.
                     A carga horária total regulamentar é de 3.000 horas                Assim o Estágio organiza-se através das seguintes
                  incluindo todas as actividades de formação: as horas do             estruturas (cfr. Regulamento do Estágio:
                  contacto com o docente, de trabalho independente e de
                  avaliação.                                                                 ▪ Coordenação do Estágio: Um(a) professor(a)
                                                                                                 metodólogo(a)
                    As horas de contacto com o docente ocupam cerca de
                  2200 h da carga horária total e diversificam-se em:                         ▪     Comissão de Estágio:                         Metodólogos(as)   e
                                                                                                     Orientadores(as)
                      ▪ Ensino teórico
                                                                                             ▪ Grupos de Estágio: Estagiários(as)
                      ▪ Ensino teórico – prático
                                                                                         A elaboração das ferramentas do Estágio – grelhas
                      ▪ Prático e laboratorial                                        individuais do(a) estagiário(a), grelhas de observação
                                                                                      das actividades, grelhas de registos das actividades
                      ▪ Trabalho de campo
                                                                                      conduzidas pelos(as) estagiários(as) e grelhas de ava-
                      ▪ Seminário                                                     liação – é da responsabilidade do(a) coordenador(a).

                      ▪ Estágio                                                            METODOLOGIA

                      ▪ Orientação tutorial                                             O curso é de natureza teórico-prática, presencial e
                                                                                      semestral, com excepção da disciplina do Estágio Pe-
                    As horas de trabalho independente ocupam cerca de                 dagógico que é anual. Será desenvolvido em encontros
                  800 h da carga horária total e diversificam-se em:                   presenciais, permitindo a diversificação e a combinação
                                                                                      de métodos e técnicas de ensino cuja abordagem geral
                      ▪ Estudo individual
                                                                                      orienta-se pela pedagogia de competências.
                      ▪ Trabalho de grupo
                                                                                         Assim os diferentes programas que integram o cur-
                      ▪ Projecto                                                      rículo deverão ser desenvolvidos por meio de exposição
                                                                                      dialogada, discussão - debate, leitura e análise de textos,
                    As horas de avaliação inclui os momentos de avaliação             oficinas pedagógicas, seminários, palestras, pedagogia de
                  sumativa numa previsão de 10% da carga horária do                   projectos e conferências, de modo a propiciar o saber em
                  curso e das respectivas disciplinas.                                acção ou seja, com base na definição de competência de

                                   https://kiosk.incv.cv                                            1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1182 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011

                  Perrenoud, desenvolver nos formandos “a faculdade de                    Avaliação
                  mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes,
                  capacidades, informações, entre outros) para solucionar               1. Os(as) alunos(as) estarão sujeitos(as) à avaliação em
                  uma série de situações” do quotidiano profissional,.                 todas as disciplinas, seminários e actividades lectivas
                                                                                      constantes do Plano Curricular do Curso.
                     REGIME DE AVALIAÇÃO E FREQUÊNCIA
                                                                                        2. A avaliação pode ser feita através de uma das seguin-
                    Frequência                                                        tes modalidades: Avaliação Contínua e Avaliação Final.

                    1. O Plano Curricular do Curso de Educação de Infân-                     2.1 Tendo em conta a natureza obrigatória das
                                                                                                  frequências todos(as) alunos (as) se sujeitam
                  cia Inicial Pleno está organizado em regime misto, com
                                                                                                  à avaliação continua. Esta modalidade
                  disciplinas anuais e semestrais, não obstante a maior
                                                                                                  consiste na avaliação acumulativa resultante
                  incidência em disciplinas semestrais.                                           das permanentes relações interactivas
                                                                                                  entre docentes e alunos(as). Engloba todos
                    2. Cada semestre está organizado em 18 semanas
                                                                                                  os    trabalhos    escritos/orais,  projectos,
                  efectivas de aulas e uma semana para as avaliações em                           intervenção educativa, participação dos(as)
                  regime de exame em época normal e de recurso.                                   alunos(as) nas actividades lectivas, atitudes
                                                                                                  e comportamentos observados.
                    3. As datas de início e fim das actividades lectivas,
                  bem como os períodos das avaliações em regime de época                     2.2 Os(as) alunos(as) que não conseguirem a
                  normal e de recurso serão fixadas antes do início do ano                        nota mínima exigida e ou desejada na
                  lectivo com base nas decisões do Conselho Coordenador do                       disciplina, seminário ou outra actividade
                  IPCV e do Conselho Cientifico de cada uma das Escolas.                          lectiva sujeitam-se à Avaliação Final. Esta
                                                                                                 modalidade consiste num exame final sobre
                    4. O Calendário do ano académico deverá ser socializa-                       todo o programa leccionado.
                  do no início do ano lectivo no seio da sociedade educativa
                  da instituição de forma a criar condições para as devidas                  2.3 Cada programa deverá integrar os elementos
                  articulações interdisciplinares e redução dos riscos de                         de avaliação e estes deverão ser dados
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                  sobreposição das actividades.                                                   ao conhecimento do(a) aluno(a) no início
                                                                                                  do estudo da disciplina, seminário ou
                    5. Todas as disciplinas, seminários e outras actividades                      outra actividade lectiva. São, todavia, os
                  curriculares são de frequência obrigatória, embora as                           seguintes elementos padrão: (i) Um teste
                  exigências são sensivelmente diferenciadas, de acordo                           individual escrito ou oral sobre questões do
                                                                                                  programa; (ii) Um trabalho de investigação
                  com os respectivos pesos curriculares.
                                                                                                  individual ou em grupo, que será defendido
                      5.1. Serão considerados sem aproveitamento os(as)                           oralmente; Observação e registo das atitudes,
                                                                                                  comportamentos e nível de engajamento e
                            alunos (as) cujo número de faltas seja superior
                                                                                                  participação nas actividades da disciplina.
                            a 5% (cinco por cento) do total referentes
                            às seguintes disciplinas e seminários:                                2.3.1 Poderão ser incluídos ou substituídos os
                            Seminários de Iniciação profissional I e II,                             elementos de avaliação – padrão propostos, em
                            Prática e Reflexão Educativa I,II, III e IV.                             concertação com o(a) Coordenador(a) do Curso.

                      5.2. Serão considerados sem aproveitamento os (as)                          2.3.2 Os parâmetros de avaliação são,
                            alunos (as) cujo número de faltas seja superior                         igualmente, da responsabilidade do(a) docente
                            a 10% (dez por cento) do total referentes                               em concertação com (os) alunos (as).
                            aos restantes das disciplinas, seminários e
                            qualquer outra actividade curricular                        3. O resultado do aproveitamento escolar do(a) aluno(a)
                                                                                      será expresso na nota de zero a vinte valores.
                      5.3. O número de regências dos(as) alunos(as)
                           estagiários(as) no âmbito do Estágio                         4. Os casos omissos neste documento referentes ao
                           Pedagógico é obrigatório, pelo que eventuais               regime de avaliação deverão ser consultados no Regula-
                                                                                      mento do Curso e da Escola.
                           faltas (devidamente justificadas) deverão ser
                           obrigatoriamente repostas.                                    AVALIAÇÃO DO CURSO
                      5.4. O registo das faltas nas referidas disciplinas              1. O Curso deverá ser alvo da avaliação interna, sendo
                            é da responsabilidade dos(as) respectivos(as)             uma no final do primeiro ano lectivo e uma no final do Curso.
                            docentes.
                                                                                        2. A definição dos parâmetros de avaliação é da res-
                      5.5. Os casos omissos neste documento referentes ao             ponsabilidade da Direcção da Escola sob a aprovação no
                            regime de frequência deverão ser consultados              respectivo Conselho Científico e Conselho Coordenador
                            nos Regulamentos do Curso e Escola.                       da Instituição.

                                  https://kiosk.incv.cv                                             1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011                                                               1183

                    O COORDENADOR DO CURSO                                                    ▪ Zelar pela qualidade, cumprimento dos prazos
                                                                                                   e circulação/distribuição dos materiais de
                    Perfil do Coordenador                                                           apoio da formação: textos de apoio, relatórios,
                                                                                                   fichas de acompanhamento….
                    São requisitos fundamentais para exercer as funções
                  de Coordenador do Curso de Educação de Infância                             ▪ Controlar os riscos e imprevistos de forma a evitar
                                                                                                   transtornos do cumprimento da programação
                       ▪ Ter titulação académica específica ou afins com
                                                                                                   didáctica
                            o Curso.

                       ▪ Ser docente a tempo inteiro na Escola de Formação                    ▪     Manter a Direcção informada sobre o
                             de Professores do Ensino Básico;                                        desenvolvimento do Curso, através de
                                                                                                     relatórios semestrais.
                       ▪ Ser dinâmico, capacidade empática e versatilidade
                             suficiente para resolver os imprevistos que                  3. O Coordenador de Curso é responsável pela Quali-
                             podem ocorrer na realização do curso;                     dade e pela Regularidade das Avaliações desenvolvidas
                                                                                       no Curso.
                       ▪ Ser Criativo e inovador;
                                                                                          Nesta tarefa compete ao Coordenador do Curso:
                       ▪ Capacidade de lidar com as diferenças;
                                                                                              ▪ Controlar a regularidade e o desenvolvimento das
                       ▪ Ministre aulas para os alunos do seu Curso,                               avaliações.
                           vinculando-o, desta forma, ao Curso que dirige.
                                                                                              ▪ Zelar para que os professores realizem os testes
                    Em casos de férias, faltas ou outros impedimentos jus-                          nos prazos fixados, façam a revisão dos
                  tificados, por período inferior ou igual a 30 (trinta) dias,
                                                                                                    mesmos e entreguem os resultados nos
                  o Coordenador do Curso é substituído por um professor
                                                                                                    prazos estabelecidos, quer aos alunos, quer à
                  do curso, integrante do Quadro Docente do Instituto
                                                                                                    Coordenação.
                  Pedagógico, designado pela Directora da Escola.
1 443000 002089




                    Funções do Coordenador                                                    ▪ Coordenar os trabalhos de planificação e avaliação
                                                                                                    interdisciplinar do curso.
                     1. O Coordenador do Curso é responsável pela elabo-
                  ração do Plano de Estudos do Curso.                                    4. O Coordenador é responsável pela dinamização da
                                                                                       pesquisa científica entre os professores e alunos do Curso.
                     Considerando que o Plano de Estudos do Curso deve ser
                  concebido de acordo com a missão, os objectivos, a vocação             A pesquisa científica exige condições e um programa
                  e os princípios do Instituto Pedagógico, na sua concepção            Especial de Iniciação Científica que o Instituto Pedagó-
                  o Coordenador do Curso deverá concertar com a Direcção               gico de momento não pode oferecer. Contudo dado à sua
                  da Escola as linhas orientadoras da sua definição.                    importância no sucesso de Curso compete ao Coordenador,
                                                                                       no exercício da sua criatividade:
                    O Plano de Estudos do Curso não é uma tarefa solitária,
                  mas sim solidária e compartilhada com os professores do                     ▪ Incentivar os docentes a fazerem projectos simples
                  Curso de tal maneira que na sua execução seja vivenciada                          de pesquisa sobre objectos da Unidade
                  nesses segmentos.                                                                 Curricular que ministra.
                    2. O Coordenador do Curso é responsável pela super-                       ▪ Estimular os alunos do Curso a estudarem, com
                  visão didactico-pedagógica e disciplinar do respectivo                            rigor científico, situações da realidade do seu
                  Curso, zelando pela qualidade do ensino-aprendizagem
                                                                                                    quotidiano.
                  e adequação curricular.
                                                                                              ▪    Acompanhar o desenvolvimento do curso
                    É fundamental que no momento da contratação dos
                  docentes, o coordenador discute com os professores o                               sistematizando os dados e produzir um
                  projecto pedagógico do Curso e a natureza das abordagens                           documento final sobre o curso.
                  a nível dos diferentes módulos.
                                                                                         5. O Coordenador do Curso é responsável pela Prática
                    Zelar pelo cumprimento dos programas e dos planos                  Pedagógica
                  de ensino dos professores do curso deverá ser tarefa do
                  coordenador do Curso de forma a salvaguardar o perfil                   Não obstante haver supervisores e metodólogos para
                  de saída dos formandos previsto no projecto do Curso.                fazer o seguimento da PPI (Prática Pedagógica Integrada),
                  No cumprimento dessa tarefa compete ao coordenador:                  a realização, o acompanhamento do desenvolvimento da
                                                                                       mesma deverá ser objecto de atenção do Coordenador
                       ▪ Mediar as comunicações entre os intervenientes                do Curso.
                            no curso: Delegações do MEES, orientadores
                            pedagógicos, formandos, Direcção da EFPHC.                    A Ministra, Fernanda Maria de Brito Marques

                                  https://kiosk.incv.cv                                              1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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                  1184 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011




                            FAÇA OS SEUS TRABALHOS GRAFICOS NA INCV
                                                                                     ––––o§o––––
                                                           NOVOS EQUIPAMENTOS
                                                                       NOVOS SERVIÇOS
                                                                  DESIGNER GRÁFICO
                                                                           AO SEU DISPOR
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                                   B O L E T I M OFICIAL
                               Registo legal, nº 2/2001, de 21 de Dezembro de 2001                                    Av. Amílcar Cabral/Calçada Diogo Gomes,cidade da Praia, República Cabo Verde.
                                                                                                                                      C.P. 113 • Tel. (238) 612145, 4150 • Fax 61 42 09
                                                                                                                                                  Email: incv@gov1.gov.cv
                                                                                                                                                     Site: www.incv.gov.cv

                                                 AVISO                                                                                                  ASSINATURAS
                                                                                                Para o país:                                                                                     Para países estrangeiros:
                     Por ordem superior e para constar, comunica-se que não serão aceites
                  quaisquer originais destinados ao Boletim Oficial desde que não tragam                                                  Ano               Semestre                                                    Ano            Semestre
                  aposta a competente ordem de publicação, assinada e autenticada com
                  selo branco.                                                                  I Série ......................        8.386$00             6.205$00            I Série ......................      11.237$00          8.721$00

                    Sendo possível, a Administração da Imprensa Nacional agradece o             II Série......................        5.770$00             3.627$00            II Série......................        7.913$00         6.265$00
                  envio dos originais sob a forma de suporte electrónico (Disquete, CD,
                                                                                                III Série ...................         4.731$00             3.154$00            III Série ....................        6.309$00         4.731$00
                  Zip, ou email).
                    Os prazos de reclamação de faltas do Boletim Oficial para o Concelho         Os períodos de assinaturas contam-se por anos civis e seus semestres. Os números publicados antes
                  da Praia, demais concelhos e estrangeiro são, respectivamente, 10, 30 e       de ser tomada a assinatura, são considerados venda avulsa.
                  60 dias contados da sua publicação.
                                                                                                AVULSO por cada página .............................................................................................                     15$00
                    Toda a correspondência quer oficial, quer relativa a anúncios e à
                  assinatura do Boletim Oficial deve ser enviada à Administração da                                          PREÇO DOS AVISOS E ANÚNCIOS
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                  na falta deste, com o carimbo a óleo dos serviços donde provenham.            1/4 Página .......................................................................................................................    1.677$00
                    Não serão publicados anúncios que não venham acompanhados da                   Quando o anúncio for exclusivamente de tabelas intercaladas no texto, será o respectivo espaço
                  importância precisa para garantir o seu custo.                                acrescentado de 50%.


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Bo 26 12-2011-42

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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1140 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E ENSINO SUPERIOR: Artigo 2º Portaria nº 46/2011: O Grupo Nacional designado para a Assembleia Par- Autoriza ao Instituto Pedagógico a organizar o Curso Inicial de lamentar da Francofonia (APF) fica assim constituído: Professores do Ensino Básico. 1. Alexandre José Duarte Fonseca Pacheco de Portaria nº 47/2011: Novais (PAICV); Autoriza ao Instituto Pedagógico a organizar o Curso Inicial de 2. Joana Gomes Rosa (MPD); Professores do Ensino Básico em Exercício. 3. Dúnia Alice Monteiro Moreira de Almeida Portaria nº 48/2011: Pereira (PAICV); Autoriza ao Instituto Pedagógico a organizar o Curso de Formação de Professores em exercício à distância. 4. Pedro Alexandre Tavares Rocha (MPD); Portaria nº 49/2011: 5. Virgínia Baessa Cabral Gonçalves (PAICV). Autoriza o Instituto Pedagógico a organizar o Curso de Formação Aprovada em 25 de Novembro de 2011 de Educadores de Infância. Publique-se. Portaria nº 50/2011: O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Autoriza o Instituto Pedagógico a organizar o Curso Alternativo de Formação de Educadores de Infância. Ramos ––––––– Resolução nº 37/VIII/2011 ASSEMBLEIA NACIONAL de 26 de Dezembro ––––––– A Assembleia Nacional vota, nos termos da alínea m) do artigo 175º da Constituição, a seguinte Resolução: Resolução nº 35/VIII/2011 Artigo 1º de 26 de Dezembro É designado o Deputado Felisberto Alves Vieira A Assembleia Nacional vota, nos termos da alínea m) (PAICV) para substituir a Deputada Vanusa Tatiana do artigo 175º da Constituição, a seguinte Resolução: 1 443000 002089 Fernandes Cardoso no Grupo Nacional do Parlamento Artigo 1º Pan-Africano. É criada, ao abrigo do artigo 172º, número 1, do Regi- Artigo 2º mento da Assembleia Nacional, uma Comissão Eventual O Grupo Nacional designado para o Parlamento Pan- de Redacção com a seguinte composição: Africano fica assim constituído: 1. Clóvis Isildo Barbosa da Silva, PAICV 1. Lívio Fernandes Lopes (PAICV); 2. Pedro Alexandre Rocha Tavares, MPD 2. Jorge Pedro Maurício dos Santos (MPD); 3. Suzete Soares Moniz, PAICV 3. Felisberto Alves Vieira (PAICV); 4. Anilda Eneida Monteiro Tavares, MPD 4. Janine Tatiana Santos Lélis (MPD); 5. Euclides Vieira Cardoso Centeio, PAICV 5. Justiniano Jorge Lopes de Sena (PAICV). Artigo 2º Aprovada em 25 de Novembro de 2011. A Comissão extingue-se uma vez realizada a redacção Publique-se. final dos textos legislativos. O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Aprovada em 23 de Novembro de 2011. Ramos Publique-se. ––––––– O Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Resolução nº 38/VIII/2011 Ramos de 26 de Dezembro ––––––– A Assembleia Nacional vota, nos termos da alínea m) do artigo 175º da Constituição da República, a seguinte Resolução nº 36/VIII/2011 Resolução: de 26 de Dezembro Artigo 1º A Assembleia Nacional vota, nos termos da alínea m) A Resolução nº16/VIII/2011, de 6 de Junho, que criou do artigo 175º da Constituição, a seguinte Resolução: os Grupos Parlamentares de Amizade e definiu a sua Artigo 1º composição, é alterada, conforme se segue: É designada a Deputada Virgínia Baessa Cabral 1. Grupo Parlamentar de Amizade Cabo Verde/ Gonçalves (PAICV) para substituir o Deputado Nuias África do Sul: Substituir a Deputada Vanusa Mendes Barbosa Silva no Grupo Nacional à Assembleia Tatiana Fernandes Cardoso, PAICV, pelo Parlamentar da Francofonia (APF). Deputado Carlos Tavares Rodrigues, PAICV. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1142 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 CONSELHO DE MINISTROS d) Estimular a produção, sistematização e difusão de informações que permitam uma regulação ––––––– mais eficiente e eficaz do mercado de trabalho, e uma maior adequação do binómio Decreto-Lei nº 34/2011 emprego/formação no domínio da promoção de 26 de Dezembro de novos postos de trabalho no sector privado e incentivo ao auto-emprego; O Governo identificou para a presente legislatura a necessidade inadiável de, aprofundadamente, estudar o e) Sensibilizar os gestores, responsáveis mercado de trabalho e avaliar as políticas de emprego, das organizações de trabalhadores e com vista a perspectivar a adopção de novas medidas empregadores para a implementação das em termos de promoção do emprego e da adequação da medidas de políticas de emprego. formação profissional às reais necessidades do país. Artigo 3.º Para o efeito, pretende-se, mediante a presente ini- Atribuições ciativa legislativa, criar, na dependência do membro do 1. São atribuições do Observatório: Governo responsável pelas áreas do emprego e formação profissional, o Observatório do Emprego (OE). a) Promover, coordenar e consolidar estudos referentes ao emprego e formação profissional, O OE é um serviço técnico de natureza consultiva nomeadamente os referentes a desequilíbrios encarregue, por um lado, de recolher, sistematizar e entre procura e oferta, qualidade e estabilidade de disponibilizar informação estatística, estudos e a análise emprego, qualificação, necessidade de formação, integrada e comparada de indicadores estatísticos sobre inserção e reinserção socioprofissionais e temas do mercado de trabalho e formação profissional. introduções de inovações; Por outro lado, visa formular proposta, acompanhar e avaliar as políticas de emprego e formação profissional. b) Estabelecer indicadores estratégicos, consistentes e actuais, em articulação com as prioridades Nestes termos, e objectivos políticos do Governo, bem como outros trabalhos de natureza técnica, para a No uso da faculdade conferida pela alínea a) do nº 2 formulação, acompanhamento e avaliação da 1 443000 002089 do artigo 204º da Constituição da República, o Governo execução de medidas de políticas e programas decreta o seguinte: de acção em matéria de emprego e formação Artigo 1.º profissional; Objecto c) Centralizar e integrar informações relevantes O presente diploma cria, na dependência do membro para a produção de indicadores sobre o do Governo responsável pelas áreas do emprego e da mercado de emprego, e definição de prioridades formação profissional, o Observatório do Emprego (OE), em matéria de formação profissional; adiante designado por «Observatório». d) Analisar as bases de informações e propor Artigo 2.º medidas de reformulação ou criação de novas fontes de informações; Natureza e objectivos e) Organizar e gerir banco de dados sobre o emprego 1. O Observatório é um serviço técnico de natureza e a formação profissional; consultiva encarregue de recolher, sistematizar e dis- ponibilizar informações estatísticas, estudos e a análise f) Transmitir informações adequadas e outros integrada e comparada de indicadores estatísticos re- elementos de compreensão e de orientação em lativos ao mercado de trabalho e formação profissional. matéria de criação de empregos e de melhoria da adequação da formação aos utentes e 2. Na execução das suas atribuições, o Observatório decisores públicos e privados; prossegue, designadamente, os seguintes objectivos: g) Estudar a incidência dos investimentos, das a) Promover o conhecimento do mercado do trabalho, políticas, decisões e medidas legislativas e do emprego, da formação profissional e da regulamentares sobre o emprego e a formação dinâmica socioeconómica com vista a facilitar profissional; a capacidade nacional de previsão, concepção e implementação de medidas de políticas de h) Proceder, periodicamente, à caracterização da emprego baseadas na análise centrada de evolução das políticas públicas desenvolvidas na dados fiáveis; área de recursos humanos da Administração Pública que permitam apoiar o decisor político b) Promover a realização e difusão de estudos na avaliação da sua consistência; e pesquisas sobre o mercado do trabalho, emprego e formação profissional; i) Efectuar estudos e análise comparados relativos à evolução do mercado de emprego em geral, e c) Apoiar e conceder suporte às políticas do Governo, às tendências de evolução observadas no seio em suas diversas áreas; da Administração Pública; https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1143 j) Promover, periodicamente, conferências e g) O Instituto Nacional de Estatísticas (INE); workshops relativos ao emprego e à formação profissional; h) O Instituto Nacional da Previdência Social (INPS); k) Propor e executar planos de apuramento de informações adequadas às actividades i) Banco de Cabo Verde; desenvolvidas nas áreas do trabalho, do j) O Secretariado Técnico de Seguimento da Estratégia emprego e da formação profissional. de Crescimento e Redução da Pobreza; l) Preparar e publicar as informações relativas ao k) As Unidades Nacionais de Coordenação mercado de emprego. de Projectos e Programas Geradores de 2. Compete ainda ao Observatório: Rendimento e de Luta Contra a Pobreza; a) Identificar os potenciais sectores portadores de l) A Coordenação Nacional do Fundo de Promoção criação de empregos; ao Emprego; b) Elaborar e implementar o seu programa de m) A Associação Nacional dos Municípios Cabo- comunicação; verdianos. Artigo 7.º c) Desempenhar outras tarefas ou actividades, superiormente determinadas, no âmbito das Regulamento suas atribuições. O regulamento interno do Observatório é aprovado por Artigo 4.º despacho do Ministro responsável pelas áreas do emprego Direcção e da formação profissional, sob proposta da Direcção. Artigo 8.º 1. O Observatório é dirigido por um Coordenador, equi- parado para todos os efeitos legais a pessoal dirigente de Entrada em vigor nível IV. O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao 1 443000 002089 2. O Coordenador do Observatório é recrutado e provido da sua publicação no Boletim Oficial. nos termos do Estatuto do Pessoal dirigente da função pública. Visto e aprovado em Conselho de Ministros aos 20 de Outubro de 2011. Artigo 5.º José Maria Pereira Neves - Cristina Isabel Lopes da Recursos humanos e materiais Silva Monteiro Duarte - Janira Isabel Fonseca Hopffer 1. O Observatório é dotado de recursos humanos e Almada materiais indispensáveis ao seu regular funcionamento. Promulgado em 19 de Dezembro de 2011 2. As verbas relativas ao funcionamento do Obser- Publique-se. vatório são inscritas no orçamento do departamento governamental responsável pelas áreas do emprego e da O Presidente da República, JORGE CARLOS DE formação profissional. ALMEIDA FONSECA Artigo 6.º ––––––– Contactos e cooperação Decreto-Lei nº 35/2011 1. Na execução das suas atribuições, o Observatório de 26 de Dezembro estabelece contactos que tiver por convenientes e coopera com entidades nacionais e estrangeiras. O Sistema Geodésico de Cabo Verde teve início com a primeira Missão Geográfica de Cabo Verde que de- 2. O Observatório estabelece contactos e coopera, espe- correu de 1918 à 1965. Entretanto em 1994, no âmbito cialmente, com as seguintes entidades e serviços: da cooperação entre o Serviço Nacional de Cartografia a) Os Serviços Centrais competentes em matéria e Cadastro e o ex Instituto Português de Cartografia e do Emprego e da Formação Profissional; Cadastro (IPCC) tiveram inicio os trabalhos de constru- ção e observação de novos vértices geodésicos que vimos b) As Organizações dos Empregadores; dando continuidade. c) O Instituto do Emprego e Formação Profissional; Assim, desde o ano de 1994 vêm sendo realizadas várias actividades de implantação de Marcos Geodési- d) As Câmaras de Comércio; cos de Referência Nacional em todas as ilhas de Cabo Verde, construindo assim Vértices Geodésicos baseados e) As Organizações Sindicais; no Sistema World Geodetic System 1984 (WGS 84 ) e o In- f) As empresas públicas e privadas; ternational Terrestrial Reference Frame 1996 ( ITRF96). https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1144 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 A Rede Geodésica Nacional cobre todo o território, com dos executar, salvo o disposto nos acordos e obrigações um conjunto de Marcos Geodésicos capazes de apoiar assumidas a nível internacional, designadamente, no inúmeras actividades que utilizam tais informações, como âmbito da Organização Hidrográfica Internacional (IHO) por exemplo a cartografia, o cadastro predial nacional, o e da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO). sector da habitação, ordenamento do território, referên- Artigo 3º cias para obras de engenheira, construção de estradas, Definições túneis, pontes, saneamento, energia, telecomunicações e todos serviços e instituições públicas e privadas, que Para efeitos do presente diploma entende-se por: trabalham com informação georreferenciada. a) Cartografia oficial – toda a cartografia Dada a sua extrema importância, foram reabilitados 62 directamente produzida ou promovida, a sua (sessenta e dois) vértices geodésicos (pinturas, reboco e produção pelo serviço central de cartografia, reconstrução) espalhadas para as ilhas de Santiago, São nos termos da legislação em vigor; Nicolau, Fogo, Brava, Boa Vista, Maio e Santo Antão e b) Coordenada altimétrica – a distância vertical, cerca de 40 (quarenta) marcos foram construídos. à superfície da Terra, entre um ponto e uma A manutenção e gestão contínua de cerca de uma cen- referência arbitrária estabelecida; tena de marcos geodésicos existentes espalhadas para c) Coordenadas geográficas – a forma de referenciar, todas as ilhas, é uma necessidade e cabe aos municípios sem ambiguidade, um ponto na superfície da e á sociedade civil a sua preservação. Terra a partir da sua latitude e longitude; Ao longo dos anos fomos assistindo a vários actos de d) Coordenadas planimétricas – a forma de destruição dos Marcos Geodésicos, quer por actos mera- referenciar numa quadrícula no plano, sem mente negligentes, designadamente por falta de identi- ambiguidade, um ponto na superfície da ficação e conhecimento da sua importância, ou mesmo Terra a partir da sua distância à meridiana e através de acções de vandalismo, sem que os infractores à perpendicular; sejam sancionados por ausência de previsão legal. e) Cabo Verde Reference System 1996 (CVRS96) – é Para por cobro à situação prevalecente, foi concebida o Sistema de Referenciação Nacional de Cabo a elaboração de um regime jurídico de identificação e Verde, conseguido com base nos resultados 1 443000 002089 protecção dos marcos da rede geodésica nacional. dos cálculos relativos às Observações Nestes termos; Geodésicas que ligaram as Ilhas de Cabo Verde ao International Terrestrial Reference Ao abrigo do disposto no n.º 3 do artigo 5º do Decreto- Frame 1996 (ITRF96), através das Estações Lei n.º 55/2010, de 6 de Dezembro, que estabelece os Permanentes do International Global princípios e as normas a que deve obedecer a produção Navigation Satellite System Service (IGS) de cartográfica no território nacional; e Madrid e Fortaleza no ano de 1996; No uso da faculdade conferida pela alínea a) do n.º 2 do f) Elipsóide – a figura matemática que melhor se artigo 204º da Constituição, o Governo decreta o seguinte: adequa à forma da Terra e que resulta da Artigo 1º revolução de uma elipse em torno do seu eixo Objecto menor; g) Geodesia – é o estudo da figura da Terra, no 1. O presente diploma estabelece o regime jurídico de que se refere à sua forma e dimensões, e geodesia. ao seu campo gravitacional. É com base 2. O disposto no número anterior abrange: nesses elementos determinados que um sem a) O sistema nacional de coordenadas geográficas, número de actividades relacionadas com o planimétricas e altimétricas; geoposicionamento têm o seu suporte e se desenvolvem; b) O sistema de referência de coordenadas a utilizar na compilação de informação geográfica e h) Gravimetria – determina, com recurso a um cartográfica oficial, referente ao território equipamento designado de gravímetro, a nacional; medição do campo gravítico da Terra. O valor da gravidade de um ponto e o valor da sua c) As competências, para a materialização e coordenada altimétrica estão correlacionados; manutenção física dos marcos ou vértices i) Global Navigation Satellite System (GNSS) – geodésicos; e acrónimo genérico para referir os sistemas de d) A recolha, actualização e distribuição dos dados navegação por satélite. geodésicos. f) Geodetic Reference System 1980 (GRS80) – é a Artigo 2º superfície de referência geodésica actualmente Âmbito de aplicação mais utilizada nos data geodésicos globais; O presente diploma aplica-se aos dados de informação g) International Association of Geodesy (IAG) – geográfica resultantes dos trabalhos topográficos ou é uma das sete associações pertencente à cartográficos realizados pelo Estado ou por este manda- União Internacional de Geodesia e Geofísica https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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(duzentas) agências em todo o mundo Artigo 5º que recolhe e processa dados de estações permanentes Global Positioning System – Sistema de referência de coordenadas planimétricas EUA (GPS) e GLObal’naya NAvigatsionnaya Sputnikovaya Sistema – Rússia (GLONASS) A referenciação em coordenadas planimétricas é para gerar dados de grande precisão. A IGS efectuada, em todas as escalas de representação, com fornece dados com a mais alta qualidade, a projecção cartográfica Cónica conforme Secante de nomeadamente os que servem de padrão para Lambert, Centro de Projecção com Latitude de 15º 50’ o GNSS; Norte e Longitude de 24º Oeste, paralelos normais com Latitudes de 15º 00’ e 16º 40’ Norte e translação da origem i) Informação geográfica – a informação relativa à para o ponto de Latitude 14º 40’ Norte e de Longitude superfície da Terra, bem como à geometria, 14º 40’ Oeste. distribuição espacial e atributos dos fenómenos que a ocupam; Artigo 6º j) International Terrestrial Reference Frame 1996 Sistema de referência de coordenadas altimétricas (ITRF96) – é o sistema de referência global 1. O sistema de referência de coordenadas altimétricas determinado com dados de vértices das é efectuado com base nos registos do nível médio das estações permanentes internacionais, que foi águas do mar e nas referências maregráficas locais para determinado com observações GPS em 1996; cada uma das ilhas do território nacional. k) Marcos ou vértices geodésicos – são as materializações, sobre o terreno, de pontos 2. A referência altimétrica para uso em cartografia 1 443000 002089 da rede geodésica. As coordenadas que náutica – zero hidrográfico – é definida e publicada pela representam são, regra geral, mais exactas autoridade marítima competente nos termos da lei. planimetricamente e são, normalmente, Artigo 7º construções em alvenaria com uma forma cilíndrica, de tronco de cone, ou piramidais; Materialização e caracterização l) Posicionamento por satélite – o conjunto de 1. A materialização do sistema de referência de coor- métodos e técnicas utilizadas na determinação denadas é efectuada através das seguintes redes: da posição de pontos à superfície da Terra com a) Rede Geodésica de Referência de Cabo Verde recurso à observação de satélites artificiais; (RGRCV); m) Projecção cartográfica – o processo de transformação, geométrico ou analítico, b) Rede Geodésica Fundamental de Cabo Verde utilizado para representar sobre o plano a (RGFCV); rede geográfica de meridianos e de paralelos c) Rede de Nivelamento de Precisão de Cabo Verde da Terra, representada já matematicamente (RNPCV); e como um elipsóide de referência; d) Rede Gravimétrica de Precisão de Cabo Verde n) Tacos de nivelamento – são as materializações, sobre o terreno, de pontos da rede geodésica. (RGPCV). As coordenadas que representam são, de 2. A RGRCV compreende o conjunto de marcos ou todas as redes existentes, as mais exactas vértices geodésicos de referência e de estações perma- altimetricamente e resultam de trabalhos nentes para recolha de informação de posicionamento de nivelamento e de gravimetria e regra por satélite, destinada a garantir a ligação ao sistema geral são materializadas por peças metálicas geodésico mundial estabelecido pelo International GNSS cravadas em locais ou construções estáveis; Service (IGS). o) Sistema de coordenadas – a forma de referenciar, sem ambiguidade, a posição de um ponto no 3. A RGFCV é composta por um conjunto de marcos plano ou sobre uma superfície, através de ou vértices geodésicos designados, além do nome, por ângulos e distâncias, medidos a partir de diferentes ordens ou apenas de auxiliares: referências estabelecidas; e a) Os marcos ou vértices geodésicos são designados p) Sistema de referência – o modelo com forma de 1ª (primeira) e 2ª (segunda) ordens, de e dimensões tão próximas quanto possível acordo com a sua maior ou menor exactidão das da Terra ou, mais exactamente, do posicional, distribuem-se homogeneamente geóide, destinado a estabelecer, com grande pelo território, são implantados em locais exactidão, a posição relativa entre lugares. estáveis e caracterizados por uma construção https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1146 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 em alvenaria com o formato cilíndrico ou de Artigo 10º tronco de cone, de cor branca e com uma cinta Instalação preta sensivelmente a meio; e 1. A instalação de marcos ou vértices geodésicos e de b) Os marcos ou vértices geodésicos designados tacos de nivelamento, deve satisfazer os critérios técnicos de auxiliares têm uma implantação local e definidos e publicados pelo serviço central responsável destinam-se a facilitar a ligação ao sistema pela cartografia e a sua localização deve preferencialmen- geodésico nacional da informação geográfica te ser estabelecida em locais do domínio público. das áreas urbanas produzida no âmbito 2. A instalação de marcos ou vértices geodésicos e de municipal e são caracterizados por formas marcas de nivelamento em prédios pertencentes a enti- cilíndricas ou em disco, preferencialmente de dades privadas ou autarquias locais, obedece ao disposto metal não oxidável, cravado no solo, com pelo na lei dos solos, aprovado pelo Decreto-Legislativo n.º menos 10 cm (dez centímetro) de diâmetro. 2/2007, de 19 de Julho, e no regime de expropriação de 4. A RNPCV e a RGPCV são compostas por Tacos imóveis e de direitos a este relativo por causa de utilidade de Nivelamento (TN), têm uma distribuição nacional pública, estabelecido pelo Decreto-Legislativo n.º 3/2007, não homogénea, materializam os pontos integrados no de 19 de Julho. sistema de referência de coordenadas altimétricas, são 3. As entidades públicas e privadas que, no âmbito caracterizadas por peças metálicas com um formato de das suas actividades, tenham instalado ou venham a disco ou quadrangular e uma dimensão de 4 cm (quatro instalar estações permanentes, apenas podem efectuar a centímetro) de raio ou 8 cm (oito centímetro) de lado, nor- distribuição pública dos respectivos dados através do sis- malmente cravadas em soleiras de edificações estáveis, tema de distribuição a implementar pelo serviço central tais como igrejas, monumentos, e outros, são utilizados responsável pela cartografia e desde que se verifiquem para o transporte da referência altimétrica ao longo do os critérios referidos no n.º 1. território. 4. As instalações referidas no número anterior, para 5. A constituição das RGRCV, RGFCV, RNPCV e distribuição pública, são submetidas a vistoria técnica a RGPCV compete ao serviço central responsável pela efectuar pelo serviço central responsável pela cartogra- cartografia. fia e a sua integração na RGRCV efectua-se de comum 6. Os municípios podem adensar a RGFCV, com a criação acordo, entre a entidade em causa e o serviço central 1 443000 002089 de auxiliares, devendo nessas circunstâncias solicitar a responsável pela cartografia. colaboração técnica do serviço central responsável pela Artigo 11º cartogr7. Os marcos ou vértices geodésicos auxiliares Protecção e Servidão referidos na alínea b) do n.º 3, só podem ser integradas 1. As estações permanentes, os marcos ou vértices geo- na RGFCV no caso de as suas coordenadas serem deter- désicos e os tacos de nivelamento pertencentes ao sistema minadas ou verificadas pelo serviço central responsável de referência de coordenadas geográficas, planimétricas pela cartografia, devendo este serviço ser solicitado pelo e altimétricas são de interesse público e, como tal, con- Município interessado. siderados bens do domínio público do Estado. Artigo 8º 2. É estabelecida ainda uma faixa de protecção, num Competências raio de 20 m (vinte metros) circunjacente aos marcos 1. O serviço central responsável pela cartografia é ou vértices geodésicos, na qual são interditas acções de a única entidade nacional competente para o proces- plantação, de construção e outras obras ou trabalhos de samento das observações conducentes à obtenção das qualquer natureza que impeçam a sua visibilidade. coordenadas dos marcos ou vértices geodésicos e das 3. A área de servidão dos marcos ou vértices geodésicos estações permanentes da RGRCV, dos marcos ou vértices da rede geodésica nacional constitui uma condicionante e, geodésicos que compõem a RGFCV, assim como dos tacos como tal, deve constar expressamente do Plano Director de nivelamento. Municipal (PDM). 2. Compete ao serviço central responsável pela carto- 4. A área de Servidão das Estações Permanentes é de- grafia a definição do sistema de referência de coordenadas, finida por Despacho do Membro do Governo Responsável para uso oficial, em território nacional. pela área de Cartografia e Cadastro. 3. As observações podem ser executadas por entidades 5. Os novos marcos ou vértices geodésicos e os tacos públicas e privadas, desde que respeitadas as normas de nivelamento devem ter sempre a indicação de que são técnicas estabelecidas pelo serviço central responsável Património do Estado. pela cartografia e difundidas no seu sítio da Internet. 6. Os proprietários de prédios onde estejam implanta- 4. O serviço público de distribuição dos dados relativos dos marcos ou vértices geodésicos e tacos de nivelamento ao sistema de coordenadas de referência deve efectuar-se podem, fundamentadamente, solicitar ao serviço central de forma livre e sem custos para os utilizadores, ficando responsável pela cartografia a sua remoção ou deslocação. os encargos por conta de orçamento público. 7. As condições e instruções para a elaboração dos pe- Artigo 9º didos a que se refere o número anterior são publicitadas Levantamentos cartográficos no sítio de internet do serviço central responsável pela Os levantamentos cartográficos sistemáticos apoiam-se cartografia e as despesas decorrentes da sua deslocação obrigatoriamente na Rede Geodésica Nacional. incorrem sobre o proprietário que a solicitar. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1147 Artigo 12º de estações permanentes, marcos ou vértices geodésicos e Contra-ordenação tacos de nivelamento obedece ao disposto na lei de solos e no regime das expropriações por utilidade pública. Sem prejuízo da eventual responsabilidade civil, dis- ciplinar ou criminal, é punível como contra-ordenação: Artigo 20º Manutenção a) A remoção, a destruição total ou parcial, a deslocação e o impedimento do normal 1. A manutenção física das estações permanentes que funcionamento dos bens do domínio público compõem a RGFCV é da competência das entidades do Estado referidos no n.º 1 do artigo anterior, proprietárias. por parte de qualquer entidade pública ou 2. A manutenção física dos marcos ou vértices geodésicos privada; e os tacos de nivelamento, existentes e a implantar, são da b) A plantação, a construção e outras obras ou competência dos municípios nas quais eles se localizam. trabalhos de qualquer natureza que impeçam 3. Compete ao serviço central responsável pela carto- a visibilidade da faixa de protecção referida grafia estabelecer as normas técnicas para a realização no n.º 2 do artigo anterior. dos trabalhos previstos nos nºs 1 e 2. Artigo 13º 4. Compete ao serviço central responsável pela car- Coimas tografia definir os planos de inspecção das estações A contra-ordenação prevista no número anterior é permanentes, dos marcos ou vértices geodésicos e dos punível com coima graduada de: tacos de nivelamento, bem como as ocorrências a reportar a) 10.000$00 (dez mil escudos) até ao máximo de decorrentes dessas inspecções. 150.000$00 (cento e cinquenta mil escudos), Artigo 21º no caso de pessoa singular; e Marcos ou vértices geodésicos actualmente existentes b) De 150.000$00 (cento e cinquenta mil escudos) 1. É publicado no Anexo II ao presente diploma, do até ao máximo de 300.000$00 (trezentos mil qual faz parte integrante, a lista dos marcos ou vértices escudos), no caso de pessoa colectiva. geodésicos actualmente existentes descriminados por Artigo 14º Concelho, Freguesia e Zona de localização, onde consta 1 443000 002089 Destino das Coimas a sua designação, e as suas coordenadas geográficas, pla- nimétricas e altimétricas, que são fornecidas pelo serviço O produto das coimas reverte em 60% (sessenta por nacional de cartografia e cadastro ou através da IDE-CV. cento) para os cofres do Estado e 40% (quarenta por cento) para o serviço central responsável pela cartografia. 2. Todas as alterações posteriores que venham a ser introduzidas na rede geodésica nacional, no decurso de Artigo 15º novas compensações da rede ou outras, são publicadas Negligência e a Tentativa no sítio da Internet do serviço central responsável pela A negligência e a tentativa são puníveis. cartografia. Artigo 16º Artigo 22º Instrução do Processo Entrada em vigor É competente para determinar a instauração de pro- O presente diploma entra em vigor no dia imediato ao cessos de contra-ordenação, para designar instrutor e da sua publicação. para aplicar as respectivas coimas, o dirigente máximo Visto e aprovado no Conselho de Ministros de 1 do serviço central responsável pela cartografia. de Setembro de 2011 Artigo 17º José Maria Pereira Neves - Cristina Isabel Lopes da Remissão Silva Monteiro Duarte - José Carlos Lopes Correia - José Às contra-ordenações previstas no presente diploma é Maria Fernandes da Veiga - Sara Maria Duarte Lopes aplicado o regime geral que regula o processo de contra- Promulgada em 19 de Dezembro de 2011 ordenações, aprovado pelo Decreto-Legislativo n.º 9/95, de 27 de Outubro. Publique-se. Artigo 18º O Presidente da República, JORGE CARLOS DE Embargo de obras novas ALMEIDA FONSECA Em caso de infracção do disposto no n.º 2 do artigo ANEXO I 11º ficam embargadas as obras, entretanto realizadas, (A que se refere o n.º 2 do artigo 4º) ou destruídas as plantações feitas em contravenção à SISTEMA DE REFERÊNCIA DE COORDENADAS proibição estabelecida, a expensas do autor e sem direito GEOGRÁFICAS a qualquer indemnização. Elipsóide GRS 1980 (Geodetic Reference System) Artigo 19º Regime de Expropriação Eixo equatorial (a) = 6.378.137,0000 metro A expropriação de terrenos para constituição de servidão Eixo polar (b) = 6.356.752,3141 metro nos termos do presente diploma para efeitos de construção Inverso do achatamento (1/f) = 298,257222101 https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1148 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 ANEXO II (A que se refere o n.º1 do artigo 21º) MARCOS OU VÉRTICES GEODÉSICOS ACTUALMENTE EXISTENTES Quadro I MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA DE SANTO ANTÃO ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA S. ANTÃO BARTOLOMEU RIBEIRA GRANDE S.PEDRO APOSTOLO CHÃ DE IGREJA S. ANTÃO BASE ESTE PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA VILA DO PORTO NOVO S. ANTÃO BASE OESTE PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA VILA DO PORTO NOVO S. ANTÃO BRANQUINHO PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA VILA DO PORTO NOVO S. ANTÃO CAGARRA PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA LOMBO DAS LANÇAS S. ANTÃO CABO FRIO PORTO NOVO S.JOÃO BAPTISTA TARRAFAL S. ANTÃO CHÃ DE PEIXINHO PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA VILA DO PORTO NOVO S. ANTÃO CHÃ DO NORTE PORTO NOVO SANTO ANDRE CHÃ DE NORTE S. ANTÃO CHUPADOURO RIBEIRA GRANDE S.PEDRO APOSOLO CHA DE IGREJA S. ANTÃO CIDRÃO PORTO NOVO SANTO ANDRE NORTE S. ANTÃO COCULI RIBEIRA GRANDE SANTO CRUCIFIXO COCULI S. ANTÃO CRUZINHA DE GRAÇA RIBEIRA GRANDE S.PEDRO APOSTOLO CHÃ DE IGREJA 1 443000 002089 S. ANTÃO CURRAL DAS VACAS PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA CURRAL DAS VACAS S. ANTÃO CURRAL VELHO PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA LOMBO DAS LANCAS S. ANTÃO CURRALINHO PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA TARRAFAL MONTE TRIGO S. ANTÃO DONATA PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA VILA DO PORTO NOVO S. ANTÃO ERVA DOCE PORTO NOVO SANTO ANDRE MONTE TRIGO S. ANTÃO ESCOLA DE CORDA RIBEIRA GRANDE SANTO CRUCIFIXO CORDA II S. ANTÃO IGREJA PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA VILA DO PORTO NOVO S. ANTÃO LOMBA DE BOI PAUL S. A. DAS POMBAS JANELA S. ANTÃO LOMBO DAS PEDRAS RIBEIRA GRANDE SANTO CRCIFIXO CORDA II S. ANTÃO MANUEL DOS JOELHOS RIBEIRA GRANDE SANTO CRUCIFIXO COCULI S. ANTÃO MESA PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA LOMBO DAS FIGUEIRAS S. ANTÃO MONTE AMÉRICA PORTO NOVO SANTO ANDRE NORTE S. ANTÃO MONTE BARREIROS PORTO NOVO SANTO ANDRE NORTE S. ANTÃO MONTE CÍRIO PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA CIRIO S. ANTÃO MONTE CORNETA PORTO NOVO SANTO ANDRE MONTE TRIGO S. ANTÃO MONTE FONTINHA PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA TARRAFAL MONTE TRIGO S. ANTÃO MONTE LAJES PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA CATANO S. ANTÃO MONTE TRÁFEGO PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA ÁGUA DOS VELHOS S. ANTÃO MORRINHO D’ ÉGUA PORTO NOVO SANTO ANDRE CHÃ DO NORTE S. ANTÃO MORRINHO DE PASSAGEM PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA VILA DO PORTO NOVO S. ANTÃO MORRINHO DE VENTO PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA MORRO DE VENTO S. ANTÃO MORRO DO BREJO PORTO NOVO S. JOÃO BAPTISTA VILA DO PORTO NOVO https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1150 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHOELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA S. VICENTE LOMBO CRAQUINHA S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ RIB. DE JULIÃO S. VICENTE M0RRO BRANCO S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ RIB. DE VINHA S. VICENTE MADEIRALZINHO S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ CIDADE DO MINDELO S. VICENTE MASTRO DO FAROLIM S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ CIDADE DO MINDELO S. VICENTE MONTE RIBEIRA JULIÃO S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ RIB. DE JULIÃO S. VICENTE MONTE S. JOÃO S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ RIB. DE JULIÃO S. VICENTE MONTE VERDE S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ LAMEIRÃO S. VICENTE MORRO BEIJINHA S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ SÃO PEDRO S. VICENTE OBSERVATÓRIO S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ CIDADE DO MINDELO S. VICENTE PICO ALVES MARTINHO S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ RIB.DE JULIÃO S. VICENTE ROTCHINHA S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ CIDADE DO MINDELO S. VICENTE SALAMANSA S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ SALAMANSA S. VICENTE SILO S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ CIDADE DO MINDELO S. VICENTE TORRE OBRAS PÚBLICAS S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ CIDADE DO MINDELO S. VICENTE VIANA ASTRONOMICA S. VICENTE Nª. Srª. DA LUZ RIB.DE CALHAU S. VICENTE VIANA NOVO SÃO VICENTE N.S. da LUZ CALHAU Quadro III 1 443000 002089 MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA DE SANTA LUZIA ILHA NOME DO MARCO SANTA LUZIA ÁGUA DOCE SANTA LUZIA MONTE CREOULO SANTA LUZIA MONTE ESPIA SANTA LUZIA PONTA SALINA SANTA LUZIA TOPONA Quadro IV MARCOS GEODÉSICOS DO ILHÉU BRANCO ILHÉU NOME DO MARCO ILHÉU BRANCO TOPE MIGUEL D’ ANA Quadro V MARCOS GEODÉSICOS DO ILHÉU RASO ILHÉU NOME DO MARCO ILHÉU RASO Mte. DA RIB. DO LADRÃO ILHÉU RASO CHÃ BRANCA (NOVO) Quadro VI MARCOS GEODÉSICOS DO ILHÉU DOS PÁSSAROS ILHÉU NOME DO MARCO ILHÉU DOS PASSÁRO ILHÉU DOS PASSAROS https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1152 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA SAL CENTRO EMISSOR AE- SAL Nª. Srª.DAS DORES PALMEIRA ROPORTO SAL CHÃ DE MATIAS SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DOS ESPARGOS (US) SAL CISTERNA SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DE SANTA MARIA (RU) SAL CURRALONA SAL Nª. Srª.DAS DORES PEDRA DE LUME SAL ESPARGOS SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DE SANTA MARIA (US) SAL GOLF SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DE SANTA MARIA (US) SAL IGREJA SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DE SANTA MARIA (US) SAL JALUNGA SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DE SANTA MARIA (RU) SAL LEME VELHO SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DE SANTA MARIA (US) SAL LOMBA BRANCA SAL Nª. Srª.DAS DORES SANTA MARIA (RU) SAL MONTE CURRAL 1ª SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DOS ESPARGOS (US) SAL MONTE CURRAL 2ª SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DOS ESPARGOS (US) SAL MONTE GRANDE SAL Nª. Srª.DAS DORES PEDRA DE LUME SAL MONTE LESTE SAL Nª. Srª.DAS DORES PALMEIRA SAL MORRINHO DAS PEDRAS SAL Nª. Srª.DAS DORES PEDRA DE LUME SAL MORRINHO DE CARVÃO SAL Nª. Srª.DAS DORES PEDRA DE LUME SAL MORRINHO PONTA SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DE SANTA MARIA (US) PRETA SAL MORRO DAS P. FURADAS SAL Nª. Srª.DAS DORES PEDRA DE LUME SAL PALMEIRA SAL Nª. Srª.DAS DORES PALMEIRA 1 443000 002089 SAL PEDRA DE LUME SAL Nª. Srª.DAS DORES PEDRA DE LUME SAL PISTA 07 SAL Nª. Srª.DAS DORES PALMEIRA SAL PISTA SUL SAL Nª. Srª.DAS DORES PALMEIRA SAL PONTA FIURA SAL Nª. Srª.DAS DORES PEDRA DE LUME SAL RABO DE JUNCO SAL Nª. Srª.DAS DORES PALMEIRA SAL SALINAS SAL Nª. Srª.DAS DORES PEDRA DE LUME SAL SALININHAS SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DE SANTA MARIA (US) SAL SANTA MARIA- DEP SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DE SANTA MARIA (US) SAL SANTA MARIA SAL N.S. das Dores VILA DE SANTA MARIA (RU) SAL SANTA MARIA SUL SAL N.S. das Dores VILA DE SANTA MARIA (RU) SAL TERRA BOA SAL Nª. Srª.DAS DORES PALMEIRA SAL VERA SAL Nª. Srª.DAS DORES VILA DE SANTA MARIA (RU) Quadro IX MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA DA BOAVISTA ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA BOA VISTA ABROLHAL BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA JOÃO GALEGO BOA VISTA AMADOR BOA VISTA SANTA ISABEL ESTÂNCIA DE BAIXO BOA VISTA BASE NORTE BOA VISTA SANTA ISABEL ESTÂNCIA DE BAIXO BOA VISTA BASE SUL BOA VISTA SANTA ISABEL ESTÂNCIA DE BAIXO BOA VISTA BELMONTE BOA VISTA SANTA ISABEL POVOAÇÃO VELHA BOA VISTA CABEÇO DOS TARAFES BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA FUNDO DAS FIGUEIRAS BOA VISTA MORRO CALHAU BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA FUNDO DAS FIGUEIRAS BOA VISTA PASSARÃO BOA VISTA SANTA ISABEL BUFARREIRA BOA VISTA PONTA ALTAR BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA JOÃO GALEGO https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1153 ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA BOA VISTA ROCHA ESTÂNCIA BOA VISTA SANTA ISABEL FUNDO DAS FIGUEIRAS BOA VISTA ANA JOAQUINA BOA VISTA SANTA ISABEL ESTÂNCIA DE BAIXO BOA VISTA CAÇADOR BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA CABEÇO DOS TARAFES BOA VISTA CONDINHO BOA VISTA SANTA ISABEL POVOAÇÃO VELHA BOA VISTA ESPARGOS BOA VISTA SANTA ISABEL POVOAÇÃO VELHA BOA VISTA JOAO GAGO BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA CABEÇO DOS TARAFES BOA VISTA LACAÇAO BOA VISTA SANTA ISABEL POVOAÇÃO VELHA BOA VISTA LOMBA GREGORIO BOA VISTA SANTA ISABEL RABIL BOA VISTA MANGA LARGA BOA VISTA SANTA ISABEL POVOAÇÃO VELHA BOA VISTA MONTE ESTANCIA BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA CABEÇO DOS TARAFES BOA VISTA MORRO DE AREIA BOA VISTA SANTA ISABEL RABIL BOA VISTA MORRO NEGRO BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA POVOAÇÃO VELHA BOA VISTA PONTA ANTONIO BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA BOFAREIRA BOA VISTA ROCHA PRETA BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA JOÃO GALEGO BOA VISTA SALAMANSA BOA VISTA SANTA ISABEL POVOAÇÃO VELHA BOA VISTA SANTO ANTONIO BOA VISTA SANTA ISABEL RABIL BOA VISTA TORRAO DA IGEREJA BOA VISTA SANTA ISABEL POVOAÇÃO VELHA BOA VISTA FABRICA DE CHAVES BOA VISTA SANTA ISABEL RABIL BOA VISTA FAROL DE SAL REI BOA VISTA SANTA ISABEL VILA DE SAL REI BOA VISTA IGREJA RABIL BOA VISTA SANTA ISABEL RABIL 1 443000 002089 BOA VISTA IGREJA SAL REI BOA VISTA SANTA ISABEL VILA DE SAL REI BOA VISTA CAPELA S. ANTONIO BOA VISTA SANTA ISABEL POVOAÇÃO VELHA BOA VISTA CURRAL VELHO BOA VISTA SANTA ISABEL POVOAÇÃO VELHA BOA VISTA MORRINHO BOA VISTA SANTA ISABEL RABIL BOA VISTA MORRO CALHAU BOA VISTA S. JOÃO BAPTISTA JOÃO GALEGO BOA VISTA VIGIA BOA VISTA SANTA ISABEL SAL REI Quadro X VERTICES GEODÉSICOS DA ILHA MAIO ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA MAIO LAGOA MAIO N.SR. DA LUZ BARREIRO MAIO BASE W MAIO N. SR. DA LUZ CALHETA MAIO BASE ESTE MAIO N. SR. DA LUZ CALHETA MAIO PONTA CAIS MAIO N. SR. DA LUZ CASCABULHO MAIO LOMBA DA VIGIA MAIO N. SR. DA LUZ FIGUEIRA MAIO MONTE VERMELHO MAIO N. SR. DA LUZ MORRINHO MAIO MONTE BATALHA MAIO N.SR. DA LUZ MORRO MAIO MONTE PENOSO MAIO N. SR. DA LUZ PEDRO VAZ MAIO FLAMENGOS MAIO N. SR. DA LUZ RIBEIRA DOM JOÃO MAIO MONTE CALIÇA MAIO N. SR. DA LUZ RIBEIRA DOM JOÃO MAIO SANTO ANTÓNIO MAIO N. SR. DA LUZ SANTO ANTÓNIO MAIO PONTA PRETA MAIO N. SR. DA LUZ VILA DO PORTO INGLÊS MAIO MONTINHO DO LUME MAIO N. SR. DA LUZ VILA DO PORTO INGLÊS MAIO PEDRO VAZ MAIO N.SR. DA LUZ PEDRO VAZ https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1154 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 Quadro XI MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA SANTIAGO ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA SANTIAGO ADRILAURA PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA ACHADA S. ANTÓNIO SANTIAGO AEROPORTO PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA ZONA DE AEROPORTO SANTIAGO ÁGUA FUNDA PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA S.FILIPE DE BAIXO SANTIAGO BASE NORTE PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA ACHADA GRANDE SANTIAGO BASE SUL PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA ACHADA GRANDE SANTIAGO BASE SW TARRAFAL SANTO AMARO TARRAFAL SANTIAGO BOA ENTRADA ASSOMADA S. CATARINA BOA ENTRADA SANTIAGO BOCA LARGA SANTA CRUZ S.TIAGO MAIOR BOCA LARGA SANTIAGO CHUPADEIRA ASSOMADA S. CATARINA CHUPADEIRO SANTIAGO COALHADA PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA S.FELIPE DO MEIO SANTIAGO COQUEIRO PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA COQUEIRO SANTIAGO COVA DO MINHOTO PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA PALMAREJO SANTIAGO CRUZ DO PAPA PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA MEIO ACHADA SANTIAGO ESTÊVÃO SÃO DOMINGOS S.N. TOLENTINO MONTE NEGRO SANTIAGO FACHO PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA PONTA FACHO SANTIAGO FAROL PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA PRAINHA SANTIAGO FIGUEIRA DE ÁGUA SANTA CRUZ S.T.MAIOR MONTE NEGRO 1 443000 002089 SANTIAGO GATO VALENTE PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA MONTE GATO VALENTE SANTIAGO GENDÉ RIB. G. SANTIAGO S. JOÃO BAPTISTATA SALINEIRO SANTIAGO GONÇALO AFONSO PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA SAFENDE SANTIAGO GOTÔ BRAVO ASSOMADA S. CATARINA MONTE GATO BRAVO SANTIAGO GRACIOSA TARRAFAL SANTO AMARO MONTE GRACIOSO SANTIAGO ISABEL LOPES PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA S.MARTINHO GRANDE SANTIAGO JOÃO GELA SÃO DOMINGOS S. N. TOLENTINO S.FRANCISCO SANTIAGO LICEU PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA PLATEAU SANTIAGO MALAGUETA ASSOMADA S. CATARINA SERRA MALAGUETA SANTIAGO MANUEL LOPES PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA S.FRANCISCO SANTIAGO MOERÃO TARRAFAL SANTO AMARO ACHADA MOIRÃO SANTIAGO MONTE AGARRO TARRAFAL SANTO AMARO MONTE NEGRO SANTIAGO MONTE ANGRA ASSOMADA S. CATARINA MONTE ANGRA SANTIAGO MONTE BABOSA PRAIA Nª. Srª.DA GRAÇA MONTE BABOSA SANTIAGO MONTE COVADO TARRAFAL SANTO AMARO ACHADA CORREIA SANTIAGO MONTE GRANDE ASSOMADA S. CATARINA PALHA CARGA SANTIAGO MONTE PEDROSO ASSOMADA S. CATARINA ACHADA BEZERA SANTIAGO MONTE PELADO ASSOMADA S. CATARINA COSTA ACHADA SANTIAGO MONTE VERMELHO PRAIA Nª. Srª. DA GRAÇA PALMAREJO SANTIAGO MONTINHO PRAIA Nª. Srª. DA GRAÇA ACHADA GRANDE TRAZ SANTIAGO PENSAMENTO PRAIA Nª. Srª. DA GRAÇA PENSAMENTO SANTIAGO PRAIA PRAIA Nª. Srª. DA GRAÇA PLATEAU SANTIAGO PRAIA BAIXO SÃO DOMINGOS S. N. TOLENTINO PRAIA BAIXO SANTIAGO REDONDOS RIB. G. SANTIAGO S. JOÃO BAPTISTATA ACHADA MONTE REDONDO SANTIAGO RIBÃO CAVALO ASSOMADA S. CATARINA RIBEIRÃO CAVALO SANTIAGO RIBEIRETA S.MIGUEL S. MIGUEL ARCANJO RIBEIRETA https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1155 ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA SANTIAGO SALINEIRO RIB. G. SANTIAGO S. JOÃO BAPTISTATA SALINEIRO SANTIAGO SANTA CRUZ SANTA CRUZ S.TIAGO MAIOR SANTA CRUZ SANTIAGO SÃO SALVADOR S.S DO MUNDO S.S DO MUNDO PICOS SANTIAGO SNCC PRAIA Nª. Srª. DA GRAÇA PLATEAU SANTIAGO SOPRA BULO PRAIA Nª. Srª. DA GRAÇA MONTE DOS BODES SANTIAGO TRILARANJO PRAIA Nª. Srª. DA GRAÇA S.FELIPE SANTIAGO VOLTA RIB. G. SANTIAGO S. JOÃO BAPTISTATA MONTE VOLTA SANTIAGO AGOSTINHO ALVES PRAIA N.S. DA GRAÇA PENSAMENTO SANTIAGO S. DOMINGOS S. DOMINGOS S. N. TOLENTINO S. DOMINGOS SANTIAGO TARRAFAL TARRAFAL S.AMARO ABADE VILA TARRAFAL Quadro XII MARCOS GEODÉSICOS DA ILHA FOGO ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA FOGO AEROPORTO N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÄO FILIPE SÃO FILIPE FOGO AGUADINHA N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE SÃO FILIPE FOGO ANTENA N. SRA. DA CONCEIÇÄO S.ÃO FILIPE SÃO FILIPE FOGO ATALAIA N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROS ATALAIA FOGO BASE N W N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROS MORRO 1 443000 002089 FOGO BASE S E N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROS QUEIMADA GUINCHO FOGO BETÂNIA N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE SANTO ANTÓNIO FOGO CALÇADINHA N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROS CUTELO ALTO FOGO CEMITÉRIO N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE SÃO FILIPE FOGO CONTRAMUÇA N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROA FAJÃZINHA FOGO COVA FIGUEIRA SANTA CATARINA SANTA CATARINA COVA FIGUEIRA FOGO DIOGO NUNES N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE VICENTE DIAS FOGO ESPIA N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROS PAI ANTÓNIO FOGO ESPIGÃO OU ARCO SANTA CATARINA SANTA CATARINA TINTEIRA FOGO GASTÃO N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE SÃO FILIPE FOGO HOTEL N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE HOTEL FOGO LAGOA TRAZ N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROS MOSTEIROS TRAZ FOGO LOBO N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE LOBO FOGO MONTE ACHADA FURNA SANTA CATARINA SANTA CATARINA ACHADA FURNA FOGO MONTE ALMADA SÄO LOURENÇO SÄO FILIPE TONGOM FOGO MONTE BARRO N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE BRANDÃO FOGO MONTE BOCA LARGA N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE MONTE GRANDE FOGO MONTE CAPADO SANTA CATARINA SANTA CATARINA COVA FIGUEIRA FOGO MONTE CASA SANTA CATARINA SANTA CATARIANA COVA FIGUEIRA FOGO MONTE CASSANGA SÃO LOURENÇO SÃO FILIPE PICO VICENTE FOGO MONTE CONTADOR N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE CABEÇA DO MONTE FOGO MONTE CURRAL DE LORNA N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE RIBEIRA FILIPE MONTE GENEBRA OU FOGO SOCORRO N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE PATIM FOGO MONTE GRANDE N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROS FEIJOAL FOGO MONTE GRITO 1º N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÄO FILIPE SÃO FILIPE https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1156 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA FOGO MONTE GRITO 2º N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÄO FILIPE SÃO FILIPE MONTE JOÃO FERNAN- FOGO DES N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROS ATALAIA FOGO MONTE NHO CHÊ N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROS PAI ANTÓNIO FOGO MONTE PARAGEM SANTA CATARINA SANTA CATARINA COVA FIGUEIRA FOGO MONTE PORTAL SANTA CATARINA SANTA CATARINA ESTÂNCIA ROQUE FOGO MONTE PORTELA N. SRA. DA AJUDA MOSTEIROS RIBEIRA DI ILHEU FOGO MONTE PRETO SÃO LOURENÇO SÃO FILIPE RIBEIR A FILIPE FOGO MONTE TRAVASSO SÃO LOURENÇO SÃO FILIPE ACHADA MENTIROSA FOGO MONTE VERDE N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE SALTO FOGO MONTINHO N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE SÃO FILIPE FOGO PENEDO VERMELHO N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE TONGOM FOGO PICO PIRES SÃO LOURENÇO SÄO FILIPE SÃO DOMINGOS FOGO PIRÂMIDE N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE TONGOM FOGO PONTO ALTO DO NIORTE SÃO LOURENÇO SÃO FILIPE CAMPANA CIMA FOGO PONTO ALTO DO SUL N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE MONTE GRANDE FOGO RUÍNAS N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÕA FILIPE SÃO FILIPE FOGO SAMUEL N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE SÃO FILIPE FOGO SANTA FILOMENA N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE MONTE GRANDE FOGO SÃO FILIPE N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE MONTE GRANDE 1 443000 002089 FOGO SENA N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE SÃO FILIPE FOGO SOL NASCENTE N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE SÃO FILIPE FOGO VALE DE CAVALEIROS N. SRA. DA CONCEIÇÄO SÃO FILIPE TONGOM FOGO QUEIMADA GUINCHO MOSTEIROS N. SR. DA AJUDA QUEIMADA GUINCHO FOGO ACHADA FURNA SANTA CATARINA SANTA CATARINA ACHADA FURNA FOGO BOMBARDEIRO SANTA CATARINA SANTA CATARINA BOMBARDEIRO Quadro XIII VERTICES GEODÉSICO DA ILHA BRAVA ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA BRAVA MONTE GRATÃO BRAVA N.S. DO MONTE CAMPO DE BAIXO BRAVA CHÃ DE OURO BRAVA N.S. DO MONTE PORCA BRAVA CRUZ DA FAJÃ BRAVA N.S. DO MONTE FAJÃ DE ÁGUA BRAVA CUTELO GREGORIO BRAVA N.S. DO MONTE FAJÃ DE ÁGUA BRAVA MONTE FIGUEIRAS BRAVA N.S. DO MONTE LOMBA TANTUM BRAVA MONTE LEANDRO BRAVA N.S. DO MONTE FAJÃ DE ÁGUA BRAVA MORRO D PEDRAS BRAVA N.S. DO MONTE CACHAÇO BRAVA N S DOS MONTES BRAVA N.S. DO MONTE N.S.DOS MONTES BRAVA VIZIA BRAVA N.S. DO MONTE LOMBA TANTUM BRAVA FAVATAL 2 BRAVA N.S. DO MONTE FURNA BRAVA BASE ESTE BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA BRAVA BASE WESTE BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA BRAVA COVINHA BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA BARVA FONTAÍNHA BRAVA S.JOÃO BAPTISTA FONTAÍNHA BRAVA ILHEU GRANDE BRAVA S.JOÃO BAPTISTA ILHEU GRANDE https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1157 ILHA NOME DO MARCO NOME CONCELHO NOME FREGUESIA NOME ZONA BRAVA MINHOTO BRAVA S.JOÃO BAPTISTA MATO GRANDE BRAVA MONTE GÂMBIA BRAVA S.JOÃO BAPTISTA LÉM BRAVA PESQUEIRO ALTO BRAVA S.JOÃO BAPTISTA FURNA BRAVA COVA DO MONTE BRAVA S.JOÃO BAPTISTA PORCA BRAVA COVOADA BRAVA S.JOÃO BAPTISTA LÉM BRAVA CRUZ GRANDE BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA BRAVA FAROL P JALUNGA BRAVA S.JOÃO BAPTISTA FURNA BRAVA FAVATAL BRAVA S.JOÃO BAPTISTA FURNA BRAVA GOMES EANES BRAVA S.JOÃO BAPTISTA MATO GRANDE BRAVA IGREJA N V BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA BRAVA M.PONTA VERDE BRAVA S.JOÃO BAPTISTA CANHAÇO BRAVA NHA DUNDA BRAVA S.JOÃO BAPTISTA MONTE GRANDE BRAVA TINA BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA BRAVA PAU BANDEIRA BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA BRAVA PAÚL BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA BRAVA PEDRA MARTINS BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA BRAVA PILONI BRAVA S.JOÃO BAPTISTA MATO GRANDE BRAVA SANTA BARBARA BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA BRAVA CTT BRAVA S.JOÃO BAPTISTA VILANOVA SINTRA 1 443000 002089 BRAVA MONTE VERDE BRAVA S.JOÃOBAPTISTA MATO GRANDE BRAVA FIGUEIRINHA BRAVA N. S. DO MONTE LOMBA TANTUM Quadro XIV MARCOS GEODÉSICOS DO ILHÉU GRANDE E DE CIMA ILHÉU NOME DO MARCO ILHEU CIMA ILHÉU DE CIMA ILHEU GRANDE ILHEU GRANDE ––––––o§o––––––– Dimensões ............................. 30X40mm Denteado ............................... 13X2mm MINISTÉRIO DAS INFRAESTRUTURAS E ECONOMIA MARÍTIMA Impressão .............................. Offset ––––––– Tipo de Papel ...........................102g/m2 com fibras Artista ................................... Domingos Luísa Gabinete do Ministro Casa Impressora .................. Cartor Security Printing Portaria nº 44/2011 Folhas com 10 selos de 26 de Dezembro Envelopes do 1º Dia com selos -----------200----285$00 No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo Quantidades e Taxas 205.º e pelo n.º 3 do artigo 264º da Constituição; 20.000 20$00 Manda o Governo da República de Cabo Verde, pelo 20.000 40$00 Ministro das Infra-estruturas e Economia Marítima, ao abrigo do disposto no artigo 5.º do Decreto-Lei nº 39/94, 50.000 60$00 de 6 de Junho, que seja lançado em circulação, a partir 20.000 100$00 do dia 31 de Outubro de 2011, cumulativamente com as que estão em vigor, uma emissão de selos alusiva ao Gabinete do Ministro das Infraestruturas e Economia “Coração”, com as seguintes características, quantidades Marítima, na Praia, aos 28 de Outubro de 2011. – O e taxas: Ministro, José Maria Fernandes da Veiga https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1158 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 Portaria nº 45/2011 Tendo havido audição e aprovação, nos termos estatu- tários, dos competentes órgãos do Instituto Pedagógico; de 26 de Dezembro No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo Por despacho do então Ministro da Educação e Desporto, 205.º e pelo n.º 3 do artigo 264º da Constituição; datado de 20 de Julho de 2010, foi concedida autorização solicitada, a qual ora se formaliza. Manda o Governo da República de Cabo Verde, pelo Ministro das Infra-estruturas e Economia Marítima, ao Nestes termos, abrigo do disposto no artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 39/94, de 6 de Junho, que seja lançado em circulação, a partir No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo do dia 25 de Novembro de 2011, cumulativamente com 208.º da Constituição: as que estão em vigor, uma emissão de selos alusiva aos “Moluscos de Cabo Verde”, com as seguintes caracterís- Manda o Governo, pela Ministra da Educação e Des- ticas, quantidades e taxas: porto, o seguinte: Dimensões. ............................ 30X40mm Artigo 1.º Denteado ............................... 13X2mm Objecto Impressão .............................. Offset É autorizado ao Instituto Pedagógico a organizar o Curso Alternativo de Formação de Educadores de Infân- Tipo de PapeL ....................... 102g/m2 com fibras cia, doravante designado Curso. Artista ................................... Domingos Luísa Artigo 2.º Casa Impressora ................... Cartor Security Printing Objectivo do Curso Folhas com 10 selos O Curso visa os seguintes objectivos: Envelopes do 1º Dia com selos -----------200----200$00 a) Formar profissionais com qualidade para Quantidades e Taxas trabalhar na área da educação pré-escolar; 1 443000 002089 20.000 5$00 b) Formar Educadores de Infância nos aspectos 20.000 10$00 científico, pedagógico, cultural e pessoal, visando uma melhor condução do processo 20.000 20$00 educativo; 20.000 40$00 c) Promover o desenvolvimento de competências 50.000 60$00 que permitam a coordenação, planificação e supervisão adequadas aos contextos Gabinete do Ministro das Infraestruturas e Economia educativos; e Marítima, na Praia, aos 23 de Novembro de 2011. – O Ministro, José Maria Fernandes da Veiga d) Capacitar profissionais para a educação pré- escolar com competências para conceber, ––––––o§o––––––– gerir e avaliar as actividades desenvolvidas MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO nos jardins-de-infância. E DESPORTOS Artigo 3.º ––––––– Plano de estudos Gabinete da Ministra É aprovado o plano de estudos do curso nos termos do Portaria nº46/2011 anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante. de 26 de Dezembro Artigo 4.º O Instituto Pedagógico solicitou, nos termos e ao abrigo Organização e duração dos cursos da alínea c) do artigo 2.º do seu Estatuto, aprovado pelo Decreto-Regulamentar n.º 12/94, de 29 de Dezembro, o 1. O Curso Alternativo de Formação de Educadores de qual foi alterado pelo Decreto-Regulamentar nº 5/2002 de Infância em Exercício organiza-se em 33 (trinta e três) 11 de Novembro, conjugado com a alínea b) do artigo 6.º do Unidades Curriculares (UC), distribuídas em 5 (cinco) Regulamento das Escolas de Formação de Professores do semestres. Ensino Básico que integram o Instituto Pedagógico, ane- xo ao supracitado Decreto-Regulamentar, a autorização 2. A carga horária total é de 3.000 (três mil) horas, para organizar e ministrar o Curso Inicial de Professores incluindo as actividades de formação, de contacto com do Ensino Básico para, assim, responder às necessidades o docente e de trabalho independente do aluno e de sentidas pelo Sistema Educativo cabo-verdiano. avaliação. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1159 3. As horas do contacto com o docente de trabalho in- Artigo 9.º dependente, ocupam uma carga horária de 1054 (mil e Matrículas e numerus clausus cinquenta e quatro) e de 1946 (mil novecentos e quarenta e seis) horas respectivamente. 1. O processo de matrícula é instruído com os seguintes Artigo 5.º documentos: Natureza do Curso a) Boletim de matrícula; O Curso tem natureza semi-presencial e funciona em b) Atestado médico; regime pós-laboral, com a integração contínua da teoria, da prática e da experiência profissional do formando, num c) Registo criminal; e processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão – acção – reflexão. d) Duas fotografias, tipo passe. Artigo 6.º 2. O número de matrículas para o Curso está sujeito a limitações quantitativas, a fixar anualmente pelo Presi- Metodologia dente do Instituto, sob proposta do Conselho Coordena- 1. O curso está organizado em Unidades Curriculares dor, ouvido o Conselho Científico das Escolas. (UC), com uma componente presencial e outra a distân- Artigo 10.º cia, com excepção da disciplina do Estágio Pedagógico que é anual. Prazos 2. O Curso é desenvolvido em sessões presenciais e a Os prazos de candidatura, selecção e matrícula são distância permitindo a diversificação e a combinação de fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido métodos e técnicas de ensino com enfoque na pedagogia o Conselho Científico das Escolas de Formação de Profes- por competências. sores, e afixados nas instalações do Instituto Pedagógico. Artigo 7.º Artigo 11.º Condições de acesso Avaliação 1 443000 002089 O ingresso no Curso Alternativo de Formação de 1. Os alunos estão sujeitos à avaliação, nos termos do Educadores de Infância em Exercício está sujeito aos regulamento interno da instituição. seguintes requisitos mínimos: 2. O Curso deve ser alvo da avaliação interna, sendo a) Possuir o 9º (nono) ano de escolaridade ou os momentos e os parâmetros propostos pelo Conselho equivalente; Coordenador e aprovados pelo Conselho Científico das b) Estar em efectivo de funções no pré-escolar; Escolas. c) Exercer funções nos jardins-de-infância (público 3. A avaliação contínua e a avaliação final são feitas ou privado); e de acordo com o Regulamento interno de funcionamento do Curso. d) Apresentar o dossier completo da documentação exigida pelos serviços académicos da Artigo 12.º instituição. Certificado Artigo 8.º No final do Curso os formados são certificados com Selecção de candidatos um Diploma de formação de Educadores de Infância de nível médio. 1. A selecção dos candidatos à frequência do Curso é feita mediante concurso de acesso. Artigo 13.º 2. O processo de concurso de acesso é instruído com os Produção de efeito seguintes documentos: O disposto na presente portaria produz efeitos desde a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo o dia 10 de Julho de 2010. Instituto Pedagógico; Artigo 14.º b) Certificado de habilitações literárias; Entrada em vigor c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do candidato exigido para o Curso; Esta portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. d) Fotocópia do Bilhete de Identidade; e Gabinete da Ministra da Educação e Desportos, na e) Declaração do tempo de serviço prestado na Praia, aos 18 de Outubro de 2011. – A Ministra, Fernanda docência pré-escolar. Maria de Brito Marques https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1160 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 ANEXO Condições de acesso Curso Alternativo de Formação de Educadores O ingresso no Curso Alternativo de Formação de de Infância em Exercício Educadores de Infância em Exercício está sujeito aos Ouvido o Conselho Coordenador do Instituto Pedagó- seguintes requisitos mínimos: gico e aprovado pelo Conselho Científico das Escolas, nos ▪ Ter habilitação académica de 9º ano de termos do Estatuto Orgânico do IP, (Decreto-Regulamen- escolaridade. tar nº 12/94 de 29 de Dezembro), apresenta-se para pu- blicação o Curso Alternativo de Formação de Educadores ▪ Estar em efectivo de funções no pré-escolar. de Infância em Exercício homologado em Julho de 2010. ▪ Exercer funções nos jardins-de-infância (público ou privado). Objectivos do Curso ▪ Apresentar o dossier completo da documentação O Curso Alternativo de Formação de Educadores de exigida pelos serviços académicos da Infância em Exercício visa os seguintes objectivos: instituição. ▪ Formar profissionais com qualidade para Selecção de candidatos trabalhar na área da educação pré-escolar; O processo de concurso de acesso é instruído com os ▪ Formar Educadores de Infância nos aspectos seguintes documentos: científico, pedagógico, cultural e pessoal, a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo visando uma melhor condução do processo Instituto Pedagógico. educativo; b) Certificado de habilitações literárias. ▪ Promover o desenvolvimento de competências que permitam a coordenação, planificação c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do e supervisão adequadas aos contextos candidato exigido para o curso. educativos; d) Fotocópia do Bilhete de identidade. ▪ Capacitar profissionais para a educação pré- e) Declaração do tempo de serviço prestado na 1 443000 002089 escolar com competências para conceber, docência no pré-escolar. gerir e avaliar as actividades desenvolvidas nos jardins-de-infância. Matrículas O processo de matrícula é instruído com os seguintes Grelha Curricular documentos: O plano de estudos encontra-se em anexo ao presente a) Boletim de matrícula. documento b) Atestado médico. Organização e duração do curso c) Registo criminal. O Curso Alternativo de Formação de Educadores d) Duas fotografias tipo pass. de Infância em Exercício organiza-se em 33 Unidades O nº de matrículas para o curso está sujeito a limi- Curriculares (UCs) distribuídas em cinco semestres, é tações quantitativas, a fixar anualmente, sob proposta de natureza semi-presencial e funciona em regime pós- do Conselho Coordenador, ouvido o Conselho Científico laboral, com a integração contínua da teoria, da prática das Escolas. e da experiência profissional do/da formando/a, num processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão Prazos – acção - reflexão. Os prazos de candidatura, selecção e matrícula serão A carga horária total é de 3.000 horas incluindo as fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido actividades de formação, de contacto com o docente e o Conselho Científico das Escolas, e afixados nas insta- de trabalho independente do aluno e de avaliação. As lações do Instituto Pedagógico. horas do contacto com o docente de trabalho indepen- Avaliação dente, ocupam uma carga horária de 1054 e de 1946 respectivamente. Os alunos estarão sujeitos à avaliação, nos termos do Regulamento Interno da instituição. Metodologia O Curso deverá ser alvo da avaliação interna, sendo O curso está organizado em Unidades Curriculares, os momentos e os parâmetros propostos pelo Conselho com uma componente presencial e outra a distância, Coordenador e aprovados pelo Conselho Científico das com excepção da disciplina do Estágio Pedagógico que Escolas. é anual. Será desenvolvido em sessões presenciais e a distância permitindo a diversificação e a combinação de Certificado métodos e técnicas de ensino com enfoque na pedagogia No final do Curso os formados serão certificados com o por competências. Diploma do Curso de Educadores de Infância de nível médio. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1161 Plano de estudos EDUCAÇÃO DE INFÂNCIA 1º SEMESTRE 2º SEMESTRE 3º SEMESTRE 4º SEMESTRE 5º SEMESTRE DOMÍNIOS Unidades Curriculares % CD CD CD CD CD TCD TI TT TCD TI TT TCD TI TT TCD TI TT TCD TI TT TCH TECTS Psicologia do desenvolvimento 38 37 75 3 FORMAÇÃ0 EDUCACIONAL GERAL Psicologia de aprendizagem 38 37 75 3 Gestão da Instituição Educativa 25 25 50 2 Educação Inclusiva 25 25 50 2 14,53 Sociologia da Educação 25 25 50 2 Fundamentos da Educação na 25 25 50 2 Infância Métodos e Técnicas de Investiga- 18 18 36 1,5 ção na Educação Desenvolvimento Curricular 25 25 50 2 TOTAL 88 87 175 56 55 111 75 75 150 17,5 Conhecimento do Mundo I 38 37 75 3 FORMAÇÃO NA ÁREA DA DOCÊNCIA Língua Portuguesa I 38 37 75 3 Língua e Literatura Cabover- 25 25 50 2 diana Matemática I 38 37 75 3 21,67 Educação Física I 38 37 75 3 Educação Artística-Musical I 38 37 75 3 Educação Artística-Dramática I 38 37 75 3 1 443000 002089 Educação Artística- Plástica I 38 37 75 3 ILiteratura para a Infância 38 37 75 3 TOTAL 152 148 300 152 148 300 25 25 50 26 Conhecimento do Mundo II 25 25 50 2 METODOLOGIA ESPECÍFICA Pedagogia da 1ª Infãncia 25 25 50 2 Educação Física II 25 25 50 2 13,33 Educação Artística-Musical II 25 25 50 2 Educação Artística-Dramática II 25 25 50 2 Educação Artística- Plástica II 25 25 50 2 Matemática II 25 25 50 2 Língua Portuguesa II 25 25 50 2 TOTAL 25 25 50 50 50 100 125 125 250 16 Educação para a Cidadania 25 25 50 2 PARA A CIDA- FORMAÇÃO DANIA Educação Ambiental 18 18 36 1,5 4,53 Educação para a Saúde na 25 25 50 2 Infância TOTAL 25 25 50 25 25 50 18 18 36 5,5 Seminário interdisciplinar: 18 18 36 1,5 INICIA- ÇÃO À PRÁTICA PROFISSIONAL Comunicação no contexto da educação infantil Seminário interdisciplinar: Pla- 38 37 75 3 nificação da Acção Educativa Prática Pedagógica I 38 37 75 3 45,93 Prática Pedagógica II 25 50 75 3 Prática Pedagógica III 50 200 250 10 Estágio supervisionado em con- 15 790 805 32 texto educativo na 1ª infância Tecnologia Educativa (opcional) 54 8 62 2,5 TOTAL 54 8 62 38 37 75 63 87 150 68 218 286 15 790 805 55 TOTAL GERAL 100 319 268 587 271 265 536 238 262 500 211 361 572 15 790 805 3000 120 https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1162 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 Grade curricular do curso 1º Semestre Carga Horária DISCIPLINAS Contacto docente ECTS T P T/P TCD TI TT Psicologia de Desenvolvimento 38 37 75 3 ECTS Língua Portuguesa I 38 37 75 3 ECTS Educação Física I 38 37 75 3 ECTS Educação Artística – Musical I 38 37 75 3 ECTS Educação Artística – Plástica I 38 37 75 3 ECTS Sociologia de Educação 25 25 50 2 ECTS Tecnologias Educativas (opcional) 54 8 62 2,5 ECTS Educação para Cidadania 25 25 50 2 ECTS Fundamentos da Educação na infância 25 25 50 2 ECTS TOTAL 318 225 587 23,48 ECTS 2º Semestre Carga Horária DISCIPLINAS Contacto docente TI TT ECTS T P T/P TCD Psicologia de Aprendizagem 38 37 75 3 ECTS Língua Portuguesa II 25 25 50 2 ECTS Educação Artística – Dramática I 38 37 75 3 ECTS Matemática I 38 37 75 3 ECTS Conhecimento do Mundo I 38 37 75 3 ECTS Literatura para Infância 38 37 75 3 ECTS Métodos e Técnicas da Investigação em Educação 18 18 36 1,5 ECTS Prática Pedagógica I 38 37 75 1,5 ECTS TOTAL 271 265 536 21.44 ECTS 3º Semestre Carga Horária DISCIPLINAS Cd ECTS 1 443000 002089 T P T/P TCD TI TT Educação Inclusiva 25 25 50 2 ECTS Língua e Literatura Cabo-verdiana 25 25 50 2 ECTS Seminário de Iniciação Profissional: Planifica- 38 37 75 3 ECTS ção da Acção Educativa Educação para a saúde e infância 25 25 50 2 ECTS Matemática II 25 25 50 2 ECTS Desenvolvimento curricular 25 25 50 2 ECTS Gestão da instituição educativa 25 25 50 2 ECTS Conhecimento do Mundo II 25 25 50 2 ECTS Prática e Reflexão educativa II 25 50 75 3 ECTS TOTAL 238 262 500 20 ECTS 4º Semestre Carga Horária DISCIPLINAS ECTS Cd T P T/P TCD TI TT Educação Ambiental 18 18 36 1,5 ECTS Pedagogia da primeira infância 25 25 50 2 ECTS Educação Artística Plástica II 25 25 50 2 ECTS Educação Artística – Dramática II 25 25 50 2 ECTS Educação Artística – Musical II 25 25 50 2 ECTS Educação Física II 25 25 50 2 ECTS Prática e Reflexão educativa III 50 200 250 10 ECTS Seminário interdisciplinar IV: Comunicação 18 18 36 1,5 ECTS Expressão no contexto da Educação infantil TOTAL 211 361 572 23 ECTS 5º SEMESTRE Carga Horária DISCIPLINAS Cd ECTS T P T/P TCD TI TT Estágio supervisionado em contexto educativos 15 790 805 da 1ª infância TOTAL 15 790 805 32 A Ministra, Fernanda Maria de Brito Marques https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1163 Portaria nº47/2011 2. A carga horária total regulamentar é de 3.000 (três de 26 de Dezembro mil) horas incluindo todas as actividades de formação: as horas do contacto com o docente, de trabalho indepen- O Instituto Pedagógico solicitou, nos termos e ao abrigo dente e de avaliação. da alínea c) do artigo 2.º do seu Estatuto, aprovado pelo Artigo 5.º Decreto-Regulamentar n.º 12/94, de 29 de Dezembro, o qual foi alterado pelo Decreto-Regulamentar nº 5/2002 de Natureza do Curso 11 de Novembro, conjugado com a alínea b) do artigo 6.º do 1. O Curso tem natureza semi-presencial e funciona em Regulamento das Escolas de Formação de Professores do regime pós-laboral, com a integração contínua da teoria, Ensino Básico que integram o Instituto Pedagógico, ane- da prática e da experiência profissional do/da formando/a, xo ao supracitado Decreto-Regulamentar, a autorização num processo de diálogo permanente, permitindo a re- para organizar e ministrar o Curso Inicial de Professores flexão – acção – reflexão. do Ensino Básico para, assim, responder às necessidades 2. No Curso em exercício presencial as horas de contac- sentidas pelo Sistema Educativo cabo-verdiano. to com o docente ocupam 2/3 (dois terço) da carga horária Tendo havido audição e aprovação, nos termos estatu- total e em exercício à distância 1/3 (um terço). tários, dos competentes órgãos do Instituto Pedagógico; Artigo 6.º Por despacho do então Ministro da Educação e Despor- Metodologia to, datado de 20 de Julho de 2010, foi concedida autori- zação solicitada, a qual ora se formaliza. 1. O Curso está organizado em Unidades Curriculares, com uma componente presencial e outra a distância, com Nestes termos, e excepção da disciplina do Estágio Pedagógico que é anual. No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo 2. O Curso é desenvolvido em sessões presenciais e 208.º da Constituição: a distância permitindo a diversificação e a combinação Manda o Governo, pela Ministra da Educação e Des- de métodos e técnicas de ensino cuja abordagem geral porto, o seguinte: orienta-se pela pedagogia de competências. Artigo 1.º Artigo 7.º Objecto Condições de acesso 1 443000 002089 É autorizado ao Instituto Pedagógico a organizar o Cur- Podem candidatar-se ao Curso os docentes em exercício so de Formação de Professores em exercício à distância, de funções que satisfaçam os seguintes requisitos: doravante designado Curso. a) Terem o 12º (décimo segundo) ano de escolaridade Artigo 2º ou equivalente; Objectivo do Curso b) Estarem em efectivo exercício de funções; O Curso visa os seguintes objectivos: c) Terem avaliação de desempenho mínimo de a) Capacitar professores para responder aos Bom; e desafios actuais da educação básica no país; d) Apresentarem o dossier completo da documentação b) Formar professores nos aspectos científicos, exigida pelos serviços académicos da instituição. pedagógicos, culturais e pessoal visando a Artigo 8.º condução do processo educativo; Selecção de candidatos c) Desenvolver competências no domínio de 1. A selecção dos candidatos à frequência do Curso é pedagogia de integração curricular e feita mediante concurso de acesso. abordagem por competências; 2. O processo de concurso de acesso é instruído com os d) Preparar os professores para o atendimento seguintes documentos: das crianças com necessidades educativas especiais em contexto educativo; e a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo e) Desenvolver competências no domínio da Instituto Pedagógico; planificação, avaliação, coordenação e b) Certificado de habilitações literárias; supervisão adequadas aos contextos c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do educativos do ensino básico. candidato exigido para o Curso; Artigo 3.º d) Fotocópia do Bilhete de Identidade; e Plano de estudos e) Declaração do tempo de serviço prestado na É aprovado o plano de estudos do curso nos termos do docência no pré-escolar. anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante. Artigo 9.º Artigo 4.º Matrículas Organização e duração dos cursos O processo de matrícula é instruído com os seguintes 1. O Curso organiza-se em 34 (trinta e quatro) Unidades documentos: Curriculares (UC), com 120 (cento e vinte) créditos, dis- tribuídas em 6 (seis) semestres. a) Boletim de matrícula; https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1164 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 b) Atestado médico; ▪ Formar professores nos aspectos científico, pedagógico, cultural e pessoal visando a c) Registo criminal; e condução do processo educativo. d) Duas fotografias, tipo passe. ▪ Desenvolver competências no domínio de Artigo 10.º pedagogia de integração curricular e Prazos abordagem por competências. Os prazos de candidatura, selecção e matrícula são ▪ Preparar os professores para o atendimento fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido das crianças com necessidades educativas o Conselho Científico das Escolas de Formação de Profes- especiais em contexto educativo. sores, e afixados nas instalações do Instituto Pedagógico. Artigo 11.º ▪ Desenvolver competências no domínio da planificação, avaliação, coordenação e Avaliação supervisão adequadas aos contextos 1. Os alunos estão sujeitos à avaliação em todas as educativos do ensino básico. Unidades Curriculares, seminários e actividades lectivas constantes do Plano Curricular do Curso. Grelha Curricular 2. A avaliação pode ser feita através das seguintes O plano de estudos encontra-se em anexo ao presente modalidades: documento a) Avaliação Contínua; e Organização e duração do curso b) Avaliação Final. O Curso de Formação de Professores em Exercício 3. A Avaliação Contínua e Avaliação Final são feitas a Distância organiza-se em 34 Unidades Curriculares de acordo com o Regulamento Interno de funcionamento (UCs), com 120 créditos distribuídas em seis semestres. do Curso. É de natureza semi-presencial e funciona em regime pós- Artigo 12.º laboral, com a integração contínua da teoria, da prática Certificado e da experiência profissional do/da formando/a, num 1 443000 002089 processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão No final do Curso os formados são certificados com o – acção - reflexão. Diploma de Formação de Professores do Ensino Básico de nível médio. A carga horária total regulamentar é de 3000 horas Artigo 13.º incluindo todas as actividades de formação: as horas do contacto com o docente, de trabalho independente e de Produção de efeito avaliação. O disposto na presente portaria produz efeitos desde No Curso em exercício presencial as horas de contacto o dia 10 de Julho de 2010. com o docente ocupam 2/3 da carga horária total e em Artigo 14.º exercício a distancia 1/3. Entrada em vigor Metodologia Esta portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. O curso está organizado em Unidades Curriculares, Gabinete da Ministra da Educação e Desportos, na com uma componente presencial e outra a distância, com Praia, aos 18 de Outubro de 2011. – A Ministra, Fernanda excepção da disciplina do Estágio Pedagógico que é anual. Maria de Brito Marques Será desenvolvido em sessões presenciais e a distância permitindo a diversificação e a combinação de métodos e ANEXO técnicas de ensino cuja abordagem geral orienta-se pela Curso de Formação de Professores pedagogia de competências. em Exercício a Distância Condições de acesso Ouvido o Conselho Coordenador do Instituto Peda- gógico e aprovado pelo Conselho Científico das Escolas, O ingresso no Curso Formação de Professores em nos termos do Estatuto Orgânico do IP, (Decreto Regu- Exercício a Distância está sujeito aos seguintes requi- lamentar Nº 12/94 de 29 de Dezembro), apresenta-se sitos mínimos: para publicação o Curso de Formação de Professores ▪ Ter habilitação académica de 10º ano de em Exercício a Distância homologado em Julho de 2010. escolaridade. Objectivos do Curso ▪ Estar em efectivo exercício de funções. O curso de formação de professores do ensino básico visa os seguintes objectivos: ▪ Avaliação de desempenho mínimo de Bom. ▪ Capacitar professores para responder aos desafios ▪ Apresentar o dossier completo da documentação actuais da educação básica. exigida pelos serviços académicos da instituição. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1165 Selecção de candidatos c) Registo criminal. d) Duas fotografias tipo pass. O processo de concurso de acesso é instruído com os seguintes documentos: Prazos a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo Os prazos de candidatura, selecção e matrícula serão Instituto Pedagógico. fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido b) Certificado de habilitações literárias. o Conselho Científico das Escolas, e afixados nas insta- lações do Instituto Pedagógico. c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do candidato exigido para o curso. Avaliação d) Fotocópia do Bilhete de identidade. Os (as) alunos (as) estarão sujeitos (as) à avaliação em e) Declaração do tempo de serviço prestado na todas as UCs, seminários e actividades lectivas constan- docência no pré-escolar. tes do Plano Curricular do Curso. A avaliação pode ser feita através das seguintes moda- Matrículas lidades: Avaliação Contínua e Avaliação Final. O processo de matrícula é instruído com os seguintes Certificado documentos: No final do Curso os formados serão certificados com o a) Boletim de matrícula. Diploma do Curso de Formação de Professores do Ensino b) Atestado médico. Básico de nível médio. Domínio Curso de Professor do Ensino Básico em Exercício a Distância Curricular Unidades Curriculares 1 ºS 2 ºS 3 ºS 4 ºS 5.º S 6.º S Total In Cr H % HC d T HC Ind ST HC Ind ST HC Ind ST HC Ind ST HC Ind ST HC Ind ST Cr H % Psicologia do Desenvolvimento 2 54 18 36 54 54 Psicologia da Aprendizagem 2 54 18 36 54 54 Investigação Educativa 3 72 24 48 72 72 Gestão da instituição Educativa 2 54 18 36 54 54 1 443000 002089 Educação Inclusiva 2 54 18 36 54 54 FEG 15% História e Filosofia de Educação 2 54 18 36 54 54 Gestão e Desenvolvimento Curricular 2 54 18 36 54 54 Sociologia da Educação 2 54 18 36 54 54 12 Sub Total 17 450 15 60 0 180 36 72 108 18 36 54 18 36 54 0 0 0 18 36 54 0 0 0 0 450 Comunicação e Expressão 2 54 18 36 54 54 Lingua Portuguesa 8 198 24 48 72 24 48 72 18 36 54 198 História de Cabo Verde 2 54 18 36 54 54 Ed Art plastica 2 54 18 36 54 54 Educação Física 2 54 18 36 54 54 Ed. Art. musical 2 54 18 36 54 54 FED 30% Ed. Art. dramática 2 54 18 36 54 54 Língua e Cultura Cabo verdiana 2 54 18 36 54 54 Matemática 8 198 24 48 72 24 48 72 18 36 54 198 Língua estrangeira 2 54 18 36 54 54 Geografia 2 54 18 36 54 54 Ciências da Natureza 2 54 18 36 54 54 16 Sub Total 36 936 30 84 8 252 102 204 306 90 180 270 36 72 108 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 936 Aprendizagem da Língua Portuguesa 6,5 162 18 36 54 18 36 54 18 36 54 162 ME 20% Aprendizagem da Matemática 6,5 162 18 36 54 18 36 54 18 36 54 162 Aprendizagem das Ciências 4 108 18 36 54 18 36 54 108 Integradas Aprendizagem da Expressão Plástica 2 54 18 36 54 54 Aprendizagem da Expressão Musical 2 54 18 36 54 54 Aprendizagem da Expressão Física e Motora 2 54 18 36 54 54 Sub Total 23 594 20 0 0 0 0 0 0 54 108 162 72 144 216 72 144 216 0 0 0 0 0 0 0 594 Educação para a Cidadania 1,4 36 12 24 36 36 Educação Ambiental 1,4 36 12 24 36 36 FPC 5% Tecnologias Educativas 2,9 72 24 48 72 72 Sub Total 5,7 144 5 0 0 0 24 48 72 12 24 36 12 24 36 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 144 Elaboração e útil. de mat. didáctico 2 50 16 34 50 50 Relação Pedagógica 2 54 18 36 54 54 IPP 30% Projecto de Intervenção Educativa 3 72 24 48 72 72 PP I, II, III, IV 28 700 25 50 75 25 50 75 56 114 150 66 150 200 68 1 200 700 Sub Total 35 876 30 0 0 0 25 50 75 43 86 129 56 114 150 106 232 322 68 1 200 0 0 0 0 876 3000 ME Metodologias Específicas FPC Formação para cidadania FED Formação Especifica na área da Docência FEG Formação Educacional Geral IPP Iniciação Prática Profissional A Ministra, Fernanda Maria de Brito Marques https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1166 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 Portaria nº 48/2011 Artigo 4.º de 26 de Dezembro Organização e duração dos cursos O Instituto Pedagógico solicitou, nos termos e ao abrigo 1. O Curso organiza-se em 34 (trinta e quatro) Unidades da alínea c) do artigo 2.º do seu Estatuto, aprovado pelo Curriculares (UC), com 120 (cento e vinte) créditos, dis- Decreto-Regulamentar n.º 12/94, de 29 de Dezembro, o tribuídas em 6 (seis) semestres. qual foi alterado pelo Decreto-Regulamentar nº 5/2002 de 11 de Novembro, conjugado com a alínea b) do artigo 6.º do 2. O Curso tem a duração de 3 (três) anos, organizados Regulamento das Escolas de Formação de Professores do em 6 (seis) semestres. Ensino Básico que integram o Instituto Pedagógico, ane- 3. Cada ano lectivo tem a duração de 40 (quarenta) xo ao supracitado Decreto-Regulamentar, a autorização semanas distribuídas em 20 (vinte) semanas semestrais, para organizar e ministrar o Curso Inicial de Professores incluindo duas semanas para as avaliações finais. do Ensino Básico para, assim, responder às necessidades sentidas pelo Sistema Educativo cabo-verdiano. 4. A carga horária total regulamentar é de 3.000 (três Tendo havido audição e aprovação, nos termos estatu- mil) horas, incluindo todas as actividades de formação: tários, dos competentes órgãos do Instituto Pedagógico; as horas do contacto com o docente, de trabalho indepen- dente e de avaliação. Por despacho do então Ministro da Educação e Despor- Artigo 5.º to, datado de 20 de Julho de 2010, foi concedida autori- zação solicitada, a qual ora se formaliza. Natureza do Curso Nestes termos, 1. O Curso tem natureza semi-presencial e funciona em regime pós-laboral, com a integração contínua da teoria, No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo da prática e da experiência profissional do formando, num 208.º da Constituição: processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão Manda o Governo, pela Ministra da Educação e Des- – acção – reflexão. porto, o seguinte: 2. No Curso em exercício presencial as horas de contac- 1 443000 002089 Artigo 1.º to com o docente ocupam 2/3 (dois terço) da carga horária total e em exercício a distância 1/3 (um terço). Objecto Artigo 6.º É autorizado ao Instituto Pedagógico a organizar o Curso Inicial de Professores do Ensino Básico em Exer- Metodologia e funcionamento cício, doravante designado Curso. 1. O funcionamento do Curso respeita as normas e os Artigo 2.º princípios aplicados nos cursos de formação de professo- Objectivo do Curso res em vigor na instituição, superiormente homologados. O Curso visa os seguintes objectivos: 2. Na modalidade a distância, o Curso tem uma com- ponente presencial/contacto e outra a distância/trabalho a) Capacitar professores para responder aos independente, com excepção da disciplina do Estágio desafios actuais da educação básica no país; Pedagógico que é anual. b) Formar professores nos aspectos científicos, 3. O Curso é desenvolvido em sessões presenciais e pedagógicos, culturais e pessoal visando a a distância permitindo a diversificação e a combinação condução do processo educativo; de métodos e técnicas de ensino cuja abordagem geral c) Desenvolver competências no domínio de orienta-se pela pedagogia de competências. pedagogia de integração curricular e Artigo 7.º abordagem por competências; Condições de acesso d) Preparar os professores para o atendimento das crianças com necessidades educativas Podem candidatar-se ao Curso os docentes em exercício especiais em contexto educativo; e de funções que satisfaçam os seguintes requisitos: e) Desenvolver competências no domínio da a) Terem o 10º (décimo) ano de escolaridade ou planificação, avaliação, coordenação e equivalente; e supervisão adequadas aos contextos educativos do ensino básico. b) Terem avaliação de desempenho mínima de Bom. Artigo 3.º Artigo 8.º Plano de estudos Selecção de candidatos É aprovado o plano de estudos do curso nos termos do 1. A selecção dos candidatos à frequência do Curso é anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante. feita mediante concurso de acesso. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1167 2. O processo de concurso de acesso é instruído com os ANEXO seguintes documentos: Plano Curricular do Curso de Formação a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo de Professores do Ensino Básico em Exercício Instituto Pedagógico; 1. CONTEXTUALIZAÇÃO b) Certificado de habilitações literárias; No mundo actual, dominado pela globalização e pelo impacto do conhecimento científico e tecnológico em c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do todas as dimensões da vida social, as instituições de candidato exigido para o Curso; e formação de professores são interpeladas a reflectirem d) Fotocópia do Bilhete de identidade. e a questionarem sobre os paradigmas de formação de Artigo 9.º professores capazes de produzir respostas sustentáveis aos desafios do Milénio. Matrículas Fazendo parte deste contexto, em Cabo Verde se debate O processo de matrícula é instruído com os seguintes o problema da qualidade do ensino, do alargamento da documentos: escolaridade básica e da universalidade da equidade da a) Boletim de matrícula; qualidade do ensino básico como um dos grandes desa- fios a serem atingidos até o ano 2015, resultando em b) Atestado médico; mudanças estruturais no Sistema Educativo traduzidas c) Registo criminal; e na aprovação da Lei de Bases do Sistema Educativo de Maio/2010. d) Duas fotografias, tipo passe. Justifica-se, assim, as reflexões que conduziram à re- Artigo 10.º visão dos curricula de formação de professores do ensino Prazos básico, inicial e em exercício, desenvolvidos pelo Insti- Os prazos de candidatura, selecção e matrícula são tuto Pedagógico (IP), no âmbito da sua missão, visando fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido a adequação das ofertas formativas, (i) aos desafios da o Conselho Científico das Escolas de Formação de Profes- equidade da qualidade do ensino básico; (ii) às actuais sores, e afixados nas instalações do Instituto Pedagógico. concepções politicas e filosóficas do sistema educativo e da formação de professores; (iii) a condicionalismos de acesso 1 443000 002089 Artigo 11.º que promovam mais justiça social nas oportunidades de Avaliação ingresso nos cursos; 1. Os alunos estão sujeitos à avaliação em todas as Concebido para professores do ensino básico em exer- Unidades Curriculares (UCs), seminários e actividades cício, numa proposta de gestão que atenda aos condicio- lectivas constantes do Plano Curricular do Curso. nalismos da descontinuidade territorial e às capacidades de resposta das três escolas que integram o IP, o Curso 2. A avaliação pode ser feita através das seguintes apresenta uma dupla modalidade de gestão, Presencial e modalidades: a Distância, de forma a se adequar ao perfil do potencial a) Avaliação Contínua; e público-alvo, contribuir para a anulação das assimetrias regionais de professores formados e valorizar o contribu- b) Avaliação Final. to dos professores do ensino básico no desenvolvimento 3. A Avaliação Contínua e Avaliação Final são feitas nacional. de acordo com o Regulamento Interno de funcionamento 2. OBJECTIVOS DO CURSO do Curso. Objectivos Artigo 12.º O curso de formação de professores do ensino básico Certificado em exercício visa os seguintes objectivos: No final do Curso, os formados são certificados com um ▪ Capacitar professores para responder aos desafios Diploma de Formação de Professores do Ensino Básico actuais da educação básica. de nível médio. ▪ Formar professores nos aspectos científico, Artigo 13.º pedagógico, cultural e pessoal visando a Produção de efeito condução do processo educativo. O disposto na presente portaria produz efeitos desde ▪ Desenvolver competências no domínio de o dia 10 de Julho de 2010. pedagogia de integração curricular e abordagem por competências. Artigo 14.º ▪ Preparar os professores para o atendimento Entrada em vigor das crianças com necessidades educativas A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao especiais em contexto educativo. da sua publicação. ▪ Desenvolver competências no domínio da Gabinete da Ministra da Educação e Desportos, na planificação, avaliação, coordenação e supervisão Praia, aos 18 de Outubro de 2011. – A Ministra, Fernanda adequadas aos contextos educativos do ensino Maria de Brito Marques básico. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1168 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 3. CRITÉRIO E PERFIL DE ENTRADA Permitindo uma sólida formação académica e profis- sional, alicerçada nos quatro pilares do saber - SABER, ▪ 10º ano de escolaridade. SABER FAZER, SABER SER e SABER ESTAR - as ▪ Em exercício de funções Unidades Curriculares que integram o curso agrupam-se em cinco domínios curriculares estruturantes: ▪ Avaliação de desempenho mínima de Bom ▪ Formação educacional geral: 17,5% 4. PERFILDE SAÍDA ▪ Formação na área da docência: 27,5% Concluído o curso, o professor do ensino básico deverá ▪ Metodologia Específica: 20% ter o seguinte perfil: ▪ Iniciação à prática profissional: 30% a) Competências ▪ Formação para a cidadania: 5% ▪ Capacitado para gerir o currículo do 1º ciclo do 5.2. Natureza e Funcionamento ensino básico. 5.2.1 Natureza ▪ Preparado para intervir numa sociedade em O eixo epistemológico do curso, com enfoque na do- mudança, fortemente afectada pelos conflitos cência e gestão no ensino básico, articula as dimensões e contradições da modernidade. políticas, legais e pedagógicas, reputando as actuações ▪ Dotado de uma mentalidade aberta à inovação, institucionais para o direito à Educação de Qualidade ao progresso e respeito ao ambiente e direitos para a Infância. humanos. Sendo assim, a abordagem assumida neste curso justifica-se pela concepção da Educação no ensino básico ▪ Dotado de competências para investigação e alicerçada nos princípios definidos na nova lei de base resolução de problemas no sistema educativo. do sistema educativo, que em termos de perfil docente, b) Certificação admite a monodocência no 1º ciclo, a pluridocência por área disciplinar no 2º ciclo e a pluridocência disciplinar no Os formados serão certificados com o diploma de pro- 3º ciclo. Ressalva-se, contudo, que para este público-alvo fessores do ensino básico nos termos da conjugação das o presente curso destina-se à formação de competências 1 443000 002089 portarias nº 50/2000 de 27 de Dezembro e 48 /2004 de docentes até ao 1º ciclo1 do ensino básico. Uma abordagem 18 de Outubro. que compreende que a educação básica só se concretiza inserida em realidades sociais concretas, portanto, na 5. ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO história e na cultura, aspectos imprescindíveis para o CURSO desenvolvimento da criança em suas dimensões física, A organização e funcionamento do curso respeitam as psicológica e intelectual. Neste aspecto, a proposta pe- normas e os princípios aplicados nos cursos de formação dagógica do curso sustenta-se no princípio da interdis- de professores em vigor na instituição, superiormente ciplinaridade a partir da contribuição de diversos cam- homologados. Contudo, adapta-se às especificidades do pos do saber: Psicologia, Artes, Linguística, Didáctica, público – alvo e da respectiva gestão. Sociologia, Filosofia, História, Política, Biologia, Ética, Cultura, entre outros. 5.1. Organização No curso em exercício presencial as Unidades Curri- O Curso organiza-se em 34 Unidades Curriculares culares desenvolvem-se em aulas de natureza teórica – (UCs) com 120 créditos, distribuídas em seis semestres. prática, teórica e prática, sendo 2/3 presencial/contacto É de natureza semi-presencial e funciona em regime pós- orientadas pelo (a) docente do Instituto Pedagógico e 1/3 laboral, com a integração contínua da teoria, da prática em trabalho independente. e da experiência profissional do/da formando/a, num No curso em exercício a distância as Unidades Cur- processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão riculares desenvolvem-se em aulas de natureza teórica – acção – reflexão. – prática, teórica e prática, sendo 1/3 em sessões presen- Pretendendo contribuir para a formação de professores ciais orientadas pelo (a) docente do Instituto Pedagógico (as), em exercício, valoriza: (i) as dimensões profissionais, e 2/3 em sessões a distância/ trabalho independente, com sociais e éticas adquiridas na prática docente e no desen- suporte a documentação específica para a auto-formação, volvimento do ensino-aprendizagem; (ii) a participação na designada de Sebenta do Formando(a)2. instituição educativa; (iii) as relações com a comunidade Sem prejuízo à natureza do curso a sua gestão curricular e de desenvolvimento profissional ao longo da vida. terá uma natureza diversa, atendendo às especificidades Assim, organiza-se, articuladamente, em torno de populacionais de cada uma das ilhas beneficiárias: domínios curriculares científicos, culturais, éticos, didác- a) Nas ilhas de povoamento mais concentrado ticos e de prática pedagógica. Esta última componente as sessões presenciais poderão decorrer no ocorre integrada na formação científica ao longo dos seis 1 Nem todos os candidatos têm perfil académico exigido para o ingresso nos cur- semestres e vocaciona-se para a socialização/formação en- sos de licenciatura que atribui competências para a docência no 2º e 3º ciclo. tre os/as formandos/as em exercício e outros profissionais Entretanto, ficam habilitados para o concurso aos cursos de complemento de no “terreno”, favorecendo a construção do conhecimento licenciatura para o Ensino Básico. 2 No momento da implementação do curso, caso houver disponibilidade de uma e competências sobre e na profissão. plataforma será dispensada a sebenta. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1169 espaço previamente definido e que aglomerará 2.2.2 Funcionamento todos (as) formandos (as), funcionando o desenvolvimento das Unidades Curriculares Tratando-se de um curso de funcionamento descentrali- dos respectivos semestres em momentos zado no caso da modalidade a distância, não se obriga que distintos (conforme a planificação, quadro nº 1). as sessões presenciais decorram nas instalações do IPCV (Escolas de formações de professores do Mindelo, Praia b) Nas ilhas de povoamento disperso, visando e Assomada). Garantindo o desenvolvimento curricular facilitar o acesso e o sucesso de todos (as) os formadores do IPCV deslocar-se-ão para os núcleos formandos (as), poder-se-à recorrer à de formação a fim de orientar as sessões presenciais, constituição de núcleos de formação próximos facilitando o acesso e o aproveitamento dos formandos. das localidades de residência ou de trabalho Salvaguarda-se a possibilidade de funcionamento de dos mesmos, sendo o funcionamento nos núcleos nas escolas da Praia, Assomada e Mindelo. mesmos moldes da a). A gestão curricular dos semestres no curso em exercício c) Nos concelhos em que existem escolas de formação a distância pode obedecer a uma planificação (tipo quadro de professores - IPCV, as turmas funcionarão nº 1) de forma a promover: a investigação; a qualidade e na respectiva escola, em regime pós-laboral e a solidez das aprendizagens; a interdisciplinaridade; a respeitando os mesmos princípios de formação conciliação formação e exercício profissional; oportuni- em exercício vigente. dades de sucesso dos formandos; Quadro nº1 – Planificação semestral das sessões Pausa para TI2 : 1 semana Pausa para TI4 : 1 semana Pausa para TI3 : 1 semana Pausa para TI5 : 1 semana 1º Momento 2º Momento 3º Momento 4 Momento semanas: 4 Semanas 4 Semanas: 4 Semanas.3 Avaliação Semestre Avaliação Semestre Semestres UCs1 : 2 UCs : 2 UCs – 2 UCs - 2 Semanas 16 Semanas 13 semana 11 Semana 12 Semana 14 Semana 17 Semana 18 semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 6 Semana 7 Semana 8 Semana 9 Semana 1 443000 002089 Geral do UCs ab ab ab ab ab cd cd cd cd cd et ef ef ef ef gh gh gh gh semestre Obs: As letras a,b,c,d,e,f,g,h….referem-se a Unidades Curriculares a serem oportunamente programadas ________________________________ 1 UCs – Unidades Curriculares 2 TI – Trabalho independente 3 TI – Trabalho independente 4 TI – Trabalho independente 5 TI – Trabalho independente ▪ Cada semestre organiza-se em quatro momentos ▪ Os (as) formandos (as) que não conseguirem curriculares presenciais, intercalados com os objectivos mínimos exigidos na UC, no uma semana destinada à realização dos âmbito da avaliação contínua, têm direito trabalhos independentes (TI) referentes aos aos exames de recursos, de acordo com o UC,s ministrados no momento respectivo. calendário académico em vigor na instituição. ▪ Os momentos têm a duração de quatro semanas, ▪ O último semestre do curso, é totalmente exceptuando o 3º que pode ter a duração de três destinado ao Estágio Supervisionado. Neste semanas. As UC,s com menor carga horária semestre, o (a) formando (a) permanece poderão ser ministradas neste momento. no seu local de trabalho e é visitado regularmente pelo metodólogo do IPCV, ▪ Tendo em conta a natureza do curso e a sua gestão pelos Coordenadores Pedagógicos e pela (1/3 de contacto e 2/3 independente), as UC,s Inspecção Escolar. Cada visita resulta num são semestrais, embora as sessões de contacto relatório que integrará o dossier do (a) se desenvolvem conforme a planificação estagiário (a), elemento fundamental na ilustrada no quadro nº 1. avaliação da UC. Outro elemento importante ▪ As duas semanas finais dos semestres (20 ª e 21ª) na avaliação do Estágio é o Portfólio que ele/ são destinadas à avaliação de todas as UC.s ela vai organizando durante este momento de do semestre. Os formandos apresentarão formação independente. para o (a) professor (a) e os (as) colegas 6. Carga horária e duração os trabalhos realizados na UC respectiva, produtos do estudo independente. Trata-se O Curso tem a duração de três anos, organizados em de uma oportunidade para a clarificação e seis semestres. Cada ano lectivo tem a duração de quaren- consolidação dos saberes adquiridos durante ta semanas distribuídas em vinte semanas semestrais, o estudo independente. incluindo duas semanas para as avaliações finais. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1170 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 A carga horária total regulamentar é de 3.000 horas O seguimento será feito pelo(a) metodólogo(a) do IP e incluindo todas as actividades de formação: as horas do o (o/a) coordenador(a) pedagógico da Delegação do MED contacto com o docente, de trabalho independente e de do respectivo concelho, sendo as estratégias descritas no avaliação. Regulamento do Estágio para este Curso. No curso em exercício presencial as horas de contacto Trata-se de um domínio curricular essencialmente com o docente ocupam 2/3 da carga horária total e em prático que ocupa 725 horas do curso e concretiza-se exercício a distância 1/3 e diversificam-se em: através da modalidade da prática pedagógica orientada e supervisionada, a partir do 2º semestre através de se- ▪ Ensino teórico minários de iniciação profissional, investigação, práticas ▪ Ensino teórico – prático pedagógicas em contextos de educação básica e sessões colectivas de partilha e reflexão. ▪ Prático e laboratorial Assim o Estágio organiza-se através das seguintes ▪ Trabalho de campo estruturas (cfr. Regulamento do Estágio): ▪ Seminários ▪ Coordenação do Estágio: Um(a) professor(a) metodólogo(a) ▪ Supervisão e orientação da Prática e Reflexão ▪ Comissão de Estágio: Metodólogos (as) e Educativa (PRE) Orientadores (as) ▪ Orientação tutorial 3 ▪ Grupos de Estágio: Estagiários (as) No curso em exercício a distância as horas de contacto A elaboração das ferramentas do Estágio – grelhas com o docente ocupam 1/3 da carga horária total e as individuais do(a) estagiário(a), grelhas de observação das horas de trabalho independente 2/3. Diversificam-se em: actividades, grelhas de registos das actividades condu- zidas pelos(as) estagiários(as) e grelhas de avaliação – é ▪ Estudo individual da responsabilidade do(a) coordenador(a). ▪ Trabalho de grupo 9. Metodologia ▪ Portfólio O curso está organizado em Unidades Curriculares. O 1 443000 002089 ▪ Estágio final funcionamento do curso respeita as normas e os princí- pios aplicados nos cursos de formação de professores em As horas de avaliação incluem os momentos de avalia- vigor na instituição, superiormente homologados. ção sumativa numa previsão de 10% da carga horária do Na modalidade a distância tem uma componente curso e das respectivas Unidades Curriculares. presencial/contacto e outra a distância/trabalho indepen- Com a duração de seis semestres, o curso visa formar dente, com excepção da disciplina do Estágio Pedagógico professores do Ensino Básico (1º ciclo), cujo perfil permite que é anual. Será desenvolvido em sessões presenciais e agir reflexiva e autonomamente nos contextos formais de a distância permitindo a diversificação e a combinação atendimento à infância. Com efeito, ao longo dos cinco de métodos e técnicas de ensino cuja abordagem geral semestres o (a) professor/formando (a) em exercício expe- orienta-se pela pedagogia de competências. rimentará situações, confrontará pedagogias e repensará Assim, durante as sessões presenciais / horas de con- formas de agir e de estar na profissão, de forma que ao tacto, os programas das diferentes UCs que integram o concluir o curso esteja apto para exercer com competência currículo deverão ser desenvolvidos privilegiando me- a sua profissão. todologias diversificadas, nomeadamente a exposição 7. Estágio Pedagógico dialogada, discussão - debate, leitura e análise de textos, oficinas pedagógicas, seminários, palestras, pedagogia O Estágio Pedagógico, adiante designado de Prática de projectos e conferências, de modo a propiciar o saber e Reflexão Educativa (PRE), representa a experimen- em acção desenvolvendo nos formandos a faculdade de tação sustentada e reflectida das competências gerais e mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, especificas do(a) Professor(a) do Ensino Básico (1º ciclo), capacidades, informações, entre outros) para solucionar ultrapassando a dimensão linear da aplicação de conhe- uma série de “situações” do quotidiano profissional. cimentos para se afirmar numa experiência formativa, A componente a distância deverá constar de trabalhos mobilizadora de saberes adquiridos ao longo da formação de grupo e/ou individuais permitindo, deste modo, a nos diferentes domínios curriculares, visando a resolução consolidação dos conhecimentos adquiridos nas sessões dos problemas do quotidiano da educação básica. presenciais e a ligação da teoria à prática. O Estágio é integrado na prática docente do (a) 10. REGIME DE AVALIAÇÃO E FREQUÊNCIA professor(a) em formação, permitindo a reflexão/acção/ reflexão e a aplicação permanente dos novos saberes ad- 10.1. Frequência quiridos durante a formação na resolução dos problemas O Plano Curricular do Curso de formação de Profes- quotidianos do ensino/aprendizagem no 1º ciclo. sores em Exercício está organizado em regime semi- presencial, com disciplinas semestrais exceptuando o 3 A tutoria adapta-se a cada contexto. Pode ser presencial e/ou a distância (via telefone, internet e outros) estágio pedagógico. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1171 Cada Unidade Curricular está organizado em horas Cada programa deverá integrar os elementos de de contacto com o docente e em horas de trabalho inde- avaliação e estes deverão ser dados ao conhecimento pendente (1/3 de Contacto e 2/3 Trabalho Independente do(a) aluno(a) no início do estudo da unidade curricular, nos cursos a distância e vice-versa no curso em exercício seminário ou outra actividade lectiva. São, todavia, os presencial). seguintes elementos padrão: (i) Um teste individual escrito ou oral sobre questões do programa; (ii) Um tra- As datas de início e fim das actividades lectivas, bem balho de investigação individual ou em grupo, que será como os períodos das avaliações em regime de época nor- defendido oralmente; Observação e registo das atitudes, mal e de recurso serão fixadas antes do início do curso comportamentos e nível de engajamento e participação com base nas decisões do Conselho Coordenador do IPCV nas actividades da unidade curricular. e do Conselho Cientifico de cada uma das Escolas. O Calendário do referido curso deverá ser socializado Poderão ser incluídos ou substituídos os elementos de no início do mesmo no seio da sociedade educativa da avaliação – padrão propostos, em concertação com o(a) instituição de forma a criar condições para as devidas Coordenador(a) do Curso. articulações interdisciplinares e redução dos riscos de Os parâmetros de avaliação são, igualmente, da res- sobreposição das actividades das Delegações do MED. ponsabilidade do(a) docente em concertação com (os) Todas as unidades curriculares, seminários e outras alunos (as). actividades são de frequência obrigatória, embora as O resultado do aproveitamento escolar do(a) aluno(a) exigências sejam sensivelmente diferenciadas, de acordo será expresso na escala de zero a vinte valores (0-20 com os respectivos pesos curriculares. valores). - Serão considerados(as) sem aproveitamento Os casos omissos neste documento referentes ao regime os (as) alunos (as) cujo número de faltas de avaliação deverão ser consultados no Regulamento do seja superior a 5% (cinco por cento) do total Curso e da Escola. referentes à seguinte unidade curricular: Prática e Reflexão Educativa. 11. - AVALIAÇÃO DO CURSO - Serão considerados sem aproveitamento os (as) O Curso deverá ser alvo da avaliação interna, sendo alunos (as) cujo número de faltas seja superior uma no final do primeiro ano lectivo e uma no final do a 1/34 do total referentes aos restantes Curso. unidades curriculares, seminários e qualquer 1 443000 002089 Deverão constar da avaliação os seguintes parâmetros outra actividade curricular. gerais; - O número de regências dos (as) alunos (as) ▪ O plano de estudos estagiários (as) no âmbito do Estágio Pedagógico é obrigatório, pelo que eventuais ▪ Os programas faltas (devidamente justificadas) deverão ser ▪ A gestão do curso obrigatoriamente repostas. ▪ Competências do formador - O registo das faltas nas referidas unidades curriculares é da responsabilidade dos (as) ▪ Desempenho do formando respectivos (as) docentes. A definição dos parâmetros específicos de avaliação é da Os casos omissos neste documento referentes ao regime responsabilidade da Direcção da Escola sob a aprovação de frequência deverão ser consultados nos Regulamentos no respectivo Conselho Científico e Conselho Coordena- do Curso e da Escola. dor da Instituição. 10.2 – Avaliação ▪ RECURSOS Os (as) alunos (as) estarão sujeitos (as) à avaliação em 1. Recursos Materiais todas as UCs, seminários e actividades lectivas constantes ▪ Instalações físicas no espaço de formação do Plano Curricular do Curso. ▪ Computador A avaliação pode ser feita através de uma das seguin- tes modalidades: Avaliação Contínua e Avaliação Final. ▪ Data Show Tendo em conta a natureza obrigatória das frequências ▪ Retroprojector todos (as) alunos (as) se sujeitam à avaliação continua. ▪ Giz Esta modalidade consiste na avaliação acumulativa resultante das permanentes relações interactivas entre ▪ Marcadores docentes e alunos (as). Engloba todos os trabalhos escri- ▪ Apagadores tos/orais, participação dos (as) alunos (as) nas actividades lectivas, atitudes e comportamentos observados. ▪ Materiais específicos de cada unidade curricular Os (as) alunos (as) que não conseguirem a nota mínima 2. Recursos Humanos exigida e ou desejada na unidade curricular, seminário Professores com competências técnico/científicas nas ou outra actividade lectiva sujeitam-se à Avaliação Final. UCs que integram o currículo. Esta modalidade consiste num exame final sobre todo o programa leccionado. Obs: Em anexo as memórias descritivas das Unidades Curriculares com as respectivas referências bibliográficas 4 Esta excepção no regime de frequência justifica-se pela especificidade da gestão curricular do curso. A Ministra, Fernanda Maria de Brito Marques https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1172 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 Portaria nº49/2011 Artigo 4.º de 26 de Dezembro Organização e duração do curso O Instituto Pedagógico solicitou, nos termos e ao abrigo 1. O Curso organiza-se em 46 (quarenta seis) Unidades da alínea c) do artigo 2.º do seu Estatuto, aprovado pelo Curriculares (UC) com 120 (cento e vinte) créditos, dis- Decreto-Regulamentar n.º 12/94, de 29 de Dezembro, o tribuídas em 4 (quatro) semestres. qual foi alterado pelo Decreto-Regulamentar nº 5/2002 de 11 de Novembro, conjugado com a alínea b) do artigo 6.º do 2. A carga horária total regulamentar é de 3.000 (três Regulamento das Escolas de Formação de Professores do mil) horas incluindo todas as actividades de formação: Ensino Básico que integram o Instituto Pedagógico, ane- as horas do contacto com o docente, de trabalho indepen- xo ao supracitado Decreto-Regulamentar, a autorização dente e de avaliação. para organizar e ministrar o Curso Inicial de Professores 3. As horas de contacto correspondem a 2/3 (dois terço) do Ensino Básico para, assim, responder às necessidades e as horas de trabalho independente correspondem a 1/3 sentidas pelo Sistema Educativo cabo-verdiano. (um terço) da carga horária total. Tendo havido audição e aprovação, nos termos estatu- Artigo 5.º tários, dos competentes órgãos do Instituto Pedagógico; Natureza do Curso Por despacho do então Ministro da Educação e Despor- to, datado de 20 de Julho de 2010, foi concedida autori- O Curso tem natureza presencial e funciona em regime zação solicitada, a qual ora se formaliza. normal, com a integração contínua da teoria, da prática num processo de diálogo permanente, permitindo a re- Nestes termos, flexão – acção – reflexão. No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo Artigo 6.º 208.º da Constituição: Metodologia Manda o Governo, pela Ministra da Educação e Des- porto, o seguinte: 1. O curso está organizado em Unidades Curriculares por semestre com excepção da disciplina do Estágio Pe- 1 443000 002089 Artigo 1.º dagógico que é anual. Objecto 2. Para efeitos do número anterior, durante o Curso, É autorizado ao Instituto Pedagógico a organizar o os programas das diferentes Unidades Curriculares que Curso Inicial de Professores do Ensino Básico, doravante integram o currículo devem ser desenvolvidos, privile- designado Curso. giando metodologias diversificadas, nomeadamente a exposição dialogada, discussão, debate, leitura e análise Artigo 2.º de textos, oficinas pedagógicas, seminários, palestras, Objectivo do Curso pedagogia de projectos e conferências, de modo a propiciar o saber em acção, desenvolvendo nos formandos a facul- O Curso visa os seguintes objectivos: dade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos a) Capacitar professores para responder aos para solucionar uma série de “situações” do quotidiano desafios actuais da educação Básica, no país; profissional. Artigo 7.º b) Formar professores nos aspectos científicos, pedagógicos, culturais e pessoal visando a Condições de acesso condução do processo educativo; Podem candidatar-se ao Curso os docentes em exercício c) Desenvolver competências no domínio de de funções que satisfaçam os seguintes requisitos: pedagogia de integração curricular e abordagem por competências; a) Terem o 12º (décimo segundo) ano de escolaridade ou equivalente; e d) Preparar os professores para o atendimento das crianças com necessidades educativas b) Serem aprovados no teste de selecção. especiais em contexto educativo; Artigo 8.º e) Desenvolver competências no domínio da Selecção de candidatos planificação, avaliação, coordenação e supervisão adequadas aos contextos 1. A selecção dos candidatos à frequência do Curso é educativos do ensino básico. feita mediante concurso de acesso. Artigo 3.º 2. O processo de concurso de acesso é instruído com os Plano de estudos seguintes documentos: É aprovado o plano de estudos do curso nos termos do a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante. Instituto Pedagógico; https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1173 b) Certificado de habilitações literárias; ANEXO c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do Plano Curricular do Curso Inicial de Professores candidato exigido para o Curso; e do Ensino Básico d) Fotocópia do Bilhete de identidade. 1. CONTEXTUALIZAÇÃO Artigo 9.º A educação básica tem um papel fundamental na pro- Matrículas moção do desenvolvimento integral da criança, enquanto instrumento de integração e inclusão social. Assim, o O processo de matrícula é instruído com os seguintes desenvolvimento da criança nos seus múltiplos aspectos documentos: constitui o objectivo central do Instituto Pedagógico de a) Boletim de matrícula; Cabo Verde como instituição de Formação de Professores do Ensino Básico e outros agentes educativos. b) Atestado médico; A problemática da universalidade, da qualidade do c) Registo criminal; e ensino, do alargamento da escolaridade básica e da equidade da qualidade do ensino, fazem parte das reco- d) Duas fotografias, tipo passe. mendações da UNESCO no que concerne aos Objectivos Artigo 10.º do Milénio (ODM) e constituem acima de tudo, grandes desafios de Cabo Verde enquanto país de desenvolvi- Prazos mento médio. Os prazos de candidatura, selecção e matrícula são fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido O processo da materialização dos desafios acima men- o Conselho Científico das Escolas de Formação de Profes- cionados, impõe introdução de mudanças no Sistema sores, e afixados nas instalações do Instituto Pedagógico. Educativo cabo-verdiano, recentemente traduzidas na publicação da nova Lei de Bases do Sistema Educativo Artigo 11.º - Decreto-Lei n°2/2010 de 7 de Maio. Avaliação A sociedade actual, dominada pela globalização e pelo 1 443000 002089 1. Os alunos estão sujeitos à avaliação em todas as impacto do conhecimento científico e tecnológico em to- Unidades Curriculares, seminários e actividades lectivas das as dimensões da vida social, interpela ao Instituto constantes do Plano Curricular do Curso. Pedagógico como instituição de formação a reflectir e a questionar sobre os paradigmas de formação de profes- 2. A avaliação é feita através das seguintes modali- sores capazes de produzir respostas sustentáveis aos dades: desafios do Milénio (OMD). Com efeito, os professores do ensino básico devem estar conscientes do seu papel a) Avaliação Contínua; e e da importância da competência social como requisito b) Avaliação Final. essencial para uma boa adaptação da criança, tanto no presente como no seu desenvolvimento e educação ao 3. A avaliação Continua e a Avaliação Final são feitas longo da vida. de acordo com o previsto no Regulamento Interno de funcionamento do Curso. Nos últimos anos e, com vista ao cumprimento da sua missão, o Instituto Pedagógico, dispensou particular Artigo 12.º atenção ao subsistema básico relativamente à introdução Certificado de mudanças no que concerne ao Plano de Estudos da Formação, Inicial, em Exercício e a Distância de Profes- No final do Curso, os formados são certificados com um sores, tendo em conta a equidade da qualidade insertos Diploma de Formação de Professores do Ensino Básico na EPT e nos ODM. de nível médio. Artigo 13.º Assim, à luz do Decreto-lei n° 2/2010 de 7 de Maio, a nova Lei de Bases do Sistema Educativo, no seu Capitulo Produção de efeito III, (Secção I, Artigo 12º B), o Ensino Básico é universal, obrigatório e gratuito. O subsistema da educação escolar O disposto na presente portaria produz efeitos desde tem a duração de 8 anos (artº20) e compreende três ciclos o dia 10 de Julho de 2010. sequenciais exigindo um perfil específico do docente para Artigo 14.º cada ciclo (generalista no 1º ciclo, em regime de docente Entrada em vigor por área no 2º ciclo, e em regime de um docente por dis- ciplina ou grupo de disciplinas no 3º ciclo). Esta portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Face aos imperativos da nova LBSE e, face às neces- sidades reais do sistema, diversos encontros e reflexões, Gabinete da Ministra da Educação e Desportos, na conduziram ao processo de Revisão Curricular do Curso Praia, aos 18 de Outubro de 2011. – A Ministra, Fernanda Inicial de Professores do Ensino Básico, que de acordo Maria de Brito Marques com o novo Plano de Estudos ficarão habilitados para https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1174 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 exercerem a docência no 1° Ciclo, sem prejuízo à candi- 5. ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO CURSO datura/frequência a planos futuros de complemento de formação superior, que os habilitarão para a leccionação A organização e funcionamento do curso respeitam as de todo o ensino básico nos termos da nova Lei da Bases normas e os princípios aplicados nos cursos de formação do Sistema Educativo. de professores em vigor na instituição, superiormente homologados. Contudo, adapta-se às especificidades do 2. OBJECTIVOS DO CURSO público – alvo e da respectiva gestão. Objectivos 5.1. Organização O curso de formação de professores do ensino básico O Curso organiza-se em 46 Unidades Curriculares visa os seguintes objectivos: (UCs) com 120 créditos distribuídas em quatro semestres. É de natureza presencial e funciona em regime normal, ▪ Capacitar professores para responder aos desafios com a integração contínua da teoria, da prática, num actuais da educação básica. processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão – acção – reflexão. ▪ Formar professores nos aspectos científicos, pedagógicos, culturais e pessoal visando a Assim, organiza-se, articuladamente, em torno de condução do processo educativo. domínios curriculares científicos, culturais, éticos, didác- ticos e de prática pedagógica. Esta última componente ▪ Desenvolver competências no domínio de ocorre integrada na formação científica ao longo dos pedagogia de integração curricular e quatro semestres e vocaciona-se para a socialização/ abordagem por competências. formação entre os/as formandos/as e outros profissionais no “terreno”, favorecendo a construção do conhecimento ▪ Preparar os professores para o atendimento e competências sobre e a profissão. das crianças com necessidades educativas especiais em contexto educativo. Permitindo uma sólida formação académica e profis- sional, alicerçada nos quatro pilares do saber - SABER, ▪ Desenvolver competências no domínio da SABER FAZER, SABER SER e SABER ESTAR - as planificação, avaliação, coordenação e Unidades Curriculares que integram o curso agrupam-se 1 443000 002089 supervisão adequadas aos contextos em cinco domínios curriculares estruturantes: educativos do ensino básico. ▪ Formação educacional geral: 16% 3. CRITÉRIO E PERFIL DE ENTRADA ▪ Formação específica na área da docência: 28% 1 – Habilitação – 12º ano ▪ Metodologia específica: 23% 2 – Critério de ingresso – Aprovação no teste de conhecimento ▪ Formação para a cidadania: 5% 4. PERFIL DE SAÍDA ▪ Iniciação à prática profissional: 28% 5.2. Natureza e Funcionamento Concluído o curso inicial, o professor do ensino básico deverá ter o seguinte perfil: 5.2.1 Natureza a) Competências O eixo epistemológico do curso, com enfoque na do- cência e gestão no ensino básico, articula as dimensões ▪ Capacitado para gerir o currículo do ensino básico. políticas, legais e pedagógicas, reputando as actuações ▪ Preparado para intervir numa sociedade em institucionais para o direito à Educação de Qualidade mudança, fortemente afectada pelos conflitos para o Ensino Básico. e contradições da modernidade. Sendo assim, a abordagem assumida neste curso justifica-se pela concepção da Educação no ensino básico ▪ Dotado de uma mentalidade aberta à inovação, alicerçada nos princípios definidos na nova Lei de Base ao progresso e respeito ao ambiente e direitos do Sistema Educativo, que em termos de perfil docente, humanos. admite a monodocência no 1º ciclo, a pluridocência por ▪ Dotado de competências para investigação e área disciplinar no 2º ciclo e a pluridocência disciplinar no resolução de problemas no sistema educativo. 3º ciclo. Ressalva-se, contudo, que para este público-alvo o presente curso destina-se à formação de competências b) Certificação docentes até ao 1º ciclo do ensino básico à luz da nova LBSE. Uma abordagem que compreende que a educação Os formados serão certificados com o diploma de pro- básica só se concretiza inserida em realidades sociais fessores do ensino básico nos termos da conjugação das concretas, portanto, na história e na cultura, aspectos portarias nº 50/2000 de 27 de Dezembro e 48 /2004 de imprescindíveis para o desenvolvimento da criança em 18 de Outubro suas dimensões física, psicológica e intelectual. Neste https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1175 aspecto, a proposta pedagógica do curso sustenta-se no As horas de contacto correspondem a 2/3 da carga princípio da interdisciplinaridade a partir da contribuição horária total e diversificam-se em: de diversos campos do saber: Psicologia, Artes, Linguís- tica, Didáctica, Sociologia, Filosofia, História, Política, ▪ Ensino teórico Biologia, Ética, Cultura, entre outros. ▪ Ensino teórico – prático As Unidades Curriculares desenvolvem-se em aulas de natureza teórica – prática, teórica e prática, sendo ▪ Prático e laboratorial 2/3 em sessões de contacto orientadas pelo (a) docente do ▪ Trabalho de campo Instituto Pedagógico e 1/3 em trabalho independente, com suporte a documentação específica para a auto-formação. ▪ Seminários 2.2.2 Funcionamento ▪ Supervisão e orientação da Prática e Reflexão O Curso inicial de Professores do Ensino Básico é pre- Educativa (PRE) sencial, de nível médio e está organizado em semestres. ▪ Orientação tutorial. A organização e funcionamento do Curso objectiva As horas de trabalho independente correspondem a 1/3 atender às exigências de formação de profissionais de da carga horária total e diversificam-se em: educação, ao perfil de entrada e de saída dos formandos, à Lei de Bases do Sistema Educativo, bem como, ao ▪ Estudo individual contexto sócio-económico e cultural nacional. Assim, o eixo epistemológico do curso, com enfoque na docência, ▪ Trabalho de grupo articula as dimensões políticas, legais e pedagógicas, reputando as actuações institucionais para o direito à ▪ Portfólio Educação de Qualidade. ▪ Estágio final Assume-se, assim, uma organização que se articula em torno de componentes científicas, culturais, éticas, As horas de avaliação incluem os momentos de avaliação sumativa numa previsão de 10% da carga horária do 1 443000 002089 didácticas e de prática pedagógica. Esta última compo- nente ocorre integrada e ao longo dos dois anos do curso, curso e das respectivas Unidades Curriculares. vocacionando-se para a socialização/formação do forman- do nos contextos aonde irá exercer profissionalmente, fa- Com a duração de quatro semestres, o curso visa vorecendo a construção do conhecimento e competências formar professores do Ensino Básico cujo perfil permite sobre e na profissão. agir reflexiva e autonomamente nos contextos formais de atendimento à escolaridade básica. Com efeito, ao longo O Curso está organizado pelo sistema de unidades de dos quatro semestres o (a) professor/formando(a) experi- crédito, obedecendo a um plano integrado teórico-prática, mentará situações, confrontará pedagogias e repensará sendo crescente o peso da prática ao longo do desenvol- formas de agir e de estar na profissão, de forma que ao vimento do curso. concluir o curso esteja apto para exercer com competência a sua profissão. As aulas teóricas e as teórico-práticas decorrerão nas Escolas de Formação de Professores(as) do Ensino Bá- 7. Estágio Pedagógico sico do IPCV e as práticas terão lugar privilegiado nas instituições de acolhimento oficializadas sem prejuízo O Estágio Pedagógico, adiante designado de Prática e às actividades práticas cuja execução mais se ajuste ao Reflexão Educativa (PRE), representa a experimentação contexto da instituição de formação. sustentada e reflectida das competências gerais e especi- ficas do(a) Professor(a) do Ensino Básico ultrapassando O Curso funcionará com um horário que permita a dimensão linear da aplicação de conhecimentos para compatibilizar a sua frequência com a investigação e a se afirmar numa experiência formativa, mobilizadora de participação em actividades de extensão académica im- saberes adquiridos ao longo da formação nos diferentes portantes no favorecimento do desenvolvimento pessoal domínios curriculares, visando a resolução dos problemas e social do futuro profissional. do quotidiano da educação básica. 6. Carga horária e duração A PRE desenvolve-se ao longo do curso, com início no 1º semestre, distribuindo-se em três momentos funda- O Curso tem a duração de dois anos, organizados em mentais numa dinamização de reflexão/acção/reflexão quatro semestres. Cada ano lectivo tem a duração de e corresponde a 625h da carga horária total do curso e quarenta semanas distribuídas em vinte semanas semes- diversifica-se em: trais, incluindo duas semanas para as avaliações finais. ▪ Contextualização A carga horária total regulamentar é de 3.000 horas incluindo todas as actividades de formação: as horas do ▪ Observação contacto com o docente, de trabalho independente e de avaliação. ▪ Estágio no contexto Educação do Ensino Básico https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1176 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 Assim o Estágio organiza-se através das seguintes sensivelmente diferenciadas, de acordo com estruturas (cfr. Regulamento do Estágio): os respectivos pesos curriculares. ▪ Coordenação do Estágio: Um(a) professor(a) ▪ Serão considerados(as) sem aproveitamento metodólogo(a) os (as) alunos (as) cujo número de faltas seja superior a 5% (cinco por cento) do total ▪ Comissão de Estágio: Metodólogos (as) e referentes à seguinte unidade curricular: Orientadores (as) Prática e Reflexão Educativa. ▪ Grupos de Estágio: Estagiários (as) ▪ Serão considerados sem aproveitamento os (as) alunos (as) cujo número de faltas seja superior A elaboração das ferramentas do Estágio – grelhas a 1/35 do total referentes aos restantes individuais do(a) estagiário(a), grelhas de observação das unidades curriculares, seminários e qualquer actividades, grelhas de registos das actividades condu- outra actividade curricular. zidas pelos(as) estagiários(as) e grelhas de avaliação – é da responsabilidade do(a) coordenador(a). ▪ O número de regências dos (as) alunos (as) estagiários (as) no âmbito do Estágio 9. Metodologia Pedagógico é obrigatório, pelo que eventuais O curso está organizado em Unidades Curriculares faltas (devidamente justificadas) deverão ser por semestre com excepção da disciplina do Estágio Pe- obrigatoriamente repostas. dagógico que é anual. ▪ O registo das faltas nas referidas unidades curriculares é da responsabilidade dos (as) Assim, durante o curso, os programas das diferentes respectivos (as) docentes. UCs que integram o currículo deverão ser desenvolvidos privilegiando metodologias diversificadas, nomeadamen- ▪ Os casos omissos neste documento referentes ao te a exposição dialogada, discussão - debate, leitura e regime de frequência deverão ser consultados análise de textos, oficinas pedagógicas, seminários, pa- nos Regulamentos do Curso e da Escola. lestras, pedagogia de projectos e conferências, de modo a propiciar o saber em acção desenvolvendo nos formandos 10.2 – Avaliação a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cogni- 1 443000 002089 ▪ Os (as) alunos (as) estarão sujeitos (as) à avaliação tivos (saberes, capacidades, informações, entre outros) em todas as UCs, seminários e actividades para solucionar uma série de “situações” do quotidiano lectivas constantes do Plano Curricular do profissional. Curso. 10. Regime de Avaliação e Frequência ▪ A avaliação pode ser feita através de uma das seguintes modalidades: Avaliação Contínua e 10.1 - Frequência Avaliação Final. ▪ O Plano Curricular do Curso de Formação de ▪ Tendo em conta a natureza obrigatória das Professores em Exercício está organizado em frequências todos (as) alunos (as) se sujeitam regime presencial, com disciplinas semestrais à avaliação continua. Esta modalidade exceptuando o estágio pedagógico. consiste na avaliação acumulativa resultante ▪ Cada semestre está organizado em aulas das permanentes relações interactivas entre presenciais (2/3 de Contacto e 1/3 Trabalho docentes e alunos (as). Engloba todos os Independente). trabalhos escritos/orais, participação dos (as) alunos (as) nas actividades lectivas, atitudes ▪ As datas de início e fim das actividades lectivas, e comportamentos observados. bem como os períodos das avaliações em regime de época normal e de recurso serão ▪ Os (as) alunos (as) que não conseguirem a nota fixadas antes do início do curso com base nas mínima exigida e ou desejada na unidade decisões do Conselho Coordenador do IPCV curricular, seminário ou outra actividade e do Conselho Cientifico de cada uma das lectiva sujeitam-se à Avaliação Final. Esta Escolas. modalidade consiste num exame final sobre todo o programa leccionado. ▪ O Calendário do referido curso deverá ser ▪ Cada programa deverá integrar os elementos socializado no início do mesmo no seio da de avaliação e estes deverão ser dados ao sociedade educativa da instituição de forma conhecimento do(a) aluno(a) no início do a criar condições para as devidas articulações estudo da unidade curricular, seminário interdisciplinares e redução dos riscos de ou outra actividade lectiva. São, todavia, os sobreposição das actividades das Delegações seguintes elementos padrão: (i) Um teste do MED. individual escrito ou oral sobre questões do ▪ Todas as unidades curriculares, seminários programa; (ii) Um trabalho de investigação e outras actividades são de frequência 5 Esta excepção no regime de frequência justifica-se pela especificidade da gestão obrigatória, embora as exigências sejam curricular do curso. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1177 individual ou em grupo, que será defendido Portaria nº 50/2011 oralmente; Observação e registo das atitudes, de 26 de Dezembro comportamentos e nível de engajamento e participação nas actividades da unidade O Instituto Pedagógico solicitou, nos termos e ao abrigo curricular. da alínea c) do artigo 2.º do seu Estatuto, aprovado pelo ▪ Poderão ser incluídos ou substituídos os Decreto-Regulamentar n.º 12/94, de 29 de Dezembro, o elementos de avaliação – padrão propostos, qual foi alterado pelo Decreto-Regulamentar nº 5/2002 de em concertação com o(a) Coordenador(a) do 11 de Novembro, conjugado com a alínea b) do artigo 6.º do Curso. Regulamento das Escolas de Formação de Professores do Ensino Básico que integram o Instituto Pedagógico, ane- ▪ Os parâmetros de avaliação são, igualmente, xo ao supracitado Decreto-Regulamentar, a autorização da responsabilidade do(a) docente em para organizar e ministrar o Curso Inicial de Professores concertação com (os) alunos (as). do Ensino Básico para, assim, responder às necessidades ▪ O resultado do aproveitamento escolar do(a) sentidas pelo Sistema Educativo cabo-verdiano. aluno(a) será expresso na escala de zero a Tendo havido audição e aprovação, nos termos estatu- vinte valores (0-20 valores). tários, dos competentes órgãos do Instituto Pedagógico; ▪ Os casos omissos neste documento referentes ao regime de avaliação deverão ser consultados Por despacho do então Ministro da Educação e Desporto, no Regulamento do Curso e da Escola. datado de 20 de Julho de 2010, foi concedida autorização solicitada, a qual ora se formaliza. 11. - Avaliação do Curso Nestes termos, e O Curso deverá ser alvo da avaliação interna, sendo uma no final do primeiro ano lectivo e uma no final do No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo Curso. 208.º da Constituição: Deverão constar da avaliação os seguintes parâmetros Manda o Governo, pela Ministra da Educação e Des- gerais; porto, o seguinte: 1 443000 002089 ▪ O plano de estudos Artigo 1.º ▪ Os programas Objecto ▪ A gestão do curso É autorizado ao Instituto Pedagógico a organizar o ▪ Competências do formador Curso de Formação de Educadores de Infância doravante ▪ Desempenho do formando designado Curso. A definição dos parâmetros específicos de avaliação é da Artigo 2.º responsabilidade da Direcção da Escola sob a aprovação Objectivo do Curso no respectivo Conselho Científico e Conselho Coordenador da Instituição. O Curso visa os seguintes objectivos: RECURSOS a) Formar profissionais com qualidade para 1. Recursos Materiais trabalhar na área da educação pré-escolar; ▪ Instalações físicas no espaço de formação b) Formar Educadores de Infância nos aspectos ▪ Computador científico, pedagógico, cultural e pessoal, visando uma melhor condução do processo ▪ Data Show educativo; ▪ Retroprojector c) Promover o desenvolvimento de competências ▪ Giz que permitam a coordenação, planificação e supervisão adequadas aos contextos ▪ Marcadores educativos; e ▪ Apagadores d) Capacitar profissionais para a educação pré- ▪ Materiais específicos de cada unidade curricular escolar com competências para conceber, gerir e avaliar cursos de formação de agentes 2. Recursos Humanos educativos. · Professores com competências técnico/científicas Artigo 3.º nas UCs que integram o currículo. Obs: Em anexo as memórias descritivas das Unidades Plano de estudos Curriculares com as respectivas referências bibliográficas. É aprovado o plano de estudos do curso nos termos do A Ministra, Fernanda Maria de Brito Marques anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1178 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 Artigo 4.º Artigo 8.º Organização e duração dos cursos Selecção de candidatos 1. O Curso de Formação de Educadores de Infância 1. A selecção dos candidatos à frequência do Curso é organiza-se em 42 (quarenta e dois) Unidades Curricu- feita mediante concurso de acesso. lares (UC), com 120 (cento e vinte) créditos, distribuídas em 6 (seis) semestres. 2. O processo de concurso de acesso é instruído com os seguintes documentos: 2. A carga horária total é de 3.000 (três mil) horas incluindo as actividades de formação, de contacto com a) Boletim de inscrição de modelo aprovado pelo o docente e de trabalho independente do aluno e de Instituto Pedagógico; avaliação. b) Certificado de habilitações literárias; 3. As horas do contacto com o docente de trabalho independente, ocupam uma carga horária de 2/3 (dois c) Habilitações de acesso de acordo com o perfil do terços) e de 1/3 (um terço) respectivamente. candidato exigido para o Curso; e Artigo 5.º d) Fotocópia do Bilhete de Identidade. Natureza do Curso Artigo 9.º Matrículas O Curso tem natureza presencial e funciona em regi- me pós-laboral, com a integração contínua da teoria, da O processo de matrícula é instruído com os seguintes prática e da experiência profissional do formando, num documentos: processo de diálogo permanente, permitindo a reflexão – acção – reflexão. a) Boletim de matrícula; Artigo 6.º b) Atestado médico; Metodologia c) Registo criminal; e 1 443000 002089 1. O Curso é de natureza teórico-prática, presencial e semestral, com excepção da disciplina do Estágio Peda- d) Duas fotografias, tipo passe. gógico que é anual. Artigo 10.º 2. O Curso é desenvolvido em encontros presenciais, Prazos permitindo a diversificação e a combinação de métodos e técnicas de ensino cuja abordagem geral orienta-se pela Os prazos de candidatura, selecção e matrícula são pedagogia de competências. fixados anualmente pelo Conselho Coordenador, ouvido o Conselho Científico das Escolas de Formação de Profes- Artigo 7.º sores, e afixados nas instalações do Instituto Pedagógico. Condições de acesso Artigo 11.º 1. O ingresso no Curso de Educação de Infância está Avaliação sujeito aos seguintes requisitos mínimos definidos no respectivo Regulamento vigente na Instituição: 1. Os alunos estão sujeitos à avaliação em todas as disciplinas seminários e actividades lectivas constantes a) Comprovar, possuir habilitação académica do Plano Curricular do Curso. mínima de 10º (décimo) ano de escolaridade ou equivalente; 2. A avaliação pode ser feita através das seguintes modalidades: b) Ser aprovado no teste multidisciplinar na língua portuguesa, matemática, história e cultura a) Avaliação Contínua; e Cabo-verdiana); b) Avaliação Final. c) Apresentar o dossier completo da documentação exigida pelos serviços académicos da 3. A Avaliação Contínua e Avaliação Final são feitas instituição; e de acordo com o Regulamento Interno de funcionamento do Curso. d) Satisfazer as taxas de inscrição e matrícula Artigo 12.º prescritas pelo IPCV Certificado 2. Nas situações em que o número de aprovados é superior às vagas, a Instituição reserva-se à instituição No final do Curso os formados são certificados com o que aplicou a prova o direito de proceder à selecção dos Diploma de Formação de Professores do Ensino Básico candidatos com maior pontuação. de nível médio. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1179 Artigo 13.º dando, deste modo, relevância à importância que atribui Produção de efeito ao desenvolvimento e à educação da pequena infância. Nesta sequência, esforços têm sido envidados no sentido O disposto na presente portaria produz efeitos desde de se implementar estratégias concertadas e articuladas o dia 10 de Julho de 2010. entre as diferentes estruturas sociais do país com vista Artigo 14.º à promoção de uma educação inclusiva e do respeito à Entrada em vigor diversidade. Por isso, ciente da sua responsabilidade social e educativa, Cabo Verde tem vindo a acompanhar Esta portaria entra em vigor no dia seguinte ao da o movimento internacional de consciencialização da acção sua publicação. benéfica de uma educação de infância precoce. Gabinete da Ministra da Educação e Desportos, na A Lei de Bases do Sistema Educativo atribui às Au- Praia, aos 18 de Outubro de 2011. – A Ministra, Fernanda tarquias Locais a responsabilidade e a iniciativa de Maria de Brito Marques criar condições que conduzem ao alargamento da rede ANEXO de cobertura de instituições de atendimento pré-escolar. A coordenação pedagógica da educação pré-escolar é Plano de Estudos do Curso de Educadores assegurada pelo Ministério da Educação a quem cabe o de Infância papel de promotor e regulador de iniciativas de educação Contextualização/justificação de infância, e, não de empregador principal de agentes educativos. Parece actualmente consensual o reconhecimento da importância da protecção da pequena infância e do papel Efectivamente, apesar dos avanços significativos ve- da activação precoce do desenvolvimento intelectual, rificados no acesso à rede de jardins-de-infância, o país físico, afectivo e emocional da criança na promoção do debate-se ainda com um défice de cobertura a nível na- seu sucesso escolar. De facto, é inegável o papel decisivo cional da rede de jardins-de-infância. Esta situação gera da educação da infância na construção de estruturas grandes disparidades regionais em termos da cobertura fundadoras de suporte às aprendizagens futuras pro- e do acesso à educação, contribuindo para acentuar a motoras da aquisição de conhecimentos, capacidades e inequidade social e cultural das crianças em Cabo Verde. atitudes ulteriores. 1 443000 002089 O rápido aumento da cobertura de jardins-de-infância Em Cabo Verde, onde ainda uma parte significativa das que se deveu, em parte, à proliferação da oferta do serviço crianças nasce e vive em condições económicas e sócio- de atendimento das crianças na faixa etária dos 3 aos 5 familiares difíceis e de carências de vária ordem, a criação anos, não correspondeu, como era legítimo esperar, a uma de condições que favorecem o desenvolvimento das suas efectiva implementação de políticas coerentes de forma- capacidades com vista ao sucesso escolar e educativo ção de profissionais de educação de infância. De referir, ulteriores, tem representado uma preocupação central que a educação de infância, mais do que qualquer outro dos diferentes governos cabo-verdianos e um enorme nível de ensino, requer pessoal qualificado dotado entre desafio a ultrapassar. outras competências de conhecimentos sobre psicologia A problemática da educação de infância ganha vi- do desenvolvimento e da aprendizagem de crianças nesta sibilidade com a criação da Lei de Bases do Sistema faixa etária. Efectivamente, estudos têm demonstrado educativo6, publicada em 1990, que a passa a considerar que os primeiros anos de vida são decisivos para o desen- primeira etapa do ensino básico definindo os seus grandes volvimento físico, mental e emocional da criança. princípios reguladores de funcionamento. A educação de infância consiste “num conjunto de acções articuladas Assim, face aos constrangimentos de que nas décadas com a família visando, por um lado o desenvolvimento de 80 e 90 padecia a educação de infância em Cabo Verde da criança e, por outro, a sua preparação para o ingresso e que não foram a seu tempo resolvidos, esta é actual- no sistema escolar”. mente marcada por índices elevadíssimo de pessoal não possuidora de habilitação profissional e dotada de redu- Estes pressupostos encontram fundamento no quadro zidas habilitações académicas. Contudo, com a entrada da Acção de Dakar - Fórum Mundial sobre a Educação em funcionamento, nos últimos 5-10 anos de cursos de realizada em Abril de 2000, que estipula a obrigato- formação inicial e em exercício de monitores e educadores riedade de alargar as “actividades de protecção e de- de infância, surgidos da necessidade de reverter a situa- senvolvimento da pequena infância, particularmente ção de carência de profissionais qualificados em educação, a favor das crianças mais vulneráveis e desfavorecidas começa-se a registar sinais de melhoria. (…)” (PNA - EPT, Praia, 2002, p.17). De facto, Cabo Verde tem vindo a assumir compromissos nos diferentes A opção por modelos de formação de agentes educa- eventos internacionais7 em que se tem feito representar, tivos que se adeqúem aos diferentes contextos sociais, económicos e culturais das crianças, que se adaptem aos 6 Lei º101/III/90 e 29 de Dezembro. 7 Cimeira Mundial da Criança (1990), Conferência Internacional sobre a Assis- sistemas de valores que têm o homem como centro das tência à Criança Africana (1992), Declaração Mundial sobre a Educação para preocupações e atenções e que levam em consideração Todos (Jomtien, 1990), Fórum Mundial sobre a Educação (Dakar, 2000), tendo- se comprometido desencadear e implementar as seguintes acções (i) mobilizar os avanços tecnológicos ocorridos nas sociedades do co- recursos financeiro; (ii) elaborar o plano nacional de educação para todos até o nhecimento, configura-se numa estratégia de formação ano 2000, incluindo os domínios da saúde, nutrição, educação, abastecimento propiciadora de respostas eficazes aos novos desafios que de água e saneamento, protecção e defesa de criança (iii) a ratificar a Carta Africana dos Direitos e Bem-Estar da Criança (PNA - EPT. Praia, 2002, p.19). à Cabo Verde se colocam. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1180 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 Partindo destes pressupostos, parece fazer todo o sentido ▪ Comprovativo da habilitação académica mínima a elaboração de currículos de formação de educadores de de 10º ano de escolaridade ou equivalente. infância que reflictam as reais necessidades e expecta- tivas dos actores educativos, a quem cabe o papel de os ▪ Aprovação no teste multidisciplinar (Língua (re)construir e implementar. Estes currículos devem ser Portuguesa, Matemática, História e Cultura suficientemente abertos e flexíveis de modo a permitirem de Cabo Verde). a aquisição de competências estruturantes que promovem ▪ Nas situações em que o número de aprovados é a auto-aprendizagem ao longo da vida. superior às vagas reserva-se à instituição que aplicou a prova o direito de proceder à É um dado assente que a carência de pessoal qualifi- selecção dos candidatos com maior pontuação. cado constitui-se num dos maiores constrangimentos do sistema educativo e um dos desafios a ultrapassar a curto ▪ Apresentação do dossier completo da e médio prazos. Neste particular, o Instituto Pedagógico, documentação exigida pelos serviços entidade vocacionada para formação de agentes educati- académicos da instituição. vos, é chamado a desempenhar um papel preponderante na qualificação profissional destes agentes. ▪ Satisfazer as taxas de inscrição e matrícula prescritas pelo IPCV. Objectivos: ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO CURSO ▪ Formar profissionais com qualidade para trabalhar na área da educação pré-escolar; 7.1. Natureza e Funcionamento: ▪ Formar Educadores de Infância nos aspectos científico, O Curso de Educação de Infância Pleno é Presencial, pedagógico, cultural e pessoal, visando uma do nível médio e organizado em semestres. melhor condução do processo educativo; A organização e funcionamento do Curso objectiva ▪ Promover o desenvolvimento de competências atender às exigências de formação de profissionais de que permitam a coordenação, planificação e educação de infância, ao perfil de entrada e de saída dos supervisão adequadas aos contextos educativos; formandos, à Lei de Bases do Sistema Educativo, bem como ao contexto sócio-económico e cultural nacional. 1 443000 002089 ▪ Capacitar profissionais para a educação pré-escolar Assim, o eixo epistemológico do curso, com enfoque na com competências para conceber, gerir e avaliar docência e gestão na educação de infância, articula as cursos de formação de agentes educativos. dimensões políticas, legais e pedagógicas, reputando as actuações institucionais para o direito à Educação de Perfil de entrada: Qualidade para a infância. O candidato ao curso de Educadores de Infância deverá Sendo assim, a abordagem assumida neste curso ter o seguinte perfil: justifica-se pela concepção da Educação e de Infância que a norteia, ou seja, pela ruptura com uma noção abstracta ▪ 10º de escolaridade e universal de infância. Uma abordagem que compre- Perfil de saída: ende que a noção de infância só se concretiza inserida em realidades sociais concretas, portanto, na história e ▪ Educadores de infância capacitados para na cultura, aspectos imprescindíveis para o desenvolvi- responder às necessidades concretas do mento da criança em suas dimensões física, psicológica subsistema de educação de infância e intelectual. Neste aspecto, a proposta pedagógica do curso sustenta-se no princípio da interdisciplinaridade O educador deverá ter uma competência polivalente, a partir da contribuição de diversos campos do saber: deve saber trabalhar com conteúdos de natureza diversa Psicologia, Artes, Linguística, Didáctica, Sociologia, que abrangem desde cuidados básicos essenciais até co- Filosofia, História, Política, Biologia, Ética, Cultura, nhecimentos específicos, provenientes das diversas áreas entre outros. Assume-se assim uma organização que se do conhecimento. Deverá ainda saber reflectir constan- articula em torno de componentes científicas, culturais, temente sobre sua prática, debatendo com seus pares, éticas, didácticas e de prática pedagógica. Esta última dialogando com as famílias e a comunidade e buscando componente ocorre integrada e ao longo dos três anos informações necessárias para o trabalho que desenvolve. do curso, vocacionando-se para a socialização/formação O educador deve estar comprometido com a prática do formando nos contextos aonde irá exercer profissio- educacional, capaz de responder às demandas familiares nalmente, favorecendo a construção do conhecimento e e das crianças, assim como às questões específicas rela- competências sobre e na profissão. tivas aos cuidados e aprendizagens infantis. O Curso está organizado pelo sistema de unidades de crédito, obedecendo a um plano integrado teoria-prática, CRITÉRIOS DE INGRESSO sendo crescente o peso da prática ao longo do desenvol- vimento do curso. O ingresso no Curso de Educação de Infância Pleno Presencial está sujeito aos seguintes As aulas teóricas e as teórico-práticas decorrerão nas requisitos mínimos definidos no respectivo Escolas de Formação de Professores(as) do Ensino Bá- Regulamento: sico do IPCV e as práticas terão lugar privilegiado nas https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1181 instituições de acolhimento e de educação de infância Estágio Pedagógico oficiais, oficializadas e privadas sem prejuízo às activi- dades práticas cuja execução mais se ajuste ao contexto O Estágio Pedagógico, adiante designado de Prática da instituição de formação. e Reflexão Educativa, representa a experimentação sustentada e reflectida das competências gerais e es- O Curso inclui o estudo de quatro áreas fundamentais: pecificas do(a) educador(a) de infância, ultrapassando a dimensão linear da aplicação de conhecimentos para ▪ Ciência e Tecnologia se afirmar numa experiência formativa mobilizadora de saberes adquiridos ao longo da formação nas dife- ▪ Artes rentes áreas curriculares para resolver os problemas ▪ Metodologia do quotidiano da educação infantil. ▪ Prática e Reflexão Educativa Com base no Regulamento do Estágio do Curso que define a organização e funcionamento desta compo- Cada área inclui um leque de disciplinas consideradas nente curricular, uma rede de jardins e creches coo- fundamentais por favorecerem a construção do conheci- perantes acolhem e dão suporte ao programa da disci- mento e competências sobre e na profissão. plina, previamente elaborado pelo(a) Coordenador(a). Para que os(as) alunos(as) tenham oportunidade de O Curso funcionará com um horário que permita contactar com diferentes realidades e ampliar a sua compatibilizar a sua frequência com a investigação e a experiência, procura-se que os estágios se realizem em participação em actividades de extensão académica im- instituições diversificadas, tendo sempre apoio de um portantes no favorecimento do desenvolvimento pessoal elemento da Comissão do Estágio. e social do futuro profissional. Trata-se de uma área curricular essencialmente Carga Horária e Duração: prática que ocupa 21,8% da carga horária total do curso e concretiza-se através da modalidade da prá- O Curso tem a duração de três anos organizados em tica pedagógica orientada e supervisionada, a partir seis semestres. Cada ano lectivo tem a duração de quaren- do 2º semestre através de seminários de iniciação ta semanas distribuídas em vinte semanas semestrais, profissional, investigação, práticas pedagógicas em 1 443000 002089 incluindo duas semanas para as avaliações, uma em contextos de educação infantil e sessões colectivas de cada semestre. partilha e reflexão. A carga horária total regulamentar é de 3.000 horas Assim o Estágio organiza-se através das seguintes incluindo todas as actividades de formação: as horas do estruturas (cfr. Regulamento do Estágio: contacto com o docente, de trabalho independente e de avaliação. ▪ Coordenação do Estágio: Um(a) professor(a) metodólogo(a) As horas de contacto com o docente ocupam cerca de 2200 h da carga horária total e diversificam-se em: ▪ Comissão de Estágio: Metodólogos(as) e Orientadores(as) ▪ Ensino teórico ▪ Grupos de Estágio: Estagiários(as) ▪ Ensino teórico – prático A elaboração das ferramentas do Estágio – grelhas ▪ Prático e laboratorial individuais do(a) estagiário(a), grelhas de observação das actividades, grelhas de registos das actividades ▪ Trabalho de campo conduzidas pelos(as) estagiários(as) e grelhas de ava- ▪ Seminário liação – é da responsabilidade do(a) coordenador(a). ▪ Estágio METODOLOGIA ▪ Orientação tutorial O curso é de natureza teórico-prática, presencial e semestral, com excepção da disciplina do Estágio Pe- As horas de trabalho independente ocupam cerca de dagógico que é anual. Será desenvolvido em encontros 800 h da carga horária total e diversificam-se em: presenciais, permitindo a diversificação e a combinação de métodos e técnicas de ensino cuja abordagem geral ▪ Estudo individual orienta-se pela pedagogia de competências. ▪ Trabalho de grupo Assim os diferentes programas que integram o cur- ▪ Projecto rículo deverão ser desenvolvidos por meio de exposição dialogada, discussão - debate, leitura e análise de textos, As horas de avaliação inclui os momentos de avaliação oficinas pedagógicas, seminários, palestras, pedagogia de sumativa numa previsão de 10% da carga horária do projectos e conferências, de modo a propiciar o saber em curso e das respectivas disciplinas. acção ou seja, com base na definição de competência de https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1182 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 Perrenoud, desenvolver nos formandos “a faculdade de Avaliação mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações, entre outros) para solucionar 1. Os(as) alunos(as) estarão sujeitos(as) à avaliação em uma série de situações” do quotidiano profissional,. todas as disciplinas, seminários e actividades lectivas constantes do Plano Curricular do Curso. REGIME DE AVALIAÇÃO E FREQUÊNCIA 2. A avaliação pode ser feita através de uma das seguin- Frequência tes modalidades: Avaliação Contínua e Avaliação Final. 1. O Plano Curricular do Curso de Educação de Infân- 2.1 Tendo em conta a natureza obrigatória das frequências todos(as) alunos (as) se sujeitam cia Inicial Pleno está organizado em regime misto, com à avaliação continua. Esta modalidade disciplinas anuais e semestrais, não obstante a maior consiste na avaliação acumulativa resultante incidência em disciplinas semestrais. das permanentes relações interactivas entre docentes e alunos(as). Engloba todos 2. Cada semestre está organizado em 18 semanas os trabalhos escritos/orais, projectos, efectivas de aulas e uma semana para as avaliações em intervenção educativa, participação dos(as) regime de exame em época normal e de recurso. alunos(as) nas actividades lectivas, atitudes e comportamentos observados. 3. As datas de início e fim das actividades lectivas, bem como os períodos das avaliações em regime de época 2.2 Os(as) alunos(as) que não conseguirem a normal e de recurso serão fixadas antes do início do ano nota mínima exigida e ou desejada na lectivo com base nas decisões do Conselho Coordenador do disciplina, seminário ou outra actividade IPCV e do Conselho Cientifico de cada uma das Escolas. lectiva sujeitam-se à Avaliação Final. Esta modalidade consiste num exame final sobre 4. O Calendário do ano académico deverá ser socializa- todo o programa leccionado. do no início do ano lectivo no seio da sociedade educativa da instituição de forma a criar condições para as devidas 2.3 Cada programa deverá integrar os elementos articulações interdisciplinares e redução dos riscos de de avaliação e estes deverão ser dados 1 443000 002089 sobreposição das actividades. ao conhecimento do(a) aluno(a) no início do estudo da disciplina, seminário ou 5. Todas as disciplinas, seminários e outras actividades outra actividade lectiva. São, todavia, os curriculares são de frequência obrigatória, embora as seguintes elementos padrão: (i) Um teste exigências são sensivelmente diferenciadas, de acordo individual escrito ou oral sobre questões do programa; (ii) Um trabalho de investigação com os respectivos pesos curriculares. individual ou em grupo, que será defendido 5.1. Serão considerados sem aproveitamento os(as) oralmente; Observação e registo das atitudes, comportamentos e nível de engajamento e alunos (as) cujo número de faltas seja superior participação nas actividades da disciplina. a 5% (cinco por cento) do total referentes às seguintes disciplinas e seminários: 2.3.1 Poderão ser incluídos ou substituídos os Seminários de Iniciação profissional I e II, elementos de avaliação – padrão propostos, em Prática e Reflexão Educativa I,II, III e IV. concertação com o(a) Coordenador(a) do Curso. 5.2. Serão considerados sem aproveitamento os (as) 2.3.2 Os parâmetros de avaliação são, alunos (as) cujo número de faltas seja superior igualmente, da responsabilidade do(a) docente a 10% (dez por cento) do total referentes em concertação com (os) alunos (as). aos restantes das disciplinas, seminários e qualquer outra actividade curricular 3. O resultado do aproveitamento escolar do(a) aluno(a) será expresso na nota de zero a vinte valores. 5.3. O número de regências dos(as) alunos(as) estagiários(as) no âmbito do Estágio 4. Os casos omissos neste documento referentes ao Pedagógico é obrigatório, pelo que eventuais regime de avaliação deverão ser consultados no Regula- mento do Curso e da Escola. faltas (devidamente justificadas) deverão ser obrigatoriamente repostas. AVALIAÇÃO DO CURSO 5.4. O registo das faltas nas referidas disciplinas 1. O Curso deverá ser alvo da avaliação interna, sendo é da responsabilidade dos(as) respectivos(as) uma no final do primeiro ano lectivo e uma no final do Curso. docentes. 2. A definição dos parâmetros de avaliação é da res- 5.5. Os casos omissos neste documento referentes ao ponsabilidade da Direcção da Escola sob a aprovação no regime de frequência deverão ser consultados respectivo Conselho Científico e Conselho Coordenador nos Regulamentos do Curso e Escola. da Instituição. https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 1183 O COORDENADOR DO CURSO ▪ Zelar pela qualidade, cumprimento dos prazos e circulação/distribuição dos materiais de Perfil do Coordenador apoio da formação: textos de apoio, relatórios, fichas de acompanhamento…. São requisitos fundamentais para exercer as funções de Coordenador do Curso de Educação de Infância ▪ Controlar os riscos e imprevistos de forma a evitar transtornos do cumprimento da programação ▪ Ter titulação académica específica ou afins com didáctica o Curso. ▪ Ser docente a tempo inteiro na Escola de Formação ▪ Manter a Direcção informada sobre o de Professores do Ensino Básico; desenvolvimento do Curso, através de relatórios semestrais. ▪ Ser dinâmico, capacidade empática e versatilidade suficiente para resolver os imprevistos que 3. O Coordenador de Curso é responsável pela Quali- podem ocorrer na realização do curso; dade e pela Regularidade das Avaliações desenvolvidas no Curso. ▪ Ser Criativo e inovador; Nesta tarefa compete ao Coordenador do Curso: ▪ Capacidade de lidar com as diferenças; ▪ Controlar a regularidade e o desenvolvimento das ▪ Ministre aulas para os alunos do seu Curso, avaliações. vinculando-o, desta forma, ao Curso que dirige. ▪ Zelar para que os professores realizem os testes Em casos de férias, faltas ou outros impedimentos jus- nos prazos fixados, façam a revisão dos tificados, por período inferior ou igual a 30 (trinta) dias, mesmos e entreguem os resultados nos o Coordenador do Curso é substituído por um professor prazos estabelecidos, quer aos alunos, quer à do curso, integrante do Quadro Docente do Instituto Coordenação. Pedagógico, designado pela Directora da Escola. 1 443000 002089 Funções do Coordenador ▪ Coordenar os trabalhos de planificação e avaliação interdisciplinar do curso. 1. O Coordenador do Curso é responsável pela elabo- ração do Plano de Estudos do Curso. 4. O Coordenador é responsável pela dinamização da pesquisa científica entre os professores e alunos do Curso. Considerando que o Plano de Estudos do Curso deve ser concebido de acordo com a missão, os objectivos, a vocação A pesquisa científica exige condições e um programa e os princípios do Instituto Pedagógico, na sua concepção Especial de Iniciação Científica que o Instituto Pedagó- o Coordenador do Curso deverá concertar com a Direcção gico de momento não pode oferecer. Contudo dado à sua da Escola as linhas orientadoras da sua definição. importância no sucesso de Curso compete ao Coordenador, no exercício da sua criatividade: O Plano de Estudos do Curso não é uma tarefa solitária, mas sim solidária e compartilhada com os professores do ▪ Incentivar os docentes a fazerem projectos simples Curso de tal maneira que na sua execução seja vivenciada de pesquisa sobre objectos da Unidade nesses segmentos. Curricular que ministra. 2. O Coordenador do Curso é responsável pela super- ▪ Estimular os alunos do Curso a estudarem, com visão didactico-pedagógica e disciplinar do respectivo rigor científico, situações da realidade do seu Curso, zelando pela qualidade do ensino-aprendizagem quotidiano. e adequação curricular. ▪ Acompanhar o desenvolvimento do curso É fundamental que no momento da contratação dos docentes, o coordenador discute com os professores o sistematizando os dados e produzir um projecto pedagógico do Curso e a natureza das abordagens documento final sobre o curso. a nível dos diferentes módulos. 5. O Coordenador do Curso é responsável pela Prática Zelar pelo cumprimento dos programas e dos planos Pedagógica de ensino dos professores do curso deverá ser tarefa do coordenador do Curso de forma a salvaguardar o perfil Não obstante haver supervisores e metodólogos para de saída dos formandos previsto no projecto do Curso. fazer o seguimento da PPI (Prática Pedagógica Integrada), No cumprimento dessa tarefa compete ao coordenador: a realização, o acompanhamento do desenvolvimento da mesma deverá ser objecto de atenção do Coordenador ▪ Mediar as comunicações entre os intervenientes do Curso. no curso: Delegações do MEES, orientadores pedagógicos, formandos, Direcção da EFPHC. A Ministra, Fernanda Maria de Brito Marques https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503
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    Documento descarregado peloutilizador Adilson (10.73.103.139) em 27-02-2012 11:03:32. © Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 1184 I SÉRIE — NO 42 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 26 DE DEZEMBRO DE 2011 FAÇA OS SEUS TRABALHOS GRAFICOS NA INCV ––––o§o–––– NOVOS EQUIPAMENTOS NOVOS SERVIÇOS DESIGNER GRÁFICO AO SEU DISPOR 1 443000 002089 B O L E T I M OFICIAL Registo legal, nº 2/2001, de 21 de Dezembro de 2001 Av. Amílcar Cabral/Calçada Diogo Gomes,cidade da Praia, República Cabo Verde. C.P. 113 • Tel. (238) 612145, 4150 • Fax 61 42 09 Email: incv@gov1.gov.cv Site: www.incv.gov.cv AVISO ASSINATURAS Para o país: Para países estrangeiros: Por ordem superior e para constar, comunica-se que não serão aceites quaisquer originais destinados ao Boletim Oficial desde que não tragam Ano Semestre Ano Semestre aposta a competente ordem de publicação, assinada e autenticada com selo branco. I Série ...................... 8.386$00 6.205$00 I Série ...................... 11.237$00 8.721$00 Sendo possível, a Administração da Imprensa Nacional agradece o II Série...................... 5.770$00 3.627$00 II Série...................... 7.913$00 6.265$00 envio dos originais sob a forma de suporte electrónico (Disquete, CD, III Série ................... 4.731$00 3.154$00 III Série .................... 6.309$00 4.731$00 Zip, ou email). Os prazos de reclamação de faltas do Boletim Oficial para o Concelho Os períodos de assinaturas contam-se por anos civis e seus semestres. Os números publicados antes da Praia, demais concelhos e estrangeiro são, respectivamente, 10, 30 e de ser tomada a assinatura, são considerados venda avulsa. 60 dias contados da sua publicação. AVULSO por cada página ............................................................................................. 15$00 Toda a correspondência quer oficial, quer relativa a anúncios e à assinatura do Boletim Oficial deve ser enviada à Administração da PREÇO DOS AVISOS E ANÚNCIOS Imprensa Nacional. 1 Página .......................................................................................................................... 8.386$00 A inserção nos Boletins Oficiais depende da ordem de publicação neles 1/2 Página ....................................................................................................................... 4.193$00 aposta, competentemente assinada e autenticada com o selo branco, ou, na falta deste, com o carimbo a óleo dos serviços donde provenham. 1/4 Página ....................................................................................................................... 1.677$00 Não serão publicados anúncios que não venham acompanhados da Quando o anúncio for exclusivamente de tabelas intercaladas no texto, será o respectivo espaço importância precisa para garantir o seu custo. acrescentado de 50%. PREÇO DESTE NÚMERO — 690$00 https://kiosk.incv.cv 1CC23024-CA99-48E9-B40C-049746A8F503