Situado numa encosta aprazível, virada
sobre o rio, o Bairro Alto teve a sua origem
em 1513, quando o rei D. Manuel I autorizou a
urbanização da Vila Nova de Andrade, na
parte ocidental da cidade, fora das
muralhas medievais.
Com um traçado regular, formado por ruas
abertas e arejadas e fachadas planas, o
novo bairro acolheu a numerosa população
ligada às actividades marítimas da época
dos Descobrimentos, nomeadamente, à
construção de barcos e à participação nas
grandes armadas que descobriram os novos
continentes. A toponímia das ruas preserva
esta memória.
A instalação dos jesuítas, com a construção
da igreja de S. Roque, a partir de 1553, foi
decisiva para atrair a nobreza. Surgiu,
então, a designação de Bairro Alto de S.
Roque e este ganhou uma ambiente popular e,
simultaneamente, aristocrata, que ainda
hoje mantém e é bem visível no rico
património arquitectónico, formado por
Desde cedo, escritores e artistas
escolheram o Bairro Alto para viver. No século XIX, sob o impulso de
Almeida Garrettt e de Domingos Bontempo, o Conservatório de Artes
instalou-se no velho Convento dos Caetanos. Depois chegaram os
jornais e as tipografias, reforçando o ambiente cultural e boémio.
Todas as influências fazem parte da vida quotidiana deste bairro,
que possui um rico património histórico de grande valor cultural e
social. Zona residencial, é também espaço de lazer e convívio.
Com numerosos bares, cafés e
Rua do Século - (1959) - Foto de F.M. de Jesus Matias
(Antigo "Convento dos Caetanos“, actualmente Conservatório Nacional de Lisboa)
Pintura: José
Pedro – Blog
Bonecos de Bolso
Fotografia: Victor Nuno –
flickriver.com
Fotografia: André
Gonçalves
Fotografias: André
Gonçalves
Eduardo
Salavisa
Igreja de São Roque
Fotografias: Barragon – Panoramio.com
Fotografia: André Gonçalves
Fotografia: Tina
Wirsindfrei - flickr.com
Fotografia: André
Gonçalves
Fotografia: Oleg
Tiunchik
Guida Burt
(guidaburt@gmail.

Bairro Alto

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    Situado numa encostaaprazível, virada sobre o rio, o Bairro Alto teve a sua origem em 1513, quando o rei D. Manuel I autorizou a urbanização da Vila Nova de Andrade, na parte ocidental da cidade, fora das muralhas medievais. Com um traçado regular, formado por ruas abertas e arejadas e fachadas planas, o novo bairro acolheu a numerosa população ligada às actividades marítimas da época dos Descobrimentos, nomeadamente, à construção de barcos e à participação nas grandes armadas que descobriram os novos continentes. A toponímia das ruas preserva esta memória. A instalação dos jesuítas, com a construção da igreja de S. Roque, a partir de 1553, foi decisiva para atrair a nobreza. Surgiu, então, a designação de Bairro Alto de S. Roque e este ganhou uma ambiente popular e, simultaneamente, aristocrata, que ainda hoje mantém e é bem visível no rico património arquitectónico, formado por Desde cedo, escritores e artistas escolheram o Bairro Alto para viver. No século XIX, sob o impulso de Almeida Garrettt e de Domingos Bontempo, o Conservatório de Artes instalou-se no velho Convento dos Caetanos. Depois chegaram os jornais e as tipografias, reforçando o ambiente cultural e boémio. Todas as influências fazem parte da vida quotidiana deste bairro, que possui um rico património histórico de grande valor cultural e social. Zona residencial, é também espaço de lazer e convívio. Com numerosos bares, cafés e
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    Rua do Século- (1959) - Foto de F.M. de Jesus Matias (Antigo "Convento dos Caetanos“, actualmente Conservatório Nacional de Lisboa)
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    Fotografia: Victor Nuno– flickriver.com
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