A ALEXANDRA E OS SEUS AMIGOS IMAGINÁRIOS
Era uma vez uma menina que vivia numa quinta com os  seus pais. Mas estes tinham que sair todos os dias para trabalhar.
Durante a semana, a Alexandra estava mais ocupada,  porque ia para a escola às 9:30 e regressava às 16:30. Chegava a casa, lanchava e punha-se a fazer os trabalhos de casa.
Antes do jantar, a mãe punha-se com ela a fazer os exercícios aos pés. Sim, porque ela tinha “pé chato”, e então havia que fazer uma hora todos os dias de exercícios e procuravam fazê-los sempre enquanto a mãe dela preparava o jantar.
Mas  M Mas o grande problema de Alexandra era o fim de  semana,  porque ela não tinha aulas mas os pais tinham  que trabalhar todo dia.  Então, Alexandra aborrecia-se imenso.  Ora via televisão,  ora jogava computador ou ia lá para fora brincar com os cães que se chamavam DAKOTA e CARTON.
Alexandra pensava: - viver numa quinta é um aborrecimento! porque tenho eu que sofrer as opções de vida dos meus pais? Tenho que inventar qualquer coisa para fazer ao fim de semana!
Então pensou: - vou fazer um jogo com uns amiguinhos imaginários, e vamos brincar todos. O Kiquo, o Luisme, o Kique e a Jeny.
-  Agora que somos cinco, vamos todos pela quinta fora apanhar cogumelos e coelhos -disse Alexandra. Eu que sou o mais alto, vou apanhar coelhos. Agarro numa fisga e atiro-lhe com uma pedra e mato logo um coelho - disse o Kiquo, que era o mais rebelde.
-  Eu apanho cogumelos, porque já sei como se apanham. Um dia o meu pai foi comigo ao “Pico dos Abantos” a  apanharmos cogumelos e ele explicou-me quais os que se podiam comer. Há uns que são venenosos. O fim de semana passado vieram cá umas pessoas de Lisboa, e foram apanhar cogumelos, como não sabiam, levaram cogumelos venenosos  e morreram todos envenenados - disse a Jeny, que era a mais inteligente e a mais pequena.
-  Eu vou pescar “Carpas” para o “Pântano” - disse o Luisme, que era o mais molengão. - Como vais pescar, se não tens cana de pesca?  perguntou-lhe a Alexandra. - Não faz mal. Vou buscar a “pressão de ar” do meu pai,  e quando os peixes vierem ao de cimo a nadar, dou-lhes um tiro na cabeça com o chumbo, e depois puxo-os com um pau cá para fora!
-  Eu vou apanhar escorpiões -disse o Kique. - Mas os escorpiões são venenosos? - disse Alexandra. - Não faz mal! Eu no outro dia já fui com o meu amigo Fábio à urbanização da Pizarrera e apanhámos cinco. O Fábio  ensinou-me como se apanhavam, só tenho é que levar uns frascos para os pôr lá dentro.
-  Então está bem!  Acho que nos vamos todos divertir este fim de semana!
E lá foi Alexandra com os cães pela quinta fora  cantando e pulando...
A partir desse dia, Alexandra nunca mais se sentiu só ao fim de semana.
Começou então a pensar que viver numa quinta não lhe traria tantos divertimentos, mas era muito mais saudável do que viver nas grandes cidades, com tanta poluição!
E por isso, aos fins-de-semana, inventava sempre uma história diferente para fazer com os seus amiguinhos imaginários.

Alexandra

  • 1.
    A ALEXANDRA EOS SEUS AMIGOS IMAGINÁRIOS
  • 2.
    Era uma vezuma menina que vivia numa quinta com os seus pais. Mas estes tinham que sair todos os dias para trabalhar.
  • 3.
    Durante a semana,a Alexandra estava mais ocupada, porque ia para a escola às 9:30 e regressava às 16:30. Chegava a casa, lanchava e punha-se a fazer os trabalhos de casa.
  • 4.
    Antes do jantar,a mãe punha-se com ela a fazer os exercícios aos pés. Sim, porque ela tinha “pé chato”, e então havia que fazer uma hora todos os dias de exercícios e procuravam fazê-los sempre enquanto a mãe dela preparava o jantar.
  • 5.
    Mas MMas o grande problema de Alexandra era o fim de semana, porque ela não tinha aulas mas os pais tinham que trabalhar todo dia. Então, Alexandra aborrecia-se imenso. Ora via televisão, ora jogava computador ou ia lá para fora brincar com os cães que se chamavam DAKOTA e CARTON.
  • 6.
    Alexandra pensava: -viver numa quinta é um aborrecimento! porque tenho eu que sofrer as opções de vida dos meus pais? Tenho que inventar qualquer coisa para fazer ao fim de semana!
  • 7.
    Então pensou: -vou fazer um jogo com uns amiguinhos imaginários, e vamos brincar todos. O Kiquo, o Luisme, o Kique e a Jeny.
  • 8.
    - Agoraque somos cinco, vamos todos pela quinta fora apanhar cogumelos e coelhos -disse Alexandra. Eu que sou o mais alto, vou apanhar coelhos. Agarro numa fisga e atiro-lhe com uma pedra e mato logo um coelho - disse o Kiquo, que era o mais rebelde.
  • 9.
    - Euapanho cogumelos, porque já sei como se apanham. Um dia o meu pai foi comigo ao “Pico dos Abantos” a apanharmos cogumelos e ele explicou-me quais os que se podiam comer. Há uns que são venenosos. O fim de semana passado vieram cá umas pessoas de Lisboa, e foram apanhar cogumelos, como não sabiam, levaram cogumelos venenosos e morreram todos envenenados - disse a Jeny, que era a mais inteligente e a mais pequena.
  • 10.
    - Euvou pescar “Carpas” para o “Pântano” - disse o Luisme, que era o mais molengão. - Como vais pescar, se não tens cana de pesca? perguntou-lhe a Alexandra. - Não faz mal. Vou buscar a “pressão de ar” do meu pai, e quando os peixes vierem ao de cimo a nadar, dou-lhes um tiro na cabeça com o chumbo, e depois puxo-os com um pau cá para fora!
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    - Euvou apanhar escorpiões -disse o Kique. - Mas os escorpiões são venenosos? - disse Alexandra. - Não faz mal! Eu no outro dia já fui com o meu amigo Fábio à urbanização da Pizarrera e apanhámos cinco. O Fábio ensinou-me como se apanhavam, só tenho é que levar uns frascos para os pôr lá dentro.
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    - Entãoestá bem! Acho que nos vamos todos divertir este fim de semana!
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    E lá foiAlexandra com os cães pela quinta fora cantando e pulando...
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    A partir dessedia, Alexandra nunca mais se sentiu só ao fim de semana.
  • 15.
    Começou então apensar que viver numa quinta não lhe traria tantos divertimentos, mas era muito mais saudável do que viver nas grandes cidades, com tanta poluição!
  • 16.
    E por isso,aos fins-de-semana, inventava sempre uma história diferente para fazer com os seus amiguinhos imaginários.