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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO 01-A
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO 01-A
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO 01-A
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO 01-A
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO 01-A
Respeitáveis Associados,
1- P: Você é Martinista?
R: Eu sou, eu conheço a máscara e conheço a capa.
2- P: Porquê o Iniciado veste a capa?
R: Para preservar sua própria personalidade das radiações do Mundo Profano.
3- P: Porquê ele faz isso?
R: Para que possa mais facilmente receber as radiações daqueles que considera valiosos.
4- P: Você conhece alguma capa famosa?
R: Eu me recordo de duas. A do Profeta Elias e a do mago Apolônio de Tiana.Ambos
mantiveram o isolamento necessário para alcançar a mais alta esfera de aspiração.
5- P: Porquê Elias legou sua capa a Eliseu?
R: Para lembra-lo que sua própria personalidade deve ser preservada para que possa ser
útil a seus irmãos( Reis II-2:1-18 ).
6- P: O que é a máscara?
R: É algo que oculta a personalidade e afasta o Mundo Profano do Mundo
Iniciático além de ajudar na criação da personalidade ideal.
7- P: O Iniciado deve esconder-se?
R: Somente do Mundo Profano. Para seus Irmãos e Irmãs, ele pode se revelar abertamente.
8- P: O que a máscara ensina?
R: Que a verdadeira sabedoria é impessoal e só se torna conhecida por suas
manifestações. Não pode ser personalizada em uma individualidade.
9- P: Qual é a origem da máscara?
R: No teatro antigo, o ator usava sempre uma máscara, cuja boca aberta constituía um
canal por onde a voz soava. A própria palavra “Persona”, ou “Pessoa” significa “Soar
através”; de onde se conclui que um homem é chamado pessoa porquê a máscara assim o
nomeou. Nas tragédias, acreditava-se que as próprias divindades falavam através das
máscaras dos atores, assim, a máscara acabou por ficar associada à comunicação com os
outros mundos. Entre nós se tornou símbolo de tal comunhão.
2.
2
10- P: Porquêa máscara ou o cordão do Iniciador são vermelhos?
R: Porquê o vermelho é a cor do espírito. Também é a cor da batalha espiritual ou temporal,
da mesma forma, expressa o sacrifício que o Iniciador se dispõe a fazer em nome de se ideal.
11- P: Porquê o Iniciado usa um cordão?
R: Afim de perpetuar a prática dos Templários da antigüidade que através do cordão, se
isolavam das forças da matéria, se aproximando mais de seu Iniciador.
12- P: O que foi dito a você quando o cordão lhe foi cingido?
R: “Lembre-se, este cordão, símbolo do círculo mágico, liga o Iniciado a seu Iniciador,
assim como ele próprio está ligado à Luz”.
13- P: O que isto te lembra?
R: A tradição revelada e transmitida pelos mestres. O cordão é a marca que distingue os
Iniciados, significando que foi aceito na sucessão da Luz Mística.
14- P: O ensinamento é dogmático?
R: A verdadeira Iniciação é sempre dogmática, pois deve transmitir a Luz na sua forma original.
15- P: Como você se tornará merecedor desta perfeita sabedoria, presente em nossos
símbolos, para a qual a Iniciação oferece a chave?
R: Através de um esforço ardente e incessante pela prosperidade de nossa Ordem; neste caminho,
irei assegurar a benevolência dos Mestres que irão trabalhar comigo, a fim de que eu possa
desfrutar dos direitos de todo verdadeiro Martinista.
16- P: Porquê você agora é um Associado?
R: Porquê com o coração aberto e espírito forte eu me associei às operações espirituais dos
mestres que são os Superiores Desconhecidos desta Ordem. Eu me juntei àqueles que são os
guardiães dos luminares sagrados e que perpetuaram a verdade através da Iniciação.
17- P: A que horas se iniciam os trabalhos do Associado?
R: Na sétima hora, porquê é quando o discípulo inicia sua educação.
18- P: A que horas se encerram os trabalhos?
R: Na décima terceira hora.
19- P: Porquê isto?
R: Ainda tenho que aprender, mas tal conhecimento me foi prometido.
20- P: Qual é a tua idade?
R: Três anos
21- P: Porquê TrêsAnos?
3.
3
R: É umnúmero de significação que meu trabalho como Associado tem revelado a mim várias
formas. Este número também lembra de três coisas a serem praticadas e três coisas a serem
abstidas. Fui instruído a observar a Perseverança, a Temperança e a Caridade; fui advertido
a fugir da calúnia da preguiça e de pronunciar o mal.
22- P: Dê-me o sinal Martinista?
R: ( P.H-C.R.H.T.T.B.R.E. )
23- P: Dê-me a batida.
R: ...
24- P: Irmão, a exatitude de suas repostas me conduz a julgar-te capaz de sebeneficiar das
prerrogativas dispensadas por nossa Ordem, eu devo ainda fazer-lhe uma última pergunta.
Qual o propósito de nossa Ordem?
R: Nossa Ordem prepara homens de Desejo com meios para exercitar princípios espirituais,
virtudes e poderes como tem sido praticado, preservado e transmitido por nossos valorosos
predecessores.
Irmão Associado:
Você deve ainda aprender o modo de perpetuação da verdade. Isto tem
sido realizado ano após ano através da vontade dos mestres presentes em nossos trabalhos, que
presidem desconhecidos e isolados entre nós em nossos Conventículos. Que você possa se abrigar
na Luz Eterna da Divina Sabedoria.
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GRAU DEASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 23
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 23
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 23
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 23
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 23
CONVENTÍCULOS DE REVISÃO
Não excederá quatro em número.
Os membros que passaram no exame estão isentos de TER que assistir a estes Conventículos
de revisão. Podem entretanto participar se desejarem. Os outros membros TEM de assistir ao
número de conventículos que tenham sido designado para eles no exame antes de serem admitidos
ao Segundo Grau.
Os primeiros 2 conventículos serão destinados para um estudo específico das questões do
exame. O outro será destinado àquele assuntos que os candidatos estiverem abaixo do padrão.
Aofinaldoúltimoconventículoderevisão,oMestrechamarátodososcandidatosnãoaprovados
e perguntará as questões do exame, indo de um candidato a outro em cada questão. Nesta ocasião,
ele auxiliará o candidato que hesitar e então se declarará satisfeito pela seguinte fórmula.
MEUS IRMÃOS (E IRMÃS), AGORA SINTO QUE VOCÊS ESTÃO PRONTOS PARA O
PROGRESSO AO SEGUNDO GRAU DA ORDEM. LARGO CONHECIMENTO
INTELECTUAL NÃO É O REQUISITO PRIMORDIAL DE NOSSO DESENVOLVIMENTO
PESSOAL, É ESSENCIALENTRETANTO, QUE EM UMAORGANIZAÇÃO COMOANOSSA
QUE COMPARTILHEMOS UM MÍNIMO DE CONHECIMENTO GERAL ANTES DE
PARTIRMOS PARA TRABALHOS MAIS AVANÇADOS NA CONSTRUÇÃO DE NOSSO
TEMPLO ESPIRITUAL. SINTO QUE NOS PRÓXIMOS GRAUS VOCÊS SE ESFORÇARÃO
AO MÁXIMO PARAASSIMILAR OS PRINCÍPIOS QUE LHE SERÃOAPRESENTADOS. E
AGORA, PARA QUE PROVEM AOS OFICIAIS QUE CONDUZIRÃO SUA INICIAÇÃO AO
PRÓXIMOGRAU,NOSSOHONRADOIRMÃOSENTINELALHESFORNECERÁAPALAVRA
DE PASSE QUE LHES SERÁ SOLICITADAEM SUAINICIAÇÃO. POR FAVOR, PROCEDA,
HONRADO IRMÃO SENTINELA”.
Sentinela: (Alto) “FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE”.
MESTRE: “MEDITEM SOBRE ESTA PALAVRA DE PASSE MEUS IRMÃOS
ENQUANTO RETORNAM ÀS ATIVIDADES MUNDANAS E AGUARDEM A
CONVOCAÇÃO PARA SE APRESENTAREM PARA A ADMISSÃO AO GRAU DE
INICIADOS MARTINISTAS”.
Procede-se o fechamento dos trabalhos.
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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 01-B
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 01-B
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 01-B
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 01-B
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 01-B
Respeitáveis Associados,
Aqueles que desejam ser admitidos na Ordem Martinista são conhecidos como “Suplicantes”,
conduzidos por um irmão responsável, enfrentam um interrogatório por parte de um tribunal
representativo da Ordem.
Quando questionados sobre os requisitos tradicionais para que seja efetivada a associação,
devemos ter em mente qual é o verdadeiro propósito deste interrogatório.
O Primeiro Grau de nossa Venerável Ordem está designado a “limpar o chão para a
construção, ou talvez para a reconstrução, de nosso templo simbólico”.
Assim, antes que a Loja ou o Mestre da Heptada e seus oficiais conselheiros aceitem um
novo membro, eles devem procurar por sinais de que o Suplicante possua uma motivação
verdadeira.
Da mesma maneira, deve-se renovar os questionamentos antes de se colocar à prova para o
Segundo Grau, que completa o Pronaos do Martinismo.
Ordens Esotéricas de posse das Chaves da Iniciação, se utilizam dos Símbolos. Sendo um
Símbolo, um sinal através do qual algo é conhecido. Este pode ter muitas formas. Por exemplo:
- A cor vermelha como Símbolo exotérico representa perigo;
- Em antigas civilizações, um círculo simbolizava o Sol;
- Um emblema ou uma peça de vestuário, que concede significado especial a seu usuário, é
um Símbolo.
Todas as línguas, tanto faladas como escritas, são simbolizadas por sons ou signos visuais.
Em última análise, nosso próprio pensamento se dá a partir de Símbolos mentais formados de
impressões passadas para o cérebro por nossos cinco sentidos físicos.
No Martinismo classificamos os Símbolos de acordo com três designações:
- Símbolo Místico ex: A cruz
- Símbolo Artificial ex: Um alfabeto
- Símbolo Natural ex: A fumaça
Nossa Ordem procura encorajar seus membros a pensarem por si próprios, disciplinando
seus pensamentos para estimular uma expansão da consciência. Consequentemente os
ensinamentos são breves, deixando tempo para discussões e meditações a cada Conventículo.
Qualquer idéia de que longas séries de discussões ou leituras podem levar ao desenvolvimento
espiritual deve ser abandonada.
A experiência ensinou a muitos buscadores que estudos intelectuais podem facilmente se
tornarem excessivos e encobrir o caminho.
Leituras podem ser úteis como informação básica de tempos em tempos, porém, antes devemos
nos concentrar em aprender e praticar o nosso alfabeto de simbolismo, de forma a aproveitar
melhor a nossa leitura.
Por enquanto, devemos ter nossa atenção voltada para as três categorias simbólicas
mencionadas anteriormente e que deverão ser objeto de nossa reflexão até o nosso próximo
encontro que são:
- Os Símbolos Místicos.
- Os Símbolos Artificiais.
- Os Símbolos Naturais.
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GRAU DEASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 22
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 22
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GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 22
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 22
Questionário do Grau de Associado.
1. O que entende por símbolo ? Dê exemplos em sua resposta.
2. O que significa a Máscara do Martinista ?
3. O que a Capa representa para você ?
4. Como explica o Cordão ?
5. Os Martinistas estudam dois livros; Como são chamados ?
6. Dê a interpretação Martinista do número UM.
7. Dê a interpretação Martinista do número DOIS.
8. Dê a interpretação Martinista do número TRÊS.
9. Dê a interpretação Martinista do número QUATRO.
10. Dê a interpretação Martinista do número CINCO.
11. Dê a interpretação Martinista do número SEIS.
12. Dê a interpretação Martinista do número SETE.
13. Dê a interpretação Martinista do número OITO.
14. Dê a interpretação Martinista do número NOVE.
15. Dê a interpretação Martinista do número DEZ.
16. Quais são as cores Martinistas ? Dê uma breve explicação sobre elas.
17. Cite três importantes Mestres do Martinismo do passado.
18. Cite os três Mundos do Martinismo.
19. O Homem é composto de três corpos ou princípios; cite-os.
20. Diga o que você sabe sobre a Lei Quaternária.
21. Que exercício você achou mais efetivo ? Explique porque.
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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 02
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 02
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 02
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GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 02
Respeitáveis Associados,
Em nosso Primeiro Conventículo como Associados tivemos uma introdução ao estudo dos
Símbolos. Os Irmãos devem refletir sobre os temas tratados em nossos Conventículos afim de
irem se familiarizando com o Martinismo.
Os Símbolos são os instrumentos do místico. Seu uso adequado leva a uma sintonia com a
Hierarquia de onde esses símbolos são originários. Nossa Ordem encoraja seus membros a usarem
toda oportunidade de retomar mentalmente e meditar sobre os simbólicos estágios do Caminho
da Iniciação, estejam indo ao trabalho, sentados em um parque, ou em qualquer outro lugar
onde exista vegetação, especialmente árvores, ou em seu Oratório em casa.
Agora vamos conhecer nossa herança dos Símbolos Místicos. Estes raramente são criação
de uma pessoa, com exceção talvez, do Mestre que fundou um Círculo Iniciático ou Ordem
Esotérica.
Seu propósito é de evidenciar um aspecto da Verdade Eterna.
Em primeiro lugar devemos examinar os emblemas que nos foram conferidos em nossa
iniciação, os quais são exclusivamente da tradição Martinista. Depois consideraremos os signos,
símbolos e emblemas usados em Conventículos do Grau Associado. E finalmente,
complementamos este estudo preliminar e fundamental com a análise do Pentáculo Martinista
usado em documentos oficiais da Ordem como cartas e certificados.
O restante do Grau Associado se relaciona com o simbolismo místico compartilhado por
duas grandes correntes da Iniciação ocidental, a saber, a Pitagórica e a Rosacruz.
Existe um campo comum entre Ordens Ocidentais de Iniciação, de forma que o Martinista
deve, ocasionalmente, visitar outros templos esotéricos e receber Iniciações honorárias sob
recomendação do Grande Mestre de sua jurisdição.
( Espaço para pequena discussão . . . )
O primeiro Emblema Martinista colocado no Suplicante é a Máscara Negra. O iniciador
transmite as seguintes palavras tão significativas: “A Máscara nos ensina que a verdadeira
Sabedoria é impessoal e só se torna conhecida por suas manifestações. Não pode ser personalizada
em uma individualidade.
Desta explicação aprendemos o primeiro grande passo no Caminho. A busca do homem é
freqüentemente citado no antigo Templo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o
Universo e os Deuses”. Nosso Mestre, Martinez de Pasquallys, escreve no “Tratado da
Reintegração dos Seres Criados”: “A realização da evolução humana se baseia em expandir a
limitada consciência cotidiana, de forma a alcançar todos os planos ou emanações da Unidade.
Este é um trabalho que durará muitas vidas. Nós só estaremos no Caminho se nos dedicarmos
internamente a ele”.
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Devemos ficar atentoscom a ênfase dada para a coletividade. O iniciado Paulo que foi iluminado
pelo Mestre quando estava a caminho de Damasco, mais tarde ensinou: “Somos membros um do
outro”. Nossos irmãos Pitagóricos dizem: “Meu irmão é meu outro ser”.
O profundo significado da máscara consiste em modelar a personalidade mundana, encorajando
uma confiança interior. Longe de inibir a personalidade, o símbolo aponta para um
redirecionamento dos poderes pessoais para o Bem coletivo.
Freqüentemente ouvimos ou lemos sobre algum benfeitor a serviço da humanidade, mas
que na verdade só está tentando chamar a atenção sobre si mesmo ou suas organizações.
A lição da máscara é a do Serviço Silencioso, pois esta permite que o Martinista escute a
orientação proveniente de seu interior.
Correr em círculos ou fazer alarde não ajudam na busca do Caminho. Dessa maneira o
poder é mal direcionado perdendo-se o foco principal.
Devemos, dessa maneira, nos orientar pelo Caminho do Meio, do equilíbrio, da atenção,
ouvindo o coração e usando a cabeça.
Nosso venerável Mestre, Louis-Claude de Saint-Martin escreveu:
“EU DESEJO FAZER O BEM,
MAS NÃO DESEJO FAZER BARULHO,
PORQUE SENTI QUE O BARULHO NÃO TRAZ O BEM
E QUE O BEM NÃO FAZ BARULHO”.
Vamos meditar e reter este pensamento em nossa mente.
Vou repetir devagar:
“EU DESEJO FAZER O BEM,
MAS NÃO DESEJO FAZER BARULHO,
PORQUE SENTI QUE O BARULHO NÃO TRAZ O BEM
E QUE O BEM NÃO FAZ BARULHO”.
Se você tem um local reservado em sua casa que possa ser usado de Oratório, faça esse
exercício para disciplinar sua mente na grande jornada, do lado de fora, da Floresta dos Erros.
Vista sua máscara, capa e o cordão Martinistas. Sente-se mais ou menos a 4 palmos de um
espelho. Coloque uma vela acesa entre você e o espelho, daí repita para você mesmo a pergunta
e a resposta usadas no interrogatório do Suplicante:
“Nós não perguntamos quem você é, porque se você soubesse, você não
teria mais nada a aprender, mas perguntamos: Quem você pensa que é?
Não discuta sobre este exercício até que o tenha praticado por várias vezes
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Se, por sua própria decisão ou após consultar pessoalmente seu Oficiais, o Mestre não estiver
satisfeito com as respostas do candidato, então dirá:
“MEU IRMÃO, VOCÊ ADQUIRIU ALGUMAS NOÇÕES DA DOUTRINA MARTINISTA.
SINTO PORÉM QUE INTERPRETO CORRETAMENTE OS SENTIMENTOS DOS IRMÃOS
AQUI PRESENTES AO DIZER QUE A PESSOA QUE POSSUI O TÍTULO DE INICIADO
MARTINISTA OU IRMÃO DO SEGUNDO GRAU, DEVE ESTAR BEM VERSADO NOS
ENSINAMENTOS DE NOSSA ORDEM. PROPONHO POR ISSO QUE, ANTES DE SER
ADMITIDO A ESTE GRAU, ASSISTA AOS CONVENTÍCULOS ESPECIAIS QUE SÃO
FORNECIDOS PARAOAPERFEIÇOAMENTO DO CONHECIMENTO DE UMASSOCIADO,
PARA QUE POSSA TORNAR-SE MERECEDOR DESTE NOME DE INICIADO. NOSSO
HONRADO IRMÃO SECRETÁRIO IRÁ SE COMUNICAR CONVOSCO E LHE
ACONSELHARÁ ACERCA DAS DATAS DESTES CONVENTÍCULOS. ESTAMOS
CONVENCIDOS QUE,AO RETORNO DASATIVIDAS PROFANAS VOCÊ SEAPLICARÁ DE
TODO CORAÇÃO AO APERFEIÇOAMENTO DE SEU CONHECIMENTO E, COM ISSO,
CONTRIBUIRÁ PARAAPROTEÇÃO DOSALTOS PADRÕES QUE DEVEM SER MANTIDOS
PELOS INICIADOS DE NOSSA ORDEM”
O Sentinela acompanha o candidato para fora do Templo sem lhe dar a Palavra de Passe.
Quando todos os exames forem completos, o Mestre procede ao fechamento dos Trabalhos.
-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-
Nota: O Mestre deverá estimar, pelas falhas no conhecimento dos candidatos, o número dos
Conventículos de revisão que devem ser solicitados para a assistência.
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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 03
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 03
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 03
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GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 03
Respeitáveis Associados,
“A capa é talvez o símbolo mais profundo colocado diante dos olhos do Iniciado. Seu estudo
deve ser objeto de perseverança entre os trabalhos pessoais de cada Martinista”.
Estas foram as palavras de seu Iniciador no momento em que colocou sobre cada um dos
Irmãos o segundo emblema da nossa Venerável Ordem.
As Capas são usadas normalmente como vestimenta externa, principalmente na época em
que viveu Louis-Claude de Saint-Martin ( 1743 - 1803 ). Novelistas, historiadores deste período
se referem a elas, alguns deles tinham em mente seu valor simbólico. Alexandre Dumas menciona
a capa de Saint-Martin no seu livro: “O Colar da Rainha” e Lord Lytton se refere a capa em seu
livro “Zanoni”.
Como associados da Ordem Martinista, estamos em primeiro lugar interessados em nutrir o
desenvolvimento psíquico de nossas mentes. Uma vez que estamos conscientes de estarmos no
caminho da iluminação, ou no caminho da Iniciação, como o chamamos no ocidente. Estamos
atentos a qualquer oportunidade de desvencilharmos de todo envolvimento mundano para
comungar com a natureza e nosso ser interior. O propósito disto, não é nos tornarmos egoístas e
sim altruístas.
Com o conceito da máscara, ocultamos nossos esforços para elevar a humanidade. Com a
capa, nos tornamos invisíveis para aqueles que não estão em sintonia conosco, poupando-nos
assim de interferências desnecessárias, para que possamos “abrigar-nos no Templo da Alma”.
Para exercitar esta faculdade, os Irmãos Martinistas são orientados a todo dia, por alguns
minutos, espaçadamente durante o dia, a se visualizarem envolvidos na capa mística. Assim,
gradualmente, vamos percebendo sua presença nos envolvendo como uma delicada névoa negra.
Podemos sentir sua influência que nos protege de vibrações desarmônicas. Observe como essas
vibrações desarmônicas diminuem de intensidade, enquanto que o Verdadeiro Ser, lentamente
se desenvolve como uma flor dourada sob um sol benéfico. ( Este exercício é conhecido como
Exercício “B” ).
Façamos uma breve pausa para esse exercício.
( Pausa para alguns minutos de meditação )
A veste branca, vestida sob a capa, conhecida entre nós como balandrau, simboliza a “Veste
de Glória” que foi colocada de lado quando o princípio superior deixou seu estado inicial para
mergulhar na matéria ( o corpo ). A cor branca representa a mais alta graduação de luz usada
por místicos de todos os tempos. Para representar tal significado de fato, ela originou o termo
“A grande Fraternidade Branca”. O completo significado do branco será discutido mais tarde,
porém, sem duvida, cada Irmão já tem dados suficientes para muita meditação a respeito.
( O Mestre da Heptada, depois de 5 minutos de silêncio, convida os Irmãos a fazerem
comentários, desencorajando gentilmente devaneios e dispersões. )
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O Irmão Sentinela dá 6 batidas na porta do Templo (— —) e espera para o Mestre responder
com UMAbatida. Ele então entra no Templo, conduz o candidato para antes doAltar para dar o
sinal de M:: Atenção e então o leva para um ponto situado a 3 metros antes do Irmão Secretário.
Se o candidato for idoso ou não estiver em boas condições de saúde, uma cadeira lhe é cedida para
sentar.
O Irmão Secretário, à pedido do Mestre, procede às perguntas depois de recomendar ao
candidato que pense antes de responder e que suas respostas sejam simples.
Ao final do exame, se o candidato mostrar suficiente conhecimento e o Mestre estiver satisfeito,
então dirá:
“EU ACREDITO MEU IRMÃO QUE VERDADEIRAMENTE EXPRESSO A OPINIÃO DE
TODOS OS IRMÃOS PRESENTESAO DIZER QUEVOCÊ SE MOSTROU FAMILIARIZADO
COMOCONHECIMENTOQUEUMASSOCIADODEVEPOSSUIRSEDESEJAPROGREDIR
PELO CAMINHO MARTINISTA. PERGUNTO AGORA A TODOS AQUI PRESENTES SE
SABEM DE ALGUM FATO QUE TORNARIA INDESEJÁVELADMITIR ESTE IRMÃO AO
GRAU DE INICIADO”.
Após um breve período:
MESTRE “ESTÁ DECRETADO MEU IRMÃO ASSOCIADO QUE VOCÊ
VERDADEIRAMENTE MERECE A ADMISSÃO AO SEGUNDO GRAU DA ORDEM
MARTINISTA.PARACAPACITÁ-LOAPROVARAOSOFICIAISQUECONDUZIRÃOSUA
INICIAÇÃOAESTE GRAU, QUE VOCÊ SATISFEZ OS REQUISITOS TRADICIONAIS,
NOSSO HONRADO IRMÃO SENTINELALHE DARÁ UMA PALAVRADE PASSE QUE
LHE SERÁ SOLICITADA EM SUA INICIAÇÃO. POR FAVOR PROCEDA, IRMÃO
SENTINELA.
Sentinela “APALAVRADE PASSE É FÉ, ESPERANÇAE CARIDADE”
(Repetir se for necessário)
MESTRE “MEDITE SOBRE ESTAPALAVRADE PASSE MEU IRMÃO (OU IRMÃ)
ENQUANTO RETORNA ÀS ATIVIDADES DO MUNDO PROFANO E AGUARDA SUA
CONVOCAÇÃO PARA SE APRESENTAR À ADMISSÃO AO GRAU DE INICIADO
MARTINISTA”.
O Irmão Sentinela acompanha o candidato para fora do Templo e faz entrar o Próximo.
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GRAU DEASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 22
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 22
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GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 22
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 22
Respeitáveis Associados,
EXAME DOSASSOCIADOS PARAADMISSÃOAO SEGUNDO GRAU
Abertura Ritualística Normal.
Notas Preliminares:
a) Em Loja em formação (ou Heptada):
O Mestre conduz o interrogatório em pessoal. Se puder obter a ajuda de dois membros do grau
2 de uma outra Lojas, peça-lhes que sirvam como Sentinela e Orador e oriente-os brevemente
sobre os procedimentos. Quando nenhuma ajuda pode ser obtida, o Mestre deve proceder
sozinho ao interrogatório. Após a abertura normal dos Trabalhos, todos os Associados são
solicitados a deixar o Oratório e se retira para a Ante-Câmara da qual devem ser chamados
um por vez pelo Mestre. O Mestre deve chamar primeiro o Irmão Sentinela e, se satisfeito
com as respostas irá orientá-lo para que o ajude com os outros interrogatórios. Todos os
Associados são sentados de costas para a Ante-Câmara após seu interrogatório, com ou sem
a Palavra de passe de acordo com as respostas. Todos são finalmente chamados para o
fechamento dos Trabalhos.
b) Em Loja que tenha um quadro completo de Oficiais de Segundo Grau:
Os candidatos não são admitidos na Abertura Ritual mas esperam na Ante-Câmara de onde
não possam ouvir o que é dito no Templo. O Mestre irá determinar ao Irmão Registrador
(Secretário) a fazer as perguntas, dando a ele a lista. Ele orientará o Irmão Sentinela. O Mestre
não deve tomar parte diretamente no interrogatório mas deve agir como Juiz. De acordo com a
correção das respostas dadas, irá decidir entre as 2 fórmulas dadas abaixo para admissão
imediata ou para o adiamento da admissão. Se o Mestre estiver em dúvidas sobre a forma de
Conhecimento apresentada pelo candidato, pedirá ao Sentinela que se retire com o candidato e
consultará os outros Oficiais.Após chamarnovamente o candidato dará o veredicto. Depois do
interrogatório, cada candidato é acompanhado a se retirar e não deve ser permitido tomar
parte no Ritual de Fechamento.
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Quando o Templo tiver sido regularmente aberto e todos os Oficiais e Iniciados estiverem
sentados COM suas máscaras, o Mestre instruirá o Irmão Sentinela dando-lhe a Palavra de Passe
que é “Fé, Esperança e Caridade”. Quando todos estiverem prontos, o Mestre pedirá ao Irmão
Sentinela que admita o primeiro candidato. Os Candidatos entram com vestidos com todos os
paramentos MENOS a Máscara.
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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 04
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 04
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 04
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 04
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 04
Respeitáveis Associados,
Hoje falaremos sobre o terceiro símbolo que foi colocado sobre a sua pessoa quando da sua
Iniciação.
O Cordão, que como foi dito a você, o protegerá das forças do mal durante o seu trabalho. O
Iniciador prosseguiu e disse: “Lembre-se, este Cordão, símbolo do Circulo Mágico, liga-o a seu
Iniciador, assim como ele está ligado à Luz, de onde vem todas as Iniciações”.
Assim, nós podemos concluir que o Cordão tem dupla significação. Como representação do
Circulo Mágico, simboliza proteção, ao mesmo tempo em que é também um instrumento de
ligação, que une o Iniciado ao Iniciador, tornando-o um elemento da Corrente de Iniciações,
ligando-o ao fundador da Ordem, e através dele à Luz.
Como símbolo de proteção, o cordão difere da Capa porque é uma barreira ativa, enquanto
a Capa é essencialmente passiva por natureza. A Capa é colocada para nos ocultar e nos proteger
da curiosidade dos ignorantes, ou seja, é uma parede de silencio e invisibilidade.
O Cordão é uma barreira ativa erigida contra a intenção deliberada de ataques do mal. A
Capa se assemelha a uma grossa parede ou muro , que envolve o terreno onde um precioso
“Ser” é mantido. Ela o isola dos transeuntes que seguem seu caminho, indiferentes à existência
do terreno. No entanto, ela não impede que o predador a procura de boa comida pule o muro. O
Cordão neste exemplo, pode ser visto como uma cerca eletrificada, que oferecerá resistência
ativa ao intruso.
Vocês devem se recordar que, na Iniciação, a Capa foi colocada sobre o Iniciado antes do
Cordão. Para cingi-lo, o Iniciador teve que abrir sua Capa e colocar o Cordão ao redor de seu
“Corpo Interior”, para isso, atravessou a proteção exterior da Capa.
Ele segurou as duas pontas do Cordão com uma mão, juntou as pontas de seu próprio Cordão,
através de sua Capa com a outra mão, e as uniu em sua mão direita para significar e enfatizar o
laço que, a partir de então o une ao seu Iniciador, e através de sua própria Iniciação, ao seu
Iniciador e assim através da corrente de Iniciados até o Fundador da linha de Transmissão.
Por seu papel protetor, o Cordão nos recorda do uso para esse propósito do circulo imbuído
de poderes mágicos, utilizado desde os primórdios da civilização como os círculos megalíticos, os
antigos templos circulares e de outras construções que assim testemunham.
Era e ainda é usado em cerimonias teúrgicas, geralmente na forma de um circulo traçado no
chão, para proteger estes, dentro do circulo de forças malignas, espíritos, etc..., durante o
procedimento.
Algumas vezes sua presença não é tão óbvia, podendo tomar a forma de caminho ou passagem
em volta do qual os celebrantes circundam antes de entrar no Sanctum Interno.
Neste papel de conexão, ele nos liga aos Reinos Superiores, através do campo secreto e de
passividade criado pela Capa, assim como a cerca eletrificada do nosso exemplo pode estar
ligada a uma fonte de eletricidade que está alem do muro externo. Também é um canal para
trocas entre os seres elevados das esferas superiores através do Agente Desconhecido ( de quem
falaremos mais adiante ) e nós, seres humildes, pela intensidade de nosso desejo e aspiração.
54
O Homem possui 3 corpos, uma chispa espiritual chamada ALMA, um corpo intermediário
chamado Envelope Plástico e uma parte composta de matéria chamada de Corpo Físico.
Cada uma dessas divisões do Homem pertence, por sua natureza, aos 3 Mundos e é por isso
influenciado por forças emanentes destes Mundos. Estas forças agem diretamente no corpo
correspondente do Homem mas, em virtude das correspondências em escala menor entre estas
divisões, elas também trabalham indiretamente sobre as outras.
OCorpoFísicodohomempode-sedividirem3partesprincipais,aCabeça,oPeitoeoAbdômen,
que possui certas ligações com as 3 principais Divisões do Homem, que é aAlma, seu CorpoAstral
e seu Corpo Físico e, ainda com os 3 mundos. Estas partes contêm órgãos e sistemas que possuem
funções pertencentes mais particularmente aos Corpos do Homem.
O Martinismo é, em sua essência, originário dosTemplos dos Elus Cohen, uma Ordem fundada
em 1760 na França por Martinez de Pasquales. Os Rituais Martinistas herdaram algumas destas
origens e certas partes destes rituais referem-se a eventos históricos que ocorreram nos Templos
dosElusCohen.OsRituaissincretizamosEnsinamentosMartinistasenosgarantemeiosdeadquirir
um entendimento mais profundo de nossa herança.
Na Próxima semana vamos proceder ao exame dos associados para garantir que eles estejam
prontos para a admissão ao Segundo Grau da Ordem, aquela dos Iniciados. Recomendamos que se
revise os Ensinamentos do Primeiro Grau durante a semana.
12.
12
( Pausa paradiscussão por alguns minutos )
Como membros da Ordem Martinista, temos o direito e o dever de saber a respeito da cadeia
da qual a Luz tem sido transmitida até nós. Neste estágio não é o momento para que se conte
detalhadamente a historia da Ordem, isso vai acontecer gradualmente. Agora, simplesmente
seguiremos as linhas de descendência, a de nossa Iniciação pessoal e a da sucessão da autoridade.
( Distribuir o esquema de descendência da Cadeia Iniciática )
Retornando ao significado da ligação espiritual do Cordão que nos une em Irmandade, você
vai reconhecer também o Cordão simbólico de nossas Heptadas e Lojas, estou me referindo à
Cadeia formada por todos os Irmãos presentes em certos momentos do Ritual. É ao mesmo
tempo proteção e elo, isolando nossa assembléia das influencias mundanas que desviariam a
nossa atenção e permitindo que a caridade de nossos Mestres Invisíveis cheguem sem obstáculos
até nós.
Vamos agora meditar sobre o Cordão como símbolo de ligação e depois colocar as nossas
opiniões à respeito dos seus diferentes aspectos.
( Tempo para discussão )
( Aliança, Cordão de Prata, Cordão Umbilical, etc... )
Meus Irmãos, devemos agora concluir nossos estudos sobre o Cordão observando que ele se
assemelha ao circulo, ao zero, ao símbolo do infinito, e ao circulo do numero nove.
Aprofundaremos essas associações quando estudarmos os números em outros Conventículos.
Vamos meditar esta semana sobre o Cordão da Ordem para que seu significado mais profundo
se enraíze em nosso subconsciente, assim, um dia quando ouvirem as palavras: “Irmãos
Martinistas, por favor formem a cadeia de em volta daqueles que conduzem e daqueles que
estão prestes a receber a Luz ...”, poderão entender o significado, a importância e a profundidade
da ocasião.
Que os Irmãos possam repousar na Luz Eterna da Divina Sabedoria.
53
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 21
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 21
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 21
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 21
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 21
Respeitáveis Associados,
Esta noite devemos devotar nosso tempo à revisão de nossos seis últimos Conventículos. E
isto irá concluir as instruções para este grau. Para isso, vamos retornar ao Conventículo 15.
O Número 6, que é um número solar, simboliza a interpenetração equilibrada dos Planos Físico
eAstral quando o homem se torna consciente de um Mundo Superior. Esta interpenetração junto
com a união do Macrocosmo e do Microcosmo são representados por nosso Pantáculo com os
Triângulo interlaçados: “O que está em cima é como o que está embaixo”.
O Exercício D consiste em dirigir nossa atenção à todas as ações e sensações por cinco minutos.
Este é um exercício estabelecido para desenvolver o controle da vontade sobre a mente. No começo
é muito difícil mas vai se tornando mais fácil com a prática.Apalavra chave daí em diante é praticar
e praticar.
O número 7 é considerado o mais sagrado de todos os números. Simboliza a mais alta realização
do Homem individual na Terra. Há muitas inúmeras realizações naturais e superiores da natureza
do número 7 de forma a se enquadrar em um modelo geral, os Martinistas trabalham em grupos de
7 oficiais.
O Número 8, o Octanário, representa o equilíbrio e harmonia universal. Para os Martinistas é
o número do Cristo Cósmico o domínio do Mestre que aperfeiçoou seu trabalho na Terra e agora é
ativo em Níveis mais elevados do Ser. Sabemos dos Oito Caminhos de Buda que devemos estudar
em breve de um ponto de vista Martinista.
O número 9, a Nônada, significa limitação. Simboliza a Natureza Cíclica do tempo e é muitas
vezes representado por um Círculo.
O Dez ou a Década, simboliza o final do Caminho de Retorno, a reabsorção no Absoluto. Ë o
retorno à Unidade.
A Lei Quaternária é uma série de 4 princípios que nos permitem entender a tarefa da Criação
e sua perpetuação. Em resumo breve das 4 proposições:
1. Há um contínuo progresso das forças dos níveis superiores do Plano Físico para níveis mais
altos do Plano Espiritual.
2. Todas as subdivisões implicam em uma correspondente redução da força relacionada. Esta é a
Lei da Proporção Inversa.
3. HáumacorrespondênciaentreosReinos doMundoFísicoeasEmanaçõesdoMundoEspiritual.
“O que está em cima é como o que está embaixo”.
4. Todos os Reinos da terra existem para o propósito da evolução. Os Martinistas dividiram a
Criação em 3 Mundos:
1. Os Mundos Elementais: aqueles dos 3 reinos da Terra.
2. O Mundo dos Orbes: daqueles da Terra, planetas e estrelas.
3. O Mundo Empírico, Reino da Eterna Paz, Pura Luz, O Divino Fogo.
13.
13
GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 05
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 05
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 05
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 05
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Respeitáveis Associados,
Continuando em nossos Símbolos Martinistas, vamos agora focalizar a atenção no centro de
nosso Oratório, ou seja, oAltar (pausa). É uma destacada característica das Lojas Esotéricas ter o
Altar no Coração do Santuário e não no topo do Oriente, como em algumas “Igrejas” Esotéricas.
Isto demonstra o “Caminho do Coração” como trilha mística. O termo de Saint Martin “Homem de
Desejos”, se refere àqueles que conhecem este fato. Retornaremos a este assunto em nosso próximo
grau.
O Altar para este grau é decorado nas três cores Martinistas: preto, vermelho e branco. O
preto, que é a ausência de todas as cores ou de qualquer luz, simboliza ignorância e trevas. É a
“Floresta de Erros” dos escritos de Saint Martin, contendo seu “Homem de Torrentes”, que é
levado pelas condições mundanas, lhe faltando Desejo para procurar a Luz.
O vermelho nos lembra o sacrifício e também simboliza coragem. É o campo de batalhas da
vida, onde se luta para transmutar os elementos da natureza.
O topo branco do altar é sobreposto por três luminárias, representando as Luzes da Sabedoria,
Força e Beleza.
Entramos na Ordem Martinista procurando o Grande Desconhecido, também designado pelo
Preto . Nos associamos para aprender a nos orientar, grau após grau, a fim de desenvolver os
poderes ocultos que nos conscientiza do Infinito, trabalhando através de nós. Ao mesmo tempo,
nosso serviço à coletividade se mantém oculto.
Se estamos suficientemente em harmonia com a tradição Martinista e conosco mesmos,
trabalhamos com entusiasmo para alcançar o segundo grau, o de Completo Iniciado no Martinismo.
A cor vermelha tem um significado maior aqui, pois o fogo oculto de nossa alma brilha, inflado pelas
Aspirações. Este é o segundo maior passo na trilha.
Por último, a luz completa é simbolizada pelo branco do terceiro grau de Completo Iniciado
Martinista, que possui o poder de “fornecer força e vigor aos símbolos da Ordem”. Chegando a
este grau, pode-se iniciar interessados no Grau de Associado. O Branco são as impressões
conscientes que recebemos de uma perfeita combinação de todas as sete cores da luz do sol.
Vamos agora meditar em silêncio nas cores doAltar e nas luminárias.
( O Mestre pode autorizar até 5 minutos e então bater levemente com seu malhete. Um pequeno
debate é desejável para garantir que todos os pontos até agora mencionados sejam entendidos,
mas deve-se evitar qualquer antecipação de trabalho futuro. O entendimento é imperativo antes de
qualquer progresso).
Até nos encontrarmos novamente pense nestes assuntos.
52
14.
14 51
As Invocaçõesaos Mestres do Passado se referem às Origens do Martinismo. Em 1760, uma
misteriosapessoaconhecidacomoJoachimMartinezPasqualesfundounaFrançaumRitoMaçônico
chamado de “Ordem dos Cavaleiros Elus Cohen do Universo”, mais conhecido como os “Elus
Cohen”, na qual pertenciam Jean Baptiste Willermoz e Louis Claude de Saint-Martin. Martinez
Pasquales foi um grande Taumaturgo e sabemos que o Rito dos Elus Cohen, que era uma espécie
de cerimonial mágico, trouxe certos resultados que podemos qualificar como Manifestações da
Luz Secreta. São estes Mestres, no qual é dedicada a Luz no Oriente, que nosso Irmão Orador
chama em nossos rituais.
15.
15
GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 06
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 06
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 06
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 06
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 06
Respeitáveis Associados,
Devemos concluir hoje à noite nosso estudo preliminar dos símbolos Martinistas, examinando
os outros artigos do aparato de nosso Templo. Estudamos semana passada o significado do tecido
que forra oAltar; vamos agora considerar os 3 castiçais e outros símbolos postos noAltar. Os três
castiçais simbolizam a Lei Ternária ou Lei do Três, que devemos estudarcom maiores detalhes nas
próximas semanas. Para muitas religiões estas três luminárias poderiam representar a Santíssima
Trindade. Para o Martinista elas representam mais particularmente os 3 atributos do Soberano
Arquiteto do Universo, isto é, Sua Sabedoria, Sua Força e Sua Beleza. Você notará que as
Luminárias estão situadas sobre o tecido branco, representando o mundo do iniciado, por isto,
indica o último passo na escala espiritual que corresponde à reconciliação do Homem com seu
Princípio ou, em outras palavras, a absorção do iniciado peloAbsoluto. O tecido branco é também
sobreposto pelo incenso, símbolo das aspirações, pensamentos ou orações do iniciado dirigidos à
Onisciência e compreendidos pelos 3 atributos do G.A.D.U. É o fogo de nossa batalha espiritual
que transforma nosso ser de matéria bruta em um espírito mais sutil que se eleva mais e mais em
direção à reintegração.
A máscara negra está lá para nos lembrar que o verdadeiro Iniciado permanece desconhecido.
O NovoTestamento indica a Luz que nos guia, mais particularmente o Iniciado Cristão, em direção
ao objetivo e o Capítulo simboliza a ligação entre o Iniciado Martinista e oAlto Iniciado, o Mestre
que fundou a Ordem.
Vamos meditar alguns momentos nos símbolos postos no topo do altar.
(Depois de alguns minutos incite comentários e perguntas sobre o tema).
Tendo agora examinado oAltar em detalhes, vamos examinar brevemente os outros símbolos
de nosso Oratório. O Pantáculo (Pentalfa) da Ordem e o Estandarte do Ocidente são símbolos
compostos que devemos examinar com detalhes em diferentes níveis de nossos estudos e à luz do
que já aprendemos até o momento. A mesa do Mestre é coberta por um tecido vermelho escuro,
símbolo da autoridade. É sobreposto por um castiçal de três braços, outro símbolo da Lei Ternária
que representa mais especialmente a reflexão no Material plano daAlta Trindade. “O que está em
cima é igual ao que está embaixo” declara a tradição Hermética. O fato de que as três luzes estão
unidas em um símbolo, nos revela que a Unidade está por trás de tudo.
Aespadabilaminadasimbolizaadualidadequedeveserencontradanaaplicaçãodaautoridade,
da justiça e da ação – “ela corta por ambos os lados”, isto explica bem graficamente o significado
deste símbolo. Isto lembra o Mestre e os membros que o privilégio ou direito cria imediatamente
uma obrigação e que o seu abuso ou má aplicação são nocivos para os dois lados. As 3 rosas que
devem estar em diferentes níveis de maturidade, isto é, um botão, a flor meio aberta e a rosa
completamente aberta representam os três estágios de evolução da alma.
50
Gostaríamos de lembrar que a anatomia é uma ciência construída pelo homem e não importa se
os termos usados são ultrapassados ou não se conformam às tendências científicas modernas.
Contanto que nos permita a unidade subjacente a toda a Criação, servirá a seu propósito.
Divisões do Homem
GERAL 1.CABEÇA 2.PEITO 3.ABDÔMEN
Embrionário Sotodeum Mesodeum Endodeum
Formativo Nervos Pulmões e Órgãos Digestivos
Coração
Circulação Força Nervosa Sangue Linfa
Membros Membros Braços Pernas
Cefálicos
Místico Vontade Vida Carne
Alquímico Enxofre Mercúrio Sal
Irmãos, concluímos os Trabalhos deAssociado. Nosso próximo Conventículo será devotado à
revisão de nossas seis últimas lições e, no Convetículo 22 osAssociados da Ordem serão examinados
a fim de garantir se progrediram suficientemente no Martinismo para alcançar o Segundo Grau.
Antes de encerrar o Trabalho deAssociado, vamos examinar o Ritual que temos praticado em
todas as reuniões e, tentemos descobrir as lições que contenham.
O Oriente Místico é a iluminação. O Sol que dá a vida é nascente.ALuz do MundoAstral está
próxima de seu aparecimento ........................
O Mestre por isso convoca o Associado a se preparar, pois a Luz do Entendimento está para
chegar e dispersar as trevas da ignorância.
Mas enquanto o Profano deve se prevenir de sua chegada para a perturbação de nosso trabalho,
os Oficiais procedem ao “tyle” do Templo.
A batida utilizada neste grau simboliza os 2 triângulos do Macrocosmo e do Microcosmo, bem
como o princípio hermético do “O que está em cima é como o que está embaixo”.
“O SOL, MANIFESTAÇÃO VISÍVEL DO CENTRO INVISÍVEL DA LUZ E DA VIDA NÃO
RECUSA SUA INFLUÊNCIA ASTRAL A NINGUÉM E TODOS OS SERES RECEBEM UM
RAIO DE SUA DIVINA SUBSTÂNCIA”.
O Sol de nosso Sistema Solar é o coração da Natureza do Mundo dos Orbes. Por isso é o ponto
central do MundoAstral e o ponto focal da qual flui a InfluênciaAstral. Mas, em virtude das Leis
da Criação, o Sol é também a Manifestação Visível em nosso Mundo do Centro da Luz em Mundos
Superiores.
Que possa Esta Luz Verdadeira .............. O Mestre acende no altar, com seu tríplice acendedor
representandoos3Mundos,asLumináriasquesimbolizamaSabedoria,ForçaeBelezadoSoberano
Arquiteto.
16.
16
O malhete, outrosímbolo da autoridade, representa a necessidade do trabalho ativo para o
desenvolvimento espiritual. É o emblema do esforço dirigido e concentrado em um objetivo para
chegar a determinado resultado. (dar uma batida)
A luz do Oriente é nossa ligação com todos aqueles que nos precederam. É o habitat das almas
de todos os Mestres que trabalharam para elevar a Humanidade acima de sua condição material.
É a nossa ligação com o Mundo astral.
(Meditação – Debate)
Istoconcluioprimeiroestudodenossasferramentas.NossopróximoConventículoserádevotado
à revisão do que já aprendemos até agora relacionando os assuntos dos seis Conventículos.
Esperamos com isto trazer à luz o simbolismo de nossoTemplo e darprofundidade e perspectiva ao
nosso conhecimento.
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GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 20
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 20
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 20
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 20
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 20
Respeitáveis Associados,
Em nosso último conventículo examinamos os três mundos do Martinismo:
O Mundo Elemental;
O Mundo dos Orbes
O Mundo Empírico
E os três corpos do Homem:
AAlma
O Envelope Plástico
O Corpo Físico.
Estudamos também as influências e as forças sutis que se ligam aos três corpos do Homem aos
três Mundos.
Os Martinistas vêm aplicando este modelo trino ao corpo Físico do Homem e acreditam que as
divisões que deste modo criaram são mais particularmente relacionadas aos três corpos do Homem
e aos três mundos.
OsAnatomistas Místicos por isso dividem o corpo físico em 3 partes:
-A Cabeça, que contém os órgãos da força Nervosa, do pensamento e da sensibilidade.
- O Peito, que hospeda o coração, fonte da Vida, centro das Emoções.
- OAbdômen, que contém os órgãos de formação material.
A partir de nosso princípio de correspondências devemos compreender sem margem de dúvidas
que a Cabeça está mais intimamente relacionada às atividades da ALMA e sob as influências do
Mundo Empírico , enquanto o Peito e o Coração estão relacionados ao Envelope Plástico ou Corpo
Astral e sob influência do Mundo dos Orbes. OAbdômen, por isso, está mais fortemente conectado
ao corpo físico do Homem e sujeito ás influências do Mundo Elemental. OsAlquimistas, que eram
profundamente versados nas ciências das correspondências, diziam que a Cabeça era da natureza
do enxofre (Sulfúrica), que o Peito era da natureza do Mercúrio e que oAbdômen era da natureza
do Sal.
O Martinismo continua a divisão Trina do Homem em diferentes níveis do ser e da formação.
Já foi falado acerca das 3 Divisões da Consciência e podemos, sem dúvida, enquadrá-los no modelo
que já estudamos em nosso último Conventículo.
Mencionaremos brevemente as outras divisões do homem de acordo com o Martinismo. Seu
estudo detalhado seriam sem propósito ‘a esta altura e pode confundir a imagem que construímos
da Criação.
17.
17
GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 07
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 07
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 07
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 07
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 07
Respeitáveis Associados,
Deacordocomosimbolismodosnúmerosquedevemosestudarduranteorestodograu,faremos
uma pausa agora no Sétimo Conventículo para revisar nossos trabalhos até o momento.
Uma revisão similar ocorre nos Conventículos 14 e 21, enquanto o número 22 está reservado
para o exame dos candidatos para alcançar os Graus Místicos.AIniciação posterior (subsequente)
não é automática em nenhuma Ordem verdadeira, mas é essencialmente o resultado de uma
preparação apropriada e um trabalho prático sério.
-Pausa -
Nossos primeiros seis conventículos cobriram:
1. Introdução e Propósito,
2. Máscara e Exercício A;
3. Capa e Exercício B;
4. Cordão e Cadeia Iniciática;
5. Altar e Cores;
6. Outros Emblemas de cinco pontas.
Devemos agora destacar brevemente os principais pontos de cada capítulo para relembrarmos.
Faremos uma pausa para algumas perguntas de cada assunto e então faremos um debate final
antes do fechamento.
(O Mestre procede conforme especificado, referindo-se ao Manual quando necessário. Finalmente
conduz um período de meditação de 3 – 5 minutos)
48
intermediáriosdaCriaçãotaiscomoPrincipados,Poderes,Virtudes,Domínios,tronosQuerubim
e Serafim.
“Você se lembrará que já dissemos que os Martinistas dividem o Homem em 3 partes:
AAlma
O Envelope Plástico (CorpoAstral)
O Corpo Físico.
Pela Lei Quaternária sabemos que existe uma correspond6encia entre os Superiores e Inferiores
Domínios da Existência, correspond6encia esta que é acompanhada por certas condições de
progressão , proporção inversa e evolução.
Por isso podemos concluir que há uma correspondência entre o Homem e o Universo e esta
correspondência se manifesta mais fortemente na divisão correspondente.
Podemos dizer que o corpo do Homem pertence ao Mundo Elemental do Sistema Solar, que o
Envelope Plástico ou Fluídico pertence ao Mundo dos Orbes e que sua alma é do Mundo Empírico.
Na Morte, o corpo do Homem retorna ao Mundo Elemental e o corpo Fluídico parte para o
Mundo dos Orbes, enquanto aALMAretorna ao Mundo Empírico.
Os três mundos sendo ligados à estas três divisões do Homem, exercem uma influência nestas
partes. O Mundo Empírico exerce uma influência que chamaremos de Força daAlma sobreAlma
do Homem. O Mundo dos Orbes exerce uma influência que podemos chamar de Força Fluídica
sobre o Envelope Plástico e o Mundo Elemental tem influência, a Força Física sobre o corpo do
Homem.
ÉESSENCIALQUEENTENDAMOSPERFEITAMENTEQUEASDIVISÕESNOHOMEM
E OS TRÊS DIFERENTES MUNDOS NÃO SÃOABSOLUTOS, ELES DEPENDEM UNS DOS
OUTROS. A Alma, o Envelope Plástico e o Corpo Físico não são três estranhos, mas são inter-
relacionados no Homem. O mesmo vale para os três mundos.
VEMOS A PARTIR DAÍ QUE AS FORÇAS LIGADAS A CADA PARTE DO HOMEM AGE
SOBREAS OUTRAS PARTES.
O Diagrama mostrado explica bem este fato. Esta é uma concepção que os Martinistas dividem
com os Pitagóricos e o diagrama representa a relação entre estas três divisões:
FORÇA DA ALMA FORÇA FLUÍDICA FORÇA FÍSICA
1 4 7 Alma
2 5 8 Envelope Plástico
3 6 9 Corpo
A largura dos triângulos e o diamante de forças representa a intensidade da força dentro de cada
divisão.
(Discussão)
18.
18 47
GRAU DEASSOCIADO - CONVENTÍCULO 19
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO 19
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO 19
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO 19
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO 19
Respeitáveis Associados,
EmnossoúltimoConventículoaprendemossobreaLeiQuaternáriaquedizqueháumacontínua
progressão de forças e atributos dos lados mais baixos da matéria para as expressões superiores
do domínio espiritual; que a Lei da proporção inversa existe entre a multiplicidade de divisões e a
ascendência das forças naturais dentro destas divisões, em outras palavras, quanto mais longe se
vai da Unidade mais fraca se torna o poder da Emanação. Aprendemos também sobre a
correspond6encia existente entre os domínios superiores e inferiores. “O que está em cima é igual
ao que está embaixo”, e do propósito evolucionário de todos os reinos da Terra. Nada é hoje o que
foi ontem . Tudo está em um processo de se tornar algo mais, mais avançado, mais complexo.
Esta noite examinaremos as concepções Martinistas dos Mundos do Homem, da Natureza e
das Esferas Espirituais.
(1) Nós estamos na Terra onde existem diferente gradações deVida que nos separa, seres humanos
de minerais.
(2) Acima estão os corpos negros, acesos somente pelo reflexo do sol. Estes planetas, seus satélites
e o sol constituem nosso sistema solar. Há uma infinidade de sistemas solares no universo.
(3) Existe, além do Universo um Domínio Espiritual.
Vamos retornar agora ao número (1),
(1) O Mineral, Vegetal e ReinosAnimais constituem o MUNDO ELEMENTALde nosso sistema
solar.
(2) ATerra e os outros planetas e satélites constituem o MUNDO DOS ORBES, a segunda divisão
de nosso sistema solar .
(3) Outro Domínio, o MUNDO EMPÍRICO é mais ou menos invisível.
Não podemos confundir estas três divisões com os quatro grupos de Emanações da Omneity já
mencionada. “enquanto o corpo é uma capa posta sobre nós pela Terra, assim o Universo Físico é
umaindumentáriaparaaOmneity,atravésdoqualcirculatodaexistênciapelasemanaçõesrítmicas”.
Vamos agora examinar em maiores detalhes os 3 Mundos:
(1) O Mundo elemental é dividido em três reinos: o Mineral – que cresce pela coesão sem mudar
de lugar; oVegetal – que cresce PARACIMAe PARABAIXO; oAnimal – que tem a habilidade
de se mover. O Homem – que pertence ao Mundo Animal, possui um luz de vida ou Fogo
Místico que os animais não possuem e que lhe dá uma função Intelectual e Espiritual.
(2) OMundodosOrbes,dividimosemumsistemaplanetárioconsistindodeseteplanetas:Mercúrio,
Vênus, terra, Lua, Júpiter e Saturno com planetas adicionais em uma oitava maior (Netuno,
Urano e Plutão). E o Zodíaco, dividido em 12 signos: Aries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão,
Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio,Aquário e Peixes.
(3) O Mundo Empírico – Além de todo movimento, todas as mudanças e todas as dimensões do
Mundo dos Orbes – é o Domínio da Paz Eterna que tem sido descrito fugitivamente como “Um
lugarde Pura Luz,Amor,Alegria e Doçura, um FOGO DIVINO onde vivem e se movem agentes
19.
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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 08
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 08
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 08
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 08
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 08
Respeitáveis Associados,
Há muitos sistemas de contagem, à parte o quase universal sistema baseado em nove numerais
distintos e um zero (decimal). Alguns povos primitivos não escrevem mais do que dois símbolos
para números e tem de repeti-los de uma forma bastante complicada, mesmo para representar
pequenas quantidades. Nosso próprio sistema que foi desenvolvido entre filósofos árabes sob o
nome de “Álgebra” (Al jebr = reagrupamento de coisas que foram separadas), é conhecido como
um sistema de base 10 e provavelmente deve sua origem aos dez dedos de nossas mãos.
Antes de considerarmos as dez Emanações da Onisciência numerologicamente, devemos
entender o ensinamento Martinista da redução e adição teosófica. É bastante parecido com um
fascinante jogo e será agora distribuído alguns pedaços de papel e lápis para que possamos praticar
estes princípios simples enquanto é explicado. (B.R. pode distribuir os itens)
Por favor, escrevam os valores: 1, 4 e 7. Agora some-os, e então some os dois dígitos do
número resultante, o resultado será 3. (pausa). Tente novamente com os números 9, 6, 8, 4 e 1.
(Pausa) O resultado é 28, que se reduz a 10 (somando seus dígitos componentes), que por sua vez
se reduz a 1 (mesmo raciocínio).
Você achará a redução teosófica um exercício muito simples. Talvez já tenha visto estas
operações antes. Caso positivo notará que a adição de noves nunca alterará a última resposta
quando reduzida a um valor simples.Aqui um exemplo mais: 24 + 9 + 18 + 45 + 4 + 5 = 6 . (Pausa)
Veja como os números após 24 podem ser operados como múltiplos ou somas de 9. Por isso 24 se
torna 6 sem problemas.
(M.H. deve convidar a um debate mas deve evitar qualquer interpretação dos significados dos
números nesta etapa)
A outra operação que os Martinistas usam em numerologia é a adição teosófica. Este processo
é quase tão simples quanto a redução, exceto quando é aplicado somente em um número por vez. O
número selecionado é adicionado a todos os números menores, subtraídos de um por vez. Por
exemplo: a adição teosófica de 4 é 4 + 3 + 2 + 1 = 10. O mesmo resultado será maior se este
princípio for aplicado ao número 7. Tente então e veja.
(O M.H. deve deixar os membros tentarem por si mesmos)
Deve ser mencionado que a adição teosófica de um número deve sempre ser reduzida a um
número de um dígito. (Pausa) Entretanto, desde que todos os números são formados pelos primeiros
9 dígitos, então descobrimos que 9 somado a 45 retorna então a si mesmo. Isto é significante quando
analisamos o mundo manifestado fora de nós mesmos e então aprendemos a ler o Livro da Natureza
no segundo grau. Retornamos a nós mesmos no terceiro grau quando lemos o Livro do Homem.
Saint-Martin era um habilidoso estudante dos números como se pode descobrir pela leitura do
“Theosophic Correspondence”, um livro baseado nas cartas escritas entre ele e o Barão Von
Leibistorf da Suíça durante os anos da Revolução Francesa. A Ordre Martiniste et Synarchique
recomenda este livro aos seus membros por ser uma boa fonte de referências ao nosso venerado
Mestre.
46
20.
20 45
Você notaráque, uma vez mais, colocamos as dez classificações em quatro colunas. Isto porque
o 4 representa o Número Universal da perfeição e simboliza as Supremas Leis do Omneity, enquanto
o DEZ recai na Forma Universal de Todas as Coisas.
Recapitulemos agora este tema muito importante. Há uma progressão do mais inferior para o
mais superior, mesmo em Seres não materiais. Isto pode ser visto através das proposições UM e
TRÊS.
Todos os reinos da Terra existem para o propósito da evolução.
Esta Quarta proposição se refere ao Livro da Natureza que o Martinista estudam com grande
atençãoporqueelesabe,pelaproposição3,queháumacorrespondênciaentreosDomíniosMateriais
e Espirituais e, pela proposição 2: o relativo fortalecimento da Força da Vida em conjunção com o
enfraquecimento da diversidade quando se eleva do mais inferior para o mais superior.
A Quarta Proposição referente à evolução de todos os Reinos da terra trata também dos
princípios da involução e evolução, que é a partida da UNIDADE EM DIREÇÃO A
MULTIPLICIDADEduranteoperíododeinvoluçãoeoressurgimentodamultiplicidadeemUnidade
no período de evolução.As duas grandes fases da respiração Divina que governa a Criação e que
devemos estudar mais intimamente nos segundo e terceiro graus como a dispersão do UM no DEZ
e a reintegração do DEZ no UM.
Encerramos com uma citação que é relevante ao tema estudante neste Conventículo:
Servidoelimitadopelosórgãos,aAlmaHumanadependedestesórgãosparasetornarconsciente
das coisa do mundo visível. O corpo é uma casca, proporcional em densidade ao mundo material na
qual a alma deve permanecer. Enquanto restringe a ação da alma, o corpo a torna mais concentrada
e capaz de se manifestar. De fato, sem um corpo a alma poderia estar EM TODA PARTE e, um
pouco em cada lugar não permitiriaAGIR EM LUGARALGUM. Ela perderia em pluralidade,
absorvida e dissolvida em Deus.
21.
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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 09
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 09
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 09
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 09
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 09
Respeitáveis Associados,
No primeiro Conventículo deste grau aprendemos sobre o alfabeto Místico dos símbolos ou
reflexos exteriorizantes do conhecimento interior da humanidade.Agora como associado você terá
formado sua própria concepção de como sua mente trabalha para expressar as verdades que são
universais, enraizadas na Natureza Divina do Primeiro Estado. Nos esforçamos para expressar
este impulso interior inconsciente pelas idéias retiradas do mundo externo percebidas por um ou
mais de nossos cinco sentidos físicos.
Isto nos traz à doutrina Martinista das Emanações Divinas. O poderou, se preferir, a mais alta
esfera do ser, é conhecida como OMNIDADE (Onisciência, o Todo, a Divina Grandeza), a perfeita
totalidade da Existência. Todas as formas de Vida se unem neste imutável e não manifestado
ponto, que não tem princípio porque é atemporal, não tem lugar porque esta em toda parte, e não
contém partes separáveis porque seriam relativamente menos perfeitas.
(Pausar e repetir se necessário. Permitir 1 minuto para meditação sobre Unidade)
Segue-se também que, como aparentemente separamos pessoas (individualidades), podemos
não ter consciência de tal estado.
(Pausa, discuta brevemente se desejar)
Sem consciências separadas não há diferenças. Sem diferenças ou contrastes não há escolhas.
Sem escolhas, nenhuma vontade pode ser exercitada.
(Pausa)
Para estudar a então chamada Queda do Homem da Unidade Perfeita para um Estado Divino
inferior e de diversidade, fazemos uso de símbolos que são comuns a todas as Ordens de Iniciação:
“os números”. Esta medida de um campo comum com outras fraternidades Esotéricas foi antevisto
no Conventículo no. 1. Com vistas à preparação do campo para uma inseminação bem sucedida das
sementes Espirituais e da correta construção do Templo Espiritual, lembremos que o “Omneity”
não é só representado pelo numero UM. O Omneity é ao mesmo tempo Imanente e Transcendente.
ELE, ou Deus, está acima das manifestações, bem como está dentro delas. O “Omneity” é o Símbolo
abstrato Martinista para o UM, que não é UM separado, porque é TUDO, e não é condicionado ou
limitado a toda manifestação, mas permanece também acima de tudo.
Este é o primeiro ponto metafísico que nossa Ordem apresenta àquele que procura a Gnose
Divina ou Iluminação Espiritual. Tendo iniciado nossa busca através do reconhecimento que há
uma Fonte que não pode ser conscientemente conhecida até retornarmos a ela, devemos discutir e
44
OsVegetais que estão também sujeitos à Lei da CoesãoAtômica possuem uma forma adicional
de atividade que se expressa em vida e crescimento. Elas, por isso, têm duas características:
Coesão e Vida.
OsAnimais são feitos de componentes limitados pela coesão e têm vida e crescimento.Aestas
características entretanto, deve-se somar uma liberdade de movimento. Eles possuem então três
principais características e pertencem por isso a um plano que é mais desenvolvido que o dos
vegetais.
O Homem possui todos os atributos normais dos animais com uma significante adição: o
Pensamento ou Consciência.
Se desenhássemos quatro colunas lado a lado e listarmos cada uma das principais características
das espécies, devemos ver que encontraríamos uma progressão definida neles, do mais baixo aos
planos mais superiores.
MINERAL VEGETAL ANIMAL HOMEM
1- Atômico 1- Atômico 1- Atômico 1- Atômico
Coesão Coesão Coesão Coesão
2- Vida ou 2- Vida ou 2- Vida ou
Crescimento Crescimento Crescimento
3- Liberdade 3- Liberdade
de de
Movimento Movimento
4- Pensamento
e
Consciência
A Segunda proposição complementa a primeira e os estados que mais um objeto é subdividido
e menos ativa é a força presente em suas subdivisões. Esta lei é auto evidente e pode ser facilmente
entendida em termos gerais. Pondo graficamente, podemos dizer que “Quanto mais distante do
fogo, menos calor se obtém”.
Muita atenção deve ser dada ao entendimento completo do impacto desta Lei e, no exercício de
nossa faculdades, devemos estudar outro diagrama mostrando uma escala paralela ao anterior, a
diminuição progressiva da Força Criativa nas 10 classificações seguintes vindo abaixo da
Onisciência:
1- Espírito
2- Homem 5- Animal
3- Matéria 6- Vegetal 8- Ameba
4- Hylos 7- Mineral 9- Substância 10- Protoplasma
22.
22
meditar sobre oconceito do número UM como um símbolo da primeira manifestação ou Ponto
Comum de Emanação do Cosmos. ATradição revela que os mais altamente inspirados Seres são
conscientes das Dez Emanações ou Planos de Existência, descendendo diretamente, alcançamos
nosso presente estado de aparente liberdade na Floresta dos Erros. Por este mesmo “Dez”,
deveremos retornar à “Onisciência”, conscientemente agora e, para sempre sabedores que a
verdadeira liberdade é a Liberação do Espirito da Humanidade. Nosso LivreArbítrio para escolher
este Caminho teve um custo, a Queda do Homem. No Caminho de Retorno, temos a opção de
dirigir nossa tão duramente conquistada consciência em direção à harmonia com as Emanações
Divinas. Devemos usar nosso LivreArbítrio ? Caso afirmativo, como ?
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GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 18
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 18
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 18
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 18
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 18
Respeitáveis Associados,
Esta noite entraremos no estudo do que chamamos de Lei do Quaternário, aplicamos o nome
“Lei”aosPrincípiosdeRegrasatravésdoqualaevoluçãoocorreeéperpetuada,emoutraspalavras,
as Emanações Divinas.
A Causa Primária de Toda Criação age através da interveniência das Leis Divinas que, uma
vez estabelecida, passa a funcionar independentemente, perpetuando a Vontade Divina que as
tenha estabelecido em movimento. Estas leis Divinas ou Emanações são muitas e suas inter-relações
determinam a natureza, evolução e caráter das forças, seres e objetos que venham em seus campos
de influência. Em outras palavras, a Causa Primária não intervêm na evolução ou destino de cada
criatura individualmente. É através da Leis Divinas que a Onisciência dirige sua criação e é somente
pelainterveniênciadetaisleiqueascriaturassedesenvolvem.AoHomemforamdadosdoisatributos
que o permitem influenciar o próprio destino. Um é o Raciocínio ou Pensamento; o outro é o Livre
Arbítrio. Desta forma, através do raciocínio pode conhecer e entender os trabalhos da Lei Divina
e pelo LivreArbítrio pode escolher a Lei Divina da qual utilizará para dirigir seu destino, ao invés
de ser uma simples concha empurrada sem destino pelas mares. É pois, imperativo que estudemos
e entendamos bem as Principais Leis Divinas.
A Lei Quaternária é assim chamada porque é expressa em quatro proposições que são
intimamente inter-relacionadas:
1) Há uma contínua progressão de características e forças da mais baixa manifestação material
para a mais alta Emanação espiritual.
2) Há uma definida proporção inversa em todas as classificações: Quanto mais as Emanações e
Classes se tornam subdivididas, menos poderosas são a vida ou a força em cada divisão e
menores as características expressas.
3) Há uma correspondência definida entre o reino do Mundo Material e as Emanações do Mundo
Espiritual. O que está acima é igual ao que está embaixo.
4) Todos os reinos da Terra existem para o propósito da evolução.
Devemos repetir agora cada uma das quatro proposições da Lei Quaternária ou “Quatro Leis
em Uma”, para que possamos fixá-las em nossa memória.
Temos agora bem claramente em nossas mentes o significado individual de cada uma dessas
proposições.
Vamos agora estudaro funcionamento da primeira proposição. Se examinarmos a natureza dos
Minerais, dos Vegetais, dos Animais e do Homem, devemos ver que, enquanto passamos da mais
baixaformamaterialexpressapelaprimeiraemdireçãoaoHomem,queéaformamaisdesenvolvida
de Ser, “criado em imagem e semelhança de Deus”, encontramos que o número de características
progride de uma classe para outra. Os Minerais são, em grande extensão, matéria inerte e são
limitados em sua manifestação pela Lei da CoesãoAtômica. Esta é a sua única forma de atividade.
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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 10
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 10
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 10
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 10
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 10
Respeitáveis Associados,
Em nosso último conventículo, declaramos que os números são símbolos universais. Estudamos
o simbolismo do UM, a Mônada, oAbsoluto.Agora, vamos continuar nossos estudos dos números
e avaliar um assunto que forma a base dos trabalhos deste grau.
Para começar, vamos esclarecer um importante ponto a respeito dos números. Já escutamos
eventualmente que alguns números são benéficos significando que exercem uma boa influência; e
também que outros são maléficos, exercendo uma má influência. Devemos evitar a todo custo cair
nesta superstição. Os Números têm uma boa ou má influência somente na medida que simbolizam
coisas boas ou ruins, digamos, pensamentos positivos ou negativos. Enfatizamos que os números
não possuem influência mágica sobre eles (os pensamentos). Os Números não são mais que símbolos
arbitrários que associamos a um certo conceito. Por isso, não existem números bons ou ruins, e sim
bons ou maus pensamentos em nossas mentes.
O número DOIS significa divisão, dualidade como oposto à unidade. Passividade como oposto
à atividade. Oposição em geral. Devemos reconhecer aqui os princípios da Lei binária e da
POLARIDADE. Não insistiremos no estudo do simbolismo do “2” neste momento porque será
extensamente estudado no próximo grau.
OnúmeroTRÊSsimbolizaMANIFESTAÇÃO.Otriângulo,queéumaoutraformadeexpressar
o mesmo sentido, é a figura básica da geometria. Somente quando existem três pontos, podemos
ligá-los através de linhas, desenhando uma figura que tem a forma de substância no sentido que
tem uma área superficial. O UM é um conceito que não pode ser exatamente representado porque
o menor dos pontos possui uma largura. O DOIS somente descreve uma dimensão como a linha,
sem largura, que une 2 pontos. Somente o 3 pode ser expresso geometricamente como uma figura.
Esta é a razão de o escolhermos para simbolizarMANIFESTAÇÃO. Estudaremos em mais detalhes
a Lei do Triângulo e o simbolismo do TRÊS nos próximos Conventículos deste grau. Antes de
passarmos ao próximo ponto vamos refletir um momento sobre o que estudamos até o momento e
então discutiremos algum ponto que não tenha se tornado claro ou que necessite maior
esclarecimento.
(Após um minuto de silêncio o Mestre abre o debate incitando questões.Tentarmanter a discussão
dentro dos limites do assunto em questão)
Chegamos agora ao assunto que se constitui no principal trabalho deste grau e que inspira o
simbolismo do Templo deAssociado, aTRÍADA.ATríada é simbolizada pelo 3 ou pelo triângulo. O
Martinismo, que se constitui de um sistema de filosofia buscando a reconciliação do Homem com a
Natureza e com Deus, divide o Ser em 3 Planos ou Mundos. Esses Três Mundos correspondem à
Hierarquia da luz, simbolizada pelo Tecido (pano) doAltar. Eles também se correspondem com os
3 Reinos da Terra, as 3 partes do Corpo Humano e as 3 partes do Homem: suaAlma, seu envelope
plástico ou CorpoAstral e o seu Corpo Físico. De forma que possamos obterum benefício completo
de nossos estudos Martinistas, é importante entender o seguinte ponto:
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24.
24
Os 3 Mundoscorrespondem no Homem aos 3 estados de consciência: o instintivo ou consciência
automática, o emocional ou consciência intermediária e a perfeita ou Consciência de Cristo. Muito
poucas pessoas atingiram o terceiro estágio da consciência e somente os mais desenvolvidosAdeptos
podem alcançá-lo pela vontade. Mesmo muito poucos chegam ao estado intermediário de
consciência, que é o deAuto Conhecimento, não tanto por causa da dificuldade de alcançá-lo mas
simplesmente porque eles não sabem de sua existência. Em outras palavras, as pessoas vivem
instintivamente, automaticamente, sem serem completamente conscientes do Ser que nós Somos.
Se examinarmos as ações que realizamos hoje, descobrimos logo que as fizemos de uma forma
inteiramenteinstintiva,pelohábito,pelanecessidade.Enquantoagirmosassim,NUNCASEREMOS
CONSCIENTE DE SER.
Todos os estágios da consciência são progressivos e nunca teremos a esperança de alcançar a
Iluminação, ou melhor, a Iluminação controlada, que é a Consciência de Cristo, sem ter aprendido
a arte do alcançar e do MANTER a consciência intermediária. Devemos por isso empenharmo-
nos para realizá-lo. Para obtermos sucesso, devemos entender por completo que o estágio de
consciênciaquenormalmentevivemosnoestadodedespertaréaconsciênciainstintiva.Acreditamos
que normalmente estamos no estado de Auto Conhecimento, por isso direcionamos mal nossos
esforços e não alcançamos coisa alguma.
Vamos então meditare, em nosso estado de meditação suprimirqualquerconcentração, esforço
mental ou intelectual, vamos tentar somente SENTIR QUE ESTAMOS VIVENDO. Sentemos
confortavelmente e deixe a consciência penetrar nosso Ser por inteiro enquanto simplesmente
observamos em nossa mente o fato de que NÓS SOMOS. Evitemos analisar nossos sentimentos,
pois o mais ínfimo esforço intelectual nos trará de volta ao estágio da consciência instintiva.
( Não permita debates sobre o tema. Se houver perguntas diga que sejam mantidas para si as
próprias impressões, repita o experimento e reserve as questões suscitadas para o próximo
Conventículo )
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GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 17
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 17
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 17
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 17
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 17
Respeitáveis Associados,
Os trabalhos deste dia completarão, por enquanto, nosso estudo da linguagem universal dos
números. Os estágios finais do retorno à Onisciência são simbolizados pelos números NOVE e
DEZ .
O 9 é chamado Enêada e significa limitação. É o último dígito e em nossa redução teosófica
soma nada à coisa alguma. Parece ser uma nônada. 1 + 9 = 10 = 1 outra vez. NOVE é, por isso, de
influência negativa. Se pusermos o 10 no ápice do Supremo Triângulo representando o Sagrado
acima da Trindade, devemos então por o 9 e 8 nos pontos da base (este triângulo está acima dos
dois entrelaçados em nosso Pantáculo). O Nove é visto como um tipo de recipiente negativo da
Primeira Emanação da Onisciência que não se manifesta completamente até encontrar o Oito, o
domínio dos Filhos Divinos da Luz. Podemos então obter uma breve e muito limitada vista da Luz
Primordial do SoberanoArquiteto. O DEZ, que é comumente descrito como a Década fora de coisa
alguma (nada), simboliza a reabsorção no Absoluto. A Numerologia Teosófica dá ao 10 o mesmo
valor do 1. É também a soma total da Heptada e a Trindade superior.
10 + 9 + 8 + etc = 1 e 10 + 1 + 0 = 1
Vimosovalorsimbólicodosnúmerosparaoestudantemístico.OMartinismonãoésupersticioso
nestes assuntos. Reconhece que os Símbolos Místicos são uma combinação de símbolos naturais
do Livro da Natureza e símbolos artificiais utilizados pelo Homem no Exílio; uma combinação que
preserva a riqueza de conhecimentos pertencentes à coletividade da humanidade e representado
um modelo onde a Consciência Coletiva do Homem se desenvolve, de grau em grau, por cada
pessoa, do Tempo à Eternidade. Nenhum dos números é bom ou ruim por si mesmo, mas cada um
nos ajuda a entender os estados relativos de progresso no Caminho. Há dez desses números, o
décimo sendo um ponto dentro do círculo, o princípio e fim de nosso Pantáculo. Além do mais,
quando imaginamos o modelo em cada plano ou mundo, o décimo sempre precede como o primeiro
dopróximonível.DeveremosretornaraesteinteressanteestudocomaGrandeTradiçãodoOcidente
que é conhecida como Cabala, quando não escutarmos nada da Década então vamos nos preparar
paraabsorverasferramentasdosiniciantesdoMartinismoemnossopróximograuenostornaremos
capazes de meditar na hora em que abrirmos o Livro do Homem.
As questões suscitadas devem estar em conexão com os trabalhos desta noite,
porquanto haverá tempo para revisão durante o Convetículo 21. No momento, é esperado dos
irmãos e irmãs que continuem com os exercícios , especialmente aquele de disciplina da mente com
consciência simples. Isto é particularmente destinado a manter a atenção desviada do sono hipnótico
de forma que as ações seguintes não se tornem meramente atividades repetitivas. A mente deve
cessar seus desvios mas deve-se manter sob o comando da vontade.
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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 11
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 11
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 11
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 11
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 11
Respeitáveis Associados,
Louis-Claude de Saint-Martin
Uma breve história publicada em 1824 por um dos seus amigos,
Senhor J. B. M. Gence.
Louis-Claude de Saint-Martin, um profundo e instruído espiritualista, referido como “Le
Philosophe Inconnu” ( O Filósofo Desconhecido), nasceu emAmboise, em Janeiro de 1743.Através
dos cuidados de uma madrasta adquiriu os primeiros elementos de sua vasta e piedosa educação.
Dizia que aprendeu a amar a Deus no Colégio de Fort-Levoy, para onde foi mandado bem novo. O
livro que mais gostava era “Abbadie’s art de se Connaître Soi-même”, à leitura deste livro atribui
seu desapego às coisas do mundo. Tendo sido destinado por seus pais à magistratura, se aplicou
mais aos estudos das bases naturais da justiça do que às regras de jurisprudência, que lhe eram
repugnantes. Como percebeu que teria que destinar a maior parte de seu tempo às tarefas desta
profissão, optou pelo exército. Atravessava tempos de paz no período, e por isso poderia dedicar
tempo às suas meditações e ao estudo do homem. Serviu como oficial aos 22 anos de idade no
Regimento de Foix e depois em Garrison, Bordeaux.
Apesar de seu gosto pela filosofia espiritual, complementava com intensa atividade as tarefas
eobrigaçõesdoserviçomilitar.SetornoufamiliaraMartinez-Pasquales,chefedeumaseitachamada
Martinezistas, no qual foi iniciado sob sua direção. Mas o caminho dos encantos mágicos não
satisfazia a mente de nosso filósofo, e freqüentemente exclamava: “Mas Mestre, isto tudo é
necessário para adquirir o conhecimento de Deus ?”. Contudo, foi através desta porta que primeiro
penetrou o caminho espiritual .
Os membros daquela escola tomaram o nome Hebreu de “Cohen” (Sacerdote); Suas doutrinas,
que Martinez apresentou em instrução secreta, que por sua vez havia recebido por tradição, são
encontradas expressas nos primeiros trabalhos de Saint-Martin, especialmente em sua “Tableau
Naturel des Rapports entre Dieu, l’homme et l’Univers”.
Após a morte de Martinez a escola foi transferida para Lyon. É então daí que – armado com
doutrinas opostas aos Enciclopedistas que lutavam para se propagar - Saint-Martin, destinado a
combater a filosofia ateística, de fato um dia viria atacar as bases do materialismo revolucionário
– publicou seu primeiro livro. Ao combater as doutrinas errôneas de uma pretensa filosofia da
naturezaedahistória,elelembraaohomemaVerdadefundadasoboPrincípiodoAutoConhecimento
e da natureza do ser inteligente, faz uso de tradições da Escritura somente como provas
corroboradas, ou enigmaticamente, de forma a não repelir os leitores que estavam mais imbuídos
dasteoriasdoBarãod’Holbach.EstamesmaescoladeMartinezPasquales,cujosatosseencerraram
em 1778, foi reaberta mais tarde em Paris, na sociedade dos C.P. ou dos PHILALETHES -
professando ostensivamente a doutrina de Martinez e Swedenborg, menos em busca da verdade
do que ao segredo do trabalho filosófico. Saint-Martin foi convidado em 1784 para uma dessas
associações mas se negou a participar pois lhe parecia que seus componentes falavam e agiam
como Mações e não como iniciados.
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26.
26
Saint-Martin participava ativamentede reuniões onde seus membros se ocupavam
honestamente com a prática de virtudes. As manifestações de uma ordem intelectual, obtida por
mediunidade nas sessões de Martinez, revelou para ele uma ciência dos espíritos, as visões de
Swedenborgdeumaordemsentimental,umaciênciadaalma.Comonosfenômenosdesonambulismo
magnético, ele as considerava de uma ordem inferior, mas acreditava nelas. Em uma conferência
com Baily, um dos apontados para analisar o assunto, de forma a convencê-lo da existência do
poder magnético, onde não poderia haver trapaça por parte do paciente, ele relata que notou certas
operações feitas em cavalos tratados por este processo; quando Baily então lhe respondeu; “Mas
como você sabe que cavalos não pensam ?”.
Um amante de tudo que poderia levá-lo ao conhecimento da verdade, especialmente as ciências,
que estão sujeitas a princípios exatos, o estudo das matemáticas – na qual Saint-Martin procurava
o espírito que poderia lhe revelar a ciência dos números – o levou à intimidade de Lalande; mas
seus pontos de vista eram muito antagônicos e esta relação não durou muito. Embora ele não
acreditasse no pretenso ateísmo de Lalande, ele se viu em perigo de estar envolvido mais
profundamentenestesistema.NossofilósofoconcordavamelhorcomosprincípiosdeJ.J.Rousseau,
do qual havia estudado. Imaginou que, como ele, aqueles homens eram naturalmente bons; Neste
aspecto ele não era como Rousseau, que era considerado um misantropo da sensibilidade,
enxergando os homens não como são mas como ele queria que eles fossem.
Enquanto Saint-Martincontrariamente,amavaahumanidadecomosendopossivelmentemelhor
do que parecia ser e, com a influência de uma elite boa, pensou que as reuniões sociais poderiam
tornar-se uma mais perfeita intimidade com nossos Princípios. Ele agia em conformidade com este
sentimento. A musica instrumental, caminhadas pelos campos e conversas amigáveis eram as
recreações de seu espírito bem como os atos de gentileza de sua alma. Ele não possuía nada enquanto
tinha alguma coisa para dar e era agraciado com felicidade por tudo que dava. Sempre encontrava
algo para aprenderem suas conversas.Através da intimidade com pessoas altamente bem colocadas
(Marquês Lusignan, Marechal de Richelieu, Duque d’Orleans, Duquesa de Bourbon, Chevalier
de Bouffers, etc), que naturalmente achavam sua espiritualidade muito elevada para o espírito da
época. Para estas pessoas afirmou que devia a confirmação e desenvolvimento de suas idéias aos
grandes princípios que havia estudado, permitindo-lhe estar em harmonia consigo mesmo e com os
outros, bem como estar livre do preconceito. Com este ponto de vista, viajou, como Pitágoras, para
estudar o homem e a natureza, comparou suas convicções com outras de diferentes origens.
Particularmente se aplicava ao provérbio de Jean-Jacques: VITAM IMPENDERE VERO.
Devotado completamente à busca da Verdade – o objetivo constante de todos os seus estudos e
trabalhos - Saint-Martin, ao final, desistiu de seu serviço militar para se dedicar inteiramente ao
assunto e a uma missão espiritual que sentia haver sido chamado a desempenhar.
Foi em Strasbourgh, através do médium de sua amiga Madame Boecklin que ele se tornou
familiarizado com os trabalhos do Teósofo Teutônico (Germânico) JACOB BOEHME que, na
França era visto como um visionário. Em idade avançada estudou a língua alemã a fim de ler e
traduzir para o francês os escritos deste celebrado illuminé , cujos trabalhos agora pôde deslumbrar
inteiramente, o que antes só obtinha por alguns relances de documentos de seus primeiros mestres.
Posteriormente, o considerou A MAIOR LUZ EM FORMA HUMANA QUE JÁ EXISTIU. No
ano de 1787, Saint-Martin visitou a Inglaterra onde formou uma amizade com o Embaixador
Barthelemy e se familiarizou com as publicações de William Law (morreu em 1761) relativas à
teosofia de Jacob Boehme. Em 1768 fez uma viagem à Roma em companhia do Príncipe Galitzin
que disse à Madame Fortia d’Urban as seguintes palavras de destaque: “Sou verdadeiramente um
homem somente após ter conhecido Saint-Martin”. Em retorno de suas viagens à Itália,Alemanha
eInglaterranãopoderiadeixardeaceitaracruzdaordemdeSaint-Louisdaqualnãoseconsiderava
merecedor, pois achava que tal lhe seria concedida muito mais devido à nobreza de seus sentimentos
do que efetivamente aos serviços prestados.
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GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 16
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 16
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 16
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 16
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 16
Respeitáveis Associados,
Chegamos ao número que tem sido considerado em todas as eras, o mais sagrado de todos, o
SETE. Este símbolo ou ferramenta de trabalho mental completa uma série no alfabeto místico e
representa o último alcance do Mestre Humano como indivíduo da Terra. Seguindo a lei de
correspondências entre as coisas do mundo físico e os mundos superiores, os Martinistas convene
dentro de uma Heptada ou Loja, que consiste de sete oficiais que conjuntamente juntam suas
aspirações para invocar o Divino Poder.
Os Irmãos e Irmãs podem encontrar exemplos acerca do Número Sete no Livro da Natureza,
que é o livro Martinista para estudo no segundo grau. Instantaneamente pensamos nas sete cores
do arco-íris, as sete notas musicais, os sete períodos de criação chamados “dias” quando antigos
mestres explicaram a povos primitivos, os sete Elohim – deuses ou filhos de DEUS – os sete
sacramentos, os soberanos dos sete planetas, sete dias, etc. Os Pitagóricos consideravam o Sete
um número perfeito ou o número da perfeição porque combina três e quatro, o três significando os
atributos da alma e quatro o corpo material, por isso compondo a harmonia do completo ou Homem
Divino.
É importante para osAssociados lembrarem deste ponto, pois não queremos nossa abordagem
intelectual vá muito além de nosso entendimento. Uma irmandade espiritual é dedicada à tarefa de
ajudar um buscador a encontrar a fonte viva do conhecimento que está escondida dentro de cada
um de nós. Muitos movimentos oferecem untold quantidades de informações, mas somente mantêm
fechados os olhos da Alma. O Olho que tudo vê só pode ser aberto pela cuidadosa prática dos
exercícios de Meditação que estão destinados a refrear o intelecto para redirecioná-lo à Origem.
Neste Caminho aprendemos a conhecer intuitivamente os propósitos da Criação e nosso destino
nela.
Vamos avaliaro número OITO antes de fecharnosso conventículo. Ele é chamado Octanário e
significa Equilíbrio. No Martinismo, o 8 revela o Cristo Cósmico, o domínio do Mestre que já
terminou seu trabalho na Terra como indivíduo e de cuja influência, fora aquela transmitida aos
seus discípulos, é ativa em um plano mais superior do Ser. No Gnosticismo Cristão o renascimento
de Cristo é chamado “a mudança para o octanário”. Visto de cima, simplesmente como uma
metamorfose, o 8 é o terceiro número abaixo do ápice ou 10 e, por isso é a Irmandade Divina.
Encontramos este Octanário que está escondido do mundo material, representado por oito cadeiras
não ocupadas por nenhum corpo material. Nos Trabalhos Orientais do Dia escutamos sobre os
Oito Caminhos do Equilíbrio (Caminho do Maio) ensinado por Buda que será examinado do ponto
de vista Martinista quando chegarmos a este tema novamente. Se desejar pode-se proceder a uma
releituradomaterialmasnãolevantarnenhumadiscussãoatéestarmelhorpreparadoparaentender
o assunto.
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A Revolução Francesa,em suas diversas etapas, manteve Saint-Martin sempre na busca de
seuobjetivo:Justumettenacempropositivirum.Erguidoporseusprincípiosacimadeconsiderações
acercadenascimentoeopiniões,nuncaemigrou.Enquantosuportavacomhorrortodasasdesordens
e excessos cometidos pela anarquia e o despotismo ao seu redor, acreditava que o bem emergiria
com esta revolução pelos planos da Divina Providência. Pelos seus pensamentos via no homem um
instrumento temporal que, ao final, se elevaria. Na época de 1793 quando o sentimento de família
e sociedade parecia estar em dissolução, Saint-Martin decide se entregar ao zelo e cuidados ao
seupaienfermoeparalítico.Emseuretornoàcapital,tendosidoincluídoemumdecretodeexpulsão,
se submeteu e deixou Paris.
Enquanto outros homens se ocupavam com interesses políticos queagitavam a Europa, Saint-
Martin se correspondia em assuntos de importância para o destino da natureza e do homem com
um membro do Soberano Conselho em Berna. Vivendo solitário, afastado de seus relacionamentos,
no meio de um mar de paixões tempestuosas, considerava-se pelo isolamento, o Robinson Crusoé
da espiritualidade. Ele não escapou ao mandat d’ arrêt na ocasião em que uma falsa conspiração
religiosa o denunciou ao tribunal revolucionário de justiça. O 9 do Termidor o salvou. Sua
correspondência com um filósofo religioso, o Barão Suíço, que tinha inclinações para manifestações
externas e que o questionava em relação a determinados assuntos devem tê-lo tornado um suspeito;
embora o filósofo espiritual sempre levava seus amigos de volta ao sentido moral interior e se
referia ao seu caro amado Boehme. Se tornaram muito ligados embora nunca tivessem se
encontrado.
Serviu pessoalmente na Garde Nationale e estava ainda lá em 1794 quando o filho de Louis
XVI foi lá encarcerado. Três anos antes tinha sido incluído na lista de candidatos para o mandato
de Governador de Dauphin. Em maio de 1794, quando foi apontado para planejar o catálogo de
livros de seu “commune”, estava muito interessado pela descoberta dos tesouros espirituais na
“La Vie de la Soeur Marguerite du Saint Sacrament”.
Por volta do final de 1794, não obstante sua nobreza que interditou sua residência em Paris, ele
foi escolhido pelo distrito deAmboise, um dos então chamados educandos para as escolas Normais,
com a intenção de treinar mestres para o ensino público. Depois de ter, como Sócrates, consultado
seu “gênio”, Saint-Martin aceitou esta missão na esperança que, com a ajuda de Deus ele deveria,
na presença de dois mil ouvintes, animados pelo que chamava o “spiritus mundi” – mostrar seu
caráter de espiritualidade religiososa e combater a dominante filosofia materialista e anti-social.
Convocado por isso à capital, ele lá chegou para apropriadamente defender e desenvolver a causa
do sentimento moral contra o sentido físico, ou análise do entendimento humano.Apedra que ele
arremessou, como ele próprio definiu, na fronte da filósofia-análise não foi em vão.
Tendo retornado em paz e com honra a seu departamento, tomou parte, em 1795 na primeira
assembléia eleitoral; mas ele mesmo não era membro de nenhum corpo legislativo. A paz entre
França e Suíça tornou sua conexão com Berna ainda mais ativa.Atroca de correspondências entre
os dois amigos tornou-se mais do que um intercâmbio de esclarecimentos sobre o texto de Jacob
Boehme de um lado e as doutrinas de Saint-Martin de outro. Os escritos de nosso filósofo de fato
exigiam isso, mesmo quando parecia menos místico, os “flashes” de luz que se abatiam sobre ele,
deixava-lhe um desejo de se expressar mais abertamente.
No meio desta revolução, em referência na qual diz em sua linguagem espiritual que a França
tinha sido a “primeira visitada”, estava seriamente preocupado, porque era o país era o principal
culpado.Teveacoragemdeanteciparprincípiosmuitodiferentesdaquelesatéentãoobtidos,embora
tenha dado o exemplo de submissão à verdadeira ordem das coisas. Em seu “Eclair sur l’Association
numaine” entre outros, mostrou que a base luminosa da ordem social da regra teocrática é a única
realmente legítima. Mas ele nunca contemplou fundar uma seita. Sempre escrevia anonimamente
como le Philosophe Inconnu e ao dar seus escritos a amigos, recomendava manter segredo. Seu
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28.
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objeto em elevaçãoe referência a Deus como o princípio de toda autoridade era simplesmente
para lembrar todos os homens – do mais humilde ao príncipe – da unidade do Princípio cuja lei
encontramos dentro de nós, sem necessitarmos buscá-la em livros, mesmo os seus.
A introversão espiritual de cujo homem busca para abrir em si o conhecimento do Princípio de
tudo que é real – uma visão bem mais distante que a mera intuição racional de Kant – é a idéia
cujas regras são expostas nos seus escritos ...
Os elevados sentimentos e posições o levaram a admirar aquele FilósofoAlemão, extensivo a
questões de ordem natural que tratava. Tendo sido levado a desvelar um mundo interior invisível
por trás da natureza externa visível que concebia e que deveria ser revelado através da cultivação
à concepções mais férteis e mais de acordo com o intelecto do homem ... Ele acompanhava todos os
progressos de descobertas em todos os ramos de conhecimento, comparando resultados com aqueles
obtidos dos estudos de Jacob Boehme e de suas próprias reflexões. Estava, deste modo, penetrando
um mundo desconhecido quando compôs e produziu “L’espirit des Choses” na qual tenta levantar
asbordas dacortinaearremessaralgumaluzemumanaturezaquelhepareciatersidoabertamente
desvelada pela Inspiração Divina de Jacob Boehme...
Apesar da extensão de seus conhecimentos e originalidade de suas idéias que lhe faziam trazer
tudo que lhe era familiar ao espiritualismo, Saint-Martin era admirado por seu bom senso e sua
simples e amável modéstia. Seu caráter terno e espírito comunicativo lhe garantiriam muitos
partidários, mas ele não procurava fazer as pessoas se converterem, queria somente amigos como
discípulos – amigos não de seus livros mas dele mesmo. Mantinha um periódico de suas amizades.
Suas traduções feitas de seu estimado filósofo serviriam como provisão para dias posteriores quando
lhe chegasse a idade, por isso também considerava seus novos amigos como aquisições e se estimava
rico em virtude dos relacionamentos.Ao observar seu ar humilde e exterior simples não poderia se
suspeitar de seu profundo Conhecimento, seu extraordinário esclarecimento e exaltadas virtudes.
Mas, sua candura, a calma na conversação e a atmosfera benéfica que parecia espalhar ao seu
redor manifestou a sabedoria – o novo homem formado por uma sólida filosofia e religião ...
Ele nos diz que ao chegar aos 60 anos de idade ( em 1803), estava avançando em direção às
grandes alegrias que havia há muito prenunciado. Havia tido algumas vitórias sobre o mesmo
inimigo físico que ceifou seu pai, mas estava longe de se afligir, e dizia que a Providência tinha
sempre lhe cuidado e nada lhe reservava senão a graça.
Ele parecia ter o pressentimento sobre o próprio fim. Uma conversa que desejava ter com um
profundo matemático da ciência dos números – um sentimento oculto que ocupava continuamente
sua mente foi revelado pelo médium do escritor em seu encontro com M. de Roussel, dizia: “Sinto
que estou indo –AProvid6encia me chama – Estou pronto. Os germes que se empenhou em plantar
iriam frutificar. Saio amanhã para a resid6encia de campo de um amigo, agradeço aos Céus ter me
permitido este último favor que tive que pedir”. Então disse adeus a Mr de Roussel e apertaram
as mãos.
No dia seguinte, teve um ataque de apoplexia. Embora sua língua não estivesse livre, poderia
fazer-se entenderporseus amigos que se reuniram à sua volta. Sentido que qualquer ajuda humana
seria infrutífera, exortou a todos a seu redor que colocassem sua fé na Providência e vivessem
juntos como irmãos. Então orou em silêncio e partiu sem esforço e sem dor em 13 de Outubro de
1803.
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GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 15
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 15
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GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 15
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Respeitáveis Associados,
Nossa linguagem universal dos números tem nos mostrado como nossa existência como seres
conscientes pode ser representada em estágios ou emanações da Onisciência. No número cinco
nos encontramos imersos na matéria com suas quatro dimensões. No quinto ponto temos o ponto
mais afiado da consciência no mundo físico e podemos utilizar nosso discernimento objetivo para
propósitos positivos ou negativos. Em outras palavras, podemos aplicar nossa vontade ao caminho
de retorno ou não. Se nos esforçarmos por todos os meios em nosso poder para alcançarmos o
númeroSEIS,chegaremosaumainterpretaçãoequilibradadosplanosfísicoeastralounostornamos
conscientes de uma dimensão ou mundo superior.
Isto é simbolizado em nosso Pantáculo pelos Triângulos interlaçados. O triângulo apontando
para cima a partir do mundo corporal do irmão em branco com sua mente com sua mente mantida
em Ordem por sua vontade, enquanto o triângulo negro do Desconhecido e aparente Caos aponta
para baixo, oferecendo a realização do destino a todos que estão devidamente preparados para o
grande sacrifício necessário para obter este estado de expansão e menos consci6encia pessoal.
Vamos dar uma pausa por um momento para checar a Teosofia da adição e redução:
1 + 2 + 3 = 6 (Número Dourado)
1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 = 21 = 3 (outra manifestação perfeita)
Note também como a “batida” nos rituais deAssociado nos levam ao simbolismo dos triângulos
duplos.
Antes de deixar o sagrado Pantáculo, observe o hexágono regular dentro do círculo, que se
refere aos seis dias da criação (assim chamada). Seria impreciso se referir a este conceito como
sendo Tempo, como é normalmente entendido, porque esta evolução está ocorrendo a todoTempo,
enquanto somos apenas conscientes disto em intervalos.
Você pode perceber agora o valor do Exercício D em conexão com a Conscientização Simples.
Este exercício é para acalmar nossos pensamentos até que nossa vontade dirigida utilize nossa
consciência em direção ao próximo estágio de Retorno.
VamostentarpraticaroExercício“D”conjuntamente–(3minutos).Impressõespodemserrelatadas
– Feche o Conventículo.
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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 12
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 12
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Respeitáveis Associados,
Devemos agora expandir os nossos estudos da Ciência dos Números, a única ciência da qual
todas as outras estão relacionadas. O começo da Matemática se perde na antigüidade e a maioria
das raças de Civilizações muitoAntigas possuem um sistema matemático fácil de se trabalhar.
Para demonstrar essa verdade entretanto, a ciência dos números conta com os Axiomas (
Verdades ou Regras indiscutíveis ) os quais são demonstrações puramente intelectual de uma
Verdade, e é único porque é plenamente independente da opinião geral e de sua importância. Não
podemos perder de vista o fato de que os caracteres e os signos os quais nós chamamos de figuras
são os Símbolos dos Mundos. Números por sua vez representam princípios eternos e dessa maneira
os princípios são qualidades imutáveis ou emanações que pertencem à Unidade. Assim sendo os
NúmerosformamumalinguagemconcisadeVerdades,LeiseEmanaçõesquesãoomaterialoriginal
dos 2 livros do Martinismo, que estudaremos no futuro.
Dosmuitosfilósofosdaantigüidade,háumcujonomeestásempreligadoàCiênciadosNúmeros:
Pitágoras. Ele e seus seguidores, chamados Pitagóricos, conceituavam os números como uma
multiplicidade de formas dos seres. Números foram seres que primeiro se separaram da unidade
imparcial. Esta unidade se dividiu em 2 tipos de realidades: Números e espaço ilimitado, e por
esses dois fatores o Ser é manifestado.
Como os Martinistas, os Pitagóricos colocaram grande ênfase no numero 4 ou Tétrada. Por uma
geração linear ou pela adição teosófica, do numero 4 podemos obter 10, 1+2+3+4=10. Isto
representa a Tetraktys. De acordo com os Pitagóricos onde toda a proporção está contida.
A Tétrada é, para os Martinistas, o símbolo do fundamento permanente. Geometricamente, é
o numero mínimo de pontos que podem cingir ou circundar um sólido.
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pelo bem da coletividade. Então podemos começar a avaliar o real significado do número 5 no
Centro da Cruz.Aliberdade na escolha que a consciência objetiva nos deu, pode ser utilizada para
a Gloria do Soberano Arquiteto do Universo. A Personalidade Humana pode se tornar a Divina
Personalidade. Podemos escolher livremente disciplinar a nossa consciência e a nós mesmos a fim
de adquirir a Consciência de Cristo. Isto é também descrito pelos Martinistas como a Reintegração
da personalidade. É a passagem final deste mundo, pelo Caminho de Retorno, à Onisciência. A
outra alternativa é vagar indefinidamente entre os Homens de Torrente ou se perder na Floresta
de Erros.
Esta é então a herança má atribuída ao número 5, é o ponto de retorno do destino humano.A
alma do homem é capaz de se elevar acima da ilusão da satisfação dos cinco sentidos materiais. Ao
invés de lutar contra os efeitos, o Homem é livre para buscar as causas. Como ?
Vamos citarnossoVenerável Mestre Louis-Claude de Saint-Martin: “Aúnica iniciação que eu
prego e busco com todo ardor de minha alma é aquela em que entramos no coração de Deus e
fazemos o coração de Deus entrar em nós, onde se forma um casamento indissolúvel que nos torna
amigo, irmão e esposo de nosso Divino Libertador. Não há outro mistério para chegar a esta Santa
iniciação senão descendo mais e mais profundamente nas profundezas de nosso ser e não desistindo
até alcançar a raiz viva e vivificante, porque então todos os frutos que devemos carregar de acordo
com nosso gênero, serão produzidos naturalmente em nosso interior e exterior; como as árvores
terrenas que, ligadas às próprias raízes, incessantemente retiram sua seiva ... e tal é a vantagem
da preciosa verdade, que devemos correr de uma a outra extremidade do mundo e tornar audível a
todos aqueles que puderem escutar e fazer bom uso dessas verdades...”
Pode-se agora entender os propósitos encobertos de nossos exercícios espirituais. Este é o
Caminho da Disciplina. Eles se iniciam com (A) a Máscara, (B) a Capa e especialmente (C) a
Simples Conscientização de fixar um período de cada dia para a prática do segundo a segundo por
alguns minutos. Esta é a disciplina do Caminho. OAlfa e Ômega de tudo isso vem quando Deus é
feito Homem e o Homem é feito Deus. Por isso pratique o exercício da atenção diariamente até se
tornar fácil. O Exercício (D) irá então se tornar efetivo.
( O M.H. convida a discussões, evita divagações que agora são reconhecidas como falhas em
um exercício espiritual, então encerra com dois minutos de silêncio)
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GRAU DEASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 14
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 14
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 14
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 14
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 14
Respeitáveis Associados,
Revisão
O número 1 representa o Omneity (Onisciência, o Todo) para os Martinistas; o Um que tudo
comporta compreende todos os números, todos os seres, todas as coisas, ao mesmo tempo
permanecendo acima de tudo. O número 2 simboliza o início da diferenciação em partes separadas,
implicando daí, um grau de perfeição menor e uma crescente oposição entre duas emanações.
Estas duas forças duais podem ser designadas como positiva e negativa em um sentido impessoal,
ou bem e mal de um ponto de vista pessoal, nenhuma sendo absoluta e ambas sendo relativas.
O número 3 revela o Triângulo geométrico, descrevendo a completa manifestação resultante
da interação de duas emanações, forças ou conceitos. Por exemplo: para existir um livro é necessário
um escritor e o material a ser escrito, significando os pontos 1 e 2 respectivamente, enquanto o
próprio livro seria o ponto 3. Uma composição musical se manifesta pelo ponto 3, enquanto o músico
ou regente (ponto 1) toca o instrumento musical ou conduz uma orquestra (ponto 2). O autor em
cada exemplo é positivo em relação ao objeto da ação, que por sua vez é relativamente negativo.
AArquitetura certamente produz suas principais estruturas baseadas em quatro principais
paredes. Entretanto, o estudante místico encontra o princípio encoberto, por que o número quatro
expressa o limite-tempo na manifestação do mundo físico. Nossa Venerável Ordem expressou sua
maior manifestação pública através do ilustre Papus que, em seus livros, explicou como todos os
eventos tem um início em uma causa positiva, interagindo com uma negativa ou recipiente passiva
e produz então um terceiro ponto ou conclusão que, no tempo devido, passa por uma transição no
quartoponto.Papusilustroutalidéiacolocandoosnúmerosde1a4naspontasdeumacruzequilátera
com o 1 colocado no topo e os outros números, seguindo um sentido anti-horário, postos nas outras
extremidades. Então os classifica em:Ativo, Passivo, Neutro e Passivo-Ativo. Este último significa
a passagem para uma outra fase de existência.Você deve agora saberque a cruz de braços simétricos
damatériaépartedenossoPantáculoMartinista.Esteemblemasagrado,acruzequilátera,também
descreve uma ação positiva por sua linha que sobe ou levanta, assim como na Natureza as coisas
viventes crescem para cima; e a passividade negativa é representada pela linha horizontal, também
aparecendo na Natureza como as águas tranqüilas ou através da forma plana que as criaturas
dormem.
Agora chegamos ao quinto número que simboliza a infusão dos quatro estágios mundanos à
quintaessênciaouquintessência,ouEspíritoSanto.Vistosporbaixoouemnossanatureza,evoluímos
dos reinos Minerais, Vegetais e da vida Animal até nosso estágio Humano que, por sua vez, se
elevará deste quinto estágio para um nível mais elevado. Visto de cima, pode ser descrito como a
crucificação do Espírito na cruz da Matéria. Não vamos nos envolver com doutrinas religiosas,
para o caminho esotérico consideramos “cada um na sua”. A personalidade humana que se
desenvolve fora das interações destas forças adquire um sentido de individualidade. E gradualmente
aprende através de sua liberdade a escolher seu curso de ação. Reconhece que certas livre escolhas
são melhores do que outras, algumas são relativamente boas, outras relativamente más. Além
disso, aliberdadeparamuitospodefacilmentesetornarsemaprovaçãoparapoucos.Mantenhamos
em mente o ensinamento Martinista na iniciação sobre o sacrifício dos interesses insignificantes
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GRAU DE ASSOCIADO- CONVENTÍCULO: 13
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 13
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 13
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 13
GRAU DE ASSOCIADO - CONVENTÍCULO: 13
Respeitáveis Associados,
Esta noite deveremos iniciar relembrando nossa última lição da qual alcançamos o estágio do
simbolismo relativo ao número 5 do membro associado. Este número nos trouxe à consideração o
Bem e o Mau. Se você já refletiu acerca deste infindável problema metafísico, agora saberá que o
Bem que está acima de todas as criações em um senso absoluto, está ainda nos mistérios doAltíssimo
que se encontra oculto.
Qualquer coisa que esteja em um nível mais inferior é um Bem menor e, por isso, relativamente
mal. Tudo que podemos perceber ou conceber é esta relatividade, da qual podemos somente
interpretardo nosso próprio ponto de vista pessoal.Tomemos um exemplo rude: um canibal poderia
dizerque um pedaço de carne humana é uma boa iguaria, porém discordamos inteiramente. Vemos
então o livre arbítrio em ação.
Agora o número 5 é o ponto fundamental do destino humano. O Espírito Divino, que é
fundamental para todos os seres, foi crucificado na cruz da matéria. O número quatro tem uma
adição no centro. Observe a cruz de braços simétricos em nosso Pantáculo. Neste ponto crucial
deve manifestar o Espírito de Cristo em todos que trilharam o Caminho de Retorno. Possuímos
cinco sentidos físicos. Temos o livre arbítrio de viver meramente para a satisfação destes sentidos.
Por outro lado, podemos dirigir nosso poder de vontade, utilizando estes mesmos sentidos na leitura
de dois livros Martinistas: o Livro da Natureza e o Livro do Homem. Conforme já explicado, você
está sendo dotado do alfabeto e das ferramentas do Martinismo. Ao mesmo tempo, são dados
alguns exercícios simples para o treino da mente, a fim de se concentrar em si mesma. Os animais
utilizam a mente instintiva quase inteiramente. Os seres humanos são mais auto conscientes, eles
podem refletir, pensar. Sua mente, entretanto não está livre da natureza animal e dos instintos
puramenteanimais.AdisciplinamentaléessencialparaaquelesqueprocuramoCaminhodeRetorno.
A consciência é uma capacidade recentemente desenvolvida, um “sentimento” interior que indica
o melhor e mais apropriado caminho a seguir. Mesmo a consciência pode ser condicionada pelas
convenções, ou agitada pelas limitações dos sentidos. Somente o amor e o conhecimento universal
podemsolucionarosproblemasdahumanidadedoBemedoMal.Vamos,daquiemdiante,caminhar
com um passo por vez, conscientemente praticando nossa tarefa Martinista diária.
Antes de sairmos do problema do livre arbítrio, é importante considerarmos as doutrinas
esotéricas da Reencarnação e do Carma. Assim como a natureza se renova em ciclos, assim o
místico entende a alma que carrega nossa identidade, sujeita à lei universal da manifestação cíclica,
ou seja, reencarna em intervalos. Cada novo corpo humano possui um novo cérebro e, por isso sem
memória inicial. Desta forma, não nos lembramos de nossas existências anteriores em nosso estado
normal de consciência. Há um desenvolvimento posterior quando a memória da alma se torna
consciente no corpo. Nosso interesse no momento é pela Lei de Causa e Efeito no plano material.
O LivreArbítrio é uma função da atividade cerebral enquanto nosso estado primário de consciência
se encontra naquele nível, então só podemos escolher nossas atitudes diante das circunstâncias
quando estamos encarnando.Assim, como retornamos à Terra a cada renascimento, só podemos
prosseguir a partir do ponto que já alcançamos no caminho de retorno. Desta forma, não podemos
evitarnossodestino, maspodemosretardá-lo.Podemosvagarnaflorestadoserrosindefinidamente.
Esta verdade é paradoxal no sentido que o homem é o abençoado entre todas as criaturas, em
possuir o privilégio de conhecer o Caminho da Iluminação.
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(Vamos dar umapausa por alguns momentos para agrupar todos nossos pensamentos, então
poderemos levantar questões ou repetir a lição se necessário)
Nosso Exercício da semana será o da Estrela. Quando sozinhos, posicionemo-nos de pé com os
pés bem afastados e os braços esticados como se formando uma estrela de cinco pontas. Se o
exercício puderser realizado no escuro e em silêncio, melhor. Mantenha-se nesta posição enquanto
vai adquirindo consciência de que você existe. Traga os pensamentos à disciplina da consciência.
Não veja nada, não escute nada, não sinta nada. Se lhe ajudar, sussurre: “Paz”. Fique imóvel.
Então permaneça em torno de 3 a 5 minutos, SOZINHO CONSIGO MESMO, RELAXANDO NO
CENTRO.
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EXERCÍCIO D
EXERCÍCIO D
EXERCÍCIO D
EXERCÍCIO D
EXERCÍCIO D
Prática
Em intervalos convenientes durante o dia, concentre sua atenção por cinco minutos em suas ações
e sensações de segundo a segundo. Se, por exemplo, você escolhe cinco minutos durante as refeições
– quando estiver sozinho – note mentalmente como você pega a faca e o garfo, como se lhe parecem,
como os manipula; observe como você conduz um pedaço de comida à boca, qual é o seu sabor
enquanto mastiga e engole. Faça isso excluindo todos os sons, imagens e impulsos de pensamento.
Cada vez que sua mente divagar em outra direção, chame-a de volta, reconduza-a à disciplina e
siga, de segundo a segundo, todos os eventos de seu período selecionado.
Esclarecimento
O propósito aqui é desenvolver a vontade para dirigir a mente em um caminho escolhido. É
surpreendentemente difícil no começo, mas torna-se rapidamente controlável depois de dez ou
vinte experimentos.Ahabilidade será alcançada se você estiverrealmente determinado a controlar
as divagações de sua mente. Os pensamentos incontrolados sempre surgem das emoções e estão,
por isso, à mercê dos sentidos. À medida que são trazidos gradualmente ao controle da consciência
a mente deixa de ser levada por eles quase hipnoticamente e, se torna mais eficiente em todas as
formas.Após a prática suficiente, começamos a transcendero mundo dos cinco sentidos. Enquanto
as idéias fortuitas cessam, uma nova dimensão ou Quinta essência começa a se manifestar até que
a disciplina esteja consciente de um tipo de Paz atemporal em contato com toda a Criação. Com
esta experiência da consciência o Caminho de Retorno é permeado por um certo Conhecimento do
Místico.