Aula 03 
Tipografia 
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Tipos de tipos 
Família: variações que a tipologia 
oferece. Há vários pesos e estilos 
para formar uma família completa. 
Um mesmo tipo pode ser italic, 
bold, normal, medium, extra bold, 
condensada, etc. 
Bastão 
Egipciana 
Elzevir 
Didot 
Fantasia 
Bastarda 
Tipografia é uma palavra de origem grega (typos – forma e graphein – escrita) e pode ser 
definida como o processo de criação na composição de um texto, dando ordem estrutural e 
forma para a comunicação impressa. 
Surgimento da escrita: 3400 AC - Na Mesopotâmia, os sumérios criaram o sistema cuneiforme, 
a primeira escritura do mundo. Tinha como suporte a pedra ou placas de argila. 
1450-55: Primeira impressão da Bíblia, por Johann Gutenberg, na Alemanha. Os trabalhos 
tiveram início em 1450, tendo Gutenberg usado uma prensa de tipos móveis. Calcula-se que 
tenha terminado em 1455. Marca o início da produção em massa de livros no Ocidente. 
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Bastão: Também chamada antiqua e lapidária, é a primeira das quatro famílias. Seu desenho foi inspirado 
nas inscrições lapidárias, fenícias ou gregas, feitas com bastão sobre tijolos de argila. 
É a mais simples e legível dos caracteres gráficos. É preferido em publicações de caráter técnico, e muito 
usado em trabalhos comerciais. 
Os nomes desta primeira mais usados são: Kabel, Grotesca, Futura, Lapidária, Helvética, Univers. A 
Egipciana: Essa segunda família apresenta o aspecto sólido das colunas egípcias. Sua base notadamente 
retangular, fácil de ser reconhecida, empresta-lhe equilíbrio e estabilidade, proporcionando o máximo 
de uniformidade ao texto. Destaca-se pela uniformidade de todos os traços. A predominância do preto 
sobre o branco, em sua construção, torna-o, talvez, o menos legível dos caracteres gráficos. 
Existem duas variantes da família Egipciana: Egipciana Inglesa, que tem o arredondamento inferior dos 
ângulos das serifas, e Italiana, que tem as serifas reforçadas. Aparecem em princípios do século XIX na 
Inglaterra. Caracteres de grande aplicação para avisos, catálogos, e na publicidade para títulos, cartazes, 
etc. Exemplos: Memphis, Época, Ramsés, Pharaom, Rockwell, Claredon, Landi, Beton. A 
Elzevir: O termo Elzevier foi empregado pela primeira vez em sentido genérico para designar o resultado da renovação 
dos caracteres ditos romanos, na tipografia contemporânea, e mais tarde serviu para definir os caracteres pelo aspecto 
triangular de sua base. 
Inspirado na escrita Romana, este tipo possui elegância rara. A distribuição perfeita de finos e grossos torna-o bem 
legível. É mais conveniente seu emprego em textos de livros e nas publicações de caráter clássico. 
Os nomes mais usados são: Garamond, Caslon, Romano, Elzevier, Baskerville, Times. A 
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Bastarda: Chama-se Bastarda 
um tipo de transição semigótica 
que, em tipologia, se inspira nos 
tipos fantasia manuscritas e que, 
por sua estilização ou fantasia, 
não se enquadra entre as famílias 
da classificação anterior. Ex: 
OldEnglish, Goudy Text. A 
Fantasia: São inspiradas no 
gosto de cada época e de enorme 
variedade. Inclui-se os tipos 
manuscritos. 
A 
Didot: Nome dado em homenagem a 
Francisco Ambrósio Didot, gráfico 
francês. Os tipos desta família são 
reconhecidos pelo exagero de finos 
e grossos traços na sua construção; a 
este contraste junta-se uma serifa de 
traço fino. 
É usado indistintamente em obras 
tradicionais e obras comuns. Os tipos 
mais conhecidos são: Bodoni, Mundial, 
Didot, Quirinus. 
A 
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Anatomia 
da Letra 
LUPTON, Ellen. Pensar com tipos: guia para designers, escritores, editores e estu-dantes. 
2. ed., São Paulo: Cosac Naify, 2013 
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LUPTON, Ellen. Pensar com tipos: guia para designers, escritores, editores e estu-dantes. 
2. ed., São Paulo: Cosac Naify, 2013 
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http://www.printi.com.br/blog 
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http://ilovetypography.com/2008/05/14/entao-voce-quer-criar-uma-fonte-parte-1/ 
Font Creator 
http://www.fontcreator.com 
FontLab Studio 
http://www.fontlab.com 
FontForge 
http://sourceforge.net/projects/fontforge/ 
Fontographer 
http://www.fontlab.com/font-editor/fontographer/ 
Softwares para criação de fontes 
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Exemplo de criação de fonte 
LUPTON, Ellen. Pensar com tipos: guia para designers, escritores, editores e estu-dantes. 
2. ed., São Paulo: Cosac Naify, 2013 
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Proposta de trabalho 
Desenvolvimento de fonte 
Esse trabalho poderá ser feito em grupo de até 3 alunos; 
Deverá ser impresso em A4; 
Além do impresso é necessário entregar o rough (rafe) feito à lápis; 
Na página o(s) aluno(s) deverá entregar o alfabeto completo com as letras maiúsculas, 
minúsculas e numerais. 
Prazo Final de Entrega: 22/09/2014 
Passo a passo: 
1) Desenhar uma fonte, pode ser em papel quadriculado ou offset, utilizando lápis; 
2) Depois com uma caneta preta de boa qualidade reforçar o traço e apagar o que não faz parte do desenho 
da fonte; 
3) Digitalizar a imagem através de scanner ou fotografar a letra com celular ou máquina fotográfica digital para 
gerar um jpg; 
4) Levar para um software que trabalha com vetores (Illustrator) e converter em vetor a imagem; 
5) Fazer os ajustes necessários; 
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
6) Aplicar cada letra no software de criação de fontes da sua preferência. 
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Aula03 tipografia

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  • 2.
    Tipos de tipos Família: variações que a tipologia oferece. Há vários pesos e estilos para formar uma família completa. Um mesmo tipo pode ser italic, bold, normal, medium, extra bold, condensada, etc. Bastão Egipciana Elzevir Didot Fantasia Bastarda Tipografia é uma palavra de origem grega (typos – forma e graphein – escrita) e pode ser definida como o processo de criação na composição de um texto, dando ordem estrutural e forma para a comunicação impressa. Surgimento da escrita: 3400 AC - Na Mesopotâmia, os sumérios criaram o sistema cuneiforme, a primeira escritura do mundo. Tinha como suporte a pedra ou placas de argila. 1450-55: Primeira impressão da Bíblia, por Johann Gutenberg, na Alemanha. Os trabalhos tiveram início em 1450, tendo Gutenberg usado uma prensa de tipos móveis. Calcula-se que tenha terminado em 1455. Marca o início da produção em massa de livros no Ocidente. aula03.indd 2 09/09/14 00:23
  • 3.
    Bastão: Também chamadaantiqua e lapidária, é a primeira das quatro famílias. Seu desenho foi inspirado nas inscrições lapidárias, fenícias ou gregas, feitas com bastão sobre tijolos de argila. É a mais simples e legível dos caracteres gráficos. É preferido em publicações de caráter técnico, e muito usado em trabalhos comerciais. Os nomes desta primeira mais usados são: Kabel, Grotesca, Futura, Lapidária, Helvética, Univers. A Egipciana: Essa segunda família apresenta o aspecto sólido das colunas egípcias. Sua base notadamente retangular, fácil de ser reconhecida, empresta-lhe equilíbrio e estabilidade, proporcionando o máximo de uniformidade ao texto. Destaca-se pela uniformidade de todos os traços. A predominância do preto sobre o branco, em sua construção, torna-o, talvez, o menos legível dos caracteres gráficos. Existem duas variantes da família Egipciana: Egipciana Inglesa, que tem o arredondamento inferior dos ângulos das serifas, e Italiana, que tem as serifas reforçadas. Aparecem em princípios do século XIX na Inglaterra. Caracteres de grande aplicação para avisos, catálogos, e na publicidade para títulos, cartazes, etc. Exemplos: Memphis, Época, Ramsés, Pharaom, Rockwell, Claredon, Landi, Beton. A Elzevir: O termo Elzevier foi empregado pela primeira vez em sentido genérico para designar o resultado da renovação dos caracteres ditos romanos, na tipografia contemporânea, e mais tarde serviu para definir os caracteres pelo aspecto triangular de sua base. Inspirado na escrita Romana, este tipo possui elegância rara. A distribuição perfeita de finos e grossos torna-o bem legível. É mais conveniente seu emprego em textos de livros e nas publicações de caráter clássico. Os nomes mais usados são: Garamond, Caslon, Romano, Elzevier, Baskerville, Times. A aula03.indd 3 09/09/14 00:23
  • 4.
    Bastarda: Chama-se Bastarda um tipo de transição semigótica que, em tipologia, se inspira nos tipos fantasia manuscritas e que, por sua estilização ou fantasia, não se enquadra entre as famílias da classificação anterior. Ex: OldEnglish, Goudy Text. A Fantasia: São inspiradas no gosto de cada época e de enorme variedade. Inclui-se os tipos manuscritos. A Didot: Nome dado em homenagem a Francisco Ambrósio Didot, gráfico francês. Os tipos desta família são reconhecidos pelo exagero de finos e grossos traços na sua construção; a este contraste junta-se uma serifa de traço fino. É usado indistintamente em obras tradicionais e obras comuns. Os tipos mais conhecidos são: Bodoni, Mundial, Didot, Quirinus. A aula03.indd 4 09/09/14 00:23
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    Anatomia da Letra LUPTON, Ellen. Pensar com tipos: guia para designers, escritores, editores e estu-dantes. 2. ed., São Paulo: Cosac Naify, 2013 aula03.indd 5 09/09/14 00:23
  • 6.
    LUPTON, Ellen. Pensarcom tipos: guia para designers, escritores, editores e estu-dantes. 2. ed., São Paulo: Cosac Naify, 2013 aula03.indd 6 09/09/14 00:23
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  • 8.
    http://ilovetypography.com/2008/05/14/entao-voce-quer-criar-uma-fonte-parte-1/ Font Creator http://www.fontcreator.com FontLab Studio http://www.fontlab.com FontForge http://sourceforge.net/projects/fontforge/ Fontographer http://www.fontlab.com/font-editor/fontographer/ Softwares para criação de fontes aula03.indd 8 09/09/14 00:23
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    Exemplo de criaçãode fonte LUPTON, Ellen. Pensar com tipos: guia para designers, escritores, editores e estu-dantes. 2. ed., São Paulo: Cosac Naify, 2013 aula03.indd 9 09/09/14 00:23
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    Proposta de trabalho Desenvolvimento de fonte Esse trabalho poderá ser feito em grupo de até 3 alunos; Deverá ser impresso em A4; Além do impresso é necessário entregar o rough (rafe) feito à lápis; Na página o(s) aluno(s) deverá entregar o alfabeto completo com as letras maiúsculas, minúsculas e numerais. Prazo Final de Entrega: 22/09/2014 Passo a passo: 1) Desenhar uma fonte, pode ser em papel quadriculado ou offset, utilizando lápis; 2) Depois com uma caneta preta de boa qualidade reforçar o traço e apagar o que não faz parte do desenho da fonte; 3) Digitalizar a imagem através de scanner ou fotografar a letra com celular ou máquina fotográfica digital para gerar um jpg; 4) Levar para um software que trabalha com vetores (Illustrator) e converter em vetor a imagem; 5) Fazer os ajustes necessários; - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 6) Aplicar cada letra no software de criação de fontes da sua preferência. aula03.indd 10 09/09/14 00:23