BOMBEIRO: O AMIGO CERTO NAS HORAS INCERTAS
ANÁLISE
DE
RISCOS
Conhecer os principais conceitos empregados nas teorias sobre análise
de riscos, gerenciamento de riscos e gerenciamento de emergências;
Conhecer as ferramentas utilizadas na gestão de riscos;
Conhecer os principais riscos existentes em incêndios;
Objetivos
ACIDENTE
Evento específico não planejado e indesejável, ou uma sequência de
eventos que geram consequências indesejáveis, como lesões,
doenças, morte ou prejuízos materiais.
Conceitos
INCIDENTE
Evento relacionado em que uma lesão ou doença (independentemente
da gravidade) ou fatalidade ocorreu, ou poderia ter ocorrido.
Portanto, um incidente pode ser um acidente ou um quase acidente.
Conceitos
Fonte: Occupational Safety and Health (OSHA)
Algumas literaturas
nacionais definem o
incidente apenas
como um “quase
acidente”.
BEM
É toda pessoa, animal ou coisa que em determinadas circunstâncias,
possui ou se atribui a ele uma ou várias qualidades benéficas e em
virtude da qual se resulta como objeto de valor.
Conceitos
DANO
É a gravidade da perda, seja ela humana, material, ambiental ou
financeira, que pode ocorrer caso não se tenha controle sobre um
risco.
Conceitos
Severidade do dano
CAUSA
É a origem, de caráter humano ou material, relacionada com o evento
catastrófico (acidente) resultante da materialização do risco,
provocando danos.
Conceitos
EMERGÊNCIA
Situação que exige uma intervenção imediata de profissionais
treinados com equipamentos adequados, para que danos e prejuízos
sejam evitados ou minimizados.
Conceitos
PERDA
É o prejuízo sofrido por uma organização, sem garantia de
ressarcimento através de seguros ou outros meios.
Conceitos
SINISTRO
É o prejuízo sofrido por uma organização, com garantia de
ressarcimento através de seguros ou outros meios (definição jurídica).
Acontecimento que causa dano, perda, sofrimento ou morte;
acidente, desastre.
RISCO
Probabilidade estatística de que uma ameaça de evento adverso se
concretize em um cenário vulnerável, causando danos e prejuízos,
isto é, a probabilidade da ocorrência de um sinistro.
Expressa uma probabilidade de possíveis danos dentro de um período
específico de tempo ou número de ciclos operacionais, podendo ser
indicado pela probabilidade de um acidente multiplicada pelo dano
em valores monetários, vidas ou unidades operacionais.
Conceitos
PERIGO
Uma ou mais condições de uma variável com potencial necessário
para causar danos.
Se existe um risco, face às precauções tomadas, o nível de perigo
pode ser baixo ou alto.
Conceitos
Conceitos
Um PERIGO é algo que tem
potencial para causar dano
RISCO é a probabilidade de
um perigo causar dano
PERIGO RISCO
VS
ATO INSEGURO
São comportamentos emitidos pelo trabalhador que podem levá-lo a
sofrer um acidente.
Conceitos
Negligência Imprudência
Imperícia
ATO INSEGURO
Conceitos
ATO INSEGURO
Conceitos
CONDIÇÃO INSEGURA
São deficiências, defeitos ou irregularidades técnicas que constituem
riscos para a integridade física do trabalhador, para sua saúde e para
os bens materiais da organização.
Conceitos
VULNERABILIDADES
São fragilidades presentes ou associadas aos ativos que ao serem
exploradas por ameaças, permitem a ocorrência de um incidente de
segurança, afetando a segurança.
Conceitos
AMEAÇAS
É o agente ou condição que causa um incidente que compromete a
segurança por meio da exploração de vulnerabilidades, podendo ser:
Naturais – Ameaças decorrentes de fenômenos da natureza.
Involuntários – Ameaças inconscientes, quase sempre causadas pelo
desconhecimento. Podem ser causadas por acidentes, erros, etc.
Conceitos
A segurança é um estado de confiança, individual e coletivo, baseado
no conhecimento e no emprego de normas e de procedimentos de
proteção e na convicção de que os riscos foram reduzidos a limites
aceitáveis. A sensação de segurança varia entre os indivíduos, pois ela
está ligada diretamente a percepção de risco.
A percepção de risco depende do nível de conhecimento da pessoa,
adquirido por meio de treinamentos e experiências reais. Quanto
maior a qualificação, somada à experiência em ocorrências, maior
será a percepção de risco.
Segurança nas operações
Para adentrar em ambiente incendiado, o brigadista deverá analisar,
por exemplo, o risco de desabamento, de explosões, de intoxicação
etc. Observados os riscos, devem ser providenciadas ações para
minimizá-los, por meio da adoção de técnicas e procedimentos
operacionais como escoramento, ventilação e utilização de
equipamentos de proteção.
A segurança é uma determinação operacional, parte obrigatória do
planejamento e, durante a atuação na emergência, é
responsabilidade de todos os integrantes da equipe.
Segurança nas operações
Para preservar a segurança, é importante conhecer algumas
características dos riscos envolvidos em incêndios:
• Eventuais danos podem comprometer a segurança, saúde e
produtividade dos trabalhadores;
• Determinadas condições podem provocar lesões imediatas ou
doenças profissionais que afetam e lesam o trabalhador aos
poucos, comprometendo sua capacidade física ao longo do tempo
de exposição ao fator de risco;
• Variam com o tipo de produtos, tipos de planta;
• Dependem das características dos produtos: físicas e químicas,
toxicidade, exposição às temperaturas, reação à água, etc.
Riscos em incêndios
Intoxicação
Ocorre quando o brigadista desenvolve atividades envolvendo
substâncias que possuem a capacidade de causar dano no organismo a
que estiver exposto. Quanto maior a toxidade e concentração do
produto e exposição, maior será o dano causado ao seu organismo.
Riscos em incêndios
Explosões
Rápida expansão de gases que pode ser acompanha de efeitos
térmicos. No caso de incêndios em ambientes confinados, o brigadista
deve estar atento para fenômenos como flashover e backdraft, como
também a ocorrência de BLEVE em caminhões ou tanques de
armazenamento de líquidos inflamáveis incendiados e operações com
vazamento de gases combustíveis e materiais pirofóricos.
Riscos em incêndios
Colapso estrutural
Pode ocorrer em consequência de um incêndio. Por isso, o brigadista
deverá estar atento aos sinais presentes na estrutura como a presença
de trincas profundas, deformação de vigas de aço, barulho de
material cedendo, estruturas de madeira carbonizadas, pequenos
desabamentos etc.
Riscos em incêndios
Choque elétrico
Normalmente causado quando não é feita a desenergização da rede
elétrica. Para isso, o brigadista deverá conhecer a planta elétrica da
edificação para identificar o local das chaves de entrada de energia e
suas formas de desligamento.
Riscos em incêndios
Queimadura
Causada pela ação do calor produzido no incêndio presente nas
chamas, vapor d´água e fumaça. Para evitar acidentes, o brigadista
deverá prestar muita atenção às situações de perigo e cumprir
rigorosamente os procedimentos de atuação nas diversas situações
concretas que ele poderá encontrar no combate a incêndios.
Riscos em incêndios
As pessoas que estão sujeitas a serem acionadas para a atuação no
combate a incêndio ou atendimento de outros tipos de emergências
devem considerar a importância das seguintes práticas, a fim de
minimizar os riscos:
• Utilização do EPI e EPR de forma adequada;
• Nutrição e hidratação adequados;
• Preparação física e psicológica;
• Capacitação técnica.
Riscos em incêndios
Análise de riscos
✔ O que pode ocorrer de errado?
✔ Quais são as causas básicas dos
eventos indesejados?
✔ Quais são as frequências de
ocorrência dos acidentes?
✔ Quais são as consequências?
✔ Os riscos são toleráveis?
CONCEITO
É o uso sistemático de informação disponível para determinar quão
frequentemente eventos especificados podem ocorrer e a magnitude
de suas consequências.
Análise de riscos
OBJETIVOS
Identificar, determinar e quantificar todos os perigos de um sistema,
associando ao risco.
Análise de riscos
PERIGO / RISCO
Perigo Risco
⮚Estudar no dia da
véspera da prova
⮚Velocidade Excessiva
⮚Brincar com fogo
Análise de riscos
Perigo Risco
⮚Estudar no dia da véspera
da prova
⮚Tirar nota baixa
⮚Velocidade Excessiva ⮚Perda do controle
⮚Colidir
⮚Danos físicos
⮚Brincar com fogo ⮚Queimar-se
⮚Provocar um incêndio
PERIGO / RISCO
MÉTODOS
Existem diversos métodos utilizados para a o estudo da análise de
riscos, dentre os quais podemos citar:
• Análise preliminar de riscos (APR) / perigos (APP);
• Estudo de perigos e operabilidade (HAZOP);
• What if - “E se”;
• Análise de modo e efeito de falha (FMEA);
• Análise de árvore de falhas (FTA);
• Checklist;
Análise de riscos
O objetivo é identificar perigos, situações perigosas ou sequências de
eventos específicos que possam produzir consequências indesejáveis.
Requer a participação de um facilitador e um time multifuncional
com experiência na planta e no processo, que possuam a capacidade
de combinar mentalmente possíveis desvios do processo que poderiam
resultar em um incidente. Essa é uma técnica poderosa se a equipe
for experiente; caso contrário, os resultados provavelmente serão
incompletos.
Método What if - “E se”
Os participantes são convidados a formular uma série de perguntas,
usando a imaginação para identificar o que pode dar errado com base
em suas experiências passadas, conhecimento de situações
semelhantes e documentos disponíveis.
As perguntas sobre variações hipotéticas podem ser formuladas com
base em erros humanos, problemas no processo e falhas de
equipamentos.
Todas as perguntas são formuladas em um formato que começa com a
expressão “E se...”
Método What if - “E se”
O que aconteceria se houvesse qualquer uma das seguintes situações:
• Procedimentos não realizados ou realizados incorretamente;
• Operador desatento ou operador não treinado;
• Distúrbios nas condições do processo;
• Falha de equipamento;
• Instrumentação mal calibrada;
• Interrupção no fornecimento de energia, vapor, gás, água,
combustíveis, etc;
• Influências externas, como condições climáticas, vandalismo, fogo;
• Combinação de eventos, como falhas múltiplas de equipamentos;
Método What if - “E se”
Depois de ter certeza de que a equipe de revisão esgotou os cenários de
mais plausíveis, o facilitador faz a equipe responder à pergunta: Qual
seria o resultado dessa situação?
A próxima tarefa é fazer julgamentos sobre a probabilidade e a gravidade
dessa situação. Em outras palavras, qual é o risco. A equipe de revisão
precisa fazer julgamentos sobre o nível de risco e sua aceitabilidade.
Em seguida, são discutidas as recomendações e soluções relativas a cada
questão. Os resultados são utilizados para determinar ações de correção
e acompanhamento e também podem ser aprofundados através de
métodos mais complexos.
Método What if - “E se”
GERENCIAMENTO DE RISCOS
Processo de controle de riscos compreendendo a formulação e a
implantação de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que
têm por objetivo prevenir, reduzir e controlar os riscos, bem como
manter uma instalação operando dentro de padrões de segurança
considerados toleráveis ao longo de sua vida útil.
Gerenciamento de Riscos
O PGR é um documento que tem por objetivo demonstrar, com base nos
resultados do EAR, os procedimentos, normas e instruções técnicas a
serem observadas para o controle dos riscos visando prevenir acidentes.
Define a política, as diretrizes e apresenta os diferentes documentos de
controle para o permanente acompanhamento dos riscos associados a
uma instalação ou atividade.
No Brasil, as regulamentações relativas ao processo de licenciamento
ambiental de instalações que lidam com produtos perigosos já requerem
a apresentação de PGR como requisito para a concessão da licença de
operação.
Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
De modo geral, um PGR deve contemplar, entre outros, os seguintes
aspectos:
• informações de segurança de processo;
• manutenção e garantia da integridade de sistemas críticos;
• procedimentos operacionais;
• capacitação de recursos humanos;
• plano de ação de emergência (PAE);
Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
Informações de segurança de processo
Informações e documentos atualizados e detalhados sobre a tecnologia e
equipamentos de processo.
Informações das substâncias químicas do processo, considerando as
características perigosas relacionadas com inflamabilidade, reatividade,
toxicidade e corrosividade, entre outros riscos.
Quais os parâmetros seguros de parâmetros como temperatura, pressão,
vazão, nível e composição e respectivas consequências dos desvios desses
limites.
Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
Manutenção e garantia da integridade de sistemas críticos
Os sistemas considerados críticos em instalações ou atividades perigosas
abrangem equipamentos para processar, armazenar ou manusear
substâncias perigosas e outros relacionados com sistemas de
monitorização ou de segurança, os quais são instalados para minimizar os
riscos.
Esse programa deve incluir o gerenciamento e o controle de todas as
inspeções e o acompanhamento das atividades associadas com os
sistemas críticos para a operação, segurança e controle.
Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
Procedimentos operacionais
Todas as atividades e operações realizadas em instalações industriais
devem estar previstas em procedimentos claramente estabelecidos, que
devem contemplar, entre outros aspectos, as instruções precisas para a
realização de operações seguras.
Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
Capacitação de recursos humanos
Os procedimentos de treinamento devem ser definidos de modo a
assegurar que as pessoas que operem as instalações possuam os
conhecimentos e habilidades requeridos para o desempenho de suas
funções, incluindo as ações relacionadas com a pré-operação e paradas,
emergenciais ou não.
O programa de capacitação deve prever ações para a reciclagem
periódica dos funcionários e treinamento complementar quando houver
modificações nos procedimentos ou nas instalações.
Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
Plano de Intervenção
Também chamado de Plano de Ação de Emergência (PAE), contempla as
ações de resposta às situações emergenciais compatíveis com os cenários
acidentais considerados, de acordo com os impactos esperados e
avaliados no estudo de análise de riscos, considerando procedimentos de
avaliação, controle emergencial (combate a incêndios, isolamento,
evacuação, controle de vazamentos, etc.) e ações de recuperação.
Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)

AULA 01-Objetivos do CFIB Curso de Formação.pdf

  • 1.
    BOMBEIRO: O AMIGOCERTO NAS HORAS INCERTAS ANÁLISE DE RISCOS
  • 2.
    Conhecer os principaisconceitos empregados nas teorias sobre análise de riscos, gerenciamento de riscos e gerenciamento de emergências; Conhecer as ferramentas utilizadas na gestão de riscos; Conhecer os principais riscos existentes em incêndios; Objetivos
  • 3.
    ACIDENTE Evento específico nãoplanejado e indesejável, ou uma sequência de eventos que geram consequências indesejáveis, como lesões, doenças, morte ou prejuízos materiais. Conceitos
  • 4.
    INCIDENTE Evento relacionado emque uma lesão ou doença (independentemente da gravidade) ou fatalidade ocorreu, ou poderia ter ocorrido. Portanto, um incidente pode ser um acidente ou um quase acidente. Conceitos Fonte: Occupational Safety and Health (OSHA) Algumas literaturas nacionais definem o incidente apenas como um “quase acidente”.
  • 5.
    BEM É toda pessoa,animal ou coisa que em determinadas circunstâncias, possui ou se atribui a ele uma ou várias qualidades benéficas e em virtude da qual se resulta como objeto de valor. Conceitos
  • 6.
    DANO É a gravidadeda perda, seja ela humana, material, ambiental ou financeira, que pode ocorrer caso não se tenha controle sobre um risco. Conceitos Severidade do dano
  • 7.
    CAUSA É a origem,de caráter humano ou material, relacionada com o evento catastrófico (acidente) resultante da materialização do risco, provocando danos. Conceitos
  • 8.
    EMERGÊNCIA Situação que exigeuma intervenção imediata de profissionais treinados com equipamentos adequados, para que danos e prejuízos sejam evitados ou minimizados. Conceitos
  • 9.
    PERDA É o prejuízosofrido por uma organização, sem garantia de ressarcimento através de seguros ou outros meios. Conceitos SINISTRO É o prejuízo sofrido por uma organização, com garantia de ressarcimento através de seguros ou outros meios (definição jurídica). Acontecimento que causa dano, perda, sofrimento ou morte; acidente, desastre.
  • 10.
    RISCO Probabilidade estatística deque uma ameaça de evento adverso se concretize em um cenário vulnerável, causando danos e prejuízos, isto é, a probabilidade da ocorrência de um sinistro. Expressa uma probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais, podendo ser indicado pela probabilidade de um acidente multiplicada pelo dano em valores monetários, vidas ou unidades operacionais. Conceitos
  • 11.
    PERIGO Uma ou maiscondições de uma variável com potencial necessário para causar danos. Se existe um risco, face às precauções tomadas, o nível de perigo pode ser baixo ou alto. Conceitos
  • 12.
    Conceitos Um PERIGO éalgo que tem potencial para causar dano RISCO é a probabilidade de um perigo causar dano PERIGO RISCO VS
  • 13.
    ATO INSEGURO São comportamentosemitidos pelo trabalhador que podem levá-lo a sofrer um acidente. Conceitos Negligência Imprudência Imperícia
  • 14.
  • 15.
  • 16.
    CONDIÇÃO INSEGURA São deficiências,defeitos ou irregularidades técnicas que constituem riscos para a integridade física do trabalhador, para sua saúde e para os bens materiais da organização. Conceitos
  • 17.
    VULNERABILIDADES São fragilidades presentesou associadas aos ativos que ao serem exploradas por ameaças, permitem a ocorrência de um incidente de segurança, afetando a segurança. Conceitos
  • 18.
    AMEAÇAS É o agenteou condição que causa um incidente que compromete a segurança por meio da exploração de vulnerabilidades, podendo ser: Naturais – Ameaças decorrentes de fenômenos da natureza. Involuntários – Ameaças inconscientes, quase sempre causadas pelo desconhecimento. Podem ser causadas por acidentes, erros, etc. Conceitos
  • 19.
    A segurança éum estado de confiança, individual e coletivo, baseado no conhecimento e no emprego de normas e de procedimentos de proteção e na convicção de que os riscos foram reduzidos a limites aceitáveis. A sensação de segurança varia entre os indivíduos, pois ela está ligada diretamente a percepção de risco. A percepção de risco depende do nível de conhecimento da pessoa, adquirido por meio de treinamentos e experiências reais. Quanto maior a qualificação, somada à experiência em ocorrências, maior será a percepção de risco. Segurança nas operações
  • 20.
    Para adentrar emambiente incendiado, o brigadista deverá analisar, por exemplo, o risco de desabamento, de explosões, de intoxicação etc. Observados os riscos, devem ser providenciadas ações para minimizá-los, por meio da adoção de técnicas e procedimentos operacionais como escoramento, ventilação e utilização de equipamentos de proteção. A segurança é uma determinação operacional, parte obrigatória do planejamento e, durante a atuação na emergência, é responsabilidade de todos os integrantes da equipe. Segurança nas operações
  • 21.
    Para preservar asegurança, é importante conhecer algumas características dos riscos envolvidos em incêndios: • Eventuais danos podem comprometer a segurança, saúde e produtividade dos trabalhadores; • Determinadas condições podem provocar lesões imediatas ou doenças profissionais que afetam e lesam o trabalhador aos poucos, comprometendo sua capacidade física ao longo do tempo de exposição ao fator de risco; • Variam com o tipo de produtos, tipos de planta; • Dependem das características dos produtos: físicas e químicas, toxicidade, exposição às temperaturas, reação à água, etc. Riscos em incêndios
  • 22.
    Intoxicação Ocorre quando obrigadista desenvolve atividades envolvendo substâncias que possuem a capacidade de causar dano no organismo a que estiver exposto. Quanto maior a toxidade e concentração do produto e exposição, maior será o dano causado ao seu organismo. Riscos em incêndios
  • 23.
    Explosões Rápida expansão degases que pode ser acompanha de efeitos térmicos. No caso de incêndios em ambientes confinados, o brigadista deve estar atento para fenômenos como flashover e backdraft, como também a ocorrência de BLEVE em caminhões ou tanques de armazenamento de líquidos inflamáveis incendiados e operações com vazamento de gases combustíveis e materiais pirofóricos. Riscos em incêndios
  • 24.
    Colapso estrutural Pode ocorrerem consequência de um incêndio. Por isso, o brigadista deverá estar atento aos sinais presentes na estrutura como a presença de trincas profundas, deformação de vigas de aço, barulho de material cedendo, estruturas de madeira carbonizadas, pequenos desabamentos etc. Riscos em incêndios
  • 25.
    Choque elétrico Normalmente causadoquando não é feita a desenergização da rede elétrica. Para isso, o brigadista deverá conhecer a planta elétrica da edificação para identificar o local das chaves de entrada de energia e suas formas de desligamento. Riscos em incêndios
  • 26.
    Queimadura Causada pela açãodo calor produzido no incêndio presente nas chamas, vapor d´água e fumaça. Para evitar acidentes, o brigadista deverá prestar muita atenção às situações de perigo e cumprir rigorosamente os procedimentos de atuação nas diversas situações concretas que ele poderá encontrar no combate a incêndios. Riscos em incêndios
  • 27.
    As pessoas queestão sujeitas a serem acionadas para a atuação no combate a incêndio ou atendimento de outros tipos de emergências devem considerar a importância das seguintes práticas, a fim de minimizar os riscos: • Utilização do EPI e EPR de forma adequada; • Nutrição e hidratação adequados; • Preparação física e psicológica; • Capacitação técnica. Riscos em incêndios
  • 28.
    Análise de riscos ✔O que pode ocorrer de errado? ✔ Quais são as causas básicas dos eventos indesejados? ✔ Quais são as frequências de ocorrência dos acidentes? ✔ Quais são as consequências? ✔ Os riscos são toleráveis?
  • 29.
    CONCEITO É o usosistemático de informação disponível para determinar quão frequentemente eventos especificados podem ocorrer e a magnitude de suas consequências. Análise de riscos OBJETIVOS Identificar, determinar e quantificar todos os perigos de um sistema, associando ao risco.
  • 30.
    Análise de riscos PERIGO/ RISCO Perigo Risco ⮚Estudar no dia da véspera da prova ⮚Velocidade Excessiva ⮚Brincar com fogo
  • 31.
    Análise de riscos PerigoRisco ⮚Estudar no dia da véspera da prova ⮚Tirar nota baixa ⮚Velocidade Excessiva ⮚Perda do controle ⮚Colidir ⮚Danos físicos ⮚Brincar com fogo ⮚Queimar-se ⮚Provocar um incêndio PERIGO / RISCO
  • 32.
    MÉTODOS Existem diversos métodosutilizados para a o estudo da análise de riscos, dentre os quais podemos citar: • Análise preliminar de riscos (APR) / perigos (APP); • Estudo de perigos e operabilidade (HAZOP); • What if - “E se”; • Análise de modo e efeito de falha (FMEA); • Análise de árvore de falhas (FTA); • Checklist; Análise de riscos
  • 33.
    O objetivo éidentificar perigos, situações perigosas ou sequências de eventos específicos que possam produzir consequências indesejáveis. Requer a participação de um facilitador e um time multifuncional com experiência na planta e no processo, que possuam a capacidade de combinar mentalmente possíveis desvios do processo que poderiam resultar em um incidente. Essa é uma técnica poderosa se a equipe for experiente; caso contrário, os resultados provavelmente serão incompletos. Método What if - “E se”
  • 34.
    Os participantes sãoconvidados a formular uma série de perguntas, usando a imaginação para identificar o que pode dar errado com base em suas experiências passadas, conhecimento de situações semelhantes e documentos disponíveis. As perguntas sobre variações hipotéticas podem ser formuladas com base em erros humanos, problemas no processo e falhas de equipamentos. Todas as perguntas são formuladas em um formato que começa com a expressão “E se...” Método What if - “E se”
  • 35.
    O que aconteceriase houvesse qualquer uma das seguintes situações: • Procedimentos não realizados ou realizados incorretamente; • Operador desatento ou operador não treinado; • Distúrbios nas condições do processo; • Falha de equipamento; • Instrumentação mal calibrada; • Interrupção no fornecimento de energia, vapor, gás, água, combustíveis, etc; • Influências externas, como condições climáticas, vandalismo, fogo; • Combinação de eventos, como falhas múltiplas de equipamentos; Método What if - “E se”
  • 36.
    Depois de tercerteza de que a equipe de revisão esgotou os cenários de mais plausíveis, o facilitador faz a equipe responder à pergunta: Qual seria o resultado dessa situação? A próxima tarefa é fazer julgamentos sobre a probabilidade e a gravidade dessa situação. Em outras palavras, qual é o risco. A equipe de revisão precisa fazer julgamentos sobre o nível de risco e sua aceitabilidade. Em seguida, são discutidas as recomendações e soluções relativas a cada questão. Os resultados são utilizados para determinar ações de correção e acompanhamento e também podem ser aprofundados através de métodos mais complexos. Método What if - “E se”
  • 37.
    GERENCIAMENTO DE RISCOS Processode controle de riscos compreendendo a formulação e a implantação de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm por objetivo prevenir, reduzir e controlar os riscos, bem como manter uma instalação operando dentro de padrões de segurança considerados toleráveis ao longo de sua vida útil. Gerenciamento de Riscos
  • 38.
    O PGR éum documento que tem por objetivo demonstrar, com base nos resultados do EAR, os procedimentos, normas e instruções técnicas a serem observadas para o controle dos riscos visando prevenir acidentes. Define a política, as diretrizes e apresenta os diferentes documentos de controle para o permanente acompanhamento dos riscos associados a uma instalação ou atividade. No Brasil, as regulamentações relativas ao processo de licenciamento ambiental de instalações que lidam com produtos perigosos já requerem a apresentação de PGR como requisito para a concessão da licença de operação. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
  • 39.
    De modo geral,um PGR deve contemplar, entre outros, os seguintes aspectos: • informações de segurança de processo; • manutenção e garantia da integridade de sistemas críticos; • procedimentos operacionais; • capacitação de recursos humanos; • plano de ação de emergência (PAE); Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
  • 40.
    Informações de segurançade processo Informações e documentos atualizados e detalhados sobre a tecnologia e equipamentos de processo. Informações das substâncias químicas do processo, considerando as características perigosas relacionadas com inflamabilidade, reatividade, toxicidade e corrosividade, entre outros riscos. Quais os parâmetros seguros de parâmetros como temperatura, pressão, vazão, nível e composição e respectivas consequências dos desvios desses limites. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
  • 41.
    Manutenção e garantiada integridade de sistemas críticos Os sistemas considerados críticos em instalações ou atividades perigosas abrangem equipamentos para processar, armazenar ou manusear substâncias perigosas e outros relacionados com sistemas de monitorização ou de segurança, os quais são instalados para minimizar os riscos. Esse programa deve incluir o gerenciamento e o controle de todas as inspeções e o acompanhamento das atividades associadas com os sistemas críticos para a operação, segurança e controle. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
  • 42.
    Procedimentos operacionais Todas asatividades e operações realizadas em instalações industriais devem estar previstas em procedimentos claramente estabelecidos, que devem contemplar, entre outros aspectos, as instruções precisas para a realização de operações seguras. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
  • 43.
    Capacitação de recursoshumanos Os procedimentos de treinamento devem ser definidos de modo a assegurar que as pessoas que operem as instalações possuam os conhecimentos e habilidades requeridos para o desempenho de suas funções, incluindo as ações relacionadas com a pré-operação e paradas, emergenciais ou não. O programa de capacitação deve prever ações para a reciclagem periódica dos funcionários e treinamento complementar quando houver modificações nos procedimentos ou nas instalações. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
  • 44.
    Plano de Intervenção Tambémchamado de Plano de Ação de Emergência (PAE), contempla as ações de resposta às situações emergenciais compatíveis com os cenários acidentais considerados, de acordo com os impactos esperados e avaliados no estudo de análise de riscos, considerando procedimentos de avaliação, controle emergencial (combate a incêndios, isolamento, evacuação, controle de vazamentos, etc.) e ações de recuperação. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)