Instituto Federal Sul-rio-grandense
Campus Pelotas
Aula 3 – Microplástico e seus
impactos
Pedro Henrique Santaliestra e Silva
Pelotas, 2022
Sumário
 1. Revisão da aula anterior
 2. Descarte do plástico
 3. Microplástico
 4. Danos ao Meio Ambiente
 5. Danos à saúde
 Referências
1. Revisão da aula anterior
 Polímero → polimerização de monômeros + componentes
químicos (plastificantes, lubrificantes).
 Fonte:
 Renovável, ex.: Seiva da seringueira, cana-de-açúcar.
 Não renovável, ex.: petróleo e gás natural.
 Várias formas e processos de produção.
Muitas aplicações.
(THOMPSON et al, 2009a)
1. Revisão da aula anterior
 Contato do ser humano com o plástico → civilizações antigas
esferas de borracha, colas e para vedar recipientes
 Século XIX → desenvolvimento dos primeiros polímeros.
 Forma acidental e empírica.
 Século XX → Primeiro polímero totalmente sintético (baquelite).
(CANEVAROLO, 2010)
1. Revisão da aula anterior
 A produção de plásticos em escala industrial é recente.
 Seu uso é vantajoso para as mais diversas áreas
permitindo:
 embalagens mais leves e resistentes;
 economia de matéria-prima e combustível fóssil;
 produtos descartáveis → saúde e indústria alimentícia.
(ANDRADY e NEAL, 2009)
1. Revisão da aula anterior
 Demanda social → plásticos:
 alta durabilidade;
 versatilidade;
 estabilidade química;
 baixo custo (processo de fabricação
simples, baixo custo e em larga escala).
 Industria consegue suprir a demanda → plástico se torna
um elemento comum no cotidiano.
(NAZARETH et al., 2018)
2. Descarte do plástico
 Produto comum do cotidiano → surgimento de problemas com o descarte.
Descarte incorreto e sem critérios.
Danos ao meio ambiente.
(HAIDER et al, 2018)
2. Descarte do plástico
 Principal recurso afetado → ÁGUA
 Maioria dos resíduos do descarte incorreto de plásticos
acabam nos oceanos ou em grandes bacias d’água,
chegando através de rios e córregos e algumas vezes
penetrando o solo e chegando no lençol freático
(microplástico).
(THOMPSON et al, 2009b)
3. Microplástico
 O conhecimento do microplástico é relativamente recente;
 origem polimérica com dimensões:
< 5mm;
< 300µm = nanoplástico.
 Duas fontes:
 Primária;
 Secundária.
 Classificação a partir da origem.
3. Microplástico
 Origem Primária: produzido com dimensões <
5mm.
 Ex.:
 microesferas, estando presentes em produtos
cosméticos, com a finalidade de promover esfoliações;
 pigmentação, brilho ou proteção (Figura 1);
 pellets e pós provenientes do processo de produção.
(ANDRADY, 2017)
3. Microplástico
Figura 1 – Exemplo de microplástico (glitter) presente em
produtos para conferir brilho.
Fonte: Disponível em:
http://www.produtoscasalimpa.com.br/casalimpa/produto/Sabonet
e-liquido-glitter-Amarelo-1L/. Acesso 10 de novembro de 2022
3. Microplástico
 Origem Secundária: degradação/fragmentação
até partículas atingirem dimensões < 5mm.
 Ex.:
 processo de acabamento final de inúmeros produtos;
 lavagem de roupas fabricadas tecidos sintéticos;
 fibras e fragmentos originados da degradação
incompleta e desgaste.
(ANDRADY, 2017)
3. Microplástico
13
Figura 2 – Fragmentos de
produtos plásticos na areia
da praia.
Fonte: Disponível em:
https://revistapesquisa.fapes
p.br/2019/07/08/a-ameaca-
dos-microplasticos/. Acesso:
10 de novembro de 2022.
3. Microplástico
Figura 3 - À esquerda a representação de microplásticos de origem primária e à
direita a representação de microplásticos de origem secundária.
Fonte: o autor.
4. Danos ao meio ambiente
 Presença de microplástico nos meios aquáticos
danos pela ingestão das micropartículas por animais
marinhos
não são capazes de digeri-las
acumulando em seus organismos → morte prematura.
(WRIGHT et al., 2013)
 A contaminação também pode afetar microrganismos.
(BROWNE et al., 2008; COLE et al., 2013)
4. Danos ao meio ambiente
Figura 4 - Esquema ilustrando a bioacumulação de microplástico na cadeia alimentícia.
Fonte: Disponível em: https://www.batepapocomnetuno.com/post/do-mar-ao-ar-
micropl%C3%A1sticos-em-aves-marinhas-e-costeiras. Acesso em: 10 de dezembro de 2022.
4. Danos ao meio ambiente
17
Microplástico → dimensões muito pequenas
Grande aumento da área superficial
ADSORÇÃO
A adsorção de substâncias químicas e, geralmente, tóxicas pelas micropartículas
pode ser um vetor para contaminar animais que as ingerem, liberando os
componentes adsorvidos no organismo do ser vivo.
4. Danos ao meio ambiente
Figura 5 – Representação do fenômeno de adsorção
Fonte: MARRA JR., W. D.; 2017. Disponível em:
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5464079/mod_book/chapter/23383/SHS03
21%20-%2017%20-%20Adsor%C3%A7%C3%A3o.pdf?time=1595937478480.
Acesso em: 20 de novembro de 2022
De modo simples:
ADSORÇÃO
“uma ABSORÇÃO” que ocorre
na superfície do material
Envolve fenômenos químicos e
físicos
4. Danos ao meio ambiente
19
Figura 6 – Capa da revista
“Pesquisa Fapesp”, edição
281, jul. 2019.
Fonte: Disponível em:
https://revistapesquisa.fapesp.br/revista/ver-
edicao-editorias/?e_id=402. Acesso: 10 de
novembro de 2022.
5. Danos à saúde
Figura 7 – Manchete da
notícia da Revista
Superinteressante: “Pela
primeira vez, cientistas
encontram microplásticos
em fezes humanas”.
Fonte: MONTEIRO, L.
2018. Revista Super
Interessante. Disponível
em:
https://super.abril.com.br/sa
ude/pela-primeira-vez-
cientistas-encontram-
microplasticos-em-fezes-
humanas/. Acesso: 20 de
novembro de 2022.
5. Danos à saúde
Figura 8 – Manchete da
notícia do portal G1:
“Microplásticos são
encontrados na placenta
de mulheres grávidas, diz
estudo”.
Fonte: G1, 2020 .
Disponível em:
https://g1.globo.com/cien
cia-e-
saude/noticia/2020/12/23/
microplasticos-sao-
encontrados-na-placenta-
de-mulheres-gravidas-
diz-estudo.ghtml. Acesso:
20 de novembro de 2022.
Referências
 ANDRADY, A. L. 2017. The plastic in microplastics: A review. Marine Pollution Bulletin,
119(1), 12–22.
 ANDRADY, A. L.; NEAL, M. A., 2009 Applications and societal benefits of plastics.
Philosophical Transactions of the Royal Society B 364, 1977–1984.
 BARNES, D.K.A.; GALGANI, F.; THOMPSON, R.C.; BARLAZ, M., 2009. Accumulation
and fragmentation of plastic debris in global environments. Philosophical Transactions
of the Royal Society B: Biological Sciences 364, 1985–1998
 BROWNE, M. A.; CRUMP, P.; NIVEN, S. J.; TEUTEN, E., TONKIN, A.; GALLOWAY, T.S.;
THOMPSON, R., 2011. Accumulation of Microplastic on Shorelines Woldwide: Sources
and Sinks. Environmental Science & Technology, 45(21), 9175–9179.
 CANEVAROLO JR., Sebastião Vicente. Ciência dos Polímeros: Um texto básico para
tecnólogos e engenheiros. São Paulo: Artliber Editora, 2002.
Referências
 COLE, M.; LINDEQUE, P.; FILEMAN, E.; HALSBAND, C.; GOODHEAD, R.; MOGER, J.;
GALLOWAY, T. S., 2013.Microplastic Ingestion by Zooplankton. Environmental Science &
Technology, 47(12), 6646–6655.
 HAIDER, T.; VÖLKER, C.; KRAMM, J.; LANDFESTER, K.; WURM, F. R., 2018. Plastics of the
future? The impact of biodegradable polymers on the environment and on society.
Angewandte Chemie International Edition.
 HOSLER, D.; BURKETT, S. L.; TARKANIAN, M. J., 1999. Prehistoric polymers: rubber
processing in ancient mesoamerica. Science 284, 1998–1991.
 NAZARETH, M.; MARQUES, M. R. C.; LEITE, M. C. A.; CASTRO, Í. B., 2018. Commercial
plastics claiming biodegradable status: Is this also accurate for marine environments? Journal
of Hazardous Materials.
 RIOS, L.M.; MOORE, C.; JONES, P.R., 2007. Persistent organic pollutants carried by synthetic
polymers in the ocean environment. Marine Pollution Bulletin 54, 1230–1237.
 RYAN, P.G.; MOORE, C.J.; van FRANEKER, J.A.; MOLONEY, C.L. 2009. Monitoring the
abundance of plastic debris in the marine environment. Philosophical Transactions of the
Royal Society B: Biological Sciences 364, 1999–2012.
Referências
 THOMPSON, R.C.; SWAN, S.H.; MOORE, C.J.; vom SAAL, F.S., 2009a. Our plastic age.
Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences 364, 1973–
1976.
 THOMPSON, R.C.; SWAN, S.H.; MOORE, C.J.; vom SAAL, F.S., 2009b. Plastics, the
environment and human health: current consensus and future trends. Philosophical
Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences, 364(1526), 2153–2166.
 THOMPSON, R.C.; OLSEN, Y.; MITCHELL, R.P.; DAVIS, A.; ROWLAND, S.J.; JOHN,
A.W.G.; MCGONIGLE, D., RUSSEL, A.E., 2004. Lost at sea: where is all the plastic?
Science, 838.
 WRIGHT, S. L., THOMPSON, R. C., & GALLOWAY, T. S., 2013.The physical impacts of
microplastics on marine organisms: A review. Environmental Pollution, 178, 483–492.

Aula 3 - Microplástico

  • 1.
    Instituto Federal Sul-rio-grandense CampusPelotas Aula 3 – Microplástico e seus impactos Pedro Henrique Santaliestra e Silva Pelotas, 2022
  • 2.
    Sumário  1. Revisãoda aula anterior  2. Descarte do plástico  3. Microplástico  4. Danos ao Meio Ambiente  5. Danos à saúde  Referências
  • 3.
    1. Revisão daaula anterior  Polímero → polimerização de monômeros + componentes químicos (plastificantes, lubrificantes).  Fonte:  Renovável, ex.: Seiva da seringueira, cana-de-açúcar.  Não renovável, ex.: petróleo e gás natural.  Várias formas e processos de produção. Muitas aplicações. (THOMPSON et al, 2009a)
  • 4.
    1. Revisão daaula anterior  Contato do ser humano com o plástico → civilizações antigas esferas de borracha, colas e para vedar recipientes  Século XIX → desenvolvimento dos primeiros polímeros.  Forma acidental e empírica.  Século XX → Primeiro polímero totalmente sintético (baquelite). (CANEVAROLO, 2010)
  • 5.
    1. Revisão daaula anterior  A produção de plásticos em escala industrial é recente.  Seu uso é vantajoso para as mais diversas áreas permitindo:  embalagens mais leves e resistentes;  economia de matéria-prima e combustível fóssil;  produtos descartáveis → saúde e indústria alimentícia. (ANDRADY e NEAL, 2009)
  • 6.
    1. Revisão daaula anterior  Demanda social → plásticos:  alta durabilidade;  versatilidade;  estabilidade química;  baixo custo (processo de fabricação simples, baixo custo e em larga escala).  Industria consegue suprir a demanda → plástico se torna um elemento comum no cotidiano. (NAZARETH et al., 2018)
  • 7.
    2. Descarte doplástico  Produto comum do cotidiano → surgimento de problemas com o descarte. Descarte incorreto e sem critérios. Danos ao meio ambiente. (HAIDER et al, 2018)
  • 8.
    2. Descarte doplástico  Principal recurso afetado → ÁGUA  Maioria dos resíduos do descarte incorreto de plásticos acabam nos oceanos ou em grandes bacias d’água, chegando através de rios e córregos e algumas vezes penetrando o solo e chegando no lençol freático (microplástico). (THOMPSON et al, 2009b)
  • 9.
    3. Microplástico  Oconhecimento do microplástico é relativamente recente;  origem polimérica com dimensões: < 5mm; < 300µm = nanoplástico.  Duas fontes:  Primária;  Secundária.  Classificação a partir da origem.
  • 10.
    3. Microplástico  OrigemPrimária: produzido com dimensões < 5mm.  Ex.:  microesferas, estando presentes em produtos cosméticos, com a finalidade de promover esfoliações;  pigmentação, brilho ou proteção (Figura 1);  pellets e pós provenientes do processo de produção. (ANDRADY, 2017)
  • 11.
    3. Microplástico Figura 1– Exemplo de microplástico (glitter) presente em produtos para conferir brilho. Fonte: Disponível em: http://www.produtoscasalimpa.com.br/casalimpa/produto/Sabonet e-liquido-glitter-Amarelo-1L/. Acesso 10 de novembro de 2022
  • 12.
    3. Microplástico  OrigemSecundária: degradação/fragmentação até partículas atingirem dimensões < 5mm.  Ex.:  processo de acabamento final de inúmeros produtos;  lavagem de roupas fabricadas tecidos sintéticos;  fibras e fragmentos originados da degradação incompleta e desgaste. (ANDRADY, 2017)
  • 13.
    3. Microplástico 13 Figura 2– Fragmentos de produtos plásticos na areia da praia. Fonte: Disponível em: https://revistapesquisa.fapes p.br/2019/07/08/a-ameaca- dos-microplasticos/. Acesso: 10 de novembro de 2022.
  • 14.
    3. Microplástico Figura 3- À esquerda a representação de microplásticos de origem primária e à direita a representação de microplásticos de origem secundária. Fonte: o autor.
  • 15.
    4. Danos aomeio ambiente  Presença de microplástico nos meios aquáticos danos pela ingestão das micropartículas por animais marinhos não são capazes de digeri-las acumulando em seus organismos → morte prematura. (WRIGHT et al., 2013)  A contaminação também pode afetar microrganismos. (BROWNE et al., 2008; COLE et al., 2013)
  • 16.
    4. Danos aomeio ambiente Figura 4 - Esquema ilustrando a bioacumulação de microplástico na cadeia alimentícia. Fonte: Disponível em: https://www.batepapocomnetuno.com/post/do-mar-ao-ar- micropl%C3%A1sticos-em-aves-marinhas-e-costeiras. Acesso em: 10 de dezembro de 2022.
  • 17.
    4. Danos aomeio ambiente 17 Microplástico → dimensões muito pequenas Grande aumento da área superficial ADSORÇÃO A adsorção de substâncias químicas e, geralmente, tóxicas pelas micropartículas pode ser um vetor para contaminar animais que as ingerem, liberando os componentes adsorvidos no organismo do ser vivo.
  • 18.
    4. Danos aomeio ambiente Figura 5 – Representação do fenômeno de adsorção Fonte: MARRA JR., W. D.; 2017. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5464079/mod_book/chapter/23383/SHS03 21%20-%2017%20-%20Adsor%C3%A7%C3%A3o.pdf?time=1595937478480. Acesso em: 20 de novembro de 2022 De modo simples: ADSORÇÃO “uma ABSORÇÃO” que ocorre na superfície do material Envolve fenômenos químicos e físicos
  • 19.
    4. Danos aomeio ambiente 19 Figura 6 – Capa da revista “Pesquisa Fapesp”, edição 281, jul. 2019. Fonte: Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/revista/ver- edicao-editorias/?e_id=402. Acesso: 10 de novembro de 2022.
  • 20.
    5. Danos àsaúde Figura 7 – Manchete da notícia da Revista Superinteressante: “Pela primeira vez, cientistas encontram microplásticos em fezes humanas”. Fonte: MONTEIRO, L. 2018. Revista Super Interessante. Disponível em: https://super.abril.com.br/sa ude/pela-primeira-vez- cientistas-encontram- microplasticos-em-fezes- humanas/. Acesso: 20 de novembro de 2022.
  • 21.
    5. Danos àsaúde Figura 8 – Manchete da notícia do portal G1: “Microplásticos são encontrados na placenta de mulheres grávidas, diz estudo”. Fonte: G1, 2020 . Disponível em: https://g1.globo.com/cien cia-e- saude/noticia/2020/12/23/ microplasticos-sao- encontrados-na-placenta- de-mulheres-gravidas- diz-estudo.ghtml. Acesso: 20 de novembro de 2022.
  • 22.
    Referências  ANDRADY, A.L. 2017. The plastic in microplastics: A review. Marine Pollution Bulletin, 119(1), 12–22.  ANDRADY, A. L.; NEAL, M. A., 2009 Applications and societal benefits of plastics. Philosophical Transactions of the Royal Society B 364, 1977–1984.  BARNES, D.K.A.; GALGANI, F.; THOMPSON, R.C.; BARLAZ, M., 2009. Accumulation and fragmentation of plastic debris in global environments. Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences 364, 1985–1998  BROWNE, M. A.; CRUMP, P.; NIVEN, S. J.; TEUTEN, E., TONKIN, A.; GALLOWAY, T.S.; THOMPSON, R., 2011. Accumulation of Microplastic on Shorelines Woldwide: Sources and Sinks. Environmental Science & Technology, 45(21), 9175–9179.  CANEVAROLO JR., Sebastião Vicente. Ciência dos Polímeros: Um texto básico para tecnólogos e engenheiros. São Paulo: Artliber Editora, 2002.
  • 23.
    Referências  COLE, M.;LINDEQUE, P.; FILEMAN, E.; HALSBAND, C.; GOODHEAD, R.; MOGER, J.; GALLOWAY, T. S., 2013.Microplastic Ingestion by Zooplankton. Environmental Science & Technology, 47(12), 6646–6655.  HAIDER, T.; VÖLKER, C.; KRAMM, J.; LANDFESTER, K.; WURM, F. R., 2018. Plastics of the future? The impact of biodegradable polymers on the environment and on society. Angewandte Chemie International Edition.  HOSLER, D.; BURKETT, S. L.; TARKANIAN, M. J., 1999. Prehistoric polymers: rubber processing in ancient mesoamerica. Science 284, 1998–1991.  NAZARETH, M.; MARQUES, M. R. C.; LEITE, M. C. A.; CASTRO, Í. B., 2018. Commercial plastics claiming biodegradable status: Is this also accurate for marine environments? Journal of Hazardous Materials.  RIOS, L.M.; MOORE, C.; JONES, P.R., 2007. Persistent organic pollutants carried by synthetic polymers in the ocean environment. Marine Pollution Bulletin 54, 1230–1237.  RYAN, P.G.; MOORE, C.J.; van FRANEKER, J.A.; MOLONEY, C.L. 2009. Monitoring the abundance of plastic debris in the marine environment. Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences 364, 1999–2012.
  • 24.
    Referências  THOMPSON, R.C.;SWAN, S.H.; MOORE, C.J.; vom SAAL, F.S., 2009a. Our plastic age. Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences 364, 1973– 1976.  THOMPSON, R.C.; SWAN, S.H.; MOORE, C.J.; vom SAAL, F.S., 2009b. Plastics, the environment and human health: current consensus and future trends. Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences, 364(1526), 2153–2166.  THOMPSON, R.C.; OLSEN, Y.; MITCHELL, R.P.; DAVIS, A.; ROWLAND, S.J.; JOHN, A.W.G.; MCGONIGLE, D., RUSSEL, A.E., 2004. Lost at sea: where is all the plastic? Science, 838.  WRIGHT, S. L., THOMPSON, R. C., & GALLOWAY, T. S., 2013.The physical impacts of microplastics on marine organisms: A review. Environmental Pollution, 178, 483–492.