arnaldolemos@uol.com.br 
A DITADURA MILITAR 
NO BRASIL 
1964 - 1984
ANTECEDENTES : O debate sobre o 
I 1964/1969 PERÍODO INSTITUCIONALIZAÇÃO DA NOVA 
ORDEM 
Castelo Branco(1964-1967) 
Costa e Silva (1967-1969 
II 1969/1974 – O MILAGRE ECONÔMICO 
OS ANOS DE CHUMBO 
Medici 1969/1074 
III 1973/1979 - A CRISE – O FIM DO MILAGRE 
A ABERTURA 
Geisel (1974-1978) 
IV 1979- 1984 -ABERTURA E TRANSIÇÃO 
arnaldolemos@uol.com.br 
Figueiredo (1979-1985) 
ETAPAS DA 
DITADURA MILITAR 
desenvolvimento brasileiro 
O governo Jango (1961-1964) 
A noite do Golpe
arnaldolemos@uol.com.br 
DECADA 
DE 60 
ANTECEDENTES : O debate sobre o 
Debate entre dois projetos políticos que começou no 
governo Getulio 
Projeto Nacional- 
Desenvolvimentista 
Projeto 
Desenvolvimentista 
desenvolvimento brasileiro
arnaldolemos@uol.com.br 
ANTECEDENTES : O debate sobre o 
desenvolvimento brasileiro 
1962 
Governo João Goulart Reformas de base 
UNE CPC (Centro 
popular de 
Cultura) 
Teatro Musica 
Canção do 
Subdesaenvolvido, 
Carlos Lira 
Critica à dependência cultural, 
política e econômica do pais 
desde o Descobrimento 
Para ouvir acesse : 
http://www.youtube.com/watch?v=opFt_gLoA5A
arnaldolemos@uol.com.br 
“O Brasil é uma terra de amores, 
Alcatifada de flores, 
Onde a brisa fala amores, 
Nas lindas tardes de abril. 
Correi pras bandas do Sul. 
Debaixo de um céu de anil, 
Encontrareis um gigante deitado: 
Santa Cruz, hoje o Brasil. 
Mas um dia o gigante despertou 
(ooaahhh!). 
Deixou de ser gigante adormecido. 
E dele um anão se levantou. 
Era um país subdesenvolvido 
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, 
subdesenvolvido, subdesenvolvido 
(bis) 
E passado o período colonial, 
O país passou a ser um bom quintal. 
E depois de dada a conta a Portugal 
Instalou-se o latifúndio nacional .. (Ai) 
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, 
subdesenvolvido, subdesenvolvido 
Então o bravo brasileiro (iehéé), 
Em perigos e guerras esforçados (iehéé), 
Mais que prometia a força humana 
Plantou couve, colheu banana. 
Bravo esforço do povo brasileiro 
Mandou vir capital lá do estrangeiro. 
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, 
subdesenvolvido, subdesenvolvido. 
As nações do mundo para cá mandaram 
Seus capitais tão desinteressados. 
As nações coitadas só queriam ajudar, não 
é? 
Aquela ilha velha não roubou ninguém, 
País de poucas terras só nos fez um bem 
Um Big Ben 
Um big ben , bom, bem, bom 
Nos deu luz (ah) 
Tirou ouro (oh) 
Nos deu trem (ah) 
Mas levou o nosso tesouro 
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, 
subdesenvolvido, subdesenvolvido
arnaldolemos@uol.com.br 
Mas data houve em que se acabaram 
os tempos duros e sofridos 
Porque um dia aqui chegaram os 
capitais dos países amigos. 
País amigo, desenvolvido, 
País amigo, país amigo, 
Amigo do subdesenvolvido 
País amigo, país amigo. 
E os nossos amigos americanos 
Com muita fé, com muita fé, 
Nos deram dinheiro e nos plantamos 
Só café, só café. 
É uma terra em que se plantando tudo 
dá. 
Pode-se plantar tudo que quiser 
Mas eles resolveram que nos devíamos 
plantar 
Só café, só café 
Bento que bento o frade, frade. 
Na boca do forno, forno. 
Tirai um bolo, bolo 
Fareis tudo que seu mestre mandar? 
Faremos todos, faremos todos, faremos 
todos. 
Começaram a nos vender e nos comprar. 
Comprar borracha, vender pneu. 
Comprar minério, vender navio. 
Pra nossa vela, vender pavio. 
Só mandaram o que sobrou de lá: 
Matéria plástica, que entusiástica, 
Que coisa elástica, que coisa drástica, 
Rock balada, filme de mocinho, 
Ar refrigerado e chiclete de bola (pop) 
E coca cola. 
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, 
subdesenvolvido, subdesenvolvido.
arnaldolemos@uol.com.br 
O povo brasileiro tem personalidade. 
Não se impressiona com facilidade 
Embora pense como americano 
“Uuuuuuu, I’m going to kill that indian 
before he kills me (pinim...) 
Embora dance como americano 
Ta-ta-ta-ta, ta-ta-ta-ta 
Embora cante como americano 
Eh boi, lá, lá, lá, 
Eh roçado bão, lá, lá, lá, 
O melhor do meu sertão, lá, lá, lá 
Comeram o boi. 
O povo brasileiro, embora pense, cante e 
dance como americano 
Não come como americano, 
Não bebe como americano, 
Vive menos, sofre mais 
Isso é muito importante 
Muito mais do que importante 
Pois difere o brasileiro dos demais 
Personalidade, personalidade, 
personalidade sem igual, 
Porém, 
Subdesenvolvida, subdesenvolvida, 
Essa é que é a vida nacional.” 
Para ouvir acesse : 
http://www.youtube.com/watch?v=opFt_gLoA5A
arnaldolemos@uol.com.br 
Projeto Nacional- 
Desenvolvimentista 
População Distribuição 
de Renda 
50% 
30% 
15% 
5% 
17,91% 
27,92% 
26,66% 
27,69% 
80% dos 
consumidores 
salarios 
Mercadoria 
de bens 
não 
duraveis 
sindicatos greves 
alimentos 
Para isso : lei - eleições - 
partidos 
Pequenas 
propriedades
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Projeto Desenvolvimentista 
20% dos 
consumidores 
Modernização 
do país 
2ªabertura dos 
portos 
Brasilia 
Industria 
automobilistica 
JK 
Mercado 
exterior 
Latifundio 
exportação 
mecanização
arnaldolemos@uol.com.br 
Para 
isso 
Ideologia 
do 
automovel 
Estradas de 
rodagem 
Dinheiro 
do Estado 
Emissão Empréstimo 
externo 
Inflação Aumento da 
dívida 
20% dos 
consumidores Aumentar o salário da classe 
media 
Achatar o salário 
dos 80% 
Imobilizar politicamente 
os 80%
arnaldolemos@uol.com.br 
PPrroojjeettooss 
 AAlliiaaddooss iiddeeoollóóggiiccooss ddaa 
11ºpprroojjeettoo 
 8800%% 
 SSiinnddiiccaattooss 
 TTrraabbaallhhaaddoorreess 
 MMoovviimmeennttooss SSoocciiaaiiss 
AAlliiaaddooss iiddeeoollóóggiiccooss 
ddaa 22º pprroojjeettoo 
CCllaassssee mmeeddiiaa ee 
aallttaa((2200%%)) 
OOss qquuee ggoossttaamm ddee 
oorrddeemm ee sseegguurraannççaa 
FFoorrççaass 
AArrmmaaddaass((EESSGG)) 
AAnnttii--ccoommuunniissttaass 
PPoovvoo :: iinniimmiiggoo iinntteerrnnoo
arnaldolemos@uol.com.br 
Golpe de 31 de março de 
1964 
13 de março 
19 de março 
vitoria do segundo projeto 
comicio pelas 
reformas ou 
Comicio da 
Central, 
organizado pela 
CGT 
Marcha da Família 
com Deus pela 
Liberdade, organizada 
pela União Cívica 
Feminina, IPES e com 
as bênção da Igreja 
Católica
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30 de março : 
discurso de Jango 
no Automovel 
Clube do Rio 
31 de março: tropas 
do General Olimpio 
Mourão Filho( 4ª 
região militar- MG) 
movimentam-se 
para o Rio 
“Não admitirei o golpe 
das reacionários” 
“O exercito dormiu janguista. O exercito 
acordou revolucionario” (Elio Gaspari)
arnaldolemos@uol.com.br 
1964/1969 -- PERÍODO DE 
INSTITUCIONALIZAÇÃO DA 
NOVA ORDEM
arnaldolemos@uol.com.br 
Atos 
Ins 
titu 
cio 
nais 
legitimação e 
legalização das ações 
políticas dos militares. 
De 1964 a 1969 são 
decretados 17 atos 
institucionais 
regulamentados por 104 
atos complementares. 
O governo divulgou que 
seu objetivo era 
combater a "corrupção e 
a subversão
1964/1969 -- PERÍODO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DA NOVA ORDEM 
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AI -1 – suspende a constituição 
de 1946, organizações de base, 
sindicatos, ligas camponesas, 
UNE, centros acadêmicos), 
cassação de direitos politicos de 
centenas de pessoas 
AI-2 – após eleições dos 
governadores, cassa JK (candidato 
a presidente), prorroga Castelo 
Branco até 67, não há mais 
eleições diretas (presidente e 
governador), bipartidarismo (Arena 
e MDB)
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AI- 3 determinava eleições 
indiretas para governadores e 
nomeação dos prefeitos das 
capitais. 
AI-4 – Convocação do Congresso 
Nacional para a votação e 
promulgação do projeto de 
Constituição, que revogava 
definitivamente a Constituição 
de 1946.
lutas com criatividade (encontros da 
UNE) 
subversão, clandestinidade. 
Festivais de música (tratado político) 
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Reação 
estudantil 
Um grupo do 
CCC(Comando de Caça 
aos Cmunistas) invade o 
teatro Galpão em São 
Paulo, em 1968, e 
espanca o elenco da 
peça Roda Viva
Roda Viva- Chico Buarque 
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Tem dias que a gente se sente 
Como quem partiu ou morreu 
A gente estancou de repente 
Ou foi o mundo então que 
cresceu... 
A gente quer ter voz ativa 
No nosso destino mandar 
Mas eis que chega a roda viva 
E carrega o destino prá lá ... 
Roda mundo, roda gigante 
Roda moinho, roda pião 
O tempo rodou num instante 
Nas voltas do meu coração... 
A gente vai contra a corrente 
Até não poder resistir 
Na volta do barco é que sente 
O quanto deixou de cumprir 
Faz tempo que a gente cultiva 
A mais linda roseira que há 
Mas eis que chega a roda viva 
E carrega a roseira prá lá... 
Roda mundo, roda gigante 
Roda moinho, roda pião 
O tempo rodou num instante 
Nas voltas do meu coração... 
A roda da saia mulata 
Não quer mais rodar não senhor 
Não posso fazer serenata 
A roda de samba acabou... 
A gente toma a iniciativa 
Viola na rua a cantar 
Mas eis que chega a roda viva 
E carrega a viola prá lá... 
Roda mundo, roda gigante 
Roda moinho, roda pião 
O tempo rodou num instante 
Nas voltas do meu coração... 
O samba, a viola, a roseira 
Que um dia a fogueira queimou 
Foi tudo ilusão passageira 
Que a brisa primeira levou... 
No peito a saudade cativa 
Faz força pro tempo parar 
Mas eis que chega a roda viva 
E carrega a saudade prá lá ... 
Roda mundo, roda gigante 
Roda moinho, roda pião 
O tempo rodou num instante 
Nas voltas do meu coração...(4x) 
Para ouvir: 
http://www.youtube.com/watch? 
v=HRFw5u5wR4c
- Rebelião da 
juventude – Paris, 
Alemanha, México 
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1968 
Movimento Hippie 
Poder Negro 
Marcuse 
Brasil – passeatas 
morte de Edson Luis 
FIC ( Vandré : Para não 
dizer que não falei de 
flores) 
7 de setembro – Marcio 
Moreira Alves
A repressão proporcionou 
uma riqueza cultural 
imensurável devido à 
atmosfera de tensão vivida 
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1968 
Sem outra opção, era pelo povo. 
preciso encontrar uma 
maneira de protestar através 
da arte. 
Dentre toda a produção 
musical do período 
ditatorial, “ Pra não dizer 
que não falei de flores”, de 
Geraldo Vandré, foi um 
hino de resistência ao 
regime militar.
Pra Não Dizer Que Não Falei Das 
FloresGe 
rComposição: Geraldo Vandré aldo 
Vandré 
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Caminhando e cantando 
E seguindo a canção 
Somos todos iguais 
Braços dados ou não 
Nas escolas, nas ruas 
Campos, construções 
Caminhando e cantando 
E seguindo a canção... 
Vem, vamos embora 
Que esperar não é saber 
Quem sabe faz a hora 
Não espera acontecer...(2x) 
Pelos campos há fome 
Em grandes plantações 
Pelas ruas marchando 
Indecisos cordões 
Ainda fazem da flor 
Seu mais forte refrão 
E acreditam nas flores 
Vencendo o canhão... 
Vem, vamos embora 
Que esperar não é saber 
Quem sabe faz a hora 
Não espera acontecer...(2x) 
Para ouvir acesse: 
http://www.youtube.com/watch? 
v=PDWuwh6edkY
arnaldolemos@uol.com.br 
Há soldados armados 
Amados ou não 
Quase todos perdidos 
De armas na mão 
Nos quartéis lhes ensinam 
Uma antiga lição: 
De morrer pela pátria 
E viver sem razão... 
Vem, vamos embora 
Que esperar não é saber 
Quem sabe faz a hora 
Não espera acontecer...(2x) 
Nas escolas, nas ruas 
Campos, construções 
Somos todos soldados 
Armados ou não 
Caminhando e cantando 
E seguindo a canção 
Somos todos iguais 
Braços dados ou não... 
Os amores na mente 
As flores no chão 
A certeza na frente 
A história na mão 
Caminhando e cantando 
E seguindo a canção 
Aprendendo e ensinando 
Uma nova lição... 
Vem, vamos embora 
Que esperar não é saber 
Quem sabe faz a hora 
Não espera acontecer...(4x)
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AI-5
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AI-5 
Recesso Parlamentar : 
fechamento do Congresso 
Plenos poderes para o 
Presidente 
arbitrariamente intervir 
em estados e municípios 
Prerrogativa presidencial: 
suspender direitos 
politicos e cassação de 
mandatos 
Ficava extinto, em caso de 
crimes políticos ou contra 
a economia, o habeas 
corpus. 
O presidente poderia 
decretar, a qualquer 
momento, estado de sitio,
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AI-5 
Decreto 477 
Lei da Segurança 
Nacional 
SNI (futuros 
presidentes) 
Ciex – Dói-Codi 
Cenimar 
Cisa 
200 mil dedos-duros 
Oban 
Esquadrão da 
Morte 
Fleury
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Opções - 1. Estudar 
2. Exílio 
3. Luta armada 
- urbana 
- rural 
Caça às bruxas 
Universidade de 
Brasília 
USP 
Federal do Rio 
Colégio Vocacional
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1969/1973 
O MILAGRE ECONÔMICO 
OS ANOS DE CHUMBO
1969/1973 – O MILAGRE ECONÔMICO 
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Delfim Neto
1969/1973 – O MILAGRE ECONÔMICO 
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Período de intenso crescimento 
econômico e de posterior 
endividamento. 
O PIB do Brasil cresceu acima de 
10% ao ano, em média, apesar da 
inflação, que oscilou entre 15% e 
20% ao ano, 
Grande concentração de renda, 
com redução dos salários reais 
acentuação da desigualdade 
social e aumento da pobreza, 
com cerceamento às 
liberdades individuais 
associado à repressão 
politica
1969/1973 – O MILAGRE ECONÔMICO 
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1970 
50% = 14,91 
30% = 22,85 
15% = 27,38 
5% = 34,86 
Supermercados Shoppings 
Industria -------- mercadoria ------- 
consumidor 
Repressão X euforia dos 
consumidores 
Ideologia Brasil, ame-o ou deixe-o 
Ninguém segura este 
país.
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Brasil Ilha de tranquilidade 
3ª abertura dos 
portos 
petrodolares 
Aumento da dívida externa 
Construção de infra-estrutura 
Pólo químico 
da Bahia 
Industria de 
base 
Grandes 
projetos 
Transamazônica 
Rio-Niteroi 
Usinas 
Energia Nuclear 
Ferrovia do aço
1969/1973 – OS ANOS DE CHUMBO 
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A expressão anos de chumbo foi 
aplicada inicialmente a um 
fenômeno da Europa Ocidental, 
relacionado com a Guerra Fria e 
com a estratégia de tensão. 
Anos 70/80 : anos marcados por 
violência política, luta armada e 
terrorismo de esquerda e de direita, 
bem como pelo endurecimento do 
aparato repressivo dos estados 
democráticos da Europa Ocidental.
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Anos de 
Chumbo 
do Ai-5 em 13 de 
dezembro daquele ano, 
até o final do governo 
Médici, em março de 
1974 
feroz combate entre a 
extrema- esquerda de um 
lado, e de outro, o aparelho 
repressivo policial-militar do 
Estado. 
O governo é apoiado por 
organizações paramilitares e 
grandes empresas.
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Durante esse período, houve 
"desaparecimento" e morte de 
milhares de militantes, 
políticos e estudantes de 
esquerda. 
A liberdade de imprensa, de 
expressão e manifestação foram 
cerceadas. 
Por outro lado, alguns 
noticiários, como o Jornal 
Nacional, tentavam transmitir a 
imagem de um Brasil 
democrático e retratavam o 
evidente desenvolvimento 
nacional.
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1969 
Operação 
Bandeirante(OBAN) 
Sequestro do 
Embaixador Americano 
Esquadrão da Morte 
Assassinato de 
Marighela(ALN) 
1970 
Guerrilhas contra o regime militar 
espalham-se na cidade e no 
campo 
Copa do Mundo
Apesar De Você 
CChico Buarque 
Vendo circular pelas ruas os automóveis com o adesivo 
“Brasil: ame-o ou deixe-o“, Chico Buarque se viu obrigado a 
reagir com sua melhor arma: a música. E assim nasceu 
“Apesar de você”: 
A música foi adotada como hino de resistência aos militares 
quando um jornal publicou uma notinha dizendo que “você”na 
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verdade, era o general Médici. 
Chamado para depor, Chico disse que a música era para uma 
mulher muito mandona, mas não colou. A música foi proibida 
de ser executada e todos os compactos recolhidos e 
queimados.
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Apesar De Você 
Chico Buarque 
Composição: Chico Buarque 
(Crescendo) Amanhã vai ser outro dia x 
3 
Hoje você é quem manda 
Falou, tá falado 
Não tem discussão, não. 
A minha gente hoje anda 
Falando de lado e olhando pro chão 
Viu? 
Você que inventou esse Estado 
Inventou de inventar 
Toda escuridão 
Você que inventou o pecado 
Esqueceu-se de inventar o perdão 
(Coro) Apesar de você 
amanhã há de ser outro dia 
Eu pergunto a você onde vai se 
esconder 
Da enorme euforia? 
Como vai proibir 
Quando o galo insistir em cantar? 
Água nova brotando 
E a gente se amando sem parar 
Quando chegar o momento 
Esse meu sofrimento 
Vou cobrar com juros. Juro! 
Todo esse amor reprimido, 
Esse grito contido, 
Esse samba no escuro 
Você que inventou a tristeza 
Ora tenha a fineza 
de "desinventar" 
Você vai pagar, e é dobrado, 
Cada lágrima rolada 
Nesse meu penar 
(Coro2) Apesar de você 
Amanhã há de ser outro dia. 
Ainda pago pra ver 
O jardim florescer 
Qual você não queria 
Você vai se amargar 
Vendo o dia raiar 
Sem lhe pedir licença 
E eu vou morrer de rir 
E esse dia há de vir 
antes do que você pensa 
Apesar de você 
(Coro3) Apesar de você 
Amanhã há de ser outro 
dia 
Você vai ter que ver 
A manhã renascer 
E esbanjar poesia 
Como vai se explicar 
Vendo o céu clarear, de 
repente, 
Impunemente? 
Como vai abafar 
Nosso coro a cantar, 
Na sua frente. 
Apesar de você 
(Coro4) Apesar de você 
Amanhã há de ser outro 
dia. 
Você vai se dar mal, etc 
e tal, 
Para ouvir 
acesse:http://www.youtube.com/watch? 
v=R7xRtSUunEY
Calice – Chico Buarque e Gilberto Gil 
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"Cálice" é uma canção escrita e 
interpretada por Chico Buarque e 
Gilberto Gil em 1973. 
Na canção percebe-se um 
elaborado jogo de palavras para 
despistar a censura da ditadura 
militar. A palavra-título, por 
exemplo, é cantado pelo coral que 
acompanha o cantor de forma a 
soar como um raivoso "Cale-se!". 
A canção teve sua execução 
proibida durante anos no Brasil. 
Na versão, Milton Nascimento 
canta os versos de Gil. 
Para ouvir acesse: 
http://www.youtube.com/watch?v=wV4vAtPn5-Q
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Cálice 
Chico Buarque 
Composição: Chico Buarque 
e Gilberto Gil 
Pai! Afasta de mim esse 
cálice 
De vinho tinto de sangue... 
(2x) 
Como beber 
Dessa bebida amarga 
Tragar a dor 
Engolir a labuta 
Mesmo calada a boca 
Resta o peito 
Silêncio na cidade 
Não se escuta 
De que me vale 
Ser filho da santa 
Melhor seria 
Ser filho da outra 
Outra realidade 
Menos morta 
Tanta mentira 
Tanta força bruta... 
Pai! Afasta de mim esse 
cálice 
De vinho tinto de sangue... 
Como é difícil 
Acordar calado 
Se na calada da noite 
Eu me dano 
Quero lançar 
Um grito desumano 
Que é uma maneira 
De ser escutado 
Esse silêncio todo 
Me atordoa 
Atordoado 
Eu permaneço atento 
Na arquibancada 
Prá a qualquer 
momento 
Ver emergir 
O monstro da lagoa... 
Pai! Afasta de mim 
esse cálice 
Pai! Afasta de mim 
esse cálice 
Pai! Afasta de mim 
esse cálice 
De vinho tinto de 
sangue... 
De muito gorda 
A porca já não anda 
(Cálice!) 
De muito usada 
A faca já não corta 
Como é difícil 
Pai, abrir a porta 
Pai! Afasta de mim esse 
cálice 
Pai! Afasta de mim esse 
cálic 
Como beber 
Dessa bebida amarga 
Tragar a dor 
Engolir a labuta 
Mesmo calada a boca 
Resta o peito 
Silêncio na cidade 
Não se escuta 
De que me vale 
Ser filho da santa 
Melhor seria 
Ser filho da outra 
Outra realidade 
Menos morta 
Tanta mentira 
Tanta força bruta...
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Pai! Afasta de mim 
esse cálice 
Pai! Afasta de mim 
esse cálice 
Pai! Afasta de mim 
esse cálice 
De vinho tinto de 
sangue... 
De muito gorda 
A porca já não anda 
(Cálice!) 
De muito usada 
A faca já não corta 
Como é difícil 
Pai, abrir a porta 
(Cálice!) 
Essa palavra 
Presa na garganta 
Esse pileque 
Homérico no mundo 
De que adianta 
Ter boa vontade 
Mesmo calado o peito 
Resta a cuca 
Dos bêbados 
Do centro da cidade... 
Pai! Afasta de mim esse 
cálice 
Pai! Afasta de mim esse 
cálice 
Pai! Afasta de mim esse 
cálice 
De vinho tinto de sangue... 
Talvez o mundo 
Não seja pequeno 
(Cale-se!) 
Nem seja a vida 
Um fato consumado 
(Cale-se!) 
Quero inventar 
O meu próprio pecado 
(Cale-se!) 
Quero morrer 
Do meu próprio veneno 
(Pai! Cale-se!) 
Quero perder de vez 
Tua cabeça 
(Cale-se!) 
Minha cabeça 
Perder teu juízo 
(Cale-se!) 
Quero cheirar fumaça 
De óleo diesel 
(Cale-se!) 
Me embriagar 
Até que alguém me 
esqueça 
(Cale-se!)
1973 -1979 –A crise : o fim do milagre 
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1973 -1979 –A crise : o fim do milagre 
Aumento 
dos 
preços 
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Crise externa A crise do petróleo 
Crise interna 
Esgotamento da capacidade de consumo da classe 
media 
Sobe o numero 
de carnets 
Queima de 
estoque 
industria Fim da ilusão 
Diminui a 
capacidade 
produtiva 
ociosidade 
desemprego 
Nova força de 
trabalho 
subemprego 
Caos social 
marginalidade 
policia violência
1973 -1979 –A crise : o fim do 
milagre 
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Classe Media 
Deixa de 
consumir 
Questiona o 
modelo 
1974: voto na oposição 
Governo Duas táticas 
Crise política 
Crise 
econômica 
Crise econômica 
É preciso pagar 
os juros e as 
amortizações da 
dívida externa
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Crise econômica 
agricultura 
Incentivar o latifundio : “exportar é o que 
importa” 
incentivos fiscais: isenção de impostos 
Mão de obra barata: “boias-frias” 
Destruição da pequena propriedade que 
produzia alimentos para o mercado interno: 
êxodo rural 
Aumento do preço dos alimentos 
Importação de alimentos: aumento da dívida 
industria Isenção de impostos 
para exportação 
Começa a faltar 
dinheiro para o 
Estado 
Políticas sociais são 
afetadas
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Crise econômica 
solução 
Fabricar dinheiro : inflação 
Aumento de imposto da classe media : 
Letras do tesouro e ORNT para os ricos 
comprarem. O rico só compra com juros altos 
: aumenta a dívida interna 
Temos que pagar a divida externa e a divida interna 
solução 
Emprestar mais para pagar juros da dívida 
externa 
Jogar mais letras no mercado 
Circulo financeiro da 
especulação 
Cigarro. 
Energia eletrica 
Imposto de renda
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Crise política 
1970 
Organização da 
sociedade civil 
Movimentos de reivindicação 
Comunidades eclesiais de 
base 
Movimento custo de vida 
Renascimento do movimento 
estudantil 
Sindicatos:ABC – novas lideranças 
Movimento dos camponeses 
Foros políticos de 
debates 
ABI 
OAB 
SBPC 
Igreja 
Táticas do governo 
76 - Lei 
Falcão 
77 – Pacote de 
Abril
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Crise política 
A repressão se empenha para 
desarticular a guerrilha urbana, 
prendendo, matando e 
torturando. 
1971 
1973 Golpe Militar no Chile: Pinochet 
1974 
Derrota da Guerrilha do 
Araguaia 
Eleição de senadores de 
oposição 
1975 Morre Vladimir Herzog 
1976 Terrorismo de direita 
1977 
Intensificam-se os 
movimentos da sociedade civil 
contra a ditadura
1979- 1984 -Abertura e transição 
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1979- 1984 -Abertura e transição 
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Crise econômica 
Segunda crise 
internacional 
Novo aumento do petroleo 
Aumento do juros 
internacionais 
Baixam os preços da matéria prima e 
produtos agrícolas 
Aumentam os preços da tecnologia e 
produtos industrializados 
Daí – mais empréstimos ---aumenta a dívida –aumenta o latifundio para 
exportar 
Setembro de 
1982 
O Banco do Brasil em Nova York declarou-se sem 
fundo 
FMI – cartas de intenções
1979 : Anistia – movimento de toda a 
sociedade civil 
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Crise 
política
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Fim da década de 70. A 
pressão para uma abertura 
democrática no Brasil vem 
de todas as formas, mas é 
duramente reprimida. 
Havia os exilados, os presos, os 
torturados e o resto, que não 
tinha armas com que lutar contra 
o governo, embora também não 
pudesse continuar como estava. 
Isso só acabaria com a Lei da Anistia, 
sancionada no mesmo ano de criação 
da musica “O Bêbado e a Equilibrista” , 
de João Bosco– (a utopia e a 
esperança ) que traz, em cada verso, 
um pequeno pedaço de cada batalha. 
Para ouvir acesse: 
http://www.youtube.com/watch? 
v=6kVBqefGcf4
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Caía a tarde feito um viaduto 
E um bêbado trajando luto 
Me lembrou Carlitos... 
A lua 
Tal qual a dona do bordel 
Pedia a cada estrela fria 
Um brilho de aluguel 
E nuvens! 
Lá no mata-borrão do céu 
Chupavam manchas torturadas 
Que sufoco! 
Louco! 
O bêbado com chapéu-coco 
Fazia irreverências mil 
Prá noite do Brasil. 
Meu Brasil!... 
Que sonha com a volta 
Do irmão do Henfil. 
Com tanta gente que partiu 
Num rabo de foguete 
Chora! 
A nossa Pátria 
Mãe gentil 
Choram Marias 
E Clarisses 
No solo do Brasil...Mas sei, 
que uma dor 
Assim pungente 
Não há de ser inutilmente 
A esperança... 
Dança na corda bamba 
De sombrinha 
E em cada passo 
Dessa linha 
Pode se machucar... 
Azar! 
A esperança equilibrista 
Sabe que o show 
De todo artista 
Tem que continuar...
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Tô Voltando 
Composição: Paulo César Pinheiro e 
Maurício Tapajós 
Pode ir armando o coreto 
E preparando aquele feijão preto 
Eu tô voltando 
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar 
Muda a roupa de cama 
Eu tô voltando 
Leva o chinelo pra sala de jantar 
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar 
Quero te abraçar, pode se perfumar 
Porque eu tô voltando 
Dá uma geral, faz um bom defumador 
Enche a casa de flor 
Que eu tô voltando 
Pega uma praia, aproveita, tá calor 
Vai pegando uma cor 
Que eu tô voltando 
Faz um cabelo bonito pra eu notar 
Que eu só quero mesmo é despentear 
Quero te agarrar 
Pode se preparar porque eu tô voltando 
Põe pra tocar na vitrola aquele som 
Estréia uma camisola 
Eu tô voltando 
Dá folga pra empregada 
Manda a criançada pra casa da avó 
Que eu to voltando 
Diz que eu só volto amanhã se alguém 
chamar 
Telefone não deixa nem tocar 
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to 
voltando! 
Para ouvir acesse: 
http://www.youtube.com/watch? 
v=Ka_l9wyY7vU
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1980 : reforma partidaria 
repressão às greves do ABC 
A questão da terra 
greve dos professores 
Crise 
política
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1981 : Atentados da 
direita 
Atentado do Rio 
Centro 
Pacote eleitoral 
Crise 
política
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Crise 
política 
vitoria da oposição: 
Tancredo, 
Brizola, 
Montoro 
Greves de inumeras 
categorias de 
trabalhadores 
1982 
1983 
Fundação da 
CUT
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Crise 
política 
1984 
Diretas Já 
MST 
1985 Eleição de 
Tancredo Neves
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O fim do governo militar 
O final do governo militar 
de 1964 
Em 8 de maio de 1985, o Congresso 
Nacional aprovou emenda constitucional 
que acabava com os últimos vestígios da 
ditadura.
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Vai passar nessa avenida um samba popular 
Cada paralelepípedo da velha cidade essa 
noite vai se arrepiar 
Ao lembrar que aqui passaram sambas 
imortais 
Que aqui sangraram pelos nossos pés 
Que aqui sambaram nossos ancestrais 
Num tempo página infeliz da nossa história, 
passagem desbotada na memória 
Das nossas novas gerações 
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída 
sem perceber que era subtraída 
Em tenebrosas transações 
Seus filhos erravam cegos pelo continente, 
levavam pedras feito penitentes 
Erguendo estranhas catedrais 
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria 
fugaz 
Uma ofegante epidemia que se chamava 
carnaval, 
Vai passar nessa avenida um samba popular 
Cada paralelepípedo da velha cidade essa 
noite vai se arrepiar 
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais 
Que aqui sangraram pelos nossos pés 
Que aqui sambaram nossos ancestrais 
Num tempo página infeliz da nossa história, 
passagem desbotada na memória 
Das nossas novas gerações 
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída 
sem perceber que era subtraída 
Em tenebrosas transações 
Seus filhos erravam cegos pelo continente, 
levavam pedras feito penitentes 
Erguendo estranhas catedrais 
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz 
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval, 
o carnaval, o carnaval 
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos 
O bloco dos napoleões retintos 
e os pigmeus do boulevard 
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a 
cantar 
A evolução da liberdade até o dia clarear 
Ai que vida boa, ô lerê, 
ai que vida boa, ô lará 
O estandarte do sanatório geral vai passar 
Ai que vida boa, ô lerê, 
ai que vida boa, ô lará 
O estandarte do sanatório geral... vai passar 
Vai Passar 
Chico Buarque 
Composição: Chico Buarque e Francis 
http://www.youtube.com/watch?v=9A_JrsJF6mM
Para ilustrar os acontecimentos da Ditadura Militar, 
veja os videos da TV Camara, CONTOS DA 
RESISTÊNCIA. 
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Episódio 1: Estudantes e Igreja 
: 
O primeiro episódio de Contos da Resistência retrata a atuação de estudantes e da Igreja contra a ditadura militar. 
Relatos emocionantes de presos políticos e vítimas do regime marcam o documentário. 
Episódio 2: Congresso 
O segundo episódio da série Contos da Resistência enfoca as relações políticas entre Congresso Nacional e governos 
militares. O objetivo da série de documentários é esclarecer fatos políticos dos 20 anos de ditadura militar, iniciada em 
março de 1964, explicar como se davam as ações de poder e dominação do governo central, e como o Congresso foi, 
ao mesmo tempo, núcleo de resistência e caixa de ressonância dos desejos dos militares daquela época. 
Episódio 3: Artes e Imprensa 
Dando continuidade à série Contos da Resistência, o terceiro episódio trata da resistência nas artes e na imprensa no 
período da ditadura militar que vai de 1968 a 1979. Este período foi marcado principalmente pelo anúncio do Ato 
Institucional nº 5, o AI-5. Com ele se decretou a censura prévia em jornais, revistas, emissoras de TV e também nos 
espetáculos culturais de música, teatro, entre outros. 
Episódio 4: Movimento Sindical 
O quarto episódio da série conta como operários e líderes sindicais da região do ABC Paulista resistiam à falta de 
liberdade e se organizavam por melhores salários e condições de vida. O programa mostra a trajetória dos 
metalúrgicos: da alienação política à campanha pelas eleições diretas em 1984 e como a batalha por melhores 
salários resultou na luta pela redemocratização do Brasil. Histórias dramáticas e curiosas de operários anônimos e 
líderes reconhecidos. 
Acesse http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/? 
lnk=CONTOS-DA-RESISTENCIA& 
selecao=MATDATA&programa=90 
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Bibliografia sobre a 
Ditadura Militar no 
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Brasil
Dossiê Ditadura - Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil 1964- 
1985 
Autor: Imprensa Oficial 
Editora: Imprensa Oficial SP 
1968 : O Diálogo É a Violência - Movimento Estudantil e Ditadura 
Militar no Brasil 
Autor: Vale, Maria Ribeiro do 
Editora: Unicamp 
Brasil - 1964 / 1968 - A Ditadura Já Era Ditadura 
Autor: Silva, Marcos 
Editora: LCTE 
Memória Política , Repressão e Ditadura no Brasil 
Autor: Ansara, Soraia 
Editora: Jurua 
A Ditadura Militar no Brasil - Repressão e Pretensão de 
Legitimidade 
1964-1984 
Autor: Rezende, Maria José de 
Editora: Eduel 
A Ditadura no Brasil - Coleção Por Dentro da História 
Autor: Caldevilla, Vinicius; Loconte, Wanderley 
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Editora: Saraiva
A Resistência da Mulher À Ditadura Militar no Brasil 
Autor: Colling, Ana Maria 
Editora: Rosa dos Tempos 
Desarquivando a Ditadura - Memória e Justiça no Brasil - 2 
Volumes 
Autor: Santos, Cecilia MacDowell; Teles, Edson; Teles, Janaína de Almeida 
Editora: Hucitec 
Fatos da Ditadura Militar no Brasil - Coleção Temas Brasileiros 
Autor: S., Frederico de 
Editora: Martins Editora 
História Indiscreta da Ditadura e da Abertura - Brasil: 1964 - 1985 
Autor: Couto, Ronaldo Costa 
Editora: Record 
OAB X Ditadura Militar - A História de um Período Difícil para as 
Instituições Democráticas no Brasil 
Autor: Souza Filho, Cid Vieira de 
Editora: Quartier Latin 
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Ditadura militar, esquerdas e sociedade 
Autor: Reis Filho, Daniel Aarão 
Editora: J. Zahar 
O fim da Ditadura Militar 
Autor: Kucinski, Bernardo 
Editora: Contexto 
Carlos Marighella: o inimigo número um da ditadura militar 
Autor: José, Emiliano 
Editora: Sol & Chuva 
A Caixa-preta do Golpe de 64 
Autor: Bastos, Paulo de Mello 
Editora: Família Bastos 
A Ditadura Militar no Brasil – Coleções Caros 
Amigos- Doze fasciculos 
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O Golpe de 64 e a Ditadura Militar - Coleção Polêmica 
Autor: Chiavenato, Júlio José 
Editora: Moderna 
O Governo Goulart e o Golpe 64 - Coleção Tudo é História 
Autor: Toledo, Caio Navarro de 
Editora: Brasiliense 
Propaganda e Cinema a Servico Golpe 1962/64 
Autor: Assis, Denise 
Editora: Mauad 
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Organizações armadas contra o regime militar 
Ação Libertadora Nacional (ALN) 
Comando de Libertação Nacional (COLINA) 
MNR 
Movimento de Libertação Popular - Molipo 
Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8] 
PCB 
Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) 
Partido Operário Comunista (POC) 
POLOP 
VAR-Palmares 
Vanguarda Popular Revolucionária (VPR, VAR-P ou VAR-PAL) 
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Principais movimentos de direita 
Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) 
Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad) 
Campanha da Mulher pela Democracia (Camde) - financiada pelo Ipes 
União Cívica Feminina (UCF) - sob orientação do Ipes 
Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (Adce) - ligada ao Ipes 
Movimento Anticomunista (MAC) - formado por universitários 
Frente da Juventude Democrática - formada por estudantes anticomunistas 
radicais 
Comando de Caça aos Comunistas (CCC) - formado por estudantes 
anticomunistas radicais 
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Mais de mil sindicatos de trabalhadores foram fundados até 1964 
Surge o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) 
Pacto de Unidade e Ação (PUA) - ­aliança 
intersindical 
União Nacional dos Estudantes (UNE) 
Ação Popular (católicos de esquerda) 
Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb) - reunindo intelectuais de 
esquerda 
Frente de Mobilização Popular (FMP) - liderada por Leonel Brizola 
União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil 
Ligas camponesas 
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Principais movimentos de 
esquerda
Filmes sobre a Ditadura 
Militar no Brasil 
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Pra frente, Brasil (1983, Brasil, direção: Roberto Farias) – 
Sobre a ditadura militar brasileira nos anos 1970. Um cidadão 
comum é tomado por guerrilheiro, é preso e torturado. 
Ambientado durante a Copa do Mundo de 70, denuncia a 
repressão para-militar do período 
Lamarca (1994, Brasil, direção: Sérgio Resende) – Sobre 
o militar e guerrilheiro Carlos Lamarca (1937-71) que, em 
1969, entrou para a Vanguarda Popular Revolucionária, 
abandonou um quartel em São Paulo e instalou um foco 
guerrilheiro no Vale do Ribeira (SP). Em 1970 comandou o 
seqüestro do embaixador suíço no Rio de janeiro; foi 
morto em 17/09/1971 pelo exército no sertão da Bahia. 
Cabra marcado para morrer (1984, Brasil, direção: 
Eduardo Coutinho) – O diretor rodava um filme sobre o 
Nordeste brasileiro, quando estourou o golpe de 1964. 
Retomou o projeto em 1981, retornando aos mesmos lugares 
e entrevistando as mesmas pessoas, para verificar o que 
tinha ocorrido com elas 
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Que bom te ver viva (1989, Brasil, direção: Lúcia Murat) – Sobre 
a tortura no país. Registro das experiências de oito ex-prisioneiras 
políticas sobre a tortura que sofreram durante a 
ditadura militar. 
Zuzu Angel (2006, Brasil, direção: Sérgio Rezende) – sobre Zuleika 
Angel Jones (conhecida como Zuzu Angel), estilista conhecida 
internacionalmente, que a partir de 1971 passou a procurar seu 
filho Stuart Angel Jones, um militante do movimento MR-8 que foi 
preso, torturado e assassinado nas dependências dos órgãos de 
repressão do Brasil, que negavam o fato e não apresentaram seu 
corpo. 
Araguaya A conspiração do silêncio– A conspiração do 
silêncio (2004, Brasil, direção: Ronaldo Duque) – Uma tentativa de 
retratar a Guerrilha do Araguaia, ocorrida no início da década de 
1970 por militantes do PCdoB. Importante para tomar contato com 
aspectos do período da ditadura militar brasileira. Os documentos 
oficiais referentes a este episódio ainda não foram divulgados e 
nem os restos mortais de 59 guerrilheiros não foram localizados. 
105 min. 
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Batismo de Sangue (2005, Brasil, direção: Helvécio Ratton) – Com 
base na obra de Frei Betto, este filme – que se passa durante os 
anos de chumbo – trata mais do dominicano Frei Tito (e de outros 
quatro frades) do que do próprio período militar. Mas é importante 
para que se tenha consciência da tortura (choques, pau-de-arara, 
prisão incomunicável e outras) implantada no país. 110 
“Golpe de 64” - de Fernando Morais Março de 1964. Os olhos do mundo 
estão voltados para o Brasil. Num planeta dividido entre dois blocos 
antagônicos é cada vez mais difícil manter-se independente. Esquerda ou 
direita? Que rumo tomar? Uma coisa é certa: a solução, infelizmente, não será 
democrática. Neste cenário fervilhante, o processo político se radicaliza a cada 
dia. O fatídico mês avança e a temperatura se eleva. Os comícios reúnem 
centenas de milhares de pessoas, os discursos são mais inflamados do que 
nunca. Nos gabinetes, conspira-se. haverá golpe? Haverá contra-golpe? Os 
americanos estão de prontidão? Não há mais tempo para planejar. É preciso 
agir. E rápido. Os tanques já estão nas ruas. Prepare-se para reviver um dia de 
cão e de chumbo: 31 de março de 64. 
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Ato de Fé – Angelo Rampazzo, 2004 - O filme narra fatos já bem 
conhecidos da luta armada contra a ditadura na voz de alguns de 
seus personagens. Os depoimentos dominam o documentário, 
sobretudo sobre as torturas sofiridas pelos freis dominicanos e sua 
relação com Carlos Marighela. 
Marighella - Retrato Falado do Guerrilheiro" de Silvio Tendler 
Conta a história, as polêmicas, as vitórias e derrotas de Carlos Marighella, um 
dos líderes da luta armada contra a ditadura militar no Brasil. Autor do "Manual 
do Guerrilheiro Urbano" foi fundador da Ação Libertadora Nacional, primeiro 
movimento armado pós-64. Foi homenageado com o filme no ano em que 
completaria 90 anos. 
"O que é isso companheiro?" de Bruno Barreto 
Em 1964, um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns 
anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato 
Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com 
a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a 
luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um 
plano para seqüestrar o embaixador dos Estados Unidos (Alan Arkin) para trocá-lo por 
prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura. 
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Vlado - 30 Anos Depois”de João Batista de Andrade 
No dia 25 de outubro de 1975 o jornalista Vladimir Herzog acorda de manhã e se 
despede da mulher Clarice: ele deve se apresentar ao DOI-CODI, órgão da repressão 
política do regime militar, para um depoimento. Vlado nem imaginava que nunca mais 
voltaria para casa. Naquele fatídico dia ele seria morto. Segundo fonte oficial, teria se 
suicidado na prisão. Neste documentário o diretor João Batista de Andrade ouve 
depoimentos de amigos, familiares, colegas que viveram com Vlado a história, a 
amplitude das perseguições dos anos de chumbo, a trajetória do jornalista, desde sua 
infância até sua posse como Diretor de Jornalismo da TV Cultura de São Paulo e a 
perseguição a ele iniciada naquele momento. Com depoimentos de Clarice Herzog, 
José Mindlin, Ruy Ohtake, Dom Paulo Evaristo Arns, Henry Sobel, Fernando Morais, 
Paulo Markun, João Bosco, Aldir Blanc, Alberto Dines, Diléia Frate, Mino Carta, Rose 
Nogueira. 
O ano em que meus pais saíram de férias" de Cao Hamburguer 
1970. O Brasil e o mundo parecem estar de cabeça para baixo, mas a maior 
preocupação na vida de Mauro, um garoto de 12 anos, tem pouco a ver com a ditadura 
militar que impera no país: seu maior sonho é ver o Brasil tricampeão mundial de 
futebol. De repente, ele é separado dos pais e obrigado a se adaptar a uma "estranha" e 
divertida comunidade - o Bom Retiro, bairro de São Paulo, que abriga judeus e italianos 
entre outras culturas. Uma história emocionante de superação e solidariedade. 
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“Barra 68 – Sem perder a ternura” de Vladimir Carvalho 
A luta de Darcy Ribeiro no início dos anos 60 para criar e implantar a Universidade 
Brasília. E as repetidas agressões sofridas pela UNB, desde o golpe militar de 64 
até os acontecimentos de 1968. Desde os seus primórdios, Brasília foi fortemente 
marcada pelos acontecimentos políticos, como a renúncia de Jânio Quadros e o 
golpe militar de 64. Envolvida, a comunidade conheceu a intranqüilidade e ficou 
estigmatizada pela repressão. Um dos seus bens mais preciosos, a Universidade, 
criada por Darcy Ribeiro, foi agredida em 64, 68 e 77. Na primeira vez a UnB foi 
ocupada por tropas militares e quase perdeu todo o seu corpo docente que 
voluntariamente se demitiu em protesto célebre. A crise se arrastou por quatro 
longos anos e em l968, com o movimento deflagrado em reação ao assassinato de 
Edson Luís, no Rio de Janeiro, as ruas de Brasília assistiram aos embates entre 
estudantes e a polícia. As famílias sobressaltadas procuravam alento nos ofícios 
religiosos, enquanto cerca de 5OO jovens eram detidos numa praça de esportes 
no campus da UnB. Tudo culmina, depois de lances dramáticos com a prisão de 
parlamentares, o fechamento do Congresso Nacional e a promulgação do AI-5. 
Essa trajetória é resgatada através da urdidura de depoimentos, casos e histórias 
mesclados às raras imagens e sons que ficaram e perfazem, de uma época, uma 
memória imperfeita, mas sempre verdadeira. 
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Jânio a 24 quadros (1981, Brasil, direção: Luiz Alberto Ferreira) – A 
vida política do ex-presidente, mas com pouca profundidade na 
análise histórica. 
Jango (1984, Brasil, direção: Sílvio Tendler) – Coletânea de filmes, 
fotos, documentários e entrevistas sobre a carreira política de João 
Goulart. Do tempo em que era Ministro do Trabalho de Vargas à sua 
morte no exílio. 
O homem que virou suco (1980, Brasil, direção: João Batista de 
Andrade) – Trata sobre migração e marginalidade urbana no Brasil no período. 
Um cantor de cordel é confundido pela polícia com um operário que 
esfaqueou o patrão 
Hércules 56" de Silvio Da-Rin 
Em 1969, em plena ditadura no Brasil, duas organizações revolucionárias 
raptaram o embaixador americano Charles Elbrick e exigiram a libertação de 
quinze presos políticos, levados ao México no avião Hércules, prefixo 56. Neste 
documentário, os nove remanescentes do grupo e cinco membros da 
organização responsáveis pelo seqüestro discutem as causas e conseqüências 
da luta armada contra o regime militar. 
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Investigação sobre a gênese do movimento sindical de São Bernardo do Campo entre os 
anos de 1978 e 1981, quando se produziram as maiores greves de metalúrgicos na região, 
desafiando a repressão do final da ditadura militar. Radiografa-se a cidade no calor da 
grande efervescência das assembléias no estádio da Vila Euclides, onde os operários 
decidiam os novos rumos do movimento. As greves de 1979 e 1980 levaram à intervenção 
federal no Sindicato dos Metalúrgicos, à prisão de líderes, como Luís Inácio da Silva, 
processados com base na Lei de Segurança Nacional. 
Documentário sobre a história pessoal de trabalhadores da indústria metalúrgica do ABC 
paulista que tomaram parte no movimento grevista de 1979 e 1980, mas permaneceram em 
relativo anonimato. Eles falam de suas origens, de sua participação no movimento e dos 
caminhos que suas vidas trilharam desde então. Exibem souvenirs das greves, recordam os 
sofrimentos e recompensas do trabalho nas fábricas, comentam o efeito da militância política no 
âmbito familiar, dão sua visão pessoal de Lula e dos rumos do país. O filme foi rodado no 
período final da campanha presidencial de 2002. 
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Linha de Montagem,( Rento Tapajós, 1982) 
Os peões, (Eduardo Coutinho, 2004) 
Eles não usam Black-tie,( Leon 
Hirszman,1981) 
Um operário engravida a namorada e resolve se casar. Paralelamente, inicia-se um 
movimento grevista na empresa onde trabalha, liderado por seu próprio pai. O 
personagem resolve furar a greve para garantir o emprego, mas sua decisão provoca 
enorme conflito com seu pai.
Abc da Greve, (Leon Hirszman, 1979) 
O filme cobre os acontecimentos na região do ABC paulista, acompanhando a trajetória do 
movimento de 150 mil metalúrgicos em luta por melhores salários e condições de vida. 
Sem obter êxito em suas reivindicações, decidem-se pela greve, afrontando o governo 
militar. Este responde com uma intervenção no sindicato da categoria. Mobilizando 
numeroso contingente policial, o governo inicia uma grande operação de repressão. Sem 
espaço para realizar suas assembléias, os trabalhadores são acolhidos pela igreja. 
Passados 45 dias, patrões e empregados chegam a um acordo. Mas o movimento sindical 
nunca mais foi o mesmo 
Braços Cruzados, Máquinas Paradas” de Roberto Gervitz, Sérgio Toledo, 
São Paulo, 1978. Três chapas disputam a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São 
Paulo, o maior da América Latina, com 300.000 associados, e presidido por um "pelego", 
desde o golpe militar de 1964. Em meio às eleições, eclodem as primeiras greves 
operárias que iriam mudar o país. 
Braços Cruzados, Máquinas Paradas revela, em narrativa envolvente, como funciona a 
estrutura sindical brasileira, de inspiração fascista. É também o primeiro documentário 
de longa-metragem sobre as chamadas "greves espontâneas", ocorridas em São Paulo, 
10 anos após a decretação do AI-5. Tais greves, que culminaram em um amplo 
movimento social que traria de volta a democracia ao país, estão na base dos 
acontecimentos que levaram à eleição do primeiro presidente operário da América 
Latina. 
arnaldolemos@uol.com.br
Pixote – A lei do mais fraco (1980, Brasil, direção: Hector Babenco) – Sobre 
menores abandonados no Brasil no período após 64. Menores fogem de um 
reformatório e passam a viver com uma prostituta. Um retrato dos menores 
abandonados das grandes cidades brasileiras 
Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977, Brasil, direção: Hector 
Babenco) – Sobre um marginal consciente que, pouco antes de morrer, revelou 
certos aspectos da corrupção policial. Trata da história de um bandido que 
exerceu certo fascínio sobre faixas da população carioca nos anos 70. 
Amazônia em Chamas (The Burning Season; 1994, EUA, direção: 
John Frankenheimer) – Uma visão de Hollywood sobre fatos que marcaram 
a vida de Chico Mendes (1944-88), o famoso sindicalista e ambientalista de 
Xapuri (AC 
Quase dois irmãos” de Lúcia Murat 
Miguel é um senador que decide reencontrar Jorge, um antigo amigo de infância 
e atualmente poderoso traficante de drogas do Rio de Janeiro, para negociar um 
projeto social nas favelas. De origens diferentes, eles se tornaram amigos na 
década de 1950. Nos anos 70, reencontraram-se na prisão de Ilha Grande, onde 
os brancos eram prisioneiros políticos e os negros, criminosos comuns. 
arnaldolemos@uol.com.br
Terra para Rose (1987, Brasil, direção: Tetê Morares) – A partir da história de 
Rose, uma gaúcha sem-terra, este documentário fala das 1.500 famílias que 
ocuparam a improdutiva Fazenda Annoni (RS). Era o momento de transição após 
regime militar e o início do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) 
no Brasil. Rose deu à luz ao primeiro bebê nascido no acampamento. 
O Sonho de Rose (2.000, Brasil, direção: Tetê Morares) – Dez anos após o 
filme Terra para Rose, ocorreu este reencontro com personagens da ocupação da 
Fazenda Annoni. O documentário acompanha a trajetória dos agricultores sem-terra, 
narra os resultados dos assentamentos, seus conflitos e vai atrás dos filhos 
de Rose. Importante para quem é contrário à reforma agrária. 
Os anos JK – Silvio Tendler - 1954: suicídio de Getúlio Vargas. 1955: crise 
política ameaça a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek. 1956: JK 
assume a presidência. Promete democracia e desenvolvimento. Supera crises e 
crises. Começa a construção de Brasília. Brasil muda de tom. 1960: JK inaugura 
Brasília. 1961: JK dá posse a seu sucesso Jânio Quadros. Sete meses depois 
Jânio renuncia. Crise. 1964: Golpe Militar instaura ditadura. JK é cassado. Dez 
anos de história. Muitas crises. O governo JK é um exercício de democracia. O 
Brasil ferve. Os anos JK. Ver para não esquecer. Margarida de Prata, CNBB 
Festival de Gramado - Melhor Montagem, Prêmio Especial do Júri, Associação 
Paulista de Críticos de Arte - Melhor Montagem 
arnaldolemos@uol.com.br
“Companheiras” - 2010- direção Breno Queirós – video 
produzido por um grupo de concluintes do curso de Jornalismo da Puc- 
Campinas. Depoimentos de companheiras de presos políticos que foram 
assassinados pela ditadura militar, 
arnaldolemos@uol.com.br

A ditadura militar_no_brasil

  • 1.
    arnaldolemos@uol.com.br A DITADURAMILITAR NO BRASIL 1964 - 1984
  • 2.
    ANTECEDENTES : Odebate sobre o I 1964/1969 PERÍODO INSTITUCIONALIZAÇÃO DA NOVA ORDEM Castelo Branco(1964-1967) Costa e Silva (1967-1969 II 1969/1974 – O MILAGRE ECONÔMICO OS ANOS DE CHUMBO Medici 1969/1074 III 1973/1979 - A CRISE – O FIM DO MILAGRE A ABERTURA Geisel (1974-1978) IV 1979- 1984 -ABERTURA E TRANSIÇÃO arnaldolemos@uol.com.br Figueiredo (1979-1985) ETAPAS DA DITADURA MILITAR desenvolvimento brasileiro O governo Jango (1961-1964) A noite do Golpe
  • 3.
    arnaldolemos@uol.com.br DECADA DE60 ANTECEDENTES : O debate sobre o Debate entre dois projetos políticos que começou no governo Getulio Projeto Nacional- Desenvolvimentista Projeto Desenvolvimentista desenvolvimento brasileiro
  • 4.
    arnaldolemos@uol.com.br ANTECEDENTES :O debate sobre o desenvolvimento brasileiro 1962 Governo João Goulart Reformas de base UNE CPC (Centro popular de Cultura) Teatro Musica Canção do Subdesaenvolvido, Carlos Lira Critica à dependência cultural, política e econômica do pais desde o Descobrimento Para ouvir acesse : http://www.youtube.com/watch?v=opFt_gLoA5A
  • 5.
    arnaldolemos@uol.com.br “O Brasilé uma terra de amores, Alcatifada de flores, Onde a brisa fala amores, Nas lindas tardes de abril. Correi pras bandas do Sul. Debaixo de um céu de anil, Encontrareis um gigante deitado: Santa Cruz, hoje o Brasil. Mas um dia o gigante despertou (ooaahhh!). Deixou de ser gigante adormecido. E dele um anão se levantou. Era um país subdesenvolvido Subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido (bis) E passado o período colonial, O país passou a ser um bom quintal. E depois de dada a conta a Portugal Instalou-se o latifúndio nacional .. (Ai) Subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido Então o bravo brasileiro (iehéé), Em perigos e guerras esforçados (iehéé), Mais que prometia a força humana Plantou couve, colheu banana. Bravo esforço do povo brasileiro Mandou vir capital lá do estrangeiro. Subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido. As nações do mundo para cá mandaram Seus capitais tão desinteressados. As nações coitadas só queriam ajudar, não é? Aquela ilha velha não roubou ninguém, País de poucas terras só nos fez um bem Um Big Ben Um big ben , bom, bem, bom Nos deu luz (ah) Tirou ouro (oh) Nos deu trem (ah) Mas levou o nosso tesouro Subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido
  • 6.
    arnaldolemos@uol.com.br Mas datahouve em que se acabaram os tempos duros e sofridos Porque um dia aqui chegaram os capitais dos países amigos. País amigo, desenvolvido, País amigo, país amigo, Amigo do subdesenvolvido País amigo, país amigo. E os nossos amigos americanos Com muita fé, com muita fé, Nos deram dinheiro e nos plantamos Só café, só café. É uma terra em que se plantando tudo dá. Pode-se plantar tudo que quiser Mas eles resolveram que nos devíamos plantar Só café, só café Bento que bento o frade, frade. Na boca do forno, forno. Tirai um bolo, bolo Fareis tudo que seu mestre mandar? Faremos todos, faremos todos, faremos todos. Começaram a nos vender e nos comprar. Comprar borracha, vender pneu. Comprar minério, vender navio. Pra nossa vela, vender pavio. Só mandaram o que sobrou de lá: Matéria plástica, que entusiástica, Que coisa elástica, que coisa drástica, Rock balada, filme de mocinho, Ar refrigerado e chiclete de bola (pop) E coca cola. Subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido.
  • 7.
    arnaldolemos@uol.com.br O povobrasileiro tem personalidade. Não se impressiona com facilidade Embora pense como americano “Uuuuuuu, I’m going to kill that indian before he kills me (pinim...) Embora dance como americano Ta-ta-ta-ta, ta-ta-ta-ta Embora cante como americano Eh boi, lá, lá, lá, Eh roçado bão, lá, lá, lá, O melhor do meu sertão, lá, lá, lá Comeram o boi. O povo brasileiro, embora pense, cante e dance como americano Não come como americano, Não bebe como americano, Vive menos, sofre mais Isso é muito importante Muito mais do que importante Pois difere o brasileiro dos demais Personalidade, personalidade, personalidade sem igual, Porém, Subdesenvolvida, subdesenvolvida, Essa é que é a vida nacional.” Para ouvir acesse : http://www.youtube.com/watch?v=opFt_gLoA5A
  • 8.
    arnaldolemos@uol.com.br Projeto Nacional- Desenvolvimentista População Distribuição de Renda 50% 30% 15% 5% 17,91% 27,92% 26,66% 27,69% 80% dos consumidores salarios Mercadoria de bens não duraveis sindicatos greves alimentos Para isso : lei - eleições - partidos Pequenas propriedades
  • 9.
    arnaldolemos@uol.com.br Projeto Desenvolvimentista 20% dos consumidores Modernização do país 2ªabertura dos portos Brasilia Industria automobilistica JK Mercado exterior Latifundio exportação mecanização
  • 10.
    arnaldolemos@uol.com.br Para isso Ideologia do automovel Estradas de rodagem Dinheiro do Estado Emissão Empréstimo externo Inflação Aumento da dívida 20% dos consumidores Aumentar o salário da classe media Achatar o salário dos 80% Imobilizar politicamente os 80%
  • 11.
    arnaldolemos@uol.com.br PPrroojjeettooss AAlliiaaddooss iiddeeoollóóggiiccooss ddaa 11ºpprroojjeettoo  8800%%  SSiinnddiiccaattooss  TTrraabbaallhhaaddoorreess  MMoovviimmeennttooss SSoocciiaaiiss AAlliiaaddooss iiddeeoollóóggiiccooss ddaa 22º pprroojjeettoo CCllaassssee mmeeddiiaa ee aallttaa((2200%%)) OOss qquuee ggoossttaamm ddee oorrddeemm ee sseegguurraannççaa FFoorrççaass AArrmmaaddaass((EESSGG)) AAnnttii--ccoommuunniissttaass PPoovvoo :: iinniimmiiggoo iinntteerrnnoo
  • 12.
    arnaldolemos@uol.com.br Golpe de31 de março de 1964 13 de março 19 de março vitoria do segundo projeto comicio pelas reformas ou Comicio da Central, organizado pela CGT Marcha da Família com Deus pela Liberdade, organizada pela União Cívica Feminina, IPES e com as bênção da Igreja Católica
  • 13.
    arnaldolemos@uol.com.br 30 demarço : discurso de Jango no Automovel Clube do Rio 31 de março: tropas do General Olimpio Mourão Filho( 4ª região militar- MG) movimentam-se para o Rio “Não admitirei o golpe das reacionários” “O exercito dormiu janguista. O exercito acordou revolucionario” (Elio Gaspari)
  • 14.
    arnaldolemos@uol.com.br 1964/1969 --PERÍODO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DA NOVA ORDEM
  • 15.
    arnaldolemos@uol.com.br Atos Ins titu cio nais legitimação e legalização das ações políticas dos militares. De 1964 a 1969 são decretados 17 atos institucionais regulamentados por 104 atos complementares. O governo divulgou que seu objetivo era combater a "corrupção e a subversão
  • 16.
    1964/1969 -- PERÍODODE INSTITUCIONALIZAÇÃO DA NOVA ORDEM arnaldolemos@uol.com.br AI -1 – suspende a constituição de 1946, organizações de base, sindicatos, ligas camponesas, UNE, centros acadêmicos), cassação de direitos politicos de centenas de pessoas AI-2 – após eleições dos governadores, cassa JK (candidato a presidente), prorroga Castelo Branco até 67, não há mais eleições diretas (presidente e governador), bipartidarismo (Arena e MDB)
  • 17.
    arnaldolemos@uol.com.br AI- 3determinava eleições indiretas para governadores e nomeação dos prefeitos das capitais. AI-4 – Convocação do Congresso Nacional para a votação e promulgação do projeto de Constituição, que revogava definitivamente a Constituição de 1946.
  • 18.
    lutas com criatividade(encontros da UNE) subversão, clandestinidade. Festivais de música (tratado político) arnaldolemos@uol.com.br Reação estudantil Um grupo do CCC(Comando de Caça aos Cmunistas) invade o teatro Galpão em São Paulo, em 1968, e espanca o elenco da peça Roda Viva
  • 19.
    Roda Viva- ChicoBuarque arnaldolemos@uol.com.br Tem dias que a gente se sente Como quem partiu ou morreu A gente estancou de repente Ou foi o mundo então que cresceu... A gente quer ter voz ativa No nosso destino mandar Mas eis que chega a roda viva E carrega o destino prá lá ... Roda mundo, roda gigante Roda moinho, roda pião O tempo rodou num instante Nas voltas do meu coração... A gente vai contra a corrente Até não poder resistir Na volta do barco é que sente O quanto deixou de cumprir Faz tempo que a gente cultiva A mais linda roseira que há Mas eis que chega a roda viva E carrega a roseira prá lá... Roda mundo, roda gigante Roda moinho, roda pião O tempo rodou num instante Nas voltas do meu coração... A roda da saia mulata Não quer mais rodar não senhor Não posso fazer serenata A roda de samba acabou... A gente toma a iniciativa Viola na rua a cantar Mas eis que chega a roda viva E carrega a viola prá lá... Roda mundo, roda gigante Roda moinho, roda pião O tempo rodou num instante Nas voltas do meu coração... O samba, a viola, a roseira Que um dia a fogueira queimou Foi tudo ilusão passageira Que a brisa primeira levou... No peito a saudade cativa Faz força pro tempo parar Mas eis que chega a roda viva E carrega a saudade prá lá ... Roda mundo, roda gigante Roda moinho, roda pião O tempo rodou num instante Nas voltas do meu coração...(4x) Para ouvir: http://www.youtube.com/watch? v=HRFw5u5wR4c
  • 20.
    - Rebelião da juventude – Paris, Alemanha, México arnaldolemos@uol.com.br 1968 Movimento Hippie Poder Negro Marcuse Brasil – passeatas morte de Edson Luis FIC ( Vandré : Para não dizer que não falei de flores) 7 de setembro – Marcio Moreira Alves
  • 21.
    A repressão proporcionou uma riqueza cultural imensurável devido à atmosfera de tensão vivida arnaldolemos@uol.com.br 1968 Sem outra opção, era pelo povo. preciso encontrar uma maneira de protestar através da arte. Dentre toda a produção musical do período ditatorial, “ Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré, foi um hino de resistência ao regime militar.
  • 22.
    Pra Não DizerQue Não Falei Das FloresGe rComposição: Geraldo Vandré aldo Vandré arnaldolemos@uol.com.br Caminhando e cantando E seguindo a canção Somos todos iguais Braços dados ou não Nas escolas, nas ruas Campos, construções Caminhando e cantando E seguindo a canção... Vem, vamos embora Que esperar não é saber Quem sabe faz a hora Não espera acontecer...(2x) Pelos campos há fome Em grandes plantações Pelas ruas marchando Indecisos cordões Ainda fazem da flor Seu mais forte refrão E acreditam nas flores Vencendo o canhão... Vem, vamos embora Que esperar não é saber Quem sabe faz a hora Não espera acontecer...(2x) Para ouvir acesse: http://www.youtube.com/watch? v=PDWuwh6edkY
  • 23.
    arnaldolemos@uol.com.br Há soldadosarmados Amados ou não Quase todos perdidos De armas na mão Nos quartéis lhes ensinam Uma antiga lição: De morrer pela pátria E viver sem razão... Vem, vamos embora Que esperar não é saber Quem sabe faz a hora Não espera acontecer...(2x) Nas escolas, nas ruas Campos, construções Somos todos soldados Armados ou não Caminhando e cantando E seguindo a canção Somos todos iguais Braços dados ou não... Os amores na mente As flores no chão A certeza na frente A história na mão Caminhando e cantando E seguindo a canção Aprendendo e ensinando Uma nova lição... Vem, vamos embora Que esperar não é saber Quem sabe faz a hora Não espera acontecer...(4x)
  • 24.
  • 25.
    arnaldolemos@uol.com.br AI-5 RecessoParlamentar : fechamento do Congresso Plenos poderes para o Presidente arbitrariamente intervir em estados e municípios Prerrogativa presidencial: suspender direitos politicos e cassação de mandatos Ficava extinto, em caso de crimes políticos ou contra a economia, o habeas corpus. O presidente poderia decretar, a qualquer momento, estado de sitio,
  • 26.
    arnaldolemos@uol.com.br AI-5 Decreto477 Lei da Segurança Nacional SNI (futuros presidentes) Ciex – Dói-Codi Cenimar Cisa 200 mil dedos-duros Oban Esquadrão da Morte Fleury
  • 27.
    arnaldolemos@uol.com.br Opções -1. Estudar 2. Exílio 3. Luta armada - urbana - rural Caça às bruxas Universidade de Brasília USP Federal do Rio Colégio Vocacional
  • 28.
    arnaldolemos@uol.com.br 1969/1973 OMILAGRE ECONÔMICO OS ANOS DE CHUMBO
  • 29.
    1969/1973 – OMILAGRE ECONÔMICO arnaldolemos@uol.com.br Delfim Neto
  • 30.
    1969/1973 – OMILAGRE ECONÔMICO arnaldolemos@uol.com.br Período de intenso crescimento econômico e de posterior endividamento. O PIB do Brasil cresceu acima de 10% ao ano, em média, apesar da inflação, que oscilou entre 15% e 20% ao ano, Grande concentração de renda, com redução dos salários reais acentuação da desigualdade social e aumento da pobreza, com cerceamento às liberdades individuais associado à repressão politica
  • 31.
    1969/1973 – OMILAGRE ECONÔMICO arnaldolemos@uol.com.br 1970 50% = 14,91 30% = 22,85 15% = 27,38 5% = 34,86 Supermercados Shoppings Industria -------- mercadoria ------- consumidor Repressão X euforia dos consumidores Ideologia Brasil, ame-o ou deixe-o Ninguém segura este país.
  • 32.
    arnaldolemos@uol.com.br Brasil Ilhade tranquilidade 3ª abertura dos portos petrodolares Aumento da dívida externa Construção de infra-estrutura Pólo químico da Bahia Industria de base Grandes projetos Transamazônica Rio-Niteroi Usinas Energia Nuclear Ferrovia do aço
  • 33.
    1969/1973 – OSANOS DE CHUMBO arnaldolemos@uol.com.br A expressão anos de chumbo foi aplicada inicialmente a um fenômeno da Europa Ocidental, relacionado com a Guerra Fria e com a estratégia de tensão. Anos 70/80 : anos marcados por violência política, luta armada e terrorismo de esquerda e de direita, bem como pelo endurecimento do aparato repressivo dos estados democráticos da Europa Ocidental.
  • 34.
    arnaldolemos@uol.com.br Anos de Chumbo do Ai-5 em 13 de dezembro daquele ano, até o final do governo Médici, em março de 1974 feroz combate entre a extrema- esquerda de um lado, e de outro, o aparelho repressivo policial-militar do Estado. O governo é apoiado por organizações paramilitares e grandes empresas.
  • 35.
    arnaldolemos@uol.com.br Durante esseperíodo, houve "desaparecimento" e morte de milhares de militantes, políticos e estudantes de esquerda. A liberdade de imprensa, de expressão e manifestação foram cerceadas. Por outro lado, alguns noticiários, como o Jornal Nacional, tentavam transmitir a imagem de um Brasil democrático e retratavam o evidente desenvolvimento nacional.
  • 36.
    arnaldolemos@uol.com.br 1969 Operação Bandeirante(OBAN) Sequestro do Embaixador Americano Esquadrão da Morte Assassinato de Marighela(ALN) 1970 Guerrilhas contra o regime militar espalham-se na cidade e no campo Copa do Mundo
  • 37.
    Apesar De Você CChico Buarque Vendo circular pelas ruas os automóveis com o adesivo “Brasil: ame-o ou deixe-o“, Chico Buarque se viu obrigado a reagir com sua melhor arma: a música. E assim nasceu “Apesar de você”: A música foi adotada como hino de resistência aos militares quando um jornal publicou uma notinha dizendo que “você”na arnaldolemos@uol.com.br verdade, era o general Médici. Chamado para depor, Chico disse que a música era para uma mulher muito mandona, mas não colou. A música foi proibida de ser executada e todos os compactos recolhidos e queimados.
  • 38.
    arnaldolemos@uol.com.br Apesar DeVocê Chico Buarque Composição: Chico Buarque (Crescendo) Amanhã vai ser outro dia x 3 Hoje você é quem manda Falou, tá falado Não tem discussão, não. A minha gente hoje anda Falando de lado e olhando pro chão Viu? Você que inventou esse Estado Inventou de inventar Toda escuridão Você que inventou o pecado Esqueceu-se de inventar o perdão (Coro) Apesar de você amanhã há de ser outro dia Eu pergunto a você onde vai se esconder Da enorme euforia? Como vai proibir Quando o galo insistir em cantar? Água nova brotando E a gente se amando sem parar Quando chegar o momento Esse meu sofrimento Vou cobrar com juros. Juro! Todo esse amor reprimido, Esse grito contido, Esse samba no escuro Você que inventou a tristeza Ora tenha a fineza de "desinventar" Você vai pagar, e é dobrado, Cada lágrima rolada Nesse meu penar (Coro2) Apesar de você Amanhã há de ser outro dia. Ainda pago pra ver O jardim florescer Qual você não queria Você vai se amargar Vendo o dia raiar Sem lhe pedir licença E eu vou morrer de rir E esse dia há de vir antes do que você pensa Apesar de você (Coro3) Apesar de você Amanhã há de ser outro dia Você vai ter que ver A manhã renascer E esbanjar poesia Como vai se explicar Vendo o céu clarear, de repente, Impunemente? Como vai abafar Nosso coro a cantar, Na sua frente. Apesar de você (Coro4) Apesar de você Amanhã há de ser outro dia. Você vai se dar mal, etc e tal, Para ouvir acesse:http://www.youtube.com/watch? v=R7xRtSUunEY
  • 39.
    Calice – ChicoBuarque e Gilberto Gil arnaldolemos@uol.com.br "Cálice" é uma canção escrita e interpretada por Chico Buarque e Gilberto Gil em 1973. Na canção percebe-se um elaborado jogo de palavras para despistar a censura da ditadura militar. A palavra-título, por exemplo, é cantado pelo coral que acompanha o cantor de forma a soar como um raivoso "Cale-se!". A canção teve sua execução proibida durante anos no Brasil. Na versão, Milton Nascimento canta os versos de Gil. Para ouvir acesse: http://www.youtube.com/watch?v=wV4vAtPn5-Q
  • 40.
    arnaldolemos@uol.com.br Cálice ChicoBuarque Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue... (2x) Como beber Dessa bebida amarga Tragar a dor Engolir a labuta Mesmo calada a boca Resta o peito Silêncio na cidade Não se escuta De que me vale Ser filho da santa Melhor seria Ser filho da outra Outra realidade Menos morta Tanta mentira Tanta força bruta... Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue... Como é difícil Acordar calado Se na calada da noite Eu me dano Quero lançar Um grito desumano Que é uma maneira De ser escutado Esse silêncio todo Me atordoa Atordoado Eu permaneço atento Na arquibancada Prá a qualquer momento Ver emergir O monstro da lagoa... Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue... De muito gorda A porca já não anda (Cálice!) De muito usada A faca já não corta Como é difícil Pai, abrir a porta Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálic Como beber Dessa bebida amarga Tragar a dor Engolir a labuta Mesmo calada a boca Resta o peito Silêncio na cidade Não se escuta De que me vale Ser filho da santa Melhor seria Ser filho da outra Outra realidade Menos morta Tanta mentira Tanta força bruta...
  • 41.
    arnaldolemos@uol.com.br Pai! Afastade mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue... De muito gorda A porca já não anda (Cálice!) De muito usada A faca já não corta Como é difícil Pai, abrir a porta (Cálice!) Essa palavra Presa na garganta Esse pileque Homérico no mundo De que adianta Ter boa vontade Mesmo calado o peito Resta a cuca Dos bêbados Do centro da cidade... Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue... Talvez o mundo Não seja pequeno (Cale-se!) Nem seja a vida Um fato consumado (Cale-se!) Quero inventar O meu próprio pecado (Cale-se!) Quero morrer Do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!) Quero perder de vez Tua cabeça (Cale-se!) Minha cabeça Perder teu juízo (Cale-se!) Quero cheirar fumaça De óleo diesel (Cale-se!) Me embriagar Até que alguém me esqueça (Cale-se!)
  • 42.
    1973 -1979 –Acrise : o fim do milagre arnaldolemos@uol.com.br
  • 43.
    1973 -1979 –Acrise : o fim do milagre Aumento dos preços arnaldolemos@uol.com.br Crise externa A crise do petróleo Crise interna Esgotamento da capacidade de consumo da classe media Sobe o numero de carnets Queima de estoque industria Fim da ilusão Diminui a capacidade produtiva ociosidade desemprego Nova força de trabalho subemprego Caos social marginalidade policia violência
  • 44.
    1973 -1979 –Acrise : o fim do milagre arnaldolemos@uol.com.br
  • 45.
    arnaldolemos@uol.com.br Classe Media Deixa de consumir Questiona o modelo 1974: voto na oposição Governo Duas táticas Crise política Crise econômica Crise econômica É preciso pagar os juros e as amortizações da dívida externa
  • 46.
    arnaldolemos@uol.com.br Crise econômica agricultura Incentivar o latifundio : “exportar é o que importa” incentivos fiscais: isenção de impostos Mão de obra barata: “boias-frias” Destruição da pequena propriedade que produzia alimentos para o mercado interno: êxodo rural Aumento do preço dos alimentos Importação de alimentos: aumento da dívida industria Isenção de impostos para exportação Começa a faltar dinheiro para o Estado Políticas sociais são afetadas
  • 47.
    arnaldolemos@uol.com.br Crise econômica solução Fabricar dinheiro : inflação Aumento de imposto da classe media : Letras do tesouro e ORNT para os ricos comprarem. O rico só compra com juros altos : aumenta a dívida interna Temos que pagar a divida externa e a divida interna solução Emprestar mais para pagar juros da dívida externa Jogar mais letras no mercado Circulo financeiro da especulação Cigarro. Energia eletrica Imposto de renda
  • 48.
    arnaldolemos@uol.com.br Crise política 1970 Organização da sociedade civil Movimentos de reivindicação Comunidades eclesiais de base Movimento custo de vida Renascimento do movimento estudantil Sindicatos:ABC – novas lideranças Movimento dos camponeses Foros políticos de debates ABI OAB SBPC Igreja Táticas do governo 76 - Lei Falcão 77 – Pacote de Abril
  • 49.
    arnaldolemos@uol.com.br Crise política A repressão se empenha para desarticular a guerrilha urbana, prendendo, matando e torturando. 1971 1973 Golpe Militar no Chile: Pinochet 1974 Derrota da Guerrilha do Araguaia Eleição de senadores de oposição 1975 Morre Vladimir Herzog 1976 Terrorismo de direita 1977 Intensificam-se os movimentos da sociedade civil contra a ditadura
  • 50.
    1979- 1984 -Aberturae transição arnaldolemos@uol.com.br
  • 51.
    1979- 1984 -Aberturae transição arnaldolemos@uol.com.br Crise econômica Segunda crise internacional Novo aumento do petroleo Aumento do juros internacionais Baixam os preços da matéria prima e produtos agrícolas Aumentam os preços da tecnologia e produtos industrializados Daí – mais empréstimos ---aumenta a dívida –aumenta o latifundio para exportar Setembro de 1982 O Banco do Brasil em Nova York declarou-se sem fundo FMI – cartas de intenções
  • 52.
    1979 : Anistia– movimento de toda a sociedade civil arnaldolemos@uol.com.br Crise política
  • 53.
    arnaldolemos@uol.com.br Fim dadécada de 70. A pressão para uma abertura democrática no Brasil vem de todas as formas, mas é duramente reprimida. Havia os exilados, os presos, os torturados e o resto, que não tinha armas com que lutar contra o governo, embora também não pudesse continuar como estava. Isso só acabaria com a Lei da Anistia, sancionada no mesmo ano de criação da musica “O Bêbado e a Equilibrista” , de João Bosco– (a utopia e a esperança ) que traz, em cada verso, um pequeno pedaço de cada batalha. Para ouvir acesse: http://www.youtube.com/watch? v=6kVBqefGcf4
  • 54.
    arnaldolemos@uol.com.br Caía atarde feito um viaduto E um bêbado trajando luto Me lembrou Carlitos... A lua Tal qual a dona do bordel Pedia a cada estrela fria Um brilho de aluguel E nuvens! Lá no mata-borrão do céu Chupavam manchas torturadas Que sufoco! Louco! O bêbado com chapéu-coco Fazia irreverências mil Prá noite do Brasil. Meu Brasil!... Que sonha com a volta Do irmão do Henfil. Com tanta gente que partiu Num rabo de foguete Chora! A nossa Pátria Mãe gentil Choram Marias E Clarisses No solo do Brasil...Mas sei, que uma dor Assim pungente Não há de ser inutilmente A esperança... Dança na corda bamba De sombrinha E em cada passo Dessa linha Pode se machucar... Azar! A esperança equilibrista Sabe que o show De todo artista Tem que continuar...
  • 55.
    arnaldolemos@uol.com.br Tô Voltando Composição: Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós Pode ir armando o coreto E preparando aquele feijão preto Eu tô voltando Põe meia dúzia de Brahma pra gelar Muda a roupa de cama Eu tô voltando Leva o chinelo pra sala de jantar Que é lá mesmo que a mala eu vou largar Quero te abraçar, pode se perfumar Porque eu tô voltando Dá uma geral, faz um bom defumador Enche a casa de flor Que eu tô voltando Pega uma praia, aproveita, tá calor Vai pegando uma cor Que eu tô voltando Faz um cabelo bonito pra eu notar Que eu só quero mesmo é despentear Quero te agarrar Pode se preparar porque eu tô voltando Põe pra tocar na vitrola aquele som Estréia uma camisola Eu tô voltando Dá folga pra empregada Manda a criançada pra casa da avó Que eu to voltando Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar Telefone não deixa nem tocar Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando! Para ouvir acesse: http://www.youtube.com/watch? v=Ka_l9wyY7vU
  • 56.
    arnaldolemos@uol.com.br 1980 :reforma partidaria repressão às greves do ABC A questão da terra greve dos professores Crise política
  • 57.
    arnaldolemos@uol.com.br 1981 :Atentados da direita Atentado do Rio Centro Pacote eleitoral Crise política
  • 58.
    arnaldolemos@uol.com.br Crise política vitoria da oposição: Tancredo, Brizola, Montoro Greves de inumeras categorias de trabalhadores 1982 1983 Fundação da CUT
  • 59.
    arnaldolemos@uol.com.br Crise política 1984 Diretas Já MST 1985 Eleição de Tancredo Neves
  • 60.
    arnaldolemos@uol.com.br O fimdo governo militar O final do governo militar de 1964 Em 8 de maio de 1985, o Congresso Nacional aprovou emenda constitucional que acabava com os últimos vestígios da ditadura.
  • 61.
    arnaldolemos@uol.com.br Vai passarnessa avenida um samba popular Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais Que aqui sangraram pelos nossos pés Que aqui sambaram nossos ancestrais Num tempo página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória Das nossas novas gerações Dormia a nossa pátria mãe tão distraída sem perceber que era subtraída Em tenebrosas transações Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes Erguendo estranhas catedrais E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval, Vai passar nessa avenida um samba popular Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais Que aqui sangraram pelos nossos pés Que aqui sambaram nossos ancestrais Num tempo página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória Das nossas novas gerações Dormia a nossa pátria mãe tão distraída sem perceber que era subtraída Em tenebrosas transações Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes Erguendo estranhas catedrais E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval, o carnaval, o carnaval Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos O bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do boulevard Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar A evolução da liberdade até o dia clarear Ai que vida boa, ô lerê, ai que vida boa, ô lará O estandarte do sanatório geral vai passar Ai que vida boa, ô lerê, ai que vida boa, ô lará O estandarte do sanatório geral... vai passar Vai Passar Chico Buarque Composição: Chico Buarque e Francis http://www.youtube.com/watch?v=9A_JrsJF6mM
  • 62.
    Para ilustrar osacontecimentos da Ditadura Militar, veja os videos da TV Camara, CONTOS DA RESISTÊNCIA. arnaldolemos@uol.com.br
  • 63.
    Episódio 1: Estudantese Igreja : O primeiro episódio de Contos da Resistência retrata a atuação de estudantes e da Igreja contra a ditadura militar. Relatos emocionantes de presos políticos e vítimas do regime marcam o documentário. Episódio 2: Congresso O segundo episódio da série Contos da Resistência enfoca as relações políticas entre Congresso Nacional e governos militares. O objetivo da série de documentários é esclarecer fatos políticos dos 20 anos de ditadura militar, iniciada em março de 1964, explicar como se davam as ações de poder e dominação do governo central, e como o Congresso foi, ao mesmo tempo, núcleo de resistência e caixa de ressonância dos desejos dos militares daquela época. Episódio 3: Artes e Imprensa Dando continuidade à série Contos da Resistência, o terceiro episódio trata da resistência nas artes e na imprensa no período da ditadura militar que vai de 1968 a 1979. Este período foi marcado principalmente pelo anúncio do Ato Institucional nº 5, o AI-5. Com ele se decretou a censura prévia em jornais, revistas, emissoras de TV e também nos espetáculos culturais de música, teatro, entre outros. Episódio 4: Movimento Sindical O quarto episódio da série conta como operários e líderes sindicais da região do ABC Paulista resistiam à falta de liberdade e se organizavam por melhores salários e condições de vida. O programa mostra a trajetória dos metalúrgicos: da alienação política à campanha pelas eleições diretas em 1984 e como a batalha por melhores salários resultou na luta pela redemocratização do Brasil. Histórias dramáticas e curiosas de operários anônimos e líderes reconhecidos. Acesse http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/? lnk=CONTOS-DA-RESISTENCIA& selecao=MATDATA&programa=90 arnaldolemos@uol.com.br
  • 64.
    Bibliografia sobre a Ditadura Militar no arnaldolemos@uol.com.br Brasil
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    Dossiê Ditadura -Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil 1964- 1985 Autor: Imprensa Oficial Editora: Imprensa Oficial SP 1968 : O Diálogo É a Violência - Movimento Estudantil e Ditadura Militar no Brasil Autor: Vale, Maria Ribeiro do Editora: Unicamp Brasil - 1964 / 1968 - A Ditadura Já Era Ditadura Autor: Silva, Marcos Editora: LCTE Memória Política , Repressão e Ditadura no Brasil Autor: Ansara, Soraia Editora: Jurua A Ditadura Militar no Brasil - Repressão e Pretensão de Legitimidade 1964-1984 Autor: Rezende, Maria José de Editora: Eduel A Ditadura no Brasil - Coleção Por Dentro da História Autor: Caldevilla, Vinicius; Loconte, Wanderley arnaldolemos@uol.com.br Editora: Saraiva
  • 66.
    A Resistência daMulher À Ditadura Militar no Brasil Autor: Colling, Ana Maria Editora: Rosa dos Tempos Desarquivando a Ditadura - Memória e Justiça no Brasil - 2 Volumes Autor: Santos, Cecilia MacDowell; Teles, Edson; Teles, Janaína de Almeida Editora: Hucitec Fatos da Ditadura Militar no Brasil - Coleção Temas Brasileiros Autor: S., Frederico de Editora: Martins Editora História Indiscreta da Ditadura e da Abertura - Brasil: 1964 - 1985 Autor: Couto, Ronaldo Costa Editora: Record OAB X Ditadura Militar - A História de um Período Difícil para as Instituições Democráticas no Brasil Autor: Souza Filho, Cid Vieira de Editora: Quartier Latin arnaldolemos@uol.com.br
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    Ditadura militar, esquerdase sociedade Autor: Reis Filho, Daniel Aarão Editora: J. Zahar O fim da Ditadura Militar Autor: Kucinski, Bernardo Editora: Contexto Carlos Marighella: o inimigo número um da ditadura militar Autor: José, Emiliano Editora: Sol & Chuva A Caixa-preta do Golpe de 64 Autor: Bastos, Paulo de Mello Editora: Família Bastos A Ditadura Militar no Brasil – Coleções Caros Amigos- Doze fasciculos arnaldolemos@uol.com.br
  • 68.
    O Golpe de64 e a Ditadura Militar - Coleção Polêmica Autor: Chiavenato, Júlio José Editora: Moderna O Governo Goulart e o Golpe 64 - Coleção Tudo é História Autor: Toledo, Caio Navarro de Editora: Brasiliense Propaganda e Cinema a Servico Golpe 1962/64 Autor: Assis, Denise Editora: Mauad arnaldolemos@uol.com.br
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    Organizações armadas contrao regime militar Ação Libertadora Nacional (ALN) Comando de Libertação Nacional (COLINA) MNR Movimento de Libertação Popular - Molipo Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8] PCB Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) Partido Operário Comunista (POC) POLOP VAR-Palmares Vanguarda Popular Revolucionária (VPR, VAR-P ou VAR-PAL) arnaldolemos@uol.com.br
  • 70.
    Principais movimentos dedireita Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad) Campanha da Mulher pela Democracia (Camde) - financiada pelo Ipes União Cívica Feminina (UCF) - sob orientação do Ipes Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (Adce) - ligada ao Ipes Movimento Anticomunista (MAC) - formado por universitários Frente da Juventude Democrática - formada por estudantes anticomunistas radicais Comando de Caça aos Comunistas (CCC) - formado por estudantes anticomunistas radicais arnaldolemos@uol.com.br
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    Mais de milsindicatos de trabalhadores foram fundados até 1964 Surge o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) Pacto de Unidade e Ação (PUA) - ­aliança intersindical União Nacional dos Estudantes (UNE) Ação Popular (católicos de esquerda) Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb) - reunindo intelectuais de esquerda Frente de Mobilização Popular (FMP) - liderada por Leonel Brizola União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil Ligas camponesas arnaldolemos@uol.com.br Principais movimentos de esquerda
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    Filmes sobre aDitadura Militar no Brasil arnaldolemos@uol.com.br
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    Pra frente, Brasil(1983, Brasil, direção: Roberto Farias) – Sobre a ditadura militar brasileira nos anos 1970. Um cidadão comum é tomado por guerrilheiro, é preso e torturado. Ambientado durante a Copa do Mundo de 70, denuncia a repressão para-militar do período Lamarca (1994, Brasil, direção: Sérgio Resende) – Sobre o militar e guerrilheiro Carlos Lamarca (1937-71) que, em 1969, entrou para a Vanguarda Popular Revolucionária, abandonou um quartel em São Paulo e instalou um foco guerrilheiro no Vale do Ribeira (SP). Em 1970 comandou o seqüestro do embaixador suíço no Rio de janeiro; foi morto em 17/09/1971 pelo exército no sertão da Bahia. Cabra marcado para morrer (1984, Brasil, direção: Eduardo Coutinho) – O diretor rodava um filme sobre o Nordeste brasileiro, quando estourou o golpe de 1964. Retomou o projeto em 1981, retornando aos mesmos lugares e entrevistando as mesmas pessoas, para verificar o que tinha ocorrido com elas arnaldolemos@uol.com.br
  • 74.
    Que bom tever viva (1989, Brasil, direção: Lúcia Murat) – Sobre a tortura no país. Registro das experiências de oito ex-prisioneiras políticas sobre a tortura que sofreram durante a ditadura militar. Zuzu Angel (2006, Brasil, direção: Sérgio Rezende) – sobre Zuleika Angel Jones (conhecida como Zuzu Angel), estilista conhecida internacionalmente, que a partir de 1971 passou a procurar seu filho Stuart Angel Jones, um militante do movimento MR-8 que foi preso, torturado e assassinado nas dependências dos órgãos de repressão do Brasil, que negavam o fato e não apresentaram seu corpo. Araguaya A conspiração do silêncio– A conspiração do silêncio (2004, Brasil, direção: Ronaldo Duque) – Uma tentativa de retratar a Guerrilha do Araguaia, ocorrida no início da década de 1970 por militantes do PCdoB. Importante para tomar contato com aspectos do período da ditadura militar brasileira. Os documentos oficiais referentes a este episódio ainda não foram divulgados e nem os restos mortais de 59 guerrilheiros não foram localizados. 105 min. arnaldolemos@uol.com.br
  • 75.
    Batismo de Sangue(2005, Brasil, direção: Helvécio Ratton) – Com base na obra de Frei Betto, este filme – que se passa durante os anos de chumbo – trata mais do dominicano Frei Tito (e de outros quatro frades) do que do próprio período militar. Mas é importante para que se tenha consciência da tortura (choques, pau-de-arara, prisão incomunicável e outras) implantada no país. 110 “Golpe de 64” - de Fernando Morais Março de 1964. Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil. Num planeta dividido entre dois blocos antagônicos é cada vez mais difícil manter-se independente. Esquerda ou direita? Que rumo tomar? Uma coisa é certa: a solução, infelizmente, não será democrática. Neste cenário fervilhante, o processo político se radicaliza a cada dia. O fatídico mês avança e a temperatura se eleva. Os comícios reúnem centenas de milhares de pessoas, os discursos são mais inflamados do que nunca. Nos gabinetes, conspira-se. haverá golpe? Haverá contra-golpe? Os americanos estão de prontidão? Não há mais tempo para planejar. É preciso agir. E rápido. Os tanques já estão nas ruas. Prepare-se para reviver um dia de cão e de chumbo: 31 de março de 64. arnaldolemos@uol.com.br
  • 76.
    Ato de Fé– Angelo Rampazzo, 2004 - O filme narra fatos já bem conhecidos da luta armada contra a ditadura na voz de alguns de seus personagens. Os depoimentos dominam o documentário, sobretudo sobre as torturas sofiridas pelos freis dominicanos e sua relação com Carlos Marighela. Marighella - Retrato Falado do Guerrilheiro" de Silvio Tendler Conta a história, as polêmicas, as vitórias e derrotas de Carlos Marighella, um dos líderes da luta armada contra a ditadura militar no Brasil. Autor do "Manual do Guerrilheiro Urbano" foi fundador da Ação Libertadora Nacional, primeiro movimento armado pós-64. Foi homenageado com o filme no ano em que completaria 90 anos. "O que é isso companheiro?" de Bruno Barreto Em 1964, um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um plano para seqüestrar o embaixador dos Estados Unidos (Alan Arkin) para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura. arnaldolemos@uol.com.br
  • 77.
    Vlado - 30Anos Depois”de João Batista de Andrade No dia 25 de outubro de 1975 o jornalista Vladimir Herzog acorda de manhã e se despede da mulher Clarice: ele deve se apresentar ao DOI-CODI, órgão da repressão política do regime militar, para um depoimento. Vlado nem imaginava que nunca mais voltaria para casa. Naquele fatídico dia ele seria morto. Segundo fonte oficial, teria se suicidado na prisão. Neste documentário o diretor João Batista de Andrade ouve depoimentos de amigos, familiares, colegas que viveram com Vlado a história, a amplitude das perseguições dos anos de chumbo, a trajetória do jornalista, desde sua infância até sua posse como Diretor de Jornalismo da TV Cultura de São Paulo e a perseguição a ele iniciada naquele momento. Com depoimentos de Clarice Herzog, José Mindlin, Ruy Ohtake, Dom Paulo Evaristo Arns, Henry Sobel, Fernando Morais, Paulo Markun, João Bosco, Aldir Blanc, Alberto Dines, Diléia Frate, Mino Carta, Rose Nogueira. O ano em que meus pais saíram de férias" de Cao Hamburguer 1970. O Brasil e o mundo parecem estar de cabeça para baixo, mas a maior preocupação na vida de Mauro, um garoto de 12 anos, tem pouco a ver com a ditadura militar que impera no país: seu maior sonho é ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. De repente, ele é separado dos pais e obrigado a se adaptar a uma "estranha" e divertida comunidade - o Bom Retiro, bairro de São Paulo, que abriga judeus e italianos entre outras culturas. Uma história emocionante de superação e solidariedade. arnaldolemos@uol.com.br
  • 78.
    “Barra 68 –Sem perder a ternura” de Vladimir Carvalho A luta de Darcy Ribeiro no início dos anos 60 para criar e implantar a Universidade Brasília. E as repetidas agressões sofridas pela UNB, desde o golpe militar de 64 até os acontecimentos de 1968. Desde os seus primórdios, Brasília foi fortemente marcada pelos acontecimentos políticos, como a renúncia de Jânio Quadros e o golpe militar de 64. Envolvida, a comunidade conheceu a intranqüilidade e ficou estigmatizada pela repressão. Um dos seus bens mais preciosos, a Universidade, criada por Darcy Ribeiro, foi agredida em 64, 68 e 77. Na primeira vez a UnB foi ocupada por tropas militares e quase perdeu todo o seu corpo docente que voluntariamente se demitiu em protesto célebre. A crise se arrastou por quatro longos anos e em l968, com o movimento deflagrado em reação ao assassinato de Edson Luís, no Rio de Janeiro, as ruas de Brasília assistiram aos embates entre estudantes e a polícia. As famílias sobressaltadas procuravam alento nos ofícios religiosos, enquanto cerca de 5OO jovens eram detidos numa praça de esportes no campus da UnB. Tudo culmina, depois de lances dramáticos com a prisão de parlamentares, o fechamento do Congresso Nacional e a promulgação do AI-5. Essa trajetória é resgatada através da urdidura de depoimentos, casos e histórias mesclados às raras imagens e sons que ficaram e perfazem, de uma época, uma memória imperfeita, mas sempre verdadeira. arnaldolemos@uol.com.br
  • 79.
    Jânio a 24quadros (1981, Brasil, direção: Luiz Alberto Ferreira) – A vida política do ex-presidente, mas com pouca profundidade na análise histórica. Jango (1984, Brasil, direção: Sílvio Tendler) – Coletânea de filmes, fotos, documentários e entrevistas sobre a carreira política de João Goulart. Do tempo em que era Ministro do Trabalho de Vargas à sua morte no exílio. O homem que virou suco (1980, Brasil, direção: João Batista de Andrade) – Trata sobre migração e marginalidade urbana no Brasil no período. Um cantor de cordel é confundido pela polícia com um operário que esfaqueou o patrão Hércules 56" de Silvio Da-Rin Em 1969, em plena ditadura no Brasil, duas organizações revolucionárias raptaram o embaixador americano Charles Elbrick e exigiram a libertação de quinze presos políticos, levados ao México no avião Hércules, prefixo 56. Neste documentário, os nove remanescentes do grupo e cinco membros da organização responsáveis pelo seqüestro discutem as causas e conseqüências da luta armada contra o regime militar. arnaldolemos@uol.com.br
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    Investigação sobre agênese do movimento sindical de São Bernardo do Campo entre os anos de 1978 e 1981, quando se produziram as maiores greves de metalúrgicos na região, desafiando a repressão do final da ditadura militar. Radiografa-se a cidade no calor da grande efervescência das assembléias no estádio da Vila Euclides, onde os operários decidiam os novos rumos do movimento. As greves de 1979 e 1980 levaram à intervenção federal no Sindicato dos Metalúrgicos, à prisão de líderes, como Luís Inácio da Silva, processados com base na Lei de Segurança Nacional. Documentário sobre a história pessoal de trabalhadores da indústria metalúrgica do ABC paulista que tomaram parte no movimento grevista de 1979 e 1980, mas permaneceram em relativo anonimato. Eles falam de suas origens, de sua participação no movimento e dos caminhos que suas vidas trilharam desde então. Exibem souvenirs das greves, recordam os sofrimentos e recompensas do trabalho nas fábricas, comentam o efeito da militância política no âmbito familiar, dão sua visão pessoal de Lula e dos rumos do país. O filme foi rodado no período final da campanha presidencial de 2002. arnaldolemos@uol.com.br Linha de Montagem,( Rento Tapajós, 1982) Os peões, (Eduardo Coutinho, 2004) Eles não usam Black-tie,( Leon Hirszman,1981) Um operário engravida a namorada e resolve se casar. Paralelamente, inicia-se um movimento grevista na empresa onde trabalha, liderado por seu próprio pai. O personagem resolve furar a greve para garantir o emprego, mas sua decisão provoca enorme conflito com seu pai.
  • 81.
    Abc da Greve,(Leon Hirszman, 1979) O filme cobre os acontecimentos na região do ABC paulista, acompanhando a trajetória do movimento de 150 mil metalúrgicos em luta por melhores salários e condições de vida. Sem obter êxito em suas reivindicações, decidem-se pela greve, afrontando o governo militar. Este responde com uma intervenção no sindicato da categoria. Mobilizando numeroso contingente policial, o governo inicia uma grande operação de repressão. Sem espaço para realizar suas assembléias, os trabalhadores são acolhidos pela igreja. Passados 45 dias, patrões e empregados chegam a um acordo. Mas o movimento sindical nunca mais foi o mesmo Braços Cruzados, Máquinas Paradas” de Roberto Gervitz, Sérgio Toledo, São Paulo, 1978. Três chapas disputam a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o maior da América Latina, com 300.000 associados, e presidido por um "pelego", desde o golpe militar de 1964. Em meio às eleições, eclodem as primeiras greves operárias que iriam mudar o país. Braços Cruzados, Máquinas Paradas revela, em narrativa envolvente, como funciona a estrutura sindical brasileira, de inspiração fascista. É também o primeiro documentário de longa-metragem sobre as chamadas "greves espontâneas", ocorridas em São Paulo, 10 anos após a decretação do AI-5. Tais greves, que culminaram em um amplo movimento social que traria de volta a democracia ao país, estão na base dos acontecimentos que levaram à eleição do primeiro presidente operário da América Latina. arnaldolemos@uol.com.br
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    Pixote – Alei do mais fraco (1980, Brasil, direção: Hector Babenco) – Sobre menores abandonados no Brasil no período após 64. Menores fogem de um reformatório e passam a viver com uma prostituta. Um retrato dos menores abandonados das grandes cidades brasileiras Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977, Brasil, direção: Hector Babenco) – Sobre um marginal consciente que, pouco antes de morrer, revelou certos aspectos da corrupção policial. Trata da história de um bandido que exerceu certo fascínio sobre faixas da população carioca nos anos 70. Amazônia em Chamas (The Burning Season; 1994, EUA, direção: John Frankenheimer) – Uma visão de Hollywood sobre fatos que marcaram a vida de Chico Mendes (1944-88), o famoso sindicalista e ambientalista de Xapuri (AC Quase dois irmãos” de Lúcia Murat Miguel é um senador que decide reencontrar Jorge, um antigo amigo de infância e atualmente poderoso traficante de drogas do Rio de Janeiro, para negociar um projeto social nas favelas. De origens diferentes, eles se tornaram amigos na década de 1950. Nos anos 70, reencontraram-se na prisão de Ilha Grande, onde os brancos eram prisioneiros políticos e os negros, criminosos comuns. arnaldolemos@uol.com.br
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    Terra para Rose(1987, Brasil, direção: Tetê Morares) – A partir da história de Rose, uma gaúcha sem-terra, este documentário fala das 1.500 famílias que ocuparam a improdutiva Fazenda Annoni (RS). Era o momento de transição após regime militar e o início do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Brasil. Rose deu à luz ao primeiro bebê nascido no acampamento. O Sonho de Rose (2.000, Brasil, direção: Tetê Morares) – Dez anos após o filme Terra para Rose, ocorreu este reencontro com personagens da ocupação da Fazenda Annoni. O documentário acompanha a trajetória dos agricultores sem-terra, narra os resultados dos assentamentos, seus conflitos e vai atrás dos filhos de Rose. Importante para quem é contrário à reforma agrária. Os anos JK – Silvio Tendler - 1954: suicídio de Getúlio Vargas. 1955: crise política ameaça a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek. 1956: JK assume a presidência. Promete democracia e desenvolvimento. Supera crises e crises. Começa a construção de Brasília. Brasil muda de tom. 1960: JK inaugura Brasília. 1961: JK dá posse a seu sucesso Jânio Quadros. Sete meses depois Jânio renuncia. Crise. 1964: Golpe Militar instaura ditadura. JK é cassado. Dez anos de história. Muitas crises. O governo JK é um exercício de democracia. O Brasil ferve. Os anos JK. Ver para não esquecer. Margarida de Prata, CNBB Festival de Gramado - Melhor Montagem, Prêmio Especial do Júri, Associação Paulista de Críticos de Arte - Melhor Montagem arnaldolemos@uol.com.br
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    “Companheiras” - 2010-direção Breno Queirós – video produzido por um grupo de concluintes do curso de Jornalismo da Puc- Campinas. Depoimentos de companheiras de presos políticos que foram assassinados pela ditadura militar, arnaldolemos@uol.com.br