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A GUERRA DOS SEXOS
Sem dúvida este é um tema antiquíssimo, interminavelmente discutido, super debatido
e opinado em todas as formas de mídia, sobre o qual muito já se escreveu e, aparentemente
sem solução.
Diante de tantas teorias e propostas a respeito da origem de tal conflito, como sempre,
a Palavra de Deus tem a resposta final, aliás, original. Pois Nela encontramos a raiz espiritual de
toda essa problemática, que na realidade é bem mais ampla e extensa pois atinge toda a criação
(“maldita é a terra por causa de ti” - Gênesis 3:17; Jeremias 12:4; Romanos 8:19-23).
A cena é o Jardim do Éden, pouco depois do primeiro casal desobedecer a ordem de
Deus de não comer do fruto do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 3:6), a serpente fora
amaldiçoada e condenada pela promessa de um Redentor (Gênesis 3:14,15), a terra também
seria amaldiçoada a servidão e as coisas se tornaram complicadas para o homem (Gênesis 3:17-
19).
Mas é em Gênesis 3:16b (onde Deus pronuncia o juízo sobre a mulher), que temos a
informação revelada por Deus de qual é a verdadeira origem do antagonismo entre os gêneros:
“e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.”
Aqui o Senhor anuncia uma luta, um conflito entre o homem e a mulher. Ela desejará
controlá-lo, mas ele a dominará.
Duas áreas da vida da mulher são especificamente atingidas pelo juízo: a gravidez e seu
relacionamento com o marido. O último aspecto é a preocupação deste post.
Desejo (entrada para Strong's # 08669 ) ( teshuqah no hebraico ‫ה‬ ָ‫שׁוּק‬ ְ‫תּ‬ ) é um nome
feminino que significa desejo, ânsia, saudade, foco de inclinação da intenção, e refere-se a um
desejo de controlar ou dominar. Em Gênesis 4: 7 (“o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu
desejo”), o desejo (teshuqah) é o que o pecado tem para Caim, o desejo de controlar por causa
do mal agora presente depois da queda (“Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu,
mas o pecado que habita em mim.” – Romanos 14b-24), mas Caim deve dominá-lo.
O desejo falado aqui não é sexual ou psicológico. A palavra é usada para descrever os
fortes sentimentos de desejo de apropriação que uma pessoa tem por outra, mas nem sempre
é um desejo saudável. No caso do contexto é forte desejo de TER POSSE e CONTROLE. (MEU
marido!)
[PS: a palavra hebraica teshuqah ocorre 3 vezes no VT, a outra é Cantares 7:10, onde
temos uma aplicação romântica, menos etimológica].
Dominar (entrada para Strong's # 4910 ) ( mashal no hebraico ‫ל‬ ַ‫שׁ‬ ָ‫מ‬ ) significa governar,
reinar, ou dominar, e embora seu tom geral comunique liderança e autoridade, sua nuance e
conotação específicas são derivadas do contexto em que aparece.
Na Septuaginta, a palavra usada significa "elevar-se a uma posição oficial".
Deus criou o luminário maior para governar o dia, e o menor para governar a noite
(Gênesis 1:18).
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Também é aplicado às pessoas que governam: um servo sobre a casa de seu senhor
(Gênesis 24: 2), um rei sobre seu país (Josué 12: 12 : 5), ou sobre seu povo (Juízes 8:22 , 23), um
povo sobre outro povo (Juízes 14: 4).
O termo mashal vem de uma raiz árabe que significa "obrigar, impulsionar, impulsar ou
controlar".
A maldição de Eva era que, doravante, o desejo de uma mulher seria usurpar o lugar
da liderança do homem e que ele resistiria a esse desejo e exercitaria mais fortemente seu
controle sobre ela.
A palavra hebraica aqui traduzida "dominar" não é a mesma que usada em Gênesis 1:28
(“Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre...”). Em vez disso,
representava um tipo de autoritarismo novo, despótico, que não estava no plano original de
Deus para a liderança do homem.
Com a Queda e sua maldição veio a distorção da adequada submissão da mulher e da
autoridade apropriada do homem. Foi aí que começou a batalha dos sexos, onde a libertação
das mulheres e o machismo surgiram.
As mulheres têm uma propensão pecaminosa para usurpar a autoridade dos homens, e
os homens têm uma propensão pecaminosa para colocar as mulheres debaixo de seus pés, de
humilha-la.
O decreto divino segundo o qual o homem governaria a mulher dessa maneira é parte
da maldição de Deus sobre a humanidade, e é preciso uma manifestação de graça em Cristo
pelo preenchimento do Espírito Santo para resolver a ordem criada e harmonia de submissão
adequada em uma relação que tornou-se corrompida e desordenada pelo pecado.
É como se Deus estivesse dizendo à mulher: "Você já foi co-regente, governando
maravilhosamente em equipe, mas desde agora, o homem terá autoridade sobre você." Isso
não estava no plano original de Deus para a liderança do homem.
Assim como a mulher e sua semente se envolverão em uma guerra com a serpente e
sua semente, por causa do pecado e da maldição; o homem e a mulher enfrentarão lutas em
seu próprio relacionamento.
Quando diz: "Seu desejo será para o seu marido", significa que, quando o pecado tem a
vantagem na mulher, ela desejará dominar ou subjugar ou explorar o homem. E quando o
pecado tem a vantagem no homem, ele responderá da mesma maneira e com sua força tentará
subjugá-la e governá-la.
A essência do pecado é autoconfiança e autoexaltação. Primeiro em rebelião contra
Deus, e depois em exploração uns dos outros. Portanto, a essência da masculinidade corrompida
é o esforço auto agrandizante para subjugar, controlar e explorar as mulheres para seus próprios
desejos particulares. E a essência da feminilidade corrompida é o esforço auto agrandizante para
subjugar, controlar e explorar os homens para seus próprios desejos particulares.
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Por regra, os homens têm mais força bruta do que as mulheres e, portanto, podem
violar, abusar e ameaçar; já as mulheres podem não ter tanta força bruta quanto os homens,
mas ela sabe maneiras de manipula-lo e subjugá-lo pois ela ela conhece a fraqueza de sua
luxúria. Tanto é que a maior ferramenta de marketing do mundo é o corpo feminino. Ela pode
vender qualquer coisa porque conhece a fraqueza universal do homem e como controlá-lo
A exploração das mulheres pelos homens pecadores é conspícua porque muitas vezes é
dura e violenta. Mas um momento de reflexão irá mostrar que a exploração dos homens pelas
mulheres pecadoras é tão mais onipresente na nossa sociedade.
Esta não é a forma como Deus quis fosse antes do pecado, quando homem e mulher
dependiam dele para viver. Este é o resultado da rebelião contra Deus.
O pecado transformou o sistema harmonioso dos papéis ordenados por Deus em lutas
desagradáveis de vontade própria e egocentrismo. Companheiros permanentes precisarão da
ajuda de Deus para obter um convívio saudável pela graça. O desejo da mulher sempre será o
de senhoriar sobre o marido, mas o marido governará por design divino (1 Coríntios
7:4; 11:3; 14:34; Efésios 5:22,24; Colossenses 3:18; 1 Timóteo 2:11,12; Tito 2: 5; 1 Pedro 3 :1-6).

A guerra dos sexos

  • 1.
    1 A GUERRA DOSSEXOS Sem dúvida este é um tema antiquíssimo, interminavelmente discutido, super debatido e opinado em todas as formas de mídia, sobre o qual muito já se escreveu e, aparentemente sem solução. Diante de tantas teorias e propostas a respeito da origem de tal conflito, como sempre, a Palavra de Deus tem a resposta final, aliás, original. Pois Nela encontramos a raiz espiritual de toda essa problemática, que na realidade é bem mais ampla e extensa pois atinge toda a criação (“maldita é a terra por causa de ti” - Gênesis 3:17; Jeremias 12:4; Romanos 8:19-23). A cena é o Jardim do Éden, pouco depois do primeiro casal desobedecer a ordem de Deus de não comer do fruto do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 3:6), a serpente fora amaldiçoada e condenada pela promessa de um Redentor (Gênesis 3:14,15), a terra também seria amaldiçoada a servidão e as coisas se tornaram complicadas para o homem (Gênesis 3:17- 19). Mas é em Gênesis 3:16b (onde Deus pronuncia o juízo sobre a mulher), que temos a informação revelada por Deus de qual é a verdadeira origem do antagonismo entre os gêneros: “e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.” Aqui o Senhor anuncia uma luta, um conflito entre o homem e a mulher. Ela desejará controlá-lo, mas ele a dominará. Duas áreas da vida da mulher são especificamente atingidas pelo juízo: a gravidez e seu relacionamento com o marido. O último aspecto é a preocupação deste post. Desejo (entrada para Strong's # 08669 ) ( teshuqah no hebraico ‫ה‬ ָ‫שׁוּק‬ ְ‫תּ‬ ) é um nome feminino que significa desejo, ânsia, saudade, foco de inclinação da intenção, e refere-se a um desejo de controlar ou dominar. Em Gênesis 4: 7 (“o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo”), o desejo (teshuqah) é o que o pecado tem para Caim, o desejo de controlar por causa do mal agora presente depois da queda (“Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.” – Romanos 14b-24), mas Caim deve dominá-lo. O desejo falado aqui não é sexual ou psicológico. A palavra é usada para descrever os fortes sentimentos de desejo de apropriação que uma pessoa tem por outra, mas nem sempre é um desejo saudável. No caso do contexto é forte desejo de TER POSSE e CONTROLE. (MEU marido!) [PS: a palavra hebraica teshuqah ocorre 3 vezes no VT, a outra é Cantares 7:10, onde temos uma aplicação romântica, menos etimológica]. Dominar (entrada para Strong's # 4910 ) ( mashal no hebraico ‫ל‬ ַ‫שׁ‬ ָ‫מ‬ ) significa governar, reinar, ou dominar, e embora seu tom geral comunique liderança e autoridade, sua nuance e conotação específicas são derivadas do contexto em que aparece. Na Septuaginta, a palavra usada significa "elevar-se a uma posição oficial". Deus criou o luminário maior para governar o dia, e o menor para governar a noite (Gênesis 1:18).
  • 2.
    2 Também é aplicadoàs pessoas que governam: um servo sobre a casa de seu senhor (Gênesis 24: 2), um rei sobre seu país (Josué 12: 12 : 5), ou sobre seu povo (Juízes 8:22 , 23), um povo sobre outro povo (Juízes 14: 4). O termo mashal vem de uma raiz árabe que significa "obrigar, impulsionar, impulsar ou controlar". A maldição de Eva era que, doravante, o desejo de uma mulher seria usurpar o lugar da liderança do homem e que ele resistiria a esse desejo e exercitaria mais fortemente seu controle sobre ela. A palavra hebraica aqui traduzida "dominar" não é a mesma que usada em Gênesis 1:28 (“Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre...”). Em vez disso, representava um tipo de autoritarismo novo, despótico, que não estava no plano original de Deus para a liderança do homem. Com a Queda e sua maldição veio a distorção da adequada submissão da mulher e da autoridade apropriada do homem. Foi aí que começou a batalha dos sexos, onde a libertação das mulheres e o machismo surgiram. As mulheres têm uma propensão pecaminosa para usurpar a autoridade dos homens, e os homens têm uma propensão pecaminosa para colocar as mulheres debaixo de seus pés, de humilha-la. O decreto divino segundo o qual o homem governaria a mulher dessa maneira é parte da maldição de Deus sobre a humanidade, e é preciso uma manifestação de graça em Cristo pelo preenchimento do Espírito Santo para resolver a ordem criada e harmonia de submissão adequada em uma relação que tornou-se corrompida e desordenada pelo pecado. É como se Deus estivesse dizendo à mulher: "Você já foi co-regente, governando maravilhosamente em equipe, mas desde agora, o homem terá autoridade sobre você." Isso não estava no plano original de Deus para a liderança do homem. Assim como a mulher e sua semente se envolverão em uma guerra com a serpente e sua semente, por causa do pecado e da maldição; o homem e a mulher enfrentarão lutas em seu próprio relacionamento. Quando diz: "Seu desejo será para o seu marido", significa que, quando o pecado tem a vantagem na mulher, ela desejará dominar ou subjugar ou explorar o homem. E quando o pecado tem a vantagem no homem, ele responderá da mesma maneira e com sua força tentará subjugá-la e governá-la. A essência do pecado é autoconfiança e autoexaltação. Primeiro em rebelião contra Deus, e depois em exploração uns dos outros. Portanto, a essência da masculinidade corrompida é o esforço auto agrandizante para subjugar, controlar e explorar as mulheres para seus próprios desejos particulares. E a essência da feminilidade corrompida é o esforço auto agrandizante para subjugar, controlar e explorar os homens para seus próprios desejos particulares.
  • 3.
    3 Por regra, oshomens têm mais força bruta do que as mulheres e, portanto, podem violar, abusar e ameaçar; já as mulheres podem não ter tanta força bruta quanto os homens, mas ela sabe maneiras de manipula-lo e subjugá-lo pois ela ela conhece a fraqueza de sua luxúria. Tanto é que a maior ferramenta de marketing do mundo é o corpo feminino. Ela pode vender qualquer coisa porque conhece a fraqueza universal do homem e como controlá-lo A exploração das mulheres pelos homens pecadores é conspícua porque muitas vezes é dura e violenta. Mas um momento de reflexão irá mostrar que a exploração dos homens pelas mulheres pecadoras é tão mais onipresente na nossa sociedade. Esta não é a forma como Deus quis fosse antes do pecado, quando homem e mulher dependiam dele para viver. Este é o resultado da rebelião contra Deus. O pecado transformou o sistema harmonioso dos papéis ordenados por Deus em lutas desagradáveis de vontade própria e egocentrismo. Companheiros permanentes precisarão da ajuda de Deus para obter um convívio saudável pela graça. O desejo da mulher sempre será o de senhoriar sobre o marido, mas o marido governará por design divino (1 Coríntios 7:4; 11:3; 14:34; Efésios 5:22,24; Colossenses 3:18; 1 Timóteo 2:11,12; Tito 2: 5; 1 Pedro 3 :1-6).