Sobre quem vamos
falar meninos??
Sobre Almeida Garrett.
E QUEM É ALMEIDA GARRETT?
 João Baptista da Silva Leitão- Almeida
Garrett
 Nasceu em 1799 no Porto e faleceu em
Lisboa em 1854 .
É provavelmente o escritor português mais
completo de todo o século XIX.
 Deixou obras primas na: poesia; no teatro;
na prosa e foi inovando na escrita e na
composição de cada um destes géneros
literários.
Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.
Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó
bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?
E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.
E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.
Almeida Garrett:: Folhas Caídas
Tema: Amor
Não te Amo
Não te amo, quero-
te:
o amar vem d’alma.
E eu n’alma -
tenho a calma,
A calma - do
jazigo.
Ai! não te
amo, não.
Não te amo, quero-
te:
o amor é vida.
E a vida - nem
sentida
A trago eu já
comigo.
Ai, não te
amo, não!
http://www.youtube.com/watch?v=3T_XmB0uu
Kk
Na infância recebeu uma formação religiosa e clássica.
Concluiu o curso de Direito em Coimbra, onde aderiu aos ideais do liberalismo.
Em 1823, após a subida ao poder dos absolutistas, é obrigado a exilar-se em
Inglaterra onde inicia o estudo do romantismo (inglês), movimento artístico-
literário então já dominante na Europa.
Regressa em 1826 e passa a participar na vida política, mas tem de se exilar
novamente em Inglaterra em 1828, depois da contra revolução de D. Miguel.
Em 1832, na Ilha Terceira, incorpora-se no exército liberal de D. Pedro IV e
participa no cerco do Porto.
Exerceu funções diplomáticas em Londres, em Paris e em Bruxelas.
Após a Revolução de Setembro (1836) foi Inspetor Geral dos Teatros e fundou
o Conservatório de Arte Dramática e o Teatro Nacional.
Com a ditadura cabralista (1842), Garrett é posto à margem da política e inicia o
período mais fecundo da sua produção literária. Durante a Regeneração (1851)
recebe o título de visconde e é nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros.
A vida :
http://www.youtube.com/watch?v=Sn1c8nslAu
8
A OBRA :
Tem o grande mérito de ser o introdutor do Romantismo em
Portugal ao nível da criação textual.
Processo que iniciou com os poemas:
Camões (1825);
D. Branca (1826).
Ainda no domínio da poesia são de destacar o Romanceiro (recolha de
poesias de tradição popular cujo 1.º volume sai em 1843), Flores sem
Fruto (1845) e a obra-prima da poesia romântica portuguesa Folhas
Caídas (1853) que nos dá um novo lirismo amoroso.
Na prosa, saliente-se O Arco de Sant'Ana (1.º vol. em 1845 e 2.º em
1851), romance histórico, e principalmente as suas célebres Viagens na
Minha Terra (1846). Com este livro, a crítica considera iniciada a prosa
moderna em Portugal.
E quanto ao teatro, deve mencionar-se Um Auto de Gil
Vicente (1838), O Alfageme de Santarém (1841) e sobretudo o famoso
drama Frei Luís de Sousa (1844).
http://www.youtube.com/watch?v=CUYkNZh0xa
Q
O ROMANTISMO EM PORTUGAL
O Romantismo português tem de ser enquadrado
no cenário das guerras liberais .
Forma-se à luz dos princípios da
liberdade, igualdade e fraternidade.
Investido de uma dimensão idealista.
Deve ainda referir-se que os nossos primeiros
grandes românticos foram exilados políticos e
contactaram, na Europa, com outros escritores
já empenhados na difusão das normas da nova
estética.
Continua…
Almeida Garrett pelo escultor António Pinheiro.
 Costuma datar-se o início do Romantismo em
1825 com a publicação, em Paris, do poema
Camões de Garrett. Todavia, esta obra não teve
sequência imediata e é mais correto datá-lo de
1836, ano de publicação de A Voz do Profeta de
Herculano.
 Este é também o ano em que Passos
Manuel, chefe do governo Setembrista, abre
caminho à reforma do teatro português por
Garrett.
http://www.youtube.com/watch?v=8PfOcA7t6E
Q
O ROMANTISMO NA EUROPA
 Foi na Inglaterra que este movimento literário
teve a sua origem.
 Walter
Scott, Byron, Thompson, Wordsworth, Macpher
son, Coleridge e Shelley; são alguns dos
escritores que abriram caminho para a
descrição de uma natureza
saudosista, solitária, povoada de ruínas e
cemitérios, para criação de uma atmosfera
sentimental, aventureira e até revolucionária.
 "A tudo se habitua o homem, a todo o estado
se afaz; e não há dúvida por mais estranha
que o tempo e a repetição dos atos lhe não
faça natural.“
 Tema - Hábito
 "Formou Deus o homem, e o pôs num paraíso de
delícias; tornou a formá-lo a sociedade, e o pôs num
inferno de tolices. O homem - não o homem que
Deus fez, mas o que a sociedade tem
contrafeito, apertando e forçando em seus moldes de
ferro aquela pasta de limo que no paraíso terreal
afeiçoará à imagem da divindade -, o homem assim
aleijado como nós o conhecemos, é o animal mais
absurdo, o mais disparatado e incongruente que
habita na terra.“
 Tema - Homem
 "Imaginar é sonhar, dorme e repousa a vida
no entretanto; sentir é viver
ativamente, cansa-a e consome-a.“
 Tema - Imaginação
 http://www.youtube.com/watch?v=Eo_ei5F-
izo
PASSOS MANUEL
ALMEIDA GARRETT
ALEXANDRE
HERCULANO
JOSÉ ESTEVÃO DE
MAGALHÃES
FREI LUIS DE SOUSA
 Drama –Pressupõe uma ação menos tensa que
a tragédia, menos concentrado numa
crise, mais submetida à influência dos
acontecimentos exteriores.
 Tragédia – poema dramático que desenvolve
uma ação séria e completa, tirado da
história, entre personagens ilustres com o fim
de provocar na alma dos espectadores o terror
e a piedade dados através do espetáculo da
paixões luares em luta entre si ou contra o
destino
ELEMENTOS TRÁGICOS E DRAMÁTICOS EM FREI
LUÍS DE SOUSA:
TRÁGICOS:
 Tema – ilegitimidade de Maria ( adultério )
 Personagens – n.º reduzidos e nobres
 Presságios – ( predestinação ) referida por parte de
Maria e de Telmo em que irá acontecer uma tragédia
 Coro – Frei Jorge e Telmo ( fatalismo/ Destino =
Madalena ) representa o papel de uma pecadora
arrependida, pois amou Manuel de Sousa Coutinho
na presença de D. João de Portugal. Acredita que o
destino trará uma tragédia . Qualquer acção será
irremediável ( predestinação – fatalismo ).
 Estrutura
 Efeitos catárticos – piedade e terror
 Drama:
 A peça é escrita em prosa.
 Espaço:
 O espaço vai-se reduzindo.
 África - Europa – Portugal - Lisboa - Alfeite -
Almada - I palácio – II palácio
 Tempo :
 O tempo vai-se reduzindo, fechando-se dramaticamente em
partes cada vez mais curtas.
 1578 – Madalena casa com D. João. Madalena conhece M. de
Sousa.
 1578 e 1585 – Madalena procura assegurar-se da morte de D.
João
 1585 e 1599 – Madalena casa com M. de Sousa.
 1598 a 1599 ( 1 ano ) – D. João é libertado dirige-se para
Portugal
 28 de julho a 4 de Agosto ( 8 dias ) – Madalena vive de novo no
palácio de D. João.
 Agosto (3 dias ) – D. João apressa-se para chegar
 4 de Agosto ( hoje ) – é um dia fatal para Madalena
 Divisão da peça :
 3 atos escritos em prosa:
 1 ato - Do início até ao incêndio do palácio de
Manuel de Sousa Coutinho.
 2 ato – Até à chegada do Romeiro
 3 ato – Até à morte de Maria
PERSONAGENS:
 Manuel de Sousa
Coutinho – Segundo
marido de madalena; pai
de Maria; teme que D.
João possa regressar
(ideia inconfessada); que
a saúde débil de sua filha
progrida para uma
doença grave ;
decidido, patriota
(incendeia o seu palácio
porque este iria ser
ocupado pelos
governadores espanhóis;
sofre, sente remorsos ao
pensar na cruel situação
em que ficara a sua
querida Maria; Amor
paternal.
 D . João de Portugal –
Casado com Madalena, mas
desaparecido na batalha de
Alcácer Quibir; austero;
sentimento amoroso por
Madalena; sonhador; crente (
quando pensa, por
momentos, que Madalena o
ama ).
Dona Madalena – suporte viúva de D.
João de Portugal; casa com Manuel de S.
Coutinho; nasce Maria, filha de Manuel;
Angustia em relação à situação insegura
do seu casamento; remorso por ter
gostado de Manuel de S. enquanto era
ainda casada com D . João; Inquietação
em relação a Manuel de Sousa e a Maria;
Insegurança e hesitação;
profunda, feminina; mulher p/ lágrimas e
para o amor, ela sofre e sofrerá
sempre, porque a dúvida não a deixará
ser feliz; perfil romântico; solidão.
 Maria de Noronha – Filha
de D. Madalena e D.
João; amor
filial, curiosidade;
sonho, fantasia, idealismo
, filha fatal, adolescente
fantasista, sebastianista
por influência de
Telmo, adivinhava " lia
nos olhos e nas estrelas "
; sempre febril, cresceu
de repente, criança
precoce; gosto pela
aventura, frágil, alta, mag
ra, faces
rosadas, patriota, intuitiva
, inteligente.
 Telmo Pais – escudeiro de família
dos condes Vimioso, sofre pela
volta de D. João, pois esta tirará a
tranquilidade da sua " menina " ;
sofre porque é forçado a ver o seu
velho amo como um intruso que
nunca deveria ter vindo. Por amor
a Maria, dispõe-se a declarar o
Romeiro como um impostor;
confessor das personagens
femininas; o coro da
tragédia, sádico, fiel, confiante, de
sentendido, supersticioso, sebasti
anista, humilde, enorme
sabedoria.
A CRENÇA DO SEBASTIANISMO:
 O mito do sebastianismo está espalhado por toda a
obra.
 Logo no início: Madalena afirma a Telmo "..mas as
tuas palavras misteriosas, as tuas alusões frequentes
a esse desgraçado rei de D. Sebastião, que o seu
mais desgraçado povo ainda quis acreditasse que
morresse, por quem ainda espera em sua leal
incredulidade ! "
 No sebastianismo, como ele é representado no Frei
Luís de Sousa, por Telmo e Maria, reside somente a
crença em que o rei ao voltar conduzira a uma época
mundial do direito e da grandeza, a qual será última
no plano de salvação dos Homens.
 Cena I à IV – localização das personagens no tempo
 Ato 1 Cena V à VIII – preparação da acção para o que se ai
passar a seguir
 Cena IX à XII – o Incêndio
 A obra de Frei Luís de Sousa é ambas tragédia e drama, é
tragédia pelo conteúdo do texto e é drama pela forma.
 Cena 1 – solução adotada
 Ato 3 até à 10º cena temos a preparação do desenlace.
 Cena 11 até à 12º temos o desenlace com morte de Maria em
palco
 Ato 3:
 Cena 1 – Manuel debate-se com um dilema enorme, a doença de
filha, a ilegitimidade.
 Maria ficava ilegítima cheia de infâmia tal e qual como Garret.

 Sempre que alguém pergunta a D. João quem ele é, ele
responde espontaneamente "ninguém", este ninguém significa
que D. João de Portugal já não tinha Pátria, não tinha
família, não tinha lugar na sociedade, não tinha o seu
palácio, pois perdeu-o .
A TRAGÉDIA CLÁSSICA:
 A todo o sistema de forças, que comprime e pesa sobre a liberdade
individual, o cidadão, o homem opõe o seu vivo protesto e lança um
desafio ( hybris ).
 À hybris responde a vingança, a punição, o ressentimento, uma espécie
de ciúme ferido pela corajosa atitude assumida pelo homem –
a nemesis divina.
 O coro actua como um trovão ao ímpeto libertário do indivíduo
aconselhado a moderação, o comedimento, a serena contenção, e
traduz as ideias e os sentimentos da média humana. Os
acontecimentos desenrolam-se segundo as cotas das personagens e os
logros do destino, de necessidade do fatum; encadeiam-se uns nos
outro se, por vezes, precipitam a acção no seu curso através de
peripécias ( acontecimentos ), que acabam por voltar o rumo do drama
em sentido inesperado ( catástrofe ). Esta mudança brusca é muitas
vezes levada a cabo por um reconhecimento ( agnórise ) de laços
parentescos até então insuspeitos.
 As consequências patéticas, avolumam-se num crescendo inquietante (
climax ), até se resolver numa reviravolta brusca e brutal dos
acontecimentos – a catástrofe.
ESPECTADOR E ACÇÃO DRAMÁTICA:
 O agenciamento da ação dramática da
tragédia visava a exibição das
consequências (pathos) do descomedimento
humano de modo a sugerir no espectador o
temor religioso ou sua simpatia.
http://www.youtube.com/watch?v=dIQfbcJUkV
U
 Trabalho feito por:
 Bruno Soares;
 Daniel Pinto;
 Paulo Semedo.
 Português, sobre Almeida Garrett.
 25/01/2013

Almeida garett

  • 1.
    Sobre quem vamos falarmeninos?? Sobre Almeida Garrett.
  • 2.
    E QUEM ÉALMEIDA GARRETT?  João Baptista da Silva Leitão- Almeida Garrett  Nasceu em 1799 no Porto e faleceu em Lisboa em 1854 . É provavelmente o escritor português mais completo de todo o século XIX.  Deixou obras primas na: poesia; no teatro; na prosa e foi inovando na escrita e na composição de cada um destes géneros literários.
  • 3.
    Ai! não teamo, não; e só te quero De um querer bruto e fero Que o sangue me devora, Não chega ao coração. Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela. Quem ama a aziaga estrela Que lhe luz na má hora Da sua perdição? E quero-te, e não te amo, que é forçado, De mau, feitiço azado Este indigno furor. Mas oh! não te amo, não. E infame sou, porque te quero; e tanto Que de mim tenho espanto, De ti medo e terror... Mas amar!... não te amo, não. Almeida Garrett:: Folhas Caídas Tema: Amor Não te Amo Não te amo, quero- te: o amar vem d’alma. E eu n’alma - tenho a calma, A calma - do jazigo. Ai! não te amo, não. Não te amo, quero- te: o amor é vida. E a vida - nem sentida A trago eu já comigo. Ai, não te amo, não!
  • 5.
  • 6.
    Na infância recebeuuma formação religiosa e clássica. Concluiu o curso de Direito em Coimbra, onde aderiu aos ideais do liberalismo. Em 1823, após a subida ao poder dos absolutistas, é obrigado a exilar-se em Inglaterra onde inicia o estudo do romantismo (inglês), movimento artístico- literário então já dominante na Europa. Regressa em 1826 e passa a participar na vida política, mas tem de se exilar novamente em Inglaterra em 1828, depois da contra revolução de D. Miguel. Em 1832, na Ilha Terceira, incorpora-se no exército liberal de D. Pedro IV e participa no cerco do Porto. Exerceu funções diplomáticas em Londres, em Paris e em Bruxelas. Após a Revolução de Setembro (1836) foi Inspetor Geral dos Teatros e fundou o Conservatório de Arte Dramática e o Teatro Nacional. Com a ditadura cabralista (1842), Garrett é posto à margem da política e inicia o período mais fecundo da sua produção literária. Durante a Regeneração (1851) recebe o título de visconde e é nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros. A vida :
  • 7.
  • 8.
    A OBRA : Temo grande mérito de ser o introdutor do Romantismo em Portugal ao nível da criação textual. Processo que iniciou com os poemas: Camões (1825); D. Branca (1826). Ainda no domínio da poesia são de destacar o Romanceiro (recolha de poesias de tradição popular cujo 1.º volume sai em 1843), Flores sem Fruto (1845) e a obra-prima da poesia romântica portuguesa Folhas Caídas (1853) que nos dá um novo lirismo amoroso. Na prosa, saliente-se O Arco de Sant'Ana (1.º vol. em 1845 e 2.º em 1851), romance histórico, e principalmente as suas célebres Viagens na Minha Terra (1846). Com este livro, a crítica considera iniciada a prosa moderna em Portugal. E quanto ao teatro, deve mencionar-se Um Auto de Gil Vicente (1838), O Alfageme de Santarém (1841) e sobretudo o famoso drama Frei Luís de Sousa (1844).
  • 9.
  • 10.
    O ROMANTISMO EMPORTUGAL O Romantismo português tem de ser enquadrado no cenário das guerras liberais . Forma-se à luz dos princípios da liberdade, igualdade e fraternidade. Investido de uma dimensão idealista. Deve ainda referir-se que os nossos primeiros grandes românticos foram exilados políticos e contactaram, na Europa, com outros escritores já empenhados na difusão das normas da nova estética. Continua…
  • 11.
    Almeida Garrett peloescultor António Pinheiro.
  • 12.
     Costuma datar-seo início do Romantismo em 1825 com a publicação, em Paris, do poema Camões de Garrett. Todavia, esta obra não teve sequência imediata e é mais correto datá-lo de 1836, ano de publicação de A Voz do Profeta de Herculano.  Este é também o ano em que Passos Manuel, chefe do governo Setembrista, abre caminho à reforma do teatro português por Garrett.
  • 13.
  • 14.
    O ROMANTISMO NAEUROPA  Foi na Inglaterra que este movimento literário teve a sua origem.  Walter Scott, Byron, Thompson, Wordsworth, Macpher son, Coleridge e Shelley; são alguns dos escritores que abriram caminho para a descrição de uma natureza saudosista, solitária, povoada de ruínas e cemitérios, para criação de uma atmosfera sentimental, aventureira e até revolucionária.
  • 15.
     "A tudose habitua o homem, a todo o estado se afaz; e não há dúvida por mais estranha que o tempo e a repetição dos atos lhe não faça natural.“  Tema - Hábito
  • 16.
     "Formou Deuso homem, e o pôs num paraíso de delícias; tornou a formá-lo a sociedade, e o pôs num inferno de tolices. O homem - não o homem que Deus fez, mas o que a sociedade tem contrafeito, apertando e forçando em seus moldes de ferro aquela pasta de limo que no paraíso terreal afeiçoará à imagem da divindade -, o homem assim aleijado como nós o conhecemos, é o animal mais absurdo, o mais disparatado e incongruente que habita na terra.“  Tema - Homem
  • 17.
     "Imaginar ésonhar, dorme e repousa a vida no entretanto; sentir é viver ativamente, cansa-a e consome-a.“  Tema - Imaginação
  • 18.
  • 19.
  • 20.
    FREI LUIS DESOUSA  Drama –Pressupõe uma ação menos tensa que a tragédia, menos concentrado numa crise, mais submetida à influência dos acontecimentos exteriores.  Tragédia – poema dramático que desenvolve uma ação séria e completa, tirado da história, entre personagens ilustres com o fim de provocar na alma dos espectadores o terror e a piedade dados através do espetáculo da paixões luares em luta entre si ou contra o destino
  • 21.
    ELEMENTOS TRÁGICOS EDRAMÁTICOS EM FREI LUÍS DE SOUSA: TRÁGICOS:  Tema – ilegitimidade de Maria ( adultério )  Personagens – n.º reduzidos e nobres  Presságios – ( predestinação ) referida por parte de Maria e de Telmo em que irá acontecer uma tragédia  Coro – Frei Jorge e Telmo ( fatalismo/ Destino = Madalena ) representa o papel de uma pecadora arrependida, pois amou Manuel de Sousa Coutinho na presença de D. João de Portugal. Acredita que o destino trará uma tragédia . Qualquer acção será irremediável ( predestinação – fatalismo ).  Estrutura  Efeitos catárticos – piedade e terror
  • 22.
     Drama:  Apeça é escrita em prosa.
  • 23.
     Espaço:  Oespaço vai-se reduzindo.  África - Europa – Portugal - Lisboa - Alfeite - Almada - I palácio – II palácio
  • 24.
     Tempo : O tempo vai-se reduzindo, fechando-se dramaticamente em partes cada vez mais curtas.  1578 – Madalena casa com D. João. Madalena conhece M. de Sousa.  1578 e 1585 – Madalena procura assegurar-se da morte de D. João  1585 e 1599 – Madalena casa com M. de Sousa.  1598 a 1599 ( 1 ano ) – D. João é libertado dirige-se para Portugal  28 de julho a 4 de Agosto ( 8 dias ) – Madalena vive de novo no palácio de D. João.  Agosto (3 dias ) – D. João apressa-se para chegar  4 de Agosto ( hoje ) – é um dia fatal para Madalena
  • 25.
     Divisão dapeça :  3 atos escritos em prosa:  1 ato - Do início até ao incêndio do palácio de Manuel de Sousa Coutinho.  2 ato – Até à chegada do Romeiro  3 ato – Até à morte de Maria
  • 26.
    PERSONAGENS:  Manuel deSousa Coutinho – Segundo marido de madalena; pai de Maria; teme que D. João possa regressar (ideia inconfessada); que a saúde débil de sua filha progrida para uma doença grave ; decidido, patriota (incendeia o seu palácio porque este iria ser ocupado pelos governadores espanhóis; sofre, sente remorsos ao pensar na cruel situação em que ficara a sua querida Maria; Amor paternal.
  • 27.
     D .João de Portugal – Casado com Madalena, mas desaparecido na batalha de Alcácer Quibir; austero; sentimento amoroso por Madalena; sonhador; crente ( quando pensa, por momentos, que Madalena o ama ). Dona Madalena – suporte viúva de D. João de Portugal; casa com Manuel de S. Coutinho; nasce Maria, filha de Manuel; Angustia em relação à situação insegura do seu casamento; remorso por ter gostado de Manuel de S. enquanto era ainda casada com D . João; Inquietação em relação a Manuel de Sousa e a Maria; Insegurança e hesitação; profunda, feminina; mulher p/ lágrimas e para o amor, ela sofre e sofrerá sempre, porque a dúvida não a deixará ser feliz; perfil romântico; solidão.
  • 28.
     Maria deNoronha – Filha de D. Madalena e D. João; amor filial, curiosidade; sonho, fantasia, idealismo , filha fatal, adolescente fantasista, sebastianista por influência de Telmo, adivinhava " lia nos olhos e nas estrelas " ; sempre febril, cresceu de repente, criança precoce; gosto pela aventura, frágil, alta, mag ra, faces rosadas, patriota, intuitiva , inteligente.
  • 29.
     Telmo Pais– escudeiro de família dos condes Vimioso, sofre pela volta de D. João, pois esta tirará a tranquilidade da sua " menina " ; sofre porque é forçado a ver o seu velho amo como um intruso que nunca deveria ter vindo. Por amor a Maria, dispõe-se a declarar o Romeiro como um impostor; confessor das personagens femininas; o coro da tragédia, sádico, fiel, confiante, de sentendido, supersticioso, sebasti anista, humilde, enorme sabedoria.
  • 30.
    A CRENÇA DOSEBASTIANISMO:  O mito do sebastianismo está espalhado por toda a obra.  Logo no início: Madalena afirma a Telmo "..mas as tuas palavras misteriosas, as tuas alusões frequentes a esse desgraçado rei de D. Sebastião, que o seu mais desgraçado povo ainda quis acreditasse que morresse, por quem ainda espera em sua leal incredulidade ! "  No sebastianismo, como ele é representado no Frei Luís de Sousa, por Telmo e Maria, reside somente a crença em que o rei ao voltar conduzira a uma época mundial do direito e da grandeza, a qual será última no plano de salvação dos Homens.
  • 31.
     Cena Ià IV – localização das personagens no tempo  Ato 1 Cena V à VIII – preparação da acção para o que se ai passar a seguir  Cena IX à XII – o Incêndio  A obra de Frei Luís de Sousa é ambas tragédia e drama, é tragédia pelo conteúdo do texto e é drama pela forma.  Cena 1 – solução adotada  Ato 3 até à 10º cena temos a preparação do desenlace.  Cena 11 até à 12º temos o desenlace com morte de Maria em palco  Ato 3:  Cena 1 – Manuel debate-se com um dilema enorme, a doença de filha, a ilegitimidade.  Maria ficava ilegítima cheia de infâmia tal e qual como Garret.   Sempre que alguém pergunta a D. João quem ele é, ele responde espontaneamente "ninguém", este ninguém significa que D. João de Portugal já não tinha Pátria, não tinha família, não tinha lugar na sociedade, não tinha o seu palácio, pois perdeu-o .
  • 32.
    A TRAGÉDIA CLÁSSICA: A todo o sistema de forças, que comprime e pesa sobre a liberdade individual, o cidadão, o homem opõe o seu vivo protesto e lança um desafio ( hybris ).  À hybris responde a vingança, a punição, o ressentimento, uma espécie de ciúme ferido pela corajosa atitude assumida pelo homem – a nemesis divina.  O coro actua como um trovão ao ímpeto libertário do indivíduo aconselhado a moderação, o comedimento, a serena contenção, e traduz as ideias e os sentimentos da média humana. Os acontecimentos desenrolam-se segundo as cotas das personagens e os logros do destino, de necessidade do fatum; encadeiam-se uns nos outro se, por vezes, precipitam a acção no seu curso através de peripécias ( acontecimentos ), que acabam por voltar o rumo do drama em sentido inesperado ( catástrofe ). Esta mudança brusca é muitas vezes levada a cabo por um reconhecimento ( agnórise ) de laços parentescos até então insuspeitos.  As consequências patéticas, avolumam-se num crescendo inquietante ( climax ), até se resolver numa reviravolta brusca e brutal dos acontecimentos – a catástrofe.
  • 34.
    ESPECTADOR E ACÇÃODRAMÁTICA:  O agenciamento da ação dramática da tragédia visava a exibição das consequências (pathos) do descomedimento humano de modo a sugerir no espectador o temor religioso ou sua simpatia.
  • 35.
  • 36.
     Trabalho feitopor:  Bruno Soares;  Daniel Pinto;  Paulo Semedo.  Português, sobre Almeida Garrett.  25/01/2013