COESÃO TEXTUAL
DEFINIÇÃO
Forma como os elementos linguísticos
presentes na superfície textual se interligam
por meio de recursos também linguísticos, de
modo a formar um tecido “tessitura”.
1. COESÃO
LEXICAL
DEFINIÇÃO
Elementos que fazem remissão/referência a
outros elementos de forma a garantir
continuação de sentido.
Bicicletai!
Antônio Prata
Um dias desses, evidentemente, tudo há de dar certo, os
automóveis se extinguirão e a superfície da terra será
povoada apenas por bicicletas. Alguns carros, ônibus e
caminhões serão expostos nos museus, feito mamutes,
guilhotinas e outros monstros findos, para divertir a
criançada e alertar os adultos: que o horror jamais se
repita. Sobre selins acolchoados, seremos felizes para
sempre.
É inegável a simpatia das bicicletas. Máquina
desengonçada: se parada, destrambelha-se como um
albatroz em terra, mas ao impulso dos pedais, projeta-
se como uma flecha, esguia, impoluta e silenciosa.
Bicicletas, ninguém pode negar, são irmãs dos guarda-
chuvas, primas das girafas e parentes distantes dos
abacaxis (não me peça para explicar, foi uma ideia que
tive agora).
Durante todo o século XX, muitos artistas aproveitaram-
se de seus encantos. É pedalando que vemos quase todo
o tempo monsieur Hulot, personagem do filme Meu Tio,
utopia lírica de Jacques Tati. Marceu Duchamp, depois
haver exposto um mictório no museu, enfiou uma roda
de bicicleta num banco de madeira e deixou as velhas
noções sobre arte – literalmente – de pernas pro ar.
É impensável um facínora de bicicleta, inconcebível um
ditador pedalando. As “máquinas da paz”, como as
chamou Vinícius de Moraes, em sua Balada das meninas
de bicicleta, são muito mais afeitas aos suaves cuidados
das moças: “Bicicletai, meninada!/ Aos ventos do
Arpoador/ Solta a flâmula agitada/Das cabeleiras em
flor”.
As bicicletas são um indício de civilização.
Recomendadas por ecologistas, urbanistas,
cardiologistas e artistas, têm logo de entrar na agenda
política.
Bicicletai!
Antônio Prata
Um dias desses, evidentemente, tudo há de dar certo, os
automóveis se extinguirão e a superfície da terra será
povoada apenas por bicicletas. Alguns carros, ônibus e
caminhões serão expostos nos museus, feito mamutes,
guilhotinas e outros monstros findos, para divertir a
criançada e alertar os adultos: que o horror jamais se
repita. Sobre selins acolchoados, seremos felizes para
sempre.
É inegável a simpatia das bicicletas. Máquina
desengonçada: se parada, destrambelha-se como um
albatroz em terra, mas ao impulso dos pedais, projeta-
se como uma flecha, esguia, impoluta e silenciosa.
Bicicletas, ninguém pode negar, são irmãs dos guarda-
chuvas, primas das girafas e parentes distantes dos
abacaxis (não me peça para explicar, foi uma ideia que
tive agora).
Expressão nominal
Bicicletai!
Antônio Prata
Um dias desses, evidentemente, tudo há de dar certo, os
automóveis se extinguirão e a superfície da terra será
povoada apenas por bicicletas. Alguns carros, ônibus e
caminhões serão expostos nos museus, feito mamutes,
guilhotinas e outros monstros findos, para divertir a
criançada e alertar os adultos: que o horror jamais se
repita. Sobre selins acolchoados, seremos felizes para
sempre.
É inegável a simpatia das bicicletas. Máquina
desengonçada: se parada, destrambelha-se como um
albatroz em terra, mas ao impulso dos pedais, projeta-
se como uma flecha, esguia, impoluta e silenciosa.
Bicicletas, ninguém pode negar, são irmãs dos guarda-
chuvas, primas das girafas e parentes distantes dos
abacaxis (não me peça para explicar, foi uma ideia que
tive agora).
Elipse
Durante todo o século XX, muitos artistas aproveitaram-
se de seus encantos. É pedalando que vemos quase todo
o tempo monsieur Hulot, personagem do filme Meu Tio,
utopia lírica de Jacques Tati. Marceu Duchamp, depois
haver exposto um mictório no museu, enfiou uma roda
de bicicleta num banco de madeira e deixou as velhas
noções sobre arte – literalmente – de pernas pro ar.
É impensável um facínora de bicicleta, inconcebível um
ditador pedalando. As “máquinas da paz”, como as
chamou Vinícius de Moraes, em sua Balada das meninas
de bicicleta, são muito mais afeitas aos suaves cuidados
das moças: “Bicicletai, meninada!/ Aos ventos do
Arpoador/ Solta a flâmula agitada/Das cabeleiras em
flor”.
As bicicletas são um indício de civilização.
Recomendadas por ecologistas, urbanistas,
cardiologistas e artistas, têm logo de entrar na agenda
política.
Pronome
Durante todo o século XX, muitos artistas aproveitaram-
se de seus encantos. É pedalando que vemos quase todo
o tempo monsieur Hulot, personagem do filme Meu Tio,
utopia lírica de Jacques Tati. Marceu Duchamp, depois
haver exposto um mictório no museu, enfiou uma roda
de bicicleta num banco de madeira e deixou as velhas
noções sobre arte – literalmente – de pernas pro ar.
É impensável um facínora de bicicleta, inconcebível um
ditador pedalando. As “máquinas da paz”, como as
chamou Vinícius de Moraes, em sua Balada das meninas
de bicicleta, são muito mais afeitas aos suaves cuidados
das moças: “Bicicletai, meninada!/ Aos ventos do
Arpoador/ Solta a flâmula agitada/Das cabeleiras em
flor”.
As bicicletas são um indício de civilização.
Recomendadas por ecologistas, urbanistas,
cardiologistas e artistas, têm logo de entrar na agenda
política.
Expressão nominal
COESÃO REFERENCIAL
Bicicleta
Ela [pronome]
O veículo [hiperônimo]
Camelo [sinônimo]
A máquina de paz [expressão nominal]
2. COESÃO
SEQUENCIAL
2. COESÃO SEQUENCIAL
Elementos que estabelecem relações
entre segmentos do texto ou
comentários a eles.
Editorial Folha de S. Paulo
Comerciantes protestaram em diversos pontos da
cidade; moradores de alguns bairros também
reclamaram; e até vereadores da base aliada do prefeito
Fernando Haddad (PT) fizeram críticas à implantação de
ciclovias pelas ruas e avenidas de São Paulo.
Embora capazes de chamar a atenção, esses grupos
representam opinião minoritária entre os moradores da
capital. Como pesquisa Datafolha publicada neste final
de semana deixou claro, a maioria expressiva dos
paulistanos defende a expansão de vias exclusivas para
ciclistas. Ainda bem.
Editorial Folha de S. Paulo
Trata-se, não por acaso, de tendência nas principais
metrópoles do mundo. A bicicleta é um meio de
transporte limpo, que ocupa muito menos espaço do que
um carro (embora não seja "a" solução para os
problemas de mobilidade urbana) e oferece a seus
usuários a possibilidade de não ficar refém das
condições do trânsito.
Numa cidade como São Paulo, porém, nunca foi fácil usar
bicicletas, e não surpreende que apenas 3% dos
paulistanos digam se valer desse transporte com
frequência.
Editorial Folha de S. Paulo
Comerciantes protestaram em diversos pontos da
cidade; moradores de alguns bairros também
reclamaram; e até vereadores da base aliada do prefeito
Fernando Haddad (PT) fizeram críticas à implantação de
ciclovias pelas ruas e avenidas de São Paulo.
Embora capazes de chamar a atenção, esses grupos
representam opinião minoritária entre os moradores da
capital. Como pesquisa Datafolha publicada neste final
de semana deixou claro, a maioria expressiva dos
paulistanos defende a expansão de vias exclusivas para
ciclistas. Ainda bem.
Concessão
Conformidade
Editorial Folha de S. Paulo
Trata-se, não por acaso, de tendência nas principais
metrópoles do mundo. A bicicleta é um meio de
transporte limpo, que ocupa muito menos espaço do que
um carro (embora não seja "a" solução para os
problemas de mobilidade urbana) e oferece a seus
usuários a possibilidade de não ficar refém das
condições do trânsito.
Numa cidade como São Paulo, porém, nunca foi fácil usar
bicicletas, e não surpreende que apenas 3% dos
paulistanos digam se valer desse transporte com
frequência.
Comentário
Oposição
Comentário
2.1. ARTICULADORES
LÓGICOS
=> Estabelecem relações lógicas ou argumentativas
entre segmentos de texto.
Exemplos:
Causa: porque, devido a
Condição: se...então, caso
Explicação: pois, já que, afinal
Conclusão: portanto, dessa forma, assim
2.2. ARTICULADORES DE
COMENTÁRIO
Estabelecem comentários a segmentos textuais.
Exemplos:
Delimitadores: geograficamente, economicamente
Organizadores: Primeiro, segundo, por fim
Comprometimento: evidentemente, aparentemente
Imperatividade: é indispensável que, opcionalmente
Introdutores: a respeito, sobre, quanto a

Atividade 10 coesão

  • 1.
  • 2.
    DEFINIÇÃO Forma como oselementos linguísticos presentes na superfície textual se interligam por meio de recursos também linguísticos, de modo a formar um tecido “tessitura”.
  • 3.
  • 4.
    DEFINIÇÃO Elementos que fazemremissão/referência a outros elementos de forma a garantir continuação de sentido.
  • 5.
    Bicicletai! Antônio Prata Um diasdesses, evidentemente, tudo há de dar certo, os automóveis se extinguirão e a superfície da terra será povoada apenas por bicicletas. Alguns carros, ônibus e caminhões serão expostos nos museus, feito mamutes, guilhotinas e outros monstros findos, para divertir a criançada e alertar os adultos: que o horror jamais se repita. Sobre selins acolchoados, seremos felizes para sempre. É inegável a simpatia das bicicletas. Máquina desengonçada: se parada, destrambelha-se como um albatroz em terra, mas ao impulso dos pedais, projeta- se como uma flecha, esguia, impoluta e silenciosa. Bicicletas, ninguém pode negar, são irmãs dos guarda- chuvas, primas das girafas e parentes distantes dos abacaxis (não me peça para explicar, foi uma ideia que tive agora).
  • 6.
    Durante todo oséculo XX, muitos artistas aproveitaram- se de seus encantos. É pedalando que vemos quase todo o tempo monsieur Hulot, personagem do filme Meu Tio, utopia lírica de Jacques Tati. Marceu Duchamp, depois haver exposto um mictório no museu, enfiou uma roda de bicicleta num banco de madeira e deixou as velhas noções sobre arte – literalmente – de pernas pro ar. É impensável um facínora de bicicleta, inconcebível um ditador pedalando. As “máquinas da paz”, como as chamou Vinícius de Moraes, em sua Balada das meninas de bicicleta, são muito mais afeitas aos suaves cuidados das moças: “Bicicletai, meninada!/ Aos ventos do Arpoador/ Solta a flâmula agitada/Das cabeleiras em flor”. As bicicletas são um indício de civilização. Recomendadas por ecologistas, urbanistas, cardiologistas e artistas, têm logo de entrar na agenda política.
  • 7.
    Bicicletai! Antônio Prata Um diasdesses, evidentemente, tudo há de dar certo, os automóveis se extinguirão e a superfície da terra será povoada apenas por bicicletas. Alguns carros, ônibus e caminhões serão expostos nos museus, feito mamutes, guilhotinas e outros monstros findos, para divertir a criançada e alertar os adultos: que o horror jamais se repita. Sobre selins acolchoados, seremos felizes para sempre. É inegável a simpatia das bicicletas. Máquina desengonçada: se parada, destrambelha-se como um albatroz em terra, mas ao impulso dos pedais, projeta- se como uma flecha, esguia, impoluta e silenciosa. Bicicletas, ninguém pode negar, são irmãs dos guarda- chuvas, primas das girafas e parentes distantes dos abacaxis (não me peça para explicar, foi uma ideia que tive agora). Expressão nominal
  • 8.
    Bicicletai! Antônio Prata Um diasdesses, evidentemente, tudo há de dar certo, os automóveis se extinguirão e a superfície da terra será povoada apenas por bicicletas. Alguns carros, ônibus e caminhões serão expostos nos museus, feito mamutes, guilhotinas e outros monstros findos, para divertir a criançada e alertar os adultos: que o horror jamais se repita. Sobre selins acolchoados, seremos felizes para sempre. É inegável a simpatia das bicicletas. Máquina desengonçada: se parada, destrambelha-se como um albatroz em terra, mas ao impulso dos pedais, projeta- se como uma flecha, esguia, impoluta e silenciosa. Bicicletas, ninguém pode negar, são irmãs dos guarda- chuvas, primas das girafas e parentes distantes dos abacaxis (não me peça para explicar, foi uma ideia que tive agora). Elipse
  • 9.
    Durante todo oséculo XX, muitos artistas aproveitaram- se de seus encantos. É pedalando que vemos quase todo o tempo monsieur Hulot, personagem do filme Meu Tio, utopia lírica de Jacques Tati. Marceu Duchamp, depois haver exposto um mictório no museu, enfiou uma roda de bicicleta num banco de madeira e deixou as velhas noções sobre arte – literalmente – de pernas pro ar. É impensável um facínora de bicicleta, inconcebível um ditador pedalando. As “máquinas da paz”, como as chamou Vinícius de Moraes, em sua Balada das meninas de bicicleta, são muito mais afeitas aos suaves cuidados das moças: “Bicicletai, meninada!/ Aos ventos do Arpoador/ Solta a flâmula agitada/Das cabeleiras em flor”. As bicicletas são um indício de civilização. Recomendadas por ecologistas, urbanistas, cardiologistas e artistas, têm logo de entrar na agenda política. Pronome
  • 10.
    Durante todo oséculo XX, muitos artistas aproveitaram- se de seus encantos. É pedalando que vemos quase todo o tempo monsieur Hulot, personagem do filme Meu Tio, utopia lírica de Jacques Tati. Marceu Duchamp, depois haver exposto um mictório no museu, enfiou uma roda de bicicleta num banco de madeira e deixou as velhas noções sobre arte – literalmente – de pernas pro ar. É impensável um facínora de bicicleta, inconcebível um ditador pedalando. As “máquinas da paz”, como as chamou Vinícius de Moraes, em sua Balada das meninas de bicicleta, são muito mais afeitas aos suaves cuidados das moças: “Bicicletai, meninada!/ Aos ventos do Arpoador/ Solta a flâmula agitada/Das cabeleiras em flor”. As bicicletas são um indício de civilização. Recomendadas por ecologistas, urbanistas, cardiologistas e artistas, têm logo de entrar na agenda política. Expressão nominal
  • 11.
    COESÃO REFERENCIAL Bicicleta Ela [pronome] Oveículo [hiperônimo] Camelo [sinônimo] A máquina de paz [expressão nominal]
  • 12.
  • 13.
    2. COESÃO SEQUENCIAL Elementosque estabelecem relações entre segmentos do texto ou comentários a eles.
  • 14.
    Editorial Folha deS. Paulo Comerciantes protestaram em diversos pontos da cidade; moradores de alguns bairros também reclamaram; e até vereadores da base aliada do prefeito Fernando Haddad (PT) fizeram críticas à implantação de ciclovias pelas ruas e avenidas de São Paulo. Embora capazes de chamar a atenção, esses grupos representam opinião minoritária entre os moradores da capital. Como pesquisa Datafolha publicada neste final de semana deixou claro, a maioria expressiva dos paulistanos defende a expansão de vias exclusivas para ciclistas. Ainda bem.
  • 15.
    Editorial Folha deS. Paulo Trata-se, não por acaso, de tendência nas principais metrópoles do mundo. A bicicleta é um meio de transporte limpo, que ocupa muito menos espaço do que um carro (embora não seja "a" solução para os problemas de mobilidade urbana) e oferece a seus usuários a possibilidade de não ficar refém das condições do trânsito. Numa cidade como São Paulo, porém, nunca foi fácil usar bicicletas, e não surpreende que apenas 3% dos paulistanos digam se valer desse transporte com frequência.
  • 16.
    Editorial Folha deS. Paulo Comerciantes protestaram em diversos pontos da cidade; moradores de alguns bairros também reclamaram; e até vereadores da base aliada do prefeito Fernando Haddad (PT) fizeram críticas à implantação de ciclovias pelas ruas e avenidas de São Paulo. Embora capazes de chamar a atenção, esses grupos representam opinião minoritária entre os moradores da capital. Como pesquisa Datafolha publicada neste final de semana deixou claro, a maioria expressiva dos paulistanos defende a expansão de vias exclusivas para ciclistas. Ainda bem. Concessão Conformidade
  • 17.
    Editorial Folha deS. Paulo Trata-se, não por acaso, de tendência nas principais metrópoles do mundo. A bicicleta é um meio de transporte limpo, que ocupa muito menos espaço do que um carro (embora não seja "a" solução para os problemas de mobilidade urbana) e oferece a seus usuários a possibilidade de não ficar refém das condições do trânsito. Numa cidade como São Paulo, porém, nunca foi fácil usar bicicletas, e não surpreende que apenas 3% dos paulistanos digam se valer desse transporte com frequência. Comentário Oposição Comentário
  • 18.
    2.1. ARTICULADORES LÓGICOS => Estabelecemrelações lógicas ou argumentativas entre segmentos de texto. Exemplos: Causa: porque, devido a Condição: se...então, caso Explicação: pois, já que, afinal Conclusão: portanto, dessa forma, assim
  • 19.
    2.2. ARTICULADORES DE COMENTÁRIO Estabelecemcomentários a segmentos textuais. Exemplos: Delimitadores: geograficamente, economicamente Organizadores: Primeiro, segundo, por fim Comprometimento: evidentemente, aparentemente Imperatividade: é indispensável que, opcionalmente Introdutores: a respeito, sobre, quanto a