Vila Real de Santo António
Começou a ser construída em março de
1774, sobre areais desertos perto do lugar
onde em tempos tinha sido a povoação de
Santo António de Arenilha.
O Marquês de Pombal propôs ao Rei D.
José I que se construísse uma cidade junto a
este ponto de entrada no Guadiana, o rio que
marca a fronteira entre Portugal e Espanha. Queria envolver as
pescas e controlar o pagamento de impostos. Mas já antes havia
grande atividade pesqueira e comercial entre povoações costeiras dos
dois lados da fronteira.
Tratava-se então de uma Vila regular, traçada de raiz segundo
os padrões arquitetónicos Iluministas , assim descrita por D. José I
em uma Carta Régia enviada ao governador do Algarve em 1773.
O traçado geométrico que fez nascer a cidade de Vila Real de
Santo António é ainda hoje a sua principal área comercial.
As ruas convergem para a Praça Marquês de Pombal, onde se
encontram os edifícios da Câmara Municipal e da igreja Matriz.
A rua Teófilo Braga, localmente conhecida como a Avenida, é a
principal artéria comercial da cidade. É antigo e intenso o comércio
com a vizinha Espanha, quer em tempos de proibições de contrabando,
quer em tempos de liberdade de circulação e moeda única.
O Centro Cultural António Aleixo foi o quartel da Vila na altura
da sua Fundação, tendo depois passado a ser o Mercado da Verdura.
Mais escondidas ficam duas outras pequenas praças: uma para
norte e outra para sul da Praça Marquês de Pombal, que também já la
estão desde que a cidade existe. Atualmente têm os nomes de dois
poetas aqui nascidos: Lutgarda Guimarães de Caires e António Aleixo.
Mais tarde nos finais do século XIX começaram a instalar-se em
Vila Real de Santo António as primeiras indústrias conserveiras. Nas
fábricas trabalhava-se principalmente a sardinha e o atum,
transformado depois em conservas que chegariam a Espanha e Itália,
países de onde vieram os grandes industriais instalados em Vila Real
de Santo António.
Estas atividades tiveram o seu apogeu em meados do século XX,
quando chegaram a funcionar em simultâneo mais de 40 fábricas. Com
a pesca e as conservas desenvolveram-se também a construção e
reparação naval e a litografia, atividades quem tiveram até há pouco
tempo peso na economia local.
Atualmente:
Beatriz Colaço. Nº9. 8ºC

Vrsa

  • 1.
    Vila Real deSanto António Começou a ser construída em março de 1774, sobre areais desertos perto do lugar onde em tempos tinha sido a povoação de Santo António de Arenilha. O Marquês de Pombal propôs ao Rei D. José I que se construísse uma cidade junto a este ponto de entrada no Guadiana, o rio que marca a fronteira entre Portugal e Espanha. Queria envolver as pescas e controlar o pagamento de impostos. Mas já antes havia grande atividade pesqueira e comercial entre povoações costeiras dos dois lados da fronteira. Tratava-se então de uma Vila regular, traçada de raiz segundo os padrões arquitetónicos Iluministas , assim descrita por D. José I em uma Carta Régia enviada ao governador do Algarve em 1773. O traçado geométrico que fez nascer a cidade de Vila Real de Santo António é ainda hoje a sua principal área comercial. As ruas convergem para a Praça Marquês de Pombal, onde se encontram os edifícios da Câmara Municipal e da igreja Matriz. A rua Teófilo Braga, localmente conhecida como a Avenida, é a principal artéria comercial da cidade. É antigo e intenso o comércio com a vizinha Espanha, quer em tempos de proibições de contrabando, quer em tempos de liberdade de circulação e moeda única. O Centro Cultural António Aleixo foi o quartel da Vila na altura da sua Fundação, tendo depois passado a ser o Mercado da Verdura. Mais escondidas ficam duas outras pequenas praças: uma para norte e outra para sul da Praça Marquês de Pombal, que também já la
  • 2.
    estão desde quea cidade existe. Atualmente têm os nomes de dois poetas aqui nascidos: Lutgarda Guimarães de Caires e António Aleixo. Mais tarde nos finais do século XIX começaram a instalar-se em Vila Real de Santo António as primeiras indústrias conserveiras. Nas fábricas trabalhava-se principalmente a sardinha e o atum, transformado depois em conservas que chegariam a Espanha e Itália, países de onde vieram os grandes industriais instalados em Vila Real de Santo António. Estas atividades tiveram o seu apogeu em meados do século XX, quando chegaram a funcionar em simultâneo mais de 40 fábricas. Com a pesca e as conservas desenvolveram-se também a construção e reparação naval e a litografia, atividades quem tiveram até há pouco tempo peso na economia local. Atualmente: Beatriz Colaço. Nº9. 8ºC