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AMOR, AMIZADE, SOLIDARIEDADE... Luiz Maia
Todos os dias eu choro. Às vezes porque bate uma tristeza por aquilo que fiz errado e que bem poderia ter sido diferente. Mas não me lembro do dia em que chorei de dor, e eu sinto dores diariamente. Mas não choro de dor. Mas sim, pelo que fiz de errado. Não me canso de pedir a Deus perdão pelos erros cometidos.  Aproveito agora e peço perdão aos amigos que um dia se sentiram magoados comigo. Até mesmo por uma palavra não dita no momento que deveria ter sido dita. Chama-se a isso de omissão.
Mas choro também, e muito, agradecendo a Deus pelas graças que me são por Ele derramadas diariamente. E são inúmeras! Agradeço à vida, aos amigos, ao dia, à saúde, ao alimento, ao lar, à família e à todas as coisas maravilhosas que surgem na minha vida.  Agradeço a Deus até pela dor que sinto, pois me serve como parâmetro de como sou fraco, pequeno e limitado. Mas não choro na dor.
Choro com certa freqüência pela amizade desfeita de forma estúpida. Ou pela amizade que não soube fazer. Choro por ter tão poucos amigos – ou por aqueles que nunca tive. Meu choro é de inconformismo diante da minha insignificância, e bem sei que poderia ser minimizada. Choro pelas amizades lindas que nunca se completaram. Choro pelo amigo que pensei ser e que nunca fui. Choro por tudo que um dia quis ser e nunca fui. E choro por tudo que sou.
Amar é bom e amar me faz chorar.  Amo desmedidamente a vida. Amo sem reservas as pessoas com a mesma facilidade com que um dia terei de perdoá-las. E saber perdoar é tão difícil quanto a ingrata tarefa de aprender a ter paciência. Peço aos amigos paciência comigo já que terei de aprender a ter paciência para com os outros. Paciência é ter que ouvir um desabafo em forma de prece. Ou uma prece em forma de desabafo.
Choro quando um dia não fui solidário com quem precisava. Ou quando tantas vezes ignorei a dor alheia, adubando e fortalecendo ainda mais o meu insólito egoísmo. Quantas vezes ri na minha arrogância, na minha enorme ignorância, quando pensei um dia ser forte, sábio e detentor de qualidades superiores aos demais. Justo aí que eu devia mais chorar, nunca o fiz.
Hoje choro as misérias e as dores do mundo. Hoje sou solidário à dor alheia, mas de pouco isso vale. Gostaria de ser solidário de forma concreta, efetiva, mesmo em doses homeopáticas. Cansei da solidariedade teórica porquanto nada produz de fato.
Já perdi a conta das vezes em que chorei diante da minha amada. Nada mais maravilhoso que poder contemplá-la dormindo – e aí não tem como não chorar. E choro ao vê-la sorrindo um riso maroto para mim. O choro de quem contempla a mulher amada é choro de fortes. E saber que um dia pensei que chorar era coisa de mulher, de gente fraca...
Para concluir, devo dizer que demorei a escrever enquanto chorava. Claro que muitos poderão pensar que sou feito de choro ou mesmo que faço a “declaração de um fraco”. Não pense assim quem assim chegou a pensar. A verdade é que existe em mim uma criança linda querendo aflorar. Ou aquele velho triste, cansado de nunca ter sido escutado. Formatação: Beth Norling E-mail:  [email_address] Imagens: Internet Música: Richard Clayderman - Murmures

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  • 2. Todos os dias eu choro. Às vezes porque bate uma tristeza por aquilo que fiz errado e que bem poderia ter sido diferente. Mas não me lembro do dia em que chorei de dor, e eu sinto dores diariamente. Mas não choro de dor. Mas sim, pelo que fiz de errado. Não me canso de pedir a Deus perdão pelos erros cometidos. Aproveito agora e peço perdão aos amigos que um dia se sentiram magoados comigo. Até mesmo por uma palavra não dita no momento que deveria ter sido dita. Chama-se a isso de omissão.
  • 3. Mas choro também, e muito, agradecendo a Deus pelas graças que me são por Ele derramadas diariamente. E são inúmeras! Agradeço à vida, aos amigos, ao dia, à saúde, ao alimento, ao lar, à família e à todas as coisas maravilhosas que surgem na minha vida. Agradeço a Deus até pela dor que sinto, pois me serve como parâmetro de como sou fraco, pequeno e limitado. Mas não choro na dor.
  • 4. Choro com certa freqüência pela amizade desfeita de forma estúpida. Ou pela amizade que não soube fazer. Choro por ter tão poucos amigos – ou por aqueles que nunca tive. Meu choro é de inconformismo diante da minha insignificância, e bem sei que poderia ser minimizada. Choro pelas amizades lindas que nunca se completaram. Choro pelo amigo que pensei ser e que nunca fui. Choro por tudo que um dia quis ser e nunca fui. E choro por tudo que sou.
  • 5. Amar é bom e amar me faz chorar. Amo desmedidamente a vida. Amo sem reservas as pessoas com a mesma facilidade com que um dia terei de perdoá-las. E saber perdoar é tão difícil quanto a ingrata tarefa de aprender a ter paciência. Peço aos amigos paciência comigo já que terei de aprender a ter paciência para com os outros. Paciência é ter que ouvir um desabafo em forma de prece. Ou uma prece em forma de desabafo.
  • 6. Choro quando um dia não fui solidário com quem precisava. Ou quando tantas vezes ignorei a dor alheia, adubando e fortalecendo ainda mais o meu insólito egoísmo. Quantas vezes ri na minha arrogância, na minha enorme ignorância, quando pensei um dia ser forte, sábio e detentor de qualidades superiores aos demais. Justo aí que eu devia mais chorar, nunca o fiz.
  • 7. Hoje choro as misérias e as dores do mundo. Hoje sou solidário à dor alheia, mas de pouco isso vale. Gostaria de ser solidário de forma concreta, efetiva, mesmo em doses homeopáticas. Cansei da solidariedade teórica porquanto nada produz de fato.
  • 8. Já perdi a conta das vezes em que chorei diante da minha amada. Nada mais maravilhoso que poder contemplá-la dormindo – e aí não tem como não chorar. E choro ao vê-la sorrindo um riso maroto para mim. O choro de quem contempla a mulher amada é choro de fortes. E saber que um dia pensei que chorar era coisa de mulher, de gente fraca...
  • 9. Para concluir, devo dizer que demorei a escrever enquanto chorava. Claro que muitos poderão pensar que sou feito de choro ou mesmo que faço a “declaração de um fraco”. Não pense assim quem assim chegou a pensar. A verdade é que existe em mim uma criança linda querendo aflorar. Ou aquele velho triste, cansado de nunca ter sido escutado. Formatação: Beth Norling E-mail: [email_address] Imagens: Internet Música: Richard Clayderman - Murmures