Processos Biológicos, Psicológicos e
Cognição
Professores:
Adriane Gimenez
Carolina de Campos
Leandro Macedo
Simone Farias
Fundamentos Epistemológicos da Psicologia
Epistemologia
Episteme = Conhecimento
Logia = Estudo
• É o ramo do saber filosófico que se ocupa da validação,
estruturação e sustentação do conhecimento de uma maneira
lógico racional.
Conhecimen
to
Epistemologia
Metodologia Ontologia
Ciência da Validação
do Conhecimento
Ciência dos
Meios para
alcançar o
conhecimento
Ciência da
Essência do
conhecimento
• Basicamente, estas três respondem a algumas das perguntas
básicas do conhecimento:
Ontologia
O QUE?
Epistemologia
PORQUE?
Metodologia
COMO?
Filosofia Psicologia
Doutrina que usa um conjunto de
razões lógicas e metódicas sobre
conceitos abstratos como a
existência, a verdade e a ética,
baseados na ciência, nas
características, nas causas e efeitos
das coisas naturais como o ser
humano e o universo.
Estudo do
Comportamento e dos
processos mentais
Tratam de entender o ser humano e
se preocupam com sua natureza,
buscando sua natureza científico-
psicológica
Assim...
• Toda teoria em psicologia deve ter bem estabelecidas três
bases, ponto crucial de encontro entre a Filosofia e a
psicologia.
• A Psicologia deve se preocupar com a Filosofia para validar-se,
devido à sua natureza bastante contraditória, afinal de contas,
existem várias correntes teóricas que dizem diferentes coisas
sobre diferentes objetos, e todas reclamam para si o título de
psicologia. Isso explica porque existem tantas abordagens na
psicologia.
A Construção Histórica da Psicologia
• O homem sempre buscou desvendar os mistérios do mundo.
• Filosofia grega: questionamentos humanos se relacionavam ao
funcionamento da vida, do tempo, à matéria e ao
conhecimento.
• O conhecimento nasce do homem, ele é quem o produz e o
detém.
Os primórdios...
• O homem em sua totalidade (mente e corpo) emergiu na Idade
Moderna (séculos XV ao XVIII), com o nascimento das ciências,
momento repleto de novos conceitos e crenças sobre a capacidade
humana.
• A Psicologia se insere nesse contexto, buscando desvendar o que não é
possível ver, o mundo subjetivo.
O que é subjetivo?
Qual a relação com o
comportamento?
Correntes Filosóficas que vão influenciar o
fazer psicológico de cada momento histórico
SUJEITO X OBJETO
• Na busca da verdade, filósofos como Kant, Descartes, Bacon, Locke,
entre outros, construíram o conhecimento tecendo questionamentos
sobre a relação sujeito e objeto.
• SUJEITO: aquele que pretende conhecer
• OBJETO: o que será conhecido
• A história do homem é a busca da compreensão sobre ele mesmo e do
mundo a sua volta. CONHECIMENTO: modo pelo qual o sujeito se
apropria intelectualmente do objeto.
DESSA RELAÇÃO NASCE O
CONHECIMENTO
• O conhecer se estabelece na relação entre o sujeito cognoscente (que
conhece) e o objeto a ser conhecido (fora da mente ou na própria mente,
como o afeto, os sentimentos, as ideias). Assim, o produto do
conhecimento é o próprio conhecimento. O acúmulo dos saberes
recebidos da cultura, das tradições, das crenças, das religiões, das ciências,
por exemplo, é o produto de todo o conhecimento adquirido.
• Os primeiros filósofos gregos construíram o conhecimento sobre a vida e o
saber humano, e o conhecimento sofreu mudanças de acordo com o seu
tempo em termos de objeto (o que se pretende conhecer), e de método
(como conhecer).
Sócrates
• Em uma sociedade escravista, filosofar era um ato de
aristocratas.
• Sociedade Grega: havia uma valorização da atividade
intelectual com ênfase pela contemplação dissociada da
prática. Dividida em três grandes momentos, período pré
-socrático, socrático (ou clássico) e pós -socrático (ou
helenístico), Sócrates foi a grande referência.
• No período pré -socrático (séculos VII e VI a.C.): os filósofos gregos
romperam com o pensamento mítico e as explicações divinas sobre a
natureza, investigando as origens do mundo e as causas de suas
transformações.
• O período socrático ou clássico (século V e IV a.C.), os filósofos são
chamados de sofistas por serem identificados como sábios e pedagogos.
Valorizavam a retórica (arte de falar bem) e contribuíram para
sistematização do ensino, ampliaram seus questionamentos ao campo
da política, moral e antropologia, elaborando um ideal teórico de
democracia. Buscavam entender o conhecimento sobre o lugar do
homem pela compreensão da ética e da política.
• Sócrates, principal referência na filosofia grega (470 -399 a.C.), não
deixou nada escrito, tendo suas ideias divulgadas por Xenofonte e
Platão. Com o pressuposto “só sei que nada sei’, reconhecia sua própria
ignorância, base para seu método chamado maiêutica.
“dar à luz” novas ideias,
conhecimentos advindos de
cada interlocutor mediante
um diálogo de confronto
sobre questões polêmicas,
principalmente morais.
Platão
• Mito da caverna - sobre pessoas que vivem acorrentadas no fundo de uma caverna
e enxergam somente movimentos em uma parede, na qual são projetadas sombras
que elas pensam ser realidade. Essas sombras são marionetes projetadas por
pessoas que estão fora da caverna e atrás de um muro iluminado por uma
fogueira.Se alguém saísse da caverna e descobrisse os verdadeiros agentes da
ilusão, ao regressar seria considerado louco por seus antigos companheiros, que não
acreditariam em suas palavras. e o inteligível, e ele os categoriza de acordo com
suas ideias.
• Nessa história, Platão atenta -se essencialmente sobre o conhecimento,
as etapas da educação de um filósofo (o despertar), e como deve utilizá
-lo (voltar à caverna para orientar e governar seu povo). Para Platão,
existem dois tipos de conhecimento, o sensível e o inteligível, e ele os
categoriza de acordo com suas respectivas profundidades.
Aristóteles
• O terceiro período, pós -socrático (séculos IV e III a.C.), busca a verdade
e a ciência pelas leis do pensamento, desenvolvendo a teoria do
conhecimento.
• Destaca -se o filósofo Aristóteles, que elaborou o princípio da lógica e
dos conceitos da metafísica, denominada por ele de filosofia primeira,
na tentativa de explicar o ser em geral.
• Para Aristóteles, as coisas são produzidas por algo exterior, geradas
sucessivamente umas pelas outras e tendo, como princípio de tudo,
Deus.
• Aristóteles afirma que há uma relação entre corpo (matéria) e alma
(forma), sendo a alma, o próprio ato, a perfeição de um corpo. As ideias
são explicadas pelo intelecto (abstração) que, partindo de imagens das
coisas, elabora conceitos universais. A indução ou percepção conduz ao
primeiro princípio do conhecimento – a universalidade. E a dedução
desenvolve-se progressivamente, do conceito universal ao raciocínio.
Modernidade - Filosofia Renascentista
• O século XVII foi o ápice de um processo que modificou a imagem do
próprio ser humano e do mundo que o cerca.
• A Idade Moderna sofre profundas transformações culturais, sociais,
políticas, morais, artísticas, científicas, religiosas e filosóficas. É nesse
período que acontecem as grandes navegações e o descobrimento do
Novo Mundo; a revolução comercial, o início do capitalismo com a
ascensão da burguesia; a reforma protestante e o surgimento das novas
ciências da Física e da Astronomia
Racionalidade
• O paradigma da racionalidade é que a razão nasce da subjetividade e
não mais na autoridade de um poder político ou religioso, libertando o
homem de profundas crenças e superstições.
• Se antes a reflexão centrava -se na teologia, na modernidade prevalece
à visão antropocêntrica, o homem é o centro de tudo.
• O comportamento e a mente humana sempre despertaram interesse e
fascínio, especialmente dos filósofos. O termo Psicologia surge apenas no
século XVI, sugerido por Rudolfo Goclénio.
• A origem etimológica da palavra Psicologia assenta precisamente na noção
de alma:
Psiché (alma)
Logos (razão, estudo)
• Aristóteles foi considerado por muitos o autor do primeiro estudo de
psicologia intitulado "Acerca da Alma".
Ciência
• A Psicologia tem suas raízes na Filosofia. A natureza humana era
estudada mediante a especulação, a intuição e a generalização. Para
alcançar o status de ciência precisou romper com suas raízes e utilizar
métodos bem sucedidos nas ciências físicas e biológicas.
• Afinal, o conhecimento para ser científico precisa ter objetividade, rigor,
controle...
Psicologia Científica: a libertação da Filosofia
• Um fato histórico marca seu nascimento: Wundt cria o primeirio laboratório de
Psicologia
• a partir daí...
• Objeto de estudo: consciência, comportamento, vida psíquica
• Formula teorias enqto campo consistente de conhecimento da área
Escolas de Pensamento
• Após os experimentos propostos por Wundt, outros pesquisadores
surgiram e avançaram a Psicologia Científica, especialmente nos Estados
Unidos.
• Escolas de Pensamento: São grupos de pensadores e pesquisadores que
se associam ideológica e, às vezes, geograficamente, ao líder de um
movimento.
• Os membros de uma escola de pensamento trabalham em problemas
comuns e compartilham uma orientação teórica.
Escolas de Pensamento na Psicologia
O surgimento de escolas de pensamento
diferentes e, por vezes, simultâneas, e o
seu subsequente declínio e substituição
por outras, é uma das características mais
marcantes da história da Psicologia.
• Estruturalismo (Wundt) - estuda as estruturas da mente (Análise, Introspecção e
Experimentação)
• Funcionalismo (James, Dewey) - 1ª escola norteamericana - estuda as funções que
desempenham as estruturas. Pragmatismo - o conhecimento vale por sua utilidade
(Comparação, Introspeção e Experimentação)
• Associacionismo (Thorndike) - leis de associação regem a organização dos
elementos constituites da consciência (Introspecção, Apercepção)
• Behaviorismo (Watson, Pavlov e Skinner) - comportamentos são explicados por
causas ambientais (Experimentação)
• Gestalt (Wertheimer, Koffka e Köler) - influenciada pelo Funcionalismo - as coisas são
percebidas por nós como totalidades (Fenomenológico e Observação)
• Psicanálise (Freud) - estruturação e funcionamento psíquico/Ics (clínico, associação
de ideias livremente)
• Humanismo (Rogers)- natureza humana positiva e orientada para o crescimento
• Cognitivismo: Construtivismo e Interacionismo (Piaget, Vygotsky) - interação e
estruturas intelectuais (clínico)
Estruturalismo e Descartes
• Edward Titchner (1867-1927): Seguidor de Wundt propôs o estruturalismo, o qual
pretende analisar a consciência nas suas partes constituintes para assim determinar
a sua estrutura.
• Objeto de estudo: Estrutura da consciência
• Método: Introspecção qualitativa que consistia em observadores descreverem o seu
estado consciente após sujeitos a um dado estímulo
• Descartes (1596 - 1650), “pai da filosofia moderna”, exaltou a capacidade do
homem de construir o próprio conhecimento. A partir da consciência, lançou um
método que conduzisse à verdade por meio de cadeias de pensamento pela
dedução, isso é, um pensamento conduz a outro, e assim sucessivamente. Para
tanto, estabeleceu quatro regras que estruturariam o pensamento: a evidência, a
análise, a ordem e a enumeração:
• É o método da dúvida metódica - o questionamento de tudo - levou
Descartes a concluir: “penso, logo existo”. A filosofia de Descartes exalta o
caráter absoluto da razão que, partindo do seu pensamento descobre todas
as verdades possíveis (DESCARTES, 2011).
• Entretanto, não conseguiu resolver a dicotomia corpo e mente. Se o corpo é
realidade física, possui massa e está sujeito à realidade física, fisiológica e às
leis deterministas da natureza. As atividades da mente (recordar, raciocinar,
querer), porém, não têm extensão física e não se submetem às leis físicas. A
partir desse ponto, distinguem -se dois campos de estudos que vão permear
as ciências humanas: o corpo, como objeto de estudo da ciência; e a mente
como objeto de reflexão filosófica.
Funcionalismo
• William James (1820 -1903): Investigou a utilidade/função dos
processos mentais para o organismo nas suas permanentes tentativas
de se adaptar ao meio ambiente.
• Objeto de estudo: Consciência
• Método: Observação Introspectiva e técnicas de obtenção de dados,
como a pesquisa fisiológica, testes mentais, questionários e descrições
objetivas do comportamento
Um parêntesis: Empirismo
• Enfatiza que o processo de conhecimento se dá pelos sentidos e pela
experiência sensível.
• Francis Bacon (1561 -1626) é um dos representantes dessa corrente
filosófica. Bacon, afirmando que saber é poder, denuncia os
preconceitos e falsas verdades que dificultam a apreensão da realidade.
• Para Bacon, o processo indutivo corresponde ao processo de enumerar
exaustivamente as manifestações de um fenômeno, registrar suas
variações e testar os resultados por meio de experiências.
John Locke
• Contrapõe -se às ideias inatas de Descartes e afirma que a mente humana,
ao nascer, é uma página em branco. Para ele, o conhecimento advém da
experiência sensível, sendo a origem das ideias embasadas na sensação e
na reflexão. A sensação tem estímulo externo e é processada na mente por
meio dos sentidos, enquanto a reflexão é o resultado da experiência
externa produzida pela sensação. Assim, a razão reúne as ideias
conectando -as entre si. A partir dessa conexão, as ideias simples vêm da
sensação e, combinadas, formando as ideias complexas.
Associacionismo
• Edward Thorndike (1874-1949): Elaborou uma teoria objetiva e
mecanicista da aprendizagem que se concentra no comportamento
manifesto. Importante pesquisador no desenvolvimento da Psicologia
Animal.
• Objeto de estudo: Comportamento aprendido
• Método: Experimental que consistia em estabelecer
conexões/associações entre situações e resposta
Behaviorismo
• Antes de aprendermos os pressupostos dessa escola de pensamento é
importante esclarecer alguns pontos:
• Behavior = Comportamento
• Behaviorismo, Comportamentalismo, Teoria Comportamental, Análise
Experimental do Comportamento são termos utilizados para definir essa
escola.
• John Watson: Rompe com a Psicologia introspectiva e reafirma status de
ciência ao propor o comportamento como objeto mensurável, observável
e passível de reprodução.
• Objeto de estudo: Comportamento observável
• Método: Experimental
• O comportamento é o conjunto de respostas objetivamente
observáveis ativadas por um conjunto complexo de estímulos,
• provenientes do meio físico ou social em que o organismo se
insere.
• R S
Gestalt
• A Gestalt: Nasceu na Alemanha em oposição a fragmentação dos
processos humanos presentes na escolas americanas. Sugerem a
necessidade de se compreender o homem na totalidade.
• Gestalt = FORMA
• Max Wertheimer (1880-1943), Wofgang Kohler (1887-1967) e Kurt
Koffka (1886-1941): Postulam que a atividade humana não é um
somatório de reações a estímulos pois resulta de uma organização
determinada pelo mundo exterior e integrada na totalidade psicológica
do sujeito.
• Objeto de estudo: Percepção e pensamento como totalidade
• Método: Introspecção e experimentação
• Ponto de partida para compreensão de um comportamento:
APERCEPÇÃO
S P R
Psicanálise
• Freud (1956-1939): Importante médico vienense que revolucionou o
modo de pensar a vida psíquica.
• Para compreender comportamento humano é preciso acessar os
processos misteriosos e obscuros do psiquismo.
• Seria impossível compreender os processos patológicos se só se admitisse a
existência do consciente. A grande revolução consistiu na afirmação da
existência do INCONSCIENTE
• Zona do psiquismo humano constituída por pulsões, tendências e desejos
fundamentalmente de caráter afetivo-sexual, a qual não é passível de
conhecimento direto, como acontece com o consciente.
• Objeto de estudo: Inconsciente
• Método: Analítico através da associação livre.
• Introduz uma importante teoria sobre desenvolvimento da
personalidade, propondo que as causas e funcionamentos das
perturbações psicológicas referiam-se a conflitos localizados
nos primeiros anos de vida.
Principais Tendências
• Apesar das contribuições da Gestalt e da Psicanálise, até a Segunda
Guerra Mundial o Behaviorismo dominava a psicologia, principalmente
nos EUA.
• Depois da guerra aumentou o interesse pela psicologia. Devido a
necessidade de fornecer tratamentos aos veteranos de guerra, a
Psicologia Aplicada se expande (Psicologia Clínica, Avaliação Psicológica
e Psicologia Educacional).
• Esse movimento propiciou o surgimento de novas abordagens teóricas.
• Behaviorismo = surgiram abordagens do Behaviorismo Radical
( Skinner), Neobehaviorismo (Albert Bandura)
• Gestalt = Fenomenologia (Heiddeger, Pearls)
• Psicanálise = Psicologia Analítica (Jung), Psicologia Kleiniana
(Melanie Klein), Lacaniana (J. Lacan)
Novas Perspectivas Científicas em Psicologia
• Anos 60: Psicologia Sócio-Histórica (Vygotsky) e Psicologia
Humanista (Carl Rogers)
• Anos 70: Etologia (Bowlby), Psicologia Cognitiva
(processamento da informação)
• Anos 80 e 90: Neuropsicologia e Neurociências
Enfim...
• Durante mais de 100 anos a Psicologia tem procurado, aceitado e
rejeitado diferentes definições, mas nenhum sistema ou ponto de vista
individual conseguiu unificar todas as posições.
• Cada escola adere à sua própria orientação teórica e metodológica,
abordando o estudo da natureza humana a partir de diferentes técnicas.
• Todas as abordagens adquirem um valor indispensável para a
construção da ciência psicológica e nenhuma possui todas as respostas
ou é superior.
• A diversidade de teorias e/ou escolas de pensamento na
Psicologia é condição e resultado de uma ciência que tem por
objeto o ser humano em toda a sua complexidade.
• Segundo Thomas Kuhn, o estágio mais avançado do
desenvolvimento de uma ciência é alcançado quando ela já
não se caracteriza por escolas de pensamento, ou seja, a
maioria dos membros dessa disciplina chegam a um consenso
acerca de questões teóricas e metodológicas.
• A Psicologia é considerada uma soft ciência, devido sua incapacidade de
formular leis universais que dêem conta de forma integral do
comportamento humano.
• Entretanto, essas limitações não desqualificam a psicologia como
ciência.
• Ao contrário, oferecem desafios as tradicionais metodologias e
construtos teóricos. Possibilitando, assim, uma continuidade científica
na busca de respostas e soluções para os mais diversos problemas.
Resumindo...
• Até 1920: A Psicologia era considerada a ciência da vida mental
• De 1920 a 1960: Com o predomínio do Behaviorismo a psicologia
abandona a introspecção e é redefinida como a ciência do
comportamento observável
• A partir de 1960: A Psicologia começa a retomar seu interesse inicial
pelos processos mentais e mantém o comportamento como objeto de
estudo
• Contemporaneidade: Psicologia é a ciência do comportamento e dos
processos mentais!
• A Psicologia é uma ciência em constante processo de construção
Referências
• ARANHA, M. L. A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009.
• CAMPOS, Regina H. F. et al. História da Psicologia: pesquisa, formação, ensino. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de
Pesquisas Sociais, 2008.
• CAPRA, B. A. Ponto de mutação. [Filme. Drama]. Cannes Home Video. Direção de Bernt Amadeus Capra. Roteiro de
Floyd Byars e Fritjof Capra. Alemanha, 1990, 112 min.
• CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia: Ensino Médio. São Paulo: Ática, 2010.
• CRONENBERG, D. Um método perigoso. [Filme. Drama]. Imagem Filmes. Direção de David Cronenberg. Roteiro de
Christopher Hampton. Reino Unido, Alemanha, Canadá, Suíça, 2012, 99 min.
• DESCARTES, R. Discurso do método. Tradução de João Cruz Costa. (Coleção Saraiva de Bolso). São Paulo: Saraiva, 2001.
• FIGUEIREDO, L. C. M. Matrizes do pensamento psicológico. São Paulo: Vozes, 2003.
• HUME, D. Tratado da natureza humana. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2009. KANT, I. Crítica da razão pura. v. 1. (Os
• Pensadores). São Paulo: Nova Cultural, 1987.
• MATURANA, R. H.; VARELA, G. F. A árvore do conhecimento: as bases biológicas do entendimento humano. São Paulo.
• PLATÃO. A República. São Paulo: Nova Cultural, 2000. Disponível em: <http://www.webartigos.com/artigos/platao-e-
adistincao-entre-o-mundo-sensivel-e-o-mundo- -das-ideias/6969/#ixzz3uvELQaBa>. Acesso em: 19 dez. 2015.
• SCHULTZ, D.; SCHULTZ, S. E. História da Psicologia moderna. São Paulo: Cultrix, 2014.
• SHOLTZ, G. O problema do historicismo e as ciências do espírito no século XX. In: História da historiografia, n. 6. 21 mar.
2011. Disponível em: <http://www.historiadahistoriografia.com. br/revista/article/viewFile/239/167>. Acesso em
• 4 dez. 2015.

Aula 02- epistemiologia - prof Simone.pdf

  • 1.
    Processos Biológicos, Psicológicose Cognição Professores: Adriane Gimenez Carolina de Campos Leandro Macedo Simone Farias
  • 2.
  • 3.
    Epistemologia Episteme = Conhecimento Logia= Estudo • É o ramo do saber filosófico que se ocupa da validação, estruturação e sustentação do conhecimento de uma maneira lógico racional.
  • 4.
    Conhecimen to Epistemologia Metodologia Ontologia Ciência daValidação do Conhecimento Ciência dos Meios para alcançar o conhecimento Ciência da Essência do conhecimento
  • 5.
    • Basicamente, estastrês respondem a algumas das perguntas básicas do conhecimento: Ontologia O QUE? Epistemologia PORQUE? Metodologia COMO?
  • 6.
    Filosofia Psicologia Doutrina queusa um conjunto de razões lógicas e metódicas sobre conceitos abstratos como a existência, a verdade e a ética, baseados na ciência, nas características, nas causas e efeitos das coisas naturais como o ser humano e o universo. Estudo do Comportamento e dos processos mentais Tratam de entender o ser humano e se preocupam com sua natureza, buscando sua natureza científico- psicológica
  • 7.
    Assim... • Toda teoriaem psicologia deve ter bem estabelecidas três bases, ponto crucial de encontro entre a Filosofia e a psicologia. • A Psicologia deve se preocupar com a Filosofia para validar-se, devido à sua natureza bastante contraditória, afinal de contas, existem várias correntes teóricas que dizem diferentes coisas sobre diferentes objetos, e todas reclamam para si o título de psicologia. Isso explica porque existem tantas abordagens na psicologia.
  • 8.
  • 9.
    • O homemsempre buscou desvendar os mistérios do mundo. • Filosofia grega: questionamentos humanos se relacionavam ao funcionamento da vida, do tempo, à matéria e ao conhecimento. • O conhecimento nasce do homem, ele é quem o produz e o detém.
  • 10.
    Os primórdios... • Ohomem em sua totalidade (mente e corpo) emergiu na Idade Moderna (séculos XV ao XVIII), com o nascimento das ciências, momento repleto de novos conceitos e crenças sobre a capacidade humana. • A Psicologia se insere nesse contexto, buscando desvendar o que não é possível ver, o mundo subjetivo. O que é subjetivo? Qual a relação com o comportamento?
  • 11.
    Correntes Filosóficas quevão influenciar o fazer psicológico de cada momento histórico
  • 12.
    SUJEITO X OBJETO •Na busca da verdade, filósofos como Kant, Descartes, Bacon, Locke, entre outros, construíram o conhecimento tecendo questionamentos sobre a relação sujeito e objeto. • SUJEITO: aquele que pretende conhecer • OBJETO: o que será conhecido • A história do homem é a busca da compreensão sobre ele mesmo e do mundo a sua volta. CONHECIMENTO: modo pelo qual o sujeito se apropria intelectualmente do objeto. DESSA RELAÇÃO NASCE O CONHECIMENTO
  • 13.
    • O conhecerse estabelece na relação entre o sujeito cognoscente (que conhece) e o objeto a ser conhecido (fora da mente ou na própria mente, como o afeto, os sentimentos, as ideias). Assim, o produto do conhecimento é o próprio conhecimento. O acúmulo dos saberes recebidos da cultura, das tradições, das crenças, das religiões, das ciências, por exemplo, é o produto de todo o conhecimento adquirido. • Os primeiros filósofos gregos construíram o conhecimento sobre a vida e o saber humano, e o conhecimento sofreu mudanças de acordo com o seu tempo em termos de objeto (o que se pretende conhecer), e de método (como conhecer).
  • 14.
    Sócrates • Em umasociedade escravista, filosofar era um ato de aristocratas. • Sociedade Grega: havia uma valorização da atividade intelectual com ênfase pela contemplação dissociada da prática. Dividida em três grandes momentos, período pré -socrático, socrático (ou clássico) e pós -socrático (ou helenístico), Sócrates foi a grande referência.
  • 15.
    • No períodopré -socrático (séculos VII e VI a.C.): os filósofos gregos romperam com o pensamento mítico e as explicações divinas sobre a natureza, investigando as origens do mundo e as causas de suas transformações. • O período socrático ou clássico (século V e IV a.C.), os filósofos são chamados de sofistas por serem identificados como sábios e pedagogos. Valorizavam a retórica (arte de falar bem) e contribuíram para sistematização do ensino, ampliaram seus questionamentos ao campo da política, moral e antropologia, elaborando um ideal teórico de democracia. Buscavam entender o conhecimento sobre o lugar do homem pela compreensão da ética e da política.
  • 16.
    • Sócrates, principalreferência na filosofia grega (470 -399 a.C.), não deixou nada escrito, tendo suas ideias divulgadas por Xenofonte e Platão. Com o pressuposto “só sei que nada sei’, reconhecia sua própria ignorância, base para seu método chamado maiêutica. “dar à luz” novas ideias, conhecimentos advindos de cada interlocutor mediante um diálogo de confronto sobre questões polêmicas, principalmente morais.
  • 17.
    Platão • Mito dacaverna - sobre pessoas que vivem acorrentadas no fundo de uma caverna e enxergam somente movimentos em uma parede, na qual são projetadas sombras que elas pensam ser realidade. Essas sombras são marionetes projetadas por pessoas que estão fora da caverna e atrás de um muro iluminado por uma fogueira.Se alguém saísse da caverna e descobrisse os verdadeiros agentes da ilusão, ao regressar seria considerado louco por seus antigos companheiros, que não acreditariam em suas palavras. e o inteligível, e ele os categoriza de acordo com suas ideias.
  • 18.
    • Nessa história,Platão atenta -se essencialmente sobre o conhecimento, as etapas da educação de um filósofo (o despertar), e como deve utilizá -lo (voltar à caverna para orientar e governar seu povo). Para Platão, existem dois tipos de conhecimento, o sensível e o inteligível, e ele os categoriza de acordo com suas respectivas profundidades.
  • 19.
    Aristóteles • O terceiroperíodo, pós -socrático (séculos IV e III a.C.), busca a verdade e a ciência pelas leis do pensamento, desenvolvendo a teoria do conhecimento. • Destaca -se o filósofo Aristóteles, que elaborou o princípio da lógica e dos conceitos da metafísica, denominada por ele de filosofia primeira, na tentativa de explicar o ser em geral.
  • 20.
    • Para Aristóteles,as coisas são produzidas por algo exterior, geradas sucessivamente umas pelas outras e tendo, como princípio de tudo, Deus. • Aristóteles afirma que há uma relação entre corpo (matéria) e alma (forma), sendo a alma, o próprio ato, a perfeição de um corpo. As ideias são explicadas pelo intelecto (abstração) que, partindo de imagens das coisas, elabora conceitos universais. A indução ou percepção conduz ao primeiro princípio do conhecimento – a universalidade. E a dedução desenvolve-se progressivamente, do conceito universal ao raciocínio.
  • 21.
    Modernidade - FilosofiaRenascentista • O século XVII foi o ápice de um processo que modificou a imagem do próprio ser humano e do mundo que o cerca. • A Idade Moderna sofre profundas transformações culturais, sociais, políticas, morais, artísticas, científicas, religiosas e filosóficas. É nesse período que acontecem as grandes navegações e o descobrimento do Novo Mundo; a revolução comercial, o início do capitalismo com a ascensão da burguesia; a reforma protestante e o surgimento das novas ciências da Física e da Astronomia
  • 22.
    Racionalidade • O paradigmada racionalidade é que a razão nasce da subjetividade e não mais na autoridade de um poder político ou religioso, libertando o homem de profundas crenças e superstições. • Se antes a reflexão centrava -se na teologia, na modernidade prevalece à visão antropocêntrica, o homem é o centro de tudo.
  • 23.
    • O comportamentoe a mente humana sempre despertaram interesse e fascínio, especialmente dos filósofos. O termo Psicologia surge apenas no século XVI, sugerido por Rudolfo Goclénio. • A origem etimológica da palavra Psicologia assenta precisamente na noção de alma: Psiché (alma) Logos (razão, estudo) • Aristóteles foi considerado por muitos o autor do primeiro estudo de psicologia intitulado "Acerca da Alma".
  • 24.
    Ciência • A Psicologiatem suas raízes na Filosofia. A natureza humana era estudada mediante a especulação, a intuição e a generalização. Para alcançar o status de ciência precisou romper com suas raízes e utilizar métodos bem sucedidos nas ciências físicas e biológicas. • Afinal, o conhecimento para ser científico precisa ter objetividade, rigor, controle...
  • 25.
    Psicologia Científica: alibertação da Filosofia • Um fato histórico marca seu nascimento: Wundt cria o primeirio laboratório de Psicologia • a partir daí... • Objeto de estudo: consciência, comportamento, vida psíquica • Formula teorias enqto campo consistente de conhecimento da área
  • 26.
    Escolas de Pensamento •Após os experimentos propostos por Wundt, outros pesquisadores surgiram e avançaram a Psicologia Científica, especialmente nos Estados Unidos. • Escolas de Pensamento: São grupos de pensadores e pesquisadores que se associam ideológica e, às vezes, geograficamente, ao líder de um movimento. • Os membros de uma escola de pensamento trabalham em problemas comuns e compartilham uma orientação teórica.
  • 27.
    Escolas de Pensamentona Psicologia O surgimento de escolas de pensamento diferentes e, por vezes, simultâneas, e o seu subsequente declínio e substituição por outras, é uma das características mais marcantes da história da Psicologia.
  • 28.
    • Estruturalismo (Wundt)- estuda as estruturas da mente (Análise, Introspecção e Experimentação) • Funcionalismo (James, Dewey) - 1ª escola norteamericana - estuda as funções que desempenham as estruturas. Pragmatismo - o conhecimento vale por sua utilidade (Comparação, Introspeção e Experimentação) • Associacionismo (Thorndike) - leis de associação regem a organização dos elementos constituites da consciência (Introspecção, Apercepção) • Behaviorismo (Watson, Pavlov e Skinner) - comportamentos são explicados por causas ambientais (Experimentação) • Gestalt (Wertheimer, Koffka e Köler) - influenciada pelo Funcionalismo - as coisas são percebidas por nós como totalidades (Fenomenológico e Observação) • Psicanálise (Freud) - estruturação e funcionamento psíquico/Ics (clínico, associação de ideias livremente) • Humanismo (Rogers)- natureza humana positiva e orientada para o crescimento • Cognitivismo: Construtivismo e Interacionismo (Piaget, Vygotsky) - interação e estruturas intelectuais (clínico)
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    Estruturalismo e Descartes •Edward Titchner (1867-1927): Seguidor de Wundt propôs o estruturalismo, o qual pretende analisar a consciência nas suas partes constituintes para assim determinar a sua estrutura. • Objeto de estudo: Estrutura da consciência • Método: Introspecção qualitativa que consistia em observadores descreverem o seu estado consciente após sujeitos a um dado estímulo • Descartes (1596 - 1650), “pai da filosofia moderna”, exaltou a capacidade do homem de construir o próprio conhecimento. A partir da consciência, lançou um método que conduzisse à verdade por meio de cadeias de pensamento pela dedução, isso é, um pensamento conduz a outro, e assim sucessivamente. Para tanto, estabeleceu quatro regras que estruturariam o pensamento: a evidência, a análise, a ordem e a enumeração:
  • 30.
    • É ométodo da dúvida metódica - o questionamento de tudo - levou Descartes a concluir: “penso, logo existo”. A filosofia de Descartes exalta o caráter absoluto da razão que, partindo do seu pensamento descobre todas as verdades possíveis (DESCARTES, 2011). • Entretanto, não conseguiu resolver a dicotomia corpo e mente. Se o corpo é realidade física, possui massa e está sujeito à realidade física, fisiológica e às leis deterministas da natureza. As atividades da mente (recordar, raciocinar, querer), porém, não têm extensão física e não se submetem às leis físicas. A partir desse ponto, distinguem -se dois campos de estudos que vão permear as ciências humanas: o corpo, como objeto de estudo da ciência; e a mente como objeto de reflexão filosófica.
  • 31.
    Funcionalismo • William James(1820 -1903): Investigou a utilidade/função dos processos mentais para o organismo nas suas permanentes tentativas de se adaptar ao meio ambiente. • Objeto de estudo: Consciência • Método: Observação Introspectiva e técnicas de obtenção de dados, como a pesquisa fisiológica, testes mentais, questionários e descrições objetivas do comportamento
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    Um parêntesis: Empirismo •Enfatiza que o processo de conhecimento se dá pelos sentidos e pela experiência sensível. • Francis Bacon (1561 -1626) é um dos representantes dessa corrente filosófica. Bacon, afirmando que saber é poder, denuncia os preconceitos e falsas verdades que dificultam a apreensão da realidade. • Para Bacon, o processo indutivo corresponde ao processo de enumerar exaustivamente as manifestações de um fenômeno, registrar suas variações e testar os resultados por meio de experiências.
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    John Locke • Contrapõe-se às ideias inatas de Descartes e afirma que a mente humana, ao nascer, é uma página em branco. Para ele, o conhecimento advém da experiência sensível, sendo a origem das ideias embasadas na sensação e na reflexão. A sensação tem estímulo externo e é processada na mente por meio dos sentidos, enquanto a reflexão é o resultado da experiência externa produzida pela sensação. Assim, a razão reúne as ideias conectando -as entre si. A partir dessa conexão, as ideias simples vêm da sensação e, combinadas, formando as ideias complexas.
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    Associacionismo • Edward Thorndike(1874-1949): Elaborou uma teoria objetiva e mecanicista da aprendizagem que se concentra no comportamento manifesto. Importante pesquisador no desenvolvimento da Psicologia Animal. • Objeto de estudo: Comportamento aprendido • Método: Experimental que consistia em estabelecer conexões/associações entre situações e resposta
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    Behaviorismo • Antes deaprendermos os pressupostos dessa escola de pensamento é importante esclarecer alguns pontos: • Behavior = Comportamento • Behaviorismo, Comportamentalismo, Teoria Comportamental, Análise Experimental do Comportamento são termos utilizados para definir essa escola. • John Watson: Rompe com a Psicologia introspectiva e reafirma status de ciência ao propor o comportamento como objeto mensurável, observável e passível de reprodução. • Objeto de estudo: Comportamento observável • Método: Experimental
  • 36.
    • O comportamentoé o conjunto de respostas objetivamente observáveis ativadas por um conjunto complexo de estímulos, • provenientes do meio físico ou social em que o organismo se insere. • R S
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    Gestalt • A Gestalt:Nasceu na Alemanha em oposição a fragmentação dos processos humanos presentes na escolas americanas. Sugerem a necessidade de se compreender o homem na totalidade. • Gestalt = FORMA • Max Wertheimer (1880-1943), Wofgang Kohler (1887-1967) e Kurt Koffka (1886-1941): Postulam que a atividade humana não é um somatório de reações a estímulos pois resulta de uma organização determinada pelo mundo exterior e integrada na totalidade psicológica do sujeito.
  • 38.
    • Objeto deestudo: Percepção e pensamento como totalidade • Método: Introspecção e experimentação • Ponto de partida para compreensão de um comportamento: APERCEPÇÃO S P R
  • 39.
    Psicanálise • Freud (1956-1939):Importante médico vienense que revolucionou o modo de pensar a vida psíquica. • Para compreender comportamento humano é preciso acessar os processos misteriosos e obscuros do psiquismo.
  • 40.
    • Seria impossívelcompreender os processos patológicos se só se admitisse a existência do consciente. A grande revolução consistiu na afirmação da existência do INCONSCIENTE • Zona do psiquismo humano constituída por pulsões, tendências e desejos fundamentalmente de caráter afetivo-sexual, a qual não é passível de conhecimento direto, como acontece com o consciente. • Objeto de estudo: Inconsciente • Método: Analítico através da associação livre. • Introduz uma importante teoria sobre desenvolvimento da personalidade, propondo que as causas e funcionamentos das perturbações psicológicas referiam-se a conflitos localizados nos primeiros anos de vida.
  • 41.
    Principais Tendências • Apesardas contribuições da Gestalt e da Psicanálise, até a Segunda Guerra Mundial o Behaviorismo dominava a psicologia, principalmente nos EUA. • Depois da guerra aumentou o interesse pela psicologia. Devido a necessidade de fornecer tratamentos aos veteranos de guerra, a Psicologia Aplicada se expande (Psicologia Clínica, Avaliação Psicológica e Psicologia Educacional). • Esse movimento propiciou o surgimento de novas abordagens teóricas.
  • 42.
    • Behaviorismo =surgiram abordagens do Behaviorismo Radical ( Skinner), Neobehaviorismo (Albert Bandura) • Gestalt = Fenomenologia (Heiddeger, Pearls) • Psicanálise = Psicologia Analítica (Jung), Psicologia Kleiniana (Melanie Klein), Lacaniana (J. Lacan)
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    Novas Perspectivas Científicasem Psicologia • Anos 60: Psicologia Sócio-Histórica (Vygotsky) e Psicologia Humanista (Carl Rogers) • Anos 70: Etologia (Bowlby), Psicologia Cognitiva (processamento da informação) • Anos 80 e 90: Neuropsicologia e Neurociências
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    Enfim... • Durante maisde 100 anos a Psicologia tem procurado, aceitado e rejeitado diferentes definições, mas nenhum sistema ou ponto de vista individual conseguiu unificar todas as posições. • Cada escola adere à sua própria orientação teórica e metodológica, abordando o estudo da natureza humana a partir de diferentes técnicas. • Todas as abordagens adquirem um valor indispensável para a construção da ciência psicológica e nenhuma possui todas as respostas ou é superior.
  • 45.
    • A diversidadede teorias e/ou escolas de pensamento na Psicologia é condição e resultado de uma ciência que tem por objeto o ser humano em toda a sua complexidade. • Segundo Thomas Kuhn, o estágio mais avançado do desenvolvimento de uma ciência é alcançado quando ela já não se caracteriza por escolas de pensamento, ou seja, a maioria dos membros dessa disciplina chegam a um consenso acerca de questões teóricas e metodológicas.
  • 46.
    • A Psicologiaé considerada uma soft ciência, devido sua incapacidade de formular leis universais que dêem conta de forma integral do comportamento humano. • Entretanto, essas limitações não desqualificam a psicologia como ciência. • Ao contrário, oferecem desafios as tradicionais metodologias e construtos teóricos. Possibilitando, assim, uma continuidade científica na busca de respostas e soluções para os mais diversos problemas.
  • 47.
    Resumindo... • Até 1920:A Psicologia era considerada a ciência da vida mental • De 1920 a 1960: Com o predomínio do Behaviorismo a psicologia abandona a introspecção e é redefinida como a ciência do comportamento observável • A partir de 1960: A Psicologia começa a retomar seu interesse inicial pelos processos mentais e mantém o comportamento como objeto de estudo • Contemporaneidade: Psicologia é a ciência do comportamento e dos processos mentais! • A Psicologia é uma ciência em constante processo de construção
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    Referências • ARANHA, M.L. A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009. • CAMPOS, Regina H. F. et al. História da Psicologia: pesquisa, formação, ensino. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 2008. • CAPRA, B. A. Ponto de mutação. [Filme. Drama]. Cannes Home Video. Direção de Bernt Amadeus Capra. Roteiro de Floyd Byars e Fritjof Capra. Alemanha, 1990, 112 min. • CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia: Ensino Médio. São Paulo: Ática, 2010. • CRONENBERG, D. Um método perigoso. [Filme. Drama]. Imagem Filmes. Direção de David Cronenberg. Roteiro de Christopher Hampton. Reino Unido, Alemanha, Canadá, Suíça, 2012, 99 min. • DESCARTES, R. Discurso do método. Tradução de João Cruz Costa. (Coleção Saraiva de Bolso). São Paulo: Saraiva, 2001. • FIGUEIREDO, L. C. M. Matrizes do pensamento psicológico. São Paulo: Vozes, 2003. • HUME, D. Tratado da natureza humana. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2009. KANT, I. Crítica da razão pura. v. 1. (Os • Pensadores). São Paulo: Nova Cultural, 1987. • MATURANA, R. H.; VARELA, G. F. A árvore do conhecimento: as bases biológicas do entendimento humano. São Paulo. • PLATÃO. A República. São Paulo: Nova Cultural, 2000. Disponível em: <http://www.webartigos.com/artigos/platao-e- adistincao-entre-o-mundo-sensivel-e-o-mundo- -das-ideias/6969/#ixzz3uvELQaBa>. Acesso em: 19 dez. 2015. • SCHULTZ, D.; SCHULTZ, S. E. História da Psicologia moderna. São Paulo: Cultrix, 2014. • SHOLTZ, G. O problema do historicismo e as ciências do espírito no século XX. In: História da historiografia, n. 6. 21 mar. 2011. Disponível em: <http://www.historiadahistoriografia.com. br/revista/article/viewFile/239/167>. Acesso em • 4 dez. 2015.