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LIÇÃO JUNIORES - CPAD

LIÇÃO 4 – A SABEDORIA DO MENINO
Data: 22/10/2006

Para memorizar: “A legrei-me quando me disseram: V am os à casa d o S E N H O R .”
(Sl 122.1)

Leia em sua Bíblia: Lc 2.41-52.

Objetivos
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir seu aluno a:
    Interessar-se pelo estudo das Escrituras, e para isso o professor deve falar de
       forma que transmita esse desejo a seus alunos, por isso professores de EBD
       devem amar a Palavra de Deus e vive-la, somente assim esse ardor pela
       Palavra fl i qu an d o você fal aos “p equ en os”.
                 u rá                 ar
    Vir a Igreja para aprender a respeito Dele e adorá-lo, é na Igreja que
       aprendemos como podemos agradar à Deus, que tudo faz por nós.
    Imitar o exemplo de Jesus na obediência a seus pais, mostrando-lhes que
       mesmo Ele sendo filho de Deus, Ele era submisso aos seus pais terrenos.


Introdução
Nossa lição de hoje, é a única recordação que se conservou da adolescência de
Jesus, tem uma grande importância no Evangelho de Lucas, por duas razões.
Primeiro, porque contém as primeiras palavras pronunciadas por Jesus, segundo
esse escrito. E segundo, porque essas palavras de Jesus não são sobre nenhum
tema, mas referem-se à sua própria pessoa; e afirmam que Ele é o Filho de Deus,
obediente à vontade de seu Pai que está no céu.


I. Viagem à Jerusalém
Segundo a Lei, todos os israelitas varões deviam comparecer perante o Senhor no
santuário três vezes por ano, por ocasião das festas da Páscoa, de Pentecostes e dos
Tabernáculos (Ex 23,14-17; 34,22-23; Dt 16,16). Na prática, muitos dos que
moravam em lugares distantes iam só uma vez, por ocasião da Páscoa.

Logo no começo da nossa Leitura Bíblica é confirmado esse costume das famílias
piedosas: "iam todos os anos" (v. 41), "segundo o costume, subiram para a festa"
(v. 42), "terminados os dias" (v. 43). As mulheres e as crianças com menos de 13
anos não eram obrigadas a celebrar a Páscoa em Jerusalém. Isso não impedia,
porém, que as esposas acompanhassem seus maridos e levassem os filhos
pequenos. O ritual do bar mitzwah, pelo qual o menino que cumpria treze anos
tornava-se "filho do preceito" e era reconhecido como religiosamente adulto, sujeito
de direitos e deveres religiosos.

E assim José, Maria e Jesus, iniciaram a viagem de Nazaré a Jerusalém. Os
peregrinos caminhavam em grupos de parentes, amigos e conhecidos da mesma
aldeia, formando comitivas que se estendiam por um ou mais quilômetros. Cada
jornada começava e terminava com longas orações comunitárias.
 Os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, e não traduzem necessariamente a
                             opinião deste Site e/ou de seus patrocinadores.
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Assim podemos supor que também houvesse os momentos de oração silenciosa dos
peregrinos, e também o cansaço e o suor, as paradas para comer, as conversas de
Maria e de José com os familiares e amigos de Nazaré e com outros peregrinos
desconhecidos.

A m ad o (a) en fati aos “p equ en os” q u e p od em os i ag i ar o S en h or Jesu s, com o o
                    ze                                   m    n
menino de doze anos: a estatura, os traços do rosto, as roupas, os gestos;
pensamos em seu comportamento: como corre com os meninos de sua idade na
frente da caravana, parando para beber nos riachos e nas fontes à beira da estrada,
comprando algumas frutas ou doces com os trocados recebidos dos pais para essa
finalidade. Pensamos como devia ser seu relacionamento com as crianças menores e
com as pessoas mais velhas, com os conhecidos e desconhecidos. E como também
Ele orava ao acordar de manhã e antes de deitar para dormir à noite. O crescimento
de Jesus foi natural como todo ser humano.


II. Lugar de Adoração
Podemos até mesmo supor que, desde o momento em que deixaram Nazaré, até que
tivessem alcançado o monte das Oliveiras, Jesus vivenciou uma longa tensão de
expectativa antecipada. E, durante toda uma infância alegre, Ele tinha
reverentemente ouvido falar de Jerusalém e do seu Templo; agora, Ele iria em breve
contemplá-los na realidade. Do monte das Oliveiras e do lado de fora, em uma vista
de mais perto, o Templo era lindo.

Em companhia dos seus pais Jesus passou pelos recintos do templo, para reunir-se
ao grupo de novos filhos da lei que estava para ser consagrado como cidadãos de
Israel.
No contexto cultural e religioso da época, os meninos hebreus de doze ou treze anos
tinham a sensibilidade religiosa muito desenvolvida. Também hoje há meninos que,
com essa idade, fizeram experiências de Deus de extraordinária profundidade.
Imaginemos a profundidade e a sensibilidade da experiência espiritual de Jesus; e
mais particularmente, a experiência da sua relação com o Pai.


III. Dando falta de Jesus
A festa da Páscoa durava oito dias. Segundo o relato de Lucas, é no momento do
retorno que acontece o inesperado: Jesus fica em Jerusalém sem dizer nada a seus
pais. Não ficou por ter-se perdido no meio da multidão nem movido pelo espírito de
aventura de um adolescente. Ficou por uma decisão consciente, cujas razões serão
explicadas mais adiante.

Para nós pode parecer estranho que Maria e José só tenham percebido a ausência de
Jesus no fim da primeira jornada do caminho de volta. Para compreender o que
aconteceu devemos ter em conta que as caravanas eram compostas por grupos de
familiares e conhecidos e que nas relações que vigoravam entre eles não havia lugar
para "mães possessivas". Podemos pensar também que Maria e José, porque
confiavam na sua responsabilidade, deixavam um amplo espaço liberdade para seu
filho.
Porém, seja qual for a explicação dada ao comportamento de Jesus, ela não deve
negar a surpresa, o sofrimento e a angústia de Maria e de José quando, no fim da
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primeira jornada, a caravana parou e Jesus não apareceu. Nenhum dos familiares e
conhecidos o tinha visto. Os pais fizeram então o caminho de volta para Jerusalém
procurando-o ansiosamente em cada um dos grupos de peregrinos com os quais se
cruzavam no caminho.

Era a primeira vez que Maria e José experimentam a separação e a ausência de
Jesus. Sua angústia naquela noite interminável foi sem dúvida maior que a da noite
do nascimento na pobreza e na exclusão de Belém; e também maior que a da noite
da fuga para o Egito. Naquelas noites, com efeito, Jesus estava com eles, podiam vê-
lo, abraçá-lo e protegê-lo; agora, tinha desaparecido sem deixar rasto. Imagine a
angustia que assolava seus corações!



IV. O Reencontro
Ao chegar a Jerusalém, no terceiro dia de busca, procuram-no em todos os lugares
onde imaginam que poderia estar: no lugar onde tinham montado a tenda, no lugar
onde tinham comido a Páscoa, nas proximidades do Templo. O termo usado por
Lucas para expressar essa busca sugere que o buscavam em cada grupo que
encontravam. Mas ninguém lhes dava pista alguma. A cidade fervilhava de
peregrinos. Para Maria e José, no entanto, estava vazia porque nela não
encontravam aquele que buscavam: Jesus.

Depois de ter tomado a decisão de ficar em Jerusalém, Jesus toma a iniciativa de
participar da discussão dos doutores, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. Era
costume que os jovens – particularmente os que acabavam de tornar-se
religiosamente adultos, com o direito de ler a Torá na sinagoga – aprendessem a
conhecer e a interpretar a Lei dos "mestres da Lei", que ensinavam no pórtico de
Salomão.
Imaginemos a cena, que é, pelo que acabamos de dizer, perfeitamente possível ter
ocorrido.Os mestres sentados num estrado mais alto e Jesus, junto com outros
adolescentes, formando um semicírculo na frente deles. Segundo historiadores, em
Jerusalém ensinavam então insignes doutores, como os discípulos do carismático
Hillel, que tinha falecido poucos anos antes, e o rigoroso ancião Shammai, também
ele sempre rodeado dos seus discípulos.

Este episódio é um exemplo concreto da sabedoria de Jesus. Ao apresentar Jesus
participando da discussão dos doutores segundo o método das escolas rabínicas,
"ouvindo-os e interrogando-os", Lucas quer mostrar que Jesus já tem idade
suficiente para expressar, com palavras e ações, sua autoconsciência. A sabedoria de
Jesus é expressa aqui pela capacidade de compreender as razões e de julgar sobre
as questões em debate. O termo grego usado por Lucas é synesis, e enfatiza mais a
pertinência e a profundidade dos conhecimentos, das respostas e das perguntas de
Jesus que o conhecimento quantitativo.

Para descrever a impressão causada pela sabedoria de Jesus em "todos os que o
ouviam", o evangelista usa um verbo exístemi que significa uma admiração extrema,
produzida por uma manifestação sobrenatural ou uma estupefação diante do que não
se entende. As palavras e ações de Jesus aos doze anos mostram já, muito antes
dos milagres por ele realizados, que era o Filho de Deus. Jesus mostra sua sabedoria
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não só respondendo a perguntas difíceis; mostra também que essa sabedoria era
inspirada por Deus e tinha sua origem em Deus. A cena mostra, em outras palavras,
que Jesus é a revelação da sabedoria de Deus (Lc 7.35; 11.31).

Quando encontraram Jesus no Templo entre os doutores, seus pais ficaram
surpresos, estupefatos, sem saber o que pensar, incapazes de entender. Todos
esses matizes fazem parte do significado do verbo usado por Lucas para expressar a
surpresa dos pais.

Ao desconcerto, segue a pergunta que dá vazão a toda a angústia acumulada nas
entranhas de uma mãe que reencontra seu filho depois de buscá-lo durante três
dias. A primeira palavra téknon que sai dos lábios da mãe ao fazer a pergunta para a
qual não encontra resposta, significa, etimologicamente, filho saído das entranhas. A
própria mãe não compreende por que o filho saído de suas entranhas se comportou
assim, por que fez isso com eles.
“Fi h o, p or qu e fi
   l                 zeste assi p ara con osco? E i qu e teu p ai e eu , an si
                               m                   s                          osos, te
p rocu rávam os.” (Lc 2.48)

Ao responder, Jesus expressa suas convicções com a mais absoluta segurança; usa
inclusive a pergunta dos pais fazendo dela um argumento e uma crítica contra eles:
“Por q u e é q u e m e p rocu rávei N ão sabei q u e m e con vém tratar d os n eg óci d e
                                   s?         s                                      os
m eu Pai (v. 49)
          ?”

Analisando, o que Jesus quis expressar com essa pergunta. Jesus nomeia o Pai
contrapondo sua paternidade à dos seus pais terrestres. As palavras de Jesus
resumem, com uma densidade máxima, o que foi o segredo de sua vida, o seu
mistério mais profundo. O que determina e explica que todas as suas atitudes e
ações é sua relação com o Pai.

A resposta de Jesus situa-se num nível que transcende as relações familiares, situa-
se no nível do seu "dever" com relação ao Pai. Maria fala dos pais terrenos: “teu p ai
e eu ” (v. 48). Jesus fala do seu Pai celeste: "meu Pai" (v. 49). Para Jesus é uma
"necessidade" realizar na história concreta de sua vida o plano salvífico do Pai. Essa
“n ecessi ade” tem u m a p rioridade absoluta. Porque não pertence a si mesmo, Jesus
         d
também não pertence a seus pais terrestres. Ele – sua pessoa, sua vida e sua missão
– pertencem inteiramente ao Pai.



Aplicação da Lição
A m ad o (a) en fati aos “p equ en os” q u e, n a resposta de Jesus está um grande
                    ze
exemplo para nós. Pois quem como Jesus, se entrega incondicionalmente a Deus,
terá a luz e a força necessárias para enfrentar as situações mais adversas, por mais
desafiadoras e dolorosas que elas sejam. Quem se despojar "do próprio amor, querer
e interesse", dos próprios projetos e expectativas, estará livre para realizar a
Vontade de Deus.
As palavras de Jesus revelam onde está o centro de sua identidade e de sua missão:
na obediência ao Pai. Também nós, na medida em que vivermos uma relação de
obediência e de comunhão com o Pai, estaremos, como esteve Jesus, junto do Pai.

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Amado (a) reflita, é a comunhão, a intimidade com o Pai o centro de nossa
identidade e de nossa vida? Consagramos nossas horas e nossos dias, nossas
ocupações e nossas pré-ocupações, nossos pensamentos e nossos afetos ao Pai e ao
seu Reino?

Essa deve ser a finalidade, a missão, o sentido de nossa vida, ainda que muitas
pessoas nos busquem por outros motivos ou esperem de nós outros serviços.


Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profa. Jaciara da Silva




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A sabedoria do menino juniores

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  • 4.
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    www.escoladominical.com.br dicas de lições bíblicas Amado (a) reflita, é a comunhão, a intimidade com o Pai o centro de nossa identidade e de nossa vida? Consagramos nossas horas e nossos dias, nossas ocupações e nossas pré-ocupações, nossos pensamentos e nossos afetos ao Pai e ao seu Reino? Essa deve ser a finalidade, a missão, o sentido de nossa vida, ainda que muitas pessoas nos busquem por outros motivos ou esperem de nós outros serviços. Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profa. Jaciara da Silva Os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, e não traduzem necessariamente a opinião deste Site e/ou de seus patrocinadores. www.escoladominical.com.br - Pag. 5