Quem é Malala?
Malala Yousafzai nasceu em 1997, no vale Swat (se lê Suót),
Paquistão, uma região de extraordinária beleza, cobiçada no
passado por conquistadores como Gengis Khan e Alexandre, o
Grande, e protegida pelos bravos guerreiros pashtuns – os povos
das montanhas. Foi habitada por reis e rainhas, príncipes e
princesas, como nos contos de fadas.
Paquistão
• Oficialmente República Islâmica do
Paquistão. País soberano do Sul da
Ásia, o sexto país mais populoso do
mundo, com uma área de 796.095
quilômetros quadrados e a 36ª maior
nação do planeta em área territorial.
• População: 197 milhões (2017)
• Capital: Islamabad
• Continente: Ásia
• Línguas oficiais: Língua urdu e língua
inglesa
• Religião: Islamismo (livro sagrado é o
Alcorão ou Corão)
• Malala cresceu entre os corredores
da escola de seu pai, Ziauddin
Yousafzai, e era uma das primeiras
alunas da classe.
• Quando tinha dez anos viu sua
cidade ser controlada por um grupo
extremista chamado Talibã.
• Armados, eles vigiavam o vale noite
e dia, e impuseram muitas
regras. Proibiram a música e a
dança, baniram as mulheres das
ruas e determinaram que somente
os meninos poderiam estudar.
• No início de 2009, com 11
para 12 anos de idade,
Malala escreveu
um blog em urdu, para a
BBC de Londres, no qual
contava como era a vida de
uma aluna do Vale de Swat
sob o domínio dos talibãs.
• Por questões de segurança,
Malala assinava os textos
como Gul Makai.
Isso deu notoriedade
à menina. Ela deu
entrevistas a diversos
canais de TV e
jornais, participou de
um documentário e
foi indicada ao
Prêmio Internacional
da Paz da Infância em
2011 (foi laureada em
2013).
A existência de Malala
Yousafzai foi reconhecida
pelo mundo de uma forma
bem triste. A jovem, que em
outubro de 2012 tinha 14
anos, foi vítima de um
ataque de membros do
Talibã, contra o ônibus em
que ela estava junto de
outras meninas que
voltavam da escola em Swat,
no Paquistão. Malala foi
baleada na cabeça e
sobreviveu.
Quem é o Talibã?
• O Talibã é um grupo político que atua no Afeganistão e no Paquistão.
• O conhecido ataque às torres gêmeas em Nova Iorque, em 11 de setembro
de 2001, seu líder era Osama Bin Laden, que foi morto pelos norte
americanos.
• Apesar de ter sido destituído do governo formal, após a invasão americana
em 2001, o grupo continuou sendo influente.
• Hoje, o objetivo do Talibã no Afeganistão é recuperar seu território e
expulsar os invasores dos Estados Unidos e da OTAN.
• Utiliza táticas de guerrilha e ataques de homem-bomba. O dinheiro para
financiar as ações vem de tributos cobrados dos plantadores de ópio
(droga).
• A característica principal do grupo é ter uma interpretação muito rígida dos
textos islâmicos, incluindo proibição à cultura ocidental e a obrigação ao
uso da burca pelas mulheres.
“Um dia conheci um Talibã. Ele era
um homem muito carrancudo. Até
mais que eu que tenho Carranca no
nome. (... ) Além disso, os homens
das montanhas eram barbudos. É
que os talibãs deixam a barba
crescer porque, para eles, se Alá
deu barba aos homens, é como tem
de ser.”
Fazlullah. Líder dos talibãs do Paquistão,
era conhecido como o 'mullah da rádio', por
ali ter tido um programa, teria ordenado o
ataque contra Malala a 9 de outubro de
2012.
Hijab, shawl e burca
• Na religião muçulmana, a maioria das
mulheres usa ao menos um véu. Contudo,
há divergências quanto à obrigatoriedade
e ao tipo de véu.
Os trajes mais conhecidos são:
• shawl ou hijab: véu longo, de pontas
até o chão, que tem a finalidade de
ocultar apenas o cabelo e cobrir o
corpo (pode ser colorido);
• niqab: véu longo e preto que cobre o
rosto e revela apenas os olhos;
• burca: veste feminina que cobre todo
o corpo, até o rosto e os olhos. Possui
apenas uma telinha em frente aos
olhos. Utilizada no Afeganistão e em
parte do Paquistão, é o traje
defendido pelos talibãs.
Depois do ataque, ela foi para
o Reino Unido junto de sua
família. Depois de sua
recuperação, Malala voltou à
escola na Inglaterra e suas
notas sempre permaneceram
altas para o orgulho de seus
pais. Cinco anos após estar
formada no Ensino Médio, ela
ingressou na Universidade de
Oxford para estudar Política,
Filosofia e Economia.
Em toda sua trajetória depois
do ataque, Malala já teve
diversos reconhecimentos
mundiais. Foi convidada para
conhecer Barack Obama,
Rainha Elizabeth II, ganhou o
Prêmio Nobel da Paz para a
Infância, o Prêmio do
Europarlamento Sakharov de
Direitos Humanos, Medalha da
Liberdade do Centro Nacional
Constitucional dos Estados
Unidos da América, entre
outros méritos.
Durante um discurso
na ONU (Organização
das Nações Unidas),
Malala disse: “Eles
pensaram que a bala
iria nos silenciar, mas
eles falharam.”
O que é a ONU? • Organização das Nações Unidas, ou
simplesmente Nações Unidas, é uma
organização intergovernamental criada para
promover a cooperação internacional.
• Sede: Nova Iorque, Nova York, EUA
• Fundação: 24 de outubro de 1945, São
Francisco, Califórnia, EUA...
• Subsidiárias: Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura
• Fundadores: Estados
Unidos, Índia, Venezuela, Reino Unido
• Secretário-geral: António Guterres
• Prêmios: Prêmio Nobel da Paz, Oscar de
Melhor Documentário de Curta-
Metragem, Peabody Award...
Ela é a mais jovem
vencedora da história do
prêmio Sakharov de
Liberdade de Expressão.
Em 2014, a jovem ganhou
o prêmio Nobel da Paz,
com apenas 17 anos, por
sua luta a favor do acesso
de crianças e jovens à
educação.
O que é o Prêmio Nobel?
• É um conjunto de seis prêmios internacionais
anuais, nas áreas de literatura, medicina,
física, química, economia e ativismo pela paz,
concedidos em várias categorias por
instituições suecas e norueguesas, para
reconhecer pessoas ou instituições que
realizaram pesquisas, descobertas ou
contribuições notáveis para a humanidade.
• O último desejo do cientista sueco Alfred
Nobel estabeleceu os prêmios em 1895.
• Prêmio Nobel é amplamente considerado
como o mais prestigiado prêmio disponível.
• Cada recebedor ou laureado recebe uma
medalha de ouro, um diploma e uma quantia
em dinheiro que pode chegar a US$
1.110.000. Além de medalhas em ouro verde
de 18 quilates com revestimento de ouro 24
quilates.
Sua luta pelo direito das
meninas e mulheres à
educação fez com que Malala
criasse sua própria Fundação e
que novas escolas surgissem
para levar a educação até os
refugiados das regiões
ocupadas pelo Talibã.
Hoje, Malala vive na Inglaterra
e seu sonho é voltar ao
Paquistão quando as coisas
estiverem diferentes.
Malala
Livro conta a saga de Malala, a garota
paquistanesa que desafiou o Talibã
• Malala, a Menina Que Queria Ir Para a Escola foi escrito pela
jornalista Adriana Carranca e ilustrado por Bruna Assis Brasil.
• Malala, a Menina Que Queria Ir Para a Escola, porém, é
diferente de todas as outras: aconteceu de verdade. Além de
apresentar uma narrativa verídica, quase um conto de fadas
às avessas, em que a personagem principal não quer casar,
mas sim estudar, a jornalista Adriana Carranca, repórter
especial do Estado, traz para crianças e adolescentes um
gênero até então usado apenas na literatura adulta: o livro-
reportagem.
“Malala era uma menina
que queria ir para a
escola. Mas, no lugar
onde vivia, isso era
proibido. Livro, só
escondido. No caminho
para a escola via muitos
perigos. Riscos
inimagináveis. De morte,
até.”
•Na obra, Adriana resgata as origens do Vale do
Swat, na cidade de Mingora, no Paquistão, onde
Malala nasceu, com dados históricos e
geográficos, na tentativa de compreender de
onde vem a coragem da menina, que se tornou
um ícone mundial da luta pelo direito à educação.
•A autora mescla a narrativa em primeira e em
terceira pessoa. Ela descreve a sua ida ao
Paquistão e conta a história de Malala.
“Qual de vocês é Malala?” Mas antes mesmo de terminar a frase, ele
reconheceu Malala. Ao ouvir seu nome na voz do estranho, ela tinha se
virado intuitivamente na direção dele. Era a única, entre as meninas, que
não tinha o rosto coberto pelo Shawl. Então ele atirou. Três vezes!
•Mostra um pouco da religião, da
cultura e dos costumes
paquistaneses através da vivência
com a família que a acolheu, as
histórias contadas pelo patriarca no
anoitecer e os banhos matinais com
água tirada do poço do quintal e
aquecida no fogareiro.
“Radinhos eram a única diversão, mas só se podia ouvir a voz de Fazlullah e
ele dizia coisas apavorantes, que traziam pesadelos e tiravam o sono das
meninas. Seus discursos ecoavam por todo o vale como os trovões de uma
tempestade.”
•Para ajudar o leitor com termos pouco familiares,
há, nas páginas, uma espécie de dicionário.
•As ilustrações de Bruna Assis Brasil, que misturam
colagens de fotografias e desenhos, são delicadas e
ajudam a desvendar um pouco mais da história.
•Acostumada a viajar para áreas de conflito, Adriana
voltou ao Paquistão duas semanas após Malala ser
baleada na cabeça. “Não sabíamos que ela se
tornaria o que se tornou. Até então, era uma
história de violência contra uma menina muito
jovem”, conta a jornalista.
Adriana Carranca
• Adriana Carranca nasceu em Santos, é
uma escritora e jornalista brasileira.
É colunista e repórter especial dos
jornais O Estado de São Paulo, onde
começou como repórter em 2002, e O
Globo. Especialista em cobertura
internacional.
• Recebeu diversos prêmios na área
jornalística por suas reportagens em
lugares de guerra e outras adversidades.
• Por sua atividade como escritora, foi
agraciada com o Prêmio da Fundação
Nacional do Livro Infantil e
Juvenil (2016), além de ser duas vezes
finalista do Prêmio Jabuti (2016 e 2011).
• Desde 2017, Adriana vive na cidade de
Nova York.
Doze coisas que tem de saber sobre Malala:
Nome. Homenagem a Malalai de Maiwand, uma heroína para o
povo pashtun, que era filha de um pastor e foi morta no campo de
batalha no Afeganistão quando pegou num estandarte para ajudar o
pai e o noivo durante uma das guerras do século XIX, pela
independência do Paquistão, contra os britânicos.
Dor. "Malala" também significa "atingida pela dor" em língua
pashtun.
Pai. Ziauddin Yousafzai fundou uma escola, mas seu pai queria que
fosse médico. O pai de Malala é presença regular ao seu lado e foi
com ele que a jovem paquistanesa começou a fazer campanha pela
educação das meninas muçulmanas.
Vampiros. Malala gosta dos livros de Jane Austen, de Justin Bieber e
também dos filmes da série Crepúsculo.
Cor-de-rosa. É a cor preferida de Malala. Por isso escolheu um
vestido cor-de-rosa quando foi discursar à ONU em Nova Iorque no
dia do seu 16° aniversário. O 12 de julho de 2013 foi o Dia da Malala
nas Nações Unidas.
Mingora. É a cidade paquistanesa, situada no Vale de Swat, onde
Malala vivia com os pais e os dois irmãos mais novos antes do ataque
a caminho da escola (depois foi para Birmingham, na Inglaterra).
Física. É a disciplina preferida de Malala na escola, isto apesar de a
moça admitir sentir algumas dificuldades com a matéria.
“Algumas crianças não querem X-Box,
iPhone e nem chocolate, querem um
livro e uma caneta para irem ao
colégio”.
Olho. Uma das três balas que atingiram Malala entrou junto ao olho e saiu
perto do ombro, cortando o nervo facial e deixando o lado esquerdo do
rosto da menina paralisado. Os médicos britânicos conseguiram que a
cirurgia e a fisioterapia a fizessem recuperar a 86%, mas o seu rosto não
recuperou totalmente a simetria.
Biografia. O livro “Eu, Malala - a minha luta pela liberdade e pelo direito à
educação”, escrito pela jornalista Christina Lamb foi banido nas escolas
privadas paquistanesas por ser "má influência" e " desrespeitar o islã".
Sonho. Malala não se cansa de dizer que gostaria de voltar ao Paquistão e
confessa que se imagina como primeira-ministra, seguindo as pisadas de
Benazir Bhutto (foi uma política paquistanesa, duas vezes primeira-ministra
de seu país, tornando-se a primeira mulher a ocupar um cargo de chefe de
governo de um Estado muçulmano moderno).
Condição feminina
• O livro narra a vida das mulheres em uma região onde elas ficam confinadas e
cobertas – as meninas podem, até uma certa idade, sair de casa, sempre
acompanhadas pelo pai ou um guardião, que pode ser um tio ou um irmão mais
velho. Malala era quem acompanhava o pai, um homem importante na região, por
ser representante de sua tribo e presidente da associação de escolas particulares
da localidade.
• Adriana mostra o quão fundamental foi para Malala, durante a infância, a figura do
pai, que passou para ela seu sobrenome, Yousafzai, ato incomum no país. A menina
o acompanhava em protestos – ele fundou o Conselho de Paz Global, que luta para
manter a estabilidade na região – e eventos públicos. Dono de uma escola, ele
afirmava que dava à filha os mesmos direitos que aos filhos.
• Mesmo antes de aprender a ler e escrever, Malala já se infiltrava entre as alunas
mais velhas.
• A jornalista mostra a menina como uma excelente aluna, que tirava 10 em todas as
provas e estudos e era apaixonada por poesia. Rimava em urdu, pashtun, inglês e
falava ainda, naquela época, um pouco de árabe. “Malala nasceu e cresceu na
escola. Era o lugar onde ela se realizava, até porque não tinha muita alternativa”,
conta Adriana.
Direito à educação
• Malala defendeu, de forma pacífica, o direito das meninas irem à escola.
“Como o Talibã se atreve a tirar meu direito à educação?”, discursou,
quando houve a determinação para o fechamento das escolas. “Minha
honra não está na espada, está na caneta”, é outra de suas frases que
ganharam o mundo.
• Adriana descreve a história como um conto dos tempos modernos, que só
poderia ter acontecido nesta época. “É uma menina rural que foi
transformada pela relação com o pai, pela escola e pela tecnologia (blog).”
• Por causa da repercussão internacional do blog, escrito inicialmente de
forma anônima, o Paquistão se viu obrigado a combater os Talibãs no vale.
Foi também o fato de ter se tornado conhecida que salvou a sua vida. Após
ser baleada, Malala foi levada para um hospital da região que não tinha
condições de atendê-la. O governo paquistanês mobilizou um helicóptero
para resgatá-la.
Ideias
• Criar um blog dos 6os anos sobre o projeto;
• Mural com as impressões iniciais sobre o livro;
• Sorteio do diário de bordo (caderninho) em sacolinha de tecido para levar para casa e escrever as ações desenvolvidas no
decorrer da semana. Também algo sobre a parte lida do livro Malala durante a semana (frase, algo que achou importante
no livro, citação, etc), com colagens, desenhos, etc;
• Construção do blog sobre as ações desenvolvidas no projeto, bem como a interação entre os participantes;
• Entrevista com um paquistanês ou pessoa que já viveu no Paquistão;
• Fazer uma história em quadrinhos sobre a vida da Malala;
• Estudar, de forma interdisciplinar:
• Malala e o protagonismo juvenil;
• Educação como forma de libertação feminina e religiosa;
• História e geografia do Paquistão;
• Terrorismo e Talibã;
• Pluralidade cultural e religiosa;
• Função da ONU;
• Prêmio Nobel da Paz.
• Feira do Conhecimento:
• Mural com impressões iniciais sobre o livro;
• Exposição das HQs, do diário de bordo e das fotos das etapas do projeto;
• Explicações sobre o livro por alunos caracterizados de Malalas e Talibãs;
• Teatro com a personagem Malala e Fazlullah;
• Fantoches de Malala e Fazlullah;
• Palestra com um paquistanês;
• Painel do vale de Swat no Paquistão;
• Mural para tirar foto com a cara da Malala e do pai da Malala;
• Mural com opinião dos visitantes;
• Lembrancinha para os visitantes.
Obrigada!
Professora Alessandra

Apresentação resumida.pptx a historia de MALALA

  • 2.
    Quem é Malala? MalalaYousafzai nasceu em 1997, no vale Swat (se lê Suót), Paquistão, uma região de extraordinária beleza, cobiçada no passado por conquistadores como Gengis Khan e Alexandre, o Grande, e protegida pelos bravos guerreiros pashtuns – os povos das montanhas. Foi habitada por reis e rainhas, príncipes e princesas, como nos contos de fadas.
  • 4.
    Paquistão • Oficialmente RepúblicaIslâmica do Paquistão. País soberano do Sul da Ásia, o sexto país mais populoso do mundo, com uma área de 796.095 quilômetros quadrados e a 36ª maior nação do planeta em área territorial. • População: 197 milhões (2017) • Capital: Islamabad • Continente: Ásia • Línguas oficiais: Língua urdu e língua inglesa • Religião: Islamismo (livro sagrado é o Alcorão ou Corão)
  • 7.
    • Malala cresceuentre os corredores da escola de seu pai, Ziauddin Yousafzai, e era uma das primeiras alunas da classe. • Quando tinha dez anos viu sua cidade ser controlada por um grupo extremista chamado Talibã. • Armados, eles vigiavam o vale noite e dia, e impuseram muitas regras. Proibiram a música e a dança, baniram as mulheres das ruas e determinaram que somente os meninos poderiam estudar.
  • 8.
    • No iníciode 2009, com 11 para 12 anos de idade, Malala escreveu um blog em urdu, para a BBC de Londres, no qual contava como era a vida de uma aluna do Vale de Swat sob o domínio dos talibãs. • Por questões de segurança, Malala assinava os textos como Gul Makai.
  • 9.
    Isso deu notoriedade àmenina. Ela deu entrevistas a diversos canais de TV e jornais, participou de um documentário e foi indicada ao Prêmio Internacional da Paz da Infância em 2011 (foi laureada em 2013).
  • 10.
    A existência deMalala Yousafzai foi reconhecida pelo mundo de uma forma bem triste. A jovem, que em outubro de 2012 tinha 14 anos, foi vítima de um ataque de membros do Talibã, contra o ônibus em que ela estava junto de outras meninas que voltavam da escola em Swat, no Paquistão. Malala foi baleada na cabeça e sobreviveu.
  • 12.
    Quem é oTalibã? • O Talibã é um grupo político que atua no Afeganistão e no Paquistão. • O conhecido ataque às torres gêmeas em Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001, seu líder era Osama Bin Laden, que foi morto pelos norte americanos. • Apesar de ter sido destituído do governo formal, após a invasão americana em 2001, o grupo continuou sendo influente. • Hoje, o objetivo do Talibã no Afeganistão é recuperar seu território e expulsar os invasores dos Estados Unidos e da OTAN. • Utiliza táticas de guerrilha e ataques de homem-bomba. O dinheiro para financiar as ações vem de tributos cobrados dos plantadores de ópio (droga). • A característica principal do grupo é ter uma interpretação muito rígida dos textos islâmicos, incluindo proibição à cultura ocidental e a obrigação ao uso da burca pelas mulheres.
  • 13.
    “Um dia conhecium Talibã. Ele era um homem muito carrancudo. Até mais que eu que tenho Carranca no nome. (... ) Além disso, os homens das montanhas eram barbudos. É que os talibãs deixam a barba crescer porque, para eles, se Alá deu barba aos homens, é como tem de ser.” Fazlullah. Líder dos talibãs do Paquistão, era conhecido como o 'mullah da rádio', por ali ter tido um programa, teria ordenado o ataque contra Malala a 9 de outubro de 2012.
  • 14.
    Hijab, shawl eburca • Na religião muçulmana, a maioria das mulheres usa ao menos um véu. Contudo, há divergências quanto à obrigatoriedade e ao tipo de véu. Os trajes mais conhecidos são: • shawl ou hijab: véu longo, de pontas até o chão, que tem a finalidade de ocultar apenas o cabelo e cobrir o corpo (pode ser colorido); • niqab: véu longo e preto que cobre o rosto e revela apenas os olhos; • burca: veste feminina que cobre todo o corpo, até o rosto e os olhos. Possui apenas uma telinha em frente aos olhos. Utilizada no Afeganistão e em parte do Paquistão, é o traje defendido pelos talibãs.
  • 15.
    Depois do ataque,ela foi para o Reino Unido junto de sua família. Depois de sua recuperação, Malala voltou à escola na Inglaterra e suas notas sempre permaneceram altas para o orgulho de seus pais. Cinco anos após estar formada no Ensino Médio, ela ingressou na Universidade de Oxford para estudar Política, Filosofia e Economia.
  • 16.
    Em toda suatrajetória depois do ataque, Malala já teve diversos reconhecimentos mundiais. Foi convidada para conhecer Barack Obama, Rainha Elizabeth II, ganhou o Prêmio Nobel da Paz para a Infância, o Prêmio do Europarlamento Sakharov de Direitos Humanos, Medalha da Liberdade do Centro Nacional Constitucional dos Estados Unidos da América, entre outros méritos.
  • 17.
    Durante um discurso naONU (Organização das Nações Unidas), Malala disse: “Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam.”
  • 18.
    O que éa ONU? • Organização das Nações Unidas, ou simplesmente Nações Unidas, é uma organização intergovernamental criada para promover a cooperação internacional. • Sede: Nova Iorque, Nova York, EUA • Fundação: 24 de outubro de 1945, São Francisco, Califórnia, EUA... • Subsidiárias: Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura • Fundadores: Estados Unidos, Índia, Venezuela, Reino Unido • Secretário-geral: António Guterres • Prêmios: Prêmio Nobel da Paz, Oscar de Melhor Documentário de Curta- Metragem, Peabody Award...
  • 19.
    Ela é amais jovem vencedora da história do prêmio Sakharov de Liberdade de Expressão. Em 2014, a jovem ganhou o prêmio Nobel da Paz, com apenas 17 anos, por sua luta a favor do acesso de crianças e jovens à educação.
  • 20.
    O que éo Prêmio Nobel? • É um conjunto de seis prêmios internacionais anuais, nas áreas de literatura, medicina, física, química, economia e ativismo pela paz, concedidos em várias categorias por instituições suecas e norueguesas, para reconhecer pessoas ou instituições que realizaram pesquisas, descobertas ou contribuições notáveis para a humanidade. • O último desejo do cientista sueco Alfred Nobel estabeleceu os prêmios em 1895. • Prêmio Nobel é amplamente considerado como o mais prestigiado prêmio disponível. • Cada recebedor ou laureado recebe uma medalha de ouro, um diploma e uma quantia em dinheiro que pode chegar a US$ 1.110.000. Além de medalhas em ouro verde de 18 quilates com revestimento de ouro 24 quilates.
  • 21.
    Sua luta pelodireito das meninas e mulheres à educação fez com que Malala criasse sua própria Fundação e que novas escolas surgissem para levar a educação até os refugiados das regiões ocupadas pelo Talibã. Hoje, Malala vive na Inglaterra e seu sonho é voltar ao Paquistão quando as coisas estiverem diferentes.
  • 22.
  • 23.
    Livro conta asaga de Malala, a garota paquistanesa que desafiou o Talibã • Malala, a Menina Que Queria Ir Para a Escola foi escrito pela jornalista Adriana Carranca e ilustrado por Bruna Assis Brasil. • Malala, a Menina Que Queria Ir Para a Escola, porém, é diferente de todas as outras: aconteceu de verdade. Além de apresentar uma narrativa verídica, quase um conto de fadas às avessas, em que a personagem principal não quer casar, mas sim estudar, a jornalista Adriana Carranca, repórter especial do Estado, traz para crianças e adolescentes um gênero até então usado apenas na literatura adulta: o livro- reportagem.
  • 24.
    “Malala era umamenina que queria ir para a escola. Mas, no lugar onde vivia, isso era proibido. Livro, só escondido. No caminho para a escola via muitos perigos. Riscos inimagináveis. De morte, até.”
  • 25.
    •Na obra, Adrianaresgata as origens do Vale do Swat, na cidade de Mingora, no Paquistão, onde Malala nasceu, com dados históricos e geográficos, na tentativa de compreender de onde vem a coragem da menina, que se tornou um ícone mundial da luta pelo direito à educação. •A autora mescla a narrativa em primeira e em terceira pessoa. Ela descreve a sua ida ao Paquistão e conta a história de Malala.
  • 26.
    “Qual de vocêsé Malala?” Mas antes mesmo de terminar a frase, ele reconheceu Malala. Ao ouvir seu nome na voz do estranho, ela tinha se virado intuitivamente na direção dele. Era a única, entre as meninas, que não tinha o rosto coberto pelo Shawl. Então ele atirou. Três vezes!
  • 27.
    •Mostra um poucoda religião, da cultura e dos costumes paquistaneses através da vivência com a família que a acolheu, as histórias contadas pelo patriarca no anoitecer e os banhos matinais com água tirada do poço do quintal e aquecida no fogareiro.
  • 28.
    “Radinhos eram aúnica diversão, mas só se podia ouvir a voz de Fazlullah e ele dizia coisas apavorantes, que traziam pesadelos e tiravam o sono das meninas. Seus discursos ecoavam por todo o vale como os trovões de uma tempestade.”
  • 29.
    •Para ajudar oleitor com termos pouco familiares, há, nas páginas, uma espécie de dicionário. •As ilustrações de Bruna Assis Brasil, que misturam colagens de fotografias e desenhos, são delicadas e ajudam a desvendar um pouco mais da história. •Acostumada a viajar para áreas de conflito, Adriana voltou ao Paquistão duas semanas após Malala ser baleada na cabeça. “Não sabíamos que ela se tornaria o que se tornou. Até então, era uma história de violência contra uma menina muito jovem”, conta a jornalista.
  • 30.
  • 31.
    • Adriana Carrancanasceu em Santos, é uma escritora e jornalista brasileira. É colunista e repórter especial dos jornais O Estado de São Paulo, onde começou como repórter em 2002, e O Globo. Especialista em cobertura internacional. • Recebeu diversos prêmios na área jornalística por suas reportagens em lugares de guerra e outras adversidades. • Por sua atividade como escritora, foi agraciada com o Prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (2016), além de ser duas vezes finalista do Prêmio Jabuti (2016 e 2011). • Desde 2017, Adriana vive na cidade de Nova York.
  • 32.
    Doze coisas quetem de saber sobre Malala: Nome. Homenagem a Malalai de Maiwand, uma heroína para o povo pashtun, que era filha de um pastor e foi morta no campo de batalha no Afeganistão quando pegou num estandarte para ajudar o pai e o noivo durante uma das guerras do século XIX, pela independência do Paquistão, contra os britânicos. Dor. "Malala" também significa "atingida pela dor" em língua pashtun. Pai. Ziauddin Yousafzai fundou uma escola, mas seu pai queria que fosse médico. O pai de Malala é presença regular ao seu lado e foi com ele que a jovem paquistanesa começou a fazer campanha pela educação das meninas muçulmanas.
  • 34.
    Vampiros. Malala gostados livros de Jane Austen, de Justin Bieber e também dos filmes da série Crepúsculo. Cor-de-rosa. É a cor preferida de Malala. Por isso escolheu um vestido cor-de-rosa quando foi discursar à ONU em Nova Iorque no dia do seu 16° aniversário. O 12 de julho de 2013 foi o Dia da Malala nas Nações Unidas. Mingora. É a cidade paquistanesa, situada no Vale de Swat, onde Malala vivia com os pais e os dois irmãos mais novos antes do ataque a caminho da escola (depois foi para Birmingham, na Inglaterra). Física. É a disciplina preferida de Malala na escola, isto apesar de a moça admitir sentir algumas dificuldades com a matéria.
  • 35.
    “Algumas crianças nãoquerem X-Box, iPhone e nem chocolate, querem um livro e uma caneta para irem ao colégio”.
  • 36.
    Olho. Uma dastrês balas que atingiram Malala entrou junto ao olho e saiu perto do ombro, cortando o nervo facial e deixando o lado esquerdo do rosto da menina paralisado. Os médicos britânicos conseguiram que a cirurgia e a fisioterapia a fizessem recuperar a 86%, mas o seu rosto não recuperou totalmente a simetria. Biografia. O livro “Eu, Malala - a minha luta pela liberdade e pelo direito à educação”, escrito pela jornalista Christina Lamb foi banido nas escolas privadas paquistanesas por ser "má influência" e " desrespeitar o islã". Sonho. Malala não se cansa de dizer que gostaria de voltar ao Paquistão e confessa que se imagina como primeira-ministra, seguindo as pisadas de Benazir Bhutto (foi uma política paquistanesa, duas vezes primeira-ministra de seu país, tornando-se a primeira mulher a ocupar um cargo de chefe de governo de um Estado muçulmano moderno).
  • 38.
    Condição feminina • Olivro narra a vida das mulheres em uma região onde elas ficam confinadas e cobertas – as meninas podem, até uma certa idade, sair de casa, sempre acompanhadas pelo pai ou um guardião, que pode ser um tio ou um irmão mais velho. Malala era quem acompanhava o pai, um homem importante na região, por ser representante de sua tribo e presidente da associação de escolas particulares da localidade. • Adriana mostra o quão fundamental foi para Malala, durante a infância, a figura do pai, que passou para ela seu sobrenome, Yousafzai, ato incomum no país. A menina o acompanhava em protestos – ele fundou o Conselho de Paz Global, que luta para manter a estabilidade na região – e eventos públicos. Dono de uma escola, ele afirmava que dava à filha os mesmos direitos que aos filhos. • Mesmo antes de aprender a ler e escrever, Malala já se infiltrava entre as alunas mais velhas. • A jornalista mostra a menina como uma excelente aluna, que tirava 10 em todas as provas e estudos e era apaixonada por poesia. Rimava em urdu, pashtun, inglês e falava ainda, naquela época, um pouco de árabe. “Malala nasceu e cresceu na escola. Era o lugar onde ela se realizava, até porque não tinha muita alternativa”, conta Adriana.
  • 39.
    Direito à educação •Malala defendeu, de forma pacífica, o direito das meninas irem à escola. “Como o Talibã se atreve a tirar meu direito à educação?”, discursou, quando houve a determinação para o fechamento das escolas. “Minha honra não está na espada, está na caneta”, é outra de suas frases que ganharam o mundo. • Adriana descreve a história como um conto dos tempos modernos, que só poderia ter acontecido nesta época. “É uma menina rural que foi transformada pela relação com o pai, pela escola e pela tecnologia (blog).” • Por causa da repercussão internacional do blog, escrito inicialmente de forma anônima, o Paquistão se viu obrigado a combater os Talibãs no vale. Foi também o fato de ter se tornado conhecida que salvou a sua vida. Após ser baleada, Malala foi levada para um hospital da região que não tinha condições de atendê-la. O governo paquistanês mobilizou um helicóptero para resgatá-la.
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    Ideias • Criar umblog dos 6os anos sobre o projeto; • Mural com as impressões iniciais sobre o livro; • Sorteio do diário de bordo (caderninho) em sacolinha de tecido para levar para casa e escrever as ações desenvolvidas no decorrer da semana. Também algo sobre a parte lida do livro Malala durante a semana (frase, algo que achou importante no livro, citação, etc), com colagens, desenhos, etc; • Construção do blog sobre as ações desenvolvidas no projeto, bem como a interação entre os participantes; • Entrevista com um paquistanês ou pessoa que já viveu no Paquistão; • Fazer uma história em quadrinhos sobre a vida da Malala; • Estudar, de forma interdisciplinar: • Malala e o protagonismo juvenil; • Educação como forma de libertação feminina e religiosa; • História e geografia do Paquistão; • Terrorismo e Talibã; • Pluralidade cultural e religiosa; • Função da ONU; • Prêmio Nobel da Paz. • Feira do Conhecimento: • Mural com impressões iniciais sobre o livro; • Exposição das HQs, do diário de bordo e das fotos das etapas do projeto; • Explicações sobre o livro por alunos caracterizados de Malalas e Talibãs; • Teatro com a personagem Malala e Fazlullah; • Fantoches de Malala e Fazlullah; • Palestra com um paquistanês; • Painel do vale de Swat no Paquistão; • Mural para tirar foto com a cara da Malala e do pai da Malala; • Mural com opinião dos visitantes; • Lembrancinha para os visitantes.
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Notas do Editor

  • #5 China. População: 1413 milhões. Densidade populacional: 145 pessoas por km2. Índia. População: 1350 milhões. ... Estados Unidos da América. População: 326 milhões. ... Indonésia. População: 266 milhões. ... Brasil. População: 210 milhões. ... Paquistão. População: 120 milhões. ... Nigéria. População: 194 milhões. ... Bangladesh. População: 166 milhões. ...