A Importância da
Saúde do Idoso
A saúde do idoso é fundamental para a sua qualidade de vida e bem-estar.
Com o envelhecimento, cuidados específicos são necessários para manter a
independência, prevenir doenças e promover o envelhecimento ativo. É
essencial abordar tópicos como hábitos saudáveis, cuidados médicos e apoio
familiar.
by Caroline Bessa
Envelhecimento Saudável:
Hábitos e Estilo de Vida
Alimentação Equilibrada
Uma dieta rica em nutrientes
essenciais ajuda a prevenir
doenças e manter a saúde.
Atividade Física Regular
Exercícios adaptados à idade
promovem mobilidade, força e
bem-estar.
Sono e Descanso
Adequados
O sono reparador é fundamental
para a saúde física e mental do
idoso.
Cultivar Relações Sociais
Manter um estilo de vida ativo e
envolvido com a comunidade é
essencial.
Cuidados Básicos de Saúde
para Idosos
1 Consultas Regulares
Exames preventivos e
acompanhamento médico
periódico são cruciais.
2 Vacinação em Dia
Vacinas como a gripe e o
pneumococo ajudam a
prevenir complicações.
3 Medicação Controlada
O uso correto de
medicamentos prescritos
evita riscos e interações.
4 Autocuidado e Higiene
Manter uma boa higiene
pessoal e cuidados diários é
essencial.
Alimentação e Nutrição na Terceira Idade
Necessidades Nutricionais
Com o envelhecimento, as necessidades
de nutrientes-chave como proteínas,
cálcio e vitaminas aumentam.
Desafios Alimentares
Problemas como perda de apetite,
dificuldade de deglutição e restrições
dietéticas requerem atenção especial.
Dieta Saudável
Uma alimentação equilibrada, rica em
frutas, vegetais, grãos integrais e
laticínios magros, ajuda a manter a
saúde.
Exercícios Físicos e Atividade
Física para Idosos
1 Fortalecimento Muscular
Exercícios com pesos leves ajudam a manter a força e a
independência.
2 Equilíbrio e Flexibilidade
Exercícios de equilíbrio e alongamento reduzem o risco de quedas.
3 Atividades Aeróbicas
Caminhadas, natação e dança melhoram a saúde cardiovascular.
Saúde Mental e Bem-Estar
Emocional dos Idosos
Estimulação Cognitiva
Jogos, leituras e atividades que
desafiem o cérebro ajudam a manter
a mente ativa.
Apoio Emocional
Cultivar relações saudáveis e buscar
ajuda profissional quando necessário
é essencial.
Práticas de Relaxamento
Meditação, ioga e outras técnicas
ajudam a reduzir o estresse e a
ansiedade.
Senso de Propósito
Manter-se ativo e envolvido em
atividades significativas contribui
para o bem-estar.
Prevenção de Doenças Comuns na Terceira Idade
Controle de Doenças Crônicas
Monitorar e tratar condições como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas é essencial.
Prevenção de Quedas
Identificar riscos e adotar medidas de segurança ajudam a evitar lesões.
Detecção Precoce de Câncer
Exames periódicos permitem a identificação e o tratamento precoce de tumores.
Acesso a Serviços de Saúde e
Assistência Social
Serviços Médicos Consultas, exames, vacinas,
tratamentos
Cuidados de Enfermagem Assistência domiciliar,
fisioterapia, terapia ocupacional
Apoio Social Programas comunitários, centros
de convivência, auxílio financeiro
Papel da Família e da Comunidade no Cuidado do
Idoso
Suporte Familiar
A família desempenha um papel crucial
no apoio emocional, prático e financeiro
aos idosos.
Integração Comunitária
Programas e atividades comunitárias
ajudam a combater o isolamento social
e a promover a inclusão.
Advocacia e Políticas Públicas
É importante defender os direitos e as
necessidades dos idosos junto às
autoridades.
A Caderneta do Idoso
Registro de Saúde
A caderneta é um documento
pessoal que reúne informações
sobre a saúde do idoso.
Acompanhamento de
Cuidados
Ela permite o monitoramento de
consultas, exames, vacinas e
medicações.
Promoção de Bem-Estar
A caderneta também contém
dicas sobre hábitos saudáveis e
exercícios físicos.
Ferramenta de
Empoderamento
O idoso pode usar a caderneta
para se envolver ativamente em
seu cuidado.
Pacto pela Vida
O Pacto pela Vida é o compromisso entre os gestores do SUS
em torno de prioridades que apresentam impacto sobre a
situação de saúde da população brasileira (MS, 2006) . O pacto
foi renovado em 2011.
Os estados/regiões/municípios devem pactuar as ações
necessárias para o alcance das metas e dos objetivos
propostos.
Pacto pela Vida
Saúde do Idoso
São seis as prioridades pactuadas:
- Saúde do Idoso;
- Controle do câncer do colo do útero e da
mama;
- Redução da mortalidade infantil e materna;
- Fortalecimento da capacidade de resposta às
doenças emergentes e endemias, com ênfase na
dengue, hanseníase, tuberculose, malária e
influenza;
- Promoção a Saúde
- Fortalecimento da Atenção Básica.
Saúde do Idoso
Objetivos Principais
⚫ Promover o envelhecimento ativo e saudável –
bem-
sucedido.
⚫ Estruturar a atenção integral e integrada à saúde da
pessoa
idosa.
⚫ Fortalecer a participação social.
⚫ Monitorar o processo de envelhecimento.
⚫ Identificar os fatores de risco de doenças e agravos.
⚫ Envolver a família e a comunidade no processo do
cuidado.
⚫ Promover a formaçãoe a educação permanentepara
os
Saúde do Idoso
•Avaliação de Saúde do Idoso
•O conceito de saúde nessa faixa populacional é abrangente e não se restringe à presença
ou ausência de doença ou agravo e é estimada pelo nível de independência e
autonomia. A avaliação deve ser multidimensional, levando-se em conta o
bem-estar biopsicossocial e a necessidade de ações integradas da equipe
multidisciplinar.
•Senescência X Senilidade
•É de suma importância para os profissionais de saúde que lidam com pacientes
idosos conhecer e distinguir as alterações fisiológicas do envelhecimento,
denominadas senescência, daquelas do envelhecimento patológico ou senilidade.
Saúde do
Idoso
•Mobilidade
•Capacidade de um indivíduo se mover em um
dado ambiente, função básica para a execução de
tarefas, realizar atividades de vida diária – AVDs e
manter sua independência.
•Independência
•Capacidade de autocuidar e realizar as atividades da
vida diária – AVDs sem
•auxílio de outra pessoa.
•Dependência
•Incapacidade de realizar uma ou mais atividade da
vida diária – AVDs, sem
•auxílio. É definida em graus, moderada e avançada.
Saúde do
Idoso
•Autonomia
•Capacidade e direito do indivíduo de poder eleger, por si
próprio, as regras de conduta, a orientação de seus atos e
os riscos que está disposto a correr durante sua vida.
Conceito amplo: inclui poder decisório (integridade
cognitiva).
•Capacidade Funcional
•Define-se como a manutenção plena das habilidades
físicas e mentais desenvolvidas ao longo da vida,
necessárias e suficientes para uma vida com
independência e autonomia.
•É o grau de preservação da capacidade de realizar as
Atividades Básicas de Vida Diária – AVDs ou
autocuidado e o grau de capacidade para
desempenhar Atividades Instrumentais de Vida Diária -
AIVDs. Relação estreita com a avaliação funcional (Neri,
2001).
Saúde do Idoso
•O envelhecimento não é uniforme, portanto não é possível escolher um indicador único,
pode-se dizer que é o conjunto das alterações estruturais e funcionais do organismo
que se acumulam progressiva e especificamente com a idade.
•A avaliação do idoso deve contemplar todas as dimensões envolvidas no
processo saúde-doença. Deve ser, portanto, multidimensional. Apresenta como
principal objetivo a definição do diagnóstico funcional global e etiológico
(disfunções/doenças) e elaboração do Plano de Cuidados (Moraes EM, 2006).
Comunicação
Use frases curtas e objetivas.
Chame-o pelo próprio nome ou da forma como ele preferir.
Evite infantilizá-lo utilizando termos inapropriados como “vovô”, “querido”, ou ainda,
utilizando termos diminutivos desnecessários
Pergunte se entendeu bem a explicação, se houve alguma dúvida.
Repita a informação, quando essa for erroneamente interpretada, utilizando palavras
diferentes e, de preferência, uma linguagem mais apropriada à sua compreensão.
Fale de frente, sem cobrir sua boca e, não se vire ou se afaste enquanto fala
Aguarde a resposta da primeira pergunta antes de elaborar a segunda, pois, a pessoa
idosa pode necessitar de um tempo maior para responder.
Não interrompa a pessoa idosa no meio de sua fala, demonstrando pressa ou impaciência.
É necessário permitir que ele conclua o seu próprio pensamento.
Práticas
corporais
Melhor funcionamento corporal, diminuindo as perdas funcionais,
favorecendo a preservação da independência
Redução no risco de morte por doenças cardiovasculares
Melhora do controle da pressão arterial
Manutenção da densidade mineral óssea, com ossos e articulações
mais saudáveis
Melhora a postura e o equilíbrio
Melhor controle do peso corporal
Melhora o perfil lipídico
Melhor utilização da glicose
Práticas corporais
• Melhora a enfermidade venosa periférica
• Melhora a função intestinal
• Melhora de quadros álgicos
• Melhora a resposta imunológica
• Melhora a qualidade do sono
• Ampliação do contato social
• Correlações favoráveis com redução do tabagismo e abuso de álcool e drogas
• Diminuição da ansiedade, do estresse, melhora do estado de humor e da autoestima
Avaliação
Global do
Idoso
Gigantes da geriatria
Incapacidade cognitiva
Instabilidade postural
Imobilidade
Incontinência esfincteriana
Iatrogenia
Incapacidade comunicativa
Insuficiência familiar
Áreas de
atuação
• Demência, depressão, diabetes mellitus,
hipertensão arterial sistêmica, doença
arterial coronariana, insuficiência cardíaca
(ICC), acidente vascular encefálico/fibrilação
atrial, subnutrição, osteoartrite, osteoporose,
pneumonia/influenza, ulcera por pressão,
quedas e instabilidade postural, incontinência
urinária,déficit visual, déficit auditivo, dor
crônica, continuidade do cuidado, estratégias de
prevenção, manejo de medicamentos, cuidado
hospitalar e cuidado paliativo, DPOC, câncer
colorretal, câncer de mama, distúrbios do sono
e hiperplasia prostática benigna.
Efeito cascata
1. uma pessoa idosa portadora de doença pulmonar
obstrutiva crônica (DPOC) pode, após um quadro
gripal, desenvolver insuficiência respiratória;
2. uma pessoa idosa, normalmente muito
comunicativa, de repente passa a ficar mais quieta,
conversando menos e, após algum tempo, começa a
apresentar períodos de confusão mental. Nesse
caso, é importante avaliar a presença de infecções;
3. um idoso com
osteoartrose
que apresente dor, tende
a
reduzir sua participação em atividades externas
à sua residência. Isso pode ocasionar um maior
isolamento que, com o passar do tempo, pode levá-
lo a desenvolver um quadro depressivo.
Sempre investigar e
descartar
• 1. afecções cardiovasculares, em
especial doença hipertensiva;
• 2. diabetes e suas complicações;
• 3. déficits sensoriais (auditivo e visual);
• 4. afecções osteoarticulares;
• 5. déficits cognitivos.
• Especial atenção a interação medicamentos.
Perguntar sobre todos os sistemas e incluir questões
que abordem mudanças no estado funcional no
último ano, alterações de peso não
intencionais, fadiga, mal estar inespecífico, quedas,
transtornos do sono, alterações cardiovasculares,
alterações miccionais ou intestinais, presença de
incontinência, afecções osteoarticulares, dor e
problemas sexuais.
• USAR A CADERNETA SEMPRE!
Alimentação
e nutrição
• IMC - limites 22 e 27
• Perda da autonomia para comprar os alimentos, inclusive
financeira;
• Perda da capacidade/autonomia para preparar os
alimentos e para alimentar-se;
• Perda de apetite e diminuição da sensação de sede e da
percepção da temperatura dos alimento;
• Perda parcial ou total da visão que dificulte
a seleção, preparo e consumo dos alimentos;
• Perda ou redução da capacidade olfativa, interferindo no seu
apetite;
• Algum motivo que a faça restringir determinados tipos
de alimentos, como dietas para perda de peso,
diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia;
• Alterações de peso recentes;
• Dificuldade de mastigação por lesão oral, uso de prótese
dentária ou
• problemas digestivos.
Acuidade
visual
• O processo natural de envelhecimento associa-
se à uma redução da acuidade visual devido às
alterações fisiológicas das lentes oculares, déficit de
campo visual e doenças de retina. Cerca de 90%
das pessoas idosas necessitam do uso de lentes
corretivas para enxergar adequadamente. Ao
avaliar essa função, pergunte à pessoa idosa se
ela sente dificuldade ao ler, assistir televisão,
dirigir ou para executar qualquer outra
atividade da vida cotidiana. Aqueles que
responderem afirmativamente devem ser
avaliados com o uso do Cartão de Jaeger
JAEGER
O cartão é colocado a uma distância
de 35 cm da pessoa idosa que se
possuir óculos deve mantê-los
durante o exame. A visão deve ser
testada em cada olho
•separado e depois emconjunto. Os olhos devem ser vendados com as mãos emforma de concha.
• Avaliações dos resultados: as pessoas que lerem até o nível 20/40 serão consideradas sem disfunção.
Acuidade auditiva
Cerca de um terço das pessoas idosas
referem algum grau de declínio na acuidade
auditiva. A presbiacusia - perda progressiva da
capacidade de diferenciar os sons de alta
freqüência – é uma das causa mais comuns
relacionadas a essa queixa. Muitas vezes, o
idoso pode não perceber essa perda e, por essa
razão, não referi-la. Para auxiliar nessa
verificação pode-se utilizar o “teste do sussurro”,
•TESTE DO SUSSURRO: O examinador deve ficar fora do campo visual da pessoa
idosa, a uma distância de aproximadamente 33cm e “sussurrar”, em cada ouvido, uma
questão breve e simples como, por exemplo, “qual o seu nome?”
• Compreende a fala em situações sociais?
• Consegue entender o que ouve no rádio ou televisão?
• Tem necessidade que as pessoas repitam o que lhe é falado?
• Sente zumbido ou algum tipo de barulho no ouvido ou cabeça?
• Fala alto demais?
• Evita conversar? Prefere ficar só?
Incontinência Urinária
• Muitas das causas são reversíveis – transtornos
mentais, restrição de mobilidade, retenção urinária,
infecção e efeito medicamentoso - e devem ser
investigadas. Perguntar diretamente se a pessoa idosa
perdeu urina recentemente ou sentiu-se molhada é
uma forma rápida de verificar o problema.
• Agudas: endócrinas ( vaginite atrófica), psicológicas,
farmacológicas, infecciosas (ITU), neurológicas,
excesso de débito urinário, constipação intestinal
• “perda de urina em quantidade e freqüência suficientes
para causar um problema social ou higiênico”
Sexualidade
A grande maioria mantém vida sexual
ativa!
Muitas das alteraçõessexuais que
ocorrem
com
o
avançar da idade podem ser resolvidas com
orientação e educação. Alguns problemas
comuns também podem afetar o desempenho
sexual: artrites, diabetes, fadiga, medo de
infarto, efeitos colaterais de fármacos e álcool.
Desconforto feminino – atrofia de mucosa vaginal
Disfunção erétil masculina
Vacinação
• Influenza sazonal– anual
• Pneumocócica 23 valente - 1 dose após os 60 anos. Institucionalizados -
1 reforço com 5 anos
• DT – a cada 10 anos
• Febre Amarela – a cada 10 anos
• Hepatite B – 3 doses
• Registrar na caderneta de vacina
Fragilidade
síndrome multidimensional envolvendo uma
interação complexa dos fatores biológicos,
psicológicos e sociais no curso de vida individual, que
culmina com um estado de maior vulnerabilidade,
associado ao maior risco de
de desfechos clínicos adversos-
declínio
quedas, hospitalização,institucionalização
e
ocorrênci
a
funcional
, morte.
a) nem todas as pessoas com declínio funcional são
frágeis;
b) nem todas as pessoas frágeis apresentam
declínio funcional;
c) medidas preventivas parecem interferir na
instalação dessa síndrome.
Causas primárias
Alteração na expressão
dos genes
Dano oxidativo do DNA
Encurtamento do
telômero
Causas
secundárias
Depressão
Neoplasias
Infecção crônica
Insuficiência
cardíaca congestiva
Desregulação
neuroendócrin
a Alterações
neuromuscular
es sarcopenia
Disfunção
imune
FRAGILIDADE
Perda de peso
Fadiga
Menor força
de
preensão,
velocidade da
marcha e
atividade física –
pelo menos 3
Fragilidade
1. perda de peso não intencional: = 4,5 kg ou = 5% do
peso corporal no último ano;
2. fadiga auto referida utilizando duas questões: com
que freqüência na última semana o(a)sr(a) sentiu que
tudo que fez exigiu um grande esforço ou que não
pode fazer nada;
3. diminuição da força de preensão
4. baixo nível de atividade física medido pelo
dispêndio semanal de energia em kcal(com base no
auto relato das atividades e exercícios físicos
realizados) e ajustado segundo o gênero;
5. diminuição da velocidade da marcha em
segundos: distância de 4,5m ajustada para gênero e
altura.
Osteoporose
•No Brasil, somente uma a cada três pessoas
com osteoporose é diagnosticada e, dessas,
somente uma em cada cinco recebe algum tipo de
tratamento, com uma taxa anual de
aproximadamente 100 mil fraturas de quadril. Cerca
de 10 milhões de brasileiros (as) sofrem com
osteoporose e 24 milhões de pessoas terão fraturas a
cada ano, sendo que 200 mil indivíduos morrerão
como conseqüência direta de suas fraturas.
Osteoporose
– fatores de
risco
• fratura anterior causada por pequeno trauma;
• sexo feminino;
• baixa massa óssea;
• raça branca ou asiática;
• idade avançada em ambos os sexos;
• história familiar de osteoporose ou fratura
• do colo do fêmur;
• menopausa precoce (antes dos 40 anos)
• não tratada;
• uso de corticóides
Osteoporose
• doenças que induzam à perda de massa óssea;
• amenorréia primária ou secundária;
• menarca tardia, nuliparidade;
• hipogonadismo primário ou secundário;
• baixa estatura e peso (IMC <19kg/m²);
• perda importante de peso após os 25 anos;
• baixa ingestão de cálcio, alta ingestão de sódio;
• alta ingestão de proteína animal;
• pouca exposição ao sol, imobilização prolongada, quedas freqüentes;
• sedentarismo, tabagismo e alcoolismo;
• medicamentos (como heparina, ciclosporina, hormônios tireoidianos,
• anticonvulsivantes e lítio);
• alto consumo de xantinas (café, refrigerantes à base de cola, chá preto).
Demência
TIPOS CARACTERÍSTICAS
ALZHEIMER Início insidioso, perda de memória e
declínio
cognitivo lento e progressivo. No início,
a pessoa apresenta dificuldade para
lembrar-se de fatos recentes e para
aprender coisas novas, e lembra-se de
coisas de ocorreram num passado mais
distante.
DEMÊNCIA VASCULAR Início abrupto, geralmente, após um
episódio vascular, com deterioração em
degraus (alguma recuperação depois da
piora) e flutuação do déficit cognitivo
(dias de melhor e pior performance).
Apresenta sinais focais, de acordo com a
região cerebral acometida.
DEMÊNCIA DOS
CORPÚSCULOS DE LEWY
Flutuação na cognição, alucinações
visuais recorrentes bem formadas (p.ex., a
descrição de uma pessoa, produto da
alucinação, com detalhes) e
Causas reversíveis - demência
Uso de medicamentos
(psicotrópicos e analgésicos
narcóticos).
Metabólica (distúrbio
hidroeletrolítco, desidratação,
insuficiência renal ou hepática
e hipoxemia).
Neurológica (hidrocefalia de
pressão normal, tumor e
hematoma subdural crônico).
Infecciosas (Meningite
crônica, AIDS, neurossífilis).
Colágeno-Vascular (lúpus
eritematoso sistêmico,
arterite temporal,
vasculitereumatóide,
sarcoidose e púrpura
trombocitopênica
trombótica).
Endócrinas (doença
tireoidiana, doença
paratireoidiana, doença da
adrenal edoença da
pituitária).
Nutricionais (deficiência de
vitamina B12, ácido fólico,
tiamina e
niacina). Alcoolismo crônico.
Outras (DPOC, insuficiência
cardíaca congestiva e apnéia
do sono).
Portaria nº 843 que aprovou o Protocolo Clínico e
DiretrizesTerapêuticas – Demência por doença de Alzheimer.
TSH B12 Ácido Fólico Sorologia para sífilis
Hemograma Creatinina Sódio Potássio
Neuro-
imagem:Tomografia
Computadorizada
Ressonância
Magnética
Anamnese : Avaliação da
Saúde bucal
do Idoso
Aplicar o
questionário
Nos últimos 3 meses o(a) senhor(a)
1 Diminuiu a quantidade de alimentos ou mudou o tipo de
alimentação
por causa dos seus dentes?
2 Teve problemas para mastigar os alimentos?
3 Teve dou ou desconforto para engolir os alimentos?
4 Mudou o jeito de falar por causa dos problemas de sua boca?
5 Teve algum desconforto ao comer algum alimento?
6 Evitou encontrar com outras pessoas por causa de sua boca?
7 Sentiu-se insatisfeito(a) com a aparência de sua boca?
8 Tomou remédio para dor ou desconforto de sua boca?
9 Algum problema bucal o deixou preocupado(a)?
10 Chegou a se sentir nervoso(a) por problemas na sua boca?
11 Evitou comer com outras pessoas por problemas bucais?
12 Teve dentes ou gengivas sensíveis a alimentos ou líquidos?
Saúde do Idoso
Sinais de Alerta em Saúde Bucal
– cirurgião dentista ou
reparo
⚫ Dor
⚫ Hemorragia
⚫ Abscesso
⚫ Traumatismo
⚫ Lesão de tecidos moles
⚫ Necessidade de
intervenção
protética.
Violência contra a
pessoa idosa
A violência contra a pessoa idosa é um problema sério e alarmante que afeta
muitos idosos em todo o mundo. Essa forma de abuso viola os direitos
humanos básicos e pode ter impactos devastadores na saúde física e mental
dos idosos.
Tipos de violência: física, psicológica, financeira,
negligência
1 Violência Física
Incluindo golpes, empurrões, queimaduras e outras formas de
abuso corporal.
2 Violência Psicológica
Como humilhação, ameaças, isolamento social e manipulação
emocional.
3 Violência Financeira
Apropriação indevida de bens, dinheiro ou propriedade do idoso.
4 Negligência
Falta de cuidados básicos, como alimentação, higiene e
medicação.
Causas da violência contra idosos
Fatores Individuais
Problemas de saúde mental,
dependência química e frustrações
pessoais.
Dinâmica Familiar
Conflitos, sobrecarga de cuidados e falta
de apoio aos cuidadores.
Questões Sociais
Preconceito, desvalorização dos idosos e
falta de políticas públicas eficazes.
Perfil das vítimas e agressores
Vítimas Comuns
Idosos frágeis, com problemas de saúde e dependentes de
cuidados.
Agressores Típicos
Familiares, cuidadores, vizinhos ou outras pessoas próximas.
Fatores de Risco
Isolamento social, pobreza, gênero feminino e deficiências físicas
ou cognitivas.
Sinais de Alerta
Alterações comportamentais, lesões inexplicáveis e retraimento
emocional.
Impactos da violência na saúde
e bem-estar dos idosos
1 Físicos
Lesões, doenças crônicas e até a morte.
2 Psicológicos
Traumas, depressão, ansiedade e baixa autoestima.
3 Sociais
Isolamento, perda de autonomia e redução da qualidade de
vida.
Legislação e políticas públicas de
proteção aos idosos
Estatuto do Idoso
Garante os direitos e proteção da pessoa idosa.
Políticas Públicas
Programas de assistência, combate à violência e apoio aos cuidadores.
Denúncias
Canais para relatar casos de violência contra idosos.
Papel da família e da comunidade
na prevenção da violência
Fortalecimento de Vínculos
Cultivar relações saudáveis e de apoio entre idosos e familiares.
Rede de Suporte
Incentivar a participação comunitária e a troca de cuidados.
Educação e Conscientização
Promover o respeito e a valorização da pessoa idosa.
Sinais e sintomas de violência
a serem observados
1 Físicos
Machucados, queimaduras,
fraturas e desnutrição.
2 Emocionais
Medo, ansiedade, depressão e
baixa autoestima.
3 Comportamentais
Isolamento, agressividade e evitação de contato com familiares.
Onde denunciar casos de
violência contra idosos
Disque 100 Serviço de denúncia nacional
Delegacia da Mulher Para casos de violência contra
idosas
Ministério Público Instituição que defende os
direitos dos idosos
Disque-Idoso Serviço especializado de
denúncia
Conclusão e chamado à ação
A violência contra a pessoa idosa é um problema grave que exige atenção e ação imediata. Todos nós temos o dever de denunciar
casos suspeitos, apoiar os idosos e trabalhar pela construção de uma sociedade mais justa e solidária, onde os idosos sejam
respeitados e tenham seus direitos garantidos.

a importante saúde do idoso com aspectos gerais

  • 1.
    A Importância da Saúdedo Idoso A saúde do idoso é fundamental para a sua qualidade de vida e bem-estar. Com o envelhecimento, cuidados específicos são necessários para manter a independência, prevenir doenças e promover o envelhecimento ativo. É essencial abordar tópicos como hábitos saudáveis, cuidados médicos e apoio familiar. by Caroline Bessa
  • 2.
    Envelhecimento Saudável: Hábitos eEstilo de Vida Alimentação Equilibrada Uma dieta rica em nutrientes essenciais ajuda a prevenir doenças e manter a saúde. Atividade Física Regular Exercícios adaptados à idade promovem mobilidade, força e bem-estar. Sono e Descanso Adequados O sono reparador é fundamental para a saúde física e mental do idoso. Cultivar Relações Sociais Manter um estilo de vida ativo e envolvido com a comunidade é essencial.
  • 3.
    Cuidados Básicos deSaúde para Idosos 1 Consultas Regulares Exames preventivos e acompanhamento médico periódico são cruciais. 2 Vacinação em Dia Vacinas como a gripe e o pneumococo ajudam a prevenir complicações. 3 Medicação Controlada O uso correto de medicamentos prescritos evita riscos e interações. 4 Autocuidado e Higiene Manter uma boa higiene pessoal e cuidados diários é essencial.
  • 4.
    Alimentação e Nutriçãona Terceira Idade Necessidades Nutricionais Com o envelhecimento, as necessidades de nutrientes-chave como proteínas, cálcio e vitaminas aumentam. Desafios Alimentares Problemas como perda de apetite, dificuldade de deglutição e restrições dietéticas requerem atenção especial. Dieta Saudável Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e laticínios magros, ajuda a manter a saúde.
  • 5.
    Exercícios Físicos eAtividade Física para Idosos 1 Fortalecimento Muscular Exercícios com pesos leves ajudam a manter a força e a independência. 2 Equilíbrio e Flexibilidade Exercícios de equilíbrio e alongamento reduzem o risco de quedas. 3 Atividades Aeróbicas Caminhadas, natação e dança melhoram a saúde cardiovascular.
  • 6.
    Saúde Mental eBem-Estar Emocional dos Idosos Estimulação Cognitiva Jogos, leituras e atividades que desafiem o cérebro ajudam a manter a mente ativa. Apoio Emocional Cultivar relações saudáveis e buscar ajuda profissional quando necessário é essencial. Práticas de Relaxamento Meditação, ioga e outras técnicas ajudam a reduzir o estresse e a ansiedade. Senso de Propósito Manter-se ativo e envolvido em atividades significativas contribui para o bem-estar.
  • 7.
    Prevenção de DoençasComuns na Terceira Idade Controle de Doenças Crônicas Monitorar e tratar condições como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas é essencial. Prevenção de Quedas Identificar riscos e adotar medidas de segurança ajudam a evitar lesões. Detecção Precoce de Câncer Exames periódicos permitem a identificação e o tratamento precoce de tumores.
  • 8.
    Acesso a Serviçosde Saúde e Assistência Social Serviços Médicos Consultas, exames, vacinas, tratamentos Cuidados de Enfermagem Assistência domiciliar, fisioterapia, terapia ocupacional Apoio Social Programas comunitários, centros de convivência, auxílio financeiro
  • 9.
    Papel da Famíliae da Comunidade no Cuidado do Idoso Suporte Familiar A família desempenha um papel crucial no apoio emocional, prático e financeiro aos idosos. Integração Comunitária Programas e atividades comunitárias ajudam a combater o isolamento social e a promover a inclusão. Advocacia e Políticas Públicas É importante defender os direitos e as necessidades dos idosos junto às autoridades.
  • 10.
    A Caderneta doIdoso Registro de Saúde A caderneta é um documento pessoal que reúne informações sobre a saúde do idoso. Acompanhamento de Cuidados Ela permite o monitoramento de consultas, exames, vacinas e medicações. Promoção de Bem-Estar A caderneta também contém dicas sobre hábitos saudáveis e exercícios físicos. Ferramenta de Empoderamento O idoso pode usar a caderneta para se envolver ativamente em seu cuidado.
  • 11.
    Pacto pela Vida OPacto pela Vida é o compromisso entre os gestores do SUS em torno de prioridades que apresentam impacto sobre a situação de saúde da população brasileira (MS, 2006) . O pacto foi renovado em 2011. Os estados/regiões/municípios devem pactuar as ações necessárias para o alcance das metas e dos objetivos propostos. Pacto pela Vida
  • 12.
    Saúde do Idoso Sãoseis as prioridades pactuadas: - Saúde do Idoso; - Controle do câncer do colo do útero e da mama; - Redução da mortalidade infantil e materna; - Fortalecimento da capacidade de resposta às doenças emergentes e endemias, com ênfase na dengue, hanseníase, tuberculose, malária e influenza; - Promoção a Saúde - Fortalecimento da Atenção Básica.
  • 13.
    Saúde do Idoso ObjetivosPrincipais ⚫ Promover o envelhecimento ativo e saudável – bem- sucedido. ⚫ Estruturar a atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa. ⚫ Fortalecer a participação social. ⚫ Monitorar o processo de envelhecimento. ⚫ Identificar os fatores de risco de doenças e agravos. ⚫ Envolver a família e a comunidade no processo do cuidado. ⚫ Promover a formaçãoe a educação permanentepara os
  • 14.
    Saúde do Idoso •Avaliaçãode Saúde do Idoso •O conceito de saúde nessa faixa populacional é abrangente e não se restringe à presença ou ausência de doença ou agravo e é estimada pelo nível de independência e autonomia. A avaliação deve ser multidimensional, levando-se em conta o bem-estar biopsicossocial e a necessidade de ações integradas da equipe multidisciplinar. •Senescência X Senilidade •É de suma importância para os profissionais de saúde que lidam com pacientes idosos conhecer e distinguir as alterações fisiológicas do envelhecimento, denominadas senescência, daquelas do envelhecimento patológico ou senilidade.
  • 15.
    Saúde do Idoso •Mobilidade •Capacidade deum indivíduo se mover em um dado ambiente, função básica para a execução de tarefas, realizar atividades de vida diária – AVDs e manter sua independência. •Independência •Capacidade de autocuidar e realizar as atividades da vida diária – AVDs sem •auxílio de outra pessoa. •Dependência •Incapacidade de realizar uma ou mais atividade da vida diária – AVDs, sem •auxílio. É definida em graus, moderada e avançada.
  • 16.
    Saúde do Idoso •Autonomia •Capacidade edireito do indivíduo de poder eleger, por si próprio, as regras de conduta, a orientação de seus atos e os riscos que está disposto a correr durante sua vida. Conceito amplo: inclui poder decisório (integridade cognitiva). •Capacidade Funcional •Define-se como a manutenção plena das habilidades físicas e mentais desenvolvidas ao longo da vida, necessárias e suficientes para uma vida com independência e autonomia. •É o grau de preservação da capacidade de realizar as Atividades Básicas de Vida Diária – AVDs ou autocuidado e o grau de capacidade para desempenhar Atividades Instrumentais de Vida Diária - AIVDs. Relação estreita com a avaliação funcional (Neri, 2001).
  • 17.
    Saúde do Idoso •Oenvelhecimento não é uniforme, portanto não é possível escolher um indicador único, pode-se dizer que é o conjunto das alterações estruturais e funcionais do organismo que se acumulam progressiva e especificamente com a idade. •A avaliação do idoso deve contemplar todas as dimensões envolvidas no processo saúde-doença. Deve ser, portanto, multidimensional. Apresenta como principal objetivo a definição do diagnóstico funcional global e etiológico (disfunções/doenças) e elaboração do Plano de Cuidados (Moraes EM, 2006).
  • 18.
    Comunicação Use frases curtase objetivas. Chame-o pelo próprio nome ou da forma como ele preferir. Evite infantilizá-lo utilizando termos inapropriados como “vovô”, “querido”, ou ainda, utilizando termos diminutivos desnecessários Pergunte se entendeu bem a explicação, se houve alguma dúvida. Repita a informação, quando essa for erroneamente interpretada, utilizando palavras diferentes e, de preferência, uma linguagem mais apropriada à sua compreensão. Fale de frente, sem cobrir sua boca e, não se vire ou se afaste enquanto fala Aguarde a resposta da primeira pergunta antes de elaborar a segunda, pois, a pessoa idosa pode necessitar de um tempo maior para responder. Não interrompa a pessoa idosa no meio de sua fala, demonstrando pressa ou impaciência. É necessário permitir que ele conclua o seu próprio pensamento.
  • 19.
    Práticas corporais Melhor funcionamento corporal,diminuindo as perdas funcionais, favorecendo a preservação da independência Redução no risco de morte por doenças cardiovasculares Melhora do controle da pressão arterial Manutenção da densidade mineral óssea, com ossos e articulações mais saudáveis Melhora a postura e o equilíbrio Melhor controle do peso corporal Melhora o perfil lipídico Melhor utilização da glicose
  • 20.
    Práticas corporais • Melhoraa enfermidade venosa periférica • Melhora a função intestinal • Melhora de quadros álgicos • Melhora a resposta imunológica • Melhora a qualidade do sono • Ampliação do contato social • Correlações favoráveis com redução do tabagismo e abuso de álcool e drogas • Diminuição da ansiedade, do estresse, melhora do estado de humor e da autoestima
  • 21.
  • 22.
    Gigantes da geriatria Incapacidadecognitiva Instabilidade postural Imobilidade Incontinência esfincteriana Iatrogenia Incapacidade comunicativa Insuficiência familiar
  • 23.
    Áreas de atuação • Demência,depressão, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca (ICC), acidente vascular encefálico/fibrilação atrial, subnutrição, osteoartrite, osteoporose, pneumonia/influenza, ulcera por pressão, quedas e instabilidade postural, incontinência urinária,déficit visual, déficit auditivo, dor crônica, continuidade do cuidado, estratégias de prevenção, manejo de medicamentos, cuidado hospitalar e cuidado paliativo, DPOC, câncer colorretal, câncer de mama, distúrbios do sono e hiperplasia prostática benigna.
  • 24.
    Efeito cascata 1. umapessoa idosa portadora de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) pode, após um quadro gripal, desenvolver insuficiência respiratória; 2. uma pessoa idosa, normalmente muito comunicativa, de repente passa a ficar mais quieta, conversando menos e, após algum tempo, começa a apresentar períodos de confusão mental. Nesse caso, é importante avaliar a presença de infecções; 3. um idoso com osteoartrose que apresente dor, tende a reduzir sua participação em atividades externas à sua residência. Isso pode ocasionar um maior isolamento que, com o passar do tempo, pode levá- lo a desenvolver um quadro depressivo.
  • 25.
    Sempre investigar e descartar •1. afecções cardiovasculares, em especial doença hipertensiva; • 2. diabetes e suas complicações; • 3. déficits sensoriais (auditivo e visual); • 4. afecções osteoarticulares; • 5. déficits cognitivos. • Especial atenção a interação medicamentos. Perguntar sobre todos os sistemas e incluir questões que abordem mudanças no estado funcional no último ano, alterações de peso não intencionais, fadiga, mal estar inespecífico, quedas, transtornos do sono, alterações cardiovasculares, alterações miccionais ou intestinais, presença de incontinência, afecções osteoarticulares, dor e problemas sexuais. • USAR A CADERNETA SEMPRE!
  • 26.
    Alimentação e nutrição • IMC- limites 22 e 27 • Perda da autonomia para comprar os alimentos, inclusive financeira; • Perda da capacidade/autonomia para preparar os alimentos e para alimentar-se; • Perda de apetite e diminuição da sensação de sede e da percepção da temperatura dos alimento; • Perda parcial ou total da visão que dificulte a seleção, preparo e consumo dos alimentos; • Perda ou redução da capacidade olfativa, interferindo no seu apetite; • Algum motivo que a faça restringir determinados tipos de alimentos, como dietas para perda de peso, diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia; • Alterações de peso recentes; • Dificuldade de mastigação por lesão oral, uso de prótese dentária ou • problemas digestivos.
  • 27.
    Acuidade visual • O processonatural de envelhecimento associa- se à uma redução da acuidade visual devido às alterações fisiológicas das lentes oculares, déficit de campo visual e doenças de retina. Cerca de 90% das pessoas idosas necessitam do uso de lentes corretivas para enxergar adequadamente. Ao avaliar essa função, pergunte à pessoa idosa se ela sente dificuldade ao ler, assistir televisão, dirigir ou para executar qualquer outra atividade da vida cotidiana. Aqueles que responderem afirmativamente devem ser avaliados com o uso do Cartão de Jaeger
  • 28.
    JAEGER O cartão écolocado a uma distância de 35 cm da pessoa idosa que se possuir óculos deve mantê-los durante o exame. A visão deve ser testada em cada olho •separado e depois emconjunto. Os olhos devem ser vendados com as mãos emforma de concha. • Avaliações dos resultados: as pessoas que lerem até o nível 20/40 serão consideradas sem disfunção.
  • 29.
    Acuidade auditiva Cerca deum terço das pessoas idosas referem algum grau de declínio na acuidade auditiva. A presbiacusia - perda progressiva da capacidade de diferenciar os sons de alta freqüência – é uma das causa mais comuns relacionadas a essa queixa. Muitas vezes, o idoso pode não perceber essa perda e, por essa razão, não referi-la. Para auxiliar nessa verificação pode-se utilizar o “teste do sussurro”,
  • 30.
    •TESTE DO SUSSURRO:O examinador deve ficar fora do campo visual da pessoa idosa, a uma distância de aproximadamente 33cm e “sussurrar”, em cada ouvido, uma questão breve e simples como, por exemplo, “qual o seu nome?” • Compreende a fala em situações sociais? • Consegue entender o que ouve no rádio ou televisão? • Tem necessidade que as pessoas repitam o que lhe é falado? • Sente zumbido ou algum tipo de barulho no ouvido ou cabeça? • Fala alto demais? • Evita conversar? Prefere ficar só?
  • 31.
    Incontinência Urinária • Muitasdas causas são reversíveis – transtornos mentais, restrição de mobilidade, retenção urinária, infecção e efeito medicamentoso - e devem ser investigadas. Perguntar diretamente se a pessoa idosa perdeu urina recentemente ou sentiu-se molhada é uma forma rápida de verificar o problema. • Agudas: endócrinas ( vaginite atrófica), psicológicas, farmacológicas, infecciosas (ITU), neurológicas, excesso de débito urinário, constipação intestinal • “perda de urina em quantidade e freqüência suficientes para causar um problema social ou higiênico”
  • 32.
    Sexualidade A grande maioriamantém vida sexual ativa! Muitas das alteraçõessexuais que ocorrem com o avançar da idade podem ser resolvidas com orientação e educação. Alguns problemas comuns também podem afetar o desempenho sexual: artrites, diabetes, fadiga, medo de infarto, efeitos colaterais de fármacos e álcool. Desconforto feminino – atrofia de mucosa vaginal Disfunção erétil masculina
  • 33.
    Vacinação • Influenza sazonal–anual • Pneumocócica 23 valente - 1 dose após os 60 anos. Institucionalizados - 1 reforço com 5 anos • DT – a cada 10 anos • Febre Amarela – a cada 10 anos • Hepatite B – 3 doses • Registrar na caderneta de vacina
  • 34.
    Fragilidade síndrome multidimensional envolvendouma interação complexa dos fatores biológicos, psicológicos e sociais no curso de vida individual, que culmina com um estado de maior vulnerabilidade, associado ao maior risco de de desfechos clínicos adversos- declínio quedas, hospitalização,institucionalização e ocorrênci a funcional , morte. a) nem todas as pessoas com declínio funcional são frágeis; b) nem todas as pessoas frágeis apresentam declínio funcional; c) medidas preventivas parecem interferir na instalação dessa síndrome.
  • 35.
    Causas primárias Alteração naexpressão dos genes Dano oxidativo do DNA Encurtamento do telômero Causas secundárias Depressão Neoplasias Infecção crônica Insuficiência cardíaca congestiva Desregulação neuroendócrin a Alterações neuromuscular es sarcopenia Disfunção imune FRAGILIDADE Perda de peso Fadiga Menor força de preensão, velocidade da marcha e atividade física – pelo menos 3
  • 36.
    Fragilidade 1. perda depeso não intencional: = 4,5 kg ou = 5% do peso corporal no último ano; 2. fadiga auto referida utilizando duas questões: com que freqüência na última semana o(a)sr(a) sentiu que tudo que fez exigiu um grande esforço ou que não pode fazer nada; 3. diminuição da força de preensão 4. baixo nível de atividade física medido pelo dispêndio semanal de energia em kcal(com base no auto relato das atividades e exercícios físicos realizados) e ajustado segundo o gênero; 5. diminuição da velocidade da marcha em segundos: distância de 4,5m ajustada para gênero e altura.
  • 37.
    Osteoporose •No Brasil, somenteuma a cada três pessoas com osteoporose é diagnosticada e, dessas, somente uma em cada cinco recebe algum tipo de tratamento, com uma taxa anual de aproximadamente 100 mil fraturas de quadril. Cerca de 10 milhões de brasileiros (as) sofrem com osteoporose e 24 milhões de pessoas terão fraturas a cada ano, sendo que 200 mil indivíduos morrerão como conseqüência direta de suas fraturas.
  • 38.
    Osteoporose – fatores de risco •fratura anterior causada por pequeno trauma; • sexo feminino; • baixa massa óssea; • raça branca ou asiática; • idade avançada em ambos os sexos; • história familiar de osteoporose ou fratura • do colo do fêmur; • menopausa precoce (antes dos 40 anos) • não tratada; • uso de corticóides
  • 39.
    Osteoporose • doenças queinduzam à perda de massa óssea; • amenorréia primária ou secundária; • menarca tardia, nuliparidade; • hipogonadismo primário ou secundário; • baixa estatura e peso (IMC <19kg/m²); • perda importante de peso após os 25 anos; • baixa ingestão de cálcio, alta ingestão de sódio; • alta ingestão de proteína animal; • pouca exposição ao sol, imobilização prolongada, quedas freqüentes; • sedentarismo, tabagismo e alcoolismo; • medicamentos (como heparina, ciclosporina, hormônios tireoidianos, • anticonvulsivantes e lítio); • alto consumo de xantinas (café, refrigerantes à base de cola, chá preto).
  • 40.
    Demência TIPOS CARACTERÍSTICAS ALZHEIMER Inícioinsidioso, perda de memória e declínio cognitivo lento e progressivo. No início, a pessoa apresenta dificuldade para lembrar-se de fatos recentes e para aprender coisas novas, e lembra-se de coisas de ocorreram num passado mais distante. DEMÊNCIA VASCULAR Início abrupto, geralmente, após um episódio vascular, com deterioração em degraus (alguma recuperação depois da piora) e flutuação do déficit cognitivo (dias de melhor e pior performance). Apresenta sinais focais, de acordo com a região cerebral acometida. DEMÊNCIA DOS CORPÚSCULOS DE LEWY Flutuação na cognição, alucinações visuais recorrentes bem formadas (p.ex., a descrição de uma pessoa, produto da alucinação, com detalhes) e
  • 41.
    Causas reversíveis -demência Uso de medicamentos (psicotrópicos e analgésicos narcóticos). Metabólica (distúrbio hidroeletrolítco, desidratação, insuficiência renal ou hepática e hipoxemia). Neurológica (hidrocefalia de pressão normal, tumor e hematoma subdural crônico). Infecciosas (Meningite crônica, AIDS, neurossífilis). Colágeno-Vascular (lúpus eritematoso sistêmico, arterite temporal, vasculitereumatóide, sarcoidose e púrpura trombocitopênica trombótica). Endócrinas (doença tireoidiana, doença paratireoidiana, doença da adrenal edoença da pituitária). Nutricionais (deficiência de vitamina B12, ácido fólico, tiamina e niacina). Alcoolismo crônico. Outras (DPOC, insuficiência cardíaca congestiva e apnéia do sono).
  • 42.
    Portaria nº 843que aprovou o Protocolo Clínico e DiretrizesTerapêuticas – Demência por doença de Alzheimer. TSH B12 Ácido Fólico Sorologia para sífilis Hemograma Creatinina Sódio Potássio Neuro- imagem:Tomografia Computadorizada Ressonância Magnética
  • 43.
    Anamnese : Avaliaçãoda Saúde bucal do Idoso Aplicar o questionário Nos últimos 3 meses o(a) senhor(a) 1 Diminuiu a quantidade de alimentos ou mudou o tipo de alimentação por causa dos seus dentes? 2 Teve problemas para mastigar os alimentos? 3 Teve dou ou desconforto para engolir os alimentos? 4 Mudou o jeito de falar por causa dos problemas de sua boca? 5 Teve algum desconforto ao comer algum alimento? 6 Evitou encontrar com outras pessoas por causa de sua boca? 7 Sentiu-se insatisfeito(a) com a aparência de sua boca? 8 Tomou remédio para dor ou desconforto de sua boca? 9 Algum problema bucal o deixou preocupado(a)? 10 Chegou a se sentir nervoso(a) por problemas na sua boca? 11 Evitou comer com outras pessoas por problemas bucais? 12 Teve dentes ou gengivas sensíveis a alimentos ou líquidos?
  • 44.
    Saúde do Idoso Sinaisde Alerta em Saúde Bucal – cirurgião dentista ou reparo ⚫ Dor ⚫ Hemorragia ⚫ Abscesso ⚫ Traumatismo ⚫ Lesão de tecidos moles ⚫ Necessidade de intervenção protética.
  • 45.
    Violência contra a pessoaidosa A violência contra a pessoa idosa é um problema sério e alarmante que afeta muitos idosos em todo o mundo. Essa forma de abuso viola os direitos humanos básicos e pode ter impactos devastadores na saúde física e mental dos idosos.
  • 46.
    Tipos de violência:física, psicológica, financeira, negligência 1 Violência Física Incluindo golpes, empurrões, queimaduras e outras formas de abuso corporal. 2 Violência Psicológica Como humilhação, ameaças, isolamento social e manipulação emocional. 3 Violência Financeira Apropriação indevida de bens, dinheiro ou propriedade do idoso. 4 Negligência Falta de cuidados básicos, como alimentação, higiene e medicação.
  • 47.
    Causas da violênciacontra idosos Fatores Individuais Problemas de saúde mental, dependência química e frustrações pessoais. Dinâmica Familiar Conflitos, sobrecarga de cuidados e falta de apoio aos cuidadores. Questões Sociais Preconceito, desvalorização dos idosos e falta de políticas públicas eficazes.
  • 48.
    Perfil das vítimase agressores Vítimas Comuns Idosos frágeis, com problemas de saúde e dependentes de cuidados. Agressores Típicos Familiares, cuidadores, vizinhos ou outras pessoas próximas. Fatores de Risco Isolamento social, pobreza, gênero feminino e deficiências físicas ou cognitivas. Sinais de Alerta Alterações comportamentais, lesões inexplicáveis e retraimento emocional.
  • 49.
    Impactos da violênciana saúde e bem-estar dos idosos 1 Físicos Lesões, doenças crônicas e até a morte. 2 Psicológicos Traumas, depressão, ansiedade e baixa autoestima. 3 Sociais Isolamento, perda de autonomia e redução da qualidade de vida.
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    Legislação e políticaspúblicas de proteção aos idosos Estatuto do Idoso Garante os direitos e proteção da pessoa idosa. Políticas Públicas Programas de assistência, combate à violência e apoio aos cuidadores. Denúncias Canais para relatar casos de violência contra idosos.
  • 51.
    Papel da famíliae da comunidade na prevenção da violência Fortalecimento de Vínculos Cultivar relações saudáveis e de apoio entre idosos e familiares. Rede de Suporte Incentivar a participação comunitária e a troca de cuidados. Educação e Conscientização Promover o respeito e a valorização da pessoa idosa.
  • 52.
    Sinais e sintomasde violência a serem observados 1 Físicos Machucados, queimaduras, fraturas e desnutrição. 2 Emocionais Medo, ansiedade, depressão e baixa autoestima. 3 Comportamentais Isolamento, agressividade e evitação de contato com familiares.
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    Onde denunciar casosde violência contra idosos Disque 100 Serviço de denúncia nacional Delegacia da Mulher Para casos de violência contra idosas Ministério Público Instituição que defende os direitos dos idosos Disque-Idoso Serviço especializado de denúncia
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    Conclusão e chamadoà ação A violência contra a pessoa idosa é um problema grave que exige atenção e ação imediata. Todos nós temos o dever de denunciar casos suspeitos, apoiar os idosos e trabalhar pela construção de uma sociedade mais justa e solidária, onde os idosos sejam respeitados e tenham seus direitos garantidos.