ANEXO - Ministério Público do Estado de Pernambuco
1)Audiência sobre a situações de violência contra a população LBGT do
Estado de Pernambuco.
O procedimento instaurado pelo Ministério Público Estadual, através da promotoria
de Defesa da Cidadania com atuação na promoção e defesa dos direitos humanos,
Promotor de Justiça Maxwell Vignoli, tem o objetivo central de investigar a situações
de violência contra a população LBGT do Estado de Pernambuco. Além do
mandato, participaram da audiência representantes da ONG Gestos, do grupo Mães
pela Diversidade (MPD-PE), da AMOTRANS, da Articulação e Movimento
Homossexual de Recife e Região Metropolitana (AMHOR), do Grupo Gaymado e
Fórum LGBT-PE, do Centro Estadual de Combate à homofobia, da SDS-GACE, da
SDSCJ, do Conselho LGBT de PE, da Delegacia de Polícia de Pernambuco. A
discussão girou em torno da necessidade de modificar o sistema de registro do
boletins de ocorrências para incluir janelas no sistema que identifique o perfil da
agressão, se no ambiente privado ou público, e a identidade de gênero da vítima da
agressão. Ficou estabelecido que a coordenadoria LGBT do Estado de PE, o Centro
de Combate à Homofobia do Estado e a SDS irão divulgar na data de 22 de
dezembro de 2017, na página eletrônica oficial dos três órgãos, dados sobre a
violência contra a população LGBT no ano 2017, conforme determinação da Lei
Estadual 12.876/2015.
​2)​Encontro “Proteção dos Manguezais”
Este encontro, presidido pelo Promotor de Meio Ambiente, teve sua mesa composta
por representações da Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH, do Conselho
Estadual do Meio Ambiente (CEMA) e da Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE). Foi apresentado pelo CPRH e pelo CEMA um relato das atividades
desenvolvidas, as quais têm o foco na proteção ambiental do manguezal,
responsabilizando as comunidades que habitam o parque do manguezal pela
degradação e aterramento do mangue para construção de habitações irregulares. O
Professor Gilberto, da UFPE, apresentou um vasto e rico material sobre a história
da bacia do pina, do parque do manguezal, da fauna e flora do mangue, sobre a
criação de camarão e a pesca tradicional, destacando justamente o papel das
comunidades na preservação do manguezal em razão das atividades de manejo
tradicionais, destacando o papel fundamental da comunidade da Ilha de Deus e dos
pescadores e pescadoras da bacia do Pina. Para ele, a comunidade presta um
serviço ambiental à sociedade, destacando a existência do racismo ambiental que
discrimina e atribui o impacto negativo ambiental às comunidades, associando a
degradação ambiental a condição social, o poder aquisitivo e a cor da pele.
O debate foi rico e contou com a participação de uma plateia composta por
estudantes, professores(as), engenheiros(as) e liderança de pescadores(as), da
Ação Comunitária Caranguejo Uçá, do Mangue Sofre e outras entidades. Nesta
oportunidade, o mandato se posicionou no sentido de cobrar ações da gestão
pública quanto à questão do saneamento básico na área da bacia do Pina,
colocando-nos à disposição para colaborar com as discussões, bem como no
âmbito do poder legislativo municipal através de possível elaboração de projeto de
lei que aprimore a questão ambiental na cidade do Recife. Aproveitamos também
para registrar a realização da audiência pública sobre os territórios pesqueiros, a ser
realizada pelo nosso mandato na Câmara dos Vereadores do Recife, que se
aproximava.
3) Relato Audiências sobre o VEM Livre Acesso:​ Em decorrência de denúncia que
chegou até o mandato, ​solicitamos, no dia 11/10, a realização de uma primeira
audiência com Dr. Westei Conde, da Promotoria de Justiça de Promoção dos
Direitos Humanos, com o intuito de garantir visibilidade a relato inicial quanto à
problemática dos cancelamentos ocorridos durante o último recadastramento, neste
ano de 2017, do cartão de pessoas usuárias dos serviços de saúde pública (anemia
falciforme, HIV/AIDS, sofrimento psíquico, etc...). Estiveram presentes neste
primeiro encontro trabalhadoras da Rede de Atenção Psicossocial do Recife
(RAPS), representante da GASAM e, também, do Conselho Regional de Psicologia.
Na oportunidade, o promotor de justiça nos informou que já possui procedimento em
andamento em relação ao VEM Livre Acesso e marcou uma nova audiência para o
dia 13/11 com o fito de ampliarmos o debate para demais segmentos de pessoas
com doença crônica. No segundo encontro, participaram representações da Gestos,
do GTP+, da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/AIDS, da
APPAH (Associação Pernambucana de Portadores de Anemias Hereditárias) e
trabalhadoras e usuárias da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), além de
assessores parlamentares do mandato do Deputado Estadual Edilson Silva (PSOL),
da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência da ALEPE e o nosso
mandato. Vale ressaltar que, de acordo com a legislação estadual vigente (Lei
14.916/13), apenas está garantido o VEM Livre Acesso às pessoas com deficiência
a partir de um conceito biomédico ultrapassado (e não bio-psico-social), motivo pelo
qual estas categorias se encontrariam “legalmente” descobertas - ainda que,
pragmaticamente, a ausência desta gratuidade impeça a continuidade de
tratamentos imprescindíveis ante as suas respectivas condições de saúde. No
terceiro encontro, estas mesmas entidades estiveram presentes, consolidando a
criação de um fórum de luta das pessoas com doença crônica. Como
encaminhamento, os mandatos parlamentares ficaram responsáveis pela pesquisa
de legislação relativa à gratuidade ao transporte público e o acesso aos serviços de
saúde; e, mais especificamente, o nosso mandato ficou responsável pelo
mapeamento da rede de saúde mental estadual para analisar as demandas de
passagem por parte da população de demais municípios no Estado que necessitam
vir à RMR para obterem esse tipo de tratamento para subsidiar os trabalhos do
fórum. Por fim, ficou marcado um espaço de formação com especialista para
discutirmos o conceito biopsicossocial de pessoa com deficiência estabelecido na
LBI, além do próximo encontro no dia 20 de fevereiro de 2018 .
4) ​Audiência Pública sobre a aplicação da acessibilidade comunicacional da áudio-descrição nos
teatros:
O procedimento, no âmbito da Promotoria de Justiça de Defesa e Promoção dos
Direitos Humanos e sob responsabilidade do Dr. Maxwell Lucena, que dispõe sobre
a obrigatoriedade da oferta do serviço de áudio-descrição nos teatros do Recife já
tem cerca de 5 anos. Nesta última audiência, acompanhada pelo mandato, o
promotor ouviu grupo de trabalho composto por sociedade civil , empresas de
acessibilidade comunicacional, gestores públicos municipais e estaduais e
produtores culturais com intuito de encontrar saídas para a aplicação da
áudio-descrição nas pautas dos teatros de uma forma gradativa e que não
onerasse acentuadamente os(as) artistas. Houve a cobrança, para a Fundação de
Cultura da Cidade do Recife, quanto à compra dos equipamentos necessários, visto
que em audiências anteriores, este órgão da gestão municipal havia firmado esse
compromisso e relatado que já estava em processo de licitação. A FUNDARPE, por
seu turno, informou que já foi realizada a referida compra e que o mesmos
chegariam ainda no final de 2017. Enquanto mandato, nosso posicionamento foi
pela exigência de dotação orçamentária que garanta a aplicação do serviço nos
teatros municipais, seja na contratação de profissionais da acessibilidade
comunicacional, seja na garantia de verba para a compra de dos respectivos
equipamentos. .
5) Audiência Pública sobre os livros didáticos com conteúdos racistas ministrados
em escolas do município de Recife:
Foram duas audiências acompanhadas pelo mandato, convocadas pelo Movimento
Negro após denúncia sobre a adoção de livros didáticos com conteúdos racistas por
escolas localizadas no município do Recife, junto à Promotoria de Justiça de Defesa
da Cidadania da Capital com atuação na Defesa da Educação, Dr. Eleonora
Rodrigues. Na primeira, houve a escuta da mãe da criança, do movimento Círculo
Palmarino, e teve por objetivo buscar saídas voltadas para uma prática pedagógica
que venha trazer um outro significado para a população negra dentro de sala de
aula. Posteriormente, no segundo, esteve presente representante da Editora do livro
em questão, a gestão da Escola onde esse era ministrado, representantes da
divisão de educação do município de Recife, bem como outras representações do
Círculo Palmarino. Através do diálogo, foi acordado que Editora o retirasse de
circulação o livro e, ainda, a realização de espaços formativos, a serem facilitados
pelo próprio movimento, com a escola e todo o seu corpo docente e discente. Por
fim, a Editora se comprometeu em publicar um livro específico sobre promoção da
igualdade racial, o qual, antes de sua publicação, será avaliado pelo movimento
negro presente, sendo o protótipo a ser apresentado na próxima audiência, marcada
para o dia 28/02/2018.
6) Reunião sobre a tentativa de remoção da comunidade do Pocotó:
Participamos de reunião com o Promotor de Cidadania e Direitos Humanos, Dr.
Westei Conde, junto com advogada do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto -
MTST, sobre a situação da Comunidade de Pocotó, localizada há mais de 15 anos
em cima do Túnel Augusto Lucena no bairro de Boa Viagem e que está sofrendo
ameaça de remoção em virtude de decisão judicial em ação movida pela Prefeitura
da Cidade do Recife. O objetivo da reunião foi saber como o Ministério Público
poderia atuar na defesa do direito à moradia dessas famílias.
7) I Seminário estratégico do Ministério Público:​ ​Encontro LGBT de Terreiro
Realizado no dia 10 de maio de 2017, no auditório Rossini na Visconde de
Suassuna, com a presença da Associação de Direitos Humanos LGBT de Terreiro e
Comunidade, bem como do Movimento Negro Unificado. A atividade, acompanhada
pelo mandato, teve como objetivo ouvir demandas do segmento por parte do MPPE.
O seminário foi dividido em quatro painéis temáticos: trabalho, capacidade técnica,
desenvolvimento e emprego.
8) ​Audiência pública sobre violações de direitos humanos pela TV Jornal, Folha de
Pernambuco e Rádio Globo​.
​Provocado pelo Centro de Cultura Luiz Freire, Fórum Pernambucano de
Comunicação (Fopecom) e outras entidades de defesa dos direitos humanos, o
Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu procedimento para apurar a
responsabilidade do jornal Aqui PE, no caso da publicação de uma capa em que
expôs um mulher vítima de feminicídio sem de saia e sem a roupa íntima. O
mandato se fez presente em duas das três audiências. Como consequência, o jornal
aceitou se retratar e publicou uma série de reportagens sobre a defesa e promoção
dos DHs. Outro encaminhamento, ainda pendente, é a realização de um seminário
sobre DH para os repórteres e Jornalistas da empresa, aberto também para
estudantes de jornalismo.

Anexo 18 prestação de contas 2017

  • 1.
    ANEXO - MinistérioPúblico do Estado de Pernambuco 1)Audiência sobre a situações de violência contra a população LBGT do Estado de Pernambuco. O procedimento instaurado pelo Ministério Público Estadual, através da promotoria de Defesa da Cidadania com atuação na promoção e defesa dos direitos humanos, Promotor de Justiça Maxwell Vignoli, tem o objetivo central de investigar a situações de violência contra a população LBGT do Estado de Pernambuco. Além do mandato, participaram da audiência representantes da ONG Gestos, do grupo Mães pela Diversidade (MPD-PE), da AMOTRANS, da Articulação e Movimento Homossexual de Recife e Região Metropolitana (AMHOR), do Grupo Gaymado e Fórum LGBT-PE, do Centro Estadual de Combate à homofobia, da SDS-GACE, da SDSCJ, do Conselho LGBT de PE, da Delegacia de Polícia de Pernambuco. A discussão girou em torno da necessidade de modificar o sistema de registro do boletins de ocorrências para incluir janelas no sistema que identifique o perfil da agressão, se no ambiente privado ou público, e a identidade de gênero da vítima da agressão. Ficou estabelecido que a coordenadoria LGBT do Estado de PE, o Centro de Combate à Homofobia do Estado e a SDS irão divulgar na data de 22 de dezembro de 2017, na página eletrônica oficial dos três órgãos, dados sobre a violência contra a população LGBT no ano 2017, conforme determinação da Lei Estadual 12.876/2015. ​2)​Encontro “Proteção dos Manguezais” Este encontro, presidido pelo Promotor de Meio Ambiente, teve sua mesa composta por representações da Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CEMA) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foi apresentado pelo CPRH e pelo CEMA um relato das atividades desenvolvidas, as quais têm o foco na proteção ambiental do manguezal, responsabilizando as comunidades que habitam o parque do manguezal pela degradação e aterramento do mangue para construção de habitações irregulares. O Professor Gilberto, da UFPE, apresentou um vasto e rico material sobre a história da bacia do pina, do parque do manguezal, da fauna e flora do mangue, sobre a criação de camarão e a pesca tradicional, destacando justamente o papel das comunidades na preservação do manguezal em razão das atividades de manejo tradicionais, destacando o papel fundamental da comunidade da Ilha de Deus e dos pescadores e pescadoras da bacia do Pina. Para ele, a comunidade presta um serviço ambiental à sociedade, destacando a existência do racismo ambiental que discrimina e atribui o impacto negativo ambiental às comunidades, associando a degradação ambiental a condição social, o poder aquisitivo e a cor da pele.
  • 2.
    O debate foirico e contou com a participação de uma plateia composta por estudantes, professores(as), engenheiros(as) e liderança de pescadores(as), da Ação Comunitária Caranguejo Uçá, do Mangue Sofre e outras entidades. Nesta oportunidade, o mandato se posicionou no sentido de cobrar ações da gestão pública quanto à questão do saneamento básico na área da bacia do Pina, colocando-nos à disposição para colaborar com as discussões, bem como no âmbito do poder legislativo municipal através de possível elaboração de projeto de lei que aprimore a questão ambiental na cidade do Recife. Aproveitamos também para registrar a realização da audiência pública sobre os territórios pesqueiros, a ser realizada pelo nosso mandato na Câmara dos Vereadores do Recife, que se aproximava. 3) Relato Audiências sobre o VEM Livre Acesso:​ Em decorrência de denúncia que chegou até o mandato, ​solicitamos, no dia 11/10, a realização de uma primeira audiência com Dr. Westei Conde, da Promotoria de Justiça de Promoção dos Direitos Humanos, com o intuito de garantir visibilidade a relato inicial quanto à problemática dos cancelamentos ocorridos durante o último recadastramento, neste ano de 2017, do cartão de pessoas usuárias dos serviços de saúde pública (anemia falciforme, HIV/AIDS, sofrimento psíquico, etc...). Estiveram presentes neste primeiro encontro trabalhadoras da Rede de Atenção Psicossocial do Recife (RAPS), representante da GASAM e, também, do Conselho Regional de Psicologia. Na oportunidade, o promotor de justiça nos informou que já possui procedimento em andamento em relação ao VEM Livre Acesso e marcou uma nova audiência para o dia 13/11 com o fito de ampliarmos o debate para demais segmentos de pessoas com doença crônica. No segundo encontro, participaram representações da Gestos, do GTP+, da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/AIDS, da APPAH (Associação Pernambucana de Portadores de Anemias Hereditárias) e trabalhadoras e usuárias da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), além de assessores parlamentares do mandato do Deputado Estadual Edilson Silva (PSOL), da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência da ALEPE e o nosso mandato. Vale ressaltar que, de acordo com a legislação estadual vigente (Lei 14.916/13), apenas está garantido o VEM Livre Acesso às pessoas com deficiência a partir de um conceito biomédico ultrapassado (e não bio-psico-social), motivo pelo qual estas categorias se encontrariam “legalmente” descobertas - ainda que, pragmaticamente, a ausência desta gratuidade impeça a continuidade de tratamentos imprescindíveis ante as suas respectivas condições de saúde. No terceiro encontro, estas mesmas entidades estiveram presentes, consolidando a criação de um fórum de luta das pessoas com doença crônica. Como encaminhamento, os mandatos parlamentares ficaram responsáveis pela pesquisa de legislação relativa à gratuidade ao transporte público e o acesso aos serviços de saúde; e, mais especificamente, o nosso mandato ficou responsável pelo mapeamento da rede de saúde mental estadual para analisar as demandas de
  • 3.
    passagem por parteda população de demais municípios no Estado que necessitam vir à RMR para obterem esse tipo de tratamento para subsidiar os trabalhos do fórum. Por fim, ficou marcado um espaço de formação com especialista para discutirmos o conceito biopsicossocial de pessoa com deficiência estabelecido na LBI, além do próximo encontro no dia 20 de fevereiro de 2018 . 4) ​Audiência Pública sobre a aplicação da acessibilidade comunicacional da áudio-descrição nos teatros: O procedimento, no âmbito da Promotoria de Justiça de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos e sob responsabilidade do Dr. Maxwell Lucena, que dispõe sobre a obrigatoriedade da oferta do serviço de áudio-descrição nos teatros do Recife já tem cerca de 5 anos. Nesta última audiência, acompanhada pelo mandato, o promotor ouviu grupo de trabalho composto por sociedade civil , empresas de acessibilidade comunicacional, gestores públicos municipais e estaduais e produtores culturais com intuito de encontrar saídas para a aplicação da áudio-descrição nas pautas dos teatros de uma forma gradativa e que não onerasse acentuadamente os(as) artistas. Houve a cobrança, para a Fundação de Cultura da Cidade do Recife, quanto à compra dos equipamentos necessários, visto que em audiências anteriores, este órgão da gestão municipal havia firmado esse compromisso e relatado que já estava em processo de licitação. A FUNDARPE, por seu turno, informou que já foi realizada a referida compra e que o mesmos chegariam ainda no final de 2017. Enquanto mandato, nosso posicionamento foi pela exigência de dotação orçamentária que garanta a aplicação do serviço nos teatros municipais, seja na contratação de profissionais da acessibilidade comunicacional, seja na garantia de verba para a compra de dos respectivos equipamentos. . 5) Audiência Pública sobre os livros didáticos com conteúdos racistas ministrados em escolas do município de Recife: Foram duas audiências acompanhadas pelo mandato, convocadas pelo Movimento Negro após denúncia sobre a adoção de livros didáticos com conteúdos racistas por escolas localizadas no município do Recife, junto à Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital com atuação na Defesa da Educação, Dr. Eleonora Rodrigues. Na primeira, houve a escuta da mãe da criança, do movimento Círculo Palmarino, e teve por objetivo buscar saídas voltadas para uma prática pedagógica que venha trazer um outro significado para a população negra dentro de sala de aula. Posteriormente, no segundo, esteve presente representante da Editora do livro em questão, a gestão da Escola onde esse era ministrado, representantes da divisão de educação do município de Recife, bem como outras representações do Círculo Palmarino. Através do diálogo, foi acordado que Editora o retirasse de
  • 4.
    circulação o livroe, ainda, a realização de espaços formativos, a serem facilitados pelo próprio movimento, com a escola e todo o seu corpo docente e discente. Por fim, a Editora se comprometeu em publicar um livro específico sobre promoção da igualdade racial, o qual, antes de sua publicação, será avaliado pelo movimento negro presente, sendo o protótipo a ser apresentado na próxima audiência, marcada para o dia 28/02/2018. 6) Reunião sobre a tentativa de remoção da comunidade do Pocotó: Participamos de reunião com o Promotor de Cidadania e Direitos Humanos, Dr. Westei Conde, junto com advogada do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - MTST, sobre a situação da Comunidade de Pocotó, localizada há mais de 15 anos em cima do Túnel Augusto Lucena no bairro de Boa Viagem e que está sofrendo ameaça de remoção em virtude de decisão judicial em ação movida pela Prefeitura da Cidade do Recife. O objetivo da reunião foi saber como o Ministério Público poderia atuar na defesa do direito à moradia dessas famílias. 7) I Seminário estratégico do Ministério Público:​ ​Encontro LGBT de Terreiro Realizado no dia 10 de maio de 2017, no auditório Rossini na Visconde de Suassuna, com a presença da Associação de Direitos Humanos LGBT de Terreiro e Comunidade, bem como do Movimento Negro Unificado. A atividade, acompanhada pelo mandato, teve como objetivo ouvir demandas do segmento por parte do MPPE. O seminário foi dividido em quatro painéis temáticos: trabalho, capacidade técnica, desenvolvimento e emprego. 8) ​Audiência pública sobre violações de direitos humanos pela TV Jornal, Folha de Pernambuco e Rádio Globo​. ​Provocado pelo Centro de Cultura Luiz Freire, Fórum Pernambucano de Comunicação (Fopecom) e outras entidades de defesa dos direitos humanos, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu procedimento para apurar a responsabilidade do jornal Aqui PE, no caso da publicação de uma capa em que expôs um mulher vítima de feminicídio sem de saia e sem a roupa íntima. O mandato se fez presente em duas das três audiências. Como consequência, o jornal aceitou se retratar e publicou uma série de reportagens sobre a defesa e promoção dos DHs. Outro encaminhamento, ainda pendente, é a realização de um seminário sobre DH para os repórteres e Jornalistas da empresa, aberto também para estudantes de jornalismo.